quarta-feira, 28 de março de 2012

Perigosa Tentação

ROMANCE SOBRENATURAL 
Fantasia 




Para o antropólogo Zeke Kendall, a ideia de que a herdeira ao trono das fadas tivesse estado observando-o, apaixonando-se por ele durante anos, era hilariante. Mas então conheceu Nuala e entregou seu coração a aquela beleza perigosa. Filha mais velha da rainha das fadas, Nuala devia casar-se com alguém de sua raça para manter a pureza do sangue, mas seu coração já tinha sido possuído por aquele atraente mortal. E agora faria tudo, inclusive aliar-se com a humanidade contra o assustador poder de sua gente, para fazê-lo seu. 


Capítulo Um 


Zeke Kendall não acreditava em fadas. 
Não era simplesmente um cientista sério, e sim um homem do milênio, de modo que não tomava a sério os fantasmas nem as aparições na metade da noite. Não importava que estivesse metido em um suposto prado de fadas no meio da Irlanda; ou mas bem, na franja ocidental, onde durante gerações tinham visto as fadas, tinham falado e se associaram com elas. Inclusive de pé em meio de seu mundo, Zeke podia dizer com toda convicção que não acreditava nelas. E por isso, ao ver aquela mulher delicada de olhos de claros, sobressaltou-se. 
Levava ali quase toda a manhã, agachado em uma ladeira inclinada, entre a estrada e a borda do rio, preparando-se para seu trabalho montanha acima. Recolhendo a colheita para comer depois, como havia dito um de seus companheiros irlandeses. Fazendo trabalho de campo em um local de estudo com a que não estava familiarizado. 
 — Aqui poderá sentir a magia — Havia dito seu amigo com um enorme sorriso na noite anterior — O tipo de magia que não encontrará em um lugar com tamboretes de bar e fumaça de tabaco. 
 Zeke, um experiente antropólogo de campo especializado nas tribos índias da América do Norte, estava ali por convite desse mesmo amigo, que queria comparar e contrastar os rituais e costumes de enterro entre as culturas migratórias do hemisfério ocidental e as migratórias neolíticas do oriente 
 Os antepassados de Zeke tinham chegado em massa dos países celtas: Irlanda, Escócia e Gales. 
Na Carolina do Norte, de sua tataravó diziam que era uma bruxa irlandesa quando não necessitavam suas habilidades de curandeira e uma mulher de conferências quando sim as necessitavam. 
De modo que, em um momento de extravagância, Zeke, enquanto bebia um uísque no casamento de sua irmã, tinha sido assaltado por essa enfermidade tão comum e obviamente comunicável: a genealogia. De modo que ali estava, metido até as botas na lama da Irlanda, com a chuva gotejando pela aba do velho chapéu de vaqueiro que usava para as escavações, e com seu campo de visão alagado de verde. Rododendros verdes, samambaias verdes, musgo verde, acebo verde... 
Uma explosão de verde; uma overdose para um homem mais acostumado a trabalhar nas áridas planícies do deserto da reserva de Four Corners. Entretanto, era curioso que se sentisse quase como em casa ali. 
Certamente, mais que em suas escavações, inclusive mais que no borrascoso vale de Wyoming no que se criou. Quase era acolhedor, inclusive apesar da chuva incessante. 
Agradável, suave e tranquila de um modo ao que não estava acostumado. 
Bom, imaginava que, se fosse uma fada, ele tampouco procuraria um deserto árido e inclemente para estabelecer-se. 
Por outro lado, se ficava o suficientemente quieto, podia sentir algo mais ali. Algo vivo, algo profético. Um pouco mais escuro que as sombras que alagavam aquela pequena garganta. 
Inclusive com suas melhores calças e sua jaqueta de couro, sentia um estranho calafrio pelas costas. Estava a ponto de dar a volta para a colina, para onde uma porta de ferro situada entre umas sebes fúcsias separava o terceiro milênio do primeiro, quando a viu. 
 Como em um brilho. Viu-a pela extremidade do olho, como se tratasse de um sonho. 
Uma pele cremosa que brilhava com aquela luz suave. Um cabelo avermelhado e frisado que parecia estranhamente seco apesar da chuva. 
Uns olhos grandes. Muito abertos. Olhos verdes, claros e risonhos que o contemplaram com um brilho especial antes de dar a volta. 
Olhos que teria jurado sobre sua tumba que tinha visto em algum lugar. 
Antes de se dar conta do que fazia, Zeke estava seguindo-a. 
Chapinhando pela lama, foi afastando as samambaias e os ramos de carvalho para poder alcançá-la. 
Usava um vestido. Como podia ser um vestido? 
Um objeto sedoso de uma cor cinza suave que contribuía com o ar sugiram de seu corpo. 
Que impunha a um homem que nunca havia se sentido imposto. Zeke não era nenhum monge.  DOWNLOAD
 

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