quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Segredo Inconfessável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um desejo avassalador!

O príncipe Fareed Aal-Zaafer é movido por um propósito: encontrar a família de seu falecido irmão. 
Contudo, quando Gwen aparece em busca de ajuda, Fareed fica aliviado por ela não ser a mulher que procura, pois deseja possuí-la. Então, a seduz e a leva, junto com o filho, para seu reino... o último lugar no mundo para o qual Gwen queria ir. Agora ela precisa, a qualquer custo, esconder a verdade e renegar a paixão que sente. Pois se falhar, as consequências serão devastadoras.

Capítulo Um

— Eu não quero ver mais nenhuma mulher. Nunca mais.
Um longo momento de silêncio saudou a declaração saturada do sheik Fareed Aal Zaafer. A empatia e exasperação de seu companheiro pairou pesadamente na quietude.
E então Emad Ibn Elkaateb suspirou.
— Eu estou quase conformado de que uma mulher não deve aparecer na sua vida. Mas só porque isto não tem a ver com você ou com suas escolhas pessoais inexplicáveis, devo insistir.
A risada de Fareed foi de uma fúria incrédula.
— O que é isso? Você, que me trouxe malditas provas de todas as impostoras? Agora está me pedindo para sofrer diante de mais uma? Para ranger os dentes perante mais mentiras patéticas e nojentas? Quem é você e o que você fez com Emad?
De repente, o decoro que Emad mantinha se dissolveu. Fareed deu uma piscadela. Emad raramente não cedia em dar-lhe suas “obrigações de seu direito inato”, insistia que era parte integrante de sua honra na posição de braço direito de Fareed respeitar a posição de Fareed como seu príncipe.
Agora a expressão de Emad se suavizava diante da indulgência de 25 anos sendo mais próximo a Fareed do que a família, amigos e funcionários do centro hospitalar dele combinados.
— Prever sua decepção foi a única razão pela qual eu me opus ao... plano que trouxe todas aquelas oportunistas ao senhor. Não importa, não posso culpar seus métodos. Os meus também não têm rendido resultados. Hesham se escondeu muito bem.
Fareed rangeu os dentes diante do surto de frustração e impotência. De pesar.
Hesham. A alma sensível e artista excepcional. E, dentre os nove irmãos de Fareed, o caçula e mais amado.
Era culpa do rei e pai deles o fato de Hesham ter se escondido. Mais de três anos atrás, Hesham tinha retornado de uma longa estada nos Estados Unidos para anunciar que estava se casando. Ele cometeu o erro de acreditar que o pai poderia ser persuadido a lhe conceder a bênção. Em vez disso, o rei ardeu numa fúria sem precedentes. E então proibiu Hesham de entrar em contato com sua noiva outra vez, ou mesmo de cogitar qualquer casamento com outra mulher que não fosse escolhida pela casa real.
Quando Hesham se recusou a obedecê-lo, a fúria do rei se intensificou. Ele vociferou que encontraria a americana petulante que havia tentado se infiltrar na linhagem real e que a faria desejar nunca ter conspirado para seduzir seu filho. Quanto a Hesham, ele não ia mais permitir que o filho se envolvesse em suas atividades artísticas inúteis, fugindo assim às suas obrigações reais.
Isso não tinha mais a ver com o quê ou com quem Hesham escolhia se divertir. Tinha a ver com a herança. O rei não ia permitir que sua linhagem fosse manchada com uma união inferior. Hesham ia obedecer, ou iria pagar caro.

Fruto da Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Herdeiros de Black Castle



O último herdeiro de Black Castle.

Richard Graves travou uma longa batalha contra seu passado sombrio. Apenas uma mulher conseguiu penetrar sua dura fachada. 
Mesmo tendo seduzido Isabella Sandoval para se vingar do homem que destruíra sua família, abandoná-la fora a coisa mais difícil que já fizera. E agora que descobriu que ela lhe deu um herdeiro, está determinado a reconquistá-la. 
A missão de Richard quase custou a vida de Isabella. 
Por isso, ela fará de tudo para resistir a essa perigosa paixão.

Capítulo Um

Richard Graves tomou seu bourbon e pausou a imagem, congelando-a. Murdock, seu assistente, filmava enquanto seguia a presa a pé. Já esperava a qualidade ruim, mas o quadro pausado estava nítido o suficiente para lhe fazer sorrir.
Só sorria quando via a figura graciosa, rosto animado e cabelos negros. Parecia emoção, mas não havia contato nos últimos 25 anos.
O jovem que fora antes de entrar na Organização, um cartel criminoso que aprisionava crianças e as transformava em mercenários, não tinha nenhuma semelhança com o canalha que todos acreditavam que era.
Sempre ficava atordoado ao ver tal imagem, pois acabava sentindo o que já não se julgava capaz de sentir: ternura.
Qualquer mulher, principalmente aquela, ficaria horrorizada ao saber que ele a espionava havia anos, interferindo em sua vida quando lhe convinha, mudando discretamente a dinâmica de seu mundo. Em sua missão de anjo mau, ele transgredia leis diariamente, desde violação de privacidade até coerção, ou pior. Não que ele se preocupasse, leis existiam para isso ou para serem utilizadas como armas.
Ele se perguntava se ela já havia percebido sua vigilância ou suspeitava de sua interferência.
Afinal, ela nem sabia que ele estava vivo.
Para ela, ele desaparecera aos 6 anos. Era melhor que ela e o resto da família achassem que estava morto.
Desde então só cuidava dela, ou tentava, desde que ela nascera. Durante anos se sentira impotente, mas, quando se sentiu capaz, deu-lhe uma segunda chance de levar uma vida segura e normal.
Suspirou ao congelar outra imagem. Lembrou-se do dia em que seus pais trouxeram-na para casa, a pequena Rose, minúscula e indefesa.
Agora ela não era pequena nem impotente, mas cirurgiã, esposa, mãe e ativista social. Ele podia ajudá-la, mas as realizações dela eram todas por mérito próprio.
Tinha uma carreira de sucesso, um marido que a adorava e dois filhos. A família perfeita.
Descongelando a imagem, suspirou e tomou o último gole. Caso os camaradas da Black Castle soubessem que ele, conhecido como Cobra, passava as noites observando a irmã, ele jamais ouviria o final da história.
Franziu a testa.
Aquela filmagem não fazia sentido. Rose entrando no novo consultório em Manhattan. Murdock só filmava emergências ou algo fora do comum.
Observar Rose era seu único prazer. 
 


Série Os Herdeiros de Black Castle
4- Fruto da vingança
Série Concluída

Bodas de um Pecador

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um laço forjado pela vingança...

O bilionário Zaccheo Giordano deixou a prisão com apenas uma coisa em mente: vingar-se dos Pennington. E começará por Eva. 
Quando Zaccheo propõe reatar o noivado em troca da salvação de sua família, Eva sabe que não tem escolha além de aceitar. 
Pelo menos, um casamento de conveniência significa que ela não precisará revelar o segredo que tanto a aflige... Até Zaccheo deixar claro que pretende que o matrimônio seja real... em todos os sentidos.

