segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Silv.Silen

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Psy-Changeling Trinity 
A paixão selvagem encontrará a mais sombria da traições...

Controle. Precisão. Família. Estes são os princípios que conduzem Silver Mercant. Num momento em que o incipiente Acordo Trino procura unir um mundo dividido, com Silver desempenhando um papel crucial como diretora de uma rede de resposta a emergências a nível mundial, a loucura e o caos são as últimas coisas que ela precisa em sua vida. Mas é exatamente isso que Valentin Nikolaev, alfa dos Ursos StoneWater, traz consigo.
Valentin nunca conheceu uma mulher mais fascinante. Embora Silver seja governada pelo silêncio – sua mente distante de toda emoção – Valentin sente um sussurro de fogo ao redor dela. É isso que o mantém escalando edifícios para estar perto dela. Mas quando a sombra de um assassino quase consegue envenenar Silver, as apostas ficam seriamente graves... E Silver encontra-se no coração de um poderoso clã de ursos.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fonte de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Inesperados

Em troca de seu legado eles oferecem uma aliança de diamante!

O nascer do amor!
Esther Abbott viajava pela Europa quando recebeu a proposta de ser barriga de aluguel. 

Desesperada por dinheiro, ela aceita. Porém, quando o acordo é quebrado, Esther é deixada grávida e sozinha, sem ninguém a quem recorrer… além do pai do bebê. Ter um filho com uma mulher que nunca conheceu é um escândalo que o bilionário Renzo Valenti não pode permitir. 
Após um divórcio difícil e com uma reputação a manter, a única escolha de Renzo é reconhecer a criança como sua herdeira legítima… e convencer Esther a ser sua esposa!

Capítulo Um

— O problema, Dr. Valenti, é que estou grávida.
Renzo Valenti, herdeiro da fortuna da família, cujos negócios se concentravam em bens imobiliários, conhecido mulherengo e farrista assumido, olhou a estranha parada à sua porta.
Nunca tinha visto aquela criatura antes. Disso tinha absoluta certeza.
Não sentia atração por mulheres que pareciam ter passado a noite suando, vagando pelas ruas quentes de Roma, enroladas em lençóis de cetim.
A mulher de rosto vermelho, sem maquiagem, tinha o cabelo comprido, escuro e despenteado preso num coque.
Usava o mesmo tipo de roupa das americanas que invadiam a cidade no verão. Regata justa e reta e saia longa, que quase cobriam os pés empoeirados calçados com rasteiras muito gastas.
Se, por acaso, cruzasse com ela na rua, nem a olharia. Porém, ela estava na casa dele. E havia dito o que nenhuma mulher lhe dissera desde que tinha 16 anos.
Mas, nem ela nem as palavras dela tinham qualquer importância.
— Não sei se dou os parabéns ou os pêsames. Depende.
— O senhor não entende.
— Não — afirmou seco, em meio ao relativo silêncio do espaçoso hall. — Você praticamente invadiu a minha casa e convenceu minha governanta a deixá-la falar comigo.
— Eu não forcei nada. Luciana me deixou entrar de bom grado.
Jamais demitiria a governanta. E o pior é que a funcionária, uma senhora já sabia disso. Então, quando Luciana deixou a moça histérica entrar, ele teve a sensação de que ela queria puni-lo por seu notório comportamento em relação às mulheres.
Não era justo. Essa criaturinha — que parecia mais à vontade sentada na calçada, nas proximidades de Haight-Asburry, tocando guitarra em troca de moedas — devia representar a punição para um homem. Mas não a dele.
— Bem, de qualquer modo, não tenho tempo nem paciência para essa conversa.
— O filho é seu.
Ele riu. Não havia outra reação a uma afirmação tão absurda. E também não sabia como lidar com o estranho peso e tensão ao ouvir a declaração.
Na verdade, conhecia o motivo de ter sido afetado daquela maneira. Mas não deveria.
Não imaginava nenhuma circunstância em que pudesse ter encostado um dedo naquela hippie ridícula. Além do mais, passara os últimos seis meses preso a um casamento de aparência.







Série Amores Inesperados
1- Enfeitiçado Pela Paixão
2- Desejo Profundo
3- Fonte de Amor

O Segredo de Larah

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ela não era livre para revelar seu amor a Stein.

Assustada com a força dos próprios sentimentos, Larah não consegue afastar a lembrança do beijo doce de Stein. 
Desde que chegou à Noruega, esse homem a fascina, embora a julgue uma interesseira sem escrúpulos, preocupada apenas com uma herança que até então desconhecia.
Mas não importa o que ele pense, nunca lhe revelará o motivo real de sua viagem. 
Nem que precise suportar-lhe a ira e, pior, esquecer o amor que floresce em sua alma...

Capítulo Um

Quando Larah Thornton desceu da balsa que a levara de Newcastle, na Noruega, sabia que não poderia mais voltar atrás em sua decisão.
Deu graças a Deus quando, ao chegar no hotel em que passaria a noite, conheceu um casal de meia-idade, os Pearson.
Não que lhes tivesse contado o verdadeiro motivo daquela visita à Noruega: tudo o que sabiam era que perdera a mãe havia um mês e, por isso, passaria uma temporada na casa de uma tia, em Dalvik. Ainda assim, conversando com eles, pôde extravasar o nervosismo e relaxar um pouco.
Ficara sabendo, então, que numa de suas viagens o casal se apaixonara pelo país, conhecendo-o de ponta a ponta. Tornou a vê-los na manhã seguinte enquanto procurava um lugar no abarrotado restaurante do hotel. A Sra. Pearson fizera questão de que se sentasse à mesa com eles.
— Queríamos revê-la antes que fosse embora — acrescentou a mulher, olhando de relance para o marido.
Ao sentar-se, Larah percebeu que havia sido assunto de uma conversa entre eles.
— Vamos para Geilo hoje e Norman disse que fica pertinho de Dalvik. Se quiser, podemos lhe dar uma carona até a casa de sua tia — ela anunciou, confirmando a suspeita.
Isso resolveria um dos problemas de Larah. Sabia que precisava tomar um trem até Geilo para chegar a Dalvik, mas não sabia como conseguiria chegar à cidadezinha falando tão pouco a língua daquele país. Até então encontrara muitos noruegueses que falavam inglês, mas teria a mesma sorte numa zona menos desenvolvida?
— Tem certeza de que não vou atrapalhar a viagem de vocês?
— Absoluta — o Sr. Pearson apressou-se a dizer, sorrindo como a esposa. — Já que ontem à noite nos disse que ninguém a espera...
— Sim, é uma visita surpresa — ela confirmou, esperando que seu sorriso escondesse a ansiedade que sentia. Temia que a visita fosse mais um choque do que uma surpresa para a tia.
Mais tarde, porém, começara a se arrepender por não ter seguido a viagem sozinha. Apesar da agradável companhia do casal, teria sido melhor se tivesse ido de trem até Geilo, pois àquela altura já teria chegado a Dalvik e enfrentado o encontro com tia Anne.
Mas, no ritmo em que viajavam, ainda não tinham sequer chegado a Geilo. Logo de início, o Sr. Pearson resolvera passear pela cidade, antes de partir. Depois, a caminho, Larah descobriu que, devido às estradas sinuosas, ninguém conseguia chegar com rapidez a lugar algum da Noruega, um país todo recortado por fiordes — golfos estreitos e profundos entre montanhas altas.
Além disso, o casal fazia questão de parar diversas vezes para admirar a paisagem, descansar ou se alimentar. Nessas ocasiões, conversavam bastante durante períodos não inferiores à uma hora.
Eram oito horas da noite quando chegaram a Geilo. Para desespero de Larah, o Sr. Pearson anunciou com alegria que se hospedariam num hotel e continuariam a jornada para Dalvik no dia seguinte. Como se não bastasse, resolveu que passaria ainda por cinco cidadezinhas, o que significava que chegariam ao vilarejo apenas à tardinha do dia seguinte!

Doce Escândalo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um segredo devastador!

