quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Proposta Sedutora

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“O que vai ser, eu ou a polícia?”

A atriz desempregada Daisy Maddox faria qualquer coisa pelo irmão - até mesmo entrar escondida no escritório do bilionário Rollo Fleming para devolver o relógio que ele roubou. 

Quando é pega em flagrante, Daisy fica completamente nas mãos dele. Mas Rollo faz uma proposta: se ela for sua esposa temporariamente, ele poderá esquecer o incidente. 
Agora, vivendo no mundo de Rollo, ela tem que lidar com uma mistura de emoções. 
E a cada beijo ardente, ela descobrirá que existem vantagens inesperadas nesse jogo de chantagem...

Capítulo Um

Todos estavam se divertindo na festa. Menos Daisy Maddox. Com seu cabelo loiro iluminado pelas luzes que piscavam, ela estava afastada, olhando o salão.
Manhattan era o lugar mais animado do mundo à meia-noite. E a Fleming Tower, o arranha-céu de Rollo Fleming, magnata bilionário dos imóveis e anfitrião da festa, além de chefe do irmão dela, David, era o lugar mais glamoroso da cidade.
Mas ela não estava ali como convidada; estava servindo champanhe.
Seis meses atrás, ela chegara ao apartamento de David com a esperança de ter uma carreira de sucesso na Broadway. Só que as coisas não haviam dado certo.
Ela suspirou ao rechaçar mais uma investida do jovem que não saíra de perto dela durante toda a noite.
— Como eu já disse, Tim, estou trabalhando.
— Não é Tim, é Tom. Vamos. Tome só uma taça comigo. Prometo que não conto a ninguém. O chefão nem está aqui para flagrar você.
Rollo Fleming. O “chefão”. Ao visualizar o frio e lindo rosto dele, Daisy sentiu seu coração disparar. Era verdade. Apesar de a festa estar acontecendo no prédio dele, para os funcionários dele, Rollo não fora.
Claro, diziam que ele apareceria sem avisar. Alguns afirmavam tê-lo visto no saguão. Daisy, porém, sabia que ele não iria. Ele estava em Washington.
— Você trabalha para ele?
Surpresa, Daisy se virou e viu Joanne, a outra garçonete.
Tom assentiu.
— Sim, já faz mais ou menos um ano.
— Sério? — Joanne arregalou os olhos. — Ele é lindo demais. Como ele é?
A pergunta foi direcionada a Tom, mas Daisy precisou se conter para não responder. Horas pesquisando na internet a haviam transformado na maior autoridade do mundo em Rollo Fleming. Não que houvesse muito para saber. Ele raramente dava entrevistas e, a não ser pelas fotos com lindas modelos e socialites, a vida particular dele era bem reservada.
— Quase não lido pessoalmente com ele. Mas, nos negócios, ele tem o toque de Midas. E só sai com as mulheres mais lindas.
O homem continuou:
— Mas é meio assustador. Ele trabalha demais e é extremamente controlador. Sabe tudo que acontece... cada detalhe. E é obcecado por honestidade. Não é bom contrariá-lo.
Daisy sabia que ele era viciado em trabalho e um conquistador avesso a compromissos. Basicamente uma versão amplificada de Nick, o ex dela, o tipo de homem que ela desprezava.
O turno dela estava quase no fim. Em qualquer outra noite, ela teria se sentido aliviada. Mas não naquela. Com sorte, aquela seria a primeira e última vez que ela precisaria escolher entre não cumprir uma promessa e não cumprir a lei.
Pensar no que ela estava prestes a fazer revirava seu estômago.
Joanne a puxou para um canto.
— Olhe... Você não parece bem. Por que não vai para casa? Eu me viro sozinha.
— Não posso deixar você nessa situação...
— Não tem problema.
Daisy hesitou. Ela detestava mentir para Joanne, especialmente porque sua amiga estava sendo tão gentil. Entretanto, ela não podia dizer a verdade.
Quatro dias antes, ela entrara no apartamento de David e o encontrara chorando. Depois da insistência dela, ele finalmente admitira ter um problema com o jogo e estar seriamente endividado.
As dívidas de David, porém, eram o menor dos problemas dele. Quando ele fora deixar uns papéis no escritório de Rollo Fleming naquele dia, encontrara um relógio no chão. Não era um relógio qualquer, mas um relógio de um designer extremamente exclusivo. E ele não apenas o encontrara, mas o pusera no bolso, imaginando que, com a venda dele, poderia quitar suas dívidas.
Em casa, ele percebera o que fizera e entrara em colapso. Fora por isso que Daisy prometera devolvê-lo.
— Estou me sentindo meio mal mesmo. Acho melhor ir agora. Obrigada, Jo. Você é um amor — falou Daisy.
— Sou mesmo. Mas você precisa cobrir para mim na terça. Cam vai me levar para jantar.
Era isto que ela queria estar fazendo, pensou Daisy, ao passar pela multidão até o corredor deserto: indo jantar com seu namorado.
Mas, claro, para isso, ela precisaria de um namorado.
E, cinco semanas antes, Nick decidira que precisava de espaço.
Espaço!

Um Amor Perfeito Demais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um pedido de casamento, uma viagem... Uma estranha lua-de-mel

Abby não podia compreender... Por que o dr. Marcus ia abandonar o hospital e partir para uma ilha perdida no mapa? Mas a surpresa maior veio depois: ele a pediu em casamento!
Enquanto arrumava as malas uma estranha sensação tomou conta de Abby. Embora feliz, sentia-se como se estivesse num carrossel maluco e desgovernado. Sua intuição lhe dizia que algo de muito grave estava para acontecer...
Capítulo Um