Capítulo Um

— Um relógio de platina com cronógrafo. Um par de abotoaduras de brilhantes. Anel com sinete de ouro. Seiscentas e vinte e cinco libras em dinheiro, e... cartão Especial. Certo, creio que é tudo, senhor. Assine aqui pela devolução de seus pertences.
Zaccheo Giordano não reagiu ao sorriso zombeteiro do guarda enquanto rabiscava seu nome no formulário quase ilegível. Também não reagiu ao olhar ressentido de inveja do mesmo homem quando viu a limusine prateada que o aguardava além do arame farpado.
Romeo Brunetti, seu braço direito e o único no mundo que ele considerava digno do termo amigo, estava parado ao lado do veículo com uma expressão sombria e séria, totalmente indiferente ao guarda armado no portão ou ao cenário desolador do sudeste da Inglaterra.
Caso Zaccheo estivesse de bom humor teria sorrido.
Porém, não estava de bom humor. Há muito tempo. Para ser exato, há 14 meses, duas semanas, quatro dias e nove horas. Zaccheo tinha certeza de que podia enumerar até o derradeiro segundo se fosse preciso.
Mas é claro que ninguém lhe pediria isso. Cumprira sua pena. Descontando três meses e meio por bom comportamento, cumprira a pena de 18 meses.
A fúria o dominou. Não demonstrou nenhum sinal aparente enquanto embolsava seus pertences. O terno de três peças Savile Row com o qual entrara na prisão cheirava a decadência e miséria, mas Zaccheo não ligou.
Jamais fora escravo dos confortos materiais. Suas necessidades iam muito além disso. A vontade de avançar para um lugar melhor sempre fora seu maior objetivo desde que tivera idade suficiente para perceber a realidade do meio onde nascera. Uma vida que fora um remoinho de humilhações, violência e cobiça. E que fizera seu pai se degradar e morrer aos 35 anos.
As lembranças iam caindo como pedras de dominó em sua mente enquanto ele descia o corredor mal iluminado em direção à liberdade. Ansiava que o enorme sentimento de injustiça que o atormentara por longos meses não explodisse de repente.
As portas se fecharam com estrondo às suas costas.
Zaccheo enrijeceu, com punhos e olhos fechados, e então sorveu o ar fresco pela primeira vez. Ouviu o chilrear dos pássaros ao sol da manhã no final do inverno, e prestou atenção ao rumor distante da rodovia como fizera tantas noites na sua cela.
Abrindo os olhos caminhou para o portão. Um minuto depois estava do lado de fora.
— Zaccheo, é bom revê-lo — disse Romeo com seriedade, estreitando os olhos para avaliar o amigo.
Zaccheo sabia que sua aparência deixava a desejar. Não se importara em se barbear nos últimos três meses e mal comera depois que descobrira a verdade por trás de seu encarceramento, contudo passara muito tempo na sala de ginástica da prisão. Seria isso ou enlouquecer com a fome de vingança que o acalentava.
Não deu importância à preocupação do amigo e se encaminhou para a porta aberta do veículo.
— Trouxe o que lhe pedi? — perguntou.
Romeo aquiesceu com um gesto de cabeça.
— Sì. Os três arquivos estão no laptop.
Zaccheo deslizou para o assento aveludado da limusine. Romeo se sentou ao lado e serviu conhaque italiano para os dois.
— Salute — murmurou.
Zaccheo aceitou a bebida sem responder, despejou o líquido cor de âmbar garganta abaixo, e permitiu que o aroma de poder e riqueza... as ferramentas de que necessitava para seu plano dar certo... 


Série Os Sete Pecados Sensuais
1- Pecado da Atração
2- Pecado da Sedução
3- Pecado do Orgulho
4- Um Gosto de Pecado
5- Redenção do Pecado
6- Bodas de Pecador
7- a revisar

Amante Acidental

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Paternidade




O playboy e o bebê!

Lisa não havia planejado se apaixonar. 

Talvez nada tivesse acontecido, se ela não houvesse aceitado o convite para acompanhar Angus Hamilton em uma viagem por um mundo diferente, glamouroso e com um estilo de vida sofisticado. 
Tornou-se uma amante acidental, acabando "acidentalmente grávida". 
Só que Angus estava mais interessado em aproveitar a vida do que em formar uma família. Mas, de repente, um homem que estava mais acostumado a abrir garrafas de champanhe do que a trocar fraldas viu-se preparando a chegada do filho... E adorando cada minuto! Teria a paternidade transformado o dedicado playboy em um marido perfeito?

Capítulo Um

Chovia muito naquele dia. Lisa Freeman ajustou o pesado casaco ao redor do corpo, arrependida por não haver escolhido um agasalho impermeável para sair de casa. O tecido grosso de seu sobretudo parecia capaz de absorver todas as gotas de água que caíam sobre ele, tornando-se mais frio e pesado a cada segundo.Ressentia-se também por haver rejeitado a ideia de tomar um táxi até o aeroporto. Optara por economizar um pouco de dinheiro ao tomar um ônibus, que por sua vez se atrasara.
Estava encharcada da cabeça aos pés, executando o agonizante ritual de olhar para o relógio a cada minuto, temendo perder o voo.
Para completar seu desespero, o ônibus a deixara muito longe do terminal de embarque, e bem em meio à chuva. Teria de caminhar bastante, sem chapéu nem capa, carregando uma mala e a grande bolsa a tiracolo.
Seu único consolo era estar prestes a embarcar para longe daquele clima horroroso. Se a previsão do tempo para os dias que se seguiriam estivesse correta, a Espanha ofereceria muito mais calor e menos chuva do que a Inglaterra.
Claro que não encontraria um ambiente quente e ensolarado como o dos trópicos, mas ainda assim estaria longe do céu acinzentado e das nuvens pesadas, que insistiam em se desmanchar sobre o território inglês na forma de constantes enxurradas.
Contudo, viu-se dominada por uma onda de ansiedade no momento em que avistou o terminal de passageiros entre as pesadas gotas de chuva. Jamais deixara a principal ilha britânica antes, e nem sequer imaginava como seria voar sobre o mar.
Parecia difícil precisar quando começara a gostar da ideia de viajar nas férias. Quando criança, jamais pensaria nisso. Passara a maior parte do tempo arrumando malas e pacotes, conforme seu pai mudava de emprego e de cidade periodicamente. Acostumara-se a morar em modestas casas alugadas, tendo de se mudar toda vez que tudo começava a se ajustar.
Aquilo não parecia magoá-la. Não até o momento em que alcançara idade suficiente para compreender que jamais conseguiria fazer amigos permanentes. Descobrira então que a única companhia com a qual poderia sempre contar seria a dela mesma.
Seus pais já haviam falecido, mas as marcas daquele estilo de vida nômade ainda se mostravam muito profundas em seu ser. Fora preciso um período de mais de três anos morando na mesma casa, trabalhando no mesmo emprego e cultivando amizades, para que a possibilidade de viajar para longe durante as férias pudesse ser cogitada.
Até então, mesmo tendo vinte e quatro anos de idade, e vivendo em uma época em que as viagens internacionais haviam se tornado acessíveis, Lisa jamais chegara além da Escócia, onde morara quando menina. Sempre julgara mais útil gastar seu dinheiro na casa ou em outro empreendimento.
Contentava-se em admirar os livretos de viagens das companhias de turismo, considerando aqueles paraísos tropicais como um sonho distante, pois os preços exorbitantes de tais viagens transcendiam até o mais otimista de seus orçamentos anuais.
Além disso, ao longo dos três últimos anos, seu pequeno carro popular havia demonstrado a incrível capacidade de perceber a chegada do período de férias. Como que temendo ficar estacionado na garagem por duas ou três semanas, o veículo apresentava sempre algum defeito, precisando de reparos imediatos que acabavam minando suas reservas monetárias. Mas dessa vez tudo parecia estar dando certo.



Série Paternidade
1- Pai por Acaso
2- Uma Surpresa do Destino,
3-Amante Acidental  
4- Mamãe sem querer 
5- A Esposa Certa
6-  Louco por Elas!
7- Adorável Compromisso
8- O Marido Ideal 9-
9-Um Bebê para o Natal
10- Um anjo de saias
Série Concluída

Um Presente da Cegonha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Sob a aparência dura bate um coração terno!

