terça-feira, 1 de setembro de 2015

Coração De Pedra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um amor de infância...

Como homem de negócios e fazendeiro, Boone Sinclair possui tudo o que sempre quis — mas Keely Welsh jamais fizera parte de seus planos.  doce menina sempre fora apaixonada pelo taciturno cowboy, embora soubesse que não tinha nenhuma chance... Afinal, ele era experiente, e ela, muito inocente.
Quando a vida de Keely é ameaçada por forças que ela não consegue controlar, ele se torna sua única chance de sobrevivência. 
Boone é a marca registrada do típico homem do Texas: calado, nobre, leal e bastante teimoso. 
Caberá a Keely convencê-lo de que ela não é mais uma menina, e sim uma mulher pronta para arrebatar seu coração!

Capítulo Um

Keely Welsh sentiu a presença dele antes de erguer o olhar e vê-lo. Era assim desde que conhecera Boone Sinclair, o irmão mais velho de sua melhor amiga. Ele não era um estonteante astro de cinema e nem mesmo um ser sociável, mas sim um homem recluso e solitário que raramente sorria, cuja presença intimidava as pessoas. Por alguma razão desconhecida, Keely sempre pressentia quando ele estava por perto, mesmo que não o estivesse vendo.
Era um homem alto e magro, mas tinha pernas musculosas e mãos e pés longos. Alguns rumores sobre Boone Sinclair se tornavam mais exagerados à medida que eram passados adiante. Comentavam que ele estivera nas Forças Especiais do Exército, no exterior, cinco anos antes; que salvara sua unidade da destruição certa; que ganhara medalhas; que almoçara com o presidente na Casa Branca; que fizera um cruzeiro com um autor de fama mundial; que quase se casara com uma princesa europeia, e daí por diante.
Ninguém sabia a verdade. Bem, talvez Winona e Clark Sinclair soubessem. Winnie, Clark e Boone eram mais unidos do que a maioria dos irmãos costumava ser. Mas Winnie não comentava sobre a vida particular do irmão mais velho, nem mesmo com Keely.
Não houvera um dia, desde que tinha 13 anos, que Keely não tivesse amado Boone Sinclair. Observava-o a distância, com os olhos verdes suaves e cobiçosos. As mãos tremiam caso se deparasse inesperadamente com ele. Como naquele momento.
Boone estava parado diante do balcão, fazendo o registro de entrada. Tinha uma consulta marcada para fazer a vacinação de rotina de seu cachorro. Fazia isso uma vez por ano. Ele amava seu Pastor Alemão preto e marrom-claro, chamado Bailey. As pessoas comentavam que o cão era o único ser no mundo que Boone amava de fato. Talvez ele gostasse dos irmãos, mas não demonstrava. No entanto, não conseguia esconder a afeição por Bailey.
Um dos técnicos em veterinária surgiu com um bloco nas mãos e chamou Bailey, sorrindo para Boone, que não retribuiu a gentileza. Ele guiou o cão idoso para o consultório, passando por Keely sem ao menos lhe dirigir o olhar. Boone não falava com ela. No que lhe dizia respeito, Keely Welsh era invisível.
Quando Boone fechou a porta do consultório, após entrar, ela deixou escapar um suspiro. Ele agia da mesma forma em qualquer lugar em que a visse. Na verdade, tinha a mesma reação em seu enorme rancho, próximo a Comanche Wells, no Oeste de Jacobsville, Texas. Nunca proibira Winnie de convidá-la para almoçar ou para um ocasional passeio a cavalo, mas a ignorava da mesma forma.
— É engraçado — dissera Winnie um dia, quando as duas estavam cavalgando. — Boone nunca tece nenhum comentário sobre você, mas faz questão de fingir que não a vê. Fico imaginando por quê. — E então, encarara-a com aqueles olhos escuros maliciosos, emoldurados pelo cabelo loiro. — Não saberia me dizer a razão, certo?
Keely se limitou a sorrir.
— Não tenho a menor ideia — dissera. E estava sendo sincera.
— Ele só faz isso com você — continuara a amiga pensativa. — É muito educado com as namoradas ocasionais de Clark. Até mesmo com aquela garçonete que Clark trouxe para jantar em nossa casa uma noite dessas, e você sabe como Boone pode ser esnobe. Ainda assim, finge que você não existe.
— Talvez eu o faça se recordar de alguém de quem não gosta — retrucara Keely.
— Houve aquela jovem de quem ele estava noivo — dissera Winnie do nada.
Keely sentiu o coração dar um salto dentro do peito.
— Sim, lembro-me quando ele ficou noivo. 



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