sábado, 1 de agosto de 2015

Atrás de seus Olhos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Consequência

O que Tony estava pensando?
Controle? Aquisição? Dominação? Amor? 

Desde o começo. 
Anthony Rawlings tem o mundo perfeito: dinheiro, influência e poder. 
Tudo em sua vida é, e sempre foi planejado, executado e previsto... até Claire. 
Quanto tempo ele pode negar o que está bem diante dele? Experimente a rara oportunidade de ver a mudança no mundo deste respeitado homem, pelo ponto de vista dele.
Sempre é mais escuro antes da luz.
Através de importantes cenas, experimente a escura jornada dentro da mente do homem que acredita que controla tudo, mas não controla nada. 
Compartilhe quando falhas são superadas e acidentes vencidos.
Para um ávido leitor da série Consequence, é recomendado que este livro seja lido depois de Consequence, Truth, Convicted e Revealead para mais detalhes sobre o homem que:"Era uma vez, assinou um guardanapo que ele sabia que era um contrato. Como um homem de negócios estimado, ele esqueceu uma regra muito importante. Ele se esqueceu de ler as letras miúdas. 
Não foi uma aquisição de outra pessoa como ele tinha anteriormente assumido. Era um acordo para adquirir uma alma.
1.5– Consequences: explora cenas importantes por trás de momentos do primeiro livro. Não é totalmente uma releitura. Este livro explora a mente do homem que pensou em definir regras e se entregar as consequências.

Série Consequência
1- Consequência
1.5- Atrás de seus olhos
(Behind His Eyes)
2- Truth - (Verdade)
3- Revelado

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Furacão de Mudanças

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ben Logan nunca pediu ajuda a ninguém, até ser carregado por um furacão para uma praia. 


Lá, sua vida fica nas mãos da adorável enfermeira Mary Hammond. Isolados, os dois se livram de suas inibições e se rendem ao calor do desejo. Mesmo depois de resgatados, Ben não consegue esquecer Mary e as noites de paixão que viveram enquanto se protegiam da tempestade. 
Mas quando ela aparece em seu escritório, três meses depois, trazendo consigo uma surpresa, Ben sabe que suas vidas haviam mudado para sempre...

Capítulo Um

Desde o instante em que nasceram, os irmãos Logan eram sinônimo de problema.
Tinham os cabelos negros, olhos sombrios e péssimas intenções. Como eram frequentemente ignorados pelos pais ricos, faziam as babás e a si mesmos de gato e sapato. Não havia muita coisa que um não desafiasse o outro a fazer.
Conforme foram se tornando homens grandes e fortes, os riscos também aumentaram. Alguns riscos eram tolos, considerou Ben. Servir o exército e ir para o Afeganistão fora tolice. De volta à vida de civil, tentando construir suas vidas, o trauma permanecera com eles.
Velejar ao redor do mundo para distrair Jake do casamento falido fora outra idiotice. Especialmente naquele instante, em que o ciclone Lila castigava o frágil bote salva-vidas deles e uma corda pendia do helicóptero acima.
— Leve Ben primeiro. — Jake gritou para a paramédica que descera pela corda, para a contrariedade de Ben.
— Sou o mais velho. — Ben retrucou. Era o mais velho por apenas vinte minutos, vinte minutos que pesaram nas costas dele a vida toda. — Vá.
Jake se recusou, muito embora a mulher que descera pela corda estivesse arriscando tudo para salvá-los. A tempestade era brutal — ninguém deveria estar no mar em tais condições. A discussão tinha de ser rápida e eficaz.
Fez o que tinha de ser feito. As coisas que disse para fazer com que Jake fosse primeiro eram imperdoáveis, mas funcionaram.
— O helicóptero está cheio. — Gritou a paramédica enquanto acenava para o piloto. — Voltaremos para pegar você assim que pudermos.
Ou não. Sabiam quais eram as probabilidades de outro resgate. O ciclone se desviara erraticamente da rota prevista, pegando toda a frota de iates desprevenida. A velocidade com a qual se deslocava era impressionante, e não havia escapatória. Ondas gigantescas arrebentaram o barco deles, e ainda se encontravam no alcance do ciclone. O pior ainda estava por vir.
Pelo menos Jake estava em segurança. Assim ele esperava. O vento fazia com que a corda balançasse selvagemente, arremessando Jake e a paramédica contra o pico das ondas.
Suba logo, implorou mentalmente. Mova-se.
Então outra onda arrebentou-se, um monstro maciço de espuma. Ele a observou descer com toda a força contra a escotilha e segurou-se, temendo pela vida, enquanto o mar jogava a débil embarcação de um lado para o outro como uma bola de praia.
Voltaremos para pegar você assim que pudermos.
Quando o ciclone acabasse?

Doce Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





O inesperado poder da paixão...

O banqueiro Mathew Bond não havia ido até aquele circo apenas para reviver os bons tempos de infância. Por ter passado muitos momentos lá, fez questão de entregar pessoalmente a ordem de despejo para os donos. Mas cometeu um grande erro! A Incrível Mischka — ou melhor, Allie — é mais perspicaz do que o seu collant cor-de-rosa sugere. 

E não vai deixar que um engravatado expulse sua família, apesar de ser o homem mais lindo que ela já viu na vida! Entretanto, Allie logo descobrirá que por debaixo da superfície fria de Mathew bate um coração de ouro.

Capítulo Um

Ele estava esperando por um gerente, alguém que conhecesse números e pudesse discutir sobre as más notícias em um ambiente de negócios.
Mas o que encontrou foi uma mulher com um sobretudo rosa-choque e uma calça com estampa de tigre, conversando com um camelo.
— Estou procurando por Henry Miski — declarou ele, caminhando cuidadosamente através das poças enquanto a garota colocava o balde de ração no chão e desviava a atenção do camelo para ele. Pequenos terriers ao lado dela empurraram o focinho na direção dele para cumprimentá-lo.
Mathew Bond raramente trabalhava longe de seus escritórios. Sua empresa financiava alguns dos grandes projetos de infraestrutura da Austrália. Aventurar-se nos territórios do circo Sparkles era uma aberração.
Conhecer aquela mulher era uma aberração.
O cabelo castanho dela estava preso em um complicado nó. Os olhos escuros eram emoldurados por cílios com quase dois centímetros de comprimento, e a maquiagem parecia ser um trabalho de arte.
— Espere enquanto eu alimento Pharoah — disse ela. — Ele estava tossindo muito e não pôde trabalhar hoje. E, a não ser que ele pense que está recebendo um tratamento especial, irá zurrar durante a apresentação inteira. — Ela esvaziou o balde na lata do animal e acariciou-lhe as orelhas. Finalmente satisfeita por Pharoah estar feliz, voltou a atenção para ele.
— Desculpe por isto, mas a última coisa que quero é um camelo irritado. O que posso fazer por você?
— Estou aqui para ver Henry Miski — repetiu ele.
— Meu avô não está se sentindo bem — informou ela. — Vovó quer que ele fique na van até a hora do show. Sou a neta dele... Allie, ou “A incrível Mischka”, mas meus amigos me chamam de Allie. — Ela trocou um aperto de mãos com ele. — É algo importante?
— Sou Mathew Bond — disse ele, e entregou um cartão a ela. — Do Banco Bond.
— Algum parentesco com James? — Ela exibiu um sorriso, observando-o da cabeça aos pés. Notou a altura dele, o terno feito sob medida, o sobretudo de cashmere e o clássico sapato irlandês sujo de lama. — Ou a semelhança é apenas uma coincidência? 


