sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Natal dos Cald.

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Saga Família Cald.
Os invernos de Montana são ásperos, mas o mau tempo não estará no caminho da reunião de Natal dos Calders. 

No entanto o Patriarca Chase Calder está determinado a tornar este feriado o mais feliz ― especialmente para sua filha, Cat. E Chase sabe que os melhores presentes nem sempre são feitos com papel e fita.






Capítulo Um

Um chinook, um vento quente que varre a área durante o inverno, há muito conhecido como a neve comedora pelas tribos nativas, varria as vastas planícies de Montana. Sua respiração era quente, derretendo o cobertor branco invernal que cobria as gramíneas ricas da terra.
Sobre a terra ondulante da alta pradaria, ele corria e invadia a sede do famoso rancho Triplo C., girando em torno dos muitos edifícios que davam ao local a aparência de uma pequena cidade.
Inevitavelmente, o chinook se virava para cima da colina em um túnel, através das colunas altas que revestiam o pórtico da grande casa branca, que continha uma visão dominante do pátio do rancho. Seu próximo alvo foi o da ondulação da fumaça da chaminé, achatando-a e levando ao longo de sua carreira sobre a terra. 
A fonte da fumaça era o fogo, que ardia na lareira de pedra maciça da sala de estar. Seu calor era uma concessão ao patriarca do Triplo C., Chase Calder. 
Ele se sentava em sua cadeira habitual, por trás da grande mesa de carvalho da sala, sua bengala enganchada na borda da cadeira. Os anos tinham tomado muito de seu vigor, assim como tinham encolhido a sua grande estrutura, e esculpido uma rede de linhas profundas em seu rosto ossudo. Mas nada que tivesse embotado o brilho acentuado nos seus profundos olhos vivos.
Chase Calder podia estar velho, mas só um tolo poderia pensar que a idade tinha diminuído sua percepção das coisas que aconteciam ao seu redor.
Seu olhar vagava para sua nora viúva. Jessy Calder se sentava em uma das cadeiras em asa, de frente para o balcão. Vestida em trajes de fazendeira típica, com botas de cowboy, jeans e uma camisa, ela ainda possuía a figura da menina magra de sua juventude. 
Apenas as linhas da idade, atraentes ao redor dos olhos, e da ligeira cor prata de seus cabelos castanhos, revelavam que Jessy também tinha ficado mais velha. Atualmente, as rédeas do Triplo C. estavam em suas mãos, coisa que ela conduzia com facilidade, mostrando tanto a tutela tranquila de Chase, como a sua própria capacidade inata.
Como muitos outros trabalhadores do Rancho, tinha suas raízes muito bem firmes nas profundezas da terra. Jessy tinha nascido no Rancho, e passara seus primeiros anos como um peão normal, antes de se casar com o único filho de Chase. 
Seu sólido conhecimento do negócio de gado, e seu respeito permanente para com a terra que a apoiava, juntamente com a sua própria força tranquila, lhe forneceram a base para uma líder de categoria.
Cedo, Jessy tinha passado mais da responsabilidade pelas operações diárias do Rancho, para seu filho Trey, preparando-o para o dia em que ele fosse assumir o controle, assim como Chase a havia preparado. Era esta liberdade das minúcias do dia a dia, que permitia a Jessy relaxar na sala e desfrutar de um copo de café no meio da manhã, com seu sogro.
Uma forte rajada do vento típico da região, atingiu um dos vidros da janela. Automaticamente Jessy olhou em sua direção, fazendo uma pausa no ato de levantar a xícara de café aos lábios.
— Eu gosto do som disso. — Jessy comentou passivamente. — Isso significa que não terá feno para o gado. Quanto mais tempo eles tiverem a boa grama Calder para pastar, melhor será para o nosso balanço financeiro.
Mesmo com o brilho de um sorriso confirmando, os cantos da boca de Chase se aprofundaram, e o cowboy alto e magro em pé ao lado da lareira, enviou um sorriso de lado na direção de Jessy. 
— Falou como uma verdadeira pecuarista. 


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