Pai Instantâneo: O ex-detetive Joe Dana tinha uma fraqueza por belas mulheres... mas ignorava bebês rechonchudos!
Mãe Terra: Sophie Bayard sabia tudo sobre parto natural... mas não esperava que um estranho encantador praticamente trouxesse ao mundo seu bebê!
A Pequena Srta. Cara Gorda: A pequena e doce criatura seria capaz de fisgar um marido para Sophie?

Capítulo Um

Estava chegando perto. Tanto que já podia sentir o cheiro de sangue. Afastando uma das mãos do volante, Joe Dana tocou a região dolorida entre os olhos. Passava das dez de uma abafada manhã de julho, e ele parou no acostamento. 
Pensou em procurar um hotel, tomar um banho e dormir por algumas horas, mas estava muito próximo do seu destino. Depois de dedicar-se a um único assunto durante as últimas cinco semanas, e sem dormir nas vinte e duas horas passadas, só queria resolver tudo e voltar para casa.
Onde quer que fosse sua casa. No momento, seu endereço era um galpão de armazenagem em Fort Worth, onde também deixara alguns planos por terminar. Vira xerifes e policiais de pequenas cidades para contentá-lo por um bom tempo. E quanto às mulheres que haviam caído em seus braços, ensopando suas camisas com lágrimas desesperadas, também ultrapassara sua cota.
Joe bocejou mais uma vez, torcendo o nariz para o aroma do próprio suor e das embalagens de comida que fora colecionando ao longo do caminho. 
Assim que tudo isso terminasse, escolheria o melhor hotel da cidade onde passaria duas horas numa banheira cheia de água morna. Mandaria as botas para um bom engraxate, a roupa para uma excelente lavanderia, e faria uma refeição completa com bife mal passado, muitas batatas fritas, um litro de leite e meio litro de sorvete.
E depois passaria uma semana dormindo.
A folha de papel onde anotara os dados sobre a tal Bayard indicava que devia sair da Highway 158 e virar à direita na primeira estrada de terra depois de Freshman's Creek; passaria por uma casa à esquerda, um galpão de tabaco e madeira à direita, seguiria por mais dois ou três quilômetros e encontraria uma caixa postal pendurada num velho portão de ferro.
— Impossível não ver — o xerife dissera. — É a última casa da estrada. County termina ali. Ela é procurada por algum crime? Ouvi dizer que trabalhou num grande banco antes de mudar-se para Davie County, há alguns meses. Fui retirar um gambá do sótão da casa dela logo na primeira semana, e tive a impressão de tratar-se de uma boa mulher. Mas hoje em dia, nunca se sabe...
Não, Joe pensou. Nunca se sabe. Não sabia se ela era a chefe da organização, se é que existia uma organização, ou mais uma vítima chorosa.
Mas tinha certeza de que o vaso de jade do século dezoito que ela anunciara no The Antique and Artifact Trader pertencia à coleção cuja pista seguia desde Dallas. Encontrara o rastro em Amarillo, perdera-o em Guymon, encontrara-o novamente em Tulsa e o acompanhara até a Carolina do Norte. Ao longo do caminho, pedira informações a todos policiais de cada cidade pequena por onde passava, e ouvira mais histórias tristes do que um policial necessitava depois de aposentado.
Mas tinha um pressentimento quanto à próxima etapa, uma forte sensação de estar chegando perto.

Promessa de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O cowboy e o bebê

John Paladin era capaz de domar um touro selvagem com facilidade, mas não tinha o mínimo jeito para trocar fraldas. 
Porém, desde que a esposa o deixara, o fazendeiro se viu forçado a mostrar seus talentos de babá. 
Só que John sabia que o filho precisava de algo mais do que os meros cuidados de um cowboy inexperiente com crianças. 
O bebê precisava de uma mãe, e a melhor que ele pudesse arranjar!
O cowboy, o bebê... e a dama
Dana Dixon ficou chocada. Como John Paladin tinha coragem de pedir sua ajuda quando, um ano antes, fugira dela direto para os braços de outra mulher? 
Mas como poderia dar as costas a um bebê com olhos tão parecidos com os do homem que ela amara um dia? E provavelmente ainda amava


Capítulo Um

John Paladin não estava pronto para aquilo, e achava que nunca estaria. Mesmo assim, saiu do hospital carregando nos braços o filho com dez dias de vida. Assim que passou pela porta, ajeitou o chapéu de cowboy e puxou o tecido da camisa jeans, para proteger o bebê do vento e da chuva.
— Aguente mais um pouco, filho — murmurou, desviando-se de alguns galhos mais baixos das árvores que ladeavam a trilha até o estacionamento. — Logo passará o desconforto.
Depois de ouvir os próprios pensamentos e de considerar a perspectiva de seu futuro, aquela parecia ser a única promessa viável no momento. Uma rajada mais forte de vento o fez segurar o bebê mais próximo de si. Todo aquele frio e o mês de novembro ainda nem chegara, pensou. Pelo visto, ele e o restante dos fazendeiros do Texas teriam um inverno rigoroso pela frente.
O mais importante, porém, seria conseguir levar seu filho para casa, sem que ele acabasse adoecendo ou coisa do gênero. Ao chegar lá, iria trocá-lo e dar-lhe a mamadeira. Então, tudo voltaria ao normal. Ou quase. Trocar fraldas e dar mamadeira seria até fácil, mas o resto... O pensamento o fez sentir um frio no estômago.
Todas aquelas instruções que as enfermeiras lhe haviam dado o deixaram apreensivo. De fato, ficara tão confuso com tantas recomendações que já se esquecera de boa parte delas. Tinha a impressão de que a pior das tarefas seria dar banho no bebê. 
Lidar com aquele corpinho frágil em meio à água aquecida na temperatura certa e um sabonete escorregadio não seria nada fácil. "Não se preocupe ainda, John", disse a si mesmo. "Tudo acabará bem, você vai ver. O fato de ele ser seu filho facilitará a situação."
Enquanto se encaminhava para o carro, John rezou para que a voz de sua consciência estivesse certa. 
A certa altura, ouviu um protesto vindo de debaixo da fralda que cobria o rosto do bebê. Deus, será que ele estava sufocando?, pensou, preocupado. Ou talvez estivesse apertando a criança demais. Estava começando a desconfiar de que a chefe das enfermeiras tivera razão ao censurá-lo por andar com um bebê em meio àquele clima frio e úmido.
Acelerou os passos, mas não chegou a correr. Melhor seria não arriscar a possibilidade de algum acidente. A chuva deixara o chão escorregadio, e as solas de suas botas não eram lá muito confiáveis. Ainda não conseguira entender como aquelas enfermeiras podiam ter noção de que seu filho ficaria tão alto quanto ele. Ficara surpreso ao ouvir isso praticamente de todas. 
O que elas viam que ele não era capaz de ver?
Suspirou, aliviado, quando finalmente conseguiu chegar à caminhonete. Dali em diante, viria outra das partes difíceis da tarefa, concluiu, enquanto abria a porta do carro.

Jogo Fatal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quem não se perderia naquele labirinto de desejos ardentes?

Num ímpeto de paixão, a policial Ivy Kincaid obrigou o irresistível investigador chefe Alex Devare a erguer o rosto e tomar-lhe outra vez a boca, num beijo profundo. 
Precisava convencer esse homem amargo e descrente do amor de que pertenciam um ao outro. 
Não era, porém, o medo de Alex diante de um envolvimento a única barreira que os separava. 
Lá fora, na noite escura, um maníaco assassino, com um cérebro genial, desafiava a polícia com um jogo mortal. 
Ainda que o verdadeiro jogo que os atraía fosse talvez até mais perigoso, um jogo capaz de decidir o destino de suas vidas... o jogo do amor!