Já era noite, mas na ala da maternidade do Hospital Wellbourne o movimento era idêntico ao do dia. A sra. Jeffreys estava há quase dez horas em trabalho de parto e Abby fazia de tudo para ajudá-la.
— Qual é o seu nome, enfermeira? — perguntou a mulher, ofegante.
— Abigail, mas quase todo mundo me chama de Abby — respondeu a jovem, sabendo o quanto um bom papo podia aliviar a tensão da paciente.
— Estou sem ideia nenhuma sobre um nome para dar ao bebê, se for uma menina... — continuou a senhora, logo se interrompendo ao sentir outra contração.
— Tente relaxar, sra. Jeffreys, e respire. Isso... assim...
Por algum tempo, só se ouviu a respiração ritmada da mulher. Abby lhe segurava a mão, encorajando-a.
— Meus Deus! Eu não deveria ter um bebê nesta idade... — comentou a sra. Jeffreys, com a voz sumida. — É que eu e John queríamos tanto ter um filho! O dr. De Lisle falou conosco, inclusive sobre os riscos... Na hora achei que valia a pena, mas agora...
Abby sorriu e examinou-a, observando que a dilatação estava quase completa. O trabalho de parto ia bem, apesar dos receios da mãe.
— Agora, já não dá mais para desistir, sra. Jeffreys — disse Abby, sorrindo. — E não se preocupe, porque está indo tudo muito bem. O dr. De Lisle logo estará aqui... e o bebê também! — encorajou-a, antes de deixar a enfermaria.
Saindo dali, Abby foi direto para o escritório fazer seu relatório. Pensou como seria bom se o bebê nascesse logo, pois Janet Jeffreys estava com quase quarenta e três anos e realmente esgotada pelo esforço de dar à luz.
De repente, a porta do escritório se abriu, interrompendo seus pensamentos, e Joan Marshall, a outra enfermeira de plantão, se aproximou.
— Como vai ela?
— Exausta e muito nervosa, mas bem. Vou ligar para o dr. De Lisle e avisá-lo.
— E o marido da sra. Jeffreys? Ele não está aqui, não é? — perguntou Joan, estranhando o fato.
— Ele estava tão apavorado, que o mandamos para casa, antes que desse mais trabalho que a esposa! — riu Abby.
Ela tentou controlar o tremor de suas mãos, ao pegar o telefone. Ligou o número da sala dos médicos e ficou aguardando a voz do outro lado, temendo que Joan percebesse seu nervosismo.
— Pronto, dr. De Lisle! — disse aquela voz que ela conhecia tão bem, fazendo seu coração bater mais rápido.
— É a enfermeira Brent. — Ela fez de tudo para falar com naturalidade. — A sra. Jeffreys está bem e a dilatação já se completou.
— Desço em seguida — o médico avisou, sem revelar qualquer tipo de emoção na voz.
Abby sentiu a garganta se apertar. Ia vê-lo de novo, depois de um mês! Marcus De Lisle sempre conseguia deixá-la em suspenso. Ela o amara desesperadamente, mas não tinha a mínima ideia do que significava para ele. Haviam saído juntos há algum tempo, até que de repente ele deixara de procurá-la. Marc nunca dizia nem demonstrava nada do que sentia. E tinha o terrível defeito de ser verdadeiramente "perseguido" pelas mulheres. Bonito, másculo, todos respeitavam e admiravam o dr. De Lisle.
— Não é de minha conta, mas... pensei que você e o dr. De Lisle estivessem tendo um caso — Joan disse, interrompendo os pensamentos de Abby.
— O pior é que eu também pensei... — falou Abby, com amargura. — Mas não o vejo há semanas e... só posso concluir que ele não está nada interessado — desabafou, evitando olhar para Joan.
As duas tinham feito o curso de enfermagem juntas e uma forte amizade nascera entre elas.
— E você, como está?
— Para ser sincera, não sei direito... — ela disfarçou.
— Melhor assim, já que ele vai sair do hospital...
A notícia pegou Abby de surpresa, e seu rosto perdeu a cor.
Sair do hospital! Marc não a procurara mais, mas sempre havia a esperança de encontrá-lo no corredor ou trabalhar ao lado dele. Além disso, no fundo, alimentara a esperança de que ele não falara mais com ela por absoluta falta de oportunidade, já que seus horários nem sempre coincidiam e, quando um estava de plantão, o outro estava inevitavelmente dormindo. Por isso, não estava preparada para ouvir aquela notícia! Marcus ia embora!

A Noiva Enganada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Sua vida começou quando seu mundo foi destruído...

Tudo não passara de uma infame mentira! 
Foi o que Grace Sutter descobriu após se casar com o ator inglês Zachary Key.,
Ele fingira amá-la só para obter o visto de permanência nos Estados Unidos. 
Traumatizada, abandonou o marido e voltou para a sua cidade natal. Porém, um ano depois, para grande surpresa de Grace, Zac reapareceu em sua vida. 
E ela soube que algo muito estranho havia acontecido com ele!
Algo que o próprio Zac não conseguia entender direito...

Capítulo Um

Moab, Utah.
De repente, no inverno passado.
Separados...
Seu pai estava morto, seu casamento ter­minara e ela deixara a carreira que ado­rava por aquilo? Ali, junto às margens do rio Colorado com suas águas escuras, Grace Sutter tomou um gole de cerveja e olhou para uma enorme faixa rasgada, onde mal se lia:
PASSEIOS DE JIPE E BARCO. TRATAR AQUI.
Uma onda de tristeza e melancolia invadiu-lhe a alma. Quem, em sã consciência, teria coragem de ir até aquele fim de mundo e alugar qualquer meio de transporte de uma firma que nem conseguia manter uma faixa de pro­paganda em boas condições?
Virou-se para Diana que, tentando se equilibrar em suas sandálias de salto alto num chão cheio de pedregulhos acabava de acender um cigarro.
— Custava ter trocado essa faixa rasgada?
Diana deu uma tragada e soltou a fumaça lentamente. Então, apontou para si mesma e perguntou:
— Por acaso eu me pareço com alguém que costuma trocar faixas?
Grace olhou para a irmã. Diana tinha vinte e oito anos, um a menos do que ela própria. Durante os dez anos anteriores, Diana havia trabalhado em todos os se­tores da Rapid Riggers, mas jamais iria se parecer com alguém que trocasse faixas rasgadas. Naquele exato mo­mento, ela também não se parecia com alguém que aca­bara de comparecer a um enterro. E, na verdade, nem parecia com Grace. De qualquer modo, amava a irmã e precisava muito dela.
Mesmo assim, não conseguiu evitar um último comentário:
— Bem, pelo menos você parece uma moça que poderia pedir a um dos rapazes para trocar a faixa.
Dizendo isso, tomou mais um gole de cerveja. Estava sofrendo até dizer chega... E o motivo daquele sofrimento todo não era somente a morte de seu pai.
"Por favor, meu Deus, faça essa dor parar", pensava em silêncio.
Diana olhou para ela, deu outra tragada no cigarro e soltou a fumaça em outra direção.
— Pedir a um dos rapazes é uma coisa. Pedir dinheiro a papai para comprar seja lá o que for é outra. — Ela fez uma pausa — Era outra.
Grace sentiu vontade de dizer que ela podia ter feito alguma coisa, que tinha de ter tomado uma providência. Afinal, aquele lugar era de vital importância para a fa­mília. Os Sutter estavam na cidade desde a virada do século e Rapid'Riggers era a empresa de turismo mais antiga da região. Seu bisavô construíra o velho River Inn, o pequeno hotel a poucos quilômetros das margens do rio Colorado, na época em que os sonhadores em busca de aventuras cruzavam as águas com a ajuda de grandes remos de madeira.
Grace, no entanto, ficou calada. Afinal das contas, po­dia ter ficado em Moab e ajudado seu pai. Antes de ir para Nova York e tentar a carreira de chef de cuisine. 
Ela havia sido a melhor guia turística da empresa, pi­lotando barcos e jipes como ninguém. O velho a adorava. Tratava-a como uma filha... e uma sócia. Mas, então, ela partira. E agora, a Rapid Riggers estava no vermelho e as propriedades dos Sutter, que outrora ocupavam as duas margens do rio, ficaram reduzidas a duas casas caindo aos pedaços.
Franziu a testa e afastou uma mecha de cabelo dos olhos. Embora estivesse em fevereiro, sentia muito calor. Talvez devesse ter escolhido algo mais leve para vestir. Aquele jeans e botas de caubói podiam ser perfeitos para Nova York, mas totalmente impróprios para o clima ame­no de Utah.
Olhou em volta. Do outro lado da estrada, ao norte, ficava o Parque Nacional dos Arcos, onde as rochas e pedras erguiam-se em estranhos e misteriosos formatos, suas cores oscilando entre o bege claro ao roxo escuro e o preto. 
A leste estavam os muros altos e imponentes da ponte Moab, por sob a qual passava o rio Colorado, seguindo seu caminho até desaparecer em meio a uma floresta de cedros e tamargueiras. Quando a primavera chegava, as tamargueiras atraíam milhares de mosqui­tos.
Agora, os galhos secos caíam na água, sendo arras­tados pela correnteza em direção ao desfiladeiro. Mais além jaziam quilômetros e quilômetros de um rio belo e indomável.
Vendo tudo aquilo, Grace teve a certeza de que voltava ao lar. Sentia-se feliz... e triste ao mesmo tempo. Quando decidira morar em Nova York, a reação de seus amigos havia sido variada. Alguns achavam que a filha de Sam Sutter ia se dar muito bem na cidade grande. Outros diziam que o pessoal de lá não era muito confiável e que Grace logo descobriria o fato.
Grace descobrira bem depressa.
Então, por que continuava sentido aquele aperto horrível no coração? Por que continuava sentindo... Tanta saudade de Zac?

