segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nas Asas Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Como se não bastasse Mel Anderson ter de organizar a bagunça que sua colega de trabalho deixa para trás, e seus funcionários darem mais trabalho do que produzem alguma coisa, ela agora tem de lidar com o único homem que esperava nunca mais ver... 
O homem que além de estar de posse da escritura do seu aeroporto, está de volta e procurando problemas. 
Ou melhor, na verdade, ele é o problema...
O mais incrível, irresistível e delicioso problema do mundo! 
Joe Black está determinado a reaver o aeroporto que pertence a sua família.
Ele não é nenhum tolo, mas a questão é que Mel também não é. 
Ela é intensa, teimosa e sexy, e muito... muito tentadora.
De repente ele se descobre pensando menos em vingança e mais em beijar, acariciar e mergulhar de pára-quedas nos braços daquela mulher encantadora... 


Capítulo Um 


Para Mel Anderson não havia nada mais gratificante do que voar. 
Nem andar a cento e cinqüenta quilômetros por hora em uma Ferrari, nenhum romance, nada. Não que tivesse algo contra o sexo masculino, mas voar sempre foi tudo para ela desde os quatro anos de idade, quando construiu duas asas de papelão e pulou de uma árvore, o que resultou em um tornozelo quebrado. 
Sua segunda tentativa aconteceu aos oito anos idade, quando saltou da cobertura da casa de dois andares da avó sobre uma pilha de folhas secas.
Não ganhou nenhum tornozelo quebrado dessa vez, mas sim uma bela contusão na parte posterior da cabeça. 
Aos doze anos, época em que a maioria das meninas se interessa por garotos, descobriu os aviões e aceitou um trabalho para limpar os assentos de um aeroporto local, apenas para ficar perto das aeronaves. 
Talvez porque não encontrasse felicidade em casa, ou não nutrisse muitas expectativas em relação ao futuro, a magia de voar era tudo com que sonhava. 
Queria ser piloto. Não qualquer piloto, mas um "ás" da aviação, que poderia voar em qualquer lugar, a qualquer hora e se sobressair no que fazia. 
Agora, aos vinte e seis anos, tinha tudo que almejara desde criança. 
Dirigia a própria companhia aérea, a Anderson Air, dona de um único Cessna 172 e um Hawker. Ter transformado suas asas de papelão em asas de titânio a fazia sentir um imenso orgulho. Bom seria se pudesse pagar todas as contas. 
Dinheiro, porém, assim como orgasmos, andavam escassos ultimamente. 
— Mel, o forno está com defeito outra vez! 
Mel suspirou enquanto caminhava pelo saguão de entrada do Aeroporto de North Beach, a pequena base operacional onde prestava seus serviços. 
O espaço confortável, pouco decorado, exibia alguns assentos de couro gastos, mesas de centro e vasos com coqueiros malcuidados. 
Duas paredes eram de vidro, com vista para a pista de pouso e decolagem e dois grandes hangares. 
Em um deles se encontrava o departamento de manutenção e, no outro, o departamento de atendimento a vôos noturnos. 
Além desses dois, havia uma fileira de catorze hangares menores, todos alugados para outras companhias. 
Mais adiante, ficava Santa Barbara e o Oceano Pacífico, onde ela habitualmente encontrava seus orientadores de pista e mecânicos das aeronaves pegando ondas em suas pranchas de surfe no horário de expediente. E
m uma parede distante havia um enorme mapa-múndi, pontilhado com percevejos coloridos que assinalavam diferentes lugares para onde ela e outros pilotos haviam voado. 
Os vermelhos predominavam. 
Ela era o vermelho, claro. Bastou olhar para o mapa para sorrir, orgulhosa.
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