sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Filho Secreto do Conde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 
A inocente e bondosa Carrie Powell estava trabalhando como garçonete quando conheceu o moreno e bonito francês, Conde Théo St. Raphaël.

Ele com a mesma rapidez com que a atraiu para a sua cama a descartou - ignorando seus telefonemas quando ela tentou compartilhar com ele algumas notícias importantes, um mês depois.
Agora, passado um ano depois do términus de seu caso, ele finalmente vem até ela com a intenção de seduzi-la e de a tornar sua amante enquanto assim ele o desejasse. Mas, ficou em choque quando ela chega trazendo com ela, algo que ele nunca soube que existir: o seu bebê, de três meses de idade!
Para Carrie, ele ao convidá-la para seu castelo significava apenas uma coisa - Théo St. Raphaël estava finalmente pronto para aceitar o seu filho.
Assim, enquanto ela subia aquela grandiosa escadaria, a última coisa que esperava era descobrir que Theo apenas a quer de volta para a sua cama… e um teste de paternidade!

Capítulo Um

Segurando seu bebê dormindo contra seu peito, Carrie Powell olhou para o Castelo francês na noite enluarada. Ela estremeceu, apesar da brisa morna que acariciava seus cabelos e sua pele quente.
Após um ano de um frio silêncio, Théo St. Raphaël, Conde de Castelnau, finalmente a havia procurado. Ele finalmente queria conhecer seu filho de três meses de idade.
Os calafrios de Carrie intensificaram-se quando ela olhava para o castelo onde Théo a seduziu pela primeira vez, antes de a abandonar em Seattle, duas semanas depois, deixando-a grávida e sozinha.
Uma vez, ela o havia amado mais do que à vida. Ela pensava que ele era seu príncipe encantado, este intitulado magnata que fez sua própria fortuna. Ela o tinha amado com a devoção cega de uma menina — seu único amante, o único homem que ela se podia imaginar amando.
Carrie respirou fundo, tremendo. Tinha sido tão tola.
Crescendo, seus irmãos mais velhos tinham revirado os olhos para a forma como ela sempre via o melhor das pessoas. Até mesmo seus pais a tinham provocado — a sonhadora, Carrie a cabeça nas nuvens, que defendia as pessoas que tentavam passar à frente na fila do supermercado ou que eram rudes sem razão para tal. Mas aquelas pessoas estavam fazendo o melhor que podiam, pensou Carrie. A mulher mal-humorada que furava a fila do supermercado podia estar a viver alguma tragédia privada ou estar tão preocupada, que mal podia suportar. Carrie procurava gostar de todos. Ela talvez tivesse não gostado de uma ou duas pessoas realmente desagradáveis em sua vida, mas ela certamente nunca odiaria alguém.
Até agora.
- Venha, mademoiselle, - disse o guarda-costas, segurando o marsúpio que ele tinha tirado do sedan de luxo enquanto o motorista tirava a sua bagagem da bagageira. - Estamos atrasados.
Agarrando a alça do marsúpio do bebé, ela olhou para ele, e suspirou. Ele praticamente a havia sequestrado da casa de seus pais, mas o homem estava apenas fazendo seu trabalho. O culpado real era seu chefe.
Pousou o marsúpio na grama fresca, e gentilmente colocou o bebê adormecido dentro dele envolvendo-o num cobertor acolchoado quentinho. Ela certamente não tinha planejado que Henry usa-se um baby-grow pijama quando fosse apresentado a seu pai pela primeira vez, mas o bebê estava esgotado e só tinha dormido uma hora no jato particular. Uma hora a mais do que Carrie.
Ao levantar-se, sentiu cada músculo em seu corpo dorido, balançando suavemente o marsúpio, para a frente e para trás.
Depois de abandoná-la quando ela mais precisava dele, ontem, Théo tinha enviado o seu guarda-costas para a recolher, sem sequer a cortesia de um telefonema. Mas o que ela esperava de um homem tão egoísta, tão cruel, tão frio?
Graças a Deus que ela o deixara de amar há muito tempo. Havia apenas uma coisa entre eles agora. Apenas uma coisa importava. Emoção embargada a sua garganta quando Carrie olhou para a cabeça de seu bebezinho adormecido, aninhado contra seu macio cobertor azul.
Mesmo que odiando Théo com todo seu coração, ela não iria negar-lhe a oportunidade de conhecer seu filho.
O guarda-costas segurou a porta aberta, esperando por ela.
- Mademoiselle, s'il vous plaît.
Carrie olhou por ele na entrada escura do castelo, de repente nervosa. Ela olhou para o guarda-costas.
- Você vai ficar com a gente?
O homem sacudiu a cabeça.
- Ele quer ver você em paz, sozinho.
Carrie mordeu o lábio.
- Mas você vai voltar de manhã para me buscar? -, Ela insistiu. - Ou mais cedo? Mais tarde, esta noite?
O rosto do homem estava em branco.
- Isso é como Monsieur le Comte desejar.
Monsieur le Comte? Se ela tivesse acabado de voltar no tempo para alguma idade feudal onde todos tremiam e obedeciam Théo como mestre? Carrie respirou fundo, cerrando os punhos. Bem, não ela. Não haveria tremeliques nem obediência cega.
Ela iria entrar em Gavaudan Castelo e ser friamente educada. Ela iria mostrar a Théo a criança bonita que irrefletidamente rejeitara, e de amanhã ele já estaria chateado com os dois.



Tradução Independente

Dragão da Desgraça

Série Dark Hunter
De todos os misteriosos hóspedes que chamam o Santuário de lar, ninguém é mais anti-social ou reservado do que Maxis Drago. 

Mas, então, é difícil se misturar com o mundo moderno quando você tem uma envergadura de mais de quinze metros. Séculos atrás, ele foi amaldiçoado por um inimigo que jurou vê-lo cair. Um inimigo que tirou tudo dele e o deixou para sempre isolado. Mas as Destinos são uma cadela, com um senso de humor perverso. E quando elas jogam colocando velhos inimigos juntos e ameaça a esposa que ele pensou ter morrido séculos atrás, ele volta com uma vingança. Os dias modernos de Nova Orleans tornou-se um campo de batalha para o mais antigo dos males. E dois dragões vão segurar a linha ou cair em chamas.

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Série Dark Hunters
1- Um sonho de Amante
2- Caçador Escuro
3- Dragonswans
4- Prazeres Noturnos
5- Abraço Noturno
6- Amante Fantasma
7- Dança com o diabo
7.1- Natal de um Dark Hunter
8-Beijo Sombrio
9- Jogo Noturno
10- Nascida no Inverno
11- Abrace a Noite
12- Pecados na Noite
13- Segundas Chances
14- Desata a Noite
15- Minha Grande Boda
16- O Lado Escuro da Lua
17-Amor a primeira mordida
18- Caçador de Sonhos
18.5- The Guardian
19- O diabo pode chorar
20-Uma vez o claro da meia-noite
21- The Guardian
22- Perseguidor de Sonhos
22,5 – Memórias de Ryssa – O Pomar
23- Uma Noite Silenciosa
24- A Sombra da Lua
25- Guerreiro do Sonho
26- Lua Crescente
27-  Sem Piedade
28 - Retribuição
29- The Guardian
29.5  - Redemption
30 - s/inform.
31- Styxx
32- Mordidas Escuras  
33- Filho de Ninguém
34- Dragão da Desgraça

O Imortal que me Amava

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Família Argeneau
Uma dona de loja cética e um lindo vampiro que veio reivindicá-la.

Algumas horas atrás, Sherry Carne teria jurado que vampiros não existiam. Isso era antes de imortais desonestos invadirem sua loja, deixando o caos sangrento (literalmente) em seu rastro. O problema começa quando Sherry descobre que um dos vampiros na trilha dos bandidos pode ser seu companheiro de vida. Sua cabeça diz que tudo isso é impossível. O resto dela dá uma olhada em Basileios Argeneau e tem ideias muito mais interessantes.
Seja o que for que Basil espera em uma companheira de vida, engraçada, sincera, Sherry não é isso. Mas a química e o instinto alucinantes não mentem. Eles também lhe dizem outra coisa, que a conexão de Sherry com o mundo imortal é mais profunda do que ela sabe. E que ela está no tipo de perigo que apenas Basil pode salvá-la, se confiar nele, agora e para sempre ..