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Incontrolável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens do Texas
O viúvo, Texas Ranger e pai solteiro, John Ruiz endureceu seu coração anos atrás. 

Dia após dia, ele rastreia os criminosos mais violentos do Estado da Estrela Solitária, deixando pouco espaço para o amor. Então, quando John conhece a bela enfermeira que está ajudando seu filho, ele fica desconcertado com a rapidez com que as faíscas voam.
Desde o assassinato brutal de sua mãe e seu irmão, Sunny Wesley dedicou sua vida a ajudar a salvar outras pessoas. 
O adorável Tonio Ruiz é apenas mais um jovem que ela está tentando ajudar, ou assim ela diz a si mesma. Mal sabe ela que ele é filho de John. E quando sua vida está ameaçada, pode um misterioso fazendeiro resgatá-la?

Capítulo Um

Faltavam duas semanas para o natal. Suna Wesley, a quem seus colegas de trabalho chamavam de Sunny, estava parada na beira da pista de dança improvisada na sala de reuniões do Hal Marshall Memorial Children’s Hospital, observando enquanto seus colegas do hospital riam e dançavam com a música vinda do sistema de som. 
Um radialista de uma estação de rádio local, conhecido de uma das enfermeiras, foi persuadido a ajudar. Havia muito ponche e refrescos. 
Médicos e enfermeiras, auxiliares e nutricionistas socializavam em volta da mesa do bufê. Era uma festa temática de feriado, o sábado depois do Dia de Ação de Graças. 
Um dos médicos preferidos da equipe tinha aceitado um emprego no leste, então era basicamente uma festa de despedida. Decorações de Natal estavam espalhadas pela sala, marcando o início do período de festas. Guirlanas, visco e sinos dourados se misturavam com laços vermelhos. 
A decoração vermelha e verde fazia com que as festas ganhassem vida. Mas o período de festividades era triste para Sunny. Porque trazia lembranças marcantes da época com seu pai, mãe e irmão mais novo. Aqueles dias estavam muito longe. 
Enquanto observava uma enfermeira flertar com um dos assistentes, Sunny desejou que tudo já tivesse terminado. Ela foi persuadida a ficar depois do seu turno e se juntar à diversão. Mas era sempre a mesma coisa. Ela ficava sozinha, porque era tímida demais para se misturar em um dos muitos pequenos grupos e se envolver nas conversas. 
Ela morava sozinha, ficava sozinha, e estava conformada em viver sozinha pelo resto da sua vida. Ela afastou o longo cabelo loiro platinado e desejou ser bonita. Seu cabelo era sua única característica atraente. Era liso, bonito e descia pelas suas costas até abaixo do ombro quando o deixava solto. 
Ela tinha grandes olhos castanhos que refletiam sua tristeza quando estava sozinha e não tinha que esconder isso das outras pessoas. Era triste ela não ter um parceiro. Sua mãe e seu pai adoravam dançar. Seu pai lhe ensinou todas as exóticas danças latinas que pelo menos três casais estavam mutilando na pista de dança. Seus pés coçavam para tentar. Mas ela evitava os homens. 
Era inútil se envolver com alguém, considerando suas limitações. Não, melhor ficar sozinha com um copo de ponche que ela nem sequer tocou e sentir pena de si mesma, vestida com o uniforme de enfermeira, com florzinhas e calça comprida, nem um pouquinho de batom ou pó em suas feições suaves. Seus olhos castanhos estavam embotados com lembranças dolorosas. A época das festividades eram as piores... 
─ Ei, Ruiz, você vai nos mostrar como dançar esse samba? - Alguém gritou para um homem alto com um casaco de pastor e um chapéu de feltro de abas largas de cor creme decorado com penas. Isso lembrou a Sunny que, mesmo em San Antonio, o outono era frio. 
Seus olhos foram para o recém-chegado. Seu coração falhou uma batida apenas por vê-lo. Ele era lindo! Alto, pele azeitonada, elegante, com poderosas pernas longas e um rosto que teria enfeitado uma capa de revista. Ele tinha um rosto muito masculino, com uma boca cinzelada e sensual. 
Os olhos negros dançavam sob um Stetson inclinado de cor creme, os dentes brancos brilharam para o autor da pergunta. 
─ Ei, parece que eu tenho tempo para dar aulas de dança para vocês peregrinos? - Ele respondeu em uma voz profunda, com um leve sotaque. 
─ Eu estou trabalhando duro! 
─ Mentira! 


Série Homens do Texas
1- O Gosto do Pecado
 2- Aprendendo a Amar
 3- Lições do Coração
 4- Caminhos do Coração
 5- Rendição ao Desejo
 6- Casamento Acidental
 7- Desafio de uma vida
 8- Caminhos da sedução
 9- Adorável Texano
 10- Acreditar Outra Vez
 11- Adeus ao Amor
 12- Anjo do Oeste
 13- Estação do Amor
 14- Primavera do Amor
 15- Marido No Papel
 16- Longo Verão Texano – Tom-Drew-Jobe
 17- O natal do Cawboy
 18- Tudo Por Um Beijo
 19- Sempre te amei
 20- Estações Do Amor
 21- with a Long -Luke,Christopher ,Guy
 22- Entregando o Coração
 23- Casamento de Branco
 24- Feitiço do amor
 25- Nas mãos do destino
 26- O Senhor Da Paixão
 27- O Fundador
 28- Fora da Lei
 29- Renegado
 30- Doce Desejo
 31- Feridas De Amor
 32- A tentação do desejo
 33- Segredos –O Estranho-Forasteiro
 34- Avassalador -O Destruidor De Corações
 35- Homem da Lei 
 36- Rosas de Inverno
 37- Coração de Aço
 38- Destemido
 39- Coração de Pedra
 40- Homem da Noite Silenciosa
 41- Impiedoso
 42- O Rebelde
 43- Indomável
 44- Perigoso
 45 –Implacável
 46 -Imutável
 47- Valente
 48- Protetor
 49- Invencível
 50- Nascido no Texas
 51 - Indomado
 52 - Defender
53- a revisar
54-  Incontrolável 






quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Segunda Chance para a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Família Montoro


É a hora de revelar seu amor verdadeiro.

Depois de escapar de um casamento de conveniência, Will Rowling vai atrás do que quer: Cat Iberra — a empregada do pai, e a mulher que perdeu quando era mais novo. 

Ele acredita que um beijo será o suficiente para reviver a paixão.
Mas Cat tem suas dúvidas sobre esse reencontro. Will a enganou uma vez, e se enganá-la de novo... bem, talvez ela esteja querendo ser enganada. 
Poderá um segredo de família acabar com sua segunda chance com o único homem que nunca esqueceu?

