terça-feira, 6 de setembro de 2016

Praia do Luar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
De solitário a pai de família?

Por conta própria para cuidar da sobrinha após a morte da irmã, Mia D’Angelo decide procurar o pai da criança. 

Ela queria testá-lo para saber se seria uma boa influência na vida do bebê. 
Contudo, ao encontrar Adam Chase, seu plano vai por água abaixo… e eles logo começam a flertar! 
Ficar ao lado de Adam em sua luxuosa mansão à beira-mar parecia um sonho… até ele descobrir o segredo que Mia esconde.
Capítulo Um

Adam Chase tinha o direito de conhecer a filha.
Mia não podia negar isso, mas seu coração ainda sangrava, como se uma dúzia de facas o perfurassem. Maldita consciência por trazê-la à Praia do Luar naquela manhã. Com as sandálias nas mãos, os dedos do pé afundavam na areia ao caminhar pela praia. Estava mais fresco do que esperava. 
A névoa vinda do mar recobria a praia com uma camada de melancolia. Seria um presságio? Será que fizera a escolha errada ao ir até ali? A imagem do rostinho inocente de Rose apareceu nos seus pensamentos. As faces rosadas, os lábios perfeitos e o sorriso que fez Mia se derreter da primeira vez que o viu.
Rose era tudo que lhe restava da irmã, Anna.
Mia desviou o seu olhar para o oceano. Exatamente como esperara, avistou um vulto masculino nadando além da arrebentação. Pela breve pesquisa que fizera, com certeza deveria ser ele. Adam Chase, arquiteto de renome mundial, morava na praia, era recluso por natureza, e ávido nadador. Fazia sentido que optasse por nadar antes da praia ficar cheia.
Uma brisa soprou-lhe o cabelo, deixando-a arrepiada. Ela estremeceu, em parte devido ao frio, mas também por conta do que viera até ali fazer. Era tão monumental que teria de ser feita de pedra para não estar apavorada agora.
Não sabia o que diria para ele. Ensaiara mil e uma abordagens, contudo, jamais praticara a verdade.
Com outro olhar na direção da água, avistou-o nadando na direção da margem. Sentiu um aperto na garganta. Era hora do espetáculo, fosse lá esse qual fosse. Mia era boa de improviso. Calculou seus passos cuidadosamente, para que se cruzassem com ele na areia.
 O cabelo voltou esvoaçar, e outro arrepio percorreu-lhe o corpo. Ele parou de nadar e ergueu-se na água rasa, seus ombros tão largos quanto os de um viking. O coração dela bateu um pouquinho mais rápido. Ele adiantou-se com passos largos. Ela passou os olhos pelo peitoral trabalhado, admirando toda aquela graça e poder. As poucas fotos que encontrara durante a sua pesquisa não faziam jus a realidade. Era alto e lindo como um deus.
— Ai!
Algo lhe espetou o pé. Agarrando-o, largou-se na areia. Estava sangrando. Gentilmente, espanou a areia e vislumbrou o estrago. O pé fora cortado por uma garrafa de cerveja quebrada que se projetava para fora da areia como um minúsculo arranha-céu. Se não houvesse estado tão ocupada admirando-o...
— Você se machucou?
A voz grave reverberou nos seus ouvidos, e ela ergueu o olhar para fitar o rosto preocupado de Adam.
— Hã... — Ela assentiu. — É, eu me cortei.
— Garotos idiotas — disse ele, olhando para a garrafa quebrada. Pegando a mão dela, pousou-a sobre a planta do pé. — Faça pressão e aguente um segundo. Eu já volto.
— O-obrigada.
Ela apertou o pé com força. A ardência começou a aliviar. Ela olhou para Adam, que corria para longe. Seu salvador era igualmente lindo de costas. Pernas bronzeadas, nádegas perfeitas e costas largas. Ela suspirou. Aquela não era bem a maneira com que havia planejado conhecer o muito reservado Adam Chase, mas teria de servir.
Ele retornou alguns segundos mais tarde trazendo uma toalha de banho azul-marinho. Ajoelhou-se ao lado dela.
— Muito bem, vou enrolá-la no seu pé. Deve parar o sangramento.
Uma enorme onda arrebentou-se na margem, e a água molhou as coxas dela. Um ardor instalou-se no seu âmago. Na tentativa de aparentar ser apenas mais uma frequentadora da praia, dando uma caminhada matinal, estava usando shorts de algodão branco e uma blusa justa e turquesa.
Agora, Adam a estava tocando cautelosamente. A cabeça inclinada, alguns fios soltos caindo por sobre a testa, ele realizava a sua tarefa como se fosse uma ocorrência corriqueira. Tinha de admirá-lo.
— Parece saber o que está fazendo.
— Resultado de três anos trabalhando como salva-vidas.
Ele olhou para ela e sorriu, exibindo lindos dentes brancos.
— Sou Adam — disse ele.
— Mia.
— Prazer em conhecê-la, Mia.
— Hã, digo o mesmo.


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