Caixa de texto: Mais um Projeto Exclusivo das Divas & Lord’s

A Profecia do Arcanjo

Série Guild Hunter
APIMENTADO SOBRENATURAL

Meia-noite e amanhecer, as asas de Elena são únicas entre os anjos... e agora estão falhando. 

O primeiro mortal a ser transformado em um imortal na memória angélica, ela está regredindo. Tornando-se mais e mais humana. Mais fácil de machucar. Mais fácil de matar. Elena e Raphael devem descobrir o motivo da regressão antes que seja tarde demais e Elena caia do céu. No entanto, mesmo enquanto lutam em uma batalha furiosa pela sobrevivência de Elena, forças violentas estão se reunindo em Nova York e em todo o mundo. Na China, o Arcanjo Favashi está mostrando os primeiros sinais de loucura. Em Nova York, um misterioso sumidouro cheio de lava engole um homem inteiro. Na África, as chuvas torrenciais das monções inundam os desertos em movimento. E na mente de Elena sussurra uma voz assustadora que não é dela. Desta vez, a sobrevivência pode não ser possível... nem para a consorte de um arcanjo.

Capítulo Um
Elena notou os pardais com a periferia de sua mente.
Os pequenos pássaros mergulhavam e dançavam além das janelas da Torre,
suas asas quase roçando o vidro. Por um segundo, sentiu um arrepio na nuca, mas
depois os pardais voaram para fazer coisas de pardais e percebeu que estava sendo
paranoica. Só porque os pássaros da cidade ficaram completamente arrepiantes e
sobrenaturais uma vez, não significava que todos os pardais fossem um prenúncio.
Às vezes, um pássaro era apenas um pássaro.
Ela retornou ao seu jogo de Scrabble e para acabar com Vivek.
Dez minutos depois, os dois estavam loucamente alegres em discutir sobre
uma palavra quando Sara ligou para pedir a ela para rastrear um jovem vampiro
que achava que podia escapar de seu contrato. — Por quê? — disse ela para Sara
e Vivek, após colocar a conversa no viva-voz.
— Porque você é uma Caçadora da Sociedade, e encontramos e
transportamos de volta os vampiros fugitivos — foi a resposta seca de Sara. — Se
não sabe disso até agora, Ellie, não há esperança para você.
— Não. — Elena se recostou na cadeira em frente a Vivek. — Por que certa
porcentagem de vampiros bebês acham que: (a) todas as coisas desagradáveis e
terríveis que ouviram sobre os velhos anjos não são verdadeiras, e (b) depois de
descobrirem que, de fato, todo o conhecimento anterior deles é verdade, por que
acham que serão os únicos idiotas que conseguirão se libertar?
Ambas as coisas não faziam sentido para Elena. Você teria que ser cego,
surdo e mentalmente desequilibrado para não perceber que a raça dos anjos não
era humana de nenhuma maneira, jeito ou forma. Para um ser que viveu mil anos,
o que eram mortais e vampiros recém-criados, senão insetos a serem esmagados?
Nada além de frágeis vaga-lumes. Talvez bonitos, se seu gosto fosse esse, mas
seriam esquecidos em meros segundos.
Que Elena agora fosse a consorte do imortal mais poderoso da América do
Norte não mudava sua profunda compreensão daquela verdade ardente. Raphael
estava aprendendo a agir com mais humanidade por causa do vínculo de amor que
os unia, mas ele não era humano, e nunca seria; seria como pedir a um tigre feroz
que fosse manso. Uma impossibilidade – e uma destruição.
Raphael era uma fúria gloriosa, um poder.
Enquanto Elena era um anjo recém-nascido com um coração que sempre
seria mortal, mesmo que ela vivesse dez mil anos.
— Eu tenho uma resposta. — Vivek levantou a mão, seu rosto nitidamente
bonito exibindo um sorriso vincado, e o rico tom moreno de sua pele iluminado
com bom humor.
Fazia muito tempo desde que Elena tinha visto qualquer sinal de petulância
e mesquinhez que uma vez foram tão parte dele quanto seu impressionante
intelecto. Naquela época Vivek controlava as Adegas, o esconderijo que a Sociedade
mantinha para os caçadores que precisavam se esconder por um tempo – como
uma caçadora rebelde que poderia ter cortado a garganta de um vampiro tão

brutalmente poderoso que era o segundo de um arcanjo.
11- A Profecia do Arcanjo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Tomados pela Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



A hesitante senhora Ricci...

O mundo de Angelina vem abaixo quando Lorenzo Ricci invade sua festa de noivado e exige que o casamento seja cancelado, porque eles ainda estão casados! 
Angelina deixou-o para salvar seu coração, mas agora, com os negócios da família em risco, ela precisará reconsiderar sua situação... 
Enquanto isso, Lorenzo necessita de um herdeiro, e fará o que for preciso. 
Ele pode fazer as dívidas dela sumirem... se ela o compensar com prazer e um filho! Será que conseguirão sobreviver a essa ideia tempestuosa?

Capítulo Um

— Senhor.
Lorenzo Ricci apressou o passo, fingindo não ter visto seu advogado no corredor, atrás dele. De volta aos Estados Unidos fazia menos de 50 minutos, a última coisa que queria era discutir os detalhes do complexo acordo de aquisição que ele vinha negociando.
No dia seguinte, depois de uma dose de seu uísque favorito, ele lidaria com essa dolorosa tarefa.
— Senhor!
Dio. Ele parou e se virou para o homem que se esforçava para alcançá-lo com suas pernas curtas.
— Estou viajando há 16 horas, Cristopher. Estou cansado, de péssimo humor e preciso dormir. Acredite quando digo que amanhã será melhor.
— Isso não pode esperar. — O nervosismo na voz de seu advogado chamou a atenção de Lorenzo. Em cinco anos fechando acordos difíceis juntos, ele nunca o vira tão abalado. — Cinco minutos do seu tempo.
Suspirando, Lorenzo apontou para seu escritório.
— Bene. Cinco minutos.
Cristopher entrou com ele nos sofisticados escritórios da equipe executiva da Ricci International. Gillian, a ultraeficiente assistente de Lorenzo, lançou para ele um olhar de desculpas. Ele fez um gesto, deixando aquilo de lado.
— Vá para casa. Podemos resolver tudo amanhã.
Ela murmurou um “obrigado” e começou a juntar suas coisas. Cristopher o seguiu para o escritório, parando diante da mesa enquanto Lorenzo deixava sua pasta de lado e tirava o paletó.
Ele foi até as imensas janelas que emolduravam uma magnífica vista de Manhattan, uma das vantagens de ser diretor executivo do conglomerado internacional italiano de sua família, uma dinastia do ramo da navegação que diversificara seu império com redes de hotéis, cruzeiros e imobiliárias.
Virando-se, ele se recostou no vidro e cruzou os braços.
— Certo — disse Lorenzo. — Pode dizer.
O advogado dele pigarreou.
— Temos uma... questão. Um erro que foi cometido e precisamos corrigir.
Lorenzo franziu o cenho.
— No acordo?
— Não. É uma questão pessoal.
Lorenzo semicerrou os olhos.
— Não vim aqui para brincar de adivinhar, Cris. Diga de uma vez.
O advogado dele engoliu em seco.
— A firma de advocacia que cuidou do seu divórcio cometeu um erro nos documentos. Uma omissão, na realidade...
— Que tipo de omissão?
— Eles se esqueceram de dar entrada neles.
Lorenzo sentiu um zumbido nos ouvidos.
— Eu me divorciei há dois anos.
— Sim. Então... — Cristopher engoliu em seco novamente. — Na realidade, não se divorciou, já que os documentos não foram registrados.
— O que está dizendo? — O cérebro de Lorenzo estava tendo dificuldade de acompanhar aquilo.
— Você continua casado com Angelina. O advogado que cuidou do seu divórcio estava com uma carga de trabalho imensa naquele mês. Ele achou que tivesse dado entrada nos documentos, tinha certeza disso, até olharmos os detalhes da ação depois da conversa que tive com você recentemente.
Quando ficara claro que Angie não tocaria em um centavo sequer da pensão que ele lhe dava todo mês.
— Minha esposa anunciou o noivado dela esta semana. Com outro homem.
— Sim...

