domingo, 24 de abril de 2016

Quente Como a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Sócio Desaparecido




O solteiro mais cobiçado da cidade!

O fazendeiro Gil Addison não precisa de Bailey Collins. Ela está longe de ser a doce dona de casa com a qual sonhava. Bailey é uma linda policial na cola do sequestrador do sócio desaparecido do Clube dos Milionários. Por mais que Bailey ache Gil muito sensual, ela não pode abandonar sua carreira por causa de um cowboy milionário com um filho. 

Bailey quer cumprir seu dever, não arrumar uma família. E não descansará até que o culpado esteja atrás das grades. O problema é: Gil fará o que for preciso para tê-la em cima da cama!

Capítulo Um

Gil Addison não gostava de agentes federais. Mesmo quando vinham embrulhados em lindos pacotes.
Talvez fosse seu sangue parcialmente indígena; tantos anos de promessas não cumpridas por parte do governo. Mas Gil era um homem branco vivendo num mundo de homens brancos. Não restava muito de sua herança nativa norte-americana, a não ser seu cabelo preto, seus olhos castanhos e sua pele morena.
A desconfiança, porém, permanecia.
De dentro de casa, ele viu um sedã escuro se aproximar. Teoricamente, a mulher que ele esperava não era agente federal. Era uma investigadora estadual. Contudo, ela fora treinada por federais.
— Quem é, papai?
Cade, seu filho de 4 anos, incessantemente curioso, envolveu a perna dele com um dos braços. Gil olhou para o menino, sorrindo, apesar de suas emoções conturbadas.
— Uma moça que quer falar comigo. Não vai demorar.
— Ela é bonita?
Gil ergueu uma das sobrancelhas.
— Isso importa?
O garoto sorriu.
— Se ela for, você pode querer namorar, e se apaixonar por ela, e casar, e...
— Novamente isso? — Ele se ajoelhou e olhou nos olhos de Cade. — Eu já tenho você. É tudo de que preciso. — Ser pai solteiro não era para qualquer um. Às vezes, era o trabalho mais solitário do mundo. E Gil se perguntava constantemente se não estaria cometendo erros irrevogáveis. Ele abraçou seu filho antes de se levantar outra vez. — Acho que ando deixando você assistir demais à televisão.
Cade abriu mais as cortinas e viu o carro parar. A porta do veículo se abriu, e a mulher saiu.
— Ela é bonita — falou Cade, quase pulando.
Gil concordava com a avaliação de Cade, embora relutantemente. Bailey Collins, apesar do terninho profissional tão escuro e discreto quanto seu carro, impressionava os homens. Um pouco mais baixa que Gil, que tinha 1,85m de altura, ela se movimentava com confiança. Seu cabelo castanho ondulado, que ia até os ombros, reluzia ao sol com luzes avermelhadas. Seus cílios eram fartos.
Apesar de ela ainda estar longe demais para que Gil testemunhasse estes dois últimos atributos, a memória dele era boa. Aquele não era seu primeiro encontro com Bailey Collins.
A primeira vez em que eles se encontraram fora com cada um de um lado de uma mesa na delegacia de Royal. Mesmo naquele momento, ele sentira um potente misto de sede sexual e ressentimento. Agora, entretanto, Bailey estava no terreno dele.

Série O Sócio Desaparecido
8- Quente como a Paixão
9- Teia de Traição - A Revisar
10- Nova Missão - Idem

Fruto de Uma Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Sócio Desaparecido






Uma criança inesperada!

Josh Gordon não tem intenção de financiar a creche do Clube dos Milionários, mesmo se o pedido for feito pela sensual Kiley Roberts. Ele não havia esquecido a noite arrebatadora que tiveram três anos atrás. A tentação de misturar negócios com prazer é inegável, mas a devoção de Kiley pela filha faz Josh sonhar em ter a própria família. 

Porém, a verdade sobre a identidade do pai da menina colocará o frágil relacionamento em risco.

Capítulo Um

Prólogo
Quando Josh Gordon entrou no apartamento de sua namorada, queria duas coisas: fazer amor com Lori e dormir, o que ele precisava muito fazer. Passara um longo dia elaborando propostas para a Construtora Gordon e, depois, uma longa noite jantando com um cliente em potencial para conseguir fechar um contrato para a empresa da qual ele era coproprietário juntamente com seu irmão gêmeo, Sam.
E era por ter conquistado o contrato, e bebido demais, que ele decidira passar a noite com Lori. Ela lhe dera a chave de seu apartamento algumas semanas antes, e o local ficava perto do restaurante, ir a pé até ali parecera mais sábio do que tentar dirigir até o seu rancho. Além do mais, ele não a via há alguns dias e estava sentindo falta de se entregar aos encantos dela.
Ele devia se sentir incomodado pelo fato de o relacionamento deles ser mais algo físico do que emocional, mas nenhum dos dois queria algo mais.
Enquanto atravessava a sala escura e rumava pelo corredor na direção do quarto de Lori, Josh decidiu não acender nenhuma luz. A luz certamente pioraria sua dor de cabeça.
Afrouxando a gravata, ele tirou o paletó enquanto abria em silêncio a porta do quarto. Tirando o restante das roupas, ele subiu na cama, juntando-se à silhueta feminina discernível debaixo das cobertas. Sem pensar duas vezes, ele a tomou nos braços e tocou seus lábios nos dela para despertá-la.
Josh pensou tê-la ouvido murmurar algo um instante antes de reagir ao beijo, mas ele não lhe deu chance de dizer mais. Estava cativado demais por ela. Lori nunca tivera um sabor tão doce, e o perfume do novo xampu que ela parecia estar usando o deixava louco para se enterrar bem dentro dela.
Quando ela passou as mãos pelos ombros dele, entrelaçando os dedos no cabelo de Josh ao beijá-lo com uma paixão que lhe tirou o fôlego, uma lança de desejo o perfurou. Ela o desejava tanto quanto ele a desejava. Ele não hesitou e desceu com a mão até o joelho dela, segurando a barra da camisola e a levantando até a cintura. Sem interromper o beijo, ele retirou rapidamente a tira de seda e renda que cobria os segredos femininos dela e a fez abrir as pernas.
O coração de Josh disparou quando ele se postou acima dela e ela estendeu a mão para guiá-lo para si. Para dar a eles o que ambos queriam, ele a penetrou com um leve movimento.
Estabelecendo um ritmo acelerado, Josh ficou maravilhado ao senti-la muito mais apertada.
Quando ela contraiu seus pequenos músculos femininos, ele soube que ela estava prestes a atingir o orgasmo e, aprofundando os movimentos, Josh os levou ao ápice. Quando ele se esvaziou dentro dela, o gemido que ela soltou indicou que ela sentia o mesmo incrível prazer que latejava dentro dele.
— Ah, Mark, foi incrível!
Josh ficou totalmente imóvel enquanto sua mente tentava processar o que ele ouvira. A mulher com quem ele acabara de fazer amor o chamara de Mark. E aquela não era a voz de Lori.
O que ele fizera? Onde estava Lori? Quem era aquela mulher?!
Ficando imediatamente sóbrio, Josh se sentou na beira da cama para pegar suas roupas.
— Eu... hã... Ah, droga. Eu sinto muito. Achei... que você fosse Lori.
A mulher ficou em silêncio por um instante antes de arfar. Josh a ouviu saltando da cama.
— Deus do céu! Não! Não pode ser. Nós não... Você deve ser...
— Josh — concluiu ele.
Apesar de ser impossível enxergar na escuridão, ele permaneceu de costas para ela enquanto se vestia.
— Eu sinto muito, de verdade. — Ele sabia que suas desculpas não eram nem um pouco adequadas às circunstâncias, mas Josh não sabia ao certo se podia dizer ou fazer algo para tornar aquela situação menos humilhante para eles dois. — Juro por Deus que pensei que você fosse Lori.
— Eu sou... a irmã dela.
Ele sabia que Lori tinha uma irmã, mas eles nunca haviam conversado a fundo sobre os detalhes de suas vidas.
— Quem me dera isso não tivesse...
— Por favor, não. Apenas vá embora. Josh.
Ele hesitou. Então, concluindo que aquela devia ser mesmo a melhor coisa... a única... que ele poderia fazer, Josh saiu do apartamento, ouvindo a porta ser trancada logo em seguida.
Seu coração disparou. Ele estivera bêbado o suficiente, e ela, aparentemente, sonolenta o suficiente, para que eles tivessem se esquecido de usar um preservativo. Ele nunca esquecera isso antes.
Já totalmente sóbrio, ele balançou a cabeça enquanto ia para seu carro de luxo, parado no estacionamento do restaurante. Ele iria para casa e torceria para que, quando acordasse pela manhã, descobrisse que tudo fora um sonho.
Entretanto, ao entrar no carro, ele soube que não seria esse o caso. Ele fizera o impensável. Fizera amor com a irmã de sua namorada... a mulher mais excitante que ele já conhecera. Ainda pior, ele não fazia ideia de como era a aparência dela. Sequer sabia seu nome.

Série O Sócio Desaparecido
7- Fruto de uma Noite
9- Teia de Traição - A Revisar
10- Nova Missão - Idem

Dilema de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Um problema... uma solução!

Para Dario Olivero, Alyse Gregory era apenas uma peça em seu plano de vingança contra o meio-irmão. Ela é a chave para Dario conseguir a aceitação da família com a qual sempre sonhou. Alyse não esperava ser pedida em casamento, porém, o sensual italiano prometera liquidar suas dívidas se ela for sua esposa. 

A razão diz para Alyse se afastar, mas seu corpo clama pelo toque de Dario. E sob o sol da Toscana, o desejo incontrolável que sentem logo se transforma em uma paixão não planejada, deixando ambos com um grande dilema.

Capítulo Um

Alyse quase havia desistido do plano e já estava quase chegando à conclusão de que tudo não passava de uma ideia maluca, perigosa, quando o viu. Chegou a pensar em sair antes que aquele baile beneficente deslumbrante começasse, refletindo duas e até três vezes sobre o plano mirabolante que elaborara, quando a multidão à frente se abriu ligeiramente, formando um caminho que ia dar bem no moreno alto do lado oposto do salão.
Ela conteve a respiração e soube que seus olhos se arregalaram mesmo ao tentar disfarçar, afastando uma mecha de cabelo loiro para trás, a fim de vê-lo melhor. Ele era...
— Perfeito...
A palavra escapuliu dos lábios, fugindo ao controle na forma de um sussurro que pairou no ar quente ali dentro.
O homem do outro lado do salão parecia tão diferente, extraordinário. Destacava-se como se fosse uma majestosa águia no meio de um bando de pavões. Da mesma espécie, mas, ainda assim, diferente de qualquer pessoa ali.
E essa diferença foi o que chamou a atenção dela e lhe tornou impossível desviar o olhar. Parou, inclusive, com a taça de champanhe a meio caminho dos lábios, incapaz de concluir o gesto.
Ele era estonteante. Não havia outra palavra. Alto e forte, tinha um corpo atlético moldado por roupas formais e sofisticadas. Possuía algo que o fazia parecer perigosamente indomável em contraste com o terno elegante de seda, com a impecável camisa branca. A gravata fora afrouxada em algum momento por mãos impacientes e pendia solta junto ao pescoço, onde também se via o primeiro botão da camisa aberto. O cabelo preto era de comprimento maior do que o de qualquer homem ali presente, como a juba de um poderoso leão. Maçãs do rosto salientes, cílios espessos e longos encobrindo olhos intensos eram características que se somavam aos traços marcantes. Ao passar os olhos pelo salão, o ligeiro sorriso em seus lábios sensuais foi mais de desdém do que caloroso.
E foi o que o tornou perfeito. Foi o leve mas óbvio sinal de que, como ela, não pertencia àquele lugar. Evidentemente, duvidava de que ele tivesse sido obrigado a estar ali, como no caso de Alyse. Seu pai insistira para que ela fosse até ali naquela noite, embora preferisse ter ficado em casa.
— Você precisa sair depois de passar dias enfiada naquela galeria de arte apertada — argumentara.
— Gosto ficar na galeria! — protestara Alyse. Podia não ser o emprego em belas-artes que esperara, mas ganhava seu próprio dinheiro e, além do mais, era uma válvula de escape para o estresse em casa, onde os cuidados exigidos pela doença da mãe pareciam anuviar tudo.
— Mas você nunca vai conhecer ninguém se não sociabilizar mais. Nem rever ninguém.
Certamente não queria rever ninguém como Marcus Kavanaugh, pensou Alyse, irônica, como seu pai gostaria. O homem que tornara sua vida um inferno com suas atenções indesejadas, visitas persistentes e determinação a persuadi-la a se casar com ele. Marcus até começara a aparecer na galeria “apertada” para lhe tirar a paz. Então, recentemente, por alguma razão, o pai dela parecia ter concluído que o casamento de ambos seria perfeito.
— Ele pode ser o filho e herdeiro de seu chefe, mas não faz meu tipo! — protestara ela, mas obviamente o pai não dera ouvidos. Não era que a estivesse pressionando a aceitar a proposta de Marcus, mas, ao mesmo tempo, ficava claro que achava improvável que ela se saísse melhor com qualquer outro homem.
Por fim, cansada de se sentir assediada e oprimida, ela resolvera ir ao baile naquela noite e espairecer um pouco. Foi quando pousou os olhos no estranho do outro lado do salão.
Levando em conta sua estatura e as roupas elegantes que usava, ele poderia ficar com a mulher que quisesse ali, mas sua expressão indicava que não se importava nem um pouco com o que pensassem a seu respeito. O que o tornava mais ainda o parceiro que ela desejava.
De repente, foi como se o pensamento de Alyse o tivesse alcançado ali adiante. Ele se virou como se algo o tivesse alertado. Virou a cabeça com sua cabeleira negra e os olhos encontraram os dela em cheio.
Foi como se naquele momento em que se entreolharam o mundo tivesse rodopiado de repente.
Perigo.









Imerso Em Escândalos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Encontros Apaixonados




O jogo do poder!

Jared Stone é um visionário e rebelde mago da tecnologia... E se transformou no homem mais odiado do planeta após seu manifesto bastante polêmico sobre mulheres ser divulgado. A única saída é fazer uma proposta que a executiva Bailey St. John não poderá recusar: promovê-la ao cargo de vice-presidente. Bailey é uma mulher forte e poderosa, e não submeterá aos caprichos de Jared. 

Com um acordo tão importante em jogo, as tensões crescem... E não demora para que ambos desejem sair da sala de reunião para resolver certas questões entre os lençóis!

Capítulo Um

O dia em que o manifesto de Jared Stone deu início a um incidente de injúria internacional às mulheres calhou de ser, infelizmente para Stone, um dia de poucas notícias. Por volta da 5h da quinta-feira, horário em que o bilionário sexy do Vale do Silício era conhecido por fazer sua corrida diária pelas trilhas do Parque Golden Gate em São Francisco, já que ele sempre começava seu dia longe da internet, seu manifesto era tema das conversas no jantar em Moscou. Em Londres, enquanto as executivas elegantemente vestidas fugiam dos edifícios de tijolo e aço para almoçar, sua ultrajante opinião sobre as mulheres do século XXI estava na ponta de cada língua, discutida em comentários apressados e incrédulos nas viagens de elevador até o andar térreo.
E nos Estados Unidos, onde a fúria feminina estava prestes a explodir com mais força, as mulheres que tinham passado suas carreiras perseguindo altos cargos apenas para descobrir que havia um teto de vidro que impedia que seu crescimento ultrapassasse certo ponto liam incrédulas o manifesto de Jared em seus smartphones. Talvez tenha sido uma piada, alguém disse. Alguém deve ter hackeado o e-mail de Stone, disseram outras. Não me espanta, de jeito nenhum, um grupo de mulheres exclamou finalmente, muitas das quais ex-amantes de Stone, que inutilmente haviam tentado prender o solteiro mais cobiçado do mundo. Ele é um bastardo frio. Só estou surpresa de suas verdadeiras opiniões não terem vindo antes a público.
Junto de sua mesa no escritório das Indústrias Stone em San Jose, às 7h, Bailey St. John nada sabia sobre o incêndio a que o manifesto de seu chefe, o magnata, tinha dado início. Pretendendo abrir caminho através de seu próprio teto de vidro e armada com um café escaldante, ela sentou em sua cadeira com tanta graça quanto sua saia lápis permitia, embalada por uma dose de otimismo matinal que a fazia acreditar que aquele seria um bom dia, e ligou seu computador.
Ela manteve o olhar fixo na tela, sonolenta, à medida que o computador iniciava. Tomou um gole da infusão forte e amarga, que inevitavelmente colocava seu cérebro para funcionar, enquanto clicava e abria sua página de e-mails. A mensagem de sua amiga Aria, intitulada “Meu Deus do Céu”, fez com que Bailey arqueasse uma de suas sobrancelhas perfeitas e recém-modeladas.
Bailey clicou na mensagem para abri-la. O gole quente de café que havia acabado de tomar se alojou em algum lugar de sua traqueia. Playboy Bilionário Deflagra Incidente Internacional com seu Manifesto sobre as Mulheres, retumbava a manchete do site de notícias de variedades que todos do Vale do Silício acessavam. O recém-divulgado manifesto jocoso, dirigido a seus companheiros, torna muito clara a visão de Stone sobre a presença de mulheres na sala de reuniões e no quarto.
Bailey colocou seu café sobre a mesa e clicou no link para o manifesto, que já havia gerado dois milhões de acessos. “A Verdade sobre as Mulheres”, que aparentemente nunca tinha pretendido ser endereçado a alguém fora do círculo íntimo de Jared Stone, era agora a diversão obscena de homens do mundo todo. Quando Bailey começou a ler o que era, sem sombra de dúvida, o tom ousado e eloquente de seu chefe, quase caiu de sua cadeira.
Depois de ter encontros e de ter trabalhado com os mais variados tipos de mulheres de todo o mundo, e tendo atingido a idade com a qual eu sinto que posso emitir uma opinião definitiva sobre esse assunto, cheguei a uma conclusão. As mulheres mentem.
Elas dizem que querem ser nossas iguais nas salas de reuniões, quando na realidade nada mudou nos últimos cinquenta anos. A despeito de todo o clamor em contrário, a despeito de sua indignação aos limites que o “suposto” teto de vidro impõe às suas carreiras, elas não querem realmente elaborar um acordo, e elas não querem orquestrar uma fusão. Elas querem reinar nos lares que deverão ser mantidos por nós, vivendo de acordo com o estilo a que se acostumaram. Elas querem um homem que tome conta delas, que lhes dê uma noite quente entre os lençóis e diamantes e joias em intervalos apropriados. Um homem que impeça que vaguem sem objetivo pela vida, sem uma bússola...

Vaguem sem objetivo pela vida, sem uma bússola? O rosto de Bailey pegou fogo. Se houvesse uma forma de não descrever a sua vida seria aquela. Ela havia passado os últimos doze anos colocando a maior distância possível entre ela e suas raízes simples, fazendo o impossível e obtendo um MBA enquanto galgava todos os degraus corporativos que podia, primeiro em uma start-up pequena no Vale do Silício; depois, pelos últimos três anos, na empresas adorada de Jared Stone, uma empresa de eletrônicos de consumo.
E tinha sido bem ali que o progresso estancara. Como diretora de vendas para a América do Norte das Indústrias Stone, Bailey havia passado os últimos dezoito meses perseguindo uma posição como vice-presidente, que Stone parecia determinado a não lhe dar. Ela havia trabalhado duro e de maneira mais impressionante do que quaisquer de seus colegas homens, e todos concordavam que o cargo de VP deveria ser dela. Exceto por Jared Stone, que não parecia pensar assim, ele dera o cargo para outra pessoa. E aquele golpe veio do homem para o qual ela estava morrendo de vontade de trabalhar: o gênio do Vale do Silício.
Por que ele não a respeitava como todos os demais respeitavam?

Série Encontros Apaixonados
2- Imerso Em Escândalos
Série Concluída

Noite Inesquecível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
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Enormes conseqüências!

Cara Delaney não deveria ter estranhado quando o famoso playboy Pepe Mastrangelo desapareceu após a noite incrível que tiveram. Ficaram somente lembranças quentes... e algo mais. 

Quatro meses depois, tendo de pensar em outra pessoa além de si mesma, Cara é forçada a confrontar o sensual siciliano. Descobrir que seria pai foi um choque para Pepe. Ele jamais pensou que um dia fosse desempenhar esse papel. Desconfiado se Cara está falando mesmo a verdade, Pepe terá pouco tempo para descobrir tudo o que precisa sobre ela... Mas sabe exatamente por onde começar.

Capítulo Um

Pepe Mastrangelo serviu-se de outra taça de vinho tinto que estava sendo servido e bebeu-o num gole só. Sua tia Carlotta, que decidira atormentá-lo desde que ele voltara para casa de sua família, estava tagarelando alguma coisa em seu ouvido. Provavelmente falando suas idiotices favoritas sobre quando ele, Pepe, ia seguir os passos do irmão mais velho e casar-se e ter filhos.
Tia Carlotta não era a única parte culpada nessa questão. O clã Mastrangelo inteiro, juntamente com os Lombardi, do seu lado materno, achava que a vida dele era um assunto de interesse público. No geral, ele recebia a intromissão com bom humor, sabendo que a intenção de todos era boa. Pepe se esquivaria das perguntas com um sorriso, uma piscadela e um comentário sobre, uma vez que havia tantas mulheres lindas no mundo, ele não poderia escolher uma única. Qualquer coisa para não admitir que preferiria nadar numa piscina com enguias elétricas a se casar.
Casamento era para mártires e tolos, e Pepe não era nenhuma das duas coisas.
Ele quase se casara uma vez, quando era jovem e tolo. Seu amor de infância. A mulher que roubara seu coração, partira-o em pedaços e o deixara vazio.
Agora, ele considerava que tivera uma escapada de sorte. E apenas idiotas completos se abriram para o sofrimento uma segunda vez, se isso pudesse ser evitado.
Não que ele dissesse isso para alguém. Eles provavelmente tentariam convencê-lo a alguma coisa ridícula, como terapia.
Hoje, todavia, suas respostas usualmente inteligentes o tinham abandonado. Mas, então, ele usualmente não era questionado com um par de olhos verdes amendoados seguindo cada movimento seu. Para dificultar ainda mais sua concentração, aqueles mesmos olhos o fitavam com ódio.
Cara Delaney.
Ele e Cara haviam sido apontados como padrinhos da sobrinha de Pepe. Ele fora forçado a se sentar ao lado dela na igreja. E a ficar em pé ao lado dela no altar.
Esquecera-se de como ela era bonita... Com olhos grandes, nariz pequeno e lábios em formato de coração, ela parecia uma gueixa ruiva. O cabelo vermelho lhe caía sobre as costas. Hoje, usando um vestido de veludo vermelho que moldava a figura curvilínea, mas que não mostrava quase nenhuma pele, Cara estava mais do que bonita. Estava incrivelmente sexy. Em circunstâncias normais, ele não hesitaria em passar o dia na companhia dela, flertando, talvez investindo num programa mais íntimo.
Estar na presença de suas ex-amantes, no geral, não era um problema, especialmente quando seu detector de mulheres “emocionalmente carentes” era tão preciso. Como regra, ele podia avistar uma mulher “procurando casamento e bebês” a dez passos de distância, e evitá-la a qualquer custo. Assim, encontrar uma ex-amante normalmente não era problema.
Mas dessa vez era diferente. Normalmente, ele não as via quando saía da suíte de hotel, deixando-a dormindo na mesma cama que eles tinham acabado de fazer amor. E, normalmente, ele não roubava o telefone delas.
Quando a data do batizado fora marcada, um mês atrás, Pepe soubera que teria de reencontrar Cara. Era inconcebível que ela não estivesse lá. Ela era a melhor amiga de sua cunhada.
Ele esperara a raiva que viria em sua direção. E não poderia culpá-la por isso. O que não tinha esperado era se sentir tão... A palavra para explicar essa estranha sensação em seu estômago não veio. Mas ele sabia que não gostava nem um pouco daquele sentimento.
Uma rápida olhada para seu relógio confirmou que ele teria de aguentar o olhar raivoso dela por mais uma hora, antes que pudesse ir para o aeroporto. No dia seguinte, iria fazer um tour por um vinhedo lucrativo no Loire Valley, que ouvira dizer que estava sendo considerado para venda. Pepe queria entrar lá, e, se viável, fazer uma oferta antes de qualquer concorrente.
— Eu disse, ela é linda, não é? — A voz de tia Carlotta adotara um tom distintamente gelado. De alguma maneira, no meio de sua tagarelice, ela conseguira pegar Lily de alguém, sem que ele notasse. Levantou o bebê para que ele observasse.
Ele olhou para o rosto gorducho com olhos pretos, e tudo em que pôde pensar foi que ela parecia um porquinho de cabelo escuro.
— Sim, linda — mentiu ele, forçando um sorriso.
Seriamente, como alguém podia pensar que bebês eram lindos? Engraçadinhos, talvez, mas lindos? Por que pessoas se encantavam com eles eram além de sua compreensão. Bebês eram as criaturas mais tediosas. Mas ele gostava de crianças. Principalmente quando elas faziam travessuras.
Pepe foi salvo de ter de mostrar mais entusiasmo por uma tia-avó, que o tirou do caminho para que também pudesse agradar o pobre bebê.
Pepe aproveitou a oportunidade para escapar.
Era assim que as pessoas agiam em batizados? Pela maneira como seus parentes estavam se comportando, parecia que Lily tinha sido concebida por uma graça divina. Não tendo ido a um batizado em quase 15 anos, ele não saberia. Se pudesse, não teria ido nesse também. Mas não podia, não quando fora escolhido para padrinho. Luca, seu irmão, o teria arrastado, se ele tivesse tentado evitar o evento.
Ele imaginou quanto tempo levaria antes que Luca e Grace tentassem novamente. Sem dúvida, eles continuariam tentando até que um menino nascesse. Seus próprios pais tinham tirado a sorte grande de imediato, a necessidade de um herdeiro tendo sido satisfeita com o nascimento de Luca. A concepção de Pepe tinha sido mais como uma “reserva” e um irmãozinho com quem Luca pudesse brincar.
Ele estava sendo injusto com seus pais? Não sabia nem se importava.
Irritado, pegou outra taça de vinho tinto de uma criada que estava passando. Ninguém notaria se ele saísse mais cedo do que era educado...

Série Encontros Apaixonados
1- Noite Inesquecível

Milionários Não Valem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Conto Extra











O gênio milionário George Hunter quer conhecer a relações públicas Molly di Peretti melhor, muito melhor. O único problema é que ela odeia milionários. Ele poderá fazê-la mudar de ideia e ganhar a sua confiança?

Capítulo Um

Foi aversão à primeira vista. Bem, pode-se dizer que foi um encontro desagradável para Molly di Perretti. Já George Hunter parecia encarar aquilo mais como um jogo. George, pensou ela, devia gostar de jogos.
Molly era a jovem consultora mais brilhante da Culp e Christopher, a agência de relações públicas mais glamourosa de Londres. George Hunter era daqueles clientes infernais com quem ela jamais quis trabalhar.
Infelizmente, George Hunter sabia disso. Ele sabia, porque a ouviu dizer isso.
No entanto, a culpa por aquela situação fora dele. Molly não sabia que ele estava lá. Os clientes nunca desciam para o andar da equipe de produção da Culp e Christopher. Essa era uma das razões que tornavam a agência um lugar divertido para se trabalhar. Você podia desabafar sem ter de se preocupar com quem estava escutando. E Molly desabafava muito.
Então, naquele dia, ela não estava sendo discreta. Ela estava chutando o tamborete de bar preto e prata com os calcanhares, ela insistia que aquilo lhe dava inspiração, e gritando ao telefone.
— Eu não vou fazer isso. Eu odeio milionários. Você não consegue fazer nada com eles.
Do outro lado da linha, Jay Christopher, proprietário da agência, discordava.
— Tudo bem — disse Molly, tentando ser ultrarrazoável. — Eu não consigo fazer nada com eles. Eu sou muito jovem, muito criativa e muito, muito de vanguarda.
Jay protestou.
Molly o atropelou.
— Milionários não querem estar na vanguarda. Eles querem parecer legais e fofinhos. A única razão pela qual eles contratam um agente de relações-públicas, em primeiro lugar, é para que as pessoas esqueçam como eles ganharam os seus milhões.
Na mesa à sua frente, a loira Sam Smith fazia caretas. Sam era oficialmente a chefe de Molly. Mas, na C&C, hierarquia era algo estritamente teórico. Sam era apenas melhor em controlar seu temperamento.
Ela então murmurou:
— É amigo do Jay.
Molly lançou os olhos para o teto e falou ao telefone:
— Ah, ótimo. Ele é seu coleguinha, Jay? O que mais há de errado com ele? Não, não me diga. Ele degrada o meio ambiente? Escraviza crianças na Ásia? Fuma?
— Nenhuma das opções acima — declarou lentamente uma voz como um saxofone em uma adega enfumaçada de Nova Orleans.
Molly se virou tão rápido que caiu do tamborete.
Ele a pegou e a colocou sentada novamente na posição vertical, como se ela tivesse uns quatro anos de idade. Uma verdadeira façanha, já que Molly media quase um metro e oitenta e estava longe de ser um varapau. Na verdade, os olhos dele apreciaram o seu decote sombreado enquanto ele a colocava de volta na vertical.
O resto do escritório prendeu a respiração. Molly di Perretti era considerada um gênio na sua área de atuação. Ela também era conhecida por ter derramado uma caneca cheia de café na camisa de seda de um cliente que se insinuou para ela. E ela estava visivelmente furiosa.
Mas o recém-chegado manteve a calma.

Um Sonho a Mais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Sempre dama de honra, nunca noiva!

Ou, no caso de Brianna Fairchild, seria mais apropriado dizer sempre uma organizadora de casamentos. Pois a adorável empresária e comerciante passava seus dias em meio a vestidos de noivas, buquês e tudo que se referia a casamentos… de outras mulheres!
Foi quando apareceu Spencer Lockhart. E, embora o declarado celibatário se considerasse imune à tentação de mudar de estado civil, Brianna decidiu testá-lo. Ela nunca recuava diante de um desafio, ou do sonho de que um dia, precisaria de seus próprios serviços…

Capítulo Um

Spencer Lockhart deixou a maleta no chão, em frente ao balcão de informações que havia na entrada. Tentava manter uma expressão neutra enquanto observava a decoração inusitada da sala de espera.
Do chão ao teto, o aposento estava inteiramente decorado em tons de rosa-choque, uma cor que ele sempre associou a garotas desagradáveis e a senhoras de meia-idade muito empertigadas.
Colocou as mãos nos bolsos, involuntariamente fazendo uma careta ao ouvir os risos diversos decibéis acima do que mandava a boa educação. A julgar pelos olhares furtivos e gestos em sua direção, ele havia despertado interesse em uma dúzia ou mais de damas de honra.
"Oh, sim!", pensou desconsolado. Kelly lhe devia muito por colocá-lo em tal situação.
Deu uma olhada no relógio de pulso e franziu a testa. Duas e quarenta e seis. O compromisso fora agendado para as duas horas.
O trânsito estivera ainda pior do que havia previsto. Para agravar, acabou se perdendo e viu-se dando voltas e mais voltas nas ruas que circundavam o parque Inman na tentativa de encontrar o endereço.
Passou pelo balcão e deu alguns passos hall adentro.
— Olá?!
Não houve resposta. Nada além de sua própria voz reverberando através da passagem estreita e alguma conversa abafada à distância.
Perturbado, voltou para perto da mesa da recepcionista, observando algumas garotas que conversavam tão entusiasmadas, que pareciam não o perceber. Pareciam-se com flores assanhadas pelo vento.
Indeciso quanto à melhor atitude a ser tomada, Spencer acomodou-se em uma poltrona acolchoada.
— Oh! Sinto muito! Alguém já veio atendê-lo?
Atónito, Spencer desviou os olhos da balbúrdia e olhou em direção à voz feminina suave e delicada. Uma mulher alta, bem vestida e dona de lindos olhos castanho-esverdeados e um sorriso caloroso estava em pé à sua frente, segurando alguns papéis de encontro ao peito. A atmosfera melhorara consideravelmente.
— Ainda não. Na verdade, tinha um compromisso marcado para as duas horas, mas fiquei preso no trânsito. Meu nome é Lockhart. Pensei que talvez conseguisse me atender mesmo assim.
— Oh… não tenho certeza…
A saia levemente justa acompanhou os movimentos sinuosos dos quadris femininos. Spencer observou, maravilhado, a mulher aproximar-se da escrivaninha. Viu-a passar o dedo, com unha perfeitamente esmaltada por cada linha do caderno de compromissos e, então, balançar a cabeça em sinal negativo.
Quando levantou os olhos, Spencer calmamente percebeu como ela era linda. Excepcionalmente bela.
— Na verdade, devo lhe dizer que minha agenda está completamente tomada durante todo o restante do dia — disse suspirando. — Para quando poderemos remarcar o compromisso?
Nesse exato instante, toda a beleza pareceu se esvair.
— Remarcar? — repetiu, rindo. — Não mesmo! Preciso cuidar disso hoje.
Fitou-a com o que imaginava ser sua expressão mais intimidadora. O espaço entre as belas sobrancelhas diminuiu quase imperceptivelmente.
— Eu realmente sinto muito, Sr. Lockhart… — Ela olhou no caderno de compromissos para verificar o nome. — Simplesmente não será possível.
— Minha querida, acho que não entendeu com quem está falando — murmurou, levantando o queixo. — Por favor, ponha-me em contato com o dono, o gerente ou qualquer outra pessoa responsável pelo estabelecimento, para que possamos ir adiante com o combinado.
Observou a palidez que se instaurou no rosto delicado. Ela arregalou os olhos apenas por um momento e então pareceu ficar levemente aborrecida.
— Sinto não poder fazer isso.
— E por que não, posso lhe perguntar?
A moça aprumou-se. Devido aos saltos altos, ficava quase da mesma altura que ele. Estendeu-lhe a mão, um sorriso estonteante brincando nos lábios bem delineados pelo pálido batom.
— Sou Brianna Fairchild, dona e gerente do estabelecimento, Sr. Lockhart. Seu compromisso era comigo. E agora, como eu estava dizendo… para quando poderemos remarcar a reunião?
Voltou a inclinar-se sobre o livro, uma caneta na mão. Spencer recusou-se permitir que a graça calculada daqueles movimentos rompesse sua guarda.
— Srta. Fairchild, talvez eu não tenha me expressado bem. Tenho uma agenda muito atribulada e não vou conseguir alterar nenhum dos meus compromissos. Sou um homem de negócios, portanto, não posso perder tempo.
O sorriso sumiu dos lábios de Brianna e ela limitou-se a passar as mãos levemente sobre a superfície polida da mesa. No instante em que Spencer percebeu o brilho naqueles olhos, notou que havia cometido um grande erro.
Nunca acue o adversário.

Uma Garota de Sorte

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





CASAMENTO: a prazo fixo e sem compromissos.

A oferta de Baxter Ross era tentadora. Se Dee concordasse com o casamento, ganharia uma soma considerável de dinheiro. Por que não? Era jovem e não tinha nada a perder.
Dee decidiu aceitar. Sua curiosidade estava aguçada. Afinal, por que um homem tão atraente precisava pagar por uma noiva? 

Ao que tudo indicava, nunca lhe faltara companhia feminina.
O principal era que o emprego não duraria a vida inteira. Após um ano, estaria livre e com uma situação financeira confortável... O que não esperava era sentir o coração acelerado toda vez que Baxter estava por perto...

Capítulo Um

Baxter estava prestes a desistir da busca quando encontrou a garota ideal.
Ela estava sentada em um banco, na estação do metro, e tocava uma flauta. A seu lado, o estojo se encontrava aberto em um franco convite para que os transeuntes demonstrassem sua apreciação em forma de pagamento.
O talento da jovem, porém, e sua apresentação discreta não mudavam o fato de que ela era, certamente, mais um membro do imenso número de pessoas sem um emprego fixo e, talvez, sem um teto sob o qual se abrigar.
Fazia tempo que não vinha a Londres e a quantidade de desocupados que perambulava pelas ruas o chocou, apesar de ter visto coisas piores em Addis e Mogotu.
Mais tarde, viria a se questionar sobre as razões que o levaram a selecionar a flautista. No momento, limitara-se a seguir sua intuição.
Ela estava usando uma jaqueta militar e um jeans surrado, mas limpo. Era jovem, mas não mais uma menina. A habilidade de tocar flauta a colocava em uma categoria superior a uma mendiga, mas não afastava a impressão de penúria.
Ou, talvez, fosse a presença do cachorro.
A maioria dos mendigos, que costumava ver, se fazia acompanhar por um cachorro, provavelmente na esperança de despertar a simpatia dos mais favorecidos da sorte.
O cachorro da garota, no entanto, não era um vira-lata, mas um belo animal com uma pelagem que sugeria cuidados e até mesmo um pedigree.
A jovem não ergueu os olhos do chão nem sequer quando ele se aproximou e atirou uma moeda de uma libra no estojo.
Baxter continuou caminhando pela estação e só olhou para trás quando foi obrigado a dobrar uma esquina. Nesse instante, resolveu parar e examiná-la melhor. Estava em dúvida. Não gostava de mulheres de cabelos curtos nem daquelas que usavam mais do que um brinco nas orelhas. Mas como seu interesse não era de cunho pessoal, decidiu voltar e seguir em frente com seu plano.
Dee tinha uma excelente memória. Principalmente para sapatos. Afinal, o que fazia durante o dia inteiro exceto tocar flauta e olhar para o chão? Seu amigo Terry que ganhava a vida tocando violão a ensinara a reconhecer a importância das pessoas pelos sapatos que usavam.
Aquelas botas de couro marrom de amarrar, por exemplo. Tinha certeza de tê-las visto cinco minutos antes quando seu dono lhe atirara uma moeda de uma libra. A curiosidade tocou-a. Por um instante, pensou em arriscar um rápido olhar para o rosto dele, mas logo se conteve. Não era por causa de sua música que o homem havia voltado. Isso já lhe acontecera antes. Alguns sujeitos não conseguiam entender que nem todas as mulheres que viviam pelas ruas estavam dispostas a venderem seus corpos.
Aquele homem, porém, não disse nada. Parou a sua frente e ficou imóvel, como se estivesse determinado a esperar o tempo que fosse preciso para que ela lhe desse um pouco de atenção.
Quando finalmente olhou para ele, Dee ficou surpresa. Não se tratava de um tipo mal-encarado, mas de um homem alto e bonito, de cabelos castanhos e pele bronzeada de um sol que certamente não era o de Londres.
— Toca muito bem — ele elogiou-a.
— Eu sei.
Por um momento, ele pareceu desconcertado.
— E não é adepta da falsa modéstia.
Dee ergueu os ombros e fez menção de colocar a flauta novamente entre os lábios em uma clara demonstração de que a conversa estava encerrada, mas como o homem continuou imóvel, foi obrigada a tornar a fitá-lo.
— Se ainda não notou, estou aqui porque preciso ganhar minha vida. Portanto, a menos que esteja à caça de novos talentos para a Filarmônica de Londres...
— Infelizmente não — ele respondeu —, mas tenho uma proposta para lhe fazer.
— Eu tinha certeza.
— Não do tipo que está pensando — Baxter apressou-se a esclarecer ao mesmo tempo que tirava a carteira do bolso e pegava uma nota de vinte libras. — Quero pagar por seu tempo.
— Está me ofendendo — Dee murmurou entre os dentes.
— Não estou me referindo a sexo — Baxter explicou, impaciente. — Quero apenas conversar com você.
O tom de voz pareceu sincero. E o modo como ele examinava seu corpo não demonstrava nenhum interesse sexual, realmente.
Deveria sentir-se aliviada, Dee pensou. Afinal, vestia-se com deselegância de propósito para não despertar a libido dos homens. Por quê, então, aquela frieza a incomodava?

Apenas Diga Sim!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Se ao menos Anabelle fosse casada… sua estabanada, mas amorosa, família pararia de importuná-la. 


E ninguém mais diria "pobre Anabelle…" cada vez que uma noiva entrasse na loja Wedding Bells, especializada em promover matrimonios.
Mas certo dia entrou um noivo…
Bem, não exatamente. Adam havia convencido a cidade inteira de que ele e Anabelle se casariam em breve. Mas Anabelle sabia que o homem que ela amava em segredo havia muito tempo jamais a desposaria realmente. Adam estava fazendo o papel de príncipe encantado apenas para salvá-la de uma grande enrascada. E agora, era a própria Anabelle quem pensava "pobre de mim…", enquanto, do fundo do coração, acalentava um sonho: o de que o sim de Adam algum dia fosse real!

Capítulo Um

Anabelle Simmons ergueu o rosto, assumiu uma expressão solícita e sorriu.
"Tenho de permanecer exatamente assim até o final da conversa", ordenou-se, mentalmente.
Se dores de cabeça fossem dólares, ela estaria rica, pensou, com ironia.
Tinha acordado com uma enxaqueca terrível, naquela manhã. E, pelo visto, continuaria assim o dia todo.
Como proprietária da Loja Wedding Bells — Elegância e Requinte para Selar Romances Duradouros, Anabelle sabia que dores de cabeça faziam parte de seu trabalho.
E ali estava ela, com as têmporas latejantes, enquanto a Sra. Celeste Costello contava-lhe as ideias incríveis que tivera na noite anterior, a respeito do casamento de sua filha, que deveria ocorrer no mês de maio.
— O que você acha de… pombas? — a velha senhora indagou, a certa altura.
— Pombas? — Anabelle repetiu, piscando os olhos. — Ora, em minha opinião são aves muito graciosas.
— Que tal se soltássemos uma centena delas, no momento em que minha filha Maria e seu noivo, Gustav, se beijassem no altar? Não seria uma forma simplesmente maravilhosa de selar o casamento?
Anabelle franziu a testa, em sinal de surpresa. Celeste Costello sorriu, com orgulho.
— Oh, não me agradeça por essa ideia fantástica, meu bem! Sei que sou uma pessoa criativa e, por vezes, genial. E então, o que me diz? — Antes que Anabelle respondesse, ela acrescentou: — Claro que você aprova, não é mesmo? Nesse caso, trate de pôr mãos à obra. Providencie as cem pombas, está bem? Dinheiro não é problema.
Anabelle suspirou profundamente. Quantas vezes não ouvira a frase, dinheiro não é problema, nos últimos dias! Celeste Costello a dizia a todo momento, sobretudo depois de alguma grande ideia.
Recostando-se na cadeira, diante da mesa de Anabelle, a velha senhora a olhava como se esperasse por um cumprimento, ou melhor: por um elogio.
Anabelle, por outro lado, tentava encontrar o melhor modo de rechaçar a sugestão. Já fazia mais de cinco anos que dirigia a loja Wedding Bells, famosa não apenas na cidade, mas em toda a região. Amabilidade e eficiência eram sua marca registrada.
Anabelle dedicava uma atenção especial às noivas e às mães, que naturalmente desejavam promover um casamento inesquecível para as filhas. Mas havia um detalhe importante, nisso tudo: movidas pelas melhores intenções do mundo, as mães por vezes acabavam atrapalhando, com suas ideias nada práticas e até lamentáveis.
Cem pombas voando, assustadas, no interior da pequena catedral da cidade, por exemplo… seria prático? Causaria o efeito desejado? Anabelle sabia que não. E sabia, também, que aquela não fora a primeira ideia magnífica de Celeste Costello, nem seria a última.
Em contraponto com as ideias mirabolantes da mãe, Maria Costello já dissera, várias vezes, que tanto ela quanto o noivo só queriam uma cerimónia simples e bonita.
"Mas cem pombas voando nada teriam a ver com simplicidade… ou bom gosto", Anabelle pensou, enquanto a dor se expandia das têmporas para o topo da cabeça. "Estou perdendo meu senso de humor", disse para si.
De fato, alguns meses atrás, os cavalos, helicópteros e pombas da Sra. Celeste Costello a teriam divertido muito, em vez de aborrecê-la.
Mas, no momento, Anabelle tinha motivos de sobra para sentir-se desgastada. E a Sra. Celeste Costello não era seu único problema.
Tomando fôlego, ela afirmou, cautelosa:
— De fato, a pomba é o símbolo da paz e do amor. Mas creio que não seria prático incluir cem desses belos animais na cerimónia.
A expressão de orgulho desapareceu do rosto de Celeste Costello.
— Por que diz isso, querida?
— Bem, estou me baseando na experiência que adquiri nos últimos anos — Anabelle explicou, num tom delicado, mas firme. — Os planos para o casamento de sua filha já foram traçados. Tal como a própria Maria exigiu, a cerimônia será singela e de bom gosto. Como temos menos de cinco semanas até lá, é melhor fazermos de tudo para cumprir o planejado. Criar novas ideias, a esta altura dos acontecimentos, seria contraproducente, não acha, Sra. Costello?

Uma Pequena Mentira

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







“Eu os declaro marido e uma grande mentirosa...”


Bem, não foi nada planejado. Eu não disse a mim mesma: “Ellen Wells, hoje você vai enganar uma cidade inteira”. Apenas queria muito vencer o concurso e ganhar aquela linda e antiga mansão, e imaginei que minha única chance seria me associar a um dos concorrentes e... 

Mas eu não sabia que teria de morar com meu “noivo”.
Steve Cooper era cem por cento ação, cem por cento paixão e cem por cento lindo. Então, de repente aquela grande casa começou a parecer muito pequena... e muito quente!

Capítulo Um

O céu estava começando a clarear quando Steve Cooper estacionou sua picape na esquina. Um gato angora, deitado na soleira da varanda de uma casa próxima, ergueu a cabeça, observando, enquanto Steve desligava o motor e fechava o vidro da porta. Pelo visto, o fato não despertou muito interesse no felino, já que, segundos depois, voltou a dormir sem esboçar nenhum movimento.
Steve não pode conter um sorriso, estendendo o braço devagar para apanhar o maço de cigarros que guardara no painel do automóvel. Aquele gato era um típico residente da Avenida Devon: preguiçoso, indiferente e muito bem alimentado. Pelo que Steve podia notar, aliás, pouca coisa mudara na pequena cidade de Kilbride nos últimos anos.
Depois de descer do veículo, Steve recostou-se contra o capô, cruzando as pernas e acendendo o cigarro devagar. Dois dias na estrada tinham-no deixado exausto e louco por um banho quente e uma boa cama. Entretanto, preferia esperar mais um pouco. Afinal de contas, não demoraria muito para que o movimento na Avenida Devon começasse e pelo menos por enquanto só se viam o gato e a preciosidade a que Steve viera encontrar... e era aquela joia que ele queria.
Mesmo na penumbra ela era bonita. Menos espetacular que suas irmãs mais ricas, talvez por causa dos vários anos de maus-tratos a que fora submetida, mas ainda assim mantivera a dignidade que sempre a destacara das vizinhas invejosas.
Steve estava a par de tudo sobre as residências mais velhas, que ficavam no outro lado da cidade. Mas aquela era um mistério. Tudo o que Steve sabia era que ela sofrera muito através dos anos, passando por maus momentos nas mãos do homem que mais deveria tê-la amado: James T. Rusk, um dos filhos mais ricos de Kilbride, e na certa o homem mais imbecil da cidade.
Steve jogou o cigarro inacabado na sarjeta e esmagou-o com a sola da bota. Não conseguia entender como alguém podia tratar com absoluto desdém uma casa como aquela. Ele sempre gostara muito das velhas e imensas mansões em estilo vitoriano, sobretudo daquela que tinha diante dos olhos.
Mas, depois de cinco anos de espera, ela, enfim, lhe pertenceria. Erguendo o braço, apanhou um papel no bolso do casaco de couro e releu-o pela centésima vez:
A Sra. Dorothy Margaret Elson tem o prazer de informar que sua proposta classificou-se entre as três finalistas no concurso “Memórias da Avenida Devon”.
A Sociedade Histórica de Kilbride realizará as entrevistas no dia três de junho, no recinto da Biblioteca Pública Central, na Rua Wickham. Segue anexo um cronograma detalhado.
Ele meneou a cabeça e dobrou a carta, recolocando-a no bolso. Era engraçado como as coisas aconteciam às vezes. Depois de passar anos tentando colocar as mãos na mansão Rusk, Dorothy Elson, a única herdeira da propriedade, decidira livrar-se do imóvel. Mais do que isso, resolvera que não seria uma venda simples. E assim a Sra. Elson instituíra aquele concurso.
Para se inscrever era necessário pagar uma taxa de cem dólares e fazer um ensaio sobre o tema “A tradição de Devon”, e em contrapartida a proprietária doaria a casa para o vencedor, fornecendo ainda um prêmio adicional de cem mil dólares para sua restauração. O único pré-requisito que devia ser respeitado era que nenhum dos candidatos poderia ter acesso ao interior da residência.
As janelas e portas ficariam lacradas até que o resultado do concurso fosse anunciado. Qualquer quebra de regulamento por parte dos inscritos significaria imediata desclassificação. A advertência da proprietária era bem clara no formulário de inscrição: “Se não gosta das regras, não participe”. Isso não fora nenhum incomodo para Steve. Quanto menos pessoas participassem da disputa, melhor.
E agora, a única coisa que o separava da Rusk era a entrevista. Teria de se submeter durante uma hora à sabatina de três renomados restauradores. Com certeza, apreciariam um homem com talento, meios e tempo para cuidar do assunto. Um sorriso curvou seus lábios. As coisas não poderiam estar correndo melhor.
Steve cruzou os braços e voltou a erguer a cabeça para examinar a casa. Era surpreendente que, depois de todas as construções que vira durante os últimos anos, fosse justo aquela que o fizera voltar para Kilbride. Mas sem dúvida era tudo com que Steve sonhara, e, depois que ele terminasse ninguém poderia fazê-lo mudar-se de novo.
De súbito, porém, uma luz fraca ao lado da residência chamou-lhe a atenção. Devia ser um vizinho levando o cachorro para o passeio matinal. Por outro lado, ainda estava escuro demais para isso...
O fato deixou-o alerta, mas, mesmo assim, Steve limitou-se a acender outro cigarro, com toda a calma, e recostar-se contra a picape, imaginando o que deveria fazer.

Um Casamento Milionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Million-Dollar Marriages




De garçonete a milionária...


Cheri Weatherwax acabara de receber uma proposta irrecusável. Tudo que tinha a fazer era casar-se com Jake Derring, um cientista brilhante, apenas por um ano, para receber um milhão de dólares! Mas quando subiu ao altar e deparou-se com aquele noivo alto, moreno, bonito e atraente, ela subitamente esqueceu o que deveria dizer. 
O que era mesmo?... Não sei? Talvez? Sim?!

Capítulo Um

Pelo presente, deixo como herança, à minha mui amada esposa Beatrice, cinquenta por cento de toda a minha riqueza. Para meus filhos, lego o restante, que deve ser dividido em partes iguais, sob uma condição. Cada um deles deve se casar e permanecer casado com a mesma esposa, ou com o mesmo marido, por no mínimo um ano, antes de tomar posse da herança. Quem não cumprir essa condição pode considerar-se deserdado.

Jasper Derring leu a nova cláusula do testamento, que o advogado incluíra a seu pedido. O documento, registrado e datado, havia chegado pelo correio.
Ele o levou ao solário, em frente ao lago de sua mansão, em Chicago, onde Beatrice, sua esposa havia mais de quarenta anos, estava separando meias.
Começou a se sentir irritado, sem saber o motivo.
— Por que não deixa que Mabel faça isso? — perguntou, enraivecido, referindo-se à governanta da casa.
Sentou-se numa cadeira de vime, em frente à esposa. Acomodada num sofazinho também de vime, ela separava com gestos elegantes as meias do marido, colocando-as sobre um acolchoado florido.
— Prefiro fazer isso eu mesma. É uma atividade que me deixa tranquila.
Havia divertimento no olhar que Beatrice lançou a Jasper. Seus cabelos grisalhos, cortados na altura dos ombros, estavam presos por um laço, ao estilo antigo.
— Separar meias é tranquilizador? Interessante...
— Enquanto eu conseguir distinguir a cor preta da azul-marinho, saberei que meus olhos estão saudáveis. Coisas pequenas como esta são importantes para alguém que já passou dos sessenta e cinco anos e logo chegará aos setenta — ela respondeu, e continuou calmamente a tarefa. — Que novidades o trouxeram até aqui?
— O novo testamento acabou de chegar.
— E mesmo?
— Com a nova cláusula, exatamente como a discutimos.
— Tudo legalmente arranjado? — ela indagou, como se estivesse pouco interessada.
— Isso mesmo. Nenhum dinheiro antes que eles se casem. A partir de agora é assim, quer as crianças queiram, quer não.
— Ou quer eu queira, quer não — murmurou Beatrice, enfiando um dedo num furo que encontrou numa das meias.
Colocou a peça e a que lhe fazia par de lado.
— Já discutimos isso, querida.
— Você discutiu. Eu só escutei.
— Você concordou.
— Eu assenti. É diferente.
— Fiz o que achei melhor para nossos filhos.
— Sei disso. E, quando você acha que alguma coisa é "melhor", ninguém mais tem direito a opinião alguma. A não ser, claro, que você mude de ideia quanto ao que é... ahn... "melhor". Admito que às vezes use de bom senso, meu caro, e então dou meu consentimento. Não quero que sofra outro ataque cardíaco. Só espero que viva o suficiente para perceber a tolice que está cometendo. Espero também que tire essa cláusula do testamento, e depressa. Se morrer amanhã, será esse o legado que deixará a seus filhos.
Ele se endireitou e respondeu, num tom doutrinal:
— O casamento traz maturidade e estabilidade aos jovens. Qualidades que nossos cabeçudos filhos precisam adquirir antes de pôr as mãos na herança. Tudo o que quero é obrigá-los a pensar seriamente sobre o casamento. Veja Jake, por exemplo. Da última vez que falamos com ele, estava na Índia, estudando as monções. Esse garoto precisa começar a pensar em ter uma vida estável e casar-se. Já tem vinte e nove anos. Fará trinta daqui a alguns meses.
— Como o pobrezinho está velho... — comentou Beatrice com bom humor.
— Está mesmo, e olhe que é nosso filho mais novo! Parece que não tem nem namorada. Vive ocupado, viajando e dando aulas na universidade. Ao menos nossas outras crianças demonstram interesse pelo sexo oposto.
— Eu diria que demonstram muito interesse no sexo — Bea corrigiu. — E estão tão pouco inclinadas quanto Jake a ter uma vida estável.
— Pelo menos Charles deu o bom exemplo. Casou-se, finalmente.
— Depois de um, digamos, superempurrão do pai...
— Vi que era minha vez de mexer os pauzinhos e assim fiz. — Jasper adorara bancar o cupido para o filho. — Além disso, Charles e Jenny nos deram nosso primeiro neto.
Beatrice sorriu e pôs de lado as meias.
— Estou tão preocupada com Leslie Ann quanto você. E sei que foi por esse motivo que você mexeu no testamento. Quer ter mais netos antes de sair desta vida.
— E se for isso? Não é uma coisa normal?
Série Million-Dollar Marriages
2- Um Casamento Milionário
3- Eu? Casar com Você? - Em Revisão

sábado, 23 de abril de 2016

Trilogia da Gratidão

Romance que dá continuidade à Trilogia da Gratidão,  foi escrito a pedido de sua legião de fãs, encantada com a história da família Quinn narrada em Arrebatado na Trilogia. Publicada originalmente alguns anos depois da trilogia original, é uma obra independente que traz de volta a emoção da melhor e mais emocionante saga da autora.

4- Resgatado pelo amor
ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Seth Quinn, agora um homem-feito, terá que se defrontar com seu passado antes de se entregar à mulher que tanto ama.

Seth Quinn finalmente está em casa e foi uma longa jornada. Após uma infância terrível, em companhia da mãe viciada em álcool e drogas, ele foi acolhido pela família Quinn e cresceu com três irmãos mais velhos, que cuidaram dele com muito amor.
Agora já adulto e voltando da Europa como um pintor consagrado, Seth pretende se estabelecer de vez na baía de Chesapeake, na costa de Maryland, junto de Cam, Ethan e Phillip, seus queridos irmãos, e também de suas cunhadas e sobrinhos, que tornam o clã dos Quinn uma saudável e abençoada confusão com destino à felicidade.
Seth está de volta à casa azul e branca onde há sempre um barco no cais, uma cadeira de balanço na varanda e um cão correndo pelo quintal. Só que muita coisa mudou na cidadezinha de Saint Christopher desde que ele foi embora. O segredo que Seth manteve escondido durante muitos anos ameaçará vir à tona para destruir não apenas sua nova vida, mas também seu novo amor.

5- O Natal dos Quinn

Ele nunca tivera um Natal.

Não daqueles a sério, com árvore e luzinhas, presentes. Não em família. Nunca passara nenhum numa casa plena de música e a cheirar a bolinhos acabados de fazer, com decorações penduradas por todo o lado.
Claro que não era nenhum puto. Bolas, andava no sexto ano.
Claro que não ia acreditar que um tipo gordo, vestido de vermelho, ia entrar pela chaminé abaixo.
Como se fosse possível. Começava a habituar-se à ideia, já que toda a gente estava tão empenhada a tratar dos preparativos.
Todos aqueles segredinhos e conversas em código, e os risinhos. Bom, os homens não se riam, corrigia Seth, mas as mulheres não faziam outra coisa. E a pequenina Aubrey estava quase à beira da loucura, à espera da manhã seguinte. Mas ela não passava de uma bebé. O Natal devia ser especial para os miúdos.

Trilogia da Gratidão
1- Arrebatado pelo mar
2- Movido pela maré
3- Protegido pelo porto
4 - Resgatado pelo amor
5 - O Natal dos Quinn
Concluída

domingo, 17 de abril de 2016

Sem Defesa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Votos de Conveniência






Um casamento em jogo.

Subir ao altar com o irresistível CEO Chase Whitaker não deveria ter sido o destino de Zara Elliot. Contudo, para salvar os negócios da família, ela precisa ser conivente... Chase possui apenas um interesse: vingar-se do pai dela. Porém, não esperava que seu férreo autocontrole fosse abalado pelo charme natural de Zara. 

Durante a noite de núpcias o jogo vira, e ambos percebem que estão brincando com um fogo impossível de ser domado. Chase não considerava a derrota como opção... Mas vencer passou a ter um novo significado.

Capítulo Um

Zara Elliot percorreu metade da aleia da igreja First Congregational, toda branca e considerada por ela muito pretensiosa, considerando o quarteirão inteiro florido no centro da bem cuidada aldeia de construções brancas na qual a família vivia desde a fundação da primeira colônia de Connecticut, lá pelos idos de 1630. Então a noção do ato insano a atingiu com força.
Sentiu os joelhos tremerem de modo alarmante, ocultos por baixo de todo aquele tecido branco que a deixava parecida com um bolo de casamento, e por um triz parou ali mesmo. Diante das centenas de testemunhas que o pai determinou serem necessárias para o show circense.
— Não ouse parar agora — sibilou o pai com aquele sorriso simpático que usava em público, apesar da tensão do corpo rijo. — Se for preciso, Zara, eu arrasto você até o altar, mas prefiro não ser obrigado a tomar tal atitude.
Isso constituía o máximo de amor paternal e apoio que poderia esperar de Amos Elliott, que colecionava dinheiro e poder assim como outros pais colecionavam selos. Zara nunca tivera coragem de enfrentar o pai.
Isso fazia parte do departamento da irmã, Ariella.
Motivo pelo qual tudo aquilo estava acontecendo, lembrou-se enquanto, obedecendo ao pai, continuava caminhando. Então precisou se forçar a parar de pensar na irmã mais velha, porque o vestido podia ser uma escandalosa monstruosidade de tecido branco transparente, mas também era muito — mas muito mesmo — apertado. Ariella era no mínimo oito centímetros mais alta que ela e tinha seios de menino, o que era perfeito para se exibir em biquínis e roupas que desafiavam a gravidade como bem entendesse. Se Zara se irritasse, como aconteceria se pensasse mais a sério sobre o assunto, tiraria aquele vestido que não lhe pertencia, e que não cabia nela, ali mesmo, bem no meio da igreja que seus ancestrais ajudaram a construir séculos atrás.
Seria bem feito para o pai, concluiu irritada, mas não valeria a pena o preço que ela, Zara, teria que pagar. De qualquer modo, ela fazia tudo pela falecida avó, que acreditava de todo coração que Zara deveria dar outra chance ao pai e a fizera prometer, em seu leito de morte no último verão, que Zara atenderia a seu pedido. Entretanto, decidira deixar o chalé em Long Island Sound de herança para a neta, caso essa última chance não funcionasse direito.
Em vez disso, concentrou-se no infame Chase Whitaker — seu noivo — que, parado no altar, aguardava de costas por sua chegada. Parecia estar alimentando um suspense romântico quando Zara sabia que o mais provável é que tentasse ocultar a raiva por ter sido obrigado a casar. Ele deixara bem claro que não queria se casar. O acontecimento era conveniente para o pai dela, que o obrigara a ceder depois de meses, após o pai-todo-poderoso de Chase morrer de repente, deixando Amos em situação frágil na estrutura da Whitaker Industries, que ele, no cargo de presidente do conselho de diretores, poderia explorar.
Chase teria se oposto a este casamento mesmo se fosse com quem deveria ser: Ariella, que no seu estilo típico, não se dera ao trabalho de aparecer de manhã.
Zara sempre se orgulhara de sua praticidade, uma virtude que não fazia parte da lista de valores da família Elliott, mas tinha de admitir que uma parte de si admirava os ombros largos do noivo e aquela altura deslumbrante que o deixava tão elegante. Imaginou como seria se tudo aquilo fosse real. Se ela não fosse a substituta de última hora para a beleza da família, que uma vez tinha sido descrita, na sua frente, para que escutasse, como a joia da coroa dos Elliott. Se um homem como Chase Whitaker, com aqueles olhos azul-escuros, os cabelos escuros e fartos e aquele corpo atlético deslumbrante, que deixava qualquer mulher ruborizada e sorrindo feito idiota só de admirá-lo, sem mencionar aquele sotaque delicioso ao qual ele adicionava tanto charme, estivesse de fato esperando por ela no altar.
Se, se, se, debochou de si mesma. Você também está se comportando feito uma idiota.
Ninguém, indispensável dizer, tinha jamais descrito Zara como uma joia de qualquer espécie. Embora sua amada avó a tivesse chamado de formidável uma ou duas vezes antes de falecer no último verão, naquele tom que mulheres da alta classe social da avó usavam para se referir às meninas que consideravam razoavelmente elegantes, mas acima de tudo confiáveis, porém, longe de serem consideradas bonitas.
— Você é tão confiável — tinha dito Ariella havia uns dois dias, daquele seu jeito habitual, com um sorriso e um tom sarcástico que Zara sempre preferira ignorar durante a maior parte de seus 26 anos. Ariella fazia a maquiagem para uma das festas comemorativas do casamento que se daria dentro de dois dias, um exercício que lhe tomava uma quantidade inacreditável de tempo, na opinião de Zara. Não que Zara compartilhasse sua opinião. — Não sei como você suporta se comportar assim todo o tempo.
— E, por acaso, tenho escolha? — perguntou Zara com um levíssimo toque de grosseria, pois o modo de Ariella dizer confiável não era em hipótese alguma um elogio, ao contrário da expressão da avó. — Você está planejando mudar de atitude e em algum momento de sua vida se tornar confiável?

Série Votos de Conveniência
2- Sem Defesa
Série Concluída

Estilo de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Aventura & Sedução


Entregando-se ao desejo!

Lily precisa desesperadamente de uma nova chance na vida... E parecia que afinal encontrara um lugar seguro ao ser contratada para trabalhar na fazenda dos Marshall. Sua rotina caminhava bem, até se tornar alvo da atenção de Ethan Marshall, um dos homens mais desejados da poderosa família de políticos. Ter um caso com ele é uma péssima ideia, especialmente considerando o passado escandaloso de Lily. 

Porém, fica cada vez mais impossível resistir ao intenso charme de Ethan...

Capítulo Um

Goose arremessou a cabeça e pegou um atalho, tirando Lily de seu devaneio bem a tempo de vê-lo se aproximando perigosamente de um galho baixo. Ela abaixou no último segundo e o colocou de volta no caminho.
— Comporte-se, seu cavalo malcriado.
Goose apenas bufou em resposta. Seria culpa dela se o mau comportamento do cavalo a derrubasse. Ela era experiente, não podia se distrair. Goose simplesmente gostava de desafiar o cavaleiro para ver quem realmente estava no comando, mas a paz e a beleza da propriedade Marshall às vezes era hipnótica. Quando combinada com a cadência gentil do trote de Goose, era difícil não deixar sua mente voar.
Aqueles que pagavam para ter aulas de ioga ou uma hora no divã de um analista só precisavam passar meia hora em Hill Chase para esquecerem seus problemas. A magia do lugar era mais terapêutica do que retorcer as pernas em formato de pretzels para meditar ou mergulhar em questões paternas em busca da paz. Hill Chase era terapia grátis. Não, era melhor do que grátis. Os Marshall na verdade lhe pagavam para isso. Ela agradecia às estrelas todos os dias a sorte de ter chegado ali. Era perfeito.
Estavam quase no rio, e Goose começou a trotar quando as árvores ficaram mais espaçadas. Ela podia ver a luz do sol do início da manhã refletindo na água, e olhou para o céu para deixar que aquecesse sua pele enquanto atravessavam a fileira de árvores. Goose foi direto para a beirada da água e entrou, e apenas um puxão o deteve de seguir diretamente até uma profundidade que certamente iria ensopar o único par de botas dela.
— Agora não, Goose. Estou de olho em você, não vou andar por aí o dia todo com os pés molhados de novo.
Como se entendesse, Goose emitiu um som que parecia um suspiro de decepção, então abaixou a cabeça para beber água. Pegando sua própria garrafa, ela se deu um tempo para apreciar a vista do sol aparecendo através das montanhas distantes, enquanto matava a sede.
A fazenda da família Marshall, Hill Chase, era um pedaço do céu na terra. Ficava próxima o suficiente de Washington de modo que vários membros da família, imersos na política e no governo, pudessem passar lá para relaxar. Ao mesmo tempo, dava a impressão de que estava bem distante do centro do poder. Era também um negócio, incluindo a casa da família, e Lily fazia o melhor para se relacionar apenas com os outros funcionários. Respirou profundamente o ar puro e expirou. Saber que tinha sido cautelosa ao aceitar se acomodar ali trazia alívio para os seus ombros, era como se estivessem sendo aquecidos pelo sol. Seu assistente social tinha dito que esse dia chegaria. Lily não acreditara em Jerry na época, mas agora...
Ela realmente podia começar de novo. Na verdade, ela já tinha começado, quando se reabilitou. A Lily que costumava ser estava desaparecendo a cada dia, e a nova Lily se parecia mais com a verdadeira, como se esta tivesse passado muito tempo presa em uma caixa e apenas agora pudesse se mover e respirar livremente.
Ela balançou a cabeça para afastar os pensamentos fantasiosos. Ainda que fosse adorar passar o dia todo ali, ainda havia dois cavalos que precisavam se exercitar e uma longa lista de tarefas esperando por ela no estábulo.
— Vamos, Goose, hora de ir embora.
— Já? Mas vocês acabaram de chegar.
Lily levou o maior susto ao escutar a voz. Soltou a garrafa de água, que caiu na parte rasa, ao lado da pata de Goose. Ela se virou na sela para localizar a voz e encontrou um homem nadando a alguns metros, apenas com a cabeça e ombros visíveis fora da água.
— Desculpe, não quis assustá-la. — O sorriso do homem desmentia o pedido de desculpas.
— Mas assustou.
Isso era verdade. A fazenda era particular, e ninguém sabia que ela estava ali, então não tinha motivos para ter medo. Além disso, Goose ergueu a cabeça e relinchou, parecendo reconhecer a voz. No segundo seguinte, o cavalo seguiu na direção do homem, ignorando Lily, apesar de suas repreensões e tentativas de impedi-lo. Felizmente, o homem havia se aproximado o suficiente para ela conseguir erguer os pés a fim de mantê-los fora da água. Goose balançou a enorme cabeça, feliz quando o homem acariciou seu focinho. Por um momento, ambos a ignoraram.
E ela precisava daquele momento. Agora podia reconhecer o homem: Ethan Marshall, um dos muitos netos do senador Marshall. Ela ouvira falar que ele acabara de voltar de uma longa viagem ao exterior. Todos estavam alvoroçados com a notícia, e embora ela já tivesse visto várias fotos dele, nenhuma fazia jus à realidade.
Todos os Marshall eram geneticamente sortudos. Cabelo cor de mel, olhos verdes, mandíbulas fortes sob maçãs do rosto salientes... Mas Ethan parecia ter ganhado na loteria. Suas feições tinham algo mais... mais... Simplesmente mais. O cabelo espesso, levemente ondulado em torno das orelhas, respingava água nos ombros largos e bronzeados. Ali, as gotículas se juntavam às outras formando riachos pelo peito e abdômen antes de caírem na água na altura da cintura. Ela levantou o olhar. Deus. O homem era lindo a ponto de causar palpitações em uma garota. Sorriu ao olhar para Lily. Parecia consciente de que estava sendo avaliado. Lily balançou um pouco na sela.
— Sou Ethan Marshall.

Série Aventura & Sedução
2- Estilo de Sedução
Série Concluída

Apenas Uma Aventura

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Aventura & Sedução






Comprometido por acaso!

A arqueóloga Charlotte Greenstone não tem tempo para namorados, mas resolve inventar um que é bem parecido com o sensual Greyson Tyler! A fim de impedir que a mentira seja revelada, Charlotte implora a ele para que finja ser seu noivo. Bastou detectar rapidamente as curvas de Charlotte para Grey aceitar a proposta. 

Mas exige uma condição: ele fará o papel de apaixonado desde que possa usufruir de todos os benefícios de ser um casal!

Capítulo Um

PRÓLOGO
Um noivo imaginário proporcionaria diversas vantagens, concluiu Charlotte Greenstone, sentada na velha cadeira forrada de plástico do hospital, onde enfrentaria mais uma noite de vigília à beira do leito de agonia de sua avó. O quarto já vira décadas de doenças e mortes, mas, até agora, Aurora não se entregara e preferira se recordar de uma vida bem vivida e espetacular, a pensar no que aconteceria depois da morte.
Inevitavelmente, se tornaria cinzas, já que ela queria ser cremada, mas, ainda assim, ela se ocupara imaginando detalhadamente como seria o céu, qual seria a sua hierarquia e quanto tempo levaria para reencarnar como um gato.
Infelizmente, aquela não estava sendo uma de suas melhores noites. Depois de medicada com morfina, Aurora ficara muito agitada, preocupada com o fato de que, quando morresse, Charlotte não teria mais ninguém. Não que ela fosse ficar desamparada, porque, em matéria de bens, Charlotte tinha muito mais que o necessário. Mas, no que se referia à família e à sensação de acolhimento... Ao fato de que as pessoas pudessem confortá-la e lhe fazer companhia...
As preocupações de Aurora não eram totalmente infundadas. E foi por esse motivo que Charlotte pensou em criar um noivo imaginário e perfeito. Um homem maravilhosamente conveniente como nenhum outro.
Fascinante.
Perfeitamente respeitável.
Humilde, apesar de muito bem-sucedido.
E, não menos importante: ausente.
A partir daí, depois que o constrangimento inicial pela mentira se dissipasse, o noivo imaginário se tornaria o assunto de horas de conversas à beira do leito. A sua presença, por assim dizer, proporcionara a garantia tão necessária à avó, de saber que Charlotte não ficaria sozinha e que seria amada, já que Thaddeus Jeremiah Gilbert Tyler estaria ao seu lado.
Não que alguém o chamasse de Thaddeus. Ah, não! Seus colegas de trabalho o chamavam de Tyler em tom respeitoso, devido ao fato de ele ser um botânico rico, pesquisador independente, grande humanitário, ecologista e cidadão australiano. Sua mãe sempre o chamava de TJ. Seu pai o chamava de filho e tinha uma incrível semelhança com Sean Connery. O aventureiro sr. Tyler não tinha irmãos.
Charlotte o chamava de Gil, pronunciando a palavra com carinho e animação. E Aurora acreditava.
Gil estava em Papua-Nova Guiné, em algum trecho do rio Sepik, onde o contato com o mundo exterior se tornava praticamente impossível. Charlotte conseguira lhe enviar um recado através de... Enfim, Gil mandara um nativo até Moresby, para lhe enviar uma mensagem. Esperava voltar em breve, sentia desesperadamente a sua falta e nunca mais queria se separar dela. Queria conhecer Aurora e já ouvira falar muito dela: uma empreendedora de sucesso, arqueóloga, avó e fada madrinha. Ele desejava conhecer a mulher que criara a sua adorada Charlotte.
Aurora queria conhecê-lo.
A encantadora e excêntrica Aurora Herschoval fora praticamente a única família que Charlotte conhecera, porque seus pais haviam morrido há mais de 20 anos e mal passavam de uma linda lembrança.
Tomada pelo câncer e pelas crescentes doses de morfina, Aurora passara a confundir Gil com o pai de Charlotte. Isso era perfeitamente compreensível, uma vez que Charlotte moldara o noivo imaginário de acordo com o que se lembrava de seu pai.
Gil, quer dizer, TJ, ou seja, Thaddeus Jeremiah Gilbert Tyler, também fazia tributo a Indiana Jones, incluindo o chapéu, ao Capitão Kirk — seria melhor não se perguntar por que —, e a um ou dois Piratas do Caribe, excetuando os problemas de higiene.
Sim, o noivo de Charlotte era um homem excepcional.
Ela sentia terrivelmente a sua falta. O seu gosto pela vida e por novas experiências, a sua ternura e a sua compreensão... E, por mais estranho que pudesse parecer, ele lhe fazia companhia durante aquelas noites angustiantes, ajudando-a a conter as lágrimas e dando-lhe forças para aceitar o inevitável.
Quando chegou sua hora, Aurora morreu. Como o médico previra, apenas dois meses após a descoberta do câncer.
Desta vez, pensar em Gilbert não impediu que Charlotte chorasse. Ela derramou lágrimas de alívio por Aurora ter se livrado do sofrimento. Soluçou de tristeza pela perda da mãe e amiga.
Ela simplesmente chorou.
Gilbert não conseguira voltar à Austrália a tempo de conhecer Aurora — o que para Charlotte fora um descaso imperdoável. Mas a justiça poética não tardara: na pressa de voltar para ela, Gilbert se aventurara a entrar em território perigoso. O nobre e incansável TJ tentara impedir o sequestro de donzelas de uma tribo por um bando de renegados. As autoridades não tinham esperanças de recuperar seus restos. Alguém tinha sussurrado algo como “grande porco assado”, sugerindo que ele poderia ter sido devorado por canibais.
O golpe fora duplo. Ele morrera logo depois de Aurora. E, nas primeiras horas da madrugada, Charlotte chorava por ele.

Série Aventura & Sedução
1- Apenas Uma Aventura


Uma Rosa com Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






"Você não pode me levar ao altar contra minha vontade!"

Em sua ingenuidade, Rosie imaginara que seria fácil passar por Elizabeth, sua irmã gêmea, por alguns dias! Só não contava com a reação explosiva do noivo de Lizzie ao descobrir que estava sendo enganado. Morgan era um homem arrogante e impiedoso, e estava determinado a punir Rosie por tê-lo feito de tolo. 

Além do mais, ele precisava de uma esposa fictícia, e Rosie parecia ser a candidata ideal depois que a irmã dela fugira com um namorado de infância. Atordoada em meio aos acontecimentos inesperados, viu-se obrigada a se casar com Morgan Urquat para proteger a felicidade de Lizzie. Mas o pior de tudo foi descobrir que havia se apaixonado pelo homem sensual e… terrivelmente bonito. Ela não estava preparada para se apaixonar, não queria se apaixonar! Só que não pôde evitar…

Capítulo Um

Observando o ambiente, Rosie Osborne percebeu que ali a palavra biblioteca não era uma mera definição para algumas prateleiras de livros. Na verdade, o aposento, como todo o resto da casa, exalava riqueza, um gosto erudito e muita sofisticação. Com um olhar atento, ela avaliou as obras raras da literatura mundial, dispostas em ordem alfabética, e as pinturas famosas penduradas nas paredes revestidas de madeira nobre. No mesmo instante, soube que estas revelavam preferências ecléticas e, claro, recursos financeiros ilimitados.
Agora que o mordomo havia se retirado, Rosie aproveitava para se familiarizar com o cenário que, presumivelmente, deveria conhecer muito bem. Era estranho, mas sentia como se a palavra "culpada" estivesse escrita com grandes letras de néon em sua testa. Para completar, a expressão solene do homem de terno preto e cabelos grisalhos que a trouxera até aquele aposento fora interpretada por seu cérebro confuso como um sinal de desconfiança.
Claro que a lógica e o bom senso lhe diziam que tal pressentimento era bobagem, pois, embora sua irmã gêmea fosse alguns centímetros mais alta, e ela própria tivesse os quadris ligeiramente mais arredondados, ninguém nunca conseguira diferenciá-las, nem mesmo seus pais. Talvez, a leve desaprovação que vira no rosto do mordomo fora um reflexo de seus próprios temores, conjecturou pesarosa.
Na noite anterior, a ideia de passar por Elizabeth não lhe parecera tão perigosa, mas, nesse momento, sob as luzes da manhã de verão, todos os seus instintos gritavam para que fugisse da mansão elegante o mais rápido possível.
Se ao menos tivesse tido coragem de recusar o pedido de sua irmã, agora não estaria enfrentando a tortura chinesa que seria substituí-la diante do próprio noivo!, lastimou-se.
"Ora, sua egoísta, e se fosse você quem precisasse de ajuda?", perguntou a si mesma com um longo suspiro, então resignou-se com o papel que deveria representar, embora ainda não aceitasse as justificativas que Elizabeth lhe dera para o que acontecera.
Descobrir que a irmã gêmea tinha ficado noiva de uma hora para outra, com um quase desconhecido, fora um choque para ela, no entanto, o pior fora saber que Lizzie não tinha a mínima intenção de levar aquele compromisso tempestuoso adiante.
Pelo fato de terem sido criadas separadamente, Rosie e Elizabeth nunca haviam trocado de identidade como a maioria dos gêmeos fazem durante a infância. Esta separação precoce deixara Rosie melancólica e com uma sensação de perda muito grande. Sempre que pensava no assunto, sentia um gosto amargo na boca: era o gosto da impotência diante dos fatos consumados.
No entanto, a situação que enfrentava agora era algo muito diferente de uma brincadeirinha de criança. Uma ruga de preocupação vincou-lhe a tez delicada e ela apertou as mãos nervosamente.
Ajudaria muito se tivesse alguma pista do caráter do homem com quem, supostamente, deveria se casar. Tudo o que Elizabeth lhe dissera fora que Morgan Urquat possuía uma personalidade um tanto bizarra, quase sinistra.
A simples lembrança desse detalhe fez Rosie levar a mão espalmada sobre o estômago, que se contraía por causa do nervosismo.
— Se é assim, por que concordou em se casar com ele, então, Lizzie? — lembrava-se de ter perguntado.
Os olhos castanho-dourados da irmã, idênticos aos seus, brilharam cheios de indignação.
— Porque me pareceu uma boa ideia naquela ocasião, Rosie — respondera a outra moça. — Por favor, não me recrimine. Não pode imaginar como fiquei lisonjeada quando ele me pediu em casamento — explicara-lhe. — Quer dizer, todas as mulheres olhavam para Morgan como se fosse um verdadeiro deus grego e, de repente, fui eu a escolhida. Não pude resistir quando me fez o pedido — confessou, tamborilando os dedos com unhas pintadas de vermelho vivo sobre a mesa.
Rosie meneara a cabeça de um lado para outro, incrédula.
— Depois a situação virou uma bola de neve — Lizzie prosseguira. — Papai começou a falar repetidamente como seria bom termos algum parentesco com Morgan Urquat e Bill, pobrezinho, concluiu que eu estava certa, que o sr. Urquat era um homem rico que poderia me dar a vida que mereço.
Rosie lembrava-se de ter gostado cada vez menos das explicações da irmã.
— Desde criança sou apaixonada por Bill, minha cara — confessara-lhe Elizabeth. — Mas admito que pensei que se ficasse noiva de Morgan, que precisa se casar urgentemente para atender a uma cláusula do testamento do avô, Bill acabaria percebendo que também me ama e me faria o pedido.
— Não posso acreditar! Parece uma atitude deplorável ficar noiva de um homem quando está apaixonada por outro, Lizzie! — empertigara-se Rosie.