quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Serviço do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Inocência e Escândalo 





Contratada como amante!

Zoe Grace é péssima como governanta, e corre o risco de ser despedida após duas semanas de trabalho na propriedade de Montero.
Desesperada para manter o emprego, ela fará de tudo para convencer seu belo patrão a lhe dar mais uma chance...
Isandro Montero não acredita que sua nova funcionária possa ser tão incompetente! 
Ela precisa ir embora, e rápido!
Mas demiti-la poderia arruinar sua reputação, já que a bela Zoe precisa cuidar de duas crianças. 
Então Isandro decide colocá-la em um lugar onde possa mantê-la sob seus olhos, e ao alcance de suas mãos!

Capítulo Um

Alguns homens na posição de Isandro Montero teriam reclamado da invasão constante e impertinente da imprensa. Ele não. Achava que havia pouco a objetar em sua vida e sabia que era perfeitamente possível, mesmo para quem construíra um império financeiro que atraía a atenção da mídia como o dele, ter uma vida particular. 
É claro que se gostasse de frequentar boates até a madrugada ou ir a lançamentos de filmes ao lado de modelos com roupas curtas e decotadas, seria bem mais difícil, mas nada disso o atraía. 
Considerava a segurança um mal necessário, um efeito colateral do sucesso, mas não era um recluso que vivia atrás de muralhas espessas com 3 metros. Se tivesse uma família a considerar, talvez sentisse o perigo perseguindo-o de cada lado, mas não. 
Apenas uma ex-esposa com quem trocava cartões de Natal e um pai com quem mantinha pouco contato. Como era confiante em sua capacidade de se cuidar, Isandro não se alarmou quando percebeu que os portões eletrônicos que guardavam a entrada de sua propriedade inglesa — que, na verdade, tinha muros de 3 metros — estavam abertos. Diminuiu a velocidade e olhou em torno com irritada especulação. 
Embora não presumisse automaticamente que havia alguma coisa sombria e sinistra, indicava um descuido que não esperava de quem trabalhava para ele. A ruga entre as sobrancelhas escuras e definidas e seu nível de irritação se aprofundaram quando o olhar caiu sobre um conjunto colorido de balões preso a um galho, que parecia incongruente ao lado da placa discreta que dizia apenas “Ravenwood House: Particular”. 
Era o dono de Ravenwood havia três anos e, nas poucas vezes em que a visitara, não tivera motivos de queixa, o que era apenas o que esperava. Empregava os melhores, fossem eles executivos ou jardineiros, pagava-lhes muito bem e esperava que fizessem por merecer seus salários.
Era uma fórmula simples, mas que funcionava e, do contrário. Não era famoso pela paciência ou pelo sentimentalismo na vida profissional ou pessoal. Se aqueles que empregava não atendiam aos seus padrões elevados, não mantinham suas posições. Isandro abriu a janela do carro, estendeu a mão e puxou a ponta pendurada do cordão que amarrava os balões. 
Dois deles estouraram e o resto se ergueu no ar em busca da liberdade. Seguiu com o olhar a trajetória alegre deles e franziu mais ainda a testa. Não estava disposto a tirar conclusões apressadas sobre os portões abertos ou os balões, mas a governanta fora trocada recentemente e tinha um papel fundamental em Ravenwood. A antiga ocupante do cargo havia sido não só eficiente, mas combinara as habilidades de administração com a capacidade de desaparecer no ambiente. 
Sob sua guarda, os portões não estariam abertos, a segurança não seria invisível e não haveria balões.





Série Inocência e Escândalo
2 - A Serviço do Desejo
1 - O Preço de Um Escândalo

O Preço de Um Escândalo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Inocência e Escândalo 
O preço de sua noiva... 

A bela, porém impetuosa, Avery Crawford quer manter seu romance com o milionário Jonas Mercer em particular. 
Ela já teve que enfrentar fofocas no passado, e agora prefere ser discreta com sua vida amorosa.
Ainda assim, Jonas não só deseja tornar pública a relação, como também decidiu que se casará com Avery! 
Ele só não queria mais escândalo... No entanto, quando os segredos dela vêm à tona, as consequências podem ter um preço alto demais para Jonas... 