Uma Mulher Ousada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O vestido de noiva nunca usado de Julie Myers era encantador.

Pena que seu ex-noivo achara Julie ingênua demais para ser sua esposa. Agora o vestido estava à venda... E Julie procurava um homem que pudesse transformá-la numa mulher ousada...
Tom Brunswick procurava um vestido de noiva para sua irmã. Mas, de repente, transformou-se no tutor de uma mulher sedutora. Tarde demais, percebeu que seu tempo de solteirão estava terminando...

Capítulo Um

Vestido de noiva à venda. Tamanho 42. Nunca usado. Melhor oferta. Fone: 2555-1221.
— Vim aqui por causa do vestido de noiva.
O homem ligou do interfone. Julie Myers reconheceu a voz, ele já havia telefonado antes, aliás, o primeiro telefonema depois de a notícia ter sido publicada no jornal durante três dias.
— É Tom Brunswick? — Ela leu o nome no papel ao lado do telefone.
— Ele mesmo.
— Suba.
Julie abriu uma fresta da porta do apartamento e ficou esperando que ele subisse os dois lances de escada.
Que tipo de homem compraria um vestido daqueles para sua noiva? Do lugar em que estava ela viu primeiro o topo da cabeça do homem: cabelos louros repartidos ao meio e um pouco em desalinho. Logo depois ele apareceu. Alto, musculoso, sexy, usando jeans descorados muito justos e paletó de couro marrom já bastante velho.
— Você é Julie? — ele perguntou, olhando para o anúncio que tinha na mão. — Julie Myers?
— Sou.
— Pretende por acaso trazer o vestido aqui fora?
— Não, desculpe. Vou tirar a corrente da porta. — Feito isso, acrescentou: — Entre, o vestido está em cima do sofá.
O homem examinou-a da cabeça aos pés, e disse:
— Você parece ok.
— Ok?
Julie teve a impressão de que ele a despia com o olhar. Deveria correr, gritar ou ficar indiferente?
— Seu corpo é mais bem feito do que o de Tina, mas acho que isso não faz mal.
— Ah, você quer dizer que eu e sua noiva temos mais ou menos o mesmo corpo?
Aquilo era ainda mais estranho do que ela imaginara. Não havia uma crença de que o noivo não devia ver o vestido da noiva antes do casamento?
— É para minha irmã.
— Está comprando um vestido para sua irmã?
— Sim. Irmã gêmea, por sinal. O vestido dela já havia sido encomendado e estava quase pronto. Mas pegou fogo na loja e não há tempo para fazer outro.
— Quando vai ser o casamento? — Julie perguntou.
— Esta semana.
— Ela deve estar desesperada.
— Minha irmã encontra-se presa no aeroporto de Denver. Devido à nevasca os voos estão atrasados, sem previsão de partida. Ela não pode sair do aeroporto para fazer compras.
Julie imaginava a irmã de Brunswick tal qual ele, olhos escuros, cabelos louros e aparência maravilhosa. Se a noiva for de fato parecida com o irmão, o noivo se casará mesmo que ela esteja de camiseta.
— Você disse que o vestido nunca foi usado?
— Nunca. É novo. Não pude devolvê-lo à loja porque não se aceitam devoluções de vestidos de noiva.
— E o que houve?
Julie pensou no noivo. Ninguém se surpreendera quando o bem relacionado, extrovertido Brad Wilson decidira acabar com o casamento na manhã da cerimônia.
— Meu noivo encontrou a mulher de seus sonhos na despedida de solteiro. Claro, ela trabalhava como strip-teaser para pagar a universidade.
— Oh, sinto muito! — Naturalmente ele sentia por ter perguntado. Apenas por ter perguntado.
— Isso aconteceu há seis meses. Já superei a crise. Meus pais tiveram de pagar pelo aluguel do salão e minha tia Ellen não sabe o que fazer com os quatro quilos de pastéis de hortelã no freezer. Sua irmã não precisa de pastéis de casamento?
— Graças ao bom Deus, não. Mas, sobre o vestido, tem mesmo certeza de que quer vendê-lo? Uma moça boazinha como você por certo terá logo chance de usá-lo.
— Por que você me chamou de boazinha?
— Bem... Parece boazinha.
Julie sentiu um aperto no coração. Um homem atraente como aquele jamais se sentiria atraído por ela.
— Ok, sou boazinha, e por que então homens fascinantes como você não se sentem atraídos por mulheres como eu?
— Julie, não a conheço o suficiente...
— Não! Mas quero saber, o que há de errado em ser boazinha?
— Só porque um canalha rompeu com você...
— Jogou-me fora. Praticamente me abandonou no altar. E depois tentou consolar-me dizendo que eu era boa demais para ele.
— Provavelmente é — Tom Brunswick sacudiu os ombros e ergueu a manga rendada do vestido. — Acho que minha irmã gostará disto.
— Bom. Pode pagar cem dólares a menos do que eu paguei. A nota está aí sobre a mesinha, pode ver. Mas só aceitarei esse preço se me disser o que há de errado em ser boazinha. Garanto que você rompeu com várias mulheres dando a desculpa esfarrapada de que eram boas demais.
— Acho que nunca falei exatamente...


Um Homem para Confiar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Violet O’Dell tinha medo de Homens... e da lei.

Mas ela e o filho foram salvos pelo policial texano Charlie Pardee, que preenchia os dois requisitos. Violet precisava de uma carona e de um emprego temporário, e quando Charlie ofereceu-lhe as duas coisas, foi obrigada a aceitar.
Não importava que ele fosse o homem mais atraente que encontrara em anos... e fosse também um policial!




Capítulo Um

Charlie Pardee estava com calor, cansado e com fome. Parar no acostamento de uma estrada fervente no Novo México e bancar o mecânico era o último item em sua lista de desejos. 

A temperatura devia ser de trinta e cinco graus à sombra, se fosse possível encontrar alguma sombra num raio de trinta quilômetros. Mas a mulher desamparada junto ao capo do carro tinha as pernas mais bonitas que já vira, e ele não era homem de ignorar uma dama em apuros, embora seu cérebro lhe ordenasse que seguisse em frente.
Estacionou a caminhonete atrás do carro encrencado. Saltou, ergueu o chapéu de palha e passou os dedos pelo cabelo castanho-claro, colado à testa devido ao suor. Não era um dia favorável para ficar na estrada, fosse homem ou mulher.
Pousando o chapéu na cabeça, foi até a moça.
— Está com problemas, moça?
A mulher olhou-o desconfiada, estudando a forma alta e musculosa como se não conseguisse avaliar se tratava-se de um anjo salvador ou de um demônio do qual devesse fugir.
— Eu... uh... acho que meu carro superaqueceu.
Vapores escapavam de baixo do capo e ela ainda tinha dúvida.
— Parece que sim — concordou ele, arrogante.
Aproximou-se da mulher e do carro pequeno.
Sem tirar os olhos dele, ela recuou e tateou a procura do trinco da porta. Como se trancando-se no carro quebrado ficasse a salvo de suas garras. Bem, ao menos tinha o bom senso de permanecer em guarda. Era mais do que se esperava da maioria das mulheres.
— Se abrir o capo, posso dar uma olhada — ofereceu-se. — Não sou mecânico, mas terei uma ideia do que está errado. Já teve problemas com o carro antes?
A mulher balançou a cabeça e, concluindo que não tinha escolha senão confiar no desconhecido, abriu a porta do carro e puxou a alavanca que destravava o capo.
Charlie levantou o capo e apoiou-o no suporte apropriado. A mulher, que não devia ter mais do que vinte e cinco anos, aproximou-se um pouco para assistir ao exame.
Com o canto do olho, Charlie apreciou-lhe as pernas esguias e desnudas. Ela usava um short azul, camiseta e sandálias de tirinhas de couro. A pele clara e lisa denunciava uma aversão ao sol. As unhas dos pés pintadas de cor-de-rosa denotavam uma feminilidade discreta. Não era uma moça escandalosa, mas com certeza podia chamar a atenção, se quisesse.
— Não tive problemas com o carro até agora — comentou ela, denunciando um sotaque meio texano... ou melhor, da Geórgia. — De repente, o painel emitiu um apito e a luzinha referente ao motor começou a piscar. — O que isso significa?
— Significa que está com problemas — concluiu Charlie.
Ela ergueu as sobrancelhas escuras, confusa.
— Como?
Charlie vira muitas mulheres bonitas em seus vinte e nove anos de vida e, sendo um homem normal, nunca deixara de admirar uma beldade. Aquela mulher, entretanto, ameaçava tirá-lo do sério.
— Seu motor está com algum problema — explicou.
— Oh. — Ela suspirou profundamente. — Espero que não seja muito grave. Não estou preparada para fazer reparos caros no carro.
Charlie rapidamente identificou o problema e tirou a correia quebrada do ventilador.
— A correia que aciona o sistema de ventilação está quebrada. Se tiver sorte, vai gastar pouco. Agora, se o motor fundiu...
Ela afastou os cabelos do rosto e encarou os olhos azuis do homem alto.
— A que distância fica a cidade mais próxima, a oeste?
Charlie nunca deixava de se espantar com a imprudência das pessoas que viajavam sem mapa, mas conteve-se.
— Cerca de quarenta quilômetros...