Capítulo Um

Juan Carlos Salazar II, o verdadeiro herdeiro ao trono
Will Rowling olhou a gritante manchete enquanto tomava café e agradecia aos céus por ter escapado de se casar com alguém da família real de Alma.
Sim, o irmão dele, James, casara-se com a linda Bella Montoro. O pai deles tivera esperanças de que Will e Bella unissem forças, mas esse plano ruíra quando fora James quem se apaixonara por Bella.
O amor era algo muito volúvel, que estragava até o plano mais perfeito. Não que Will tivesse ficado feliz com a ideia de se casar com Bella. Ele preferiria permanecer solteiro a se casar pelos interesses da empresa de sua família.
Os Montoro eram uma grande potência em Alma, agora que a poderosa família real estava sendo devolvida ao trono depois de mais de setenta anos de exílio.
O irmão de Bella estivera pronto para assumir o trono quando chocantes cartas haviam sido descobertas numa casa de campo abandonada da família, pondo em dúvida a linhagem dos Montoro e fazendo a coroa ir para as mãos do primo deles.
Agora que Will não se casaria mais, ele poderia pôr em prática seu engenhoso plano, que não envolvia amor, mas muita sedução.
Primeiro, porém, ele precisaria sobreviver àquela reunião com seu pai. Felizmente, o objetivo de Will envolvia uma funcionária bastante intrigante da casa de seu pai. Portanto, Will não via nenhum problema no fato de a reunião ser na casa dos Rowling em Playa del Onda, e não na sede da Rowling Energy.
— Notícia chocante, não?
Ainda segurando o jornal, Will se virou para ver seu pai entrando na saleta.
— Sem dúvida, essa bomba vai movimentar as coisas em Alma. — Will jogou o jornal sobre a mesa. — Acha que o parlamento vai ratificar essa coroação?
Patrick grunhiu ao se acomodar em sua cadeira.
— É apenas um lado diferente da família Montoro que vai assumir o trono. Não faz diferença na realidade. Por que pediu para me ver tão cedo?
Will permaneceu de pé; ele precisava se manter em vantagem, precisava se manter no controle. Mesmo enfrentando a vontade de seu pai, Will precisava recuperar sua vida. Não podia mais se preocupar com o que seu pai diria ou faria se ele fizesse a escolha errada.
James nunca se curvara às vontades do pai deles, e Will sempre se perguntara por que seu irmão era tão rebelde. Talvez isso tivesse demorado alguns anos, mas Will já estava pronto para se mostrar um formidável executivo.
Ele era mestre em equilibrar muitas coisas ao mesmo tempo e sempre conseguia o que queria. E, desde que beijara Cat, algumas semanas antes, ele não conseguia pensar em mais nada. Ele a queria... e a teria. O intenso encontro deles garantiria isso.
Contudo, naquele momento, Will se concentraria em seu novo cargo na Rowling Energy. Aquela reunião com seu pai seria um marco.
— Até agora, você me pôs para cuidar dos interesses petroleiros da empresa — afirmou Will. — Estou pronto para assumir controle total da divisão imobiliária também.
O pai dele inspirou fundo.
— Eu vinha esperando que você me dissesse isso — falou Patrick, sorrindo. — Você fez um trabalho incrível aumentando os lucros do petróleo.
E Will pretendia gerar ganhos financeiros em todas as divisões da empresa. E esse seria apenas o início dos planos dele para a Rowling Energy
A semiaposentadoria de seu pai lhe facilitaria uma vida cheia de poder, riqueza... e uma certa camareira que estava na mira dele.
— Já tomei a liberdade de falar com nossos clientes imobiliários em Londres — prosseguiu Will. — Informei a eles que passariam a tratar comigo.
Will olhou fixamente nos olhos de seu pai. Ele assumira um risco ao fazer aquilo, mas imaginara que seu pai ficaria orgulhoso e não questionaria a ação. Fazia anos que Patrick queria que Will assumisse o comando da empresa da família. Aos poucos, ele fizera isso.
— Outro homem poderia pensar que você está tentando fazer as coisas pelas minhas costas. — Patrick se curvou à frente e entrelaçou os dedos sobre a mesa. — Mas eu sei a verdade. Você está assumindo o comando, e é isso que quero. Estarei aqui sempre que precisar, Will. Você focou nisso durante muito tempo, e seu trabalho compensou.
Will assentiu. Parte de seu plano estava cumprido conforme ele previra. Agora, ele precisava começar a trabalhar na segunda parte. Ambos os aspectos envolviam a mesma tática: confiança. Ele precisava conquistar e manter a confiança tanto de seu pai quanto de Cat, ou tudo daria errado.
Will não toleraria o fracasso
Especialmente com Cat. Aquele beijo gerara uma onda de emoções que ele não conseguia ignorar. Cat, com seu corpo pequenino e curvilíneo que se ajustava perfeitamente ao dele, beijara-o como uma mulher sedenta, e Will ficara feliz em lhe dar o que ela queria.
Infelizmente, desde então, ela o vinha evitando. Ele não enxergava nisso um sinal de desinteresse. Se ela não estivesse interessada, agiria como se nada tivesse acontecido. Mas a maneira como ela não parava de evitá-lo quando ele ia visitar seu pai na mansão de Playa del Onda apenas mostrava a Will que Cat estava tão abalada quanto ele.

Tentação e Dever

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Família Montoro
Ele terá que escolher entre seu país e seu coração...

Juan Carlos Salazar II nunca pensou que se tornaria o rei de Alma. Mas quando um segredo explosivo o torna o próximo na linha de sucessão, ele está pronto para sacrificar toda a sua vida para assumir o seu legado. Até que ele vê a princesa Portia Lindstrom na coroação e é amor à primeira vista! Mas os segredos de Portia vão testar a devoção de Juan Carlos, que será tentado a esquecer completamente o seu dever.