A Conquista do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Conquista



O despertar de uma paixão!

Após a morte de sua esposa, o astro da música Ward Miller decidiu se afastar dos palcos e se isolar do mundo. Até a bela Ana Rodriguez convencê-lo a comparecer a um evento de caridade. Mesmo sendo por uma boa causa, tê-la ao seu lado era a lufada de vida que Ward tanto precisava! Ana jurou jamais se apaixonar por uma celebridade. 

O tipo “fã alucinada” definitivamente não fazia parte de seu estilo. Mas isso não impediria Ward de seduzi-la. Ana havia despertado um desejo que ele imaginou ter perdido para sempre. Determinado a conquistá-la, bastou um beijo para conseguir acender a paixão em uma mulher inocente, fazendo-a implorar mais e mais por suas carícias.

Capítulo Um


A última coisa de que Ana Rodriguez precisava na sua vida era outro astro convencido. Apenas uma semana atrás, dera as costas à sua carreira bem-sucedida como figurinista em Hollywood por precisamente tal motivo. De modo que quando a melhor amiga, Emma Worth, sugerira que se candidatasse ao trabalho de diretora de uma instituição de caridade em sua cidade natal de Vista del Mar, Ana ficara muito animada.
Um novo começo era justamente o que ela precisava. Longe do drama de Hollywood. Longe de astros que faziam da sua vida um inferno, apenas porque se recusava a relacionar-se com eles.
Desde então, descobrira que estaria trabalhando com Ward Miller, uma estrela musical que brilhava mais do que qualquer um que ela conhecera em Hollywood. Na experiência dela, quanto maior o nome, maior o ego. Só que, agora, em vez de simplesmente vestir o megalomaníaco, tinha de dar atenção a todas as suas necessidades, escutar as opiniões dele, aceitar seus conselhos e, de modo geral, garantir que estivesse muito feliz sendo a celebridade da instituição de caridade Hannah’s Hope.
Passou o olhar crítico pelo humilde escritório da instituição, cujo intuito era primariamente oferecer “aconselhamento e recursos para indivíduos em desvantagem.” O que era uma forma sofisticada de dizer “Nós ajudamos os pobres.” De modo geral, Ana não gostava muito da forma sofisticada de dizer as coisas.
— Está remoendo — uma voz amigável zombou.
Ana olhou sobre o ombro para Christi Cox, sua diretora assistente.
— Não estou remoendo. Estou ponderando.
O que era uma forma sofisticada de dizer “remoendo.” Ana descruzou os braços para brincar com o trio de argolas douradas do seu brinco.
A mobília da recepção do escritório era bonita, contudo estritamente funcional. A sala de conferência, os gabinetes e a cozinha conseguiam ser ainda menos sofisticados. Ela enviara Omar, o terceiro funcionário da Hannah’s Hope, até o mercado para comprar café. Mas duvidava que mesmo a melhor das marcas fosse impressionar Miller.
Ela arrumara a sala da frente o melhor que pôde, com algumas almofadas, uma luminária de pé e um tapete colorido, todos os itens que ela tinha em casa. Refletiam o seu estilo eclético e acrescentavam um toque de conforto ao aposento, mas nenhuma elegância.
Resumindo, as instalações da Hannah’s Hope pareciam ser exatamente o que eram. Cinquenta por cento sala de reuniões, cinquenta por cento sala de aulas e cem por cento a última esperança para os seus clientes. Zero por cento de espaço para pajear celebridades mimadas.
Série A Conquista
2- A Conquista do Desejo

A Conquista do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Conquista



Um magnata que construiu um império com as próprias mãos retorna a Vista Del Mar para assumir o controle dos negócios de uma família que o humilhou no passado... E conquistar a mulher que sempre foi dona de seu coração!

O nascer da esperança.

“Estou grávida.” 

Com essas palavras, Emma Worth mudou a vida de Chase Larson para sempre. 
Sendo ele mesmo fruto de um caso extraconjugal, o milionário jurou que nenhum herdeiro seu teria um destino tão cruel. Apenas uma coisa o impedia de tornar Emma em sua esposa: a guerra entre as suas famílias. Ela nunca achou que uma noite com Chase os uniria para sempre. Agora, tudo o que mais deseja é criar seu filho ao lado do homem a quem ama. Mas, para isso, Chase precisará superar o fato de terem nascido inimigos...

Capítulo Um

Ela estava lá.
Chase estava parado nas sombras do pórtico, do lado de fora do salão de festas do Vista del Mar Tenis Club. O espaço brilhava com pessoas e joias. No meio de todo aquele brilho, estava Emma, a mulher com quem ele tinha passado uma única noite incrível e... então perdido.
Enquanto a música tocava ao fundo, vozes aumentavam e abaixavam de volume e risadas soavam no ar. Ostensivamente, a festa celebrava a venda iminente das Indústrias Worth para o irmão de criação e melhor amigo de Chase, Rafe Cameron. Mas velhos rancores e segredos passados moviam-se sob a superfície. Como administrador de investimentos de seu irmão e um daqueles envolvidos em negociar a compra de Worth, aquela noite marcava o começo de uma transição traiçoeira.
Chase estudou Emma enquanto bebia um uísque 30 anos que seu irmão proporcionara para aqueles não interessados no champanhe servido à vontade. O uísque escocês descia suavemente pela garganta. Era quase tão sedoso quanto a pele de Emma, revelada hoje em um vestido prateado agarrado às curvas que ele daria quase qualquer coisa para descobrir novamente.
O vestido lembrava o estilo grego, um dos ombros desnudos, o corpete justo até os quadris e uma saia que abria até abaixo dos joelhos. Ainda em estilo grego, ela usava sandálias com saltos finos e tirinhas que circulavam os tornozelos delgados. Com cabelos loiros presos em um coque elegante, parecia uma deusa. Uma jogadora.
Ele estreitou os olhos. O que levava à pergunta: o que ela estava fazendo lá? Uma vez que todos os convidados estavam conectados, de um jeito ou de outro, às Empresas Cameron ou às Indústrias Worth, Emma também devia estar.
Talvez ele devesse aproximar-se e descobrir. E talvez pudesse lhe perguntar por que ela desaparecera daquela forma, deixando-o arrasado em Nova York, em uma busca inútil pela misteriosa Emma sem sobrenome. Antes que Chase pudesse fazer isso, Ronald Worth, o futuro ex-dono das Indústrias Worth, juntou-se a Emma e colocou uma mão possessiva no ombro desnudo dela.
Os lábios de Chase se comprimiram em uma linha fina. Certamente, ela não era amante do inimigo de Rafe. Não poderia estar compartilhando uma cama com um cretino de mais de 60 anos. Todavia, considerando o jeito como o homem abaixava a cabeça e sussurrava um comentário no ouvido dela e o modo afetuoso como Emma se inclinou e beijou-lhe o rosto, aquilo era precisamente o que parecia. Desgraçado!
— Nem pense nisso.
Chase olhou para trás ao som da voz de Rafe, os cabelos loiros de seu irmão entregando sua localização no escuro.
— No quê?
— A princesa. Vejo que você não tira os olhos dela, e estou lhe dizendo: nem pense nisso. Aquela garota vai devorá-lo e jogá-lo fora pelo simples prazer de fazer isso.
Chase ficou em silêncio, uma tática que aprendera durante aqueles primeiros anos difíceis, quando tinha ido morar com seu pai. Ele virou-se para olhar seu irmão de criação, cuidando para esconder a raiva interior.
— Você a conhece?
— Emma Worth, também conhecida como Filha de Satã.