África, Terra das Paixões

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O silêncio da noite não calava a ansiedade de Cathy e seu profundo ódio pelo ex-marido. 

Maldito Jarrod! 
Agora devia estar em seu quarto, rindo-se dela por mantê-la presa naquela distante reserva animal da África, só para lhe conceder o divórcio. 
Em outro quarto, seu noivo Stewart a esperava, desafiando-a a provar seu amor.
 Jarrod e Stewart faziam parte de sua vida. Ela não podia apagar o passado, nem deixar de viver o presente. Mas o futuro aguardava sua decisão!
Capítulo Um

Cathy estava na sala de jantar da sra. Fairchild, decidindo sobre a cor que iria usar no forro, quando Stewart apareceu. Como era o arquiteto encarregado de supervisionar toda a refor­ma, ela imaginou que se tratava apenas de uma visita de rotina. Mas ele a havia surpreendido com aquela proposta.
— Eu não sei o que dizer — Cathy olhou para ele um tanto confusa.
— Diga apenas que aceita se casar comigo — Stewart res­pondeu.
Cathy pousou um olhar perdido no mostruário de cores que tinha nas mãos. Sua vida andava tão tranquila, pensou. Agora que o pior da crise já havia passado. Estava indo muito bem com a casa dos Fairchild. Na sala de estar, o papel de parede cor creme combinava harmoniosamente com o tapete em ouro e as cadeiras forradas de veludo. A sra. Fairchild estava tão satisfeita com o andamento da decoração, que já havia dito que iria recomendar a firma onde Cathy trabalhava para todos os seus amigos. Sem dúvida, um grande incentivo para uma pes­soa que estava apenas se iniciando no ramo.
Mas agora Stewart parecia disposto a encostá-la na parede, com o pedido de casamento. Obrigava-a a tomar uma decisão... e ela não tinha a menor vontade de pensar no assunto.
— Eu já sou casada, Stewart. Esqueceu?
— Mas é só no papel — ele tomou-a pelas mãos, atraindo-a para mais perto. — Eu te amo, Cathy. Quero que você seja mi­nha esposa.
— Isso envolve tantos problemas. Não sei se...
— Está mais que na hora de pedir o divórcio, não acha?
— Ah, Stewart, você me pegou tão de surpresa. Por que não me pediu naquela noite, quando me levou para jantar?
— Porque eu não estava querendo apressar as coisas.
— Ou amanhã, quando estivermos a caminho da exposição de arte?
— Porque de repente o tempo tornou-se fundamental. Foi só ontem que eu recebi uma proposta para trabalhar no Canadá.
— Você disse Canadá?
— È, em Toronto. E eu quero que você venha comigo.
Canadá... qual seria a distância entre o Canadá e Zâmbia? Milhares de quilômetros... milhares de quilômetros entre ela e Jarrod.
— E então, Cathy?
— Não posso dar uma resposta tão depressa — ela o enca­rou com aflição.
— Querida, você não pode estar surpresa. Não é possível que ainda não tenha notado como eu me sinto a seu respeito.
Sim, ela sabia. E, embora não se sentisse do mesmo modo em relação a ele, continuara a aceitar os convites para saírem jun­tos. Talvez não devesse, mas vinha sentindo-se tão solitária e deprimida. E Stewart era um amigo gentil, compreensivo...
— Sim, eu sabia que você desejava um relacionamento mais íntimo — acabou por admitir.
— Acho que ficou evidente depois que a convidei para pas­sar a noite comigo, não é?
Ela sorriu.
— E eu disse não — Cathy lembrava-se muito bem das últi­mas duas tentativas, embora não tivesse ficado aborrecida.
— Mas agora estou falando de casamento, querida. É di­ferente.
— Compromisso — Cathy murmurou. Após uma pausa, Stewart completou:
— As duas coisas vêm juntas.
— Sim...

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Proposta Sedutora

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“O que vai ser, eu ou a polícia?”

A atriz desempregada Daisy Maddox faria qualquer coisa pelo irmão - até mesmo entrar escondida no escritório do bilionário Rollo Fleming para devolver o relógio que ele roubou. 

Quando é pega em flagrante, Daisy fica completamente nas mãos dele. Mas Rollo faz uma proposta: se ela for sua esposa temporariamente, ele poderá esquecer o incidente. 
Agora, vivendo no mundo de Rollo, ela tem que lidar com uma mistura de emoções. 
E a cada beijo ardente, ela descobrirá que existem vantagens inesperadas nesse jogo de chantagem...

