quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A Noiva Perfeita

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Prontas para o altar
Elena Ricci nunca podia imaginar que sua viagem de fim de semana terminaria em chantagem, um casamento forçado e a necessidade de um herdeiro. 


Mas é isso o que acontece quando o poderoso Gabriele Mantegna a sequestra! 
O que ela não esperava era que seu corpo ardesse cada vez que Gabriele a tocava. 
Quando a atração entre os dois se torna tão tórrida quanto o ódio que sentem um pelo outro, como eles lidarão com o legado de sua paixão?

Capítulo Um

O grito ecoou pelo silêncio da capela de Nutmeg Island.
Gabriele Mantegna, havendo acabado de subir as escadas do porão, deteve-se abruptamente.
De onde diabos veio isso?
Ele desligou a lanterna, jogando a capela na mais completa escuridão, e escutou atentamente.
Teria sido um grito feminino? Decerto, não? Naquela noite, apenas a equipe de segurança estava na ilha.
Fechando cuidadosamente a porta do porão, ele adiantou-se até a única janela pequena da capela que não era um vitral. Estava escuro demais para ver qualquer coisa; contudo, após algum instante, uma luz fraca apareceu ao longe. Vinha da casa dos Ricci, onde, naquele momento, uma gangue armada estava se servindo de obras de arte e antiguidades inestimáveis.
A equipe de segurança da ilha estava cega no que dizia respeito à gangue, seus monitores remotamente alterados de modo a mostrar apenas informações falsas.
Gabriele verificou o relógio e fez uma careta. Estivera na ilha dez minutos além do que planejara. Cada minuto a mais aumentava as chances de ser pego. E para alcançar a praia no lado sul da ilha, de onde nadaria para a segurança, era uma caminhada de mais dez minutos.
Mas não imaginara o grito. Não ficaria com a consciência tranquila se fugisse sem verificá-lo.
Praguejando baixinho, Gabriele abriu a pesada porta da capela e saiu para o quente ar noturno caribenho. Da próxima vez que Ignazio Ricci escolhesse um local de paz e contemplação, encontraria o código do alarme da capela alterado.
Para uma construção projetada para reflexão e adoração pacífica, a capela Ricci fora dessacrada pelo propósito real de Ignazio.
Estivera tudo ali, debaixo do altar da capela, em um porão abarrotado de arquivos que datavam de décadas atrás. Uma trilha secreta de dinheiro sujo, o ponto fraco do império Ricci, escondido do mundo externo. No pouco tempo que Gabriele passara no porão, desencavara um número suficiente de evidências de atividades ilegais para colocar Ignazio na cadeia pelo resto da vida. 
Ele, Gabriele Mantegna, entregaria pessoalmente cópias dos documentos incriminadores para o FBI. Estaria presente no dia do julgamento, sentado em algum lugar estratégico, onde Ignazio, o homem que matara o seu pai, não tivesse como deixar de vê-lo.
Quando a sentença do juiz fosse dada, Ignazio saberia que fora ele o responsável pela sua queda.
Mas tudo ainda não eram flores. A evidência mais importante para Gabriele, os documentos capazes de limpar o seu próprio nome e exonerar o seu pai de uma vez por todas, não haviam sido encontrados.
Mas a evidência existia. Ele a encontraria, mesmo que levasse o resto de sua vida.
Tirando da cabeça a evidência desaparecida, Gabriele seguiu até as árvores e, agachando-se, avançou na direção da casa de Ricci, uma mansão de três andares.
Luzes brilhavam em uma janela do térreo. Qualquer subterfúgio por parte da gangue fora abandonado.
Algo dera errado.
Os homens na casa eram liderados por um gênio do crime que se apresentava como Carter. A especialidade de Carter era roubar itens caros por encomenda. Vasos Ming. Picassos. Caravaggios. Diamantes azuis. Rezava a lenda que não havia sistema de segurança no mundo que Carter não conseguisse driblar. Também tinha um talento todo especial para saber onde os membros da alta sociedade escondiam seus objetos de valor obtidos também por meios escusos, cuja ausência o proprietário, com certeza, não relataria às autoridades. Carter ficava com tais itens para si mesmo.
A porta da frente ficara aberta.
Ao aproximar-se, Gabriele pôde escutar vozes. Abafadas; contudo, inegavelmente zangadas.
Sabendo que estava correndo um grande risco, mas incapaz de ignorar o som do grito que ainda ecoava em seus ouvidos, Gabriele colou-se à parede externa da casa, ao lado da janela mais próxima da porta da frente, inspirou fundo e virou-se para olhar lá para dentro.
A entrada principal estava vazia.
Ele empurrou a porta, abrindo-a mais alguns centímetros.
A discussão abafada prosseguiu.
Ele cruzou o vão da porta. No instante em que seu pé de pato de borracha sintética encostou no piso de tábua corrida envernizado, um rangido pôde ser escutado.
Praguejando baixinho, Gabriele arriscou mais um passo, plantando todo o pé de uma só vez. Desta vez, não houve rangido.
Ele olhou ao redor. A sala tinha três portas. Apenas uma, do outro lado, estava aberta.
Com cautela, adiantou-se até ela, lamentando que não houvesse no aposento nenhuma estátua em tamanho natural atrás da qual pudesse se esconder, em caso de necessidade. Alcançando a porta, espiou pelo vão, olhando para a larga escadaria à direita, enquanto esticava as orelhas para a esquerda, em uma tentativa de determinar sobre o que os homens estavam discutindo. Se fosse apenas uma questão de um roubo dando errado, retornaria ao seu plano original e daria o fora daquela ilha.
Porém, aquele grito…




Série Prontas para o altar
1- Bodas de Sedução
2- Proposta sombria
3- A Noiva Perfeita

2 comentários:

  1. Este livro, Proposta Sombria e Bodas de Sedução não estão na biblioteca, tem previsão de qnd vão disponibilizar eles?

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    1. Elizane, se eu publiquei no blog é pq está disponível na biblioteca, vc precisa ler AJUDA do blog pra saber como procurar na biblioteca, pois se vc olhar bem o post está marcado como multiautores. boa leitura!

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Oiiiiii...Não vai sair sem deixar um comentário vai?
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