Capítulo Um

— Quero Alex Devane de volta à força policial — exigiu o prefeito de Brauxton, num tom que não admitia discussão.
O comissário de polícia, Len Eversall, ficou tão chocado que se esqueceu de que não devia discutir com a autoridade máxima do executivo municipal.
— Não pode estar falando sério, Whit. Alex Devane é um maluco.
Whit Jablonski recostou-se na cadeira, olhando para o velho policial, com a expressão paciente que reservava para as entrevistas coletivas com a imprensa.
— Prefiro dizer que Alex é um excêntrico.
— Teve um colapso nervoso.
— Eu sei, mas já está reagindo bem novamente, não está? De qualquer forma, pelo que me informaram, os relatórios sobre o colapso foram um pouco exagerados. Ele passou por uma série de tragédias, tanto na vida particular, como na profissional, e decidiu pedir demissão da polícia. — Deu um sorriso matreiro. — Pelo menos isso é o que vou dizer à imprensa, quando você o convencer a voltar.
— Esqueça — replicou o comissário, irritado, pensando nos confrontos desagradáveis que tivera com Alex Devane através dos anos. — Nada do que eu dissesse ou fizesse o convenceria e, além disso, não sei se quero tentar.
— Eu quero tentar e isso deveria bastar. Estamos com seis assassinatos não esclarecidos nas mãos, e seus homens se encontram tão longe da solução como estavam em janeiro. Sua força especial, formada de pessoal escolhido a dedo, custa uma verdadeira fortuna à cidade e não há resultados positivos.
— Isso não é verdade — protestou o comissário, mas faltava-lhe convicção. — Estamos progredindo nas investigações.
— Guarde a informação para a imprensa — aconselhou-o o prefeito, sarcástico. — O que sei é que ninguém faz ideia de quem matou todas aquelas pobres moças.
Consciente de que seria estupidez argumentar contra os fatos, o comissário tentou uma tática diferente. Precisava tirar da cabeça do prefeito a ideia ridícula de chamar Alex Devane de volta. O ex-policial não tinha respeito pela autoridade, nem aptidão para trabalhar em equipe. Era o proverbial guerreiro solitário e não o queria de volta à polícia.
— Mas por que tem de ser o Devane? — indagou.
— Pensei que fosse óbvio. Não apenas é um bom tira, como foi um detetive brilhante. Tem um QI que faria Sherlock Holmes sentir-se burro.
O comissário olhou escandalizado para o prefeito.
— Está exagerando, Whit.
— Claro que estou! — O outro sorriu. — Sempre exagero. Como acha que consegui me eleger prefeito?
— Mas... 

Entre duas vidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

De repente, seus destinos entraram em rota de colisão!

Desde quando, mais de quinze anos atrás, fora obrigada a entregar a filha recém-nascida para adoção, Laurel não via a menina. 
Agora, finalmente, iria reencontrá-la! No entanto, antes que as duas pudessem se abraçar, o carro de Laurel foi sequestrado numa estrada do Colorado, por um índio...
Era um belo homem, que sangrava no ombro e se dizia policial. 
Forte e sexy, Joe Buck significava problemas, mas Laurel não resistiu ao seu charme... até que também sua filha ficou em perigo. E ela não estava disposta a perdê-la pela segunda vez!

Capítulo Um

Joe Buck caminhava pela deserta terra de seus antepassados. Era noite e com ele estava apenas o cachorro, um vira-lata malhado de aparência bizarra e ascendência desconhecida. Joe era um índio da tribo Ute e, enquanto caminhava pelas desoladas terras da reserva no sudoeste do Colorado, precisava pensar.
As terras em volta eram quentes e escuras; a lua estava subindo, um globo de fraca luminosidade no horizonte a leste, e as estrelas eram um esplêndido arranjo de diamantes espalhados num manto de veludo preto. Joe pensou nas histórias que o avô lhe havia contado sobre as constelações, que tinham os nomes de heróis e heroínas Utes ou de animais poderosos como o urso, o puma ou o coiote. Joe teve que se esforçar para afastar da mente as antigas fábulas e concentrar-se no problema que tinha para resolver.
— Está certo — ele disse, fazendo com que o cachorro empinasse as orelhas e abanasse o rabo. — É, talvez Charlie Redmoon esteja com a razão, talvez eu tenha exagerado. Ou pode ser que ele esteja velho demais, preso demais aos próprios métodos.
O capitão Charlie Redmoon era o superior direto dele no destacamento policial do Bureau de Assuntos Índios, a força federal que cuidava do cumprimento da lei na reserva. Naquele dia Charlie havia punido Joe com uma suspensão pelo que havia chamado de “comportamento rebelde e perigoso”... perigoso para o próprio Joe.
Comportamento rebelde e perigoso. Joe sentia-se humilhado. Estava com trinta e quatro anos e Redmoon o havia tratado como um novato. E o pior era que provavelmente ele havia merecido.
Diante dele espalhava-se a terra, uma terra desértica que, dia após dia, ano após ano, suportava os rigores de um sol implacável. Ninguém queria aquela terra. Tinha sido muita generosidade dos brancos darem aos Utes aquelas terras, pensou Joe, com amargura. E antes os Utes percorriam livremente as Montanhas Rochosas, de Wyoming ao Novo México, de Denver a Salt Lake City, pisando no chão com tanta leveza que nem chegavam a deixar rastros.
Joe Buck continuou caminhando, respirando profundamente, sem tropeçar em nada apesar do escuro. Era como se um sexto sentido dissesse aos músculos dele onde estava cada pedra, onde se abria cada buraco na terra. Ao longe, desenhava-se a silhueta do relevo da região, onde predominavam altas elevações circundadas por precipícios às vezes impossíveis de escalar. Eram as mesetas. Respirando fundo o ar da noite para aliviar a tensão, Joe procurou analisar o erro que havia cometido.
Uma coruja piou em algum lugar a oeste dali, como se respondesse aos pensamentos dele. Era verdade que no dia anterior Joe quase havia perdido a paciência com Neil Dawes. Droga!

Onde está Papai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Cindy Collins estava esperando bebê, mas o pai de sua filha havia desaparecido!

Brady, volte para casa. Eu te amo, Cindy.
Cindy tinha poucas esperanças quando colocou este anúncio no jornal. Graças a essa iniciativa, entretanto, Brady Lockwood foi encontrado... meses após seu sumiço! 
Mas sem a menor ideia de quem ela era... ou por que Cindy se referia a ele como o pai da filha que trazia no ventre!