Capítulo Um

Todos estavam se divertindo na festa. Menos Daisy Maddox. Com seu cabelo loiro iluminado pelas luzes que piscavam, ela estava afastada, olhando o salão.
Manhattan era o lugar mais animado do mundo à meia-noite. E a Fleming Tower, o arranha-céu de Rollo Fleming, magnata bilionário dos imóveis e anfitrião da festa, além de chefe do irmão dela, David, era o lugar mais glamoroso da cidade.
Mas ela não estava ali como convidada; estava servindo champanhe.
Seis meses atrás, ela chegara ao apartamento de David com a esperança de ter uma carreira de sucesso na Broadway. Só que as coisas não haviam dado certo.
Ela suspirou ao rechaçar mais uma investida do jovem que não saíra de perto dela durante toda a noite.
— Como eu já disse, Tim, estou trabalhando.
— Não é Tim, é Tom. Vamos. Tome só uma taça comigo. Prometo que não conto a ninguém. O chefão nem está aqui para flagrar você.
Rollo Fleming. O “chefão”. Ao visualizar o frio e lindo rosto dele, Daisy sentiu seu coração disparar. Era verdade. Apesar de a festa estar acontecendo no prédio dele, para os funcionários dele, Rollo não fora.
Claro, diziam que ele apareceria sem avisar. Alguns afirmavam tê-lo visto no saguão. Daisy, porém, sabia que ele não iria. Ele estava em Washington.
— Você trabalha para ele?
Surpresa, Daisy se virou e viu Joanne, a outra garçonete.
Tom assentiu.
— Sim, já faz mais ou menos um ano.
— Sério? — Joanne arregalou os olhos. — Ele é lindo demais. Como ele é?
A pergunta foi direcionada a Tom, mas Daisy precisou se conter para não responder. Horas pesquisando na internet a haviam transformado na maior autoridade do mundo em Rollo Fleming. Não que houvesse muito para saber. Ele raramente dava entrevistas e, a não ser pelas fotos com lindas modelos e socialites, a vida particular dele era bem reservada.
— Quase não lido pessoalmente com ele. Mas, nos negócios, ele tem o toque de Midas. E só sai com as mulheres mais lindas.
O homem continuou:
— Mas é meio assustador. Ele trabalha demais e é extremamente controlador. Sabe tudo que acontece... cada detalhe. E é obcecado por honestidade. Não é bom contrariá-lo.
Daisy sabia que ele era viciado em trabalho e um conquistador avesso a compromissos. Basicamente uma versão amplificada de Nick, o ex dela, o tipo de homem que ela desprezava.
O turno dela estava quase no fim. Em qualquer outra noite, ela teria se sentido aliviada. Mas não naquela. Com sorte, aquela seria a primeira e última vez que ela precisaria escolher entre não cumprir uma promessa e não cumprir a lei.
Pensar no que ela estava prestes a fazer revirava seu estômago.
Joanne a puxou para um canto.
— Olhe... Você não parece bem. Por que não vai para casa? Eu me viro sozinha.
— Não posso deixar você nessa situação...
— Não tem problema.
Daisy hesitou. Ela detestava mentir para Joanne, especialmente porque sua amiga estava sendo tão gentil. Entretanto, ela não podia dizer a verdade.
Quatro dias antes, ela entrara no apartamento de David e o encontrara chorando. Depois da insistência dela, ele finalmente admitira ter um problema com o jogo e estar seriamente endividado.
As dívidas de David, porém, eram o menor dos problemas dele. Quando ele fora deixar uns papéis no escritório de Rollo Fleming naquele dia, encontrara um relógio no chão. Não era um relógio qualquer, mas um relógio de um designer extremamente exclusivo. E ele não apenas o encontrara, mas o pusera no bolso, imaginando que, com a venda dele, poderia quitar suas dívidas.
Em casa, ele percebera o que fizera e entrara em colapso. Fora por isso que Daisy prometera devolvê-lo.
— Estou me sentindo meio mal mesmo. Acho melhor ir agora. Obrigada, Jo. Você é um amor — falou Daisy.
— Sou mesmo. Mas você precisa cobrir para mim na terça. Cam vai me levar para jantar.
Era isto que ela queria estar fazendo, pensou Daisy, ao passar pela multidão até o corredor deserto: indo jantar com seu namorado.
Mas, claro, para isso, ela precisaria de um namorado.
E, cinco semanas antes, Nick decidira que precisava de espaço.
Espaço!

Um Amor Perfeito Demais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um pedido de casamento, uma viagem... Uma estranha lua-de-mel

Abby não podia compreender... Por que o dr. Marcus ia abandonar o hospital e partir para uma ilha perdida no mapa? Mas a surpresa maior veio depois: ele a pediu em casamento!
Enquanto arrumava as malas uma estranha sensação tomou conta de Abby. Embora feliz, sentia-se como se estivesse num carrossel maluco e desgovernado. Sua intuição lhe dizia que algo de muito grave estava para acontecer...
Capítulo Um

Já era noite, mas na ala da maternidade do Hospital Wellbourne o movimento era idêntico ao do dia. A sra. Jeffreys estava há quase dez horas em trabalho de parto e Abby fazia de tudo para ajudá-la.
— Qual é o seu nome, enfermeira? — perguntou a mulher, ofegante.
— Abigail, mas quase todo mundo me chama de Abby — respondeu a jovem, sabendo o quanto um bom papo podia aliviar a tensão da paciente.
— Estou sem ideia nenhuma sobre um nome para dar ao bebê, se for uma menina... — continuou a senhora, logo se interrompendo ao sentir outra contração.
— Tente relaxar, sra. Jeffreys, e respire. Isso... assim...
Por algum tempo, só se ouviu a respiração ritmada da mulher. Abby lhe segurava a mão, encorajando-a.
— Meus Deus! Eu não deveria ter um bebê nesta idade... — comentou a sra. Jeffreys, com a voz sumida. — É que eu e John queríamos tanto ter um filho! O dr. De Lisle falou conosco, inclusive sobre os riscos... Na hora achei que valia a pena, mas agora...
Abby sorriu e examinou-a, observando que a dilatação estava quase completa. O trabalho de parto ia bem, apesar dos receios da mãe.
— Agora, já não dá mais para desistir, sra. Jeffreys — disse Abby, sorrindo. — E não se preocupe, porque está indo tudo muito bem. O dr. De Lisle logo estará aqui... e o bebê também! — encorajou-a, antes de deixar a enfermaria.
Saindo dali, Abby foi direto para o escritório fazer seu relatório. Pensou como seria bom se o bebê nascesse logo, pois Janet Jeffreys estava com quase quarenta e três anos e realmente esgotada pelo esforço de dar à luz.
De repente, a porta do escritório se abriu, interrompendo seus pensamentos, e Joan Marshall, a outra enfermeira de plantão, se aproximou.
— Como vai ela?
— Exausta e muito nervosa, mas bem. Vou ligar para o dr. De Lisle e avisá-lo.
— E o marido da sra. Jeffreys? Ele não está aqui, não é? — perguntou Joan, estranhando o fato.
— Ele estava tão apavorado, que o mandamos para casa, antes que desse mais trabalho que a esposa! — riu Abby.
Ela tentou controlar o tremor de suas mãos, ao pegar o telefone. Ligou o número da sala dos médicos e ficou aguardando a voz do outro lado, temendo que Joan percebesse seu nervosismo.
— Pronto, dr. De Lisle! — disse aquela voz que ela conhecia tão bem, fazendo seu coração bater mais rápido.
— É a enfermeira Brent. — Ela fez de tudo para falar com naturalidade. — A sra. Jeffreys está bem e a dilatação já se completou.
— Desço em seguida — o médico avisou, sem revelar qualquer tipo de emoção na voz.
Abby sentiu a garganta se apertar. Ia vê-lo de novo, depois de um mês! Marcus De Lisle sempre conseguia deixá-la em suspenso. Ela o amara desesperadamente, mas não tinha a mínima ideia do que significava para ele. Haviam saído juntos há algum tempo, até que de repente ele deixara de procurá-la. Marc nunca dizia nem demonstrava nada do que sentia. E tinha o terrível defeito de ser verdadeiramente "perseguido" pelas mulheres. Bonito, másculo, todos respeitavam e admiravam o dr. De Lisle.
— Não é de minha conta, mas... pensei que você e o dr. De Lisle estivessem tendo um caso — Joan disse, interrompendo os pensamentos de Abby.
— O pior é que eu também pensei... — falou Abby, com amargura. — Mas não o vejo há semanas e... só posso concluir que ele não está nada interessado — desabafou, evitando olhar para Joan.
As duas tinham feito o curso de enfermagem juntas e uma forte amizade nascera entre elas.
— E você, como está?
— Para ser sincera, não sei direito... — ela disfarçou.
— Melhor assim, já que ele vai sair do hospital...
A notícia pegou Abby de surpresa, e seu rosto perdeu a cor.
Sair do hospital! Marc não a procurara mais, mas sempre havia a esperança de encontrá-lo no corredor ou trabalhar ao lado dele. Além disso, no fundo, alimentara a esperança de que ele não falara mais com ela por absoluta falta de oportunidade, já que seus horários nem sempre coincidiam e, quando um estava de plantão, o outro estava inevitavelmente dormindo. Por isso, não estava preparada para ouvir aquela notícia! Marcus ia embora!

A Noiva Enganada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Sua vida começou quando seu mundo foi destruído...

Tudo não passara de uma infame mentira! 
Foi o que Grace Sutter descobriu após se casar com o ator inglês Zachary Key.,
Ele fingira amá-la só para obter o visto de permanência nos Estados Unidos. 
Traumatizada, abandonou o marido e voltou para a sua cidade natal. Porém, um ano depois, para grande surpresa de Grace, Zac reapareceu em sua vida. 
E ela soube que algo muito estranho havia acontecido com ele!
Algo que o próprio Zac não conseguia entender direito...

