sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Núpcias de Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Apenas conveniência?

A bela Helen Frayne jurou fazer o que fosse preciso para manter a propriedade da família. Mas não imaginava que teria de ir tão longe… 

O arrogante milionário francês Marc Delaroche deseja Helen mais do que qualquer outra mulher. 
E está certo de que conseguirá persuadi-la a ser sua esposa em troca da preciosa mansão que ela chama de lar. Sem escolha, Helen aceita a proposta, acreditando que o casamento seria de conveniência. 
Contudo, não demora para ela perceber que é impossível resistir ao poder de sedução de Marc.

Capítulo Um

Helen nunca se sentira tão nervosa. E a aridez do lugar certamente não ajudava. Estava bem no centro de Londres, no escritório central da Restauration International, uma organização que se dedicava a projetos de conservação histórica.
Ela esperara encontrar paredes repletas de obras de arte, mobília antiga e tapetes persas. Algo dotado da graça e do charme de antes.
Em vez disso, foi saudada por uma recepcionista muito convicta e despachada para esperar numa sala de vidro e aço cromado, onde havia apenas um bebedouro para lhe fazer companhia durante os longos e enervantes minutos de espera.
As mãos apertavam a alça da pasta enquanto ela repassava mentalmente os pontos que deveria abordar quando estivesse diante dos diretores da Restauration International.
Eles são a minha última esperança, pensou. Todas as outras fontes já secaram. Então preciso que funcione.
— Pareça profissional. — Lottie, uma amiga, aconselhara.
Helen seguiu o conselho à risca e estava usando uma saia cinza de boa qualidade, uma blusa branca de algodão e o velho blazer preto. O cabelo castanho-claro, que precisavam desesperadamente de um bom corte assim que ela tivesse tempo e dinheiro, estavam presos por uma fita preta na altura da nuca. As orelhas estavam ornadas por brincos de prata em formato de bolinha.
Aquela reunião colocava tanta coisa em jogo!
Toda minha vida, pensou ela. Tudo o que tenho de precioso e que agora depende da boa vontade de estranhos.
De algum modo preciso convencê-los de que vale a pena salvar Monteagle. Assim como meu pai e meu avô, não vou desistir de lutar para ver o lugar cair no esquecimento. Ou, ainda pior, nas mãos de Trevor Newson.
Ela estremeceu ao se lembrar do sorriso complacente naquele rosto redondo, como se a vitória dele fosse inevitável. Como se estivesse contando os dias até que pudesse transformar Monteagle no grotesco parque temático medieval que tanto desejava.
Foram esses planos que a convenceram a fazer essa última tentativa desesperada de conseguir dinheiro para realizar os reparos urgentes de que o imóvel tanto precisava.
Todas as outras empresas que ela procurara haviam rejeitado o pedido de ajuda financeira, alegando que Monteagle era uma propriedade muito pequena, sem importância e fora das rotas turísticas.
Mas posso conseguir sozinha. Posso dar conta.
Ao menos fora isso que Nigel dissera, lembrou-se com uma pontada de mágoa. Talvez ela não devesse mesmo esperar que o namorado estivesse ali também. Mas é que eles já vinham se encontrando há um bom tempo, portanto seria lógico que ele se dispusesse a lutar com ela para salvar Monteagle.
Na verdade, Helen precisava admitir para si que Nigel fora meio indiferente em relação à luta para manter a casa. Ele não era um homem de poucas posses: trabalhava em um banco de investimentos e, além disso, herdara um bom dinheiro da avó. Entretanto, nunca lhe oferecera ajuda prática.
Aquilo era um assunto sobre o qual realmente precisariam conversar... assim que ela conseguisse a doação. Afinal, Helen estava determinada a ser autossuficiente e tinha vários projetos em mente para aumentar os lucros da propriedade.
Só que nos últimos tempos eles não tiveram oportunidade de conversar muito sobre coisa nenhuma. O que provavelmente havia acontecido mais por culpa dela. Tudo bem que o trabalho de Nigel realmente o mantivera preso a Londres nas últimas semanas, mas ela estivera tão envolvida em preparar a apresentação para o comitê, que mal sentira falta dele.
Que coisa estranha de se admitir sobre o homem com quem iria se casar!

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