sábado, 30 de maio de 2015

Desafiado Pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Alina Ritchi estava muito nervosa.

Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. 
E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. 
Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. 
Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?


Capítulo Um

Por que ela mentiu? 
Alina Ritchie deixou escapar um longo suspiro nervoso conforme seu táxi se aproximava de um hotel incrivelmente suntuoso. Puxando um espelho da bolsa talvez pela quinta vez desde que o táxi á havia buscado no apartamento que dividia com Cathy, ela verificou sua aparência e desejou novamente que, se tivesse um gene sofisticado profundamente enterrado, ele pudesse aparecer. 
Até aquele momento não havia aparecido. Sua cuidadosamente aplicada maquiagem havia praticamente desaparecido e até mesmo a curta caminhada até o táxi havia feito seus cabelos longos e escuros começarem a se enroscar e a despontar no úmido ar de fim de verão. Alina começou a trabalhar, retirando o brilho do rosto com um pincel e tentando alisar o cabelo com as palmas das mãos embaraçosamente úmidas. 
Tinha que dar certo, disse Alina a si mesma. Era a chance pela qual havia esperado por tanto tempo. Determinada a forjar uma carreira segura e com conselhos um pouco amargos, mas terrivelmente sábios, de sua mãe queimando nos ouvidos, Alina havia posto de lado seu interesse por arte e optou por estudar negócios. 
— Pergunte á si mesma quantos artistas estão mal das pernas, Alina — dissera sua mãe, quando, na etapa final de seu processo seletivo, Alina havia vacilado. Tudo o que ela queria fazer era pintar, mas seu repertório, como sua mãe havia apontado muitas vezes, não era particularmente grande. Alina pintava flores. Muitas delas! Em tela, seda, papel... E, na ausência de material, pintava em sua mente. 
— Você precisa de um emprego decente — avisara Amanda Ritchie. — Toda mulher deve ter o seu próprio salário. Não posso bancá-la, Alina, e espero que eu á tenha criado para nunca depender de homem nenhum. 
O desencanto de sua mãe e o fato de que Amanda estava perdendo a pequena fazenda de flores haviam selado o destino de Alina. Ela optou pelo mundo corporativo, mas havia mais do que algumas secretárias mal das pernas também, e Alina era uma delas. 
O trabalho estava escasso, e a natureza bastante introvertida, por vezes, até sonhadora de Alina não se encaixava muito bem no mundo corporativo. A principal fonte de renda de Alina vinha de um restaurante onde ela servia mesas quatro, às vezes cinco noites por semana.
Pouco antes de sair para o trabalho na noite passada ela havia recebido um telefonema desesperado de uma agência muito exclusiva na qual havia se inscrito alguns meses atrás. Eles raramente a chamavam... A menos que estivessem desesperados! Alina havia ficado surpresa quando ouviu o que tinham em mente para ela. 
Um hotel da cidade havia ligado com um pedido urgente para uma secretária temporária para um convidado muito estimado. 
Nenhum dos funcionários preferidos da agência estava disponível num prazo tão curto, especialmente porque o período de tempo era vago, algumas semanas, talvez um mês. Não querendo passar uma oportunidade tão boa para outra agência, haviam chamado Alina. 

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