Série A Conquista
1- A Conquista do Amor



Uma Noite, Uma Vida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Dinah saiu do provador querendo rasgar todos aqueles vestidos bonitos e sofisticados. 


Nenhum deles lhe caía bem, nenhum! Se já não bastasse ser tão sem graça, ainda tinha que... Não, não podia se torturar pelo que havia acontecido! Enxugou as lágrimas e então viu, em cima do balcão, uma peça cor-de-rosa, de seda muito leve, suave... Era o "seu" vestido; sabia disso antes mesmo de prová-lo. 
Ignorou os protestos da dona da loja, que se recusava a vender o que considerava uma roupa que carregava maus presságios. Não era supersticiosa e iria comprá-lo. Como esperava, o vestido lhe serviu, moldando-lhe o corpo como se fosse uma boneca. Não aconteceria nenhum acidente com ela, nem com Jason. Pelo menos, era o que Dinah pensava, naquele dia...

Capítulo Um

O departamento de porcelanas da Grady's ficava no fundo da loja. Dinah arrumava, pensativa, as estatuetas na vitrine, os óculos escorregando a toda hora pelo nariz pequeno. De repente, a figura de um homem que seguia por um dos corredores, em sua direção, a fez estremecer.
Quis se esconder, fugir, mas Jason Devrel tinha olhos muito perspicazes e não havia como escapar deles. Dinah sentiu pânico. Inerte, viu uma delicada estatueta deslizar por entre seus dedos e espatifar-se no chão.
— O que foi que fez, srta. Stacey? — O supervisor se apressou para verificar de perto o estrago, enquanto ela não conseguia tirar os olhos de Jason, tão elegante naquele terno cinza-escuro.
— Que desastre... Uma de nossas melhores peças! — O funcionário parecia furioso. — Terá que pagar por ela, srta. Stacey.
— Talvez isto seja suficiente para cobrir as despesas. — A voz de Jason era calma. Várias notas de dez libras foram colocadas sobre o balcão.
— A orientação da loja é a de que o empregado que danifique algum objeto pague por ele — o supervisor argumentou.
— Acidentes acontecem — Jason insistiu. — Por favor, aceite o dinheiro e dê o caso por encerrado.
— Pois não, senhor. — O homem recolheu as notas e as colocou na máquina registradora. — Srta. Stacey, agora atenda este senhor e, por favor, pare de sonhar acordada.
Dinah permanecia numa espécie de choque, por se ver diante de Jason Devrel. Ajeitou os óculos com os dedos trêmulos. Tinha vontade de mandá-lo embora, de implorar para que a deixasse em paz.
Sim, era exatamente o que devia ter feito quando saíra de casa, naquela manhã envolta em neblina. Tinha fugido de Havenshore, como em transe, e só se dera conta de alguma coisa na plataforma da estação. Entrara no trem e fora para Londres. Lá poderia se esconder facilmente na companhia de milhares de outras garotas que conseguiam ganhar a vida trabalhando em lojas, escritório ou o que fosse.
Mas agora a insegurança a envolvia outra vez. De repente, as lembranças a ameaçavam e a feriam como nunca.
— Preciso comprar um presente para uma pessoa que gosta de tigres — Jason falou em tom impessoal. — Pode me mostrar aquela estatueta, na prateleira de cima?
Dinah fez o que ele lhe pediu. Sem dizer uma palavra, o coração batendo depressa, entregou-lhe o bonito tigre de porcelana, de expressão cruel e astuta.
Jason examinou demoradamente a peça.
— Acho que ela vai gostar, embora ele não seja tão bonito como o que fica na sua mesinha de cabeceira, cujos olhos brilham no escuro...

Vendedora de Ilusões

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

  

Quando Juliet e Drew Major se encontravam, era uma briga atrás da outra. 

Juliet sabia que devia tratá-lo com todo respeito, já que Drew era seu patrão e ela, apenas uma vendedora da loja Major Mo, entanto, não conseguia se controlar quando ele a obrigava a usar um uniforme horroroso e a cumprir horários rígidos. Acabavam discutindo e Juliet ficava cada vez mais convencida de que Drew a odiava. 
A princípio, ela o odiava também. Mas aos poucos começou a amá-lo desesperadamente, mesmo sabendo que seu amor era pura ilusão. Afinal, que chances teriam uma simples vendedora de conquistar o coração de seu poderoso chefão? A vida se encarregaria de responder a essa pergunta...

Capítulo Um

— Se não abrirem essa porta logo, seremos devoradas vivas por esses dois horríveis animais. Parecem famintos e prestes a dar o bote!
— É... Reparando bem, parecem mesmo famintos. — Juliet soltou uma risada gostosa.
Os animais a que sua mãe se referia eram dois leões de pedra que montavam guarda à entrada da casa. A residência dos Major era um velho casarão de dois andares, provavelmente construído há uns dois séculos. Era todo revestido de tijolos vermelhos, já desbotados pela ação do tempo. Na entrada, junto com os leões de pedra, havia pilastras brancas que aumentavam a magnitude do casarão, deixando qualquer visitante boquiaberto com tamanha imponência.
Quando a porta da casa se abriu, Juliet teve a impressão de estar entrando num mundo encantado de sonhos e luxo. Warren Major, um cinquentão de olhos espertos, veio até o hall. Passando por Juliet, ele reparou na mãe dela, que estava ao lado, e estendeu os braços, visivelmente emocionado.
— Cynthia Bourne! Há quanto tempo! Faz bem uns trinta anos, não é?
Ela tomou as mãos dele nas suas.
— Inacreditável! Parece a mesma, não mudou nada.
— Nem você. Foi muito gentil de sua parte nos receber, Warren. Odeio pedir favores, mas nas atuais circunstâncias...
— Nem pense nisso! Só de olhar para você me sinto uns trinta anos mais jovem. — Pegou-a gentilmente pelo braço e conduziu-a até a sala de visitas, Juliet não conseguia disfarçar a impressão que a casa provocava nela e observava tudo com olhos arregalados. Havia objetos de prata e ouro em todo canto, as cadeiras eram forradas com veludo e as almofadas de cetim. Tirando os olhos daquelas maravilhas, Juliet deu com um homem parado à porta, que a olhava interrogativamente.
— Este é meu filho — Warren apresentou. — Drew, esta é Cynthia Bourne, uma amiga dos velhos tempos, e a filha, Juliet.
Com os modos polidos de um perfeito gentleman, ele as cumprimentou. Parecia um tanto indiferente e frio, mas Juliet achou tal atitude justificável devido às circunstâncias.
— Minha esposa — Warren prosseguia com as apresentações, mostrando uma mulher sentada no sofá, — Mildred.
Mildred Major limitou-se a um polido sorriso com os lábios cerrados, como se estivesse receosa de enrugar o rosto, e não disse uma palavra.
— Sinto muito incomodá-los. — Cynthia tentou quebrar aquele silêncio embaraçoso.
— Incômodo nenhum — Mildred replicou secamente, numa voz que mais parecia um pio de tão estridente.
— Bem. . . — Warren procurava ser o mais cordial possível. — O que faremos primeiro?


