segunda-feira, 7 de março de 2016

Direto para o Altar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um encontro tumultuado... Um beijo ao anoitecer!

"A herança que recebi de meu pai me permitiu ser independente após anos sendo tratada como a princesa caçula. 
Mas descobri que a independência também traz seus problemas. 
Agora que estou em apuros, António Rodrigo Córdoba del Rey está disposto a me ajudar... mas claro que terei de pagar um certo preço! 
Ele quer possuir meu corpo, meu coração e minha alma. 
Meu orgulho não me deixa ligar para minha família para pedir ajuda, mas, se eu sucumbir aos termos de António, sei que nunca serei livre novamente, pois ele é o tipo do homem que você não esquece. 
É o tipo que você leva para o altar!"

Capítulo Um

Era uma manhã perfeita, que nem parecia preceder o inverno gélido do Colorado. O céu de outono estava tão azul que quase conseguia suavizar as tenebrosas linhas da mansão Landon que dominava o topo da colina.
Kyra suspirou, sentada em um banco com vista para o vale abaixo da casa. As belíssimas aves da região, já estavam voando em direção ao sul. Os potros nascidos na primavera brincavam alegremente no prado, observados pelos pais que pastavam placidamente.
Kyra sorriu. Era aquilo que fazia a vida na mansão suportável: a manada de elegantes cavalos da raça Morgan, a magnífica paisagem, a vista para as Montanhas Rochosas... Era lá que seu coração sempre estivera e não na casa no topo da colina, casa que agora era sua.
Virando-se e colocando as mãos nos bolsos do jeans, Kyra subiu a trilha em direção à casa.
Houve um tempo em que ela se perguntava por que o pai teria construído algo tão feio. Os irmãos diziam que Charles via as pedras e os vidros como ostentação de sua riqueza. Mas aquele não deveria ser o verdadeiro motivo. Havia casas nas montanhas que certamente teriam custado uma fortuna, mas ainda assim eram lindas.
Finalmente ela entendera. Charles nunca se preocupara com a parte estética da casa, quisera sim, algo que refletisse, mesmo inconscientemente, o próprio dono: ostentação sem substância, sem alma nem coração.
Charles não sabia nada sobre almas e corações, nem mesmo em tratando da própria filha.
Kyra suspirou. Parecia-lhe impossível que houvesse passado a vida vivendo uma mentira.
— Você é a única que nunca me desapontará, meu anjo — dissera Charles, até o fim.
Mas ela o havia desapontado, virtualmente todos os dias de sua vida, pois no fundo do coração, onde realmente importava, nunca fora o anjo que ele imaginava.
Sua vida começou a mudar logo após a morte da mãe. Kyra não se lembrava de Even Landon, que morreu quando a filha ainda era muito pequena. Tudo o que sabia era que de repente passara a ser o centro da existência do pai.
— Minha pequena dama — ele dizia, pegando-a no colo. —Você é a alegria da minha vida!
Mas se ela era a alegria, os irmãos eram a tortura. Charles não tinha paciência com os meninos. Tratava Cade, Grant e Zach com uma frieza que se aproximava de crueldade. Até aquele momento, Kyra não conseguira entender por quê. Só sabia que, desde pequena, descobriu que tinha o poder de acalmar o pai, evitando que brigasse com os irmãos.
Então ela se transformara na filha perfeita...
Os irmãos nunca desconfiaram de nada. Pelo que sabiam, ela era apenas uma doce garotinha de temperamento dócil que nunca percebera como o pai realmente era.
Kyra continuou caminhando em direção à casa, ainda perdida em pensamentos. Nunca desejara interpretar aquele papel por tanto tempo. Assim que os irmãos cresceram e se mudaram, ela tentara se libertar do domínio do pai, mas Charles começou a mostrar sinais de uma saúde frágil, e ela não pôde partir.
Como poderia abandoná-lo quando mais precisava dela? Apesar de todos seus terríveis defeitos, era seu pai, e certamente ele a amava.
O barulho dos saltos de suas botas ecoou pela casa enquanto se dirigia à cozinha para tomar uma xícara de café.
Bem, não havia nada que a prendesse lá agora. O pai partira. Os irmãos já haviam retornado às vidas normais. Era hora de pensar em si mesma. Mas o que queria fazer? Arrumar um emprego? Uma carreira? Um diploma universitário?
Não tinha a mínima ideia. Só sabia que tinha de fazer algo, algo que ela própria escolhesse, sem ninguém aconselhá-la: nem mesmo os irmãos.

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