Capítulo Um

Juan Carlos Salazar II estava no altar da Catedral de Santa Lucia, a cabeça erguida para aceitar a responsabilidade e a honra de ser coroado rei de Alma, restaurando a monarquia.
Ele ficara órfão bem cedo e fora acolhido por seu tio. Desde então, vivera uma vida cheia de determinação e dignidade. Sempre soubera que coisas grandiosas lhe aconteceriam se ele trabalhasse duro e mantivesse o foco. Mas rei?!
Com o cetro abençoado nas mãos, ele viu a austera cerimônia se aproximar do fim. O primeiro-ministro Rivera fizera um discurso cheio de esperança pelo país, um pequeno conjunto de ilhas próximo da Espanha que fora arrasado pela ditadura dos Tantaberra, já deposta.
O arcebispo Santiago pôs o manto real nos ombros de Juan Carlos. Quando ele se sentou, o arcebispo colocou a coroa de Alma na cabeça dele. Agora, ele era o rei de Alma, o verdadeiro herdeiro do trono. Ele fez o juramento, prometendo ser muito mais do que uma figura decorativa, jurando devolver a ordem e a esperança ao país.
Era um momento monumental para a história de Alma, e ele estava feliz por ter o apoio de seus primos, Gabriel, Rafe e Bella. Eles estavam sorrindo, Bella, com lágrimas nos olhos. Todos haviam morado e prosperado nos Estados Unidos antes daquilo, e, que Deus o perdoasse, mas Rafe e Gabriel, que haviam estado na linha de sucessão ao trono antes dele, mas haviam sido desqualificados, não eram adequados aos rigores e ao sacrifício da vida da realeza. Eles estavam felizes por Juan Carlos ter aceitado o cargo.
Uma mulher sentada várias fileiras atrás de seus primos chamou a atenção dele. Olhos azuis se destacavam contra seu rosto de porcelana e seu cabelo loiro-claro. Ela parecia uma rainha da neve. E, ao ser levado pela nave após a coroação, o olhar de Juan Carlos se entrelaçou ao dela por um instante, e ela deu uma piscadela. Para ele? Os lábios dele se ergueram imediatamente com essa ideia, mas Juan Carlos conteve o sorriso. Mesmo assim, seu coração deu piruetas.
Ele foi escoltado da catedral pela guarda real, recebido pela população em júbilo durante o desfile. Ele entrou num conversível, acenando em seu caminho até o palácio. Lá, Juan Carlos começou seu primeiro discurso como rei.
— Cidadãos de Alma, como seu novo rei, prometo honrar a soberania de nossa nação, pôr o país sempre em primeiro lugar e trabalhar com nosso parlamento para restaurar a democracia. Nossas liberdades nunca mais serão ameaçadas.
A multidão vibrou.
— Viva Juan Carlos!
Na realidade, ele era um estrangeiro, um americano. Ainda assim, o povo o aceitara e buscava nele o estabelecimento de um país melhor.
Ele não os decepcionaria.
Por mais austero que seu dia tivesse sido, Juan Carlos reservou um momento para refletir sobre a coroação e a imagem daquela linda mulher de vestido de chiffon azul-claro, seus olhos vibrantes como as águas do oceano. Ele a procurara durante o desfile e o discurso, mas se decepcionara.
Ela fora uma distração da seriedade do dia.
Aquela piscadela o fizera sorrir.
Quem seria ela?
E ela aceitaria ter os filhos dele?
— PRECISO CHAMAR você de alteza? — perguntou Rafe, primo dele, ao apertar a mão de Juan Carlos. Eles estavam num canto do salão de festas do palácio. O baile da coroação estava em andamento, e a orquestra tocava animadas músicas.
— Além de “pirralho”, “idiota” e cabeça de vento, como quando éramos crianças?
— Ei, eu não era tão ruim assim.
— Você era um ano mais velho, e isso lhe dava direitos de bullying.
— Certo, assumo minha culpa. Mas, agora, você pode mandar me enforcarem.
— Você pode me chamar como sempre. Guarde o “alteza” para ocasiões formais.
A expressão de Rafe ficou séria.
— Mas sério, Juan Carlos, parabéns. A família está orgulhosa de você. Você é o único de nós que nasceu para isso. Está honrando o último desejo de Tia Isabella.
Juan Carlos chegara ao trono por acidente, depois de Bella ter descoberto cartas secretas que revelavam que o finado avô de Rafe, Gabriel e Bella, Raphael Montoro II, fora um filho ilegítimo. Por isso, nenhum dos primos de Juan Carlos estava apto a assumir o trono.
— Obrigado, primo. Andei pensando na minha avó nessas últimas semanas e acho que ela aprovaria. Isso significa muito para mim. — Ele suspirou. — Espero fazer a dif... — Ele teve um vislumbre de uma mulher de azul e esticou o pescoço para ver melhor.
Era ela. Ela estava no baile. Apenas dignitários, amigos e parentes, juntamente com fotógrafos e jornalistas, haviam sido convidados.
— Ei — falou Rafe –, o que você está olhando?
— Ela veio — murmurou ele, sem desviar o olhar.
— Juan Carlos?
— Hã... Eu vi uma mulher na coroação e não consegui parar de pensar nela.
— Preciso ver isso. Qualquer mulher que consiga distraí-lo num dia como hoje deve ser especial. Onde ela está?
— Não vou apontar. Basta procurar a mulher mais linda do salão.
— Emily está bem ali, conversando com Bella.
— O recém-casado apaixonado. Agora, encontre uma mulher de azul que não seja sua esposa.
— Se você tivesse aceitado receber todos os convidados formalmente, já a teria conhecido.
Juan Carlos não quisera uma fila rígida e constrangedora de pessoas a parabenizá-lo. Ele iria a cada um de seus convidados e falaria com eles durante a noite. Ele jurara ser o rei do povo para o povo.
— Ah, agora, estou vendo. Bem loira, belo corpo, olhos bonitos.
— Ela mesma. Sabe quem é?
— Não, mas, aparentemente, ela conhece Alex e Maria Ramon.
— Sendo assim, acho que é hora de eu ir falar com o ministro-adjunto do Comércio de Alma e a esposa dele, não?
Juan Carlos atravessou o salão rapidamente. Alex o viu e sorriu.
— Alteza.
Maria, nada dada a cerimônia, abraçou Juan Carlos.
— Estou feliz pelo dia de hoje, alteza. É disso que Alma precisa.
— Obrigado, Maria.
Quando ele fez contato visual com a loira, Juan Carlos sentiu algo percorrer seu corpo. Hipnotizado, ele não conseguiu desviar o olhar.
— Quero apresentá-lo Portia Lindstrom, princesa de Samforstand.
Princesa?
Ela poderia ter os filhos dele.
Juan Carlos ofereceu a mão e, quando a delicada palma dela a tocou, ele sentiu novamente aquela sensação.
— É um prazer conhecê-la, princesa. Fico feliz por ter ido à coroação. É um bom dia para Alma.
— Tenho certeza de que sim, majestade. Por favor, pode me chamar de Portia.
— Vou chamar. Se você me chamar de Juan Carlos.

Prova de Inocência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A felicidade de Kathleen era frágil como um castelo de areia.

Com a ajuda de uma sórdida mentira, fora morar com Jordan, um fascinante viúvo. 
E agora, apaixonada por ele, louca de amor e desejo, sofria as penas do inferno, porque, no momento em que ele descobrisse a verdade, iria expulsá-la de sua vida!





Capítulo Um

— Seus supervisores no hospital a recomendam muitíssimo bem, srta. Darrow. — A loira levantou os olhos dos papéis que tinha nas mãos e sorriu polidamente para a jovem sentada à frente da escrivaninha, — O que a levou a se demitir?
— Na verdade, uma série de razões. — Kathleen Darrow entrelaçou formalmente as mãos sobre o colo, desejando não parecer tão tímida, — Foram quatro anos no curso de enfermagem e mais três trabalhando como enfermeira. Nos últimos sete anos, minha vida tem girado em torno de um hospital. No mundo existem outras coisas, e eu gostaria de vê-las.
— Na ficha que preencheu para a agência, mencionou o trabalho noturno como um dos motivos. Imagino que esse horário interferisse bastante na sua vida particular, não é?
Kathleen supunha que a mulher que a entrevistava fosse uns dois anos mais velha do que ela. A plaqueta na escrivaninha dizia: Lorna Scott. Ela era muito atraente e vestia um elegante conjunto rosa. Sua serenidade fazia Kathleen sentir-se desajeitada e indecisa. Era uma sensação ridícula, pois ela sabia que seu traje verde-oliva realçava muito bem sua figura esbelta combinando com os olhos cor-de-mel e acentuando o reflexo avermelhado de seu cabelo castanho,
— Para que o trabalho de alguém interfira na vida particular, srta. Scott — respondeu Kathleen — é preciso que haja uma vida particular.
— Você está destruindo minhas ilusões sobre as enfermeiras! — O riso fluía fácil da entrevistadora. — Sempre as imaginei repelindo um paciente com uma das mãos e rechaçando as investidas de um jovem residente com a outra!
— Alguns pacientes realmente exageram o significado de uma massagem — admitiu Kathleen—, mas conheci muito poucos assim.
Negar que tivesse uma vida particular não era exatamente verdade. Havia Barry. O problema era que Kathleen via-o mais como um primo distante do que como namorado. Barry inspirava confiança, estava sempre por perto. Mas era só.
— Você certamente quer ficar longe de hospitais, não é? Que tipo de emprego a interessaria? — Lorna Scott sorriu de modo compreensivo e divertido.
— Sinceramente, não sei. — Kathleen sacudiu a cabeça, ligeiramente confusa. — Embora eu queira deixar a profissão, minha experiência se restringe à enfermagem. Não sei que outro tipo de trabalho poderia fazer.
— Vamos ver o que nossa agência pode lhe oferecer — sugeriu Lorna Scott, abrindo um fichário. — Estou certa de que encontraremos alguma coisa.
Espero que sim, pensava Kathleen enquanto a loira remexia nas fichas. Suas amigas, quase todas as enfermeiras, tinham achado loucura seu pedido de demissão, mas Kathleen preferira não dar atenção a elas. Tinha dinheiro suficiente para sobreviver por alguns meses e sabia que, se não rompesse com a vida hospitalar agora, nunca mais o faria.
No mais, não fazia restrições de qualquer natureza a seu futuro emprego. Trabalharia de bom grado como balconista ou garçonete.
Não que Kathleen não gostasse de seu trabalho ou não o achasse compensador. É que sua vida se tornara monótona, e ela queria seguir outros rumos. Com um pouco de sorte, a agência de empregos lhe proporcionaria um novo horizonte.
— Você já trabalhou com crianças? — A pergunta interrompeu os pensamentos de Kathleen.
— Trabalhei no departamento de pediatria. — Forçou um sorriso e duas covinhas surgiram em suas faces. — Também sou a mais velha de sete filhos. Acho que isso me dá alguma experiência.
— Temos um cliente procurando uma pessoa para cuidar de suas duas filhas e de uma senhora doente. — Lorna Scott sorriu, ao retirar a ficha. — Uma das meninas tem doze anos, a outra tem dez.
— Não deve ser difícil cuidar delas — comentou Kathleen, interessada,
— O pai passa grande parte do tempo fora de casa, a senhora é diabética e você precisaria morar no emprego. O trabalho também inclui cuidar da casa e, eventualmente, cozinhar. — Lorna Scott inclinou a cabeça, resignada. — Não sei se isso poderia interessá-la, srta. Darrow.
Mas o trabalho oferecia algumas vantagens. Embora não tivesse muito tempo livre, Kathleen poderia passar grande parte dele como preferisse. Duas meninas com mais de dez anos não exigiriam atenção constante. Além disso, Kathleen gostava de cozinhar, de cuidar do pequeno apartamento, de redecorá-lo quando o orçamento permitia. E sempre sonhara com uma espaçosa casa própria. Claro, seus sonhos também incluíam um marido, mas, por enquanto, não havia nenhum candidato. Exceto Barry.
— Creio que este trabalho deva ser muito interessante! — comentou Kathleen.
— Seu currículo satisfaz as exigências do cliente e o salário é muito bom. Você teria um dia de folga por semana e um fim de semana por mês.
Quanto mais Kathleen pensava no emprego, mais tentador ele parecia ser. Passar o verão com duas meninas certamente significaria passar muito tempo na praia, nadando, tomando sol. Valia à pena experimentar, e ela já começava a se mostrar definitivamente interessada quando Lorna Scott advertiu-a:
— O único problema é que o sr. Long pediu uma mulher mais velha, mais amadurecida. Uma imagem de mãe, suponho. Infelizmente, ainda não conseguimos encontrar ninguém assim, e por isso ele talvez desista desse requisito. Se estiver interessada, posso telefonar marcando uma entrevista.
— Estou — respondeu Kathleen categoricamente.
— Então, com licença. Vou ver o que posso fazer. Volto num minuto. — Lorna Scott levantou-se e saiu da sala, levando consigo a ficha de Kathleen.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Ocean Ligth