Capítulo Um 

Jantar cedo fora uma péssima ideia. Agora Jonas Mercer tinha o resto da noite pela frente sem nada a fazer, a não ser ver televisão no quarto de hotel. Sua culpa. Um dos assistentes poderia ter feito a viagem. 
Mas, de vez em quando, o impulso de escapar do escritório era poderoso demais. Jonas sorriu. Fugir para uma pacata cidade do interior não era bem uma aventura. Pegou a caneta e dobrou o jornal. Podia ficar ali, no bar, até terminar as palavras cruzadas. Pelo menos havia companhia. Mas antes que ele descobrisse qual era a palavra do primeiro espaço, todos saíram do bar para jantar. 
Quatro pistas depois, Jonas ainda lutava com um anagrama quando uma mulher desacompanhada entrou. Alta e esguia, com curvas em todos os lugares certos sob um terninho masculino, cabelo negro puxado para trás de um rosto fino. Olhos também escuros se abriram mais, aborrecidos, enquanto passava um cacho solto atrás da orelha. Sem anéis, ele notou. Inconsciente da observação, Avery Crawford se dirigiu ao bar, sua ideia brilhante parecendo muito tola agora que estava ali. 
O salão se encontrava vazio, exceto por um homem solitário lendo um jornal. Não poderia se esconder. Pediu água mineral ao barman e a tomou o mais devagar possível enquanto esperava que mais pessoas chegassem para uma bebida antes do jantar. Não esperara por isso. Se ninguém aparecesse, teria que se sentar sozinha a uma das mesas. A menos... Lançou um olhar especulativo para o homem mergulhado no jornal. Muito interessante. 
Devia ter 1,85m, a julgar pela extensão das pernas esticadas sob a mesa, provavelmente os costumeiros olhos azuis para combinar com aquele cabelo claro manchado de sol. Um olhar ao relógio confirmou que o tempo passava. e, apostando que sua caça não esperava companhia, cruzou o salão até a mesa dele. 
— Você se importaria se eu me sentasse aqui? Trouxe minha bebida e não estou tentando conquistá-lo ou lhe vender nada. Só preciso ficar invisível. Pensei que o bar estaria lotado e poderia me misturar aos demais, mas não tive sorte. 
— Será um prazer — respondeu ele de imediato indicando a cadeira ao lado. 
— Obrigada. — Sentou-se, mas tornou a se levantar, consternada. 
— Seu nome não é Philip, é? 
— Não, é Jonas. Jonas Mercer. — Ergueu-se e lhe fez uma reverência brincalhona. 
— Graças a Deus! — Sentou-se de novo. 
— Por um horrível momento pensei que tinha estragado tudo. Como vai? Sou Avery Crawford. 
As sobrancelhas se ergueram acima de olhos divertidos e tão escuros quanto os dela. 
— Por que precisa de companhia enquanto espera por Philip, o cara de sorte? 
— Não vou me encontrar com ele. Estou aqui como uma espécie de rede de segurança para uma amiga. 
— Rede de segurança? — Jonas se recostou relaxado, com a expressão de um homem pronto para se divertir. Avery hesitou. 
— Na verdade, é a história da minha amiga, não minha, mas nas circunstâncias acho que ela não vai se importar. Ela vem aqui se encontrar com uma pessoa. 
— Então, por que precisa de você?

Série Inocência e Escândalo
2 - O Preço de Um Escândalo

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Culpada ou Inocente?

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



O casamento deles poderá sobreviver a verdade?

Lucy tem tudo que uma mulher pode desejar: um marido maravilhoso, um filho adorado e um novo bebê a caminho.
Seu casamento é abençoado... até que um segredo de seu passado volta a assombrá-la. 
Como Lucy poderia contara ao marido, Seton Wallace, que ela já estivera na prisão?
Fora por um crime que não cometera, mas estava sendo chantageada pelo homem que armara tudo contra ela. 
Por cinco anos, Seton idolatrara Lucy como esposa perfeita.
O que ele fará, quando descobrir que ela não é exatamente aquilo que ele pensa?

