sexta-feira, 7 de maio de 2010

Noites Em Highlands

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Vale Dos Druidas






Castelo Sinclair, Highlands
Fevereiro 3, 1607

–Anda depressa – urgiu Fiona a sua irmã maior, Moira.

Moira se deteve e girou tão rapidamente que a chama da vela que sustentava por pouco alcança a Fiona na cara.
–Se não te calar volto para meu quarto e te deixo sozinha.
–Está bem. Prometo-te que não farei mais ruído, mas, por favor, anda depressa. Quero vê-la de novo.
«Ela» era o novo membro da família, um bebê que Fiona só tinha visto por um momento. Agora queria sentar-se e olhar o pequeno e precioso bebê tanto como quisesse.
Não incomodaria a seus pais, seria mais silenciosa que um camundongo.
Tampouco lhe havia custado muito convencer a Moira para que a acompanhasse.
Teria ido por sua conta, mas não gostava de andar pelos escuros corredores onde algo podia saltar sobre ela. Não é que tivesse passado alguma vez, mas nunca se sabe.
Moira se deteve de novo e a agarrou pela mão.
Fiona passou diante dela. Moira não deixaria nunca de atuar como uma sabichona, mas Fiona não tinha tempo de averiguar que se propunha agora. Tinha um bebê que observar.
–Fiona, pare – sussurrou Moira ansiosamente.
Suspirou, esperando que Moira se desse conta que não tinha vontade de jogar.
–Que acontece?
–Ouvi algo, – murmurou Moira e levantou a vela sobre sua cabeça para iluminar um pouco mais o corredor.
Fiona esperou que acrescentasse algo mais, mas enquanto girava para continuar por volta do quarto de seus pais o ouviu também.
O choque de espadas.
–Algo está passando, – gritou Moira agarrando o braço da Fiona. –Vêem. Temos que ir ver nossa prima.
–Que tem que nossa irmã?
–Papai se encarregará dela e de Mãe. Vêem, – ordenou Moira e correu de volta a seu quarto.
Fiona a seguiu, sem fazer um só ruído enquanto corriam descalças. Mas ao alcançar seu quarto ouviram os gritos de suas primas. E a risada de vários homens. Não havia duvida em sua mente infantil que suas primas não sobreviveriam essa noite.

Capítulo Um

Castelo MacDougal
Terras Altas do Noroeste
Junho de 1625

–Deve ser uma parva então. É a única explicação que me ocorre.
Fiona ignorou a Bridget, e tentou não pôr os olhos em branco enquanto caminhava em meio dos homens do clã MacDougal.
Bridget constantemente colidia com qualquer homem que a percorresse com o olhar, e não entendia por que Fiona não fazia o mesmo.
Mas havia muitas coisas que Bridget não entendia.
–Além disso, continuo Bridget, – não é mais jovem. A quantos homens mais vais rechaçar?
O dia tinha começado tristemente nublado, e parecia que o humor da Fiona seguiria ao sol e ficaria detrás das nuvens. Girou-se e olhou a Bridget.
Era bastante bonita com o escuro cabelo castanho avermelhado e os olhos sombreados de âmbar, mas os moços não emprestavam muita atenção.
Poderia ser porque se fazia completamente parva quando um homem estava perto dela. Justamente isso era o que tinha Fiona na ponta da língua para lhe dizer a Bridget, mas por que deveria dirigir sua irritação para a Bridget?
Em lugar disso, Fiona se encolheu de ombros e seguiu passeando pelo muro exterior do abarrotado castelo.
–Não encontrei um homem de meu gosto, – mentiu. Não havia necessidade de explicar a verdadeira razão.
–Bom, é uma boa coisa que Tio Cormag te mime em excesso como gosta a ti. Minha mãe diz que ele e a Tia Helen deveriam ter insistido em que encontrará um marido faz tempo.
Não deveria importar que não fosse sua verdadeira filha, – declarou Bridget antes de fazer gestos com as mãos e lhe gritar a um moço que a tinha sorrido na semana anterior. –Deve ser porque é a única menina que conheceram alguma vez, – disse sobre seu ombro.
O moço agachou sua cabeça e caminhou com rapidez fora da vista.
Fiona não pensava que pudesse agüentar outra conferência sobre «Você deveria estar casada».
Era a mesma coisa todos os dias, e não sabia por que se fazia isso a si mesmo. Mas não ia estar sentada como observadora e trazer outra intriga.
Retornava sobre seus passos de volta ao castelo, quando foi apanhada por um enxame de meninos que corriam diante dela. Foi tempo suficiente para que Bridget a alcançasse.
–Se só tentar com um pouco mais de força encontraria a alguém que te aceitasse, apesar de sua idade e dessa tua má língua.
–Bridget, – começou Fiona antes que seus olhos se posassem em um recém-chegado que tinha entrado cavalgando através das portas do castelo.
Em todos seus anos olhando aos homens de seu clã, nunca tinha visto um sentar-se tão comodamente em um cavalo, e com tal controle, como este desconhecido.
Ele atirou ligeiramente das rédeas e o cavalo instantaneamente se deteve.
Olhou casualmente ao redor do muro exterior do castelo até que seus olhos vagaram pelo caminho.
A respiração lhe entupiu no peito, e a desilusão que a encheu porque não a tinha advertido a perturbou mais que Bridget e suas conferências. Logo seu olhar observador voltou com força para ela e a manteve arraigada ao lugar.
Durante um segundo, contemplou-a antes de continuar seu exame do muro exterior do castelo e seus ocupantes.
Ela tinha a sensação que estava procurando algo, ou alguém, mas, além disso, estudava as pessoas.




