quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Aliança do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Contratada para cuidar da casa… e para aquecer a cama!

O bilionário italiano Lazzaro Ranaldi escolhe mulheres como escolhe seus carros: elas devem ser bonitas, sensuais e facilmente substituídas. 

Mas há algo em Caitlyn que mexe com ele... e Lazzaro está decidido a descobrir exatamente o que é. Ele acredita que Caitlyn não é tão inocente como aparenta, e Lazzaro não será enganado!


Capítulo Um

— Você o mordeu. — Os olhos negros a olharam com raiva quando ela parou à mesa. Definitivamente, uma discussão entre os empregados não constava de sua lista de ocorrências.
— Eu não o mordi — retrucou Caitlyn. Lazzaro não esperava a negativa, levando-se em conta as evidências. Mas sua irritação e indignação revelaram que aquele problema de última hora, que fora parar em sua mesa às 17h de uma sexta-feira infernal, era na verdade um caso sério. 
Jenna, sua assistente pessoal, pedira demissão, choramingando, na quarta-feira, e a assistente dela ausentara-se por causa de uma gripe responsável pela ausência de metade de seu quadro administrativo, o que significava que hoje Lazzaro precisava cuidar do que normalmente delegava. Mas talvez fosse melhor lidar com esse quadro em particular. Parecia que, deu uma olhada no arquivo em cima da mesa, Caitlyn Bell tinha uma versão da história que ele precisava ouvir.
Mesmo não querendo.
Olhos azuis de porcelana aprisionaram os dele, olhos de certa forma familiares... olhos tão azuis quanto os de Roxanne.
De onde surgira esse pensamento?
Ela não parecia em nada com Roxanne.
Caitlyn era tão loura quanto Roxanne era morena, magra, não curvilínea, mas aqueles olhos... Engoliu em seco a única evidência de seu tormento interno. Estava zangado por ainda se abalar com as lembranças, com a dor, nas horas mais inesperadas.
— Eu não cravei meus dentes nele.
Lazzaro voltou a se concentrar, agradecido por poder escapar dos próprios pensamentos. Foi difícil não rir com a descrição dela e bem difícil não compará-la à de Malvolio, que havia urrado, com a mão enrolada em um lenço, como se estivesse prestes a cair. Ele não sabia o que esperar quando a convocara ao escritório. Normalmente, não lidava com as funcionárias do hotel e, quando o fazia, elas normalmente tremiam nas bases. Mas não era o caso.
Ela declinara de sua oferta para que se sentasse, e parada diante de sua mesa demonstrava nervosismo, mas força. O cabelo comprido louro, normalmente arrumado e preso, soltara-se depois do incidente. Cruzara os braços no peito; os olhos azuis vidrados na tentativa de não chorar. Fungava, no esforço de não verter lágrimas e, de alguma forma, embora claramente abalada, também demonstrava incrível controle. A boca, um botão de rosas, comprimida e desafiante.
— Preciso de mais informações.
— Realmente não compreendo o motivo de toda essa confusão.
— Um dos membros de minha equipe foi mordido por outro.
— Não um membro qualquer de sua equipe...

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