A vida de Zach Torr mudou por completo no momento em que viu Summer Wallace. E mesmo após 15 anos, ele jamais conseguiu perdoá-la pela forma como esse romance terminou. 
Ao descobrir que Summer está envolvida em um escândalo, esse poderoso magnata encontra a oportunidade perfeita para se vingar. Então, á faz uma proposta: Ele irá ajudá-la. Em troca, Summer deverá render-se a todos os seus desejos, mas sentimentos e fantasias de um final feliz terão de ser deixados de lado. 
Porém, Zach nunca mais será o mesmo quando o segredo que Summer guarda por todo esse tempo for revelado!  

Capítulo Um   

Bonne Terre, Luisiana
Zach Torr estava de volta à cidade, e Summer Wallace foi consumida por emoções sombrias.
Estacionou o carro alugado na frente da casa de formato irregular e dois andares. Suspirando, pois receava ter problemas com a avó e o irmão por causa de Zach. Pegou a mala, a bolsa e a pasta.
Então viu as páginas soltas do script no chão e a pequena Bíblia branca que sempre a acompanhava. Guardou tudo na pasta.
Fechou a porta e, a caminho da casa, avistou Silas, o gato preto e branco da avó, cochilando à sombra da residência.
— Seu preguiçoso.
A brisa suave balançou os jasmins e os cornisos, trazendo o perfume da floresta de pinheiros à margem da propriedade da avó. Não que Summer estivesse sem disposição para usufruir da beleza luxuriante e verdejante do final de agosto na casa de sua infância. Mas fazia um calor insuportável e ela estava se preparando para discutir com a avó. E logo por causa de quem? Zach.
Quinze anos atrás, quando tinha fugido de casa após a morte da mãe, tinha certeza de que ele saíra para sempre da sua vida.
Até a avó ligar, há uma semana.
Já era tarde, e Summer morria de cansaço após os ensaios de uma peça importante.
— Duvido que adivinhe quem anda aqui na cidade comprando propriedades para abrir um cassino — disse a avó, em tom dissimulado.
A avó tinha a mania de ligar tarde e soltar algumas bombinhas de jeito aparentemente inocente. Summer afundou na poltrona favorita à espera da explosão.
— Adivinha quem comprou a propriedade do velho Thibodeaux e contratou o seu irmão, Tuck? — perguntou a avó.
Tuck arrumara emprego? Que boa notícia! A avó andava preocupada com ele depois da recente briga com o xerife Arcenaux. Entretanto, pressentiu que não devia se animar.
— Quem?
— Zach Torr.
Summer congelou. O irmão, desajuizado em quase todas as áreas, não podia trabalhar para Zach, que, por sua vez, só podia ter interesses escusos em relação à sua família, depois do ocorrido.
Summer atingira a fama; Zach ficara muito rico, e o trágico amor juvenil entre os dois fora muito picante. Toda vez que a história era mencionada, ela sempre se surpreendia com o quanto ainda doía, embora fosse considerada a vítima inocente, e ele, o vilão.
De vez em quando, lia sobre como ele era frio e injusto. Nunca se esquecera de como ele se vingara da madrasta.
Qualquer nova ligação entre Zach e sua família seria um desastre.
— Você não é a única ex-moradora de Bonne Terre famosa.
Engasgou ao tentar digerir a novidade.
— Zach agora é bilionário.
Summer já sabia disso, é claro. Todo mundo sabia.
— Mesmo assim, ele consegue arrumar tempo para jogar Copas com uma idosa quando vem à cidade... E me dizer como Tuck vai no emprego.
Zach tinha ido jogar cartas com a avó? Relatar os progressos de Tuck, seu empregado? Péssimo.
— Vó, ele está tentando se aproximar.
— Que mania de achar que tudo gira em torno de você. O namoro acabou já faz quinze anos.
Quinze anos. Mas tinha a ver com ela. Com certeza.
Summer tentou convencer a avó de que Tuck devia largar o emprego, porém a avó, cansada de todas as confusões armadas pelo neto desde o ensino médio, se recusava a ouvir qualquer acusação contra Zach, de quem se tornara a fiel escudeira. Então acertou um golpe baixo em Summer.
— Você nunca vem, e eu me divirto com Zach. Ele sabe lidar com Tuck. Uma noite dessas, ele e Nick levaram Tuck para pescar camarões.
— Um bilionário num barco de pesca?
— Isso mesmo. Ele comprou um barco novinho em folha e mandou consertar a casa de Nick. Precisa ver como ele está em forma. Mais lindo do que nunca.
m forma. Rico e lindo. Tinha visto fotos e sabia como era lindo. Ai, por que ele não se transformara num zero à esquerda, conforme o padrasto de Summer previra?
— Rico daquele jeito, é impossível que uma velha como eu, com uma neta linda e solteira, não se pergunte o motivo de um partidão como ele continuar solteiro.
— Vó, a gente tem uma história escandalosa, sórdida. Tenho certeza de que ele quer esquecê-la tanto quanto eu!

Pecado Sedutor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um plano de vingança!

A África era o último lugar no mundo onde ô filantropo Cal Jeffords esperava encontrar a glamorosa Megan Rafferty, viúva de seu ex-sócio. Porém, agora que conseguiu rastreá-la, ele colocará em prática o plano de seduzi-la para desvendar o que aconteceu com o dinheiro que foi desviado de sua instituição de caridade. Megan está mesmo escondendo um grave segredo… Mas não é o que Cal pensa. E quando a verdade for revelada, ele perceberá que deixá-la será uma tarefa impossível!
Capítulo Um

São Francisco, Califórnia, 11 de fevereiro
A MANCHETE do jornal Página 2 era um tapa na cara de Cal Jeffords.
Dois anos mais tarde.
Viúva de executivo e dinheiro da fundação: dois desaparecidos
Deixando escapar um grito de raiva, Cal amassou o jornal da manhã. A última coisa de que ele precisava era um lembrete de que aquele seria o segundo aniversário do suicídio de seu melhor amigo e parceiro nos negócios. Da mesma maneira que não precisava de uma foto granulada para se lembrar de Nick e sua esposa Megan, com sua beleza de estrela de cinema, suas roupas feitas sob medida, sua mansão multimilionária e sua incrível falta de decência humana, tão incrível que a levou a roubar dinheiro de uma obra de caridade e deixar a culpa nos ombros do marido.
Deixando escapar outro grito, dessa vez de frustração, ele jogou o jornal na lata de lixo.
Não lhe restava dúvida de que aquela terrível confusão fora culpa de Megan. No entanto, duas perguntas continuavam rondando sua mente, mesmo após dois anos: como e por quê? Megan teria obrigado Nick a ser cúmplice no crime? Será que aquela vida desenfreada, de tantos gastos, levara Nick Rafferty a roubar dinheiro de um projeto de caridade para sanar suas dívidas? Ou Megan teria roubado tudo sozinha, forçando o marido assumir a culpa? Megan tivera inúmeras oportunidades de roubar o dinheiro levantado para as obras de caridade; ô próprio Cal tinha evidências disso.
Mas ele nunca poderia ter certeza...
Um dia depois de o escândalo explodir, ele encontrou Nick caído sobre sua mesa de trabalho, com as mãos ainda segurando a pistola que dera um fim à sua vida. Após o funeral fechado, no qual ninguém alheio à família pode entrar, Megan desapareceu. O dinheiro roubado, que poderia resolver o problema de milhões de refugiados de países em guerra, nunca foi recuperado.
E não era preciso ser um gênio para perceber a conexão entre os dois fatos.
Muito agitado para se sentar, Cal estirou o corpo e seguiu em direção à janela, do outro lado do escritório. Aliás, o seu escritório ficava no vigésimo oitavo andar do edifício J-COR, com uma incrível vista da baía e também da ponte atravessando suas águas cinzentas e agitadas. Além da Golden Gate, o revolto Oceano Pacífico se estendia até perder-se de vista.
Megan estava em algum lugar lá fora, Cal sentia isso, e tal sensação carcomia seus ossos. Ele conseguia visualizá-la em uma ilha distante, vivendo como uma marajá, gastando os milhões roubados da sua fundação de caridade. No entanto, o que o intrigava não eram apenas os milhões desaparecidos...

