quarta-feira, 5 de abril de 2017

Marido no Papel

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Onde está escrito que a filha de um fazendeiro precisa se casar com um cowboy alto, bonito e sedutor se quiser manter o rancho da família? 

No testamento do pai dela! 
E Dana Mobry acaba de descobrir que o seu marido de conveniência é ninguém menos do que Hank Grant, o texano mais sensual que ela já viu!






Capítulo Um

O sol de verão já estava alto. A julgar por sua posição no céu, Dana Mobry supunha que deviam ser quase 11h. O que significava que estava naquela situação deplorável havia duas horas e o dia ficava cada vez mais quente.
Suspirou com resignada tristeza, enquanto olhava para a perna direita, onde o jeans se encontrava irremediavelmente preso por dois fios soltos de arame farpado. O pé calçado com uma bota enredara-se na teia de arame farpado que compunha a cerca e a perna esquerda enroscara-se nele quando ela se contorcera ao cair. 

Estava tentando consertar a cerca para manter o gado preso do lado de dentro. Usava as ferramentas do pai, mas infelizmente não possuía a força dele. Em momentos como aquele, sentia uma falta dolorosa do pai e só havia se passado uma semana do seu funeral.
Dana suspendeu a gola da blusa de algodão de manga curta e prendeu algumas mechas soltas de cabelo louro e úmido de volta à trança impecável. 

Não tão impecável agora, pensou, devia estar desgrenhada pela queda que a lançara naquela trapalhada. Próximo dali, alheia ao dilema da dona, sua égua marrom, Bess, pastava tranquila. Lá no alto, um falcão traçava desenhos graciosos contra o céu sem nuvens. Ao longe, podia-se ouvir o som do tráfego na autoestrada distante, que circundava Jacobsville, levando ao rancho Texas, onde ela se encontrava enrolada em uma cerca de arame farpado.
Ninguém sabia onde ela estava. Vivia sozinha na pequena casa decadente que dividia com o pai. Haviam perdido tudo após a mãe os abandonar sete anos atrás. Depois daquele choque terrível, o pai, que fora criado em um rancho, decidiu voltar e se estabelecer no local onde sua antiga família morara. Não havia outros parentes, a menos que contasse um primo em Montana.
O pai de Dana suprira o local com um pequeno rebanho de gado de corte e cultivara uma horta. Era uma vida frugal, comparada à mansão próxima a Dallas que havia sido mantida com o dinheiro da mãe. 

Quando Carla Mobry de repente se divorciou do marido, ele foi obrigado a encontrar uma forma rápida de subsistência. Dana escolhera voltar com o pai para a casa onde ele vivera a infância em Jacobsville, em vez de aturar a presença indiferente da mãe. Agora o pai morrera e ela ficara sozinha.
Dana amara o pai e ele a amara também. Eram felizes juntos, mesmo com os parcos rendimentos. Porém, a tensão do árduo trabalho físico exercida sobre um coração, que ela não suspeitava ser fraco, fora fatal. Texas e mais Texas.




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