Capítulo Um

Moab, Utah.
De repente, no inverno passado.
Separados...
Seu pai estava morto, seu casamento ter­minara e ela deixara a carreira que ado­rava por aquilo? Ali, junto às margens do rio Colorado com suas águas escuras, Grace Sutter tomou um gole de cerveja e olhou para uma enorme faixa rasgada, onde mal se lia:
PASSEIOS DE JIPE E BARCO. TRATAR AQUI.
Uma onda de tristeza e melancolia invadiu-lhe a alma. Quem, em sã consciência, teria coragem de ir até aquele fim de mundo e alugar qualquer meio de transporte de uma firma que nem conseguia manter uma faixa de pro­paganda em boas condições?
Virou-se para Diana que, tentando se equilibrar em suas sandálias de salto alto num chão cheio de pedregulhos acabava de acender um cigarro.
— Custava ter trocado essa faixa rasgada?
Diana deu uma tragada e soltou a fumaça lentamente. Então, apontou para si mesma e perguntou:
— Por acaso eu me pareço com alguém que costuma trocar faixas?
Grace olhou para a irmã. Diana tinha vinte e oito anos, um a menos do que ela própria. Durante os dez anos anteriores, Diana havia trabalhado em todos os se­tores da Rapid Riggers, mas jamais iria se parecer com alguém que trocasse faixas rasgadas. Naquele exato mo­mento, ela também não se parecia com alguém que aca­bara de comparecer a um enterro. E, na verdade, nem parecia com Grace. De qualquer modo, amava a irmã e precisava muito dela.
Mesmo assim, não conseguiu evitar um último comentário:
— Bem, pelo menos você parece uma moça que poderia pedir a um dos rapazes para trocar a faixa.
Dizendo isso, tomou mais um gole de cerveja. Estava sofrendo até dizer chega... E o motivo daquele sofrimento todo não era somente a morte de seu pai.
"Por favor, meu Deus, faça essa dor parar", pensava em silêncio.
Diana olhou para ela, deu outra tragada no cigarro e soltou a fumaça em outra direção.
— Pedir a um dos rapazes é uma coisa. Pedir dinheiro a papai para comprar seja lá o que for é outra. — Ela fez uma pausa — Era outra.
Grace sentiu vontade de dizer que ela podia ter feito alguma coisa, que tinha de ter tomado uma providência. Afinal, aquele lugar era de vital importância para a fa­mília. Os Sutter estavam na cidade desde a virada do século e Rapid'Riggers era a empresa de turismo mais antiga da região. Seu bisavô construíra o velho River Inn, o pequeno hotel a poucos quilômetros das margens do rio Colorado, na época em que os sonhadores em busca de aventuras cruzavam as águas com a ajuda de grandes remos de madeira.
Grace, no entanto, ficou calada. Afinal das contas, po­dia ter ficado em Moab e ajudado seu pai. Antes de ir para Nova York e tentar a carreira de chef de cuisine. 
Ela havia sido a melhor guia turística da empresa, pi­lotando barcos e jipes como ninguém. O velho a adorava. Tratava-a como uma filha... e uma sócia. Mas, então, ela partira. E agora, a Rapid Riggers estava no vermelho e as propriedades dos Sutter, que outrora ocupavam as duas margens do rio, ficaram reduzidas a duas casas caindo aos pedaços.
Franziu a testa e afastou uma mecha de cabelo dos olhos. Embora estivesse em fevereiro, sentia muito calor. Talvez devesse ter escolhido algo mais leve para vestir. Aquele jeans e botas de caubói podiam ser perfeitos para Nova York, mas totalmente impróprios para o clima ame­no de Utah.
Olhou em volta. Do outro lado da estrada, ao norte, ficava o Parque Nacional dos Arcos, onde as rochas e pedras erguiam-se em estranhos e misteriosos formatos, suas cores oscilando entre o bege claro ao roxo escuro e o preto. 
A leste estavam os muros altos e imponentes da ponte Moab, por sob a qual passava o rio Colorado, seguindo seu caminho até desaparecer em meio a uma floresta de cedros e tamargueiras. Quando a primavera chegava, as tamargueiras atraíam milhares de mosqui­tos.
Agora, os galhos secos caíam na água, sendo arras­tados pela correnteza em direção ao desfiladeiro. Mais além jaziam quilômetros e quilômetros de um rio belo e indomável.
Vendo tudo aquilo, Grace teve a certeza de que voltava ao lar. Sentia-se feliz... e triste ao mesmo tempo. Quando decidira morar em Nova York, a reação de seus amigos havia sido variada. Alguns achavam que a filha de Sam Sutter ia se dar muito bem na cidade grande. Outros diziam que o pessoal de lá não era muito confiável e que Grace logo descobriria o fato.
Grace descobrira bem depressa.
Então, por que continuava sentido aquele aperto horrível no coração? Por que continuava sentindo... Tanta saudade de Zac?

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Incontrolável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens do Texas
O viúvo, Texas Ranger e pai solteiro, John Ruiz endureceu seu coração anos atrás. 

Dia após dia, ele rastreia os criminosos mais violentos do Estado da Estrela Solitária, deixando pouco espaço para o amor. Então, quando John conhece a bela enfermeira que está ajudando seu filho, ele fica desconcertado com a rapidez com que as faíscas voam.
Desde o assassinato brutal de sua mãe e seu irmão, Sunny Wesley dedicou sua vida a ajudar a salvar outras pessoas. 
O adorável Tonio Ruiz é apenas mais um jovem que ela está tentando ajudar, ou assim ela diz a si mesma. Mal sabe ela que ele é filho de John. E quando sua vida está ameaçada, pode um misterioso fazendeiro resgatá-la?

Capítulo Um

Faltavam duas semanas para o natal. Suna Wesley, a quem seus colegas de trabalho chamavam de Sunny, estava parada na beira da pista de dança improvisada na sala de reuniões do Hal Marshall Memorial Children’s Hospital, observando enquanto seus colegas do hospital riam e dançavam com a música vinda do sistema de som. 
Um radialista de uma estação de rádio local, conhecido de uma das enfermeiras, foi persuadido a ajudar. Havia muito ponche e refrescos. 
Médicos e enfermeiras, auxiliares e nutricionistas socializavam em volta da mesa do bufê. Era uma festa temática de feriado, o sábado depois do Dia de Ação de Graças. 
Um dos médicos preferidos da equipe tinha aceitado um emprego no leste, então era basicamente uma festa de despedida. Decorações de Natal estavam espalhadas pela sala, marcando o início do período de festas. Guirlanas, visco e sinos dourados se misturavam com laços vermelhos. 
A decoração vermelha e verde fazia com que as festas ganhassem vida. Mas o período de festividades era triste para Sunny. Porque trazia lembranças marcantes da época com seu pai, mãe e irmão mais novo. Aqueles dias estavam muito longe. 
Enquanto observava uma enfermeira flertar com um dos assistentes, Sunny desejou que tudo já tivesse terminado. Ela foi persuadida a ficar depois do seu turno e se juntar à diversão. Mas era sempre a mesma coisa. Ela ficava sozinha, porque era tímida demais para se misturar em um dos muitos pequenos grupos e se envolver nas conversas. 
Ela morava sozinha, ficava sozinha, e estava conformada em viver sozinha pelo resto da sua vida. Ela afastou o longo cabelo loiro platinado e desejou ser bonita. Seu cabelo era sua única característica atraente. Era liso, bonito e descia pelas suas costas até abaixo do ombro quando o deixava solto. 
Ela tinha grandes olhos castanhos que refletiam sua tristeza quando estava sozinha e não tinha que esconder isso das outras pessoas. Era triste ela não ter um parceiro. Sua mãe e seu pai adoravam dançar. Seu pai lhe ensinou todas as exóticas danças latinas que pelo menos três casais estavam mutilando na pista de dança. Seus pés coçavam para tentar. Mas ela evitava os homens. 
Era inútil se envolver com alguém, considerando suas limitações. Não, melhor ficar sozinha com um copo de ponche que ela nem sequer tocou e sentir pena de si mesma, vestida com o uniforme de enfermeira, com florzinhas e calça comprida, nem um pouquinho de batom ou pó em suas feições suaves. Seus olhos castanhos estavam embotados com lembranças dolorosas. A época das festividades eram as piores... 
─ Ei, Ruiz, você vai nos mostrar como dançar esse samba? - Alguém gritou para um homem alto com um casaco de pastor e um chapéu de feltro de abas largas de cor creme decorado com penas. Isso lembrou a Sunny que, mesmo em San Antonio, o outono era frio. 
Seus olhos foram para o recém-chegado. Seu coração falhou uma batida apenas por vê-lo. Ele era lindo! Alto, pele azeitonada, elegante, com poderosas pernas longas e um rosto que teria enfeitado uma capa de revista. Ele tinha um rosto muito masculino, com uma boca cinzelada e sensual. 
Os olhos negros dançavam sob um Stetson inclinado de cor creme, os dentes brancos brilharam para o autor da pergunta. 
─ Ei, parece que eu tenho tempo para dar aulas de dança para vocês peregrinos? - Ele respondeu em uma voz profunda, com um leve sotaque. 
─ Eu estou trabalhando duro! 
─ Mentira! 