Capítulo Um

“Brady, volte para casa. 
Eu o amo.
Cindy.”
Cindy repetia mentalmente o anúncio que havia colocado na seção de correspondências pessoais do principal jornal da cidade. Seus nervos estavam à flor da pele, fragilizados pelas tentativas frustradas de reencontrar o grande amor de sua vida. O recorte estava no fundo da bolsa. Era o primeiro de uma série que fora publicada durante quatro semanas, sempre às sextas-feiras.
Desde o princípio ela tivera plena consciência das parcas chances de que Brady ao menos passasse os olhos por essa coluna do jornal e tomasse conhecimento de sua mensagem. O seu Brady Lockwood jamais leria assuntos dessa natureza. Mas o desespero conduzia às mais estranhas veredas... e Cindy Collins ansiava por saber do paradeiro dele, nem que fosse para vê-lo somente uma vez mais. Não apenas por tratar-se do pai da criança que trazia no ventre, mas também porque o amava.
Precisava saber se ele estava bem. Só então poderia dar prosseguimento à própria vida. Por tudo isso, quando o policial lhe telefonou e depois entrou em sua floricultura, com o anúncio nas mãos, Cindy considerou o fato um pequeno milagre. Então se lembrou de que carregava dentro de si o mais sublime dos presentes e se perguntou se uma linda surpresa teria o poder de trazer outra.
Suspirou ao recordar a experiência de instantes atrás. Recapitular os fatos poderia ajudá-la a se acalmar e a agir com mais racionalidade. Como Brady se comportaria? perguntou-se tristemente.
O sargento Augustus Tripopulous lhe indagou polidamente se fora ela a responsável pelo anúncio. Ante sua resposta afirmativa, ele lhe contou a respeito da vítima que havia atendido cinco meses atrás. E então a conduziu até onde o moço se encontrava no momento, o restaurante de sua irmã.
Antes disso, entretanto, Cindy se debulhou em lágrimas de puro alívio. O policial Gus nem mesmo teve de lhe dizer sobre o medalhão de São Cristóvão que o homem trazia ao pescoço.
Quando se acalmou, dialogaram acerca da utilidade de ela levar consigo um álbum de fotografias. Registros assim poderiam ajudar o rapaz chamado Brady, o seu Brady, a reconhecê-la. Decidiram passar rapidamente pela casa de Cindy.
Feito isso, apressaram-se ao encontro do homem que poderia mudar a vida dela. E, apesar de tudo, parecia que as cenas transcorriam com uma lentidão apavorante. Mal haviam entrado no estabelecimento e Cindy já trazia no peito a certeza de ter encontrado Brady. Seu coração gritava a altos brados a alegria de estar prestes a rever o dono.
Ou, talvez, se ela acreditasse com todas as suas forças, isso viesse a se concretizar....

Um Bebê a Caminho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Grávida?

Richard quase engasgou com o café, ao ver sobre a mesa da cozinha o convite para um chá-de-bebê. 
Por que sua irmã estaria organizando tal evento para Liz Sinclair? 
E quem estava grávida, afinal? Foi então que se lembrou de um maravilhoso fim de semana, sete meses antes... 
Achou melhor adiar sua próxima viagem de negócios e ir àquela reunião. Porque, se Liz estivesse mesmo grávida, com certeza ele era o pai!

Capítulo Um

Richard Delaney estava prestes a tomar um gole de leite diretamente da caixinha, mas parou de repente ao ver o delicado cartão cor-de-rosa ao lado de várias caixas de presente, dispostas sobre a mesa da cozinha da casa de sua irmã. Leu mais uma vez o nome impresso no convite. Elizabeth Sinclair. “Liz?”, pensou, enrijecendo o maxilar. Não podia ser. Sem hesitar, pegou o cartão e foi até a porta.
— Chris! — gritou. — Christine Delaney, venha já até aqui!
— Sim, meu adorado irmão? — disse ela, entrando na cozinha.
Os olhos de Chris, tão azuis quanto os do irmão, voltaram-se na direção da caixinha de leite aberta. Balançando a cabeça com desaprovação, falou:
— Richard, se você não usar um copo desta vez, eu juro que...
— O que diabos é isso? — ele a interrompeu.
Christine arqueou as sobrancelhas, notando que ele segurava o cartão.
— Bem, acho que serei redundante se disser que irei a um chá de bebê. É uma pequena festa para celebrar a chegada de um novo ser humano ao mundo. Um bebê, se você não sabe...
— Claro que sei o que é um bebê! — replicou ele. — Então, Liz está grávida?
— Até que enfim você entendeu! Sempre desconfiei que houvesse ao menos algum lampejo de inteligência nessa sua cabeça. Agora fique de lado e deixe-me reunir mais algumas coisas. Eu disse a Susan que iria chegar mais cedo para ajudar nos preparativos.
Ela começou a abrir algumas gavetas, enquanto Richard continuou parado no mesmo lugar.
— De quantos meses Liz está? — perguntou ele.
— Como?
Richard olhou para a irmã, contendo a vontade de sacudi-la pelos ombros.
— Perguntei de quantos meses ela está — repetiu, enfatizando cada palavra.
Christine se virou para ele.
— Liz? Oh, cerca de sete ou oito meses.
Dizendo isso, voltou a se concentrar no conteúdo de uma gaveta, enquanto Richard sentou-se em uma cadeira. Sentia-se como se houvesse sido nocauteado. Aliás, a sensação se assemelhava muito à que experimentara na primeira vez em que fitara os lindos olhos castanhos de Liz. Isso acontecera sete meses e meio antes.
— Onde ela está?

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Tesouro Escondido

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Chamas do passado.

Loukas Sarantos já foi o guarda-costas dos homens mais poderosos do mundo. 
Agora, esse grego implacável é um deles. 
Sua mais nova aquisição significa que Loukas, finalmente, conseguirá vingar-se de Jessica Cartwright, a única mulher que ousou abandoná-lo. 
Como garota-propaganda da joalheria de Loukas, Jessica precisa acatar todas as suas ordens... e ele aproveitará cada segundo para tê-la sob controle. 
Mas quando a antiga paixão ressurge, Loukas percebe que ela é joia mais preciosa que já vira... e fará de tudo para possuí-la novamente.

Capítulo Um

Alguma coisa estava diferente. Jessica sentiu no momento em que entrou no edifício. Um clima inconfundível de animação e expectativa. Uma sensação de mudança. Sentiu um nó na garganta que lembrava medo. Porque ninguém gosta de mudanças. Mesmo sendo a única coisa garantida na vida, ninguém gosta verdadeiramente de mudanças... E lá estava ela com todos aqueles que odiavam mudanças, não estava?
Por fora, a sede da cadeia de joalherias de alto nível continuava a mesma. 
Sofás de plush, velas perfumadas e lustres reluzentes. Pôsteres de joias brilhantes colocadas displicentemente sobre veludo negro. 
Havia muitos instantâneos de mulheres olhando de maneira sonhadora para anéis de noivado, acompanhadas por seus lindos noivos. Havia até um pôster dela inclinada de modo pensativo a uma muralha e fitando a distância com um pesado relógio de platina no pulso. Jessica relanceou um olhar breve para o pôster. 
Qualquer um que olhasse para a cena ali pensaria que a mulher com a camisa leve e cabelo brilhante preso em um rabo de cavalo tinha uma vida totalmente tranquila e bem resolvida. Jessica sorriu com frieza. Quem dissera que a câmera nunca mentia se enganara muito.
Fitando suas botas de couro claro, que, por milagre, haviam sobrevivido à viagem da Cornualha sem ficarem manchadas, encaminhou-se para a recepção onde a recepcionista usava uma blusa decotada. Jessica piscou diversas vezes. Tinha certeza de que sentia cheiro de lustra-móveis misturado ao aroma de gardênia das velas. Mesmo o enorme arranjo de rosas sobre a mesa de tampo de vidro parecia diferente, uma novidade.
— Olá, Suzy — saudou Jessica, inclinando-se para cheirar uma das rosas e descobrindo que não havia fragrância nenhuma. — Tenho uma reunião às 15h.
Suzy checou a tela do computador e sorriu.
— Isso mesmo. É bom vê-la, Jessica.
— É bom estar aqui — retrucou Jessica, embora não fosse totalmente verdade. Sua vida no campo tomava muito tempo e apenas vinha a Londres quando necessário. Hoje parecia ser uma dessas ocasiões... Fora chamada por um enigmático e-mail que provocara mais perguntas que respostas e a deixara um pouco confusa.
Por isso, abandonara seus jeans e suéteres, e ali estava com roupas da cidade e o sorriso sereno que esperavam dela. Mesmo se no íntimo seu coração doesse porque Hannah partira... Bem, em breve, teria que aprender a conviver com isso. Já lidara com coisas piores.
Sacudindo gotas de chuva da capa, murmurou:
— Por acaso sabe o que está acontecendo? Por que fui chamada aqui de improviso? Só devo começar a fazer o novo catálogo no início do verão.
Suzy olhou de um lado para o outro como se já tivesse assistido a muitos filmes de detetive.
— Na verdade, sei. — Pausa para causar impacto. — Temos um novo patrão.
Jessica permaneceu sorrindo.
— Sério? É a primeira vez que ouço isso.
— Ah, não poderia ter ouvido mesmo. Foi uma grande compra de controle acionário... muito na surdina. O novo dono é grego. Muito grego. Um playboy — explicou Suzy em poucas palavras. — E muito perigoso.
Jessica sentiu o cabelinho na nuca eriçar como se encostassem dedos de gelo ali. Não deveria se abalar ao ouvir a palavra grego, porém se abalou. Não foi tão ruim como antes, porém nunca conseguia escutar uma menção sobre a Grécia sem que o coração acelerasse. Era como um cão com reflexos condicionados que salivava sempre que tocavam um sino. Um cão idiota que esperava ser alimentado, mas que apenas recebia uma tigela vazia. E era muito triste. Fitou Suzy e disse com displicência:
— Verdade? Perigoso tipo fanfarrão?
Suzy balançou a cabeça de cabelo ruivo.
— Tipo muito sensual e que sabe disso.
 