Capítulo Um 

Do terraço, sentindo o sol cálido acariciando seu rosto, Lucy olhava o filho brincar no jardim. Seus pensamentos flutuaram de volta àquele verão, cinco anos atrás, quando ela e Seton tinham se conhecido. No momento ela podia rir dos temores que sentira. Estava certa de que casar-se com, Seton fora a melhor coisa que já fizera.
Tinham sido anos tão felizes! Sua confiança crescera até transformar-se na certeza de que Seton a amava de verdade. No princípio, ela tivera medo de crer em sua felicidade. Tantas coisas horríveis tinham acontecido no passado, que ela não acreditava que pudesse ser feliz. Temia que tudo de bom pudesse ser tirado de suas mãos de repente. 
Com o passar do tempo, quando Seton não mudara, quando os pais dele a acolheram como a uma filha, e os amigos a aceitaram pronta e afetuosamente, ela se tranquilizara, perdendo o medo de entregar-se à felicidade. Por fim, quando tivera seu bebê, Sam, sentira-se uma mulher realizada. Durante o primeiro ano de casamento, eles moraram em Londres, no antigo apartamento de Seton, mas logo que Lucy engravidou começaram a procurar uma casa. Passavam os fins de semana passeando pelo campo, até que encontraram a casa desejada, quase por acaso. 
Era uma construção antiga, vazia havia alguns anos. Estilo Georgiano, paredes de pedra cobertas de hera, num terreno grande, à entrada de uma linda cidadezinha. Lucy apaixonou-se logo por ela. Sabia que seria necessário muito carinho e completa dedicação para apagar os vestígios dos anos de abandono, mas carinho havia de sobra! Juntos, eles a transformaram numa casa adorável, aninhada num maravilhoso jardim. 
Seton ainda se ausentava bastante, sempre que o tribunal estava em sessão, mas ficava em casa o máximo possível. Continuava apaixonadíssimo por Lucy, adorando estar casado. No momento, ele estava fora, só devendo regressar ao anoitecer. Consultando o relógio, Lucy constatou que eram apenas quatro horas, e ela já estava ansiosa para vê-lo. 
— Estou com sede, mamãe. Sam encarrapitou-se em seus joelhos, tentando agarrar seu copo de Vinho. 
— Não, querido. Você toma suco de laranja. 
— Quando é que vou poder tomar vinho? 
— Quando for alto como o papai. 
Ele sorriu, não acreditando que um dia pudesse ser tão alto quanto Seton. Seu sorriso era tão parecido com o de Seton, que Lucy estremeceu, transbordando de amor pelos dois. Terminando de tomar o suco, Sam escorregou de seu colo e correu para uma cadeira de jardim onde se deitou, caindo imediatamente no sono. Lucy contemplava o filho, tão enternecida, que lágrimas brotaram de seus olhos. 
— O que é isso?

Horizonte Perdido

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Stephanie levava uma vida tranqüila em Londres, 

até descobrir que os negócios do pai iam mal e que Santino, sócio dele, poderia arruiná-lo.
Preocupada, Stephanie tentou um acordo com Santino, que lhe fez uma proposta: ela se casaria com ele, iria morar em seu castelo na Sicília e tomaria conta de sua filha Julia, de quatro anos de idade; em troca, Santino salvaria seu pai. 
Stephanie aceitou o acordo, abandonou sua casa, seu pai e foi viver num país estranho. Conquistou a pequena Julia, mas sofria com a arrogância e a frieza de Santino. 
E quase enlouqueceu quando percebeu que o amava. O que seria agora de sua vida? 



Capítulo Um 

Bem no alto das rochas negras da baía de Fortezzo, na costa ocidental da Sicília, levanta-se o velho castelo de Strega. Construído há mais de cem anos, possui a majestade solene que desperta o respeito. 
Pietro Bastinado, entre outros, julgava que o castelo era a moradia perfeita para seu proprietário, Santino Ventura. A família Ventura possuiu essa faixa de terra durante muitas gerações, adquirida algumas vezes por meios bárbaros e impiedosos, terra que desconhecia outra autoridade a não ser a do senhor do castelo.
Embaixo dos muros cinzentos, marcados pelos anos, as plantações de uvas, de figos, de laranjas e limões terminavam numa planície verdejante, que seria árida não fosse o sistema de irrigação artificial construído pelos colonos da família Ventura, a quem cabia a exploração daquelas terras. Para oeste, em contraste completo com a paisagem luxuriante, estavam as águas límpidas do Mediterrâneo, que eram sempre bem-vindas após os trabalhos extenuantes do dia. 
Aquela era uma terra de contrastes, pensou Pietro Bastinado, ao fazer a curva no caminho que levava ao castelo no alto do morro. Terra de opulência e de miséria, de pomares férteis e de regiões áridas, de gente exuberante e de um imenso isolamento. Terra que escrevera sua própria lei durante séculos e que não se sujeitava à autoridade de ninguém de fora. 
Santino Ventura, cunhado de Pietro Bastinado era um dos homens mais ricos da ilha. Não dependia do sucesso das safras para garantir sua prosperidade. Aprendera desde cedo que a riqueza genuína não cai do céu, que deve ser ganha à força do suor. Rompendo a tradição de muitos anos, ampliou os horizontes familiares e entrou no mundo das finanças. Usou sua cabeça extraordinária e seu tino inato para os negócios, especulou com sucesso na Bolsa e conquistou a reputação merecida de ser um homem totalmente inflexível, uma vez que os sentimentos não interferiam nunca em seu raciocínio prático. 
Santino era um homem duro, severo, prepotente, como reconheciam até mesmo seus colaboradores, um homem de ideais extremos, embora zelasse apaixonadamente pelo bem estar de sua gente. Sua única fraqueza, se é que isso podia ser chamado de fraqueza, era o amor que devotava à filha pequena, cuja mãe, a irmã de Pietro, morrera nas dores do parto. Pietro manobrou o Lancia esporte diante dos degraus que levavam ao interior do castelo e retirou as luvas de crochê que estava usando. Subiu com passos rápidos a pequena escada e abriu a porta da frente, penetrando na ante-sala do castelo. 
Uma mulher de idade, vestida inteiramente de preto, à maneira dos antepassados, saiu de uma porta embaixo da escada e aproximou-se de Pietro. Chamava-se Sophia Vascente e era a criada mais antiga da casa. 
— Bon giorno, Sophia — disse Pietro, com cortesia. — Como está passando? Lá fora está mais fresco que aqui dentro.