Algemas Partidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ao descer do avião, Cally respirou fundo, satisfeita. 

Finalmente chegava ao México! Os laços que a prendiam ao passado estavam cortados e a liberdade despontava em sua vida como o sol tórrido daquela terra quente e bonita. Mas... onde estava Rolfe, o irmão que ia ajudá-la nessa aventura? O medo começou a turvar o encantamento de uma promessa de vida nova. Rolfe havia desaparecido, deixando-a sozinha para pagar por um crime do qual ela nada sabia. 
Num terrível suceder de acontecimentos, Cally viu-se frente à fúria de Zarazua Guerrero, um mexicano disposto a levar sua vingança aos limites da loucura. Era loucura obrigar um inocente pagar pelo criminoso; era loucura do ódio nascer uma paixão!

Capítulo Um

Mais duas horas de espera! Cally olhou para o relógio, nervosa. Nunca havia viajado para fora do país e uma sensação diferente e estranha tomava conta de seu corpo. Agora já não tinha tanta certeza de que estava agindo bem. Não tinha sido fácil tomar a decisão de ir embora. Seu pai, Bernard Shearman, dera a ela e ao irmão Rolfe uma educação extremamente rígida e, embora Cally já estivesse com vinte e três anos, não havia conseguido fugir totalmente do controle paterno.
O velho Bernard nunca permitira que os filhos frequentassem a universidade, nem que tivessem suas próprias amizades. E, havia dois anos, Rolfe se rebelara e resolvera sair de casa. Havia insistido muito para que Cally fosse embora também e deixasse o pai sozinho com seu moralismo. A princípio, a idéia de sair de casa na companhia de Rolfe parecera maravilhosa... Mas, depois, mudara seus planos e resolvera ficar.
Cally não sabia bem se havia sido por amor a seu pai ou apenas por obrigação que tinha decidido não acompanhar Rolfe. O velho Bernard precisava dela, todos sabiam. Se não fosse a filha, quem iria preparar a comida dele, engraxar seus sapatos e manter a casa sempre impecavelmente limpa?
Uma senhora, sentada a seu lado na ala de espera do aeroporto de Miami, percebeu seu nervosismo e perguntou se tudo estava bem.
— Estou bem, obrigada — Cally respondeu, rapidamente. A mulher lançou-lhe um olhar desapontado, mostrando que a rispidez da resposta a havia ofendido. Não fora essa a intenção de Cally, mas como podia explicar que não estava com disposição para conversar?
Embaraçada, abriu a bolsa e apanhou uma carta, cujo conteúdo já sabia de cor. Fora enviada do México havia dois anos por Rolfe. E tinha chegado no momento em que as coisas pareciam mudar em sua casa. Cally começou a ler e logo as lembranças começaram a povoar sua mente. Havia dois meses, pegara uma gripe fortíssima que a deixara de cama por alguns dias. Havia ficado abatida, fraca e cansada, e completamente incapacitada de cozinhar. Bernard Shearman não sabia sequer fritar um ovo, e então resolvera fazer suas refeições fora de casa.
Durante um jantar, num restaurante da cidade, ele conheceu e fez amizade com Elma Bates, uma viúva cinco anos mais moça que ele. Logo se apaixonaram.
Cally se lembrava bem do primeiro dia em que Elma apareceu em sua casa.
— Quero que nos sirva alguma coisa — dissera seu pai, visivelmente ansioso com a visita. — E faça o favor de ser delicada e atenciosa com Elma. Ela é uma mulher muito fina!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Peixe Fora D’Agua

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Sereia






Fredrika Bimm é uma híbrida — seu pai era um tritão que deixou sua mãe hippie grávida numa noite na praia e depois desapareceu para sempre. 

Parte dos dois mundos e sentindo-se fora do lugar praticamente em todos os lugares, o maior desejo de Fred é manter-se só, e permanecer fora do radar de todos.
As circunstâncias, porém, fazem isso impossível. 
No último ano e meio, ela ajudou o príncipe Artur do povo subaquático (como os subs chamam a si mesmos) ao descobrir quem estavam jogando toxinas em Boston Harbor, apaixonou-se por um colega biólogo marinho 
Além disso, ela voltou de uma licença de seu emprego no New England Aquarium. Então, ela esteve ocupada.
Agora, seis meses após o primeiro do povo subaquático terem sido vistos na CNN, o mundo está fascinado pela ideia de que as sereias são reais... sempre foi real... e pode haver uma vida diferente da nossa. Além disso, ela tem uma casa de caça, na Flórida. Durante a temporada turística.
Oh, a humanidade.

Prólogo

Olhava fixamente, transfigurado. Seu povo estava se mostrando ao mundo! Como podia a família real... O rei... permitir isto? Ia contra séculos de tradição e comportamento enraizado.
Imediatamente começou a refletir sobre como podia colocar a situação a seu favor.

