segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Trilogia Príncipes de Judar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- PRAZER E VINGAÇA







Não havia onde Carmen pudesse se esconder do príncipe de Judar.

Ele a procuraria em todos os lugares, arrombaria portas e derrubaria muros.
Nada impediria Farook Aal Masood de reivindicar a mãe de seu herdeiro.
Ela o traíra, e ele a faria pagar. Em sua cama. Como sua esposa, até que se cansasse dela.
Ela dissera que o amava, mas ele jamais cairia novamente em suas mentiras!

Capítulo Um

— Bagha... bagha...
Carmen parou de pendurar as cortinas novas no quarto de bebê e olhou para Mennah, ouvindo-a balbuciar sua mais recente "palavra", o coração se expandindo.
Acostumara-se a sentir o coração enchendo-lhe o peito desde que sua filha nascera.
Quando Mennah nascera e a deitara ainda sangrenta no peito, Carmen teve medo de não sobreviver à explosão de emoções que a tomaram.
Encontrara o nome perfeito depois de procurar muito. Na língua de seu pai, Mennah significava presente de Deus. O presente dela.
Agora seu presente segurava as grades do cercadinho para se levantar.
Tentou ficar em pé sem apoio e caiu sentada com um grito de aborrecimento, fazendo Carmen rir.
— Oh, Mennah, querida, você tem tanta pressa.
E tinha. Estava agora com apenas nove meses, mas aos seis se sentava sozinha, aos sete engatinhava e agora estava prestes a atingir um novo feito.
Carmen terminou de colocar a cortina e foi até o cercadinho. Seu anjo sorriu para ela, a natureza feliz nos olhos dourados, mostrando os dentinhos, as covinhas se destacando no rosto perfeito.
Uma onda de emoção fechou a garganta de Carmen.
Fora tão abençoada!
Mennah esticou os braços e Carmen a pegou imediatamente, aninhando o pequeno e saudável corpo que era sua razão de viver.
Mennah enterrou o rosto no pescoço da mãe e os braços de Carmen se fecharam com força em torno dela. Era muito bom Mennah adorar abraços apertados.
Carmen a olhou com amor, embalou-a nos braços, uma das mãos acariciando-lhe os cabelos negros e sedosos.
De repente, Mennah se afastou e olhou-a com expectativa.
— Bagha, bagha.
Carmen apertou-lhe de leve o nariz.
— Sim, querida, você está tentando me dizer alguma coisa e sua mamãe é tão idiota que ainda não compreendeu. Mas é uma palavra nova, me dê um dia ou dois e vou descobrir o que é. Será que está tentando me dizer que está com fome?
Carmen começou a desabotoar a blusa e Mennah bateu a mão na dela, gritando em parte de brincadeira, em parte de advertência.
— Nada de alimento produzido pela mamãe? Mennah riu e Carmen suspirou. Tivera a esperança de prolongar a amamentação, mas esta era outra área na qual Mennah tinha pressa. Passara a recusar o seio cada vez mais desde que começara a se alimentar de sólidos.
— Não devia ter lhe dado uma prova do meu filé mignon, querida. Parece que você partilha mais do que a aparência com seu pai. Ele também é uma grande pantera que adora carne vermelha...
Carmen parou de falar. Mennah olhava para ela com total atenção, como se estivesse memorizando o que a mãe dizia. Entregara-se ao prazer amargo de lhe falar sempre sobre o pai. Talvez devesse resistir ao impulso, não havia como saber o que Mennah compreendia agora, mas talvez em breve compreendesse.
E não queria explicar a ausência do pai tão cedo.





2- O PODER DA SEDUÇÃO





Farah Beaumont não imagina que o futuro de Judar está suas mãos.

Para garantir o direito ao trono de seu reino, o príncipe Shehab Aal Masood deve fazer dela sua noiva… de qualquer maneira.
Nem que para isso tenha de esconder sua identidade e seduzi-la!
Logo, porém ele descobre que Farah não é tão fira e materialista quanto pensava.
E a sedução calculada de Shehab se transforma em uma paixão poderosa demais para controlar...

Capítulo Um

Quente como o inferno, fria como a sepultura.
Shehab apertou os lábios, pensando nessa frase, examinando o mar de pessoas fantasiadas que transformavam o salão de baile num campo de batalha de excessos mate¬riais e objetivos egoístas.
Ainda nenhum sinal da mulher a quem a frase se referia.
Quente como o inferno, fria como a sepultura.
Um homem tinha chegado a acrescentar: insaciável como a morte. Era uma senhora definição.
As descrições soavam como títulos.
Como os que lhe pesavam desde que nascera. Sheik Aal Massod. Sua Alteza Real.
E, agora, Sua Majestosa Eminência, o Príncipe Herdeiro.
Porém, segundo a opinião geral, os dela eram bem merecidos.
E esperavam que ele se casasse com essa mulher.
Não. Não esperavam.
Tinham certeza. Ele tinha de se casar com ela.
Retesou os músculos e rangeu os dentes.
Ya Ullah. Já devia estar conformado. Já fazia mais de um mês desde que soubera do destino a que teria de se submeter para salvaguardar o trono de Judar.
Às vezes, quase odiava Carmen.
Fora por causa do amor imenso de Farooq por sua esposa que ele atirara o fardo para cima de Shehab.
Mesmo assim, Shehab teria suportado esse destino, que sempre considerara pior do que a morte, um casamento arranjado, se a noiva fosse alguém mais aceitável.
Mas Farah Beaumont, a filha ilegítima do rei Atef Aal Shalaan, rei de Zohayd, não era aceitável.
Não por ser ilegítima. E não por ter se recusado a reconhecer sua herança ou ser um instrumento de paz. Não era responsável por seu nascimento.
E talvez fosse incapaz de lidar com as revelações sobre o passado e os problemas que isso lhe acarretaria no futuro.
Mas não fora por isso que Farah Beaumont, cuja mãe espertamente lhe dera um nome árabe popular no Ocidente, rejeitara o pai e pudera se dar ao luxo de se recusar a ser princesa.
A verdadeira razão é que a fazia tão repulsiva.
Tinha sido adotada pelo multimilionário francês com quem a mãe se casara.
Depois, quando a fortuna dele fora perdida após sua morte, Farah lutara para voltar ao topo.
Tinha chegado lá ao se tomar o braço direito e a amante do influente Bill Hanson, um homem casado e com idade bastante para ser seu avô.
De acordo com todos, Farah era uma mulher fria, promíscua e com sérios problemas psicológicos.
Também era crucial para a paz de uma região inteira, mas tinha se recusado abertamente a cumprir seu dever.
Agora, ele tinha seu próprio dever. Pulverizar a recusa dela.
Em vez de evitar muita atenção ao se vestir como um guerreiro tuaregue, Shehab estava atraindo todos os olhares.
Pelo menos mantinha o anonimato. Não podia se arriscar a ser reconhecido.
Daí o baile de máscaras.
Ele exalou forte, liberando um pouco de tensão por trás do véu-turbante que cobria a cabeça e o rosto do nariz para baixo.
Evitava contato com todos que se aproximavam, pois estava ali, naquele baile que ele mesmo patrocinara, para atrair a atenção de uma única pessoa: Farah Beaumont. Agora, era só a maldita mulher aparecer.
Subitamente, algo lhe fervilhou na nuca. Tenso, ele procurou a origem da perturbação. Vinha das enormes portas do salão, a uns 3m de distância. Ele se virou com indiferença.
No instante seguinte, tudo desacelerou. Seu corpo. Seu coração.
Até o mundo, antes de desaparecer. Nada permanecia senão a criatura emoldurada na entrada, envolta num vestido de todos os tons de verde, saída diretamente dos contos de fadas de seu reino.
Uma pintura de fantasia que ganhara vida. Era... ela!





Trilogia Príncipes de Judar
1- Prazer e Vingança
2- O Poder da Sedução
3- O Poder da Paixão

2 comentários:

  1. Esses livros são muito intensos, gostei muito, sou apreciadora desse estilo. Obrigada.

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  2. Adoro os romances com sheiks mas tenho pena de algumas vezes não conseguir as series completas,muito obrigada por aqueles que coloca adrooooooooooo.

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