3- O AMANHECER NAS HIGHLANDS

Um imortal com muitas perguntas sem resposta…

Ao imortal Dartayous, um guerreiro druida poderoso, é-lhe dado uma missão, guardar a Moira viva para que possa cumprir a profecia.
Mas com cada dia que passa o desejo ardente que sente por ela corrói mais e mais a parede que rodeia seu coração.
Uma sacerdotisa druida em busca de uma chave…
Moira Sinclair deve encontrar a chave para entrar em o Reino Fae, mas ao entrar na esfera sagrada, os segredos que manteve guardados saem à luz e a obrigam a ver-se como realmente é.
O formoso e autoritário rei do Fae ganhará seu coração?
Ou Dartayous a reclamará como sua definitivamente

Capítulo Um

Highlands ocidental
Agosto de 1625

— Esse sim é um homem que eu reclamaria.
Moira levantou a cabeça deixando de examinar uma maçã, mas a velha bruxa que pensou que tinha falado começou a resmungar enquanto tirava mais fruta de debaixo das mesas. Moira olhou ao redor do mercado aberto e se encontrou sozinha.
Exceto pela velha.
Olhou à anciã outra vez, mas esta se ocupava de empilhar fruta e saudar com a mão às pessoas que passavam diante de sua cambaleante loja. Moira sacudiu a cabeça e voltou para exame da fruta.
Depois de muitas semanas da viagem ela e Dartayous finalmente tinham chegado a um pequeno povo de pescadores que pertencia definitivamente aos Macleod. Estavam na última etapa da sua viagem, ou ao menos esperava que esse fora o caso.
—Aye. Um homem como ele poderia esquentar inclusive estes velhos ossos.
Esta vez quando Moira levantou o olhar os olhos da mulher estavam cravados nela. Já não tinha o aspecto de uma anciã adoentada, em seu lugar se erguia com sábios olhos marrons. Seguiu o olhar fixo da velha em Dartayous.
Moira tinha estado ignorando ao seu companheiro da viagem durante semanas, mas presenciar como sorria e falava a uma menina do povo lhe dava um pequeno alívio. Sua cara áspera, quase severa se transformou com esse sorriso. Seus amplos e magros lábios se levantavam em um amplo sorriso, mostrando os brancos e nivelados dentes.
— É ele seu?
Girou-se para a velha.
— Não.




Série Vale Dos Druidas
1 - Bruma nas Highlands
2 - Noites em Highland
3 - O Amanhecer nas Highlands
4 - Incêndio em Highland
5 e 6 em revisão

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