quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Anel de Vingança








— Assim que você tiver as esmeraldas, quero a certidão de casamento.
— Não as tire! Atônita, a moça parou.
— Por que não? Vito sorriu.
— A noite é uma criança, minha querida. A jovem o fitou, cautelosa.
— O que está acontecendo? O que isso quer dizer?
A voz dele ganhou um tom sarcástico.
— Não estamos nos comportando como um típico casal romântico, estamos?

Capítulo Um

Fontes jorravam. A água caía por cima do granito formando um poço cristalino. O vento soprava e uma garoa quase invisível atingia Rachel enquanto a jovem passava.
A água parecia fria em contato com a pele.
E era assim que ela deveria ser. Fria, calma e equilibrada. Nenhum traço de emoção. Estava ali para conduzir uma transação comercial. Era tudo. Porque se pensasse no que estava prestes a fazer, então...
Não pense. Não sinta. Dessa forma, você pode superar isso.
E, acima de tudo, não lembre...
Um pingo d'água a atingiu na cabeça, interrompendo seus pensamentos.
Rachel aceitou com tranqüilidade os respingos que vinham daquela engenhoca que decorava a entrada do novo e deslumbrante prédio comercial.
Apropriado à sede britânica de um dos maiores e mais bem-sucedidos conglomerados industriais europeus, Farneste Industriale, aquele era o edifício com mais prestígio dentre todos os blocos do novo e elegante parque comercial.
Situava-se à beira de um dos mais antigos bairros de Londres, Chiswick, estando convenientemente localizado perto da via expressa M4 e do Aeroporto Heathrow.
A jovem continuou caminhando, os saltos altos dos sapatos faziam com que os quadris se erguessem, tornando o vaivém elegante naquele traje bem talhado.
Rachel sentara-se cuidadosamente no táxi durante o trajeto até ali, certificando-se de que não amassara a saia lilás e de que não puxara nenhum fio da meia-calça.
Queria parecer... imaculada.
Levara duas horas para se aprontar. Duas horas para lavar e pentear o cabelo, colocando delicadamente a maquiagem e o esmalte.
Vestiu com cuidado a calcinha de seda, a meia-calça, uma camisa bege.
Então deslizou a saia justa sobre os quadris esguios. Deixou os braços escorregarem pelo paletó de cetim, justo na cintura e um pouco decotado, o que acentuava sutilmente os seios e a barriga lisa.
Calçou os sapatos de couro italiano que eram da mesma tonalidade do blazer, combinando com a bolsa de mão.
O traje estava completo.
Havia levado mais de duas semanas para encontrar aquela roupa.
Depois de vasculhar todas as lojas de departamentos e butiques desde Chelsea até Knightsbridge, de Bond Street a Kensington. Tudo deveria estar perfeito.
Afinal, ela deveria impressionar alguém que tinha altos padrões de exigência.
Deveria saber disso.

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