sábado, 21 de março de 2015

Noite no Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Clara Davis aceitou fingir ser a noiva de seu chefe, o belo Zack Parsons.

Agora, os dois terão uma noite de paixão para satisfazer todos os seus mais secretos desejos. 

Assim que Clara Davis aceitou a proposta de seu chefe, sabia que tinha entrado numa fria.
Como poderia fingir ser sua noiva em plena lua de mel dele? 

A regra de Zack Parsons de não namorar funcionárias o havia impedido de enxergar Clara além de seus magníficos cupcakes. Mas agora ele a vê por completo, e não consegue resistir à tentação. Render-se a apenas uma noite de paixão será suficiente para satisfazer seus desejos?

Capítulo Um

Clara Davis olhou para o bolo — intocado e cor-de-rosa, como a noiva encomendara
. O pedestal precário demandou muita habilidade para ser montado e equilibrado. E entregá-lo intacto em um hotel na costa de São Francisco, a trinta quilômetros de sua cozinha, foi uma verdadeira epopeia. Tudo teria sido perfeito. Bolo, cenário, noivo — irretocável, como de costume — , todos os convidados presentes.
Não fosse pela falta da peça principal: a noiva, que resolveu faltar ao evento. Sem ela, ficava difícil continuar. Clara pensou em pegar uma fatia do bolo. Trabalhara duro. Não fazia sentido deixá-lo ir para o lixo. Suspirou. 
Isso não desataria o nó de seu estômago. Não aliviaria nenhum dos sintomas de tristeza. Nada fora capaz de minimizar esse sentimento desde quando o noivo, agora oficialmente abandonado, anunciara o noivado. No entanto, observá-lo parado no altar não a fazia se sentir melhor. Como poderia? Não suportava ver Zack sofrer. Ele era seu parceiro. Mais que isso: seu melhor amigo. 
E também o homem que a mantinha acordada com fantasias que não combinavam com a luz do dia. Fantasias secretas à parte, Clara não queria que o casamento fracassasse. Ao menos, não na cerimônia. Ou talvez quisesse. Podia ser que uma pequena parte dela torcesse por isso. Por esse motivo concordara em fazer o bolo, quem sabe? Ou haveria de querer ficar por perto e assistir a Zack unir-se a outra mulher pelo resto da vida? Suspirou e saiu da cozinha em direção ao imponente salão vazio. 
O coração bateu forte quando viu Zack Parsons, o magnata do café, o gênio dos negócios e noivo abandonado, em pé à janela, olhando para a praia, o sol lançando um brilho alaranjado em seu rosto, refletindo-se no branco da camisa do smoking. Por um instante, ele pareceu diferente. Mais magro. Mais sério do que de costume. 
A gravata caída sobre os ombros, o paletó jogado no chão. Estava debruçado na janela. Clara não deveria se espantar por ver que Zack parecia mais forte depois de ter sido abandonado no altar. 
— Ei — disse ela, a voz soando alta demais no salão vazio. Ele virou-se, os olhos cinza encontrando os dela. Clara perdeu o fôlego por um momento. Zack era mesmo o homem mais bonito do mundo. Sete anos trabalhando juntos deveriam ter amenizado o impacto. 
Certos dias, ela era capaz de ignorá-lo, ao menos abstraí-lo. Em outros, era atingida em cheio. Esse era um desses dias. — Qual o sabor do bolo, Clara? — Zack perguntou, afastando-se da janela e enfiando as mãos nos bolsos. 
— Embaixo é de baunilha, recheado com framboesa, a pedido de Hannah, com fondant cor-de-rosa. Pintado à mão. A camada do meio foi embebida em uísque e mel. Sem nozes; conheço seu gosto. — Muito bom. Peça a alguém para embalar a camada do meio e mandar para a minha casa. Podem enviar para Hannah a camada dela também. 
 

Esposa Decidida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Antes de assinar os papeis do divórcio, 

Betsy tem mais uma noite de amor com seu marido Nik Christakis, que acaba tendo consequências inesperadas que irão uni-los para sempre. 
Nik Christakis já tinha sido seu príncipe encantado. O indecentemente rico e belo magnata havia tirado Betsy de sua vida simples de garçonete e feito o inimaginável – casou-se com ela! Mas a vida de casada não era bem o que ela fantasiava.
Enquanto sua mão deslizava sobre os papeis do divórcio, Betsy viu algo nos olhos de seu marido... Um lampejo do homem pelo qual ela havia se apaixonado. 
Quando esse encontro termina em uma paixão impetuosa, Betsy se depara com duas consequências bastante inesperadas e que irão uni-la para sempre ao homem que estava determinada a esquecer. 


Capítulo Um 

— Um divórcio pode ser civilizado — disse Cristo Ravelli em tom diplomático. 
Nik Christakis quase riu com desprezo ao ouvir a afirmação de seu irmão, cerca de dois anos mais velho, mas o respeito o levou a se conter. Afinal, o que Cristo sabia a respeito das feridas e agruras de um divórcio destrutivo? Cristo era um recém-casado feliz que não passara por aquela experiência... 
Assim como nunca deveria ter passado por quaisquer experiências desagradáveis. Como resultado, Cristo era seguro e direto como um juiz, não tinha arestas, curvas ou intenções obscuras. Tinha tanta ideia da vida mais complicada e dura de Nik quanto um dinossauro jogado em um conto de fadas repleto de magia. 
— Provavelmente você está imaginando como eu tive coragem de sugerir um divórcio — disse Cristo secamente.
— Mas você e Betsy já tiveram um bom relacionamento.
Eliminar a tensão e esfriar os ânimos seria mais saudável para vocês dois. 
— Você ficará satisfeito ao saber que eu e Betsy teremos um encontro amanhã na presença de nossos advogados, para tentar fazer um acordo — resmungou Nik com uma expressão desanimada. 
— É apenas dinheiro, Nik... Dio mio... — Cristo suspirou, pensando no enorme império empresarial que seu irmão maníaco por trabalho tinha construído. 
— Você tem bastante. Nik trincou os dentes e seus olhos incrivelmente verdes brilharam de fúria. 
— A questão não é essa. Betsy está querendo me depenar e levar metade de tudo que eu... — Eu não posso explicar por que ela está fazendo tantas exigências. Eu poderia jurar que ela não tinha um pingo de ganância — declarou Cristo, aborrecido. 
— Já tentou conversar com ela, Nik? Nik franziu a testa. 
— Por que eu tentaria conversar com ela? — perguntou ele, admirando-se com a sugestão que lhe parecia insana.
— Ela me colocou para fora de casa, entrou com o pedido de divórcio e está tentando me tirar milhões! 
— Betsy tinha motivos para expulsá-lo — lembrou Cristo ao irmão asperamente. Nik contraiu os lábios. Sabia exatamente por que o seu casamento implodira.
Casara-se com uma mulher que afirmara não querer ter filhos e que mudara de ideia. É verdade que, mesmo depois que ela lhe dissera isso, ele insistira em lhe esconder uma informação pessoal muito importante, mas presumira que tudo não passasse de um capricho de Betsy, ou de hormônios, e que aquela fase fosse acabar tão depressa quanto começara. 
— A casa era minha — respondeu Nik. 
— E, agora, você pretende lhe tirar Lavender Hall e o cachorro — disse Cristo, impaciente. 
— Gizmo também era meu. — Nik deu uma olhada para o cachorro que estava com ele havia dois meses e que parecia estar deprimido. 
Deitado sob a janela, cercado de brinquedos, com o focinho apoiado nas patas, o bichinho parecia ter tudo que o dinheiro podia comprar, mas continuava a sentir a falta de Betsy. 
 

Cena de Ousadia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Hudson de Beverlly Hills

Sob a pressão matadora de Hollywood, 

o produtor de cinema Max Hudson era um mestre na arte de fazer acontecer. 
Para seu desespero, a aproximação de um prazo final o estava deixando com a corda no pescoço, por isso ele não permitiria que ninguém, nem nada, cruzasse seu caminho…
Especialmente sua assistente de longa data, Dana Fallon. Afinal, o sistema nervoso e a libido de Max haviam sido abalados pelas curvas exuberantes dela. 
O inesperado pedido de demissão de Dana provoca um caos na vida de Max, pois nem mesmo um cachê milionário a faria mudar de ideia. 
Por sorte, Max dispunha de outros recursos para convencê-la a ficar… 

Capítulo Um 

— O que é isto? Dana Fallon recuou ao ouvir a irritação e a impaciência na voz de Max Hudson. 
Ela não podia culpá-lo. A Hudson Pictures estava correndo contra um irrevogável prazo nas filmagens do projeto atual, e a saída dela naquele momento não era a melhor coisa que ela podia fazer por eles. Mas ela tinha seus motivos. Bons motivos. Mantenha-se firme na sua decisão.
Execute seu plano. A voz trovejante de seu irmão mais velho ecoou dentro da cabeça dela, mesmo com ele estando do outro lado do Atlântico. Dana juntou coragem e prendeu a franja atrás das orelhas. 
Seu olhar ricocheteou na incredulidade dos vívidos olhos azuis de Max e se focou no V de peito bronzeado e musculoso revelado pelos três botões abertos da camisa dele. Um território perigoso. 
— Meu pedido de demissão, Max. Você vai precisar procurar alguém para me substituir assim que voltarmos aos Estados Unidos. 
— Você não pode se demitir. — Ele amassou e jogou o papel na lixeira do canto da suíte de hotel que ele vinha usando como escritório temporário nos últimos meses. E errou. 
Nos cinco anos desde que começara a trabalhar para ele, Dana nunca o vira acertar. Max podia ser um produtor e editor cinematográfico brilhante, mas, apesar de seu lindo corpo, ele não tinha nenhum talento esportivo. Ela o amava mesmo assim e, por isso, era uma idiota, já que a conexão era totalmente unilateral. 
Estava na hora de ela aceitar que Max amaria sua falecida esposa para sempre. Ele voltou a mexer em alguns papéis, como se seu pronunciamento tivesse resolvido tudo. Contudo, ela não se renderia. Quando uma proposta de emprego de uma amiga coincidira com o aniversário do acidente de seu irmão, Dana percebera que, naqueles cinco anos de trabalho, ela não se aproximara da sua meta. 
O irmão dela nunca desistira de correr atrás de seus sonhos, apesar de obstáculos e improbabilidades. Naquela manhã, ela prometera a si mesma que, assim que partisse da França e retornasse à Califórnia com o restante dos atores e funcionários da Hudson Pictures, assumiria o controle de sua vida e buscaria a carreira e a família que queria. 
— Preciso ir, Max. Quero produzir meus próprios filmes, e você nunca vai me deixar fazer isso aqui na Hudson. Como disse na minha carta, recebi uma oportunidade numa empresa de filmes independentes.
 
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance (Abril/2015)
6 - Cena de Sedução (Abril/2015)

Cena de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Hudson de Beverlly Hills 

Se havia algo que Charlotte Hudson aprendera 

durante seus 25 anos de vida era como ser adequada. 
Então, como ela, a filha de um embaixador, tinha conseguido parar em uma filmagem maluca no meio de um castelo na Provença com o playboy francês Alec Montcalm? 
Enquanto os parentes dela da Hudson Pictures estavam ocupados gravando cenas no Chateau Montcalm, o verdadeiro drama acontecia atrás de pesadas portas centenárias e debaixo de lençóis de seda.
Charlotte sabia que aquele caso insano e secreto não poderia durar muito. Até descobrir que estava grávida… 


Capítulo Um 

Ligeiramente desgrenhada e com alguns problemas de adaptação à mudança de fuso horário, Charlotte Hudson se flagrou na França. Um telefonema de seu irmão, Jack, no dia anterior interrompera seu passeio com o avô deles, o embaixador Edmond Cassettes. 
A comitiva diplomática estava em Nova Orleans, onde Charlotte e o embaixador estavam sendo recebidos pelo governador, alguns senadores e todos os prefeitos da Louisiana que tinham pretensões de fazer negócios com a rica nação mediterrânea de Monte Allegro. Então, Jack telefonara, e ela estava em Provença agora, parando o carro diante do château da família Montcalm com um favor a pedir. 
Raine, uma amiga de faculdade dela, ficaria surpresa ao vê-la, mas Charlotte estava contando com a boa natureza de Raine para ajudá-la a conseguir o favor. Era a primeira vez que o irmão dela, ou qualquer outra pessoa do lado Hudson da família, incluíra-a nos negócios cinematográficos da Hudson Pictures. E ela estava louca para impressionar. 
Charlotte fora criada na Europa por seus avós maternos, enquanto Jack fora criado a um oceano de distância, em Hollywood, pelos Hudson. Ela encontrara a dinástica família do ramo cinematográfico apenas em duas ocasiões. Eles tinham sido perfeitamente educados com ela, mas ficara claro que eles eram um grupo fechado e ela era basicamente uma forasteira. 
Agora, porém, terminalmente doente, a matriarca, Lillian Hudson, estava determinada a honrar os desejos de seu falecido marido, fazendo com que a Hudson Pictures levasse o romance deles, ocorrido durante a Segunda Guerra, para a tela. Toda a família se reunira para realizar o projeto e decretara que o Château Montcalm era a locação perfeita. 
Charlotte finalmente teria uma chance de participar do mundo dos Hudson. Ela inspirou fundo, ajustando pela última vez a saia cor de marfim de seu terninho ao se aproximar da porta da imensa mansão de pedra de três andares dos Montcalm. O château era antigo e impressionante. 
Ela sabia que estava com a família Montcalm havia uma dúzia de gerações, desde quando um tempestuoso senhor da guerra, ancestral dos Montcalm, tomara-o numa batalha. Raine tinha um pedigree e tanto. Charlotte tocou a ornamentada campainha, esperando por apenas um momento até que um mordomo vestido formalmente abrisse a porta, sua expressão um estudo em formalidade e cortesia. 
— Bonjour, madame. 
— Bonjour — respondeu Charlotte. 
— Estou procurando por Raine Montcalm. 
 
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance (Abril/2015)
6 - Cena de Sedução (Abril/2015)

Dueto Acordo Perfeito e Sorte No Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Dueto Quando as Luzes se Apagam 

Acordo Perfeito
Jenna Barrister tornou-se diretora de recursos humanos 

graças à sua personalidade forte e perseverança. Então, por que está tendo tanta dificuldade para demitir Zach Jacobs? 
Ele é um playboy incorrigível, um conquistador que seduz até mesmo as hóspedes, e precisa ir embora. 
Mas quando a luz acaba de repente no hotel, a determinação de Jenna cai por terra, bem como suas inibições... 
Ela quer muito conhecer Zach melhor, e ele está mais do que pronto para isso... 


Capítulo Um 

— Exatamente como eu imaginei! Temos um grande desafio profissional pela frente... 
Um irritante tsc-tsc veio logo em seguida ao comentário. Diante do som, Zach Jacobs parou o que estava fazendo. Estava deitado na mesa, em cima da garçonete loira mais sensual de toda a cidade de Las Vegas. 
Ela usava o uniforme do Berkley Hotel e Cassino, e ao que parecia não fazia nem dez minutos que havia dado o sinal verde para a ação. Foi quando a detestável sargentona entrou na sala. 
A mesma que estava de pé na porta, estalando a língua contra os dentes, criando um dos sons mais irritantes do planeta. A mesma que dirigia a palavra a Zach, em um tom nada amigável. 
Aquela que decididamente jamais gritaria o nome dele na hora do êxtase, a despeito de todos os seus esforços. Jenna Barrister. A estraga-prazeres. 


Sorte no Amor
Tudo pode acontecer no Berkley Hotel e Cassino... 

Jack MacAllister espera que a sorte esteja a seu lado, naquelas férias em Las Vegas, e a moça vestida de noiva, sentada diante da máquina caça-níqueis perto dele, talvez seja a resposta às suas preces. 
Não é difícil levar Laine Monroe para seu quarto, nem tirar aquele enorme vestido branco, nem descobrir que ela não é uma noiva, e sim que está ali para investigá-lo... 
Bem, sorte dela, pois Jack está mais do que disposto a cooperar... 

Capítulo Um 

— Você é um homem de sorte? Jack MacAllister sorriu, diante da companhia que já durava no mínimo uma hora.
 — Não acredito muito nessa história de sorte. 
— É melhor que o pessoal do turismo de Las Vegas não escute isso, ou terá um encontro com um ônibus, que o levará para bem longe daqui! 
Na verdade, o único encontro daquela noite havia sido com a mesa de vinte-e-um. Isto é, até ela se sentar a seu lado. Uma loira sensual, de rosto arredondado e voz maravilhosa como uma atendente de telessexo. E que usava um suntuoso vestido de noiva. 
Por certo, devia existir alguma norma dizendo que um flerte inofensivo não era tão inofensivo assim quando a mulher em questão era uma noiva.
 
Dueto Quando as Luzes se Apagam
1 - Acordo Perfeito
2 - Sorte no Amor

sábado, 14 de março de 2015

Aposta Arriscada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Aventuras em Montecarlo 






Uma proposta irrecusável.

Como Stacy Reeves conseguiria dizer não para uma proposta de Franco Constantine?

Ela aceitaria um milhão de euros para ser sua amante por um mês? 
O rico e arrogante presidente da Midas Chocolates faria de tudo para alcançar sua meta.
Essa união será repleta de prazer... Mas Stacy não sabia que a oferta de Franco era parte de uma aposta. 
Aceitá-la daria a Stacy a fama de interesseira e Franco receberia o controle total da Midas. A não ser que o bilionário renegasse a sua dinastia pela mulher por quem se apaixonou...

Capítulo Um


— “Le chocolat qui vaut son poids en or” — Stacy Reeves leu a frase escrita na vitrine. 
— O que quer dizer? — perguntou à sua amiga Candace sem desgrudar a vista dos deliciosos bombons do mostrador.
 — O chocolate que vale seu peso em ouro — respondeu uma voz masculina. Obviamente, não era Candace. 
Stacy se surpreendeu e deu meia-volta. Uau! Pensou, esquecendo-se do chocolate. O homem moreno e de olhos azuis era tão atraente quanto qualquer um daqueles bombons. 
— Gostaria de provar, mademoiselle? Cortesia minha — disse o atraente monsieur, indicando a porta da loja. Vestia-se de forma impecável, com um terno caríssimo. Embora ele fosse incrível e muito sedutor Stacy aprendera que, quando algo parecia bom demais para ser verdade, sempre era. Sempre. 
Um estranho tão lindo e sexy que a convidava a entrar em uma loja de chocolates tinha que esconder algo, porque homens sofisticados como aquele não buscavam simples contadoras iguais a ela. Além disso, o vestido lilás comum e as confortáveis sandálias que usava não eram exatamente objeto de fantasias masculinas. 
Stacy olhou para um lado e para o outro do Boulevard des Moulins, uma das principais ruas comerciais de Mônaco, em busca de sua amiga. Candace desaparecera, e com certeza isso tinha algo a ver com o convite daquele sujeito. Candace vinha brincando com a idéia de encontrar um marido para cada uma de suas damas de honra antes de seu próprio casamento, que seria celebrado em um mês. Stacy pensara ser brincadeira até aquele instante. 
— Esta estratégia costuma funcionar com as turistas norte-americanas? — indagou Stacy ao estranho à sua frente. Ele sorriu e levou a mão ao peito. 
— Você me magoou, mademoiselle. 
— Sinceramente, duvido. — E ela tornou a observar as calçadas em busca de sua amiga desaparecida. 
— Está procurando alguém? Um amante, talvez? Amante. Ao escutá-lo pronunciar essa palavra, Stacy experimentou um calafrio. 
— Uma amiga — afirmou. Uma que estava ali segundos antes. Candace devia haver se enfiado em alguma das lojas próximas, para espiá-la. 
— Posso ajudá-la a procurar por sua amiga? — insistiu ele com uma deliciosa voz aveludada. Tinha um sotaque estranho. Stacy poderia escutá-lo falar durante horas. Não. Não podia. Viajara até ali para ajudar Candace, junto com as outras damas de honra, com os preparativos da boda, que seria celebrada no princípio do mês de julho. Aquela não era uma viagem para um romance. 
— Obrigada, mas não. Naquele momento, Candace apareceu à porta do estabelecimento ao lado, agitando uma diminuta sacola, e se aproximou.
 
Série Aventuras em MonteCarlo
1 - Aposta Arriscada
2 - Blefe fatal
3 - Tacada de Mestre
Série Concluída

Blefe Fatal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Aventuras em Montecarlo 






Envolvendo-se com um príncipe.

A americana Madeline Spencer chegou à reluzente Mônaco sonhando em ter um caso passageiro de férias. Perigosamente atraente e misterioso Damon Rossi preenchia todos os seus requisitos.
As noites de ardente paixão deixaram Madeline sem ar e querendo mais. Então, ela descobre que seu amante é, na verdade, um príncipe.
Ser considerada um passatempo da realeza não estava em seus planos, mas poderia se acostumar com uma vida repleta de mimos. Até descobrir que o homem de seus sonhos estava prometido a outra mulher.

Capítulo Um

— Por Favor. Você precisa me ajudar.
O pedido desesperado de uma mulher chamou a atenção do príncipe Dominic Andreas Rossi de Montagnarde, enquanto ele e seu guarda-costas esperavam pelo elevador no Hôtel Reynard, o luxuoso hotel em Mônaco. Ele observou os reflexos de uma mulher morena de cabelo longo e do recepcionista através do espelho de moldura dourada, pendurado na parede ao lado das portas polidas de latão do elevador. 
— Sr. Gustavo, se eu não me afastar de toda essa euforia pré-casamento, vou acabar ficando louca. Não me entenda mal. Estou muito feliz por minha amiga, mas simplesmente não posso tolerar tanta bobagem romântica sem ficar enjoada. — A declaração aguçou a curiosidade de Dominic. 
O que teria arruinado para ela, o que para tantas era a promessa de um conto de fadas? Dominic não podia se lembrar de uma mulher que conhecesse; que não adorasse preparativos de casamento. Suas três irmãs haviam planejado e preparado os próprios casamentos por mais de um ano cada uma, assim como sua adorada Giselle. 
— Preciso de um guia turístico que me ajude a escapar de minhas obrigações de madrinha pelo próximo mês — continuou ela. — Alguém que conheça os melhores lugares para escapadelas de um dia e que trace rotas de fuga quando eu precisar me afastar de toda essa... — Ela estremeceu de forma dramática — felicidade. 
Americana, Dominic avaliou o sotaque, possivelmente sulista, a julgar pela forma arrastada com que falava. Com dó, o recepcionista sorriu. 
— Sinto muito, Srta. Spencer, mas já é quase meia-noite. Há esta hora, não conseguirei contato com nenhum guia. Se a senhorita puder me procurar logo cedo pela manhã, encontrarei alguém para ajudá-la. Ela passou os dedos pela massa espessa de cachos brilhantes que lhe cobria a cabeça, como se estivesse no limite de sua ansiedade, e então se virou, revelando um rosto bem-feito e clássico. Seus braços nus eram magros, mas fortes. 
O corpo dela combinava com o vestido verde e longo que abraçava suas curvas, que bem mereciam um segundo olhar, algo que Dominic não se furtou a fazer de boa-vontade. Uma pena não conseguir ver se suas pernas condiziam com a beleza de seu rosto. Devagar, voltou seu olhar para o rosto amável dela e encontrou um par de olhos divertidos e zombeteiros, cor de esmeralda, do mesmo tom do vestido. 
A moça notou que Dominic a encarava e correspondeu, avaliando-o do mesmo modo, parecendo apenas mais bem-humorada. Percorreu com os olhos a distância que ia de seus ombros, até seu traseiro e pernas. Arqueou a sobrancelha, deixando claro que pretendia colocá-lo em seu lugar. 
 
Série Aventuras em MonteCarlo
1 - Aposta Arriscada
2 - Blefe fatal
3 - Tacada de Mestre
Série Concluída

Tacada de Mestre

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Aventuras em Montecarlo
Na cama com o milionário.

O sensual, rico e ousado Toby Haynes apostou com seus melhores amigos que poderia seduzir a sonhadora Amélia Lambert.
Quando ela o deixou após uma única noite de paixão, Toby jurou que iria reconquistá-la e então seria ele a abandoná-la.
Ao se reencontrarem em Mônaco, Amélia cai nos braços de Toby mais uma vez e o jogo de gato e rato começa. Mas o que Toby não sabe que a tímida Amélia tinha suas próprias regras de sedução...

Capitulo Um

Por favor, que não seja ele. Em desespero, o coração de Amélia Lambert começou a pulsar em um ritmo rápido e tempestuoso, como puros-sangues irrompendo dos portões do Kentucky Derby. Ela fixou o olhar no homem de costas no balcão da recepção, e um nó frio de temor formou-se em seu estômago.
O cabelo louro-escuro, os ombros largos e as pernas longas só podiam pertencer a uma pessoa. Alguém que ela não queria ver nunca mais. Toby Haynes. Seu erro mais estúpido. Por que ele já estava em Mônaco? Amélia achava que teria tempo para se preparar para a chegada de Toby. Vinte e quatro dias, para ser precisa. 
Amélia considerou esconder-se atrás de uma das grossas pilastras de mármore do luxuoso Hôtel Reynard até que Toby fosse embora, mas, antes que pudesse traduzir o pensamento em ação, ele se virou, e seu olhar colidiu com o dela. Então, ele sorriu. O meio-sorriso presunçoso que lhe rendera o título de piloto mais sexy da Nascar por cinco anos consecutivos. 
Ela odiava aquele sorriso. Odiava o que ele lhe causava: sua pele formigava e corava; seus dedos dos pés se curvavam, suas entranhas se reviravam. E, acima de tudo, embotava seu raciocínio. Concentrando-se nela como se Amélia fosse à única pessoa no local, Toby caminhou em sua direção com um cartão-chave em uma das mãos e uma mala de couro preto na outra, e parou a poucos passos dela. Muito poucos, na opinião de Amélia. 
— Olá, doce Amélia. — Toby arrastou as palavras. 
Os pulmões dela falharam diante da intimidade do olhar de eu-já-te-vi-nua, com que a estudou. Toby possuía magnetismo suficiente para enlouquecer as bússolas dali até Timbuktu. Juntamente com o fato de ter uma personalidade viciada em adrenalina e em correr riscos que seriam a morte para qualquer relacionamento sério, Toby Haynes era o tipo certo de homem errado.
Deixemos de lado o fato de ele ser o sonho de toda mulher na cama. Só uma masoquista iria querer envolver-se com ele. Ainda bem que Amélia já sabia disso. Infelizmente, aprendera tarde demais. Amélia inclinou a cabeça para trás, para encarar aqueles olhos azuis prateados, e tentou engolir pela garganta seca, sem sucesso. 
— O que faz aqui, Toby? — Vincent me pediu para ficar na sua cola, e das suas amigas, até o casamento. Jamais gostei muito de ter que fazer companhia a alguém, mas para você eu abro uma exceção. 
O caos tomou conta do cérebro dela enquanto Amélia tentava entender o que ele dissera.
 
Série Aventuras em MonteCarlo
1 - Aposta Arriscada
2 - Blefe fatal
3 - Tacada de Mestre
Série Concluída

Cena de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Hudson de Beverly Hills 

Anos depois de abandonar Hollywood, 

a ex-atriz Gwen McCord enfrenta seu papel mais difícil. O grande empresário do cinema Luc Hudson – que ela nunca conheceu – anuncia para o mundo que eles estão noivos! 
E, para piorar, ele está se mudando para a casa dela. Forçada a cooperar para proteger a irmã problemática, Gwen é jogada de volta ao mundo dos tapetes vermelhos e do jogo de poder das celebridades.
Mas o verdadeiro perigo se esconde atrás de seu apaixonado e persistente relações públicas… 


Capítulo Um 

— Meu nome é Luc Hudson. Houve uma emergência com a sua irmã Nicki. O coração de Gwen McCord desabou para o estômago quando viu o homem alto e bonito, de atentos olhos azuis, em sua varanda. 
— Ela está bem? Ela está... — O pior pensamento possível a deixou sem fôlego. 
— Está viva. Posso entrar? 
— Sim, claro — disse Gwen, abrindo caminho e puxando June, sua labrador para longe da porta. 
Absorta na preocupação com Nicki, uma parte dela percebeu a altura e os largos ombros do homem quando ele passou por ela. Ele cheirava a couro e um leve toque de um apimentado perfume masculino. Gwen avistou o utilitário esportivo que ele usara para chegar até o rancho dela. Para que um membro de uma das famílias mais poderosas de Hollywood, os Hudson, lhe fizesse uma visita pessoal em Montana, algo de terrível devia ter acontecido. O estômago de Gwen se contraiu de medo. 
— Por favor, conte. Ela está no hospital? 
— Não, nós a pusemos numa clínica de reabilitação. Ela foi presa por dirigir bêbada. Na contramão, numa rua de mão única. Quase bateu no carro de uma família. 
— Ah, meu Deus. — Uma nauseante tontura a dominou, e ela sentiu seus joelhos bambearem. Os fortes braços de Luc a seguraram, puxando-a para seu rígido peito. Os olhos dele analisaram os dela. 
— Precisa se sentar? Ela assentiu. 
— Acho que sim — respondeu Gwen enquanto ele a levava para o sofá da área de estar. 
— Onde fica a cozinha? Vou pegar água para você. 
— No final do corredor — disse ela, apoiando a cabeça nas mãos, reprovando a si mesma. Se ao menos tivesse conseguido fazer Nicki lhe dar ouvidos! Por várias vezes, ela implorara para que Nicki parasse com os exageros, mas ela a ignorara. 
Sua irmã mais nova estivera determinada a ficar famosa de qualquer jeito, e, ultimamente, as atenções tinham estado muito mais voltadas para os exageros dela do que para suas habilidades como atriz. Luc retornou com um copo de água e balançou a cabeça quando ela começou a se levantar. 
— Você ainda está pálida. Gwen bebeu um gole de água. 
— É melhor eu encontrá-la. 
— Ninguém tem permissão para vê-la durante a fase de desintoxicação. Ela o olhou fixamente.
 
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
Série Concluída

Cena de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Hudson de Beverlly Hills 


Cece Cassidy estava acostumada a escrever a história, 

não a participar dela. Mas, de alguma forma, os tabloides descobriram seu passado apaixonado com Jack Hudson… e a ligação dele com seu filho “adotivo”. 
Pena que o pai do bebê foi o último a saber. Agora, Jack banca o homem das cavernas para Cece e a obriga a se casar em uma cerimônia digna de Hollywood, mas sem nenhum dos benefícios matrimoniais. 
O magnata do cinema parte seu coração novamente... 

Capítulo Um 

Então Lillian Hudson queria que a Hudson Pictures fizesse um filme sobre o lendário romance entre ela e seu marido, Charles, durante a Segunda Guerra? Desde o instante em que Jack Hudson ouviu o anúncio dela durante a festa de São Valentim na Mansão Hudson, ele soube que encrencas estavam vindo. 
Na semana anterior, ele parara ali para uma visita e encontrara sua avó assistindo The Wave, que tinha roteiro escrito por Cece. Sem dúvida, Lilian pediria a ele para convencer Cece a escrever o roteiro de Honra, mas isso seria difícil, pois Cece não estava falando com ele. A qualquer momento, Lillian o encurralaria naquela festa, e ele queria estar com um copo de bebida na mão quando isso acontecesse. Infelizmente, ele foi lento demais. Já estava quase chegando ao bar quando ouviu a voz de sua avó atrás de si. 
— Você não parece feliz com meu anúncio. Ele se virou para ela. Apesar de sua idade, Lillian se mantinha com a mesma graciosa elegância que a tornara uma lenda do cinema. Usava um longo e cintilante vestido, projetado para destacar o colar de diamante em seu pescoço. Seus cristalinos olhos azuis continham uma fagulha de humor, como se ela soubesse que ele a estava evitando. 
— Naturalmente, estou empolgadíssimo, vovó. — Ela estendeu os braços, e Jack se curvou à frente para lhe dar um beijo no rosto. 
— Acho que sua história de amor dará um filme brilhante. — Charles sempre achou isso. Já fazia alguns anos que, vez por outra, alguém sugeria essa ideia. Mas, depois que Charles morreu, não tive ânimo de fazer isso sem ele. Por um instante, a avó dele, normalmente vibrante, soou triste e frágil. 
— Estou feliz porque vamos fazer agora. Mas você disse que queria que o filme fosse lançado no sexagésimo aniversário do estúdio. Por que a pressa? Devíamos ir com calma. Fazer do jeito certo. A ilusão de fragilidade de Lillian desapareceu. 
— Quando devemos fazer isso, meu menino? No septuagésimo-quinto aniversário? No centésimo? Não, já me decidi. Se não fizermos agora, talvez nunca façamos. Como ele viu que seria inútil discutir, deu de ombros. 
— Então imagino que você queira que eu contrate um roteirista. Ela sorriu, ainda atraente aos 89 anos. 
— Ah, meu menino, você me conhece muito bem. Jack continuou antes que ela pudesse dizer mais.  
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance (Abril/2015)
6 - Cena de Sedução (Abril/2015)

O Mistério de Dion

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Valissa não podia acreditar! 

Há um mês atrás, tudo o que importava a ela, na vida, era a carreira de decoradora, em Londres. 
Agora, de férias na Grécia e apaixonada, não tinha coragem de gozar a plenitude do amor que Dion Stefanides lhe oferecia por não concordar com a proposta dele: abrir mão de tudo e mudar-se para a cabana em que ele morava, para ser sua mulher e mãe de seus filhos. Não. 
Por mais que o amasse, não poderia se casar com um aventureiro, sem futuro. Se pelo menos Dion quisesse viver com ela em Londres... 
Ele era um homem bem informado e de boas maneiras; não podia ser um simplório. Mas por que não queria sair da Grécia? O que o prendia àquela ilha tão isolada? 


Capítulo Um 

Na primeira semana de férias, depois de quatro anos trabalhando como decoradora, Valissa não quis saber de outra coisa senão descansar. O apartamento onde estava hospedada tinha um terraço sombreado por trepadeiras que dava para um dos três pequenos portos da ilha e era lá que ela ficava, fugindo do calor, observando os outros turistas comendo peixe e salada grega nas mesas dos restaurantes. 
Durante esses dias, não sentiu qualquer desejo de se juntar a eles, preferindo fazer a própria comida. Por causa da escassez de água e o difícil acesso, a ilha tinha permanecido tranquila, sem grandes hotéis ou excesso de casas de veraneio. Os moradores, por sua vez, não pareciam se importar com as atitudes desagradáveis tomadas pelos turistas, que às vezes acontecem nas partes mais frequentadas do Mediterrâneo. 
Aqui, em Paxos, as pessoas ainda eram agradáveis e hospitaleiras. Todos os dias, Anna, que fazia a limpeza do apartamento, presenteava Valissa com uma cesta de azeitonas, figos ou ovos frescos, e parecia preocupada, achando que a moça devia se sentir muito solitária. A barreira de linguagem que havia entre elas impedia a mulher de demonstrar sua estranheza ao ver alguém tão jovem e bonita passando férias sozinha. 
Valissa podia perceber essa curiosidade, mas mesmo que Anna falasse um inglês razoável, como a maioria dos paxiotas, e ela soubesse meia dúzia de palavras em grego, como Efliaris, obrigada, e Kalimera, bom-dia, teria sido impossível explicar por que se sentia satisfeita com essa solidão. No entanto, a língua não era a única barreira entre elas. Seus hábitos e opiniões eram tão diferentes como se tivessem vindo de dois planetas distantes. 
Para Valissa, a ideia de passar a vida inteira numa pequenina ilha grega era algo inimaginável. Para Anna, uma vida sem um marido e filhos para cuidar era igualmente impossível de se aceitar. Nunca conseguia compreender que, no mundo que ficava além de Paxos, as mulheres atualmente podiam escolher o modo como desejavam viver. Valissa tinha seguido uma carreira que não lhe deixava nem tempo nem energia para pensar em qualquer outra coisa. Não que pensasse assim desde adolescente. 
Quando tinha dezoito anos, era estudante de Belas Artes, e apaixonada por Nick, um colega incrivelmente talentoso. Na época, imaginava que o casamento fosse a solução ideal para o futuro. Ele, porém, havia morrido num desastre de automóvel, e agora, olhando para o passado, Valissa não estava certa se a dedicação ao trabalho era causada pela dor ou pela ambição que já existia e fervia dentro dela há muito tempo, mesmo que fosse no inconsciente. 
Depois de uma semana de cautelosos banhos de sol, que havia deixado sua pele suave e dourada, ela começou a ter vontade de se aventurar a passeios mais longos, ao invés de ir apenas nadar na baía de águas verdes que ficava a cinco minutos do apartamento.
 

Carícias que Enlouquecem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Ruth detestava os métodos prepotentes que Fraser Delaney

usava para impor sua vontade aos outros. O homem precisava de uma lição. Precisava encontrar alguém que o colocasse no devido lugar. 
E se essa pessoa fosse ela? Começou a pensar na possibilidade, quando Fraser quis impedir o namoro de sua amiga Tanya com o primo dele. Agora, já era demais! 
Se ele queria briga, ia ter. E Ruth faria o mesmo jogo sujo que Fraser fazia. Saboreou o prazer que teria em enganá-lo... Mas foi o sabor de seus beijos que sentiu, ao tentar desafiá-lo. 
E, a partir desse momento, passou a se debater entre uma raiva cega e um desejo desesperado pelas carícias que a enlouqueciam. 


Capítulo Um 

Ruth Adams, que estava deitada numa colorida toalha de praia, sentou-se subitamente e olhou, assustada, para a amiga Tanya. 
— Mas de jeito nenhum! Nem pensar! — protestou, meio rindo, meio brava. 
— Você e Evan podem resolver seus problemas sem ajuda de ninguém. Não me metam em suas confusões, por favor! — Fez uma careta. — Além disso, por que acha que aquele primo prepotente dele vai cair numa cilada dessas? Se é que ainda não percebeu, nós dois não combinamos nada, nas vezes que nos encontramos. 
— Só porque você estava decidida a implicar com ele de todos os jeitos possíveis; senão, garanto que teria sido diferente — apressou-se Tanya a dizer. 
Seus olhos azuis observaram a amiga com atenção. Sabia, por experiência, que os cabelos compridos, de um loiro de trigo, os olhos castanhos e aveludados, o narizinho arrebitado e a boca bem feita eram irresistíveis para a maioria dos homens. Não que essas atenções tivessem feito de Ruth uma mulher vaidosa. Ao contrário, achava uma ironia do destino tornar-se de repente alvo da atenção de tanta gente, depois de passar quase dezesseis anos num orfanato. 
— Talvez. — Ruth deu de ombros, indiferente, tirando areia das pernas bonitas. 
— Mas não tenho a menor intenção de descobrir. 
— Ah, por favor! Não dava para tentar... por minha causa? Você sabe que hoje pode ser a última vez que vejo Evan — pediu Tanya, referindo-se ao fato de que seus empregos como garçonetes terminariam naquela noite... na estação de verão. 
— E queríamos tanto ficar sozinhos. 
— E por que Evan não impede que o primo não se meta onde não é chamado? 
— Porque nós... bem. eu ? — corrigiu Tanya, um pouco envergonhada 
— ...eu achei que Fraser ficaria menos desconfiado se você. 
— Sabe que ele está de olho em todos os movimentos de Evan. 
— Para impedir que o primo se envolva demais com alguém que ele acha que não tem os amigos certos? — perguntou Ruth, com desprezo. Tanya também tinha passado oito anos no orfanato. A amiga encolheu os ombros. 
— Bem... talvez tenha razão, acho eu. Ele não gostou nada daquelas festinhas barulhentas que o pessoal do hotel deu na praia, não é? Não gostou nada! Pelo que Ruth se lembrava, Fraser Delaney tinha ficado furioso, não só por causa da música alta das gargalhadas, mas também por terem invadido sem querer o terreno particular de sua casa de praia. 
— E isso é razão suficiente para tentar impedir seu precioso primo de se contaminar com sua presença, não? — indignou-se ela. 
— Seria bem feito para ele, se você estivesse mesmo apaixonada por Evan. — Ao notar a mudança de expressão da amiga, franziu a testa. 
— Não está, está? 
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Queda do Billionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Solteiros Bilionários










Este é o terceiro livro da saga Bachelors.

Mark Anderson é um vaqueiro multimilionário que ama seu rancho tanto como ama sua família. 
Ele viu seus irmãos maiores encontrarem o amor e pensa que não se vê tão mal depois de tudo. 
Contrata uma nova cozinheira que se mostra irresistível.
Emily está fugindo com seu filho e acaba de encontrar trabalho como cozinheira de Mark. 
Está encantada, mas se faz saber que não quer nada mais do que um trabalho.
Esta história está cheia de humor, romance, família e amor..

Série Os Solteiros Bilionários
2- A Dança do Bilionário
3- A Queda do Billionário


A Última Hora

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Séries Irmãs Thompson

 Capítulo Um

— Você vai me deixar em paz? — Jessica gritou para sua irmã gêmea no banco de trás. O início do fim começou com aquelas seis palavras simples.
Um guincho de pneus à nossa esquerda, o caminhão vindo do lado do motorista. Ray gritou uma maldição, Sarah gritava, e então a força do impacto foi mais alto do que qualquer som.
Nos filmes, momentos cruciais às vezes acontecem em câmera lenta; para que você possa apreciar cada detalhe, admirar a tragédia ou grandiosidade do momento. A vida real não acontece assim em tudo: acontece de repente, os seus sentidos abertos, colocados nus, cada detalhe acontecendo ao mesmo tempo, enquanto sua mente assimila tudo, como se sua pele e roupas tivessem sido roubadas.
O rádio tocava aquela música irritante da Carly Rae Jepsen, que Ray amava. Ray usava calça jeans e uma camiseta cinza ostentando o logotipo de um crânio que veste uma boina na frente de rifles cruzados, com as palavras ‘US
Army Infantry’1 estampada em cima. No seu pulso esquerdo o relógio que comprei para ele. Ele tinha cortado o cabelo, três dias antes, curto nas laterais, o que ele chamou de ‘alto e forte’. Agora a mão esquerda imitou um telefone do lado de seu rosto quando ele cantou, fora do tom, a letra de Call Me Maybe. O relógio do painel mostrava 11:15.
Atrás dele, Sarah sentou-se, vestida com uma camiseta preta, calça preta e delineador preto para combinar com o cabelo preto. Ela se afastou de sua irmã gêmea mais convencional Jessica, seu maxilar serrado, com raiva.
Era um dia de agosto sem nuvens, trinta e nove graus lá fora, mas no nosso carro o ar estava gelado e confortável. Estávamos descendo pela Connecticut Avenue, no cruzamento com a Tilden, no nosso caminho para o Zoológico Nacional.
Eu vi isso no último segundo: um SUV Jeep verde com placas de Virgínia, o cromado da grade, brilhando, quando ele correu através do sinal e acelerou diretamente para nós. O Jeep tinha placas vaidosas, onde se lia: ‘ GR8 DAD’.
Terror me inundou, minhas entranhas se contorceram, minha garganta se apertou, medo na parte de trás da minha garganta acabando com todo o pensamento. Eu não tive tempo de dizer nada, gritar, reagir, antes que ele batesse na lateral do nosso carro.

Séries Irmãs Thompson
1- Uma Cancão para Julia
1,5- Queda de Estrelas 
2-Just Remember to Breathe 
3- A Última Hora

terça-feira, 3 de março de 2015

Corações Ousados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
O ex-agente Dalton achou que sua vida tivesse chegado ao fim quando uma gangue de contrabandistas o largou à beira da morte. 

Retornando ao seu rancho no Wyoming, ele se preparou para levar uma vida calma e pacata.
Até Merissa bater à sua porta. Ela sabia muito bem que era considerada a “esquisita” da cidade devido ao seu dom de prever o futuro.
E Merissa teve uma visão com Dalton em perigo. Mas ele não é o único. A segurança de Merissa também está ameaçada...

Capítulo Um

Era uma das piores nevascas na história da Fazenda Real em Catelow, Wyoming. Dalton Kirk olhou pela janela e fez uma careta enquanto os flocos pareciam crescer de tamanho a cada minuto. Era meio de dezembro. Geralmente, um tempo como este vinha mais tarde. Ele tirou seu celular do bolso e ligou para Darby Hanes, seu capataz. 
— Darby, como estão as coisas por aí? 
— O gado está parcialmente afundado na neve — replicou Darby, a voz falhando com a estática —, mas nós temos comida por enquanto. Está ficando difícil alcançá-los, todavia. 
— Eu espero que isso não dure muito tempo — disse ele, com pesar. 
— Eu também, mas nós precisamos tanto da neve para o suprimento de água na primavera que não estou reclamando. — Darby riu. 
— Cuide-se aí. 
— Claro. Obrigado, chefe. Ele desligou. Detestava as tempestades, mas Darby estava certo sobre a necessidade desesperadora deles por neve. A seca do verão tinha dificultado a vida dos fazendeiros do Oeste e do Centro-Oeste. Ele apenas esperava que eles fossem capazes de alimentar o gado. Numa emergência, é claro, agências estaduais e federais ajudariam com transporte aéreo de sacos de feno para os animais. 
Dalton foi para a sala de estar e ligou a televisão no canal de História. Era melhor se ocupar, em vez de se preocupar tanto, pensou com divertimento. Mavie, a governanta, franziu o cenho quando pensou ter ouvido alguma coisa perto da porta dos fundos. Estava guardando a louça na cozinha, nervosa porque a tempestade parecia estar piorando. Curiosa, todavia, ela foi espiar através das cortinas brancas, e arfou ao ver um rosto oval pálido, com grandes olhos verdes encarando-a de volta. 
— Merissa? — perguntou ela, chocada. Então abriu a porta. Lá, numa capa vermelha com capuz, quase coberta de neve, estava uma vizinha. Merissa Baker vivia com a mãe, Clara, num chalé no bosque. Elas eram as pessoas da região consideradas “peculiares”. Clara podia curar queimaduras e verrugas com palavras mágicas. 
Ela conhecia todo tipo de ervas para doenças, e diziam que ela possuía a “clarividência”, também, que podia ver o futuro. Boatos indicavam que a filha tinha as mesmas habilidades, apenas aumentadas. 
Ela lembrava que, quando Merissa estivera na escola, as colegas de classe costumavam evitá-la e castigá-la tanto que sua mãe a tirara da escola por causa dos problemas de estômago constantes da filha. O sistema de ensino enviara um profissional à casa de Merissa com as lições de classe e para ver o currículo escolar da garota. Ela se formara com a classe, com notas que envergonhava a maioria deles.