A Tortura da Suspeita

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Sônia, a melhor amiga de Tina, herdou uma pequena fortuna na Inglaterra no momento em que ia se casar cem um milionário americano. 

Achando que não valia a pena incomodar-se por tão pouco, sugeriu a Tina que usasse seu passaporte velho e entrasse na posse daquele dinheiro.
Para Tina, pobre e sozinha no mundo, esse era um presente caído do céu. Mas, no momento em que desembarcou em Londres, 
Tina conheceu Charles Linton, primo distante de Sônia e herdeiro legal, caso ela desistisse do dinheiro.
Ele era encantador e precisava muito daquela herança. Como podia Tina, amando Charles, entrar na posse do dinheiro sem ser torturada pela consciência?

Capítulo Um


Quando Tina entrou no saguão do prédio, recebeu no rosto o vento fresco do ar condicionado e respirou aliviada. Tinha sido assim nos últimos dias. O calor nas passagens abafadas do metro era insuportável. Pior ainda era quando subia as escadas rolantes e saía na calçada sob o sol abrasador do meio-dia. 
Há três anos, Tina poderia se lembrar com saudade dos campos verdes de sua querida Inglaterra, ou dos dias úmidos, frios e cinzentos de Londres no outono. Agora ela não cultivava mais lembranças desse tipo, que só traziam tristeza ao seu coração. 
Mais ainda que o calor insuportável do verão em Nova York, especialmente no Brooklyn, o bairro mais quente da cidade. Subiu a escada, enfiou a chave na fechadura e abriu a porta do pequeno apartamento que dividia com Sônia. Aquele lugar, pelo menos, era uma espécie de santuário. 
— Oi! Sônia estava sentada ao lado da janela aberta com um robe de algodão estampado de laranja e vermelho. As pernas estavam apoiadas em cima dos braços da cadeira e usava sandálias vermelhas. Sônia era saudável, esguia, alegre, desde a franja de cabelos louros que caía sobre a testa até as unhas dos pés pintadas de vermelho vivo. 
É quando ela sorria — como fazia nesse momento para Tina — , a boca se abria formando covinhas na face e os olhos escuros brilhavam de alegria. 
— Estou morrendo de calor! — murmurou Tina, com um suspiro. 
— Nem me fale. 
— Como foi o ensaio? 
— Mais ou menos. 
Sônia era pianista numa boate: Aceitava qualquer trabalho ocasional e não tinha ilusões sobre os cantores que acompanhava — como aliás a respeito de mais nada.
Tina, que tocava violino no mesmo conjunto, também tinha poucas esperanças nesse sentido. A diferença entre as duas era que Tina tivera algumas ilusões no passado e abrira mão delas com tristeza. 
Sônia, pelo contrário, nunca tivera nenhuma, e não se sentia por isso magoada ou ferida no seu amor-próprio. Ela tinha pena de Tina quando pensava no seu caso. Talvez seus sentimentos mais profundos fossem a afeição sincera que nutria pela amiga. 
Quando Tina se mudara de armas e bagagens para os Estados Unidos, há três anos, fazia planos de levar uma existência muito diferente da vida medíocre que vivia no momento, aceitando qualquer trabalho que lhe ofereciam, tocando em boates que detestava, sendo importunada por frequentadores ociosos e desocupados. Tina perdera os pais aos vinte e um anos e não tinha outro recurso na vida a não ser a educação musical que recebera quando adolescente, um otimismo invencível e muita fé no futuro. 
 Esperava, como muitas moças de sua idade, fazer sucesso nos Estados Unidos num conjunto de música. Foi por esse motivo que, ao se ver livre dos vínculos familiares, reuniu sua pequena bagagem e embarcou para a América, a fim de realizar seu sonho de sucesso.

