segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dama de Luxo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO









“Durma comigo, Clay!”, murmura Liz Brady, embriagada, enroscando-se manhosa no sofá.

Desde que voltou a sua cidade natal, ela não tem feito outra coisa a não ser provocar Clay Stewart.
Ele é o homem de sua vida, no entanto se recusa a assumir esse amor, escondendo-se atrás de desculpas.
Que artimanhas deverá empregar até vencer a resistência desse adorável machão, que insiste em colocá-la num pedestal inatingível?

Capítulo Um

— Durma comigo, Clay.
Clay estava enfiando o braço direito na manga do blusão de couro, quando ouviu o sussurro feminino vindo do sofá, aquela voz macia, sonolenta e, ao mesmo tempo, vibrante e atrevida que tanto conhecia. 
Liz Brady sempre tivera uma voz capaz de enlouquecer qualquer homem. E sua resistência era, sem dúvida, prodigiosa: do contrário, já estaria morta de tanto beber.
Anos antes, mal teria suportado um cálice de vinho; nas últimas horas, porém, tomara vodca com limonada em quantidade suficiente para derrubar o mais inveterado boêmio. 
— Clay? 
— Já vou, querida — disse ele, em voz baixa; e, sem se apressar, acabou de vestir o agasalho. Uma súbita reação contraiu-lhe os músculos do rosto quando, ao voltar-se, deparou com uma perna esguia, que se dobrava por sobre o encosto do sofá. 
O movimento preguiçoso dos dedos dos pés, a delicadeza do tornozelo, aquelas formas caprichosas e belas só podiam perturbá-lo. A perna não demorou a desaparecer, mas a cabeça de Liz surgiu, lentamente, no lado oposto do sofá; um rosto frágil e meigo, cabelos loiros, brilhantes, sedosos, que apenas lhe roçavam os ombros, e uns olhos castanhos, a fitá-lo com extraordinária doçura. 
Liz sabia bastante bem aparentar a eficiente bibliotecária de vinte e sete anos que era, porém, naquela noite, só aparentava ternura, pura sedução... Clay teve a impressão de já ter vivido aquilo antes, e pareceu-lhe injusto um homem ter de passar duas vezes pelo mesmo desafio. 
Quando tentara seduzi-lo pela primeira vez, Liz tinha dezessete anos e estava disposta a entregar-lhe a virgindade, pois “ele precisava de uma boa mulher”. 
E, embora devesse ter passado meses reunindo coragem para comprar os preservativos na farmácia local, estava decidida a dar aquele passo. 
Agora, no entanto, só parecia decidida a lhe provocar um infarto. 
— Clay... — chamou de novo a voz de sereia. 
— Já vou, querida.

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