quarta-feira, 18 de abril de 2018

Nove Meses Para o Perdão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“Eu sou o novo dono da sua empresa.”

Ódio é tudo que Elle St. James consegue sentir quando olha para o homem que um dia considerou seu irmão. Apollo Savas está determinado a destruir as empresas da família St. James, mas ela terá a última palavra no assunto! Elle está determinada a parar Apollo, mas ele sempre foi sua maior fantasia e fraqueza. Um momento de desejo roubado irá obrigá-los a lidar com um futuro inesperado: Elle e Apollo estarão para sempre ligados pelo bebê que ela espera. Agora, será que nove meses podem ser o suficiente para que eles superem o passado e se entreguem ao amor?

Capítulo Um

Às vezes, Elle St. James se imaginava pegando uma caneta e fincando-a no peito de Apollo Savas. Não para matá-lo, evidentemente. Ele não tinha coração e, portanto, o ferimento não teria sido fatal. Apenas para feri-lo.
Ainda assim, outras vezes fantasiava atravessar a sala de reuniões, desfazer o nó da gravata, abrir-lhe a frente da camisa e percorrer a pele quente, sentindo todos aqueles músculos firmes sob suas mãos. Finalmente. Após nove longos anos resistindo a ele, resistindo ao calor que a consumia a cada vez que se encontravam.
Isso era bem mais desconcertante do que a ideia de espetá-lo.
Também era frequente demais.
Estavam sentados numa reunião apinhada e ela deveria estar prestando atenção. Mas tudo em que conseguia pensar era no que lhe faria se tivesse cinco minutos a sós com ele, detrás de uma porta fechada.
Ou seria violenta, ou estaria nua.
Ele estava falando sobre orçamentos e cortes. E ela odiava aquelas palavras. Significavam que teriam de reduzir sua equipe outra vez. Como vinha sendo a história dos doze meses anteriores desde que ele comprara a empresa do pai dela. Uma empresa que era uma sociedade holding que estivera à beira da falência.
Apenas mais um momento numa longa sequência em que Apollo a prejudicara. Finalmente, o pai fora obrigado a lhe dar responsabilidade. Desde que o enteado finalmente provara ser uma víbora no ninho.
Ela fora nomeada como CEO. Então, Apollo atacara como um martelo.
Era culpa dele. Ao menos em parte. E nada a convenceria do contrário.
Ela tinha um plano. Um plano que ele parecia determinado a rebater a cada oportunidade. Ela sabia que podia salvar a Matte sem todas aquelas mudanças na equipe, mas ele não lhe daria a chance.
Porque, como sempre fizera, ele estava tornando seu intento prejudicá-la. Provar que era melhor mesmo agora.
Mas isso não impediu que seus olhos lhe seguissem as mãos enquanto ele gesticulava amplamente, que se perguntasse qual a sensação de ter aquelas mãos na sua pele.
Podia escrever o que sabia sobre sexo num guardanapo. O triste era que seriam apenas duas palavras.
Apollo Savas.
Ele fora sexo para ela desde o instante em que entendera o que a palavra sexo significava. Desde o momento em que entendera por que homens e mulheres eram diferentes e por que isso era algo tão maravilhoso.
O filho de cabelo e olhos escuros da mulher que o seu pai se casara quando Elle tinha 14 anos. Ele fora fascinante. Tão diferente dela. O produto de sua criação numa classe de sociedade com a qual a própria Elle não tivera contato. A mãe dele tinha sido uma empregada antes de seu casamento com o pai de Elle. O choque cultural tinha sido intenso. E bastante interessante.
Era evidente que, desde então, ele se tornara um homem de coração sombrio, que traíra a família dela e a colocara sob seu jugo.
Ainda assim, ela o queria.
O Lobo Mau do mundo dos negócios, acabando com os sonhos das pessoas.
— Não concorda, Srta. St. James?
Elle ergueu os olhos, e quando encontrou os de Apollo, seu coração disparou. A última coisa que precisava era admitir que não prestara atenção no que ele comentara. Preferiria dizer que estava tendo fantasias em que o matava do que a verdade.
— Terá de repetir a pergunta, Sr. Savas. Minha atenção para repetições não é infinita. É a mesma música que vem tocando há meses e não está mais eficaz ou lógica do que estava da última vez.
Ele se levantou com movimentos fluidos. As faíscas em seus olhos deixaram-na ver que pagaria por suas palavras. O pensamento produziu um arrepio na espinha dela. O medo se misturou ao desejo.
— Lamento que me ache entediante. Vou me esforçar para me tornar mais interessante. Conforme vê, eu me referia ao fato de que para ser bem-sucedida, uma empresa deve ser maleável. Bem lubrificada. Cada peça da engrenagem funcionando com capacidade máxima. Peças ineficientes são desnecessárias. Peças defeituosas são desnecessárias. Eu estava tentando ser delicado com a minha metáfora. — Ele começou a caminhar pela extensão ao lado da mesa de reuniões, e conforme ia passando, a espinha dos que estavam sentados enrijecia.
— Talvez eu tivesse prendido a sua atenção um pouco melhor se tivesse simplesmente dito que, se identificar uma porção de sua empresa funcionando com menos do que a capacidade máxima, começarei a ceifar seus funcionários como se fossem relva seca.

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