sábado, 25 de junho de 2016

Renegado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O chefe de polícia Cash Grier leva a sério sua missão: manter a lei e a ordem nas ruas de Jacobsville, mesmo que para isso tenha de enfrentar políticos influentes e corruptos.

Desde cedo, Cash teve de aprender que nada, nem ninguém, deve ser avaliado apenas pela aparência. 

E quando se trata da encantadora Tippy Moore, o cuidado é redobrado.
Apesar da vida glamourosa como modelo e atriz, Tippy tem traumas profundos, além de ser insegura em relação aos homens.
Quando Cash começa a acreditar que Tippy pode ser a mulher com que sempre sonhou, um terrível acontecimento o torna novamente um homem descrente e amargo. Mas ele é desafiado pelo destino para reavaliar seus sentimentos... e salvar o verdadeiro amor de sua vida!

Capítulo Um

Era preguiçosa, aquela manhã de segunda-feira. Não acontecia muita coisa na Delegacia de Polícia de Jacobsville, no Texas. Três guardas fardados tomavam café à mesa de refeições da sala de espera. Um delegado passara por lá para entre­gar um documento. 
Um cidadão preenchia a queixa contra um acusado, trazido naquele momento por um dos guardas. A secretária, que geralmente ficava na recepção, não estava.
— Isso mesmo. Isso mesmo! Eu não devia trabalhar aqui. Há vagas lá no supermercado Poupa Muito. Vou lá agora mesmo me inscrever.
As cabeças voltaram-se para a cena pouco comum da secretária do chefe de polícia gritando a plenos pulmões. Ouviu-se uma resposta rápida e abafada e, em seguida, o som de metal caindo no chão. Com barulho.
Uma adolescente furiosa, de cabelo espetado, saia curta e blusa recortada e salpicada de brilhos, entrou no saguão batendo o pé, os olhos faiscando, os brincos enormes tilintando como alarmes. Os homens fardados rapidamente abriram caminho. Ela foi até a mesa de trabalho, apanhou a bolsa estufada por estar cheia e dirigiu-se para a porta da frente.
Um homem alto, bonitão, fardado como chefe de polícia, entrou no saguão no exato momento em que ela chegou à porta. Ele tinha o cabelo e as roupas cheios de pó de café, restos de fita adesiva e dois Post-it, além de um lenço de papel em cima do sapato preto, grande e muito bem engraxado. Havia outro Post-it pendurado no rabo-de-cavalo.
— Será que eu falei alguma coisa? — Cash Grier pensou alto.
A adolescente, cujo batom era negro, igual ao esmalte das unhas, resmungou por entre os dentes e passou pela porta de vidro, batendo-a atrás de si.
Os guardas fardados tentaram, com esforço, não rir. Em muitos, aquilo soou como uma tosse reprimida. O homem que preenchia o formulário de queixa quase engasgou.
Cash encarou-os.
— Podem deixar. Podem rir. Arrumo outra secretária na hora que eu quiser!




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