Uma nova Proposta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Irmãos Marakaios
Dois magnatas gregos desafiados pelas noivas que escolheram!

O herdeiro do grego!
Ter um caso com Leo Marakaios é como dançar com o perigo. Mas Margo Ferrars acredita ser capaz de acompanhar cada passo sensual... até Leo pedi-la em casamento! 

Pode ser apenas por conveniência, mas Margo sabe que fugir é a única opção. 
Não ter mais os beijos devastadores e os toques habilidosos de Leo é o preço que ela tem de pagar para proteger seu coração. 
Então, descobre que está grávida!  Agora, Margo precisa encontrá-lo para contar a notícia... e fazer uma proposta irresistível.

Capítulo Um

— Quer se casar comigo?
A pergunta pareceu abalar as estruturas do edifício e ecoar pela sala, enquanto Marguerite Ferrars ficava olhando, em profundo choque, para o rosto do homem que a pronunciara... o seu amante, Leonidas Marakaios.
E ele a encarava com um meio-sorriso estampado nos lábios e as sobrancelhas levemente erguidas. Na mão, ele segurava uma pequena caixa de veludo preto, e na caixa havia um anel solitário de diamante de sabe Deus quantos quilates, pois brilhava com uma sofisticação extremamente singela.
— Margo? — ele perguntou.
Sua voz era um tanto trêmula, expectante. Para ele, Marguerite ficara calada por conta da enorme surpresa. Porém, embora isso fosse verdade, ela também estava sentindo outras coisas.
Ela estava assombrada, aterrorizada.
E jamais esperaria uma coisa dessas, nunca imaginou que aquele playboy carismático pensaria em casamento, em um compromisso para toda a vida, em uma vida (e um amor) que poderiam ser perdidos para sempre. E ela conhecia o que era a dor de perder alguém... uma dor que nos deixa sem ar, resfolegando, sem conseguir dormir durante noites, com o rosto banhado em lágrimas, mesmo após ter se passado muito tempo...
O tempo passava, mas ela continuava muda. Ela não conseguia dizer nada. Dizer que sim parecia um passo grande demais para as suas pernas. Porém, ao mesmo tempo, dizer não parecia impossível. Leo Marakaios não era um homem que aceitava recusas nem rejeições.
Ela notou o exato momento em que ele franziu as sobrancelhas, unido-as no centro da testa, recolhendo a mão antes esticada, aparentemente desistindo de lhe oferecer o solitário.
— Leo... — disse ela, mas ainda sem saber o que dizer. Afinal de contas, como dizer não àquele homem irresistivelmente carismático, arrogante, lindo e charmoso? No entanto, era isso o que ela deveria fazer. Claro que sim.
— Eu nunca imaginei que isso causaria tamanha surpresa — disse ele, com o tom de voz mantendo apenas uma mínima margem de leveza.
Ela sentiu algo parecido à raiva emergindo do interior do seu corpo, o que foi quase um alívio.
— Sério? Não mesmo? Mas nós nunca tivemos um relacionamento que desse lugar a...
— Que desse lugar a quê? — ele perguntou, erguendo uma das sobrancelhas, com um gesto que indicava tanto frieza quanto desdém.
Ela notou que Leo se afastava, e embora soubesse que deveria se sentir melhor por conta disso, acabou sentindo uma tristeza profunda, dolorosa. Não era isso o que ela queria. Mas ela não aceitaria, e não poderia aceitar, um casamento. Ela nunca permitiria que alguém significasse tanta coisa em sua vida.
— Isso... nos levaria a um outro lugar — ela explicou, e ele fechou a caixa que guardava o anel, com uma expressão terrivelmente fria no rosto.
— Sei... — disse ele.
As palavras ficaram presas na sua garganta... e a resposta que ela sabia que precisava lhe dar continuava parecendo impossível de ser pronunciada.
— Leo, nós nunca sequer conversamos sobre o futuro — disse ela.
— Nós estamos juntos há dois anos — ele retrucou. — Eu acho bem razoável imaginar que estávamos seguindo em direção a algum lugar.
A voz de Leo estava claramente demonstrando um alto nível de estresse. E seus olhos, arregalados, pareciam querer destilar fogo...


Série Os Irmãos Marakaios
1- Um Novo Casamento
1- Uma nova Proposta 
Série Concluída

Casamento Secreto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Segredos do Paraiso



Amor, honra... e segredos!

Anos atrás, Heath Langston casou-se com Julianne Eden. 
Suas famílias jamais aprovariam a união. 
Como o matrimônio não foi consumado, cada um seguiu o seu caminho, sem contar para ninguém o que haviam feito. 
Agora, uma crise familiar força Heath e Julianne a voltarem para a cidade... e para a mesma casa. Heath está cansado de viver uma mentira. 
Chegou a hora de Julianne assinar o divórcio, ou cumprir a promessa de, finalmente, tornar-se sua esposa por completo.

Capítulo Um

— O enfarte de seu pai foi muito sério desta vez.
As palavras do médico não contribuíram muito para fazer Heath Langston se sentir melhor no tocante às condições do pai adotivo. Estava postado do lado de fora do quarto de hospital de Ken Eden, escutando o prognóstico do médico. Sentia-se indefeso, que não era como ele gostava de se sentir. Podia ser o mais novo dos “garotos Eden”, mas era dono de sua própria agência de publicidade em Madison Avenue, responsável por uma das mais bem-sucedidas campanhas publicitárias do ano anterior. 

Era comum que todo mundo, da secretária ao sócio, esperasse que ele tomasse decisões.
Mas aquilo era coisa séria. Vida ou morte. Não era exatamente o forte dele. A única filha biológica de Ken e Molly Eden, Julianne, não parou de chorar desde que chegou. Heath gostava de manter as coisas leves e teria preferido ver Julianne sorrindo, contudo, mesmo ele não conseguia fazer piadas.
Os cinco filhos dos Eden correram para a fazenda da família em Cornwall, Connecticut, no instante em que souberam do enfarte de Ken. Heath entrou no carro e veio a toda de Nova York, sem saber se o pai adotivo ainda estaria vivo quando chegasse ao hospital. 

Os pais biológicos haviam morrido em um acidente de carro quando ele tinha apenas nove anos de idade. 
Era um homem adulto então, presidente de sua própria empresa, mas não estava preparado para perder outro pai. Heath e Julianne foram os últimos a chegar e estavam recebendo o relatório que os outros já haviam escutado.
— Por ora, ele está estável, mas tivemos sorte — prosseguiu o médico. — A aspirina que Molly lhe deu fez toda a diferença.
A figura pequenina de Julianne estava postada diante dele. Apesar das palavras sérias do médico, ele não conseguia desviar o olhar dela. Julianne puxara a Molly. Era miúda, porém imponente. Naquele dia, parecia menor do que de costume, com os ombros curvados e a cabeça baixa, os olhos voltados para o chão. 