Orgulho e Castigo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Loraine, artista de Hollywood, brincava com o coração dos homens como quem brinca com um bichinho de pelúcia. Quando se cansava, jogava-os fora.

Isso até que o produtor de seu último filme a despediu, durante as filmagens de um épico, no meio do deserto de Utah.
 Então, sozinha naquele lugar inóspito, Loraine perdeu o orgulho e teve de procurar trabalho para sobreviver.
Só havia uma casa no meio daquela planície de terra seca: o rancho de Travis McCrea, fazendeiro rude, descrente do amor e das mulheres.
E Travis achou Loraine especialmente cínica, vazia e arrogante...

Capítulo Um


O vento quente e seco trouxe a terra marrom através da janela aberta do jipe e cobriu seu interior com uma camada fina de pó. Loraine sentiu a terra grudando na pele suada, entrando pela garganta ressequida. Mal podia respirar, a poeira entrando pelos pulmões. Por detrás dos óculos, seus olhos escuros procuravam enxergar, através da poeira, um lugar acolhedor. 
A terra árida que a cercava era marcada por elevações escarpadas e riachos lamacentos. O capim amarelado lançava as raízes teimosas na terra hostil, enquanto árvores raquíticas e tortuosas ofereciam uma sombra duvidosa. O jipe avançava sobre a trilha esburacada que chamavam de estrada. Loraine agarrava o apoio de braço da porta, para evitar bater com a cabeça no teto, e as unhas longas e vermelhas contrastavam vivamente com o couro bege. 
— Estou surpresa porque ninguém devolveu Utah para os índios — ela resmungou. 
O homem que guiava olhou de relance para a passageira. Sua atenção não podia desviar-se por muito tempo da estrada, onde os sulcos ameaçavam arrancar o volante de suas mãos. Sam Hardesty viu Loraine passar um lenço no pescoço e sua careta de desgosto ao ver a sujeira que grudava nele. Os óculos espelhados que ele usava esconderam o brilho divertido de seus olhos. Uma nova lufada de ar quente e poeirento entrou no jipe. Loraine tossiu e cobriu a boca com uma das mãos, enquanto sacudia o lenço com a outra, na vã tentativa de limpar o ar. 
— Quanto falta ainda? — perguntou ela, contrariada. 
— O rancho de McCrea não deve estar longe agora — respondeu Sam Hardesty, disfarçando o divertimento que o evidente desconforto de Loraine lhe causava. 
— Foi isto que você disse há vinte minutos atrás. — Ela tossiu c sacudiu inutilmente o lenço, tentando afastar o pó. — Vou morrer no meio desta poeira antes de chegarmos lá! 
— Levante o vidro, então, se a poeira for demais para você — ele sugeriu, sem demonstrar simpatia. 
— Ideia maravilhosa, Sam! — comentou ela, sarcástica. — Com a janela levantada, esta ratoeira disfarçada em carro vai virar um forno! 
— Foi você quem pediu para vir comigo — ele a lembrou. — Ninguém torceu o seu braço para obrigá-la. 
— Nunca imaginei que seria assim! Pensei que você iria pegar um dos carros com ar condicionado. — Olhando para o motorista, ela percebeu o riso silencioso em sua boca.
— E pare de rir! Isto não tem graça nenhuma. 
— Já imaginou qualquer dos carros do estúdio andando nisto aqui? — E Sam mostrou com um gesto a estrada à frente deles, segurando novamente o volante com as duas mãos.

Sedução do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Cassandra irrompeu pelo apartamento de Ben, desesperada.

Largou as malas no chão e atirou-se nos braços dele. 
“Acabei de abandonar meu marido”, contou entre soluços. “Só você pode me ajudar, Ben. Por favor, não me mande mais embora!” 
Devagar, procurando controlar a emoção de rever Cassandra depois de tantos anos, ele a fez sentar-se no sofá. 
De nada adiantara terem fugido do amor impossível que quase os enlouquecera, pensou. 
De novo encontravam-se frente a frente, e era como se jamais tivessem se separado... 