Duas vezes Apaixonada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Laura sentia que já havia pertencido àquele homem!

Laura Tierney estava no aeroporto de Tóquio, esperando o avião que a levaria de volta aos Estados Unidos. 
De repente, sentiu-se zonza, flutuando, girando...
Lembrava-se de seu amor e murmurava o nome de Clark Butler, que há poucos dias lhe dissera, rindo: “Acho que já nos conhecemos em outra vida”.
Laura precisava descobrir o que havia acontecido na outra encarnação!

Capítulo Um

— Não nos conhecemos antes?
Laura Tierney ouviu as palavras saindo de sua boca e mordeu o lábio, aborrecida. As palavras ficaram suspensas no ar, irreparáveis. Não poderia ter dito alguma coisa mais original?
O homem alto a quem havia feito a pergunta a olhava friamente. Nos olhos cinzentos transparecia descaso.
“Se alguém puxasse conversa comigo dessa maneira, também não me impressionaria”, Laura pensou. Não se dirigira a ele à toa, só para se aproximar, mas ninguém na ilha de Java acreditaria nisso. Principalmente aquele americano sofisticado, que devia conhecer técnicas de abordagem mais eficientes. Parecia que nada o impressionava e uma pergunta assim, tão desajeitada, não merecia atenção.
Mas Laura conhecia aquele homem. Tinha certeza. Só não conseguia lembrar onde e quando o vira. Na realidade, não podia dizer que o conhecia de fato.
Durante a reunião maçante e interminável no escritório, estivera, o tempo todo, ciente da presença dele. Sentia uma afinidade que não conseguia definir. O corpo esguio e o rosto bem bronzeado não lhe eram familiares, mas havia alguma coisa... alguma coisa mais profunda do que a aparência física, que dava a certeza de já tê-lo visto antes...
Isso a deixava inquieta. Sua mente estava confusa, mas os instintos falavam alto: aquele homem não era um desconhecido!
A resposta que recebeu foi desencorajadora:
— Não, acho que nunca nos vimos antes.
“Ele pensa que estou tentando conquistá-lo”, pensou. De repente, aborreceu-se com o vestido amassado e o brilho no rosto. Os cabelos escapavam do coque no alto da cabeça e ela tentou arrumá-los. Sentiu-se incomodada e insegura com sua aparência. Não é fácil manter um ar imaculado, quando se mora nos trópicos. Menos ainda depois de passar duas horas dirigindo um jipe sem capota e outras duas horas num escritório apertado e sem ar-condicionado.
Foi envolvida por uma espécie de revolta. Desafiadora, ergueu o queixo e o encarou, de uma maneira quase teimosa:
— Conheço você.
Com uma calma irritante, ele respondeu:
— Está bem, mas eu não a conheço.
Então, nada mais havia para ser dito. Laura não pretendia começar uma discussão com o homem e tudo o que lhe restava era sair da conversa com o orgulho intacto...
“Laura, minha filha”, disse para si mesma, “vê se capricha na resposta!” Levantou-se e esticou ao máximo o corpo esguio de um metro e setenta. Endireitou os ombros e lançou seu mais largo sorriso, respondendo no melhor estilo irônico, querendo ser tão agressiva quanto ele fora:
— Talvez seja alguém parecido com você. Mas, pensando melhor, lembrei que era uma pessoa educada, gentil e muito charmosa... 

A Fugitiva do harém

O fascínio da paixão num país de sonhos

Leonie olhou em volta, observando mais uma vez o piso de mármore rosa, os vitrais coloridos, os azulejos decorados. Tanto luxo... Suas roupas de sultana lhe davam uma aparência diáfana, como uma personagem das Mil e uma Noites.
No entanto, de que lhe valia aquele cenário de sonho? Para Badyr, era apenas mais uma mulher no harém. Uma prisioneira, na verdade. Jamais lhe permitiriam ficar ao lado do marido; jamais lhe dariam o direito de tornar-se uma esposa de verdade...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Núpcias de Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Apenas conveniência?

A bela Helen Frayne jurou fazer o que fosse preciso para manter a propriedade da família. Mas não imaginava que teria de ir tão longe… 

O arrogante milionário francês Marc Delaroche deseja Helen mais do que qualquer outra mulher. 
E está certo de que conseguirá persuadi-la a ser sua esposa em troca da preciosa mansão que ela chama de lar. Sem escolha, Helen aceita a proposta, acreditando que o casamento seria de conveniência. 
Contudo, não demora para ela perceber que é impossível resistir ao poder de sedução de Marc.

Capítulo Um

Helen nunca se sentira tão nervosa. E a aridez do lugar certamente não ajudava. Estava bem no centro de Londres, no escritório central da Restauration International, uma organização que se dedicava a projetos de conservação histórica.
Ela esperara encontrar paredes repletas de obras de arte, mobília antiga e tapetes persas. Algo dotado da graça e do charme de antes.
Em vez disso, foi saudada por uma recepcionista muito convicta e despachada para esperar numa sala de vidro e aço cromado, onde havia apenas um bebedouro para lhe fazer companhia durante os longos e enervantes minutos de espera.
As mãos apertavam a alça da pasta enquanto ela repassava mentalmente os pontos que deveria abordar quando estivesse diante dos diretores da Restauration International.
Eles são a minha última esperança, pensou. Todas as outras fontes já secaram. Então preciso que funcione.
— Pareça profissional. — Lottie, uma amiga, aconselhara.
Helen seguiu o conselho à risca e estava usando uma saia cinza de boa qualidade, uma blusa branca de algodão e o velho blazer preto. O cabelo castanho-claro, que precisavam desesperadamente de um bom corte assim que ela tivesse tempo e dinheiro, estavam presos por uma fita preta na altura da nuca. As orelhas estavam ornadas por brincos de prata em formato de bolinha.
Aquela reunião colocava tanta coisa em jogo!
Toda minha vida, pensou ela. Tudo o que tenho de precioso e que agora depende da boa vontade de estranhos.
De algum modo preciso convencê-los de que vale a pena salvar Monteagle. Assim como meu pai e meu avô, não vou desistir de lutar para ver o lugar cair no esquecimento. Ou, ainda pior, nas mãos de Trevor Newson.
Ela estremeceu ao se lembrar do sorriso complacente naquele rosto redondo, como se a vitória dele fosse inevitável. Como se estivesse contando os dias até que pudesse transformar Monteagle no grotesco parque temático medieval que tanto desejava.
Foram esses planos que a convenceram a fazer essa última tentativa desesperada de conseguir dinheiro para realizar os reparos urgentes de que o imóvel tanto precisava.
Todas as outras empresas que ela procurara haviam rejeitado o pedido de ajuda financeira, alegando que Monteagle era uma propriedade muito pequena, sem importância e fora das rotas turísticas.
Mas posso conseguir sozinha. Posso dar conta.
Ao menos fora isso que Nigel dissera, lembrou-se com uma pontada de mágoa. Talvez ela não devesse mesmo esperar que o namorado estivesse ali também. Mas é que eles já vinham se encontrando há um bom tempo, portanto seria lógico que ele se dispusesse a lutar com ela para salvar Monteagle.
Na verdade, Helen precisava admitir para si que Nigel fora meio indiferente em relação à luta para manter a casa. Ele não era um homem de poucas posses: trabalhava em um banco de investimentos e, além disso, herdara um bom dinheiro da avó. Entretanto, nunca lhe oferecera ajuda prática.
Aquilo era um assunto sobre o qual realmente precisariam conversar... assim que ela conseguisse a doação. Afinal, Helen estava determinada a ser autossuficiente e tinha vários projetos em mente para aumentar os lucros da propriedade.
Só que nos últimos tempos eles não tiveram oportunidade de conversar muito sobre coisa nenhuma. O que provavelmente havia acontecido mais por culpa dela. Tudo bem que o trabalho de Nigel realmente o mantivera preso a Londres nas últimas semanas, mas ela estivera tão envolvida em preparar a apresentação para o comitê, que mal sentira falta dele.
Que coisa estranha de se admitir sobre o homem com quem iria se casar!

