segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nas Asas Do Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A violência da tempestade de neve combina com o amor que os une Parnell não consegue dormir, no quarto da cabana perdida em algum lugar. 


Inquieto, levanta se e, na outra divisão, encontra Rebecca tomando banho numa velha tina de madeira. 
Seu corpo nu brilha com pinceladas douradas das chamas que ardem no velho fogão a lenha
O desejo explode! 




Entregam-se a atração selvagem de seus corpos ansiosos e descobrem juntos a paixão e o êxtase. 
Temem a volta à civilização; o que os une é amor ou o desespero de dois seres perdidos no mundo? 


Capítulo Um 


— Santee, dê a mão para o Nicholas — ordenou Rebecca, alinhando os cinco órfãos junto à porta do hangar. 
Aquele lugar imenso e escuro parecia ameaçador. 
A moça sentiu um tremor. Desde o início estava com uma sensação estranha em relação àquela viagem. 
Achava que no fim os órfãos se sentiriam decepcionados mais uma vez. Além disso, não sabia se conseguiria, sozinha, controlar as cinco crianças. 
Elas pareciam ter uma incrível tendência para se meter em encrencas. 
— Estou com fome — disse Jonesy. — Devíamos ter parado numa lanchonete para comer um sanduíche. 
— Não há nenhuma lanchonete aberta a essa hora da madrugada. E, além disso, você tomou um café bem reforçado. 
— Estou com frio — reclamou Yancy. 
— Fique se mexendo. Eu volto já. Não saiam daqui. Vou procurar o escritório. 
"Na verdade não está mais quente dentro desse hangar, mas pelo menos eles estão protegidos do vento", pensou Rebecca. 
Voltando-se, ela examinou as sombras. 
Conseguia perceber o barulho do motor de um pequeno avião e via o que parecia ser os pedaços desmantelados de um outro.
Lá no fundo do hangar havia luz em duas janelas. 
Depois de dizer mais uma vez para as crianças não se moverem, ela caminhou até as janelas e olhou lá dentro. 
Vendo o escritório da companhia de aviação, a sensação de mal-estar cresceu. 
A sala tinha inúmeros móveis que não possuíam nada em comum uns com os outros, a não ser a velhice e a poeira. 
Um aquecedor a óleo estava regulado tão no mínimo que não causava nenhum efeito no gelo que se formava nos vidros. 
Entre toda aquela confusão havia um homem dormindo numa cadeira. 
Tinha a cabeça caída para trás, mostrando o maxilar coberto por barba rala, de alguns dias. 
Ele parecia um ser composto por partes de vários outros; um excedente de guerra. 
Era a negação viva da humanidade. 
Pelo menos na opinião de Rebecca, que era muito intolerante com homens. 
Não havia nenhum homem em sua vida e ela não estava ansiosa para que houvesse. 
E se isso significava noites de solidão... 
Bem, seus dias eram muito agitados.
 O que a entristecia era como a Fundação Tynan vinha agindo, implorando ajuda para aqueles que pareciam ser os menos capacitados para prestá-la. 
Se tivesse um mínimo de bom senso, o que faria naquele momento seria pegar as crianças e voltar para o orfanato, dizendo à diretora que tinham perdido o avião. 
Poderia praticar o que diria durante todo o caminho de volta a Boise, assim talvez não ficasse evidente em seu rosto que estava mentindo. 
Um grito ecoou na escuridão do hangar. 
Olhando para trás, Rebecca constatou que as crianças já estavam discutindo entre si. 
Ela soltou um suspiro. Eles não deixariam que a mentira desse certo. 
Munindo-se de coragem, bateu na janela e testou a porta metálica, que não estava trancada. 
O homem acordou e piscou para afastar o sono. 
Ela esperou que os olhos sonolentos a focalizassem, antes de falar:
 — Estou procurando o sr. Stillman. 
Imediatamente o olhar dele tornou-se atento e desconfiado.
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