Série Homens do Texas
1- O Gosto do Pecado
 2- Aprendendo a Amar
 3- Lições do Coração
 4- Caminhos do Coração
 5- Rendição ao Desejo
 6- Casamento Acidental
 7- Desafio de uma vida
 8- Caminhos da sedução
 9- Adorável Texano
 10- Acreditar Outra Vez
 11- Adeus ao Amor
 12- Anjo do Oeste
 13- Estação do Amor
 14- Primavera do Amor
 15- Marido No Papel
 16- Longo Verão Texano – Tom-Drew-Jobe
 17- O natal do Cawboy
 18- Tudo Por Um Beijo
 19- Sempre te amei
 20- Estações Do Amor
 21- with a Long -Luke,Christopher ,Guy
 22- Entregando o Coração
 23- Casamento de Branco
 24- Feitiço do amor
 25- Nas mãos do destino
 26- O Senhor Da Paixão
 27- O Fundador
 28- Fora da Lei
 29- Renegado
 30- Doce Desejo
 31- Feridas De Amor
 32- A tentação do desejo
 33- Segredos –O Estranho-Forasteiro
 34- Avassalador -O Destruidor De Corações
 35- Homem da Lei 
 36- Rosas de Inverno
 37- Coração de Aço
 38- Destemido
 39- Coração de Pedra
 40- Homem da Noite Silenciosa
 41- Impiedoso
 42- O Rebelde
 43- Indomável
 44- Perigoso
 45 –Implacável
 46 -Imutável
 47- Valente
 48- Protetor
 49- Invencível
 50- Nascido no Texas
 51 - Indomado
 52 - Defender
53- a revisar
54-  Incontrolável 






quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Segunda Chance para a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Família Montoro


É a hora de revelar seu amor verdadeiro.

Depois de escapar de um casamento de conveniência, Will Rowling vai atrás do que quer: Cat Iberra — a empregada do pai, e a mulher que perdeu quando era mais novo. 

Ele acredita que um beijo será o suficiente para reviver a paixão.
Mas Cat tem suas dúvidas sobre esse reencontro. Will a enganou uma vez, e se enganá-la de novo... bem, talvez ela esteja querendo ser enganada. 
Poderá um segredo de família acabar com sua segunda chance com o único homem que nunca esqueceu?

Capítulo Um

Juan Carlos Salazar II, o verdadeiro herdeiro ao trono
Will Rowling olhou a gritante manchete enquanto tomava café e agradecia aos céus por ter escapado de se casar com alguém da família real de Alma.
Sim, o irmão dele, James, casara-se com a linda Bella Montoro. O pai deles tivera esperanças de que Will e Bella unissem forças, mas esse plano ruíra quando fora James quem se apaixonara por Bella.
O amor era algo muito volúvel, que estragava até o plano mais perfeito. Não que Will tivesse ficado feliz com a ideia de se casar com Bella. Ele preferiria permanecer solteiro a se casar pelos interesses da empresa de sua família.
Os Montoro eram uma grande potência em Alma, agora que a poderosa família real estava sendo devolvida ao trono depois de mais de setenta anos de exílio.
O irmão de Bella estivera pronto para assumir o trono quando chocantes cartas haviam sido descobertas numa casa de campo abandonada da família, pondo em dúvida a linhagem dos Montoro e fazendo a coroa ir para as mãos do primo deles.
Agora que Will não se casaria mais, ele poderia pôr em prática seu engenhoso plano, que não envolvia amor, mas muita sedução.
Primeiro, porém, ele precisaria sobreviver àquela reunião com seu pai. Felizmente, o objetivo de Will envolvia uma funcionária bastante intrigante da casa de seu pai. Portanto, Will não via nenhum problema no fato de a reunião ser na casa dos Rowling em Playa del Onda, e não na sede da Rowling Energy.
— Notícia chocante, não?
Ainda segurando o jornal, Will se virou para ver seu pai entrando na saleta.
— Sem dúvida, essa bomba vai movimentar as coisas em Alma. — Will jogou o jornal sobre a mesa. — Acha que o parlamento vai ratificar essa coroação?
Patrick grunhiu ao se acomodar em sua cadeira.
— É apenas um lado diferente da família Montoro que vai assumir o trono. Não faz diferença na realidade. Por que pediu para me ver tão cedo?
Will permaneceu de pé; ele precisava se manter em vantagem, precisava se manter no controle. Mesmo enfrentando a vontade de seu pai, Will precisava recuperar sua vida. Não podia mais se preocupar com o que seu pai diria ou faria se ele fizesse a escolha errada.
James nunca se curvara às vontades do pai deles, e Will sempre se perguntara por que seu irmão era tão rebelde. Talvez isso tivesse demorado alguns anos, mas Will já estava pronto para se mostrar um formidável executivo.
Ele era mestre em equilibrar muitas coisas ao mesmo tempo e sempre conseguia o que queria. E, desde que beijara Cat, algumas semanas antes, ele não conseguia pensar em mais nada. Ele a queria... e a teria. O intenso encontro deles garantiria isso.
Contudo, naquele momento, Will se concentraria em seu novo cargo na Rowling Energy. Aquela reunião com seu pai seria um marco.
— Até agora, você me pôs para cuidar dos interesses petroleiros da empresa — afirmou Will. — Estou pronto para assumir controle total da divisão imobiliária também.
O pai dele inspirou fundo.
— Eu vinha esperando que você me dissesse isso — falou Patrick, sorrindo. — Você fez um trabalho incrível aumentando os lucros do petróleo.
E Will pretendia gerar ganhos financeiros em todas as divisões da empresa. E esse seria apenas o início dos planos dele para a Rowling Energy
A semiaposentadoria de seu pai lhe facilitaria uma vida cheia de poder, riqueza... e uma certa camareira que estava na mira dele.
— Já tomei a liberdade de falar com nossos clientes imobiliários em Londres — prosseguiu Will. — Informei a eles que passariam a tratar comigo.
Will olhou fixamente nos olhos de seu pai. Ele assumira um risco ao fazer aquilo, mas imaginara que seu pai ficaria orgulhoso e não questionaria a ação. Fazia anos que Patrick queria que Will assumisse o comando da empresa da família. Aos poucos, ele fizera isso.
— Outro homem poderia pensar que você está tentando fazer as coisas pelas minhas costas. — Patrick se curvou à frente e entrelaçou os dedos sobre a mesa. — Mas eu sei a verdade. Você está assumindo o comando, e é isso que quero. Estarei aqui sempre que precisar, Will. Você focou nisso durante muito tempo, e seu trabalho compensou.
Will assentiu. Parte de seu plano estava cumprido conforme ele previra. Agora, ele precisava começar a trabalhar na segunda parte. Ambos os aspectos envolviam a mesma tática: confiança. Ele precisava conquistar e manter a confiança tanto de seu pai quanto de Cat, ou tudo daria errado.
Will não toleraria o fracasso
Especialmente com Cat. Aquele beijo gerara uma onda de emoções que ele não conseguia ignorar. Cat, com seu corpo pequenino e curvilíneo que se ajustava perfeitamente ao dele, beijara-o como uma mulher sedenta, e Will ficara feliz em lhe dar o que ela queria.
Infelizmente, desde então, ela o vinha evitando. Ele não enxergava nisso um sinal de desinteresse. Se ela não estivesse interessada, agiria como se nada tivesse acontecido. Mas a maneira como ela não parava de evitá-lo quando ele ia visitar seu pai na mansão de Playa del Onda apenas mostrava a Will que Cat estava tão abalada quanto ele.