Capítulo Um 

Ben Scorcese entrou no apartamento na Piazza dei Fiore, em Florença, com um suspiro de alívio. Era bom voltar para casa. Aguardara com ansiedade as seis semanas que se seguiriam, quando poderia dedicar-se integralmente à redação de seu livro. 
Os meses que passara na Austrália e na Nova Zelândia realizando conferências haviam sido interessantes, mas preferia dedicar-se à pesquisa e prometera a si mesmo que durante as férias de verão sossegaria e tentaria terminar sua obra. Deixando a mala no chão, abaixou-se para apanhar a correspondência sob o vão da porta. Era evidente que a Sra. Cipriani não o esperava tão cedo, caso contrário as cartas teriam sido colocadas sobre a escrivaninha. 
A camada de poeira que cobria os móveis e o leve cheiro de mofo que pairava no ambiente mostravam que o apartamento não fora aberto por vários dias. Ben fechou a pesada porta atrás de si, largou a maleta e a máquina fotográfica ao lado da mala e dirigiu-se para a cozinha. Antes de voltar a atenção às cartas, abriu as duas janelas que davam para o pátio nos fundos do edifício e inspirou o ar fresco do final de tarde com prazer. 
Logo abaixo, pessegueiros espremiam-se contra os velhos muros que cercavam o quintal coberto de cascalho e um enorme gato dormia estendido, aproveitando a sombra agradável. A cena encheu-se de tranqüila satisfação e feliz expectativa. Com essa disposição, apanhou as cartas que deixara sobre a mesa de mármore. Tratava-se, na maioria, de contas, circulares e extratos bancários, e ele os examinava com desinteresse quando um envelope bege chamou-lhe a atenção. 
Ben reconheceria aquela letra quase ilegível em qualquer lugar. Não havia endereço, apenas o nome dele, o que significava que a carta havia sido entregue pessoalmente. Com uma impaciência que ele procurou controlar de imediato, rasgou o envelope e correu os olhos sobre a folha de papel com avidez. 
Havia sido mesmo escrita por Cassandra. Ela se encontrava em Florença e precisava vê-lo com urgência. A carta estava datada de seis dias antes e talvez Cassandra ainda se achasse na cidade. Respirando fundo, o papel ainda nas mãos, foi até a sala que servia também de escritório e sentou-se ao lado do telefone. 
Procurou na lista o número do Vila Regina, um pequeno hotel onde Cassandra já se hospedara numa primeira visita a Florença, e discou-o com rapidez, rezando, em silêncio, para que ela ainda não tivesse partido. 
— Por favor, a Sra. Cassandra Fielding ainda está hospedada no hotel? — perguntou, quando a recepcionista o atendeu.

Aquela Noite em Cannes ...

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Quando Matt entrou no tribunal, 

imponente com sua toga negra de promotor, o coração de Caroline disparou. 
Por um instante, ela deixou de ser a advogada fria e implacável que todos conheciam, mergulhando nas lembranças de uma noite quente e perfumada na Riviera Francesa, seus corpos nus perdidos no delírio do amor... 
Mas afastou logo essas imagens perturbadoras. Não se envolveria de novo com Matt Farrar-Reid, nem mesmo depois de descobrir que carregava no ventre o fruto daqueles momentos de loucura! 

Capítulo Um 

Ao ouvir o veredicto de “inocente”, o jovem sentado no banco dos réus hesitou, até compreender o significado da palavra. Logo uma expressão de alívio tomou conta de seu rosto, transformando-se, em seguida, num largo sorriso. O murmúrio na sala do tribunal foi crescendo numa onda, enquanto a tensão reinante se abrandava, todos esperando que o juiz encerrasse a sessão. O promotor virou-se para a advogada de defesa com um sorriso de congratulações. 
— Parabéns — cumprimentou. — Foi um caso muito bem conduzido. 
Caroline Kosek também sorriu ligeiramente, recebendo as palavras elogiosas, embora por trás dos óculos com aros de tartaruga seus olhos brilhassem com uma ponta de ironia. Receber tal cumprimento de Matthew Farrar-Reid, a estrela em ascensão da Corte de Justiça de Londres, era de fato algo excepcional! 
Especialmente levando-se em conta que aquele caso não havia sido dos mais difíceis. Ela se levantou, fez um cumprimento formal à banca do juiz e, juntando os livros e papéis, retirou-se rapidamente do tribunal. Matthew juntou-se a ela, no caminho. 
— Acho que esta foi a primeira vez que me venceu — comentou alegremente, embora houvesse um inequívoco traço de arrogância em sua voz. 
Porém, era uma arrogância justificável. Não havia como negar que Matthew, ou Matt, como preferia ser chamado pelos colegas, era um advogado brilhante, além de possuir ambição suficiente para levá-lo ao topo da hierarquia judiciária. 
Caroline o conhecia há cerca de seis anos, pois trabalhavam no mesmo prédio da Corte de Justiça, situado no quarteirão exclusivo das antigas e famosas construções que agregavam as Câmaras de Advogados, num local conhecido como Inns of Court. No entanto, ele jamais tomara conhecimento antes de sua existência. Finalmente a derrota que acabara de sofrer naquele caso o forçara a lhe conceder algum respeito e atenção. 
— Tenho de lhe pagar um café, para comemorarmos sua vitória — ele prosseguiu, com um brilho sardônico nos olhos azuis. 
— Vai subir para a lanchonete? Caroline inclinou a cabeça ligeiramente, num agradecimento silencioso. Depois, com voz fria e educada, respondeu: 
— Obrigada. Estarei lá em cinco minutos. Preciso me despedir de meu cliente. 
Kevin Dixon, o jovem réu que fora absolvido, a esperava, parado à porta, junto dos pais. Já havia retirado a sóbria gravata, que parecera totalmente incongruente em contraste com a face impetuosa, e o inconfundível brilho de confiança juvenil lhe retornara aos olhos. 
Seu pai, um homem simples e rude, cumprimentou Caroline, apertando-lhe a mão com um entusiasmo vigoroso.