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Psy-Changeling Trinity
O especialista em segurança Bowen Knight voltou dos mortos.

Mas há uma bomba relógio na sua cabeça: um chip implantado para bloquear a interferência telepática, e que pode falhar a qualquer momento - levando seu cérebro junto com ele. Sem tempo para desperdiçar, ele deveria estar de volta em terra ajudando a Aliança Humana. Em vez disso, ele está no fundo do oceano, consumido por uma enigmática changeling...
Kaia Luna pode ter trocado ciência por ser uma chef, mas ela não esconde os fatos da condição de Bo dele mesmo ou dela. Ela sofreu muita perda em sua vida para se tornar presa do perigoso charme de um humano que é um morto que caminha. E ela carrega um segredo devastador que Bo nunca poderia imaginar ...
Mas quando Kaia é tomada por aqueles que significam seu dano mortal, todas as apostas estão fora. Bo fará qualquer coisa para recuperá-la, mesmo que isso signifique aceitar a barganha de um demônio e desistir da sua mente para o inimigo...

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Vampiro mais Procurado

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Família Argeneau
Para Basha Argeneau, qualquer coisa é melhor do que enfrentar sua família distante. 

Mesmo se esconder no sul da Califórnia. Mas quando um Imortal sexy de preto aparece decidido a trazê-la de volta ao clã, ela fará de tudo para se manter longe e distante do passado que não pode superar.
Marcus Notte não está aqui para jogar, especialmente não com alguém tão louca quanto a loira infame. 
Convocado por Lucian Argeneau para trazê-la de volta para um interrogatório 
Marcus está determinado a cumprir o pedido de Lucian, não importa como a sedutora pequena vampira vidente se sinta sobre isso.
Basha não se importa em combater fogo com fogo, especialmente com um Imortal quente envolvido. Mas se ele quiser levá-la embora, ele terá que pegá-la primeiro ...

Capítulo Um

Agosto de 2009
Divine atendeu seu último cliente, surpresa ao notar que não havia ninguém do lado de fora da sua porta esperando para ser atendido. Era a primeira vez naquele dia que não havia fila fora de seu trailer. 5 Um olhar para o relógio explicou o porquê, hora do jantar. Esse era o único momento que tinha uma pausa dos clientes. Agora, as barracas de comida teriam fila ridiculamente longas, porque todos no espaço da feira iriam para eles em busca de comidas gordurosas, reabastecendo as energias para a diversão nos passeios noturnos. 
O que significava que tinha alguns minutos para recuperar o fôlego e relaxar um pouco. Mal tinha acabando de pensar sobre isso quando viu algumas mulheres se movendo decididamente em direção ao trailer. Depois de uma breve hesitação, Divine rapidamente virou o letreiro para fora: ‘De volta em cinco minutos!’ Abriu a porta de tela e desceu os poucos degraus até o chão. Ignorando o fato de que as mulheres pareciam alarmadas e correndo para a frente, ela deslizou para o lado de seu trailer. 
A maioria dos clientes esperava ela voltar sem grandes problemas, um pouco decepcionados e impacientes, mas teriam esperado, então Divine ficou surpresa quando o braço dela foi agarrado por trás. Ficou mais surpresa ainda, no entanto, pela força na mão que se apoderou dela ... até que se virou e notou que não era uma das mulheres, mas sim um homem. 
 Um par de centímetros mais alto do que ela, de cabelos escuros e de boa aparência, tinha a estrutura de um linebacker. Ele também 6 estava muito perto, deliberadamente invadindo seu espaço de uma maneira ameaçadora quando ele rosnou: 
— O que diabos você disse para minha esposa? Divine revirou os olhos com exasperação, imaginando como ela deveria saber, já que não sabia quem era sua esposa. Estava prestes a dizer isso quando percebeu que havia algo familiar no homem e rapidamente mergulhou em sua mente. Um batimento cardíaco depois, ela relaxou.  É uma posição do futebol americano, é o jogador da linha de defesa. Geralmente um atleta de porte grande. — Allen Paulson, —murmurou seu nome, obtendo uma satisfação quase infantil quando seus olhos se arregalaram incrédulos. 
 — Como você ...? — Eu disse à sua esposa que você estava tendo um caso com sua secretária loira, de vinte e poucos anos, Tiffany, —interrompeu Divine bruscamente, silenciando-o imediatamente. 
— Eu disse a ela que esta Tiffany estava o pressionando para se casar, mas que você, não queria perder a tal Tiffany, mas também não queria desistir do dinheiro de sua esposa, preferia a viuvez do que divórcio. 
Caixa de texto: Mais um Projeto Exclusivo das Divas & Lord’s

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Herdeiro inesperado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O segredo que ela guardou...

A estilista Lisa Bailey terminou seu relacionamento com Luc porque sabia que seu caso com o príncipe não teria futuro. 
Mas um último encontro roubado a deixou cheia de paixão, de desejo e... grávida! 
Meses depois, o príncipe Luciano de Mardovia está prestes a concretizar o casamento político perfeito quando uma revista de fofocas publica uma foto de Lisa claramente grávida! 
Ele tem certeza de que o filho é seu. 
Agora, Luc deve reclamar seu herdeiro a qualquer custo, mesmo que Lisa seja uma noiva inadequada. No final, ela se tornará sua rainha!