O comprido cabelo louro estava solto quando ela chegou, contudo, após um longo tempo na sala de espera, foi amarrado em uma trança improvisada. Ela estremeceu ante as palavras do médico, encolhendo-se ainda mais no interior do suéter de caxemira verde.
Heath pousou a mão no ombro dela, num gesto tranquilizador. As noivas de todos os irmãos estavam presentes para oferecer apoio, mas ele e Julianne estavam ambos sozinhos. Sentiu um aperto no coração por ela. 

Era duro ver a artista confiante e de temperamento forte tão arrasada. Embora houvessem crescido na mesma casa, na cabeça dele, Julianne jamais foi uma irmã. 
Ela foi sua melhor amiga, sua cúmplice, e, por um breve período, o amor de sua vida. 
Saber que tinham um ao outro naquele momento difícil o fazia sentir-se melhor. Naquela noite, torcia para que fossem capazes de colocar o passado tumultuado para trás e se concentrar no que era mais importante. 
Como Julianne não se afastou, supunha que ela pensava da mesma forma. Normalmente, ela se esquivaria com discrição, ou lhe daria um empurrãozinho de brincadeira, mas não naquele dia.
Em vez disso, seu corpo buscou apoio no dele, as costas escorando-se em seu peito. Ele descansou a face de encontro aos fios dourados do cabelo dela e inspirou fundo o perfume que estava gravado em sua memória. Ela suspirou, deixando-o todo arrepiado. 

A sensação transformou a voz do médico em um murmúrio abafado e distante. 
Por um instante, havia apenas ele e ela. Não era o momento mais apropriado, mas ele se deliciou com o contato. Tocar Julianne era uma experiência rara e preciosa. 
Série Segredos do Paraiso
1- Pedidos Inegáveis 2- Beleza Revelada
3- Herança de escândalo
4- Casamento Secreto
Série Concluída

Herança de Escândalo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Segredos do Paraiso

O passado volta para assombrá-lo.

A campanha de reeleição do congressista Xander Langston está a todo o vapor quando restos mortais são encontrados na fazenda de sua família, deixando-o no centro de um escândalo. 
Mas ao voltar para casa, é o reencontro com a namorada do tempo de colégio que domina seus pensamentos. 
A beleza de Rose Pierce apenas aumentara com o passar dos anos. E a paixão que Xander um dia rejeitou provou ser mais resistente do que imaginara. 
Contudo, Rose tem um segredo que poderá arruinar essa segunda chance ao amor... e a carreira de Xander.

Capítulo Um

Morangos. A matéria principal do noticiário era sobre Morangos. Não assassinatos, nem assaltos, nem escândalos políticos.
— Xander — falou para si mesmo com uma risadinha seca —, você não está mais na capital.
Assim como acontecera nas duas últimas noites, Xander Langston passara a noite colado ao noticiário local, esperando que tudo explodisse. Viera até Cornwall para lidar com as repercussões, só que, até agora, o noticiário local só fizera focalizar no clima atipicamente moderado, no sucesso da jovem equipe de beisebol local e no festival do morango que estava para acontecer. 
Ele desligou a antiga TV na sala de estar e jogou o controle remoto sobre a mesinha de cabeceira. Da próxima vez que estivesse no laptop, encomendaria TVs de tela plana para o alojamento e para a casa principal. Não teria tempo para dirigir até Canton e comprá-las pessoalmente.
Se o maior bochicho na cidade dizia respeito ao Festival do Dia do Morango, a vida estava ótima. Nenhuma notícia significava boas notícias, ainda mais com o seu primeiro livro chegando às prateleiras na semana que vem e o ano eleitoral se aproximando. 
Seus críticos gostavam de salientar que ele fora eleito da primeira vez apenas porque seu mentor e predecessor, amado congressista veterano Walt Kimball, o escolhera a dedo para dar continuidade ao seu trabalho. Independentemente da razão, Xander o sucedera em uma vitória esmagadora sobre o oponente. Na ocasião, fora um dos congressistas mais jovens a ser eleitos para o congresso americano, mal atendendo o requisito de ter mais de 25 anos.
Naquele outono, estaria dando início a outra campanha eleitoral, e Xander preferia continuar remuneradamente empregado. Isso tinha de significar uma votação sólida, nenhuma notícia que pudesse ser tirada de contexto e absolutamente nenhum escândalo de qualquer tipo. Normalmente, era fácil para Xander evitar escândalos.
Não era casado, de modo que não podia ter envolvimentos extramatrimoniais. Não se interessava por prostitutas. Jamais lhe haviam oferecido subornos, e, mesmo que houvessem, não os teria aceitado. Contudo, todo mundo tinha o seu esqueleto debaixo da cama, por assim dizer. E era por isso que estava de volta a Connecticut, na Garden of Eden Christmas Tree Farm, assistindo àquela droga de televisão, em vez de virando noites no seu escritório em Washington. Com um suspiro, Xander levantou-se do sofá e adiantou-se até a janela. 
O sol já desaparecera atrás das colinas verdejantes, mas ainda havia luz o suficiente para iluminar a fazenda. Pinheiros até onde a vista alcançava.
Era uma visão impressionante, após tanto tempo passado longe. Da janela do seu escritório tinha uma vista excelente do Prédio do Capitólio e do mar de turistas e ônibus que subiam e desciam a Independence Avenue. 
Aquelas pessoas viajavam milhares de quilômetros em buscas das vistas que ele mesmo ignorava todos os dias. Estava ocupado demais para apreciar a arquitetura clássica e o significado histórico de seus arredores. Na maioria das vezes, pegava a passagem subterrânea até o Prédio do Capitólio e deixava de ver tudo.
Podia ter uma casa moderna e elegantemente decorada a poucos quarteirões do seu escritório no distrito do Capitólio, mas aquele lugar, com a sua mobília velha e vários hectares de árvores, era o seu lar. Fora onde que ele crescera. Estar de volta ali, rodeado por influências calmantes da natureza e ar puro. Xander sentia-se mais relaxado do que jamais se sentira desce que partira para Georgetownn e uma ascendente carreira política. Ali não havia engarrafamentos, nem táxis buzinando nem corridas frenéticas para pegar o metrô. Xander enfim podia respirar.


Série Segredos do Paraiso
1- Pedidos Inegáveis
2- Beleza Revelada
3- Herança de escândalo
4- Casamento Secreto
Série Concluída

Lua-de-mel a três

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Cory queria um bebê, mas não queria compromissos!

A experiência que tivera com o primeiro marido a convenceu de que os homens não valiam a pena. 

Havia apenas um detalhe precisava de um amante. Alguém que fosse bom o suficiente para ser pai de seu bebê! E Slade Reeden era exatamente o que ela procurava!