Carícias Compradas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Em troca de amor, Lainie sofreu as piores humilhações.

Sozinha na cama, Lainie lembrou-se de como Rad a havia tomado nos braços, exigente, quase selvagem. De como lhe percorrera o corpo com mãos ávidas, invadindo-lhe a intimidade até que se sentisse satisfeito.
Agora Lainie teria de voltar para casa e explicar à mãe de que forma arranjara dinheiro...
Como resgatar a dignidade, depois de ter escolhido aquele caminho?

Capítulo Um

O céu lá fora estava azul, claro e límpido. O sol brilhava forte e quente. O verde das árvores que sombreavam as ruas era profundo, e os gramados, bem tratados, com seus arbustos rigorosamente aparados, contrastavam com o asfalto brilhante e escuro.
Nas casas de tijolos e madeira morava a sociedade culta, influente e estável de Denver, Colorado.
Lainie MacLeod, com os braços cruzados e mordendo o lábio num gesto nervoso, olhava fixamente pela janela, através da fina cortina de renda branca. Observava os dentes-de-leão amarelos que adornavam a entrada da casa.
Suspirou. O que realmente precisava era de um jardineiro que trabalhasse meio período, mas não havia como esticar o orçamento para poder pagá-lo. Teria, de alguma maneira, de encontrar tempo para cuidar do jardim, assim como havia feito com as outras tarefas da casa.
Não havia necessidade de fingir que o dinheiro andava curto. Lainie estava consciente de que seus vizinhos conheciam sua precária situação financeira. Claro que eles haviam notado a constante remoção de objetos valiosos da casa, apesar de isso ter sido feito com a mais absoluta discrição. Na verdade, só o orgulho fazia Lainie manter intata a imponente fachada da construção, pois não queria mostrar a ninguém o estado de quase penúria em que se encontrava.
Um conversível brilhante virou a esquina e estacionou à entrada da garagem. A motorista passou a mão nos fartos cabelos castanhos, antes de descer do carro.
Sorrindo, Lainie dirigiu-se para a porta, lançando um olhar para a escada que dava para o quarto de sua mãe; a última coisa que desejava era que a campainha a acordasse, pois havia acabado de pegar no sono. Isso significaria milhares de explicações para justificar a visita de Ann Driscoll, e Lainie não estava com disposição de explicar nada. 
Sua mãe nunca havia aprovado essa amizade, insistindo em que Ann não possuía nem o berço nem a cultura de Lainie. E isso não era verdade, pois os pais e o marido de Ann eram pessoas educadas, com boa situação financeira. Mas a Sra. Simmons dava exagerado valor à aparência: considerava Ann uma boêmia e a tratava como tal. A determinação de Lainie, porém, conseguira fazer com que aquela amizade se mantivesse.
Lainie considerava Ann sua única e verdadeira amiga, e sabia que ela a ampararia em qualquer crise. Assim, quando foi recebê-la na porta, estava feliz. Como sempre, Ann a cumprimentou com alegria; sua emoção se refletia nos lindos olhos azuis, que sempre transmitiam seus sentimentos, fossem eles de felicidade, tristeza, frivolidade ou raiva.
Mas, apesar de toda a alegria pelo encontro com sua melhor amiga, Lainie mantinha o ar preocupado, olhando da porta para o alto da escada. Quando as duas se dirigiram para a cozinha, nos fundos da casa, Ann estudou Lainie com o olhar. Para qualquer estranho, ela poderia parecer uma fascinante mulher assustada, mas para Ann, que a conhecia há mais de dez anos, os sinais de cansaço e tensão eram bem visíveis.
As olheiras escuras realçavam ainda mais os cílios incrivelmente pretos, e os olhos verdes amendoados revelavam noites seguidas de vigília. A saia xadrez, branca e marrom, estava larga na cintura e a blusa branca de linho, de mangas curtas, deixava à mostra os braços muito finos. Tudo indicava que a perda de peso de Lainie estava lhe roubando a energia. Mesmo seus cabelos castanhos, que haviam sido tão bem tratados e costumavam brilhar como cetim lustroso, estavam opacos. 
Lainie não tinha mais tempo para se importar com isso nem para cuidar de si própria; mantinha-os presos na nuca e afastados do rosto. O estilo severo enfatizava as maçãs proeminentes de seu rosto, mas o resultado não era muito bom.
Ann sabia que não adiantaria nada comentar a aparência da amiga; sorrindo, tentou disfarçar sua ansiedade e aceitou o copo de ponche que Lainie lhe ofereceu.
— Como está sua mãe? O médico já esteve aqui hoje? — Ann observou a ligeira ruga de preocupação que se formou na delicada testa de Lainie, antes que ela respondesse com suavidade:
— Sim. Ele achou que mamãe estava bem, o que a deixou muito irritada..

Série Irmãos e Rivais

1- Acordo Impulsivo
ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Alejandro Aguilar não mistura negócios com prazer. 


Porém, sua nova funcionária, Elise Jameson, o faz querer quebrar as próprias regras. 
Ao trabalharem juntos em uma fusão multibilionária, ficam tentados a se entregarem ao desejo. Contudo, Alejandro vê traição por todos os lados… inclusive nos olhos de Elise.





Capítulo Um

Ao sair do banho frio, Alejandro Aguilar ouviu o telefone tocar. Eram 4h, mas ele tinha uma boa ideia de quem estaria perturbando a sua rotina matinal.
Pendurando a toalha em um dos ombros, ele atravessou o quarto da suíte e atendeu.
— Fechado?
Seu diretor de estratégia, Wendell Grant, abafou um suspiro.
— Sinto muito, mas eles não se abalaram. Oferecemos tudo o que podíamos, inclusive meu filho mais velho...A piada caiu no vazio, deixando Wendell embaraçado.
Alejandro apertou o fone com força. Sua suspeita se tornara uma certeza arrepiante. Eram indícios demais para ignorar.
— Francamente, não sei por que, de repente, eles se tornaram tão intransigentes — continuou Wendell. — A equipe dos irmãos Ishikawa se recusa até a discutir o motivo pelo qual eles precisam de mais tempo.
Alejandro sabia qual era o problema. Os diretores do conglomerado japonês de comércio eletrônico estavam adiando o acordo, que deveria ter sido assinado há um mês, para incluir um terceiro interessado.
— Como ficaram as coisas?
— Eles pediram mais alguns dias. Tentamos adiantar a data, mas eles não cederam. Concordamos em fazer uma videoconferência na sexta-feira.
— Isso é inaceitável. Eu não vou esperar mais cinco dias. Ligue para eles. Diga que quero uma teleconferência com os irmãos Ishikawa amanhã.
— Sim, senhor...
— Mais alguma coisa?
— Senti que eles acham que estão dando as cartas. Definitivamente, a dinâmica mudou...
Ouvir suas suspeitas pronunciadas em voz alta deixou Alejandro furioso. Se seus executivos tinham farejado o mesmo problema, estava na hora de ele reassumir o leme.
— A partir de agora, eu assumo. Agradeça à equipe. Tirem o dia de folga. Vocês mereceram.
— Ainda devo ligar para os Ishikawa? — perguntou Wendell.
— Não. Eu cuido disso. — Agora que sabia com quem lidava, já podia guardar as armas.
— Uma última coisa. Eu pedi à minha assistente que selecionasse algumas empresas de relações públicas. A Jameson RP é a que tem maior experiência na Ásia. Acho que, a essa altura, precisamos de toda ajuda que pudermos conseguir.
Alejandro desligou, arrancou a toalha dos ombros e se dirigiu ao closet, onde seus elegantes ternos cinza, suas camisas pretas e suas gravatas exclusivas estavam à mão. Escolheu um terno cor de carvão, vestiu-se rapidamente e, quinze minutos depois, saiu.
O trajeto até o Loop, centro financeiro de Chicago, levava menos de dez minutos. Àquela hora, havia pouco movimento, e ele deixou o potente motor do luxuoso carro esporte rugir nas ruas silenciosas.
Mas nada diminuía sua tensão e sua raiva, que, de modo contrário, aumentavam gradualmente.
Aos 21 anos, Alejandro deixara seu país natal, a Espanha, e fora para a Califórnia. Um ano depois, mudara-se para Chicago, porque não queria ter mais nenhum contato com a família. Saíra da Espanha para se afastar do terreno minado do casamento de seus pais e não pretendia mais voltar, mas mal sabia que, com isso, se colocara ao alcance de outro barril de pólvora: seu meio-irmão.
Gael Aguilar.



2- Uma Noite de Prazer

O bilionário Gael Aguilar só tem duas regras em seus relacionamentos: o tempo limite é de seis semanas, e ele não dá segundas chances. 

Mas a aspirante a atriz Goldie Beckett acaba quebrando ambas ao invadir uma reunião para devolver o dinheiro que ele deixara após a noite de paixão que tiveram.





Capítulo Um

— POR EL amor de todo lo que es santo! Pelo amor de tudo o que é mais sagrado!
Gael Aguilar cerrou os dentes e parou de invocar os santos verdadeiramente martirizados, enquanto ouvia pedido de desculpa após pedido de desculpa do sujeito com quem ele estava falando ao telefone.
Com sua já curta paciência chegando ao fim, ele interrompeu mais um pedido de desculpas efusivas:
— Deixe-me entender. Você deveria estar aqui, em Nova York, realizando os testes, mas, em vez disso, escolheu ir esquiar, na Suíça, e agora está no hospital?
— Era para ter sido só uma coisinha de fim de semana, por causa do aniversário da minha esposa, mas... Olha, acredite, ninguém lamenta mais do que eu, está bem?
Não está nada bem. Gael recostou a cabeça no apoio do banco do carro não muito delicadamente.
— Qual é a conclusão médica?
— Quebrei a perna em dois lugares. Vai ser engessada amanhã. Desde que não haja complicações posteriores, estarei de volta a Nova York na quinta-feira para pegar as coisas, mas não podemos perder o horário do Othello Arts Institute, hoje. Está agendado há meses.
Ethan Ryland, seu diretor, estava quase suplicante. Gael mal conseguia se conter e evitar apontar que o outro deveria ter tido mais cautela antes de entregar-se a uma viagem intercontinental.
Só que ele não podia demitir o diretor. Em algum lugar em seu contrato de inúmeras páginas, em letrinhas bem pequenas, estaria o pretexto perfeito para o que estava ocorrendo agora, Gael tinha certeza. Se ele já não tivesse questões maiores exigindo sua atenção, haveria tido tempo para procurar outras letras pequenas, aquelas que trabalhariam em seu favor, e faria bom uso delas. Que inferno, ele nem sequer precisaria levantar um dedo! Afinal, era por isso que sua empresa possuía uma equipe inteira de advogados muito bem paga.
Mas ele não podia fazer isso. Para começo de conversa, envolver o Grupo Atlas — o conglomerado global incrivelmente bem-sucedido, porém recente, que ele havia construído com seu meio-irmão — em litígios agora seria ruim para os negócios. Não só seu meio-irmão, Alejandro, ia pedir sua cabeça numa bandeja, como seus sócios japoneses, os irmãos Ishikawa, também teriam uma ou duas coisinhas a dizer sobre o assunto.
A fusão entre as três empresas tinha apenas seis meses, bem como sua relação pessoal com Alejandro, após décadas evitando um ao outro ativa e visivelmente.
Ao passo que o lado comercial de sua relação tinha florescido após alguns reveses iniciais, a interação pessoal entre Gael e seu irmão tinha uma abordagem mais ao estilo dois-passos-para-frente-um-passo-para-trás. Suas reuniões profissionais, uma vez ao mês, tinham decididamente ficado pomposas nos últimos três meses e, francamente, Gael estava à beira de decidir que era hora de dar um passo permanente para trás e administrar sua parte do negócio em seus escritórios em Silicon Valley.
O passado. Sempre o passado. E não só o dele. O de sua mãe. O de seu pai, que, lamentavelmente, se mostrara indigno do nome da família. E o próprio Alejandro.
Gael colocou de lado a contenda recente com sua mãe, afastou os pensamentos de retaliação tórrida que estivera nutrindo para com seu diretor e obrigou-se a falar:
— O que exatamente você quer que eu faça? — rosnou.
— Apenas acompanhe os testes de elenco. Você conhece meu trabalho...

Série Irmãos e Rivais
1- Acordo Impulsivo
2- Uma Noite de Prazer
Série concluída

Doce Traição

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Amante do magnata!

A tímida Carla Nardozzi entregou sua inocência para o aristocrata espanhol Javier Santino em uma noite de total rendição. 
Na manhã seguinte, ela fugiu, sem saber que a rejeição marcou Javier profundamente. 
Três anos depois, Carla reaparece, precisando da ajuda dele para mudar de vida. Javier está disposto a dar tudo o que ela deseja… se Carla aceitar ser sua amante. 
Esse poderoso magnata achou que tê-la novamente em sua cama seria suficiente, porém, logo percebe que existe algo mais delicioso do que a vingança: o amor.

Capítulo Um

— Acho melhor ligar a TV, senhor.
— E por que eu faria isso? — Javier Santino não desviou os olhos dos desenhos espalhados em sua mesa. Seus designers tinham feito um trabalho primoroso. Os modelos de garrafa para o lançamento da sua nova e exclusiva tequila estavam ótimos. Ele ia separar o que escolhera, mas parou ao ver a secretária pegar o controle remoto e ligar a TV.
— O senhor pediu ao departamento de RP que o avisasse quando houvesse alguma notícia sobre um de nossos clientes. Carla Nardozzi está em todos os noticiários.
Javier ficou paralisado.
Em seus quase 33 anos, apenas dois nomes tinham adquirido o poder de impedi-lo de respirar. Durante as três primeiras décadas, o nome de seu pai. No dia seguinte ao seu 30º aniversário, Carla Nardozzi fora acrescentada à lista. Os dois nomes lhe causavam arrepios de raiva e o deixavam mudo.
Três anos depois, o breve relacionamento que tivera com Carla e o modo como ele acabara ainda eram como uma faca enfiada em seu peito. Por mais que se odiasse por aquela fraqueza, ele nunca conseguira esquecer.
Não fazia diferença que ele soubesse por que. Não podia fazer nada, e isso o enfurecia. Carla Nardozzi deveria ser esquecível. Um ponto em sua memória, que não deveria valer seu tempo e esforço. Mas as tentativas de relegá-la à lista de ex a serem esquecidas haviam sido infrutíferas. E ele chegara ao extremo de atraí-la para a sua órbita, só para poder arrancar aquele espinho da sua carne, de uma vez por todas.
— Isso é tudo, Shannon — advertiu ele à secretária, olhando para as imagens na tela. Não identificava o edifício cercado por paparazzi, mas as ambulâncias que passavam por ali o fizeram atravessar a sala e aumentar o volume da TV.
— O estado da Srta. Nardozzi passou de crítico a grave, mas estável. Os médicos estão monitorando a sua saída de um coma induzido, e ela está respondendo bem ao tratamento, nesta conceituada clínica em Roma.
“Recapitulando os eventos, Carla Nardozzi foi transportada de avião do local de treinamento, na propriedade de seu pai, na Toscana, depois de sofrer uma queda. Informações não confirmadas sugerem que o treinador da patinadora número um do mundo, Tyson Blackwell, está sendo interrogado pelas autoridades a respeito do acidente...”
— Shannon!
A porta se abriu um segundo depois.
— Sim, senhor?
— Diga ao piloto para preparar o jato. Partiremos para Roma imediatamente.
Javier pegou o telefone e digitou um número que sabia de cor, apesar de seus contatos com Draco Angelis terem passado a girar mais em torno de negócios que de prazer. O motivo para isso torcia mais uma faca cravada em seu peito.
— Você ouviu as notícias — comentou Draco. — Quando isso aconteceu e por que não fui imediatamente informado?

