domingo, 19 de julho de 2015

Assombrada

ROMANCE SOBRENATURAL
Aquele homem era seu salvador... ou seu pior pesadelo? 

Ariel Cooper estava a ponto de casar-se com sua alma gêmea, mas ocultava um grande segredo: via fantasmas. Durante anos Ariel tinha odiado aquele dom e o tinha considerado uma maldição. Por isso o tinha ocultado de seu poderoso prometido, David, por medo que ele não a compreendesse. Mas agora tinha que dizer-lhe. Vinte anos depois, Ariel e suas irmãs tinham sido separadas por causa de um homem que tinha jurado vingar-se das mulheres daquela família. 
Agora alguém tinha retomado a perseguição. Ariel sabia que devia avisar a suas irmãs antes que fosse muito tarde. O assassino se aproximava e seu poder era cada vez mais forte. Com a ajuda de David começou a busca mas quanto mais perto estava de encontrar suas irmãs, mais misterioso se tornava David.
Poderia confiar no homem com o que pensava passar toda a eternidade?Ou será que ele tinha esperado o momento perfeito para acabar com ela?

Capítulo Um

Armaya, Michigan. 1986
A chama da vela piscou quando uma rajada de vento entrou dançando pelas janelas abertas da caravana, arrastando com ela o aroma de lavanda e de sândalo. Myra Cooper conseguiu respirar por fim desde que havia começado a contar a lenda de sua família. Enquanto estudava os belos rostos de suas filhas, sentiu que aquele mesmo ar lhe abrasava os pulmões.
Irina estava aconchegada entre suas irmãs maiores. Os olhos enormes e escuros da pequena reluziam à luz das velas. Tinha escutado tudo, mas, com apenas quatro anos, era muito jovem para compreender.
Elena, que devia seu nome à sua antepassada de vários séculos atrás, abraçou com gesto protetor a sua irmãzinha. Tinha o cabelo claro e liso, o que constituía um profundo contraste com os cachos escuros de Myra e Irina. Tinha os olhos de uma viva cor azul que viam tudo. Entretanto, com doze anos, era muito velha para acreditar.
Ariel também tinha abraçada sua irmã, mas não deixava de olhar sua mãe, esperando que ela seguisse com sua história. A luz da vela se refletia em seu cabelo avermelhado como se fossem chamas e os olhos verdes lhe reluziam. Parecia escutar, mas a Myra preocupava que não ouvisse.
De fato, preocupava-lhe que nenhuma das três compreendesse que eram dotadas de habilidades especiais. As garotas jamais tinham falado desse assunto entre elas, mas talvez fosse melhor. Talvez estivessem mais seguras se negavassen seu poder. Entretanto, não poderiam negar que sabiam.
Essa era a razão de lhes contar a lenda. Queria que conhecessem seu destino para que pudessem fugir dele antes que este as destruísse.
—Somos mulheres Durikken —disse às suas filhas—. Como a primeira Elena.
—Você me chamou assim por ela — replicou a maior, afirmando. Não precisava perguntar porque já sabia disso.
—Pois é. E eu devo meu nome à mãe dela — afirmou Myra. Às vezes, quando acreditava em reencarnação, estava segura de que era aquela mulher, com suas lembranças e suas habilidades especiais.
Não obstante, a maior parte do tempo Myra não acreditava em nada. Doía-lhe muito aceitar na realidade. Entretanto, aquela noite tinha que ser responsável. Tinha ao menos uma oportunidade para proteger suas filhas. Havia falhado em tantas coisas... Não deveriam levar a vida precária que tinham, nem ser o que ela era: uma mulher cujos medos a tinham conduzido ao desespero.
—Nosso sobrenome é Cooper — lembrou Elena.
—É o sobrenome de papai — replicou ela, referindo-se ao seu próprio pai.
Nenhum dos pais de suas filhas tinham dado o sobrenome às meninas, ou porque o homem em questão se negou ou porque não lhe havia dito que esperava um filho —. Somos Durikken e as mulheres Durikken são especiais. Sabem o que vai acontecer antes que aconteça.
A dor se apoderou de Myra quando as imagens se apropriaram de seu pensamento como um filme em preto e branco. Não podia seguir fugindo nem fazer que suas filhas fizessem o mesmo. Obrigou-se a continuar.
—As mulheres Durikken vêem coisas ou pessoas que ninguém mais pode ver. Esta habilidade, como os amuletos de meu bracelete —disse, levantando o braço para lhes mostrar o bracelete— passou de geração em geração.
Myra era muito mais poderosa que suas irmãs. Tinha herdado mais habilidades como mulher e como bruxa. Por isso era a portadora do bracelete. Sua mãe tinha sabido que ela era a única de suas irmãs em continuar com o legado das mulheres Durikken.
Enquanto Myra desabotoava o bracelete, tremiam-lhe os dedos. Não tinha tirado nenhuma só vez desde que sua mãe o colocara em seu pulso. Suas filhas o tinham admirado em muitas ocasiões e tinham acariciado os amuletos de prata alemã, por isso Myra sabia qual era o favorito de cada uma.
Elena sempre tinha gostado da estrela, cujas afiadas pontas se haviam tornado rotas com o tempo. Irina tinha como preferida a lua crescente, que se transformava muito facilmente, como o estado de ânimo de Irina, de um sorriso a uma careta, dependendo do ângulo que estivesse. O favorito de Ariel era o sol, com os raios que rodeavam um pequeno e suave disco. Apesar de sua antigüidade, aquele amuleto brilhava com mais força que os outros, como a própria Ariel.
Inclusive naquele momento, rodeada da tênue luz da caravana, a aura rodeava a pequena e brilhava ao redor de sua cabeça enquanto os espectros aproximavam-se dela. Sabia Ariel o dom que tinha? Conheciam-no suas irmãs?






Tradução RTS

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