Capítulo Um

O corpo musculoso de Luc enrijeceu pela tensão no banco traseiro da limusine quando o nome assomou diante dele. Sabia o que tinha de fazer. Ignorar. Seguir em frente sem olhar para trás. Mas a voz severa da consciência foi esquecida quando ele se inclinou para falar com o motorista. Às vezes, a curiosidade era muito grande para se resistir.
— Pare o carro — ordenou em tom áspero.
A limusine estacou com um solavanco numa rua calma de Belgravia, Londres, repleta de lojas e restaurantes elitizados. Mas apenas uma delas chamava a sua atenção, o que parecia surpreendente porque Luciano não era o tipo de homem que tinha o costume de fazer compras. Não tinha necessidade. Até mesmo as bugigangas de valor astronômico que comprava para presentear suas amantes, quando as dispensava, eram compradas por um de seus muitos assessores.
Mas fazia algum tempo que não havia compras desse tipo e nenhuma amante de coração partido a recompensar. Luciano estava há dois longos anos em total celibato. Não por sentir prazer em permanecer abstêmio, mas por achar necessário. E conseguira enfrentar o desafio, concluiu, ensaiando um sorriso. Canalizara todas as energias para o trabalho. Extenuara o corpo forte com exercícios. A mente estivera clara, firme e focada, embora perguntasse onde estaria aquele foco ao ler as duas palavras escritas com letras desenhadas acima da loja do outro lado da rua.
Lisa Bailey.
Podia sentir o pulsar repentino na virilha com aquele nome sussurrando em sua memória, assim como a voz suave daquela mulher o fizera ao seu ouvido, com súplicas urgentes, enquanto a penetrava.
Lisa Bailey. A amante mais sensual que ele tivera. A desenhista de moda de olhar destemido e talentosa. A deusa de cabelo longo e curvas deliciosas.
E a única a expulsá-lo de sua cama.
Luc mudou de posição no assento do carro, preso em um momento de indecisão anormal, porque ex-amantes tinham o potencial de se tornarem complicações e não precisava de mais problemas no momento. Poderia bater no vidro e dizer ao chofer que seguisse para a embaixada, onde lidaria com questões de última hora, antes de retornar à sua ilha após o casamento. Pensou no que o esperava em Mardovia e se viu acometido de uma repentina paralisia. Tinha um dever a cumprir ou um fardo a carregar. Dependia de como encarasse a questão. E se preferisse a visão positiva à negativa... Quem poderia culpá-lo?
Os olhos de Luc se voltaram para a fachada da loja e, naquele momento, ele a viu caminhando pelo salão de exposição. O coração começou a martelar as costelas enquanto observava os cachos sedosos daquele cabelo longo. Ela fez um meio giro, exibindo a curva magnificente dos seios firmes. Um desejo avassalador o assaltou, concentrando-se em seu sexo.
Lisa Bailey.
Luc estreitou o olhar. Era estranho vê-la ali, naquela parte elitizada da cidade, longe da área mais modesta de Londres, onde seus caminhos se cruzaram pela primeira vez, no pequeno estúdio em que Lisa desenhava seus vestidos na época.
Não importava por que ela estava ali, não lhe interessava, disse ele a si mesmo. Mas ainda assim, fora ele a orientar o motorista naquela direção, certo? Tudo porque ouvira uma mulher mencionar o nome dela e descobrira que Lisa Bailey havia incrementado seu empreendimento. Luc passou a língua pelos lábios momentaneamente ressequidos. Que mal haveria em entrar para cumprimentá-la em nome dos velhos tempos? Não era isso que ex-amantes faziam? E esse encontro não o convenceria de que a havia esquecido? Como se precisasse de qualquer certeza!
— Espere mais adiante por alguns minutos — disse ele ao motorista, abrindo a porta e saltando para a calçada. A alguns discretos metros de distância, um segundo carro com seus seguranças também estacionou. Com um sinal quase imperceptível, Luc deixou claro que mantivessem a distância.
O sol de agosto batia quente em sua cabeça e nem mesmo uma brisa balançava as folhas das árvores na rua, apesar de já serem quase 17h. A cidade fora assolada por uma onda de calor intensa e Luc não via a hora de voltar ao ar condicionado de seu palácio em Mardovia. Lá, pombos brancos arrulhavam nos famosos jardins e o perfume das rosas era bem mais agradável do que as impregnantes fumaças do cano de descarga dos veículos na cidade. Se não fosse pela festa de casamento de Conall Devlin, no próximo fim de semana, teria voado mais cedo e voltado para dar início ao processo de abraçar seu novo futuro...

Série A Família Montoro

1- Os negócios do Chefe
ROMANCE CONTEMPORÂNEO
De uma noite de desejo a uma surpresa escandalosa!

Escolhido para se tornar o rei de Alma, o empresário Rafe Montoro está sob muita pressão. 
Uma noite com Emily, bartender em Key West, é exatamente do que ele precisa, até que algumas semanas depois ela aparece dizendo estar grávida! 
Emily quer que seu bebê conheça o pai, mas não quer prejudicar as chances de Rafe ao trono. Mesmo assim, a química entre eles não pode ser ignorada. Será que Rafe terá que escolher entre o amor e o trono?



2- Grávida do Rei  





É bom misturar negócios com prazer?

A missão do diplomata Alex Ramon está em perigo.
Ele precisa convencer os Montoro a abrirem mão da sua vida nos Estados Unidos e voltarem ao trono de Alma. Mas sua protegida, Maria Ferro, está flertando com um dos príncipes em potencial, e Alex está morrendo de ciúmes! 
O sentimento é tão forte que ele pensa em sabotar seus objetivos para poder ter Maria em sua cama — um prêmio muito mais tentador do que qualquer recompensa da coroa. O que Alex não sabe é que Maria está apaixonada há muito tempo, e não é pelo príncipe playboy…

3- Seduzida pelo Herdeiro



De ovelha negra a rei… com uma ajuda muito especial!

O pesadelo de Gabriel Montoro se torna realidade quando seu irmão abdica do trono de Alma, deixando Gabe como o novo herdeiro. Agora, o playboy se tornará rei! 

Para isso, vai contar com a ajuda de Serafia Espina. A ex-top model pode ensiná-lo as regras de etiqueta, mas enquanto se adapta ao protocolo real, Gabe começa a ver essa antiga amiga sob uma luz muito diferente. 
Mas em breve ele não terá mais uma vida privada, e Serafia esconde segredos que podem colocar o relacionamento em risco.

4- Uma Paixão Inesperada




Ela se apaixonou pelo irmão errado!

Agora que sua família irá governar Alma, Bella Montoro é candidata a um casamento real. Mas uma mulher de espírito livre como ela não vai ser um peão nos jogos políticos do pai. Apesar de estar prometida para o filho mais velho de um barão de petróleo, Bella gosta mais do seu rebelde irmão gêmeo. James Rowling é conhecido por seu histórico com as mulheres, mas será que Bella irá mudar isso? 
Ou a reputação de James — e uma pequena surpresa — vai entrar no caminho do “felizes para sempre”?




Série A Família Montoro
1- Os negócios do chefe
2- Grávida do Rei 
3- Seduzida pelo Herdeiro
4- Uma Paixão Inesperada
5- Segunda chance para a paixão - a revisar
6- Tentação e dever - idem

Cinderela em Apuros

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ela tinha um plano... só não previu as consequências.

