“Você possui uma nova mensagem...”
Catalina nunca tinha saído da linha, até ser arrebatada por uma proposta irresistível: uma noite cheia de paixão com o bilionário francês Nathaniel Giroud. Ela só não sabia que quebrar as regras iria mudar sua vida para sempre. Agora, escondida nas montanhas dos Pirineus, Catalina está determinada a proteger a pequena vida que cresce dentro de si do tormento de uma infância cheia de ordens e rigidez, como a sua própria. Mesmo que para isso ela tenha que desafiar o marido a quem deseja tão desesperadamente!
Capítulo Um
— Você acertou ao desmanchar o noivado — murmurou Nathaniel Giroud, olhando para a pista de dança onde o príncipe Helios e sua esposa rodopiavam harmoniosamente. — Helios não iria fazê-la feliz.
A princesa Catalina Fernandez bebeu calmamente um gole de champanhe. Sua mão tremia levemente.
— Como pode ter certeza?
— Não havia química. — Ele fez uma pausa antes de completar: — Não como a que existe entre nós.
Ela se inclinou para frente e empurrou a cadeira para longe da mesa, deixando um rastro de perfume suave e estimulante .
— Nós não vamos discutir sobre isso. O que você está sugerindo é impossível.
Antes que ela se levantasse, ele a segurou pela mão.
— Por quê?
— Você sabe por quê. — Ela puxou a mão e o encarou. — Eu estou me guardando para o meu marido. Minha pureza será um presente para ele.
— Um presente? — A ideia era tão ridícula que ele quase riu, mas o assunto não tinha graça. Nathaniel pensou no irmão de Catalina, herdeiro do trono de Monte Cleure, que, com a concordância do pai, tinha casos por toda a Europa, entregando-se aos prazeres proibidos à irmã apenas por ela ter nascido mulher.
Por mais que a imprensa oficial tivesse enfeitado a notícia, Catalina fora chutada por Helios, e agora corriam boatos de que ela fora prometida em casamento a um velho duque sueco. Nathaniel não sentia escrúpulos em seduzi-la. Catalina o queria. Ele sabia. E ela também sabia.
— Então, você não passa de uma propriedade? — Ele viu que ela ficou confusa. — É isso que está dizendo? Que não é dona do seu próprio corpo? Que não passa de um receptáculo para a próxima geração?
— Não é assim. Sou uma princesa. A minha vida é essa. Foi para isso que eu nasci.
— Você também é uma mulher.
Ele se inclinou e roçou o braço no dela, querendo convencê-la.
A princesa Catalina era um espécime raro de mulher. Além de ter classe e dignidade, era extremamente bonita. Portava-se com serenidade. Olhar para ela era como ver um quadro ganhar vida. Alta, com cabelo negro e olhos cor de chocolate derretido, ela possuía a pele clara e imaculada como alabastro. Naquele dia, usava um vestido cor de pêssego que ia até os joelhos e realçava seus seios e sua cintura fina, sem exibir um centímetro a mais do que o necessário de carne. O cabelo preso em um coque no topo da cabeça colaborava para lembrar a sofisticação dos anos 1960. Era um estilo que só ela poderia usar.
Parecia não ter defeitos.
Mas, claro que todos têm defeitos, e ele ansiava por descobrir os dela.
Como o pai dela, rei de Monte Cleure, ignorara acintosamente o casamento de Helios, e seu irmão desaparecera de vista com a última namorada, Nathaniel sabia que aquela seria a sua última chance com Catalina.
— Sua primeira vez deveria ser especial. Deveria ser com um homem que a valorizasse, não com algum aristocrata frio que estivesse cumprindo um dever.
— Eu sou uma aristocrata — falou ela, com a voz tão trêmula quanto o tremor que ele percebia em seu corpo.
— Ah, mas você é diferente. Por baixo da aparência fria, seu sangue ferve como lava.
Ao ver que o duque sueco se aproximava da mesa, Nathaniel levantou bruscamente.
— O seu pretenso noivo está vindo para cá. Desconfio que vai tirá-la para dançar.
Ela olhou na direção do duque.
— Ele não é meu noivo. — Catalina suspirou. — Não ainda.
— Então, não há nada que a impeça de dançar comigo. — Nathaniel estendeu a mão para ela.
Catalina engoliu em seco.
— O meu irmão me disse para ficar longe de você.
Ele apostava que sim.
— Você sempre faz o que o seu irmão manda?
— Faço.
— E você sempre quer fazer o que é mandado?
Ela sacudiu a cabeça quase imperceptivelmente. O duque estava a alguns passos de distância. De repente, ela segurou a mão que Nathaniel lhe estendia e se levantou graciosamente.
— Uma dança.
— Se você insiste — falou ele, inclinando a cabeça.
— Tem que ser apenas uma. Eu preciso zelar pela minha reputação. Há espiões em todos os lugares.
Para ele, bastava uma dança. Sem lhe dar tempo para mudar de ideia, Nathaniel levou-a para a pista de dança e deixou o duque olhando para as costas dos dois e coçando a cabeça calva.
Assim que encontrou um espaço, Nathaniel segurou a mão dela, puxou-a e passou o outro braço por sua cintura, apoiando a mão em suas costas nuas. Sua pele era macia e sedosa.
Catalina se encaixava perfeitamente em seus braços.
Os saltos lhe davam mais altura, e ela podia apoiar a cabeça perfeitamente na curva do pescoço dele, e seus sentidos se aguçavam ao sentir o perfume do cabelo dela.
Ele apertou-a contra o corpo, de modo que ela pudesse sentir as batidas aceleradas do seu coração.
— Relaxe — disse ele, acariciando-lhe as costas. — Eu não mordo.



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