Aventuras Sem Limites

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






Jasmine recostou-se à amurada do veleiro, deixando que o vento brincasse em seus cabelos, enquanto observava Neil lidar com as velas.

Ainda não acreditava que tivera coragem de embarcar com esse homem fascinante e quase desconhecido. Mas ali estavam, sozinhos em meio ao oceano, à mercê de emoções inesperadas.
Quando aquela viagem terminasse, pensou, permaneceriam juntos... ou ela teria de carregar pelo resto de seus dias a lembrança de um amor perdido?

Capítulo Um


 Jasmine Jones parou diante da porta do galpão da marina, indecisa se deveria entrar ou não. Realmente, tratava-se da festa mais incrível entre todas que já vira na vida. Dentro do amplo e rústico salão, que dava para uma varanda sobre o canal e os atracadouros de barcos, com botes infláveis de borracha pendentes de vigas no teto e as paredes decoradas com uma pitoresca coleção dos equipamentos náuticos mais variados, comprimia-se uma barulhenta e exótica multidão, circulando ou reunindo-se em grupinhos animados. 
Falavam com tal entusiasmo e tão alto que mal se escutava a música, e suas roupas eram as mais inesperadas possíveis: de jeans e camiseta e ponchos sobre bermudas e chinelos até simples maiôs com blusões coloridos de náilon e botas de borracha. Surpresa, Jasmine constatou que provavelmente era a única mulher nas imediações a usar um vestido. Pelo menos, pensou, aliviada, estava de sandálias, ainda que fossem de salto alto. Mas, de qualquer maneira, seus cabelos castanhos, grossos, cortados no estilo Chanel, davam- lhe sempre um ar descontraído. 
— O que vai ser? — indagou-lhe uma garota à entrada, parada atrás de uma mesa dobrável sobre a qual repousava um cofrinho de metal entre uma caixa com etiquetas coloridas, umas azuis, outras vermelhas, e um grosso livro de presença. 
Sem saber o que responder, Jasmine admirou o homem barbado a sua frente, usando uma justíssima camiseta regata sobre o tórax excessivamente musculoso. Ele se encaminhava para o salão apinhado após a garota ter lhe colado ao peito largo uma daquelas etiquetas azuis, onde pudera ler: “Procura-se Tripulante”. Talvez fosse melhor ir embora, pensou, enquanto ainda era tempo. 
— O que você é? — insistiu a garota, agitando os longos cabelos negros sobre o livro de presença ao acabar de contar o dinheiro que recebera do homem. — Ande logo. Está atrasando a fila. 
— Eu? Eu... Confusa, Jasmine recuou, indo de encontro a um corpo rijo e quente atrás de si, embaraçando-se ainda mais. Se estivesse no interior de um ônibus lotado ou de um elevador, com os movimentos restritos pela falta de espaço, não ficaria tão constrangida. Mas ali, tensa e rubra de vergonha, sentia-se uma perfeita idiota na frente da multidão. 
— Desculpe — uma voz grossa e gutural soou junto a sua nuca, provocando-lhe um leve arrepio entre os ombros. 
— A culpa foi minha — Jasmine conseguiu murmurar, dando meia-volta, apenas para quedar-se, paralisada, diante do homem mais incrível que já vira em toda sua vida.

sábado, 25 de outubro de 2014

O Retorno do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Caminhos Cruzados


Depois de sete anos ausente, o príncipe herdeiro Zain Mehdi volta ao reino precedido por uma péssima reputação. 