Capítulo Um

—Desculpe, você é uma sereia?
—Por quê? —Fred percorria a enorme e espaçosa cozinha tentando não demonstrar quanto se sentia impressionada pela vista do oceano. Sabia que a agente imobiliária perceberia isso como um sabujo percebe o suor — Vou ganhar um desconto? Mostro-lhes a cauda e me dão dez por cento de abatimento? Algo assim?
A agente imobiliária se ruborizou, o que, considerando que tinha a compleição cremosa natural da maioria dos ruivos, deu a impressão de que estava a ponto de ter um ataque. Fred se perguntou quanto faltaria para que aparecessem os paramédicos.
—Não queria dizer nada parecido. — Tossiu — É só... seu cabelo.
—Sei, não me diga isso. Despedi meu cabeleireiro. —Fred afofou as pontas de seu cabelo verde, que agora lhe chegava à altura do queixo em contraste com a cabeleira que antes lhe caía pelas costas. Era muito mais fácil de cuidar, embora seu amigo Jonas tenha gritado como se o estivessem apunhalando quando a viu — E ainda sinto pena por meu amigo. Meu estúpido e irritante amigo.
—Mas é azul.
—Tecnicamente é verde. — Abri uma despensa para ver quão profunda era —Sabe como o oceano parece azul, mas é na verdade verde? O mesmo comigo... o triturador de lixo funciona?
—O que? Sim. E a casa vem com todos os eletrodomésticos, assim como com manutenção do gramado. Então é?
—Suponho. É bastante cara. E para que preciso de quatro dormitórios? Sabe o que isso significará para mim? Convidados indesejados. "Ouça, Fred, tem bastante espaço, ficaremos aqui um mês". Tem ideia de quanto odeio os convidados indesejados? Os odeio como um menino gordo odeia Slim-Fast. Além disso, vivo em um apartamento em Boston a maior parte do ano. Cortar um gramado seria na verdade um presente para mim.
—Não, quero dizer, é uma sereia?
—O termo é pessoa subaquática
—Sim, é?


Série Sereia
1- Dormindo com os Peixes
2- em rev.
3- Peixe Fora D’Agua

Dormindo Com os Peixes

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Sereia





A doutora Fredrika Bimm, também conhecida como Fred, sempre soube que era diferente, mas ser uma sereia não quer dizer que tenha que amar o oceano. 

Quando Fred quer encharcar-se em água salgada, prefere a piscina que sua mãe construiu.
O trabalho de Fred no New England Aquarium permite o uso de seus dons e habilidades para se comunicar com os peixes. Mas sua vida tranquila é interrompida quando dois homens, de aparência agradável e decididos, aparecem repentinamente em sua vida. 
O primeiro é o investigador associado do aquário, o doutor Thomas Pearson, e o segundo é o Alto Príncipe Artur do Mar Negro. 
Não tendo nunca se encontrado com outra sereia, Fred se sente atraída e repelida ao mesmo tempo por Artur.
Ambos os homens chegaram porque alguém polui deliberadamente o porto de Boston, e querem a ajuda de Fred para descobrir o culpado. É muito difícil trabalhar intimamente com dois homens muito desejáveis, mas alguém tem que fazer!

Capítulo Um

O horror inacreditável começou quando Fred pegou seus pais fazendo amor sobre a mesa de café da sala de estar. Como todos os filhos, inclusive os adultos, sua primeira impressão confusa foi que seu pai estava fazendo mal a sua mãe. Ou talvez estivesse arrumando as costas. Sua segunda impressão foi que os livros da mesa de café (Alaska: A última Fronteira; Cape Cod: Guia de um Explorador; O Mar Negro: Uma História) deviam estar cravando horrores os joelhos de sua mãe. Sua terceira impressão soou algo como isto,
─ Aaaaeeeuuieeee!
Sua mãe escorregou e o National Geographic, As Focas do Antártico, saiu voando da mesa de café como uma ficha no jogo e golpeou o chão com um ruído surdo. Seu pai se sobressaltou, mas, infelizmente, não caiu longe de (ou fora de) sua mãe.
Fred atravessou velozmente a sala e, antes de perceber o que estava fazendo, tirou seu pai e o jogou sobre o sofá. Então ela pegou rapidamente a manta cor laranja brilhante do sofá e atirou sobre sua mãe.
─ Wow ─ gemeu seu pai fora de vista.
Sua mãe se retorceu embaixo da manta, endireitou-se, e enfrentou sua filha, seu rosto normalmente pálido estava ruborizado de fúria. Ou de outra coisa que Fred não queria pensar.
─ Fredrika Bimm, o que pensa que está fazendo?
─ Me descontrolando. Perdendo o juízo. Pensando em quebrar a coluna vertebral de seu marido. Contendo a urgência de vomitar. Desejando ter morrido no parto.
─ Oh, disse isso mesmo quando não conseguiu um prêmio em seus Lucky Charms[1] ─ exclamou sua mãe, ─ Qual é o seu problema, senhorita? Já não bate na porta? ─ Sua mãe, uma bonita loira com listras prateadas e cabelos até os ombros e um rosto perturbadoramente suado, levantou da mesa de café com notável dignidade, segurando a manta para cobrir suas coxas roliças, e contornou o sofá para ajudar seu marido. ─ Simplesmente invade sem convite?
─ Tenho uma chave, não invadi, ─ apontou Fred, ainda com o estômago enjoado, mas lamentando a violência. ─ E você me pediu que viesse.
─ Ontem. Pedi que viesse ontem.
─ Estava trabalhando, Fred tentou não choramingar, ou ficar com o olhar fixo. ─ Não podia dispensar sem mais nem menos todos os peixes. Mesmo que eles mereçam, esses pequenos bastardos. De qualquer forma, não pude vir.
─ Bom, ─ replicou sua mãe ─ Hoje eu tampouco poderia.
Fred tentou novamente não vomitar, e teve êxito no momento. Espiou sobre o sofá, onde seu pai estava gemendo e segurando firmemente a parte inferior das costas. Sua careca sardenta estava ruborizada quase até púrpura. Seu rabo-de-cavalo desfeito.
─ Sinto muito, papai.



Série Sereia
1- Dormindo com os Peixes
2- em rev.
3- Peixe Fora D’Agua

domingo, 26 de julho de 2015

As Perfeccionistas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série As Perfeccionistas




Em Beacon Heights, Washington, cinco meninas — Ava, Caitlin, Mackenzie, Julie e Parker — sabem que você não tem que ser bom para ser perfeito.

No início as meninas pensavam que não tinham nada em comum, até que elas perceberam que todas elas odeiam Nolan Hotchkiss, que fez coisas terríveis com cada uma delas.
Elas imaginam a maneira perfeita para matá-lo — um assassinato hipotético, é claro. 
É apenas uma brincadeira... até que Nolan aparece morto, exatamente da maneira planejada.
Só que elas não o mataram. E a menos que elas encontrem o verdadeiro assassino, suas vidas perfeitas irão desabar à sua volta.

Capítulo Um

Em uma manhã de quinta-feira ensolarada, Parker Duvall caminhava pelos corredores lotados de Beacon Heights High, uma escola que distribuía MacBooks como se eles fossem, bem, maçãs, e vangloriava-se pelas maiores pontuações no SAT de todo o estado de Washington. Acima, uma faixa marrom e branca dizia "Parabéns, Beacon High! Eleita a melhor escola secundária  do noroeste do Pacífico pelo quinto ano consecutivo pela revista U.S. News e Word report! Vai peixe-espada!"
Superem isso, Parker queria gritar — embora ela não o tenha feito, porque isso parecia loucura, até mesmo para ela. Ela olhou ao redor do corredor. Um bando de meninas em suas saias de tênis estava reunido em torno de um espelho no armário, aplicando diligentemente gloss para lábios em seus rostos já impecavelmente maquiados. 
A poucos metros de distância, um rapaz em uma camisa de botão distribuía folhetos para as eleições para o governo estudantil, seu sorriso deslumbrantemente branco. Duas meninas saíram do auditório e passaram por Parker, uma delas dizendo, — Eu realmente espero que você ganhe esse papel se eu não ganhar. Você é tão talentosa!
Parker revirou os olhos. Você não percebe que nada disso importa? Todo mundo estava lutando por algo ou traçando seu caminho para o topo... e para quê? Uma melhor chance de ganhar uma bolsa de estudos perfeita? A melhor oportunidade para conseguir aquele estágio perfeito? Perfeito, perfeito, perfeito, vangloriação, vangloriação, vangloriação. É claro, Parker costumava ser assim. 
Não muito tempo atrás, Parker tinha sido popular, inteligente e orientada. Ela tinha um zilhão de amigos no Facebook e Instagram. Ela inventava eleições complicadas que todos participavam, e se ela aparecesse em uma festa, ela fazia o evento. Ela era convidada para tudo, pedia para ser parte de cada clube. Caras a acompanhavam para a aula e pediam-lhe para ser sua acompanhante.
Mas, então, aquilo aconteceu, e a Parker que surgiu das cinzas um ano atrás usava o mesmo moletom com capuz todos os dias para esconder as cicatrizes que marcavam seu rosto que um dia já foi belo.
1 S.A.T. (Scholastic Aptitude Test): Teste de avaliação de conhecimento exigido para entrar em curso superior nos E.U.A.
Ela nunca ia para as festas. Ela não olhava o Facebook há meses, não podia se imaginar namorando, não tinha interesse em clubes. Nem uma única alma olhava para ela quando ela caminhava no corredor. Se ela recebia uma olhada, era de apreensão e cautela. Não fale com ela. Ela está danificada. Ela é o que pode acontecer se você não for perfeito.
Ela estava prestes a ir para a sala de aula de estudos de cinema quando alguém pegou o braço dela. 
— Parker. Você esqueceu?
Sua melhor — e única — amiga, Julie Redding, estava atrás dela. Ela parecia perfeitamente refinada em uma blusa branca, seu cabelo castanho-avermelhado brilhando e seus olhos redondos com preocupação.
— Esqueci o que? — Parker resmungou, puxando mais apertado o capuz sobre seu rosto.
— A reunião de hoje. É obrigatória.
Parker olhou para a amiga. Como se ela se importasse com algo obrigatório.
— Vamos. — Julie a conduziu ao fundo do corredor, e Parker a seguiu relutantemente. — Então, onde você esteve, afinal? — Julie sussurrou. — Eu mandei mensagens de texto por dois dias. Você estava doente?
Parker zombou. — Doente da vida. 

Série As Perfeccionistas
1-  As Perfeccionistas
2- As Boas Garotas.


As Boas Garotas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série As Perfeccionistas








Mackenzie, Ava, Caitlin, Julie e Parker têm feito algumas coisas não tão perfeitas.

Mesmo que todas elas tenham falado sobre matar o valentão rico Nolan Hotchkiss, elas não chegaram a ir até o fim. Foi apenas uma coincidência que Nolan morreu exatamente da forma como elas planejaram... certo? Exceto que Nolan não foi o único que elas fantasiaram matar. 
Quando alguém que elas nomearam morre, as meninas se perguntam se elas estão sendo incriminadas. Ou elas estavam prestes a se tornar os próximos alvos do assassino?

Capítulo Um

Era manhã de domingo, Mackenzie Wright estava do lado de fora da delegacia de Beacon Heights, olhando melancolicamente para o meio-fio. Nuvens de tempestade pairavam baixo no céu. Seis carros-patrulha estavam alinhados no estacionamento. Todas as outras meninas da classe de filmografia já tinham ido embora, ou com seus pais — os de Mac estariam ali a qualquer momento — ou por conta própria.
Como se convocado por seus pensamentos, o sedan de seus pais apareceu no estacionamento. O estômago de Mac capotou. Ela pegou uma carona com Ava até aqui nesta manhã, mas depois os policiais haviam ligado para seus pais, que haviam insistido em ir buscá-la. Mac não conseguia imaginar como a família dela estava reagindo à notícia de que ela tinha arrombado a casa de um professor que tinha sido morto na noite passada — esfaqueado com sua própria faca de cozinha. Ela, Mackenzie Wright, primeira cadeira de violoncelo, era uma suspeita de assassinato.
O carro diminuiu a velocidade, e sua mãe saiu correndo do banco do passageiro, envolvendo Mackenzie em um abraço firme. Mac endureceu, surpresa. — Você está bem? — a Sra. Wright disse no ombro de Mac, sua voz cheia de soluços.
— Eu acho que sim — disse Mac.
Seu pai tinha saltado para fora do carro, também. — Viemos assim que pudemos. O que aconteceu? A polícia disse que você invadiu uma casa? E tinha havido um assassinato? O que está acontecendo nesta cidade?
Mac respirou fundo, dizendo as palavras que ela tinha ensaiado durante os últimos cinco minutos. — Foi uma grande confusão — ela disse lentamente. — Algumas amigas e eu pensamos que tínhamos algumas informações sobre a morte de Nolan Hotchkiss. É por isso que nós viemos para a delegacia de polícia. Mas então... bem, então as coisas ficaram meio confusas.
Seu pai franziu a testa. — Você entrou ou não na casa de um professor?
Mac engoliu em seco. Ela tinha estado temendo esta parte. — Nós pensamos que ele estava em casa. A porta estava aberta. Tínhamos algumas perguntas para ele, sobre a morte de Nolan.
Ela baixou os olhos. Seus pais haviam conhecido Nolan Hotchkiss antes mesmo que ele tivesse morrido, todo mundo o conhecia. Os Hotchkiss eram ricos e poderosos, mesmo no mundo influente, fascinante e perfeito de Beacon Heights. O que seus pais não sabiam era o que Nolan significava para Mac. Não muito tempo atrás, ele tinha levado Mac para sair em alguns encontros. Cortejando ela, fazendo-a se sentir bem, iluminando sua vida. Quando ele pediu algumas fotos, ela não tinha nem se encolhido, posando atrás de seu violoncelo e sendo fotografada.
Acontece que ele só queria as fotos para uma aposta — o que Mackenzie percebeu quando ele dirigia por sua casa com seus amigos, rindo e jogando dinheiro para ela. Você pode imaginar esse pesadelo humilhante?
Pior, a polícia tinha encontrado essas imagens
Série As Perfeccionistas
1-  As Perfeccionistas
2- As Boas Garotas



domingo, 19 de julho de 2015

Jóia Preciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match



A mulher que ele não deveria desejar...

Zahid, o príncipe do deserto, teve que desistir de Trinity Foster e juntar forças para reprimir o desejo que sentia. Como herdeiro do reino de Ishla, era obrigado a voltar para seu povo e cumprir seus deveres reais. Mas nem mesmo o calor do deserto foi capaz de afastar a lembrança do momento em que se apoderou dos lábios de Trinity em um beijo avassalador. 

Anos mais tarde, um encontro ao acaso os levou a uma noite de paixão há muito desejada. Quando verdades dolorosas sobre o passado são reveladas, Zahid sabe que precisa proteger Trinity. Ela é estritamente proibida. Mas agora que voltou para a sua vida, Zahid não será capaz de deixá-la partir.

Capítulo Um

— Alguém viu Trinity?
A voz de Dianne ressoou na noite calma. Tinha-se tornado um grito familiar no último ano, ao qual o sheik e príncipe Zahid de Ishla se acostumara desde que se hospedava na casa dos Foster.
Ele costumava se hospedar ali desde os 16 anos, mas agora, perto dos 22, tomara a decisão de que aquela seria sua última estada ali. Da próxima vez que fosse convidado, recusaria gentilmente.
Zahid caminhou pelos bosques localizados próximos à propriedade. Naquela clara noite de verão, ouvia sons de risadas no lago. Ele voltaria em breve para Ishla e torcia para que o motorista chegasse o mais rápido possível, pois preferia ir embora. Os Foster estavam dando uma festa para comemorar a formatura do filho, Donald, e a dele, portanto teria sido grosseria não participar.
Da próxima vez...
Zahid não apreciava a companhia deles. Na verdade, nunca gostara do estilo de vida do casal. Gus Foster era político e parecia permanentemente ligado na tomada. O único propósito da esposa, Dianne, parecia ser apoiar tudo o que o marido fizesse. Desde que Zahid conhecera a família, a mulher fora humilhada quando dois casos do marido se tornaram públicos, bem como revelações escandalosas de encontros. Mas nem isso foi capaz de fazer com que o sorriso de Dianne murchasse.
Após aquela noite, não teria mais que presenciar nada, pensou. Tampouco teria que bater papo sobre política com o detestável Gus. Apenas o fazia por ser amigo de Donald, filho do casal.
Como se Zahid tivesse amigos.
Zahid era um lobo solitário e muito independente. Aos sábados à noite, preferia a companhia de uma linda mulher do que esse tipo de atividade, mas a obrigação o levara a comparecer à festa.
Quando tinha 16 anos e estudava em um colégio interno bastante conceituado, houve uma inspeção nos armários dos alunos e encontraram uma bolada de dinheiro e drogas no armário de Zahid. Não eram dele. O problema não foi a suspensão, mas a vergonha que tal escândalo traria à família.
Ao saber da novidade, o pai, o rei Fahid, imediatamente embarcou em seu jato para conversar com o diretor, não para encobrir o ocorrido, pois não era esse o procedimento em Ishla. Em vez disso, Zahid explicara a Donald, o rei estava a caminho da Inglaterra para pedir desculpas pelo comportamento do filho e levá-lo para casa. Uma vez em Ishla, Zahid, o filho desonrado, teria que pedir desculpas publicamente ao seu povo.
— Mesmo sem você ser culpado? — perguntou Donald.
Zahid assentiu.
— Cabe ao povo me perdoar ou não.


Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída

Desafiado pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match





Alina Ritchi estava muito nervosa.


Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. 
Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?

Capítulo Um

Não naquele dia.
Demyan Zukov olhou pela janela de seu jatinho particular enquanto o avião começava a descida final em direção a Sydney.
Era realmente uma vista magnífica. A água era de um azul-escuro incrível e estava repleta de barcos, balsas e iates que deixavam rastros brancos. A vista sempre animava Demyan. Demonstrava sempre a promessa de tempos bons pela frente quando seu avião aterrissasse.
Mas não naquele dia.
Enquanto olhava para baixo, Demyan se lembrou da primeira vez que havia ido à Austrália.
Não havia sido em tão grande estilo e certamente não havia imprensa esperando por ele.
Entrara no país anonimamente, ainda que determinado a deixar sua marca. Demyan tinha apenas 13 anos quando deixara a Rússia pela primeira e última vez.
Sentou-se na classe econômica de um jato comercial ao lado de sua tia, Kátia. Quando olhou pela janela e viu pela primeira vez a terra que o esperava, Kátia falava sobre a fazenda em Blue Mountains, que em breve seria seu lar, e ele não sabia o que esperar.
A criação de Demyan havia sido brutal e dura. Ele não conhecera o pai, e a mãe vivia em um espiral de pobreza e álcool. A pequena ajuda recebida pelo governo havia sido direcionada para alimentar os hábitos de Annika.
Quando Demyan tinha cinco anos, a mãe perdera o emprego, e ele assumira a responsabilidade de sustentar a família. O garoto trabalhara duro, mas não só na escola. Nas noites, juntava-se com um menino de rua, Mikael, para limpar pára-brisas de carros nos semáforos e pedir esmola para turistas.
Quando necessário, vasculhava lixeiras nos fundos de restaurantes e hotéis. De alguma forma, na maioria das noites, havia uma refeição de algum tipo para ele e Annika. Não que sua mãe houvesse se importado em comer perto do fim da vida. Em vez disso, fora vodka e mais vodka conforme ela se tornava cada vez mais paranóica e supersticiosa e demandava que o filho cumprisse os rituais que ela sentia que mantinham seu mundo seguro.
No momento da morte da mãe, Demyan esperava se juntar a Mikael nas ruas, porém sua tia, Kátia, havia viajado da Austrália, onde morava, para o enterro da irmã, na Rússia.
— Annika sempre me disse, nas cartas e nos telefonemas, que vocês estavam... — A voz de Kátia desaparecera quando ela olhou para as condições de vida da irmã e do sobrinho ao entrar no apartamento deles, e então estudara seu sobrinho desesperadamente magro. O cabelo preto e os olhos cinzentos contrastavam com a pele pálida e, apesar de Demyan haver se recusado a chorar; confusão; suspeita e mágoas estavam evidentes em seu rosto.
Apesar dos esforços de Demyan para acalmar a mente de sua mãe se obrigando a cumprir suas muitas superstições e rituais, não havia sido uma boa morte. No enterro, os dois haviam ficado em silêncio ao lado da cova de Annika. O serviço fúnebre ocorreu bem distante da igreja, e Demyan quase podia ouvir os gritos de protesto da mãe enquanto o caixão era abaixado em solo não consagrado.
O último lugar de descanso de Annika seria seu pior pesadelo.
— Por que ela não me disse o quão mal as coisas estavam?

Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída


sábado, 18 de julho de 2015

Apenas Negócios

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Negócios entre lençóis...

Abby Seymour viajou para Gold Coast, Austrália, a fim de começar um novo projeto de vida...Mas acabou sendo vítima de um golpe! A casa que alugara na verdade já tinha dono, o sensual empresário Zak Forrester. Compadecido com a situação de Abby, ele a convida para trabalhar como modelo, e também propõe que ela more em sua casa até tudo se resolver. Sob o mesmo teto, é impossível ignorar o desejo intenso que os domina. ´
Apesar das noites de prazer intenso, Zak insiste que até podem dividir a cama, mas Abby nunca terá seu coração.

Capítulo Um

Segundo o horóscopo, aquele era o seu dia de sorte. E, com uma casa chamada Capricórnio, não podia se enganar.
Ou podia?
Abigail olhou para a casa desmantelada, comparando-a com a fotografia que tinha na mão. O cartaz lascado que pendia no alpendre, torcido e debatendo-se com a brisa, deixava claro que estava no lugar indicado.
Era uma casa típica de Queensland, construída sobre quatro pilares para evitar possíveis inundações. Do alpendre deteriorado, tinha uma vista fabulosa da praia, e as plantas tropicais que a rodeavam davam-lhe um ar fresco e exuberante.
Com várias camadas de tinta, um pouco de tempo e energia... não, correção, muito tempo e energia, poderia voltar a ser a casa encantadora que devia ter sido uma vez. Contudo, teria de falar com o agente imobiliário que a havia arrendado; provavelmente usou uma fotografia que devia ter sido tirada há anos.
E onde se metera ele? Tinham combinado se encontrar ali...
Abigail olhou para o relógio e, de repente, teve um horrível pressentimento.
Aquela casa na Costa Dourada de Queensland devia ser a sede do Boas Vibrações, o seu novo salão de massagens.
Porém, naquele momento, as vibrações pareciam chegar de dentro e não eram exatamente boas. Assemelhavam-se às de um martelo e ela ainda nem começara as reformas...

Não Incomodar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um amor do passado.

Quando adolescente, Mirandi Summers era puritana e virginal, a exemplar filha de pastor. Joe Sinclair era o oposto. Selvagem, livre e perigoso, ele a levou para um caminho deliciosamente pecaminoso. Anos depois, Mirandi é contratada para trabalhar em uma empresa em que o CEO é ninguém menos do que Joseph Sinclair! 
Ela mal podia acreditar que aquele bad boy havia se transformado em um bem-sucedido bilionário. Durante uma viagem de negócios à Riviera Francesa, Mirandi descobre que o lado malicioso de Joe ainda existe, e está apenas escondido por trás da fachada de homem de negócios sério e pragmático. Mas o garoto rebelde se revela quando a leva para seu quarto de hotel e deixa a porta bem trancada...

Capítulo Um

O homem alto, de cabelos escuros e um elegante terno de mesmo tom, entrou na sala de reuniões da Martin Place Investimentos e o burburinho da conversa logo parou. Mirandi Summers estava sentada ereta, com a pulsação um pouco acelerada. Como todos os outros presentes estavam usando roupas em tons escuros ou cinzentos, ela esperava que o vestido violeta não fosse muito chamativo.
— Bom dia — saudou Joe Sinclair, sem prestar muita atenção em seus analistas de mercado ali reunidos. Seu interesse estava voltado para o computador, verificando se estava pronto para a sua apresentação.
— Bom dia, Joe — ouviu-se por toda a sala, algumas saudações mais alegres e ansiosas por agradar, outras mais contidas.
Naquela manhã, Joe parecia estar um pouco alterado. Havia algo em suas atitudes que denotava um estado de tensão maior do que o normal. Como mudara em dez anos! Agora era difícil imaginá-lo cuidando de sua antiga motocicleta.
— Ah, aí está — o sorriso infantil que derretia as mulheres surgiu por breves instantes em seu rosto bronzeado e depois desapareceu.
Um gráfico multicolorido apareceu na tela. Várias linhas subiam, apontando para o infinito.
— Olhem para isto — os olhos azuis e frios de Joe moveram-se ligeiramente. — Diante de vocês está o futuro. Parece bom, não acham? — inquiriu.
Todos, incluindo Mirandi, concordaram em uníssono.
— E será bom. Acho que posso afirmar isto. Mas só se estivermos dispostos a aprender com os erros do passado — franziu a testa. — Como sabem, amanhã viajarei para a Europa, onde haverá o seminário. Antes de ir, quero ter a certeza de que ficou claro para todos quais são os fatores que influenciam a atual direção.
Apertou outra tecla e um novo gráfico iluminou a tela. Desta vez, porém, as projeções não eram tão brilhantes.
— Estou disposto a ouvir as ideias de vocês. Alguém quer sugerir...? — interrompeu a frase e franziu ainda mais a testa. Virou-se até que seus vibrantes olhos azuis se concentraram em Mirandi, que estava sentada na outra ponta da mesa.
— Ah... srta. Summers, está aqui. Pretende ficar?

Aventura na Arábia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Samantha achou que o sol escaldante do deserto fosse sufocá-la. 

Era perturbador estar num lugar tão diferente, de paisagem inóspita e costumes estranhos. Sentia um misto de medo e fascinação, ao caminhar no meio de pessoas que a fitavam com curiosidade. Mas foi o olhar de certo homem que a deixou lívida. Havia algo de familiar, algo que a fazia lembrar... Não! Não queria lembrar! 
Afinal, estava ali, em pleno Oriente Médio, para esquecer o passado. Entrou em pânico, fugiu, mas o estranho voltou a encontrá-la. E em seus olhos escuros havia a determinação de que Samantha não voltaria à Inglaterra sem reviver as lembranças amargas que tentava esquecer...

Capítulo Um

Enquanto fechava a porta do carro, Samantha notou o homem que vinha em sua direção. O carro dele era o único no estacionamento quente e empoeirado. O desconhecido era alto e tinha feições agressivas, o que a fez sentir cheiro de problemas no ar.
— Você trabalha para a Mepco? — Ele perguntou, ao se aproximar. Sua voz era firme e não havia dúvida de que era inglês.
— E qual o problema, se eu trabalhar? — Samantha replicou, surpresa. Era certo que jamais o vira antes, senão teria se lembrado.
Com o olhar astuto e acusador, ele a fitou dos pés à cabeça.
— Há quanto tempo está aqui? Suponho que seja sua primeira visita ao Oriente Médio... — Seus olhos castanhos quase se fecharam, contra o forte sol da manhã.
— Faz cinco dias que cheguei a Dubai. Agora, se puder me dizer quem é e o que...
— E em cinco dias ainda não aprendeu que mulheres não andam vestidas dessa maneira por aqui?
Samantha usava short e camiseta.
— Considero minha roupa perfeitamente respeitável. Faz muito calor e, além do mais, não sei o que você tem a ver com isto!
— Mas não está em Dubai agora. Estamos no deserto!
Ele se aproximou, e Samantha, não suportando a proximidade, deu um passo para trás.
— Você deve ser apenas uma visitante, mas deixe-me lembrá-la de que este é um lugar em que nada mudou em milhares de anos. Os homens do deserto são orgulhosos, dignos e religiosos. Entrar no mercado de camelos quase nua, pelo menos do ponto de vista deles, é um insulto.
— Como se atreve?!