A Música do Nosso Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A voz vibrava no ar, afinada e comovente, trágica e bela. 

Serena cantava para o famoso maestro. Só para ele! 
Naquele momento, ninguém importava, a não ser Damian e ela, unidos pela música, pela emoção, quem sabe, pelo amor.
O salão encheu-se com o som dos aplausos, mas a alma de Serena desfez-se em pedaços. Damian havia ignorado sua mensagem. Pior: ele a humilhara. Havia esperado cinco anos para Damian não se dignar a falar com ela, não lhe dar nem um sorriso, nem sequer um olhar?

Capítulo Um

Amanheceu chovendo, no dia da audição. E não era apenas uma chuva forte, aquilo parecia mais um verdadeiro dilúvio. Com o rosto colado na vidraça, enquanto observava a prateada cortina de água que impedia a visão da rua, Nina se perguntava por que tinha de estar frio e úmido. 
O dia não poderia ter começado de uma maneira melhor? Desanimada, jogou-se na cama, cobriu-se com o cobertor, fechou os olhos e começou a sonhar acordada, um sonho emocionante… Imaginava-se sendo aplaudida por uma plateia. Estavam todos de pé, gritando: “Bravo, bravíssimo!”
— Pelo amor de Deus, Nina! Já está na hora de se arrumar! Vamos, querida, me recuso a deixá-la sair sem tomar café.
De onde vinha aquela voz? Nina abriu os olhos e focalizou o rosto de sua tia Charlotte. Tentou escapar dela, puxando o cobertor até a cabeça, mas Charlotte foi mais rápida, tirando-o da cama e mantendo-o entre os braços. Observava a sobrinha sentada na cama, reclamando e suspirando, como vinha fazendo todas as manhãs, desde o fim do outono. Olhava-a com carinho. Como era bonita e tão parecida com a mãe dela, Catherine…
A longa trança de Nina caía sobre um dos ombros, grossa e brilhante. Seus cabelos eram muito lisos e castanho-escuros. Charlotte se lembrava de quantas vezes tentara encrespá-los para alguma festa ou ocasião especial, mas os cachos não resistiam nem dez minutos.
Assim como sua mãe, Nina possuía lindos olhos cinzentos. Só que os seus, ao contrário dos de Catherine, eram luminosos e alegres. Catherine não transmitia alegria nenhuma. Por ser uma pessoa sensível demais, tudo o que acontecia em sua vida assumia proporções dramáticas. Charlotte se lembrava bem dela, na adolescência, sempre com os nervos abalados, sofrendo de terríveis dores de cabeça e eternamente grudada ao piano. Não queria nunca sair para se distrair.
Seus olhos procuraram, inconscientemente, o retrato de Catherine que Nina mantinha no quarto. Olhou-o e, mais uma vez, pensou na ironia da vida. Catherine tinha uma beleza tão grande que parecia indestrutível. E, no entanto, estava destruída! Lembrava-se do dia do acidente de avião como se tivesse acontecido no dia anterior. O telefone tocando, estridente, a premonição do desastre, os nervos à flor da pele… Catherine e Stephen haviam morrido antes do que seria sua primeira tournée pelos Estados Unidos. E se Nina, com dez anos, não estivesse fazendo exames na escola, teria tido o mesmo destino dos pais.
Charlotte suspirou, aborrecida. Como tinha ficado abalada, até se convencer de que nada poderia trazê-los de volta… Como tinha sido duro para ela e, principalmente, para a garota…
Nina olhou para a tia. Havia saído da cama e estava no meio de um exercício de dança. Seu corpo leve e jovem se movimentava com a graça de uma bailarina.
— Por que o suspiro, Lottie?
— Nada querida, lembranças do passado… — respondeu, sobressaltada, tirando algumas roupas do armário.
— Nada disso, Lottie! — Nina exclamou, ao ver as roupas sobre a cama. — Eu quero parecer mais sofisticada.
Charlotte deu uma olhada rápida para a sobrinha e não fez comentário algum. Nina sabia mesmo o que queria. Era uma garota de personalidade!
— Eu imagino que o famoso Damian St. Clair não vai se impressionar com uma roupa comum, não acha?

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sentimentos Proibidos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Imogen Holgate acredita estar com a mesma doença terminal que levou sua mãe.

Então, decide gastar todas as suas economias em uma viagem ao redor do mundo. E ao conhecer o sensual Thierry Girard, ela não hesita em se entregar a esse sensual parisiense. 
Porém, o romance de duas semanas resulta em uma gravidez inesperada. E Thierry acaba de pedi-la em casamento!




Capítulo Um

Sozinho na sacada da mansão, Stergios Antoniou foi dominado pela tensão. Ele ignorou a icônica vista do Parthenon ao olhar de cara feia para a loira que estava lá embaixo, na festa no jardim.
Jodie Little. A filha de seu padrasto. Seu segredo mais sombrio.
Uma ardente fúria o atingiu enquanto ele a via em meio à alta sociedade de Atenas. Ela parecia diferente. Cortara e alisara seus longos cachos. O vestido floral era modesto, envolvendo sua esbelta silhueta.
Ele sabia que a imagem apresentável era uma farsa. Fazia anos que ele não a via, mas o tempo não teria domado a verdadeira natureza dela.
— Ah, você estava aqui — disse a mãe dele ao parar a seu lado. — Quando chegou? Venha para a festa.
— Há quanto tempo ela está na Grécia? — perguntou ele.
Mairi Antoniou suspirou e olhou para sua enteada.
— Ela avisou ao pai dela que estava num hotel próximo faz dois dias. Se acha que vai ser recebida de braços abertos, vai se decepcionar muito.
— Por que ela voltou?
— Disse que sentiu falta do pai.
Stergios observou Jodie. Aquela sedutora mulher não entendia o significado da família.
— Qual você acha que é o verdadeiro motivo?
— Não sei. Gregory não tem dinheiro.
— E Jodie herdou uma fortuna recentemente. — Stergios avistou o pai dela, alto e bem-vestido, do outro lado do exuberante jardim.
Gregory Little tinha talento para se casar com mulheres ricas. Seus únicos objetivos eram manter feliz sua poderosa esposa e viver no luxo que ela propiciava. Stergios sabia que seu padrasto era uma presença benigna na vida deles, ao contrário da filha.
— Gregory não sabia que ela vinha — insistiu Mairi. — Eles mantiveram contato depois que a mãe dela morreu, no início do ano, mas ele não a convidou.
— Você acredita nele?
— Claro. Jodie só trouxe problemas e vergonha para ele. Essa menina quase causou uma rixa na nossa família por não conseguir ficar de pernas fechadas.
O sangue de Stergios esquentou quando ele se recordou. Jodie sabia gerar problemas com um mínimo de esforço. Podia ser um comentário explosivo num jantar formal, ou um escândalo na boate mais popular de Atenas. Contudo, nada disso se comparava à tentativa de seduzir Dimos, o primo dele. Se ela tivesse conseguido, isso teria destruído um futuro brilhante e promissor para a família Antoniou.
— Dimos sabe que ela está aqui?
— Eu pedi a ele para que pusesse Jodie na lista de convidados — admitiu ela relutantemente.
Stergios soltou um palavrão.
— O que aconteceu entre eles é passado — argumentou a mãe dele. — Dimos estava numa fase rebelde. Não tinha como resistir a uma vadia determinada.
Jodie hipnotizara Dimos quase instantaneamente. Contudo, o primo dele não fora uma vítima inocente.
— Demoramos demais para perceber que ela era uma mentirosa manipuladora — afirmou a mãe dele. — Quando ela disse que você a tinha seguido até a adega naquela noite... Bem, ninguém acreditaria nisso.
Stergios fechou os olhos. Todos da família sabiam de sua aversão a espaços escuros e confinados. Porém, naquela noite, ele superara a relutância por causa de Jodie. Por causa do tipo especial de encrenca que ela representava.
— Ela jamais enfeitiçaria você. Só de lembrar de tudo que ela fez me deixa...


Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o Perdão
3- Sentimentos Proibidos

Caminhos para o Perdão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Orlando Cassano adora sua vida de solteiro. 

Ele trabalha duro e se rende ao prazer sempre que deseja. 
Até sua amante, a CEO Isobel Spicer, revelar estar grávida! 
Orlando pode não ter tido uma figura paterna em sua vida, mas estará presente na vida do filho. 
Contudo, para convencer a independente Isobel a subir ao altar, ele precisará usar muito mais do que seu poder de sedução…



Capítulo Um

Isobel olhou para os gráficos na tela uma última vez. As fases iniciais do plano de negócios tinham sido implementadas com sucesso; as previsões estavam todas no curso certo. Sim, ela estava confiante de que o conselho da Cassano Holdings iria ficar satisfeito com o progresso que ela havia feito até agora. Até mesmo mais do que satisfeito.
Depois de fechar seu laptop, Isobel o guardou na pasta. Ela estava preparada. Olhou para o relógio. Havia apenas mais uma coisa que precisava fazer antes de sair para a reunião do conselho na cidade.
Levantando-se, ela alisou a saia de seu terno azul-marinho e andou até o sofá para pegar sua bolsa. Seu coração estava palpitando agora, a mão trêmula quando ela a enfiou na bolsa para pegar o pacotinho da farmácia.
Sem se dar mais tempo para pensar, foi até o banheiro. Não tinha mais volta.
— Mais alguma coisa?
Orlando Cassano se recostou na cadeira, a caneta dourada em sua mão capturando a luz enquanto era girada lentamente pelos dedos fortes de pele morena.
Com um murmúrio em negativa, os membros do conselho começaram a reunir seus documentos, abrir pastas e se afastar com seus dispositivos eletrônicos.
— Isobel? — A varredura sombria dos olhos dele agora se concentrava diretamente na jovem sentada do lado oposto da ampla mesa de vidro — Tem mais alguma coisa que você deseje acrescentar?
— Não. — Isobel balançou a cabeça. — Acho que abordamos tudo.
Se ao menos isso fosse verdade. Olhando em volta, ela se obrigou a sorrir lindamente para o grupo de diretores, contadores e funcionários do marketing que compunham a divisão da Cassano Holdings, no Reino Unido. Mas ela não conseguia encontrar o olhar do diretor da empresa de jeito nenhum, aquele mesmo olhar sombrio e penetrante que ficara em cima dela desde que ela entrara na sala e que agora, duas horas depois, ainda queimava sua pele. Como se isso já não fosse complicado o suficiente, parecia que Orlando Cassano tinha a intenção de piorar muito as coisas.
— Bene. Então acho que finalizamos por hoje.
Orlando ofereceu-lhe um sorriso que lhe causou um frio na barriga.
— Você se saiu muito bem, Isobel. Estou confiante de que esta será uma parceria gratificante. — Ele fez uma pausa, as sobrancelhas se unindo enquanto notava a cor se esvair do rosto dela.
— Você começou muito bem, Srta. Spicer, sem dúvida. — O diretor financeiro assentiu em concordância. — É cedo, mas, se você continuar com esse excelente desempenho, consigo nos ver renegociando seu contrato mais cedo do que o previsto.
— Bom saber. — Isobel manteve seu sorriso com uma tenacidade sombria. Seis semanas atrás, quando assinara o contrato com a Cassano Holdings, essa notícia a teria feito saltitar pela rua. Mas agora... Agora era como se o mundo tivesse tombado e ela estivesse pendendo na borda.
Seis semanas atrás, parecera uma bela aposta condicionar sessenta por cento de sua empresa a esse empreendimento corporativo enorme. Mas a Spicer Calçados estava se expandindo tão rapidamente que precisava desesperadamente de uma imensa injeção de capital — e depressa —, e essa era a única maneira que Isobel encontrara para fazê-lo.
Ela se orgulhava de suas habilidades de negociação — o que asseguraria o direito de comprar de volta vinte por cento das ações de sua empresa e recuperar a participação majoritária uma vez que as margens de lucro se mostrassem sustentáveis. Na verdade, foi mais fácil do que ela imaginava.
Mas também fora fácil ir para a cama com o belo Orlando Cassano.


Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o Perdão
3- Sentimentos Proibidos

Corações Independentes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Imogen Holgate acredita estar com a mesma doença terminal que levou sua mãe.

Então, decide gastar todas as suas economias em uma viagem ao redor do mundo. E ao conhecer o sensual Thierry Girard, ela não hesita em se entregar a esse sensual parisiense. 
Porém, o romance de duas semanas resulta em uma gravidez inesperada. E Thierry acaba de pedi-la em casamento!




Capítulo Um

— Diga-me, Ma chérie, você vai estar no resort quando formos até lá? Seria muito mais conveniente ter o proprietário no local quando formos fazer a sessão de fotos promocional. — A voz da mulher estava num tom intimamente projetado, chegando a ele com facilidade, apesar do falatório da multidão na imensa recepção do hotel.
Thierry olhou para o rosto da publicitária, lendo o convite em seus olhos.
Ela era bonita, sofisticada e, supôs ele, pela forma como ela lambeu os lábios e pressionou o corpo esbelto mais perto, prontinha para cooperar. No entanto, ele não sentiu nenhum lampejo de excitação.
Excitação! Tinha deixado isso para trás há quatro anos. Será que ele mesmo seria capaz de reconhecer tal sensação depois de todo esse tempo?
A amargura encheu sua boca. Thierry vinha vivendo uma vida pela metade, cercado por paredes de sala de reuniões e pelo dever, obrigando-se a se preocupar com questões sem importância. Exceto que tais detalhes significavam a diferença entre salvar a carteira de negócios naufragante da empresa da família... ou perdê-la de vez.
— Ainda não decidi. Preciso resolver umas coisas aqui em Paris.
Mas em breve... Dali a alguns meses e ele entregaria os negócios ao seu primo, Henri, e, mais importante, aos gestores que tinha escolhido a dedo. Eles guiariam Henri e manteriam tudo que Thierry tinha conquistado, garantindo a fortuna da família Girard e concedendo-lhe a liberdade, afinal.
— Pense nisso, Thierry. — Os lábios formaram um beicinho brilhante quando ela chegou mais perto. — Seria muito... agradável.
— Claro que vou pensar. A ideia é muito tentadora.
Mas não o suficiente, percebeu ele com uma clareza abrupta, para convencê-lo a largar tudo que havia pendente em Paris. Tais reuniões iriam deixá-lo mais perto de se livrar de seus encargos. Aquilo lhe causava muito mais fascínio do que a perspectiva de fazer sexo com uma loura esbelta.
Que inferno! Desde quando ele tinha se transformado num empresário sangue-frio? Desde quando sua libido passara a ocupar o segundo lugar, perdendo para os negócios?
Só que sua libido não estava envolvida na jogada. Essa era a coisa chocante. Aos 34 anos, Thierry estava no auge. Ele gostava de sexo e seu sucesso com as mulheres mostrava que ele tinha talento, e até mesmo uma bela reputação no assunto. No entanto, ele não sentiu nada quando aquela linda mulher o convidou para sua cama.
Ele olhou para uma figura do outro lado do salão e seus pensamentos turvaram. Sua pulsação acelerou e seu peito inflou quando ele arquejou em surpresa.
A mulher ao seu lado murmurou alguma coisa e esticou-se para lhe dar um beijo na bochecha. Automaticamente, Thierry retribuiu a saudação, respondendo à despedida quando ela se juntou a um grupo que tinha acabado de entrar no saguão do hotel.
No mesmo instante, o olhar de Thierry se voltou outra vez para o outro lado do salão. A mulher que tinha chamado sua atenção estava parada ali, o peso concentrado num pé, como se estivesse prestes a sair.
Thierry já estava abrindo caminho pela multidão, quando a mulher se endireitou e recuou os ombros. E que ombros deliciosos e macios, completamente nus no vestido tomara-que-caia!

Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o perdão
3- Sentimentos proibidos

Laços do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dívidas do passado...

Nervosa e trêmula, a estilista Rose Cavalliero encara o homem que jamais imaginou ver novamente. 
Alto, lindo e perigoso, Nairo Moreno lhe proporcionou noites inesquecíveis de prazer, dez anos atrás. 
Contudo, devido a um grande mal-entendido, Rose quase destruiu a vida dele. 
Agora Nairo está de volta, determinado a cobrar o que ela lhe deve. 
Rose não fazia ideia de que concordar em desenhar o vestido de noiva da irmã dele abriria caminho para um delicioso jogo de sedução. Se soubesse que acabaria virando noiva do homem que partiu seu coração, nunca teria aceitado a proposta dele... Ou teria?

Capítulo Um

Nairo Roja Moreno saiu de seu avião particular e franziu o cenho quando a rajada de ar gelado e a chuva bateram em seu rosto, fazendo-o piscar contra o frio.
— Perdición! — praguejou ele, puxando a gola de sua jaqueta. — Está chovendo!
É claro que estava chovendo. Ali era a Inglaterra, e parecia que o tempo conspirara para relembrá-lo do quanto ele detestava o lugar.
Londres, onde ele uma vez pensara que sua vida pudesse recomeçar, apenas para descobrir que o que restava em seu coração fora tomado e descartado sem a menor hesitação.
— Não.
Ele desceu os degraus, jogando o cabelo para trás desafiadoramente diante do clima. As memórias que preencheram sua cabeça não tinham nada a ver com a temperatura, exceto pelo fato de que sempre fizera frio naquela maldita casa. Um frio horrível, exceto pelas vezes que ele conseguira persuadir Red a se juntar a ele no velho saco de dormir.
Mas ele tinha de ser honesto. Não era o tempo ou a casa que o tinham incomodado. Era a frieza da traição. A frieza de um coração que ele um dia considerara caloroso e generoso.
Até que ela o deixara sem nada quando desaparecera de sua vida, no meio da noite. Bem, ela já fora tarde, disse a si mesmo, reprimindo as memórias enquanto entrava no carro que o aguardava. Ele não tivera vontade de ir atrás dela, e não houvera tempo nem mesmo para considerar isso. 
Estivera tão ocupado em mudar de vida e voltar para sua família, uma reconciliação que ela quase destruíra com suas ações, que ela havia sido a última coisa em sua mente. Ele conseguira uma segunda chance e não iria desperdiçá-la. Essa viagem para Londres seria a parte final da tarefa que estabelecera para si mesmo.
— Rua Dacre — instruiu ao motorista.
Esperava que o homem soubesse onde o lugar ficava; Nairo não frequentava aquela parte da cidade.
Nairo recostou-se no banco, passando uma mão pelos cabelos pretos. Precisava chegar à cidade, fazer o trabalho que tinha ido fazer, cumprir sua promessa a Esmeralda.
Precisara compensar sua irmã por tantas coisas... E deixá-la feliz fazendo-lhe essa última vontade era o que importava. Depois disso, sua tarefa estaria cumprida.
Se houvesse o pior momento possível para Louise ficar doente e ir para casa, então certamente era hoje, Rose disse a si mesma, afastando uma mecha de cabelos ruivos do rosto, que escapara de sua trança pela décima vez. É claro que sua secretária, normalmente organizada e eficiente, estivera se sentindo pior do que no dia anterior, se o estado da área de recepção fosse alguma indicação. Tudo estava bagunçado, e café tinha sido derramado sobre a agenda com os compromissos do dia, borrando os detalhes.
Não que Rose precisasse de lembretes. O compromisso tinha sido marcado uma semana atrás, o primeiro contato sendo com uma voz com forte sotaque estrangeiro do outro lado da linha telefônica. A assistente pessoal de Nairo Roja Moreno, como ela se declarara.
— Nairo Roja Moreno... 

Encontro sob a Neve

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma tempestade de neve... um reencontro que iria mudar a vida de três pessoas!

Robin e Devin se conheceram e passaram uma única noite juntos. 
Depois de nove meses, quando voltou a encontrá-la no meio de uma tempestade de neve, descobriu que Robin estava prestes a dar à luz um filho seu. 
Devin queria manter-se próximo dela e do bebê, mas Robin não queria um homem a seu lado apenas por causa do filho...


Capítulo Um

Ninguém em sã consciência estaria recordando passagens da infância durante a pior tempestade dos últimos vinte anos. Mas Devin Fitzgerald sempre fizera o impensável. Deixar a faculdade de medicina de Yale no meio do segundo ano para ingressar numa banda chamada Chama Congelada. E deixara a Banda no auge do sucesso para cantar sozinho. 
Quatro anos depois de ter decolado na carreira solo, decidira limitar as viagens de forma a ter tempo para compor e gravar. Agora pensava em abandonar tudo por uma nova carreira.Mas nenhuma dessas decisões havia sido tão arriscada quanto dirigir pelas estradas congeladas de Holmes Country, Ohio, no meio da uma violenta nevasca, num carro sem proteção especial nas rodas e usando apenas uma jaqueta de couro.
Enquanto testava os breques do Jeep Cherokee, Devin cantarolava algumas notas da canção que o perseguia há dias. A maioria de suas composições começava assim. 
Um intervalo, um ritmo, uma combinação que expandia-se em sua mente até ter o suficiente para assobiar ou cantarolar, e até martelar algumas teclas do piano. Essa melodia em particular era mais elusiva que as outras, mas suspeitava de que seria a melhor de todas. 
O que tinha já era o bastante para pensar em noites de verão, jardins floridos e passeios num milharal iluminado pela luz da lua.
Sim, precisava voltar para casa. Precisava, mas não no meio de uma tempestade Devin experimentou os breques mais uma vez. O Cherokee respondeu de imediato, apesar de dançar na pista escorregadia. 
Agora seguia a menos de dez por hora, e a neve caía tão forte que mal podia enxergar onde estava. 
Sabia que a estrada era essa. Anos haviam se passado desde a última vez em que estivera em Farnham Falls, mas pouco mudara.
Antes da tempestade ter piorado tanto, reconhecera uma velha casa que já havia sido o último marco antes do desvio. Agora existiam outras casas além dela, mas não muitas. Esta ainda era uma região de agricultores e pecuaristas, de fazendas onde a vida era muito mais tranquila e saudável. 
A estrada que procurava apareceria à sua direita em pouco tempo, e se tivesse sorte e o Cherokee fizesse a curva, logo estaria em casa.
Devin sorriu. Estivera em todos os lugares, vivera nas maiores cidades do mundo durante os últimos oito anos. Era um homem de fácil adaptação, capaz de sentir-se tão confortável no Sri Lanka quanto na Sicília ou em Seattle. Nunca sentira falta de Farnham Falis, onde houvera poucos atrativos para um jovem com uma guitarra Fender, um amplificador de trinta watts e delírios de grandeza. Cada dia de sua adolescência fora preenchido pelo sonho de partir, e nos últimos meses só conseguira pensar em voltar.
Estava sozinho na estrada. Não via outro automóvel há mais de meia hora, sinal de que todos com um mínimo de bom senso estavam em casa, dormindo sob uma pilha de cobertores. 
A neve rangia sob os pneus e embaçava o para-brisa. Não conseguia ficar sozinho há anos, não experimentava esse silêncio desde que, aos quatorze anos, enfrentara a neve de janeiro para ir ao celeiro da tia alimentar os animais. 
Algo muito parecido com uma imensa sensação de paz descia com os flocos de neve. Sabia que devia estar preocupado com a própria segurança. Se o carro derrapasse, estaria encrencado. 
Tentara usar o celular alguns quilômetros atrás, mas descobrira que a estática impedia qualquer ligação. Mesmo assim, não estava preocupado. A neve era gloriosa, e pela primeira vez em meses sentia-se inteiro.