segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Escândalo Real

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um casamento sob os holofotes.

O rebelde príncipe Felipe Cairo quer evitar a coroa a todo custo. 

Por isso, ele decidiu se casar com a mulher mais inapropriada que pudesse encontrar. 
A queridinha da mídia Brittany Hollis é tão infame quanto ele. 
Ainda assim, os beijos escaldantes que trocam em público revelam que há muito mais nela do que Cairo podia imaginar. Porém, esse conto de fadas de mentirinha vai ter um final inesperado. Brittany pode não ser a rainha perfeita, mas está esperando um herdeiro do trono.
Capítulo Um

Qualquer mulher ajuizada recusaria certos convites. E aquele era um deles, escrito à mão por um dos homens mais famosos do mundo, num cartão luxuoso e entregue na sua porta por um funcionário do remetente. A mensagem em si era misteriosa: Encontre-me em Monte Carlo.
Brittany Hollis já vivera um bocado, apesar dos seus 23 anos; já viajara para, no mínimo, dois continentes, graças à coleção de casamentos por conveniência, uma participação num reality show em que representava a detestada vilã, e por sua recusa em confirmar ou negar qualquer escândalo a seu respeito. Sempre acreditara ter bom senso.
Bom senso demais para o seu gosto, ou assim pensava. Era assim que uma virgem intocada se deixara ser conhecida como uma das mulheres mais safadas do planeta. Entretanto, sempre se mantivera acima dos comentários ferinos, pois só ela conhecia a verdade.
E, sem se importar com a forma que a chamavam — como mercenária, por aqueles mais gentis –, Brittany sabia que o foco, como se nada disso a incomodasse, era a melhor maneira de levá-la à paradisíaca ilha tropical de seus sonhos.
Um dia chegaria lá. Passaria o resto da vida num caftan esvoaçante, com flores no cabelo e tomando mai tais sem nunca mais pensar nos dias difíceis ou nas notícias cruéis publicadas nos tabloides nos quais era sempre retratada como a vilã diabólica.
Nunca mais.
Mal podia esperar. Passara anos a fio mandando metade do dinheiro ganho a duras penas para os membros da família, que a declaravam ter pacto com o diabo, em público, embolsavam os cheques pecadores às escondidas e depois, sem um pingo de pudor, exigiam mais. E mais e mais. 
Sua amada avó pedira que ela assumisse a responsabilidade, depois que o furacão Katrina tinha destruído tudo o que a mãe solteira de Brittany conseguira dez anos atrás, deixando-os à beira da miséria em Gulfport, Mississippi.
Brittany se empenhara. Ano após ano, da única maneira que sabia e com as armas que possuía — sua aparência, seu corpo e a inteligência herdada da avó, embora a maioria acreditasse que ela era burra. Sua irmã caçula faria 10 anos. Ou seja, faltavam oito para ela sugerir à família que, para variar, trabalhassem para manter o sustento.
Na certa, usaria termos mais fortes ao conversar com a mãe.
Enquanto isso, poupava a outra metade do dinheiro, pois um dia se mudaria para uma ilha deserta do Pacífico com palmeiras, céu azul e praias de areia branca. Vira fotos do arquipélago de Vanuatu ainda no ensino médio e decidira que um dia moraria naquele lugar paradisíaco. Uma vez numa das ilhas a oeste de Fiji, não poria mais os pés nessas cidades agitadas e conturbadas.
Nunca mais.
Mas uma coisa de cada vez: primeiro devia ir ao encontro do homem que a convocara a encontrá-lo naquele cassino icônico de Monte Carlo, localizado na majestosa cidade de Mônaco, onde homens de sangue azul como ele planejavam noites de jogatina para que as maiores fortunas da Europa perdessem grandes somas de dinheiro. 
Para discutir uma proposta interessante para ambos, dizia a mensagem. Mas ela não fazia ideia de qual seria essa proposta. Nada tinham em comum, exceto certa fama internacional; e a dele, ao contrário da sua, podia ser comprovada por fatos documentados.
Documentados e viralizados na internet repetidas vezes.
Mesmo assim, Brittany entrou no cassino no horário marcado. A caráter, como exigia o mundo da moda. Num vestido longo de um ombro só, em tom dourado discreto, e salto alto. Sabia que o vestido a tornava atraente e suntuosa ao mesmo tempo, como convinha à mulher chamada de vagabunda pela própria mãe. Mas o vestido elegante também denotava sofisticação, o que ajudava a menina miserável do Mississippi a desfilar com segurança pelo ambiente deslumbrante de piso de mármore.
Brittany tinha a incrível capacidade de simular ser o que não era.

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