Mas a impetuosa consultora Madison Foster está lá para ajudá-lo a melhorar sua imagem.
Só que ela se recusa a ser mais um brinquedinho do sheik... 
Um romance entre um nobre e uma plebeia é proibido. Ainda assim, Madison não resiste às noites ardentes na cama de Zain, entregue em seus braços fortes.
Apaixonar-se pelo príncipe herdeiro já é perigoso demais, contudo, carregar em segredo uma vida dentro de seu corpo poderá pôr um fim definitivo ao reinado de Zain... ou trazer um final feliz.

Capítulo Um

No momento em que Madison Foster saiu da limusine preta, o número de guardas chamou sua atenção, revelando a grande importância de seu futuro cliente. 
A névoa fina se transformou em chuva enquanto atravessava o estacionamento. Um guarda corpulento estava à sua direita, outro menor, à esquerda enquanto dois empregados com ternos escuros a conduziram na direção do arranha-céu em Los Angeles. 
Perto da entrada, ela ouviu uma série de gritos e ouviu flashes de câmeras espocando, contudo não ousou olhar para trás.
Cometer esse erro fatal poderia colocá-la na capa de alguma revista de fofocas com uma manchete do tipo: “Nova Amante do Príncipe Playboy”. Uma suposta amante despenteada. Já sentia os efeitos da umidade no cabelo rebelde, eriçando seu rabo de cavalo. Deu adeus ao visual profissional com cabelo arrumado e macio.
E era uma mentira essa história de que nunca chovia no ensolarado sul da Califórnia. Quando os guardas abriram a pesada porta de metal e a fizeram entrar, Madison pisou no chão de ladrilhos com o cuidado de quem pisa em gelo fino. 
Será que não viam que ela usava saltos altos? Sem dúvida, pouco se importavam, refletiu enquanto percorriam depressa o saguão que parecia um labirinto. Por sorte, chegaram a um corredor acarpetado antes que ela levasse um tombo, ferisse seu orgulho ou algo pior. 
Logo alcançaram um elevador isolado ao final da passagem onde alguém registrou uma senha junto à porta. Os homens se moviam como robôs bem programados.
Madison se sentia em um filme de ação e mistério. Eles mantinham os olhos treinados fixos à frente, sem lhe lançar olhares, muito menos lhe dirigir a palavra enquanto subiam para a cobertura. 
O elevador parou com suavidade momentos depois, e a porta se abriu revelando um senhor com um terno de seda cinza; sua careca e os óculos de aros de metal lhe davam um ar professoral. Ele ofereceu a mão à Madison com um sorriso hesitante.
— Bem-vinda, Srta. Foster. Sou o Sr. Deeb, assistente particular de Sua Alteza. Madison apertou a mão do homem e devolveu o sorriso.
— Muito prazer, Sr. Deeb.
— O prazer é todo meu. — Ele deu um passo de lado e fez um gesto para sua direita.
— Venha comigo, por favor.
Com os guardas protegendo a retaguarda, como bons soldadinhos, percorreram o vestíbulo de chão de mármore negro. Filha de diplomata e consultora política, Madison conhecia a opulência e sabia apreciar o bom gosto. 
Altas janelas revelando Hollywood Hills chamaram sua atenção antes que observasse a escada com corrimão de aço escovado que levava ao segundo andar da cobertura. As linhas simples e o mobiliário moderno eram o sonho de qualquer decorador, mas não o que ela esperara.
Imaginara móveis com pedras preciosas, muito ouro e estátuas de reis, mas se encontrava simplesmente em um apartamento de um homem solteiro. É claro que de um solteiro extremamente rico. Apenas o melhor servia para o sheik Zain ibn Aahil Jamar Mehdi, príncipe herdeiro de Bajul, que recentemente, e de modo inesperado, se tornara o futuro rei do país e, em breve, assumiria o trono.
Por isso ela estava ali... para restaurar a reputação abalada do homem de muitos nomes. E teria que fazer isso em menos de um mês.
— Você não pode flertar com os clientes — avisei a Fawn.
— Muito menos sair com eles.
— As regras eram rígidas na Sphere.
— Você está brincando comigo? — Fawn alisou a frente de seu paletó e beliscou o rosto para lhe dar um pouco de cor, truque que eu já tinha visto Scarlett O’Hara fazer no cinema.
— Sair com um cara como Trey vale a demissão da empresa. Empresas de gestão de bens são um centavo em meio à fortuna de Los Angeles. Homens como esse, por outro lado, são raros.






Série Caminhos Cruzados
1 - O Retorno do Sheik
2 - Volta Ao Ