quarta-feira, 11 de outubro de 2017

União de Corações

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O nascer do amor!

Alexis Grayson sabe como se cuidar… Sobrevivera assim! 
E continuaria sobrevivendo, mesmo grávida e sozinha. 
Mas Connor Madsen não a deixará desamparada. Alexis precisa de um lugar para morar até o nascimento do bebê. 
Connor está em busca de uma esposa temporária. Um casamento de conveniência seria a solução ideal para ambos! 
Contudo, quando Alexis passa a conhecer melhor o corajoso, honrado e sexy cowboy que havia se tornado seu marido, percebe que cometera o maior erro de sua vida! 
Afinal, tudo o que Alexis deseja é ser a esposa definitiva de Connor…

Capítulo Um

— Senhorita? Acorde. Está me ouvindo?
Primeiro, Alex ouviu uma voz profunda e, pouco a pouco, começou a recuperar a visão.
— Oh, graças a Deus. Sente-se bem?
Confusa, Alex olhou para ver de onde vinha a voz. Esforçando-se para ajustar o foco da visão, deparou-se com os olhos castanhos mais bonitos que já havia visto. Eram impressionantes, escuros e com pontos dourados, grandes e rodeados de sobrancelhas espessas.
Disse para si mesma que os homens não deviam ter olhos tão bonitos, antes de perceber que o dono deles a segurava nos braços.
— Oh, céus!
O estranho a amparou por um braço e pelas costas para ajudá-la a levantar-se.
— Devagar. Você desmaiou.
De verdade? Não percebi. Estava inconsciente, pensou Alex em responder. Porém, conteve-se ao ver preocupação sincera no olhar daquele homem.
Ele se certificou de que Alex podia se manter em pé antes de soltá-la, mas, por via das dúvidas, achou melhor ficar ali perto, para o caso de ela ter uma recaída.
— Desculpe-me — disse ela, espalmando a calça e evitando encará-lo. Apesar de só tê-lo visto um segundo, conseguiu gravar sua imagem na mente. Não só aqueles olhos hipnotizantes, mas também o cabelo escuro, os lábios e a figura altiva vestida com um terno cinzento.
Um homem com aquela aparência não tinha lugar no seu mundo, pensou Alex, envergonhada, os olhos pregados no chão como se fosse algum tipo de punição eterna. Fixou o olhar nos sapatos dele... reluzentes, de couro castanho, sem nem resquício de pó ou terra. O calçado típico de um homem de negócios.
— Não precisa se desculpar. Tem certeza de que está bem?
Ela se agachou para apanhar a bolsa. Era a segunda vez que tentava: da primeira, sentiu o mundo girar a mil por hora, e sua visão nublou-se. Precisou apoiar-se no banco para não cair. Horrorizada, viu que havia entornado todo o suco de maçã, que escorria lentamente pelos vãos da calçada irregular. Apanhou a garrafa do chão e olhou ao redor, procurando uma cesta de lixo.
— Sim, estou bem — respondeu, finalmente elevando o olhar ao rosto de seu interlocutor. Surpreendeu-se ao vê-lo realmente preocupado. Ninguém se preocupava com ela havia muito tempo. E ali estava um estranho, cuja expressão facial confirmava a veracidade de seu sentimento. — Ainda não o agradeci por ter me segurado.
— Você ficou branca como a neve.
Alex conferiu rapidamente o cenário ao seu redor. As pessoas que teriam testemunhado o acontecido já tinham ido embora, e o resto do mundo seguia seu curso normal; ninguém reparava neles. Ela era só mais um rosto dentre a multidão. Simples assim. Mas aquele homem... o desconhecido notou que ela não estava bem e havia se aproximado para ajudar.
— Eu estou bem. Obrigada pela sua ajuda. Só preciso me sentar por alguns minutos — disse ela, em tom de despedida.
Demonstrando compreensão, o estranho afastou-se para o lado, dando passagem a ela, e, quando Alex se sentou, repetiu o movimento.
— Precisa de um médico?
Alex riu. Claro que precisava. No entanto, um médico não podia curar o seu problema.
— Não.
Era uma resposta definitiva e, pela expressão que ele fez, ficou claro que havia entendido a mensagem. No entanto, sentiu-se culpada por ter sido tão brusca.
— Mas agradeço mais uma vez, senhor...

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