terça-feira, 13 de julho de 2010

Um Toque de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÃNEO







Ao conhecer o másculo e sedutor Brendan Reiliy,
um homem sem interesses ocultos, a ex-modelo Lynne DeVane finalmente se sente tentada a retirar a máscara que usou por tanto tempo e mostrar quem ela é de verdade.

Ele nunca viu o rosto dela ...
E mesmo assim, a entendia melhor do que qualquer outro.
Brendan queria confiar nela, mas a vida havia lhe ensinado a manter distância das mulheres misteriosas... E se Lynne realmente desejava Brendan, teria de provar seu amor.

Capítulo Um

Lynne DeVane acabara de deixar no corredor mais algumas das caixas usadas na mudança quando ouviu um estrondo, seguido por diversas palavras criativas e vividas. Já conhecera muitas pessoas rudes, mas nunca ouvira aquela combinação específica de palavras.
Largou as caixas e saiu apressada para o corredor do adorável prédio de tijolos aparentes em Gettysburg, Pensilvânia, no qual acabara de alugar um apartamento. Havia caixas espalhadas por toda parte à volta de um homem — um homem grande — que estava se levantando e sacudindo a poeira de suas calças escuras. Havia um golden teriever perto do homem, cheirando-o, aparentando preocupação.
— Meu Deus, desculpe — começou Lynne.
— Não desculpo não. — O homem interrompeu-a no meio da frase, olhos azuis dirigidos para o seu cão, em vez de para ela. — O corredor não é depósito de lixo.
Lynne ficou tão estarrecida com a brusca resposta que nem soube o que dizer.
E antes que as palavras certas lhe ocorressem, o homem tateou em busca do portal da porta aberta diretamente em frente à de Lynne.
— Feather, venha. — O homem não olhou para trás, mas Lynne ficou mais preocupada ao vê-lo atrapalhar-se por um segundo com a maçaneta.
— Ei, espere! Está se sentindo bem? Bateu a cabeça?
Muito devagar, ele se virou para encará-la enquanto o cachorro entrava no apartamento.
— Não, eu não bati a cabeça. Bati com a porcaria do meu joelho, e ralei a palma da mão e o cotovelo, mas não precisa se preocupar, porque não vou processá-la.
— Eu... O problema não é esse. — Ela estava desconcertada com a atitude agressiva daquele homem. — É que você pareceu tonto ou desorientado, e fiquei preocupada.
— Estou bem. — Agora a voz dele parecia levemente cansada. — Obrigado pela preocupação.
Enquanto o homem virava a maçaneta e dava um passo cauteloso, Lynne percebeu uma coisa: seu novo vizinho era cego. Ou, no mínimo, portador de uma séria deficiência visual.O homem desapareceu no interior do apartamento è a porta se fechou com um clique alto.
Decerto essa não era a melhor maneira de começar um relacionamento com seu vizinho mais próximo.
Pegou as caixas que causaram o problema e arrastou-as pela escada de serviço até os fundos do prédio, onde havia uma lixeira de reciclagem de papelão.
Lynne jamais teria deixado caixas no corredor se soubesse que tinha um vizinho deficiente visual.
Apesar da vergonha que sentiu, Lynne notou que seu vizinho era muito bonito, com cabelos negros e cacheados, feições másculas e uma covinha funda no queixo quadrado. O cão ficara preocupado com ele, e Lynne considerou que talvez fosse um guia. Mas, se era, por que não o guiara?

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