segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Jogo da Realeza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Coroa de Santina










Parem as máquinas! 

O conto de fadas entre os Santina e os Jackson é realidade ou ficção?
Parecia à realização do sonho de toda menina: se apaixonar por um príncipe e viver um glamouroso final feliz.
E essa seria a história entre Allegra Jackson e Alessandro Santina.
Contudo, a escandalosa família de Allegra não a preparou para uma vida de deveres públicos.
Será que o noivado se tornará um pesadelo?

Capítulo Um

Ela estava bem melhor sem emprego, Allegra disse a si mesma.

Ninguém deveria ter que aguentar aquilo. Exceto que andar na chuva ao longo das ruas acinzentadas de Londres e pegar o metrô para várias agências de emprego faziam com que a raiva que ela sentia por seu chefe ter lhe dado uma cantada, e a demitido por ela não sucumbir, começasse a ser substituída por uma emoção muito parecida com medo. 
Ela precisava daquele emprego. Suas economias foram destruídas pelo buraco sem fundo que eram os gastos excessivos de sua família. Às vezes, parecia que seu salário modesto de publicitária sustentava metade da família Jackson. 
Sim, ela era a tediosa e a confiável, mas eles não se incomodavam com sua confiabilidade quando se encontravam com problemas. Na semana anterior, Allegra havia emprestado quase 50 mil libras à sua madrasta, Chantelle, para que ela pudesse cobrir os débitos do cartão de crédito. 
 Débitos que seu pai desconhecia. Era risível pensar que agora precisaria ser sustentada por sua família. O dia estava frio e úmido, nem parecia primavera. Allegra enfiou as mãos nos bolsos de sua capa de chuva, curvando os dedos ao redor de uma nota de 50 libras que acabara de tirar do caixa eletrônico. 
Se seu chefe se recusasse a pagá-la no dia seguinte, aquilo era tudo o que ela possuía. Não! Já passara por situações piores do que essa. Como filha de Bobby Jackson, Allegra estava acostumada com altos e baixos, mas seu pai sempre conseguia se reerguer. Ela não ia afundar, mas se isso acontecesse, estaria perdida. 
Abrindo a porta de um bar, entrou com a cabeça erguida, removeu a capa e pendurou-a, com o cabelo molhado pingando nas costas. Normalmente, ela não entraria em um bar ao acaso, mas pelo menos estava quente lá dentro, e ela poderia se sentar e organizar seus pensamentos. 
Allegra se sentira confiante quando saíra dignamente de seu escritório. Com seu currículo e experiência, muitas agências ligaram ao longo dos anos oferecendo trabalho free-lance. Agora era triste descobrir que eles não estavam mais contratando, que a crise financeira e as mudanças da área significavam que não havia trabalhos esperando por ela. 
Allegra dirigiu-se a uma pequena mesa de canto e sentou-se. 
Apesar da aparência sombria do lado de fora, o interior do lugar era muito bonito, e os preços no menu atestavam tal fato.

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