Capítulo Um

Slade Reeden olhou rapidamente a lista de compromissos daquele dia e franziu a tes­ta, intrigado.
— Cory Haines?— ele perguntou a sua secretária. — Quem é? Outro político querendo dinheiro? Se for, está sem sorte hoje.
— Cory Haines é uma mulher, sr. Reeden. É dona de uma firma de paisagismo aqui na cidade.
— O que ela quer?
— Não me adiantou o motivo da visita, mas foi bas­tante insistente para conseguir uma hora marcada assim que possível.
Ela iria pedir alguma coisa como todo mundo. Esse era um dos problemas do sucesso. Desde que Slade ga­nhara o prêmio internacional pela arquitetura do centro da cidade de Chicago, corretores, burocratas e arquitetos o perseguiam dia e noite.
Seus olhos ardiam, pois não havia dormido bem na noite anterior. Não tinha vontade alguma de trabalhar, com aquele tempo chuvoso e com neve, apesar de já es­tarem em março, início da primavera. Halifax, capital da Nova Escócia, era uma bela província no litoral leste do Canadá, com clima constantemente frio.
A sra. Minglewood observou-o com simpatia. Gostava de trabalhar para o sr. Reeden em suas raras visitas ao escritório da firma em Halifax. Ele era uma pessoa de bom temperamento e a tratava com consideração. Além disso, era extremamente atraente. Nem mesmo os velhos astros de cinema do seu tempo, que tanto admirava, ti­nham o charme de Slade Reeden. Seria difícil achar al­guém mais sedutor que ele.
O relógio marcava duas horas da tarde quando a porta do elevador se abriu. Uma jovem se aproximou da mesa da sra. Minglewood e falou, com voz agradável:
— Meu nome é Cory Haines. Tenho uma hora marcada com o sr. Reeden.
A sra. Minglewood olhou-a com admiração. Aquela mulher era exatamente do que o sr. Reeden precisava naquele dia chuvoso! Cory era uma linda jovem. Sem perder tempo, le­vou-a à sala de Slade, que estava ocupado com seus últimos projetos para o porto da cidade. A secretária bateu na porta, antes de entrar, seguida pela recém-chegada, e informar:
— Sr. Reeden, esta é a srta. Cory Haines.
Cory já sabia o que iria encontrar. Nas reportagens sobre Slade, as fotos deixavam claro quanto ele era atraente. Porém, embora preparada, assim que o viu, percebeu que era muito mais bonito pessoalmente do que nas fotografias. Ali estava um homem alto e encantador, sentado em frente ao computador, mal percebendo sua presença.
— Antes de mais nada, obrigada por me receber em seu escritório. Sei que o senhor é muito ocupado — disse Cory para se fazer notar.
Slade levantou-se automaticamente e voltou-se para a recém-chegada. Para sua surpresa, ela não era uma mulher idosa. Pelo contrário, parecia mais jovem do que ele, já com trinta e quatro anos, e muito carismática, ele se deu conta de que sua gravata estava torta, as mangas da camisa enroladas até os cotovelos e seus cabelos desalinhados. Cory cer­tamente não o encontrara em seu melhor dia.
— Sente-se, por favor. Gostaria de tirar o casaco? — Slade indagou.
— Sim, obrigada.
Ao ajudá-la, sentiu de perto seu perfume. Uma fra­grância exótica, que lembrava o clima quente e as flores. Percebeu também o tom acobreado nos cabelos bem tra­tados, que a luz da sala ajudava a realçar.
— Em que posso ajudá-la?
Ao sentar-se em frente a Cory, Slade reparou melhor nela. A saia de lã azul combinava elegantemente com a blusa de seda branca e o colete bordado. Devia ser uma mulher de bom gosto. Ele não sabia bem o que era, mas naquele rosto feminino havia algo interessante que o ex­citava de uma forma inesperada.
Com um sorriso generoso nos lábios bem-feitos, Cory in­clinou-se para a frente e fitou-o com seus grandes olhos verde amendoados, disposta a seguir adiante com seu plano.
— Quero algo do senhor. No entanto, garanto-lhe que retribuirei a sua gentileza.
— Verdade?

Os Bebes do Magnata

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


A última chance de ser mãe.

Clara Murdock sabia que provavelmente nunca poderia ter um filho, por isso os gêmeas deixados sob seus cuidados eram mais do que preciosos para ela. 

Preferia morrer a deixar algum estranho leva-los embora. Ainda que esse estranho fosse tio dos bebês.
Pai de primeira viagem
Wyatt Sanders sabia que tinha mais qualificações para criar seus sobrinhos do que uma fazendeira, por mais que ela fosse irresistível. 
Só não esperava que Clara Murdock também fosse tão geniosa, principalmente com relação aos bebês... E ao amor!

Capítulo Um

Clara Murdock conduziu seu cavalo por uma trilha pela segunda vez, antes de fazê-lo diminuir o galope até o ritmo do trote. De início, o animal não se mostrou muito disposto a obedecer, por isso ela teve de segurar as rédeas com mais firmeza, para mostrar quem estava no comando.
Foi então que notou a figura de um homem, observando-a do alto de uma colina, a alguns metros de distância do estábulo. Embora o estranho estivesse de óculos escuros, mantinha uma mão acima dos olhos, protegendo-os da luz do sol.
Alguns homens costumavam aparecer na propriedade com interesse em comprar algum cavalo ou boi que estivesse à venda. A Fazenda Bar M era conhecida pela excelente qualidade de seus animais e, felizmente, essa condição não mudara mesmo depois da morte de seu pai, Tomas Murdock.
Ainda assim, Clara teve a impressão de que aquele homem vestido com calça caqui e uma elegante jaqueta de couro não estava ali para comprar nenhum animal.
Conduziu o cavalo por uma trilha até o alto da colina, enquanto o animal permanecia inquieto, como que querendo voltar a galopar.
— Olá — disse ao estranho. — Sou Clara Murdock. Em que posso ajudá-lo?
Sem saber se poderia confiar nela ou no animal, ele permaneceu à certa distância.
— Sou Wyatt Sanders. A senhora que estava na casa disse que eu a encontraria aqui.
Dizendo isso, tirou os óculos escuros e os guardou no bolso.
Clara não costumava se impressionar com os homens, fossem eles bonitos ou não, porém, tinha de admitir que a beleza do rosto daquele desconhecido era de tirar o fôlego. Ele tinha cabelos negros, com alguns fios caídos sobre a testa que o deixavam com uma aparência mais jovem. Seus olhos eram de um intenso tom acinzentado, criando um interessante contraste com sua pele bronzeada. O estranho aparentava sofisticação desde as botas italianas até o moderno corte de cabelo.
— Se está procurando um cavalo, não tenho nenhum à venda no momento — avisou. — Os que se encontram na fazenda são muito jovens e... — Ela sorriu, com charme. — Rápidos — completou.
Wyatt não imaginara que encontraria uma mulher tão sexy e desejável em meio àquela fazenda distante, no Novo México. Ela usava um jeans preto e justo, que moldava com perfeição os contornos arredondados de seus quadris. Uma camisa cinza, em estilo masculino, deixava sua aparência ironicamente mais feminina.
O rosto delicado era emoldurado por cabelos avermelhados, que contrastavam com o verde intenso de seus olhos amendoados, lembrando duas esmeraldas gêmeas. Não usava nenhuma maquiagem, mas, mesmo assim, seu rosto apresentava um saudável tom rosado, por efeito da cavalgada. Os lábios bem delineados pareciam um convite a um beijo apaixonado, e Wyatt teve de se conter para não deter o olhar sobre eles por muito tempo.
— Não quero comprar um cavalo — disse a ela. Clara arqueou as sobrancelhas.
— Oh, então veio à procura de um boi ou uma vaca. Bem, terá de falar com minha irmã, Rose.
— Também não quero um boi nem uma vaca. Vim até aqui...
Todas as palavras que Wyatt havia ensaiado ao longo dos últimos dias desapareceram de sua mente, diante da bela visão do rosto de Clara Murdock.
— Sim?
— Vim até aqui para conversar com você — completou ele.
O cavalo continuava inquieto, e Clara hesitou um momento, antes de dizer:
— Espere até eu levar Banjo para o estábulo, por favor. Ela conduziu o animal até o grande barracão de madeira e Wyatt a seguiu a pé. Após deixar Banjo em seu alojamento, Clara se aproximou de Wyatt e estendeu a mão para ele.
— Desculpe-me pela interrupção Sr. ...