terça-feira, 18 de março de 2014

Coração Amargo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Traída por aqueles a quem dedicou sua vida.

Honoria Escalona agora tem que aceitar a presença da única pessoa com poder para reestabelecer o equilíbrio no reino mediterrâneo de Mecjoria:
Alexei Sarova, um homem duro e frio que no passado a considerou sua amiga.
Ele é o verdadeiro rei de Mecjoria.
Mas acontecimentos infelizes o transformaram em um homem irreconhecível para ela. 
Alexei culpa a família de Ria por seu infortúnio.
Por isso, para ajudá-la, ele irá cobrar um preço alto: assumirá o trono que é seu por direito, desde que ela seja sua rainha, e que produzam um herdeiro real…

Capítulo Um

Ele estava se aproximando, o som de passos no corredor do lado externo da porta lhe revelou.
Passos enérgicos, pesados, o som de solas de couro caras no mármore do piso. Um homem grande se movendo depressa e com impaciência em direção à sala onde a mandaram esperar. 
Uma sala que não era como imaginara. Mas então nada tinha sido como imaginava desde que começara essa missão; menos ainda esse homem, que não via fazia tanto tempo. Mais de dez anos desde que falara com ele. 
No entanto, estariam diante um do outro em menos de 30 segundos. 
Como lidaria com aquilo? Ria mudou de posição na luxuosa poltrona de couro, cruzou uma perna sobre a outra, pensou melhor e voltou a deixar os dois pés juntos no piso em seus elegantes sapatos, os joelhos unidos, o vestido de algodão estampado em pequenas flores azuis e verdes cobrindo-os. 
Ergueu a mão e afastou do rosto mechas inexistentes do escuro cabelo cor de cobre, penteados num coque. Não havia nada frívolo ou descuidado em sua aparência. Era a imagem que queria passar. Imaculada. 
O vestido alegre a preocupara, mas seu comprimento abaixo dos joelhos era adequado, e o leve blazer preto acrescentava um toque muito necessário de formalidade, e a fazia se sentir bem. 
A sala em que se encontrava era luxuosa e sofisticada, com mobília de madeira clara. Uma das paredes cinzentas era coberta por fotos dramáticas, as molduras ricas. Eram todas apenas em preto e branco, com o tipo de imagens que havia feito a reputação e a fortuna de Alexei. 
Eram soberbas, espetaculares, mas... Ria franziu a testa. Eram desoladas e solitárias. Fotos de paisagens, lugares; nenhuma de pessoas. 
De vez em quando, fotografava pessoas, mas nenhuma delas fora exibida ali. 
Do lado de fora, aqueles passos fortes e determinados se tornaram mais lentos, então pararam, e ela ouviu um murmúrio. Os tons profundos e graves lhe informaram que quem falava era um homem. O homem Aquele que viera encontrar para lhe dar a mensagem que poderia impedir uma guerra civil em seu país. 
Jurara que não partiria até cumprir seu dever, apesar dos nervos tensos e do forte batimento do coração. Não, pare com isto, agora! Advertiu-se Ria. 
Uniu as mãos e as deixou sobre o colo, forçando-se a esperar com toda a aparência de controle e compostura.
Tanta coisa dependia daquele encontro, e não tinha certeza se poderia lidar com o homem Oh, isso é ridículo!
Ria inspirou o ar com força e lutou para controlar a respiração. Fora treinada praticamente desde que nascera para falar com estranhos, conversar com eles sobre coisas sem importância com polidez e firmeza enquanto mantinha a cabeça alta, a coluna reta. 
Primeiro sob a orientação da babá, e depois do pai, aprendeu que era com a reputação da família — que tinha um parentesco longínquo com a família real — seu principal e primeiro dever.

Um comentário:

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