Tentação e Dever

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Família Montoro
Ele terá que escolher entre seu país e seu coração...

Juan Carlos Salazar II nunca pensou que se tornaria o rei de Alma. Mas quando um segredo explosivo o torna o próximo na linha de sucessão, ele está pronto para sacrificar toda a sua vida para assumir o seu legado. Até que ele vê a princesa Portia Lindstrom na coroação e é amor à primeira vista! Mas os segredos de Portia vão testar a devoção de Juan Carlos, que será tentado a esquecer completamente o seu dever.

Capítulo Um

Juan Carlos Salazar II estava no altar da Catedral de Santa Lucia, a cabeça erguida para aceitar a responsabilidade e a honra de ser coroado rei de Alma, restaurando a monarquia.
Ele ficara órfão bem cedo e fora acolhido por seu tio. Desde então, vivera uma vida cheia de determinação e dignidade. Sempre soubera que coisas grandiosas lhe aconteceriam se ele trabalhasse duro e mantivesse o foco. Mas rei?!
Com o cetro abençoado nas mãos, ele viu a austera cerimônia se aproximar do fim. O primeiro-ministro Rivera fizera um discurso cheio de esperança pelo país, um pequeno conjunto de ilhas próximo da Espanha que fora arrasado pela ditadura dos Tantaberra, já deposta.
O arcebispo Santiago pôs o manto real nos ombros de Juan Carlos. Quando ele se sentou, o arcebispo colocou a coroa de Alma na cabeça dele. Agora, ele era o rei de Alma, o verdadeiro herdeiro do trono. Ele fez o juramento, prometendo ser muito mais do que uma figura decorativa, jurando devolver a ordem e a esperança ao país.
Era um momento monumental para a história de Alma, e ele estava feliz por ter o apoio de seus primos, Gabriel, Rafe e Bella. Eles estavam sorrindo, Bella, com lágrimas nos olhos. Todos haviam morado e prosperado nos Estados Unidos antes daquilo, e, que Deus o perdoasse, mas Rafe e Gabriel, que haviam estado na linha de sucessão ao trono antes dele, mas haviam sido desqualificados, não eram adequados aos rigores e ao sacrifício da vida da realeza. Eles estavam felizes por Juan Carlos ter aceitado o cargo.
Uma mulher sentada várias fileiras atrás de seus primos chamou a atenção dele. Olhos azuis se destacavam contra seu rosto de porcelana e seu cabelo loiro-claro. Ela parecia uma rainha da neve. E, ao ser levado pela nave após a coroação, o olhar de Juan Carlos se entrelaçou ao dela por um instante, e ela deu uma piscadela. Para ele? Os lábios dele se ergueram imediatamente com essa ideia, mas Juan Carlos conteve o sorriso. Mesmo assim, seu coração deu piruetas.
Ele foi escoltado da catedral pela guarda real, recebido pela população em júbilo durante o desfile. Ele entrou num conversível, acenando em seu caminho até o palácio. Lá, Juan Carlos começou seu primeiro discurso como rei.
— Cidadãos de Alma, como seu novo rei, prometo honrar a soberania de nossa nação, pôr o país sempre em primeiro lugar e trabalhar com nosso parlamento para restaurar a democracia. Nossas liberdades nunca mais serão ameaçadas.
A multidão vibrou.
— Viva Juan Carlos!
Na realidade, ele era um estrangeiro, um americano. Ainda assim, o povo o aceitara e buscava nele o estabelecimento de um país melhor.
Ele não os decepcionaria.
Por mais austero que seu dia tivesse sido, Juan Carlos reservou um momento para refletir sobre a coroação e a imagem daquela linda mulher de vestido de chiffon azul-claro, seus olhos vibrantes como as águas do oceano. Ele a procurara durante o desfile e o discurso, mas se decepcionara.
Ela fora uma distração da seriedade do dia.
Aquela piscadela o fizera sorrir.
Quem seria ela?
E ela aceitaria ter os filhos dele?
— PRECISO CHAMAR você de alteza? — perguntou Rafe, primo dele, ao apertar a mão de Juan Carlos. Eles estavam num canto do salão de festas do palácio. O baile da coroação estava em andamento, e a orquestra tocava animadas músicas.
— Além de “pirralho”, “idiota” e cabeça de vento, como quando éramos crianças?
— Ei, eu não era tão ruim assim.
— Você era um ano mais velho, e isso lhe dava direitos de bullying.
— Certo, assumo minha culpa. Mas, agora, você pode mandar me enforcarem.
— Você pode me chamar como sempre. Guarde o “alteza” para ocasiões formais.
A expressão de Rafe ficou séria.
— Mas sério, Juan Carlos, parabéns. A família está orgulhosa de você. Você é o único de nós que nasceu para isso. Está honrando o último desejo de Tia Isabella.
Juan Carlos chegara ao trono por acidente, depois de Bella ter descoberto cartas secretas que revelavam que o finado avô de Rafe, Gabriel e Bella, Raphael Montoro II, fora um filho ilegítimo. Por isso, nenhum dos primos de Juan Carlos estava apto a assumir o trono.
— Obrigado, primo. Andei pensando na minha avó nessas últimas semanas e acho que ela aprovaria. Isso significa muito para mim. — Ele suspirou. — Espero fazer a dif... — Ele teve um vislumbre de uma mulher de azul e esticou o pescoço para ver melhor.
Era ela. Ela estava no baile. Apenas dignitários, amigos e parentes, juntamente com fotógrafos e jornalistas, haviam sido convidados.
— Ei — falou Rafe –, o que você está olhando?
— Ela veio — murmurou ele, sem desviar o olhar.
— Juan Carlos?
— Hã... Eu vi uma mulher na coroação e não consegui parar de pensar nela.
— Preciso ver isso. Qualquer mulher que consiga distraí-lo num dia como hoje deve ser especial. Onde ela está?
— Não vou apontar. Basta procurar a mulher mais linda do salão.
— Emily está bem ali, conversando com Bella.
— O recém-casado apaixonado. Agora, encontre uma mulher de azul que não seja sua esposa.
— Se você tivesse aceitado receber todos os convidados formalmente, já a teria conhecido.
Juan Carlos não quisera uma fila rígida e constrangedora de pessoas a parabenizá-lo. Ele iria a cada um de seus convidados e falaria com eles durante a noite. Ele jurara ser o rei do povo para o povo.
— Ah, agora, estou vendo. Bem loira, belo corpo, olhos bonitos.
— Ela mesma. Sabe quem é?
— Não, mas, aparentemente, ela conhece Alex e Maria Ramon.
— Sendo assim, acho que é hora de eu ir falar com o ministro-adjunto do Comércio de Alma e a esposa dele, não?
Juan Carlos atravessou o salão rapidamente. Alex o viu e sorriu.
— Alteza.
Maria, nada dada a cerimônia, abraçou Juan Carlos.
— Estou feliz pelo dia de hoje, alteza. É disso que Alma precisa.
— Obrigado, Maria.
Quando ele fez contato visual com a loira, Juan Carlos sentiu algo percorrer seu corpo. Hipnotizado, ele não conseguiu desviar o olhar.
— Quero apresentá-lo Portia Lindstrom, princesa de Samforstand.
Princesa?
Ela poderia ter os filhos dele.
Juan Carlos ofereceu a mão e, quando a delicada palma dela a tocou, ele sentiu novamente aquela sensação.
— É um prazer conhecê-la, princesa. Fico feliz por ter ido à coroação. É um bom dia para Alma.
— Tenho certeza de que sim, majestade. Por favor, pode me chamar de Portia.
— Vou chamar. Se você me chamar de Juan Carlos.