Desesperada para salvar o pai, Rose O'Malley acha que é hora de armar um golpe. Mas, quando encontra Zac Valenti e a força da sua sensualidade, sabe que não conseguirá enganá-lo. 
Antes que ela possa cancelar seus planos, o solteiro mais cobiçado de Manhattan a leva às alturas e à sua cama! Saindo de fininho como uma Cinderela culpada, ela jura que nunca mais verá Zac... até que ele descobre que Rose está grávida e insiste ficar com a mãe e o bebê sob o seu controle.
Capítulo Um

O coração de Rose O’Malley estava disparado. Sua pele estava pegajosa, as palmas de suas mãos suadas, e ela sentia-se tonta. Estava basicamente exibindo todos os sinais do início de um ataque de pânico, ou de algum tipo de crise emocional, bem ali, sentada sobre a tampa fechada de um vaso sanitário no banheiro de um dos hotéis mais exclusivos de Manhattan.
O ambiente opulento apenas a fazia se sentir pior, acentuando o fato de que ela não deveria estar lá.
Seu reflexo no espelho atrás da porta da cabine mostrava uma estranha. Uma estranha elegante. Seus cabelos loiros, normalmente na altura dos ombros, estavam presos num coque sofisticado na altura da nuca.
Rose viu que tinha um pescoço. Nunca o notara antes.
Somente a metade inferior do seu rosto era visível, porque o resto estava escondido por uma máscara preta e dourada. Seus olhos verdes brilhavam de modo quase fervoroso. O batom vermelho nos lábios combinava com o rubor das faces.
Ela pôs o dorso da mão no rosto quente.
Alívio a inundou por um momento. Era isto: estava ficando gripada. Ignorou a vozinha apontando que eles estavam numa primavera quente de Nova York e racionalizou que não poderia sair lá fora agora... infectaria as pessoas mais importantes de Manhattan com seus germes.
Mas, quando ia se levantar, com seu vestido preto brilhando no espelho, a porta do banheiro foi aberta e duas mulheres entraram, conversando animadamente. Rose voltou a se sentar, sentindo-se fracassada.
É claro que não estava gripada.
Mas ainda não estava pronta para fazer qualquer contato humano. Felizmente, estava na última cabine, a mais distante da porta. Esperaria até que elas fossem embora.
Uma das mulheres que entrara falou num sussurro indiscreto:
— Oh, meu Deus. Você o viu? Quero dizer, sei que ele é muito sexy... mas, seriamente? Acho que meus ovários explodiram.
O tom da outra mulher foi maldoso:
— Bem, isso é um desperdício. Todo mundo sabe que ele não quer que qualquer filho que possa ter herde a fortuna da família... ele até mesmo mudou de nome para se distanciar!
A amiga ficou incrédula.
— Quem rejeitaria bilhões de dólares e um nome de família tão antigo?
Rose experimentou um desconforto no estômago. Sabia exatamente quem: o homem mais famoso da festa. Zac Valenti. Ele estava lá. Ela tivera a esperança de que ele não estivesse presente. Mas estava. E, agora, as palpitações estavam de volta.
As mulheres continuaram fofocando, enquanto mexiam em suas bolsas.
— Todos pensavam que ele estava tendo um colapso ou algo assim depois que deixou Addison Carmichael esperando no altar, mas o homem literalmente renasceu das cinzas.
As vozes se tornaram mais baixas, e Rose inclinou-se na direção da porta para ouvir.
— Dizem que ele é agora o homem elegível mais rico dos Estados Unidos.
— Mas você viu a vibração que ele envia? Muito frio... e mal-humorado. Tipo, você pode olhar, mas não pode tocar.
A outra voz tornou-se sonhadora:
— Eu sei...

Um Futuro para Dois

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Nove meses para conquistá-la!

Para Cassandra, trabalhar nas colinas da Toscana é o jeito perfeito de fugir do passado. 
Até que o dono do local decide fazer uma visita e atrai a atenção dela. Marco di Fivizzano não consegue tirar os olhos da linda jardineira, por isso decide descobrir quem a loira misteriosa é de verdade — em um jantar ou em sua cama!  Nos braços de Marco, Cass se entrega completamente, encontrando a liberdade que sempre desejou... até ela descobrir estar ligada ao bilionário para sempre!

Capítulo Um

Cravando sua pá na rica terra toscana, Cassandra sorriu ao pensar na sorte que havia sido conseguir um trabalho na Itália. Ela adorava viver ao ar livre, usando seu corpo em todas as suas possibilidades. E o que poderia ser melhor do que trabalhar ouvindo o som do canto dos pássaros, ao lado de um rio cristalino? O seu trabalho era auxiliar a plantação sazonal em uma grande propriedade.
E a equipe em que ela trabalhava tinha direito a um dia livre todas as quartas-feiras, o que lhes dava um respiro bem no meio da semana. E nesse dia ela ficava com o terreno para si, e a sua imaginação voava, com Cass pensando ser a mulher com as rédeas daquelas terras nas mãos... o que seria ainda melhor se não estivesse usando botas repletas de lama e um macacão que rasgara ao roçar em algum arame farpado, além de um boné de basebol na cabeça, tão desbotado quanto o short que ela vestia.
As terras estavam a quilômetros da cidade mais próxima, e a solidão daquele local era uma bênção, especialmente após o tempo que passou trabalhando em um supermercado, na sua terra natal, antes de viajar à Itália. Além disso, estar sozinha por ali era bem melhor do que ser obrigada a encarar o dono daquelas terras.
Marco di Fivizzano, industrial italiano, não aparecera por lá desde a sua chegada. E ela não tinha qualquer pressa em conhecer um homem que, segundo os jornais, não tinha coração e podia ser mais frio que uma peça de mármore de Carrara.
Mas eu não preciso me preocupar com Marco, murmurou Cass, movendo a pá que cravara no solo. Afinal, ela não conseguia imaginar um homem como ele gastando um tempo de sua atribulada agenda viajando de Roma para aquele fim de mundo, bem no meio da semana. Quando perguntou a Maria e Giuseppe (a guardiã da casa e o faz-tudo local) se e quando conheceria seu chefe, eles simplesmente se entreolharam e deram de ombros.
E isso seria uma coisa boa, refletiu Cass, voltando a cuidar da terra e preparando os buracos onde plantaria algumas sementes. Ela não tinha medo do trabalho duro, mas nem por isso aquele esforço poderia ser chamado de fácil.
Sempre fora rebelde, embora tal rebeldia tivesse estado apenas em sua mente. Era insolente, segundo a diretora da escola onde estudava, mulher que ficou furiosa ao ver que Cass se recusava a chorar até nas horas mais embaraçosas. Aliás, o pior dia da sua vida foi quando seus pais foram presos por tráfico de drogas. Porém, ainda bem jovem, Cass já era uma menina determinada a não se deixar abater com facilidade.
No entanto, um detalhe ainda a deixava perplexa. Se seus pais não eram o tipo de pessoa que a diretora da sua escola sonhava ter por perto, por que continuava aceitando o dinheiro que eles pagavam pelas mensalidades?
Por outro lado, ela não aguentava demonstrações de esnobismo. E seu falecido pai, mais conhecido como o infame Jackson Rich, estrela do rock, nunca teve problemas na hora de pagar as mensalidades, que eram caríssimas, mas ainda assim os funcionários da escola sentiam inveja dele, da sua linda mulher e de Cass, sua filha.
Deixe o passado no passado, pois ele deve ficar por lá, e desfrute do sol da Toscana...
E fazer isso era tarefa fácil, pensou Cass, feliz. O sol brilhava em seu rosto, aquecendo sua pele, e o cheiro de orégano selvagem era intoxicante. Aliás, estava bem quente para a primavera italiana, e aquele trabalho era infinitamente melhor que o que ela tivera anteriormente, quando desperdiçava sua vida e sua juventude atrás do caixa de um supermercado.
Fechando os olhos, ela sorriu ao pensar em suas escolhas: um uniforme de náilon que a deixava sem movimentos ou a roupa confortável que usava naquele dia?