quarta-feira, 14 de junho de 2017

Amor Roubado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Sobrevivente de um acidente de avião.

Numa floresta da América Central, Paige Emerson poderia sentir-se no paraíso se não estivesse sob a custódia do implacável detetive Travis McKenna, que a julgava uma ladra. Sem poder fugir do fascínio e do desejo abrasador que ele lhe despertava, Paige se perguntava quanto tempo conseguiria resistir a esse homem. O pior é que, para suportarem o frio e os perigos da selva, eram obrigados a dormir aninhados um ao outro, como dois amantes apaixonados!

Capítulo Um

— Espero que isto ajude — declarou a bibliotecária com forte sotaque britânico, ao colocar o enorme e antigo atlas sobre o balcão.
Paige agradeceu com um sorriso e dirigiu-se a uma mesa de canto, não sem arriscar um olhar rápido e furtivo por sobre o ombro. Além da bibliotecária e da jovem assistente não havia mais ninguém ali e ela sentou-se, com uma careta. Estava ficando psicótica, pensou! O passo seguinte seria olhar debaixo da cama! Mas era algo que não podia evitar, pois sabia que aonde quer que fosse Travis McKenna não estaria muito longe.
Já chegara ao ponto de utilizar-se de estratagemas inspirados em romances de espionagem. Apesar disso, ele a encontrara. Aparecia sempre, como o homem misterioso, e por vezes, Paige achava que faltava pouco para explodir.
A frustração do último mês agravara consideravelmente uma fase que já não era das melhores. Não era fácil continuar sendo toda ternura e alegria quando estava correndo contra o tempo, tentando alcançar sua presa antes que McKenna a alcançasse.
Desta vez, Ariel escapulira por apenas três dias. Paige chegara tão perto... Por pouco não a alcançara! Com uma vantagem de tempo tão pequena, Ariel conseguia estar sempre à sua frente, viajando de cidade para cidade e de país para país, e aquela perseguição já estava deixando Paige cansada.
Abriu o atlas e folheou-o, até que seu dedo deteve-se na região da Costa Rica. Examinou a rota quase circular que Ariel percorrera através do Caribe, sul dos Estados Unidos e México.
 Uma rota que Paige fora obrigada a seguir, sem nunca conseguir fechar o cerco, embora o espaço de tempo que as separava diminuísse cada vez mais. Até parecia proposital, como se Ariel soubesse que estava sendo seguida. Paige, aliás, não tinha certeza se ela suspeitava ou não. E a trajetória desordenada e irregular de Ariel de certa forma mostrava que ela não temia o que pudesse acontecer se Paige a alcançasse; passava rapidamente de um país para outro como se dinheiro não fosse obstáculo, o que não devia ser mesmo, se bem conhecia a prima. Ia percorrendo seu doce caminho, inteiramente alheia ao que pudesse estar ocorrendo atrás de si.
Paige, por sua vez, era obrigada a mergulhar e emergir, em inúteis tentativas. No inicio viajara em primeira classe e hospedara-se nos melhores hotéis, mas McKenna encontrara-a sem dificuldade. Então, decidira mudar de nível, tentando esconder-se nas ruelas mais sujas e distantes das cidades por onde tinha de passar. Já perdera a conta das pensões caindo aos pedaços em que se hospedara. 
Se a tarefa em que estava empenhada não fosse tão importante, jamais teria pisado em semelhantes lugares. Não porque se julgasse melhor que as pessoas que, por força das circunstâncias, eram obrigadas a residir ali, mas porque achava o clima deprimente. 
Gostava de coisas boas; não necessariamente caras, mas coisas bonitas e agradáveis, que alegrassem a alma. Estava preparada para trabalhar o que fosse necessário para consegui-las e, de fato, não fizera outra coisa na vida, até então.
O pensamento de Paige voltou às viagens que tivera de fazer, recentemente. Se não limpasse seu nome, tudo pelo que batalhara teria sido perdido, e só havia uma maneira de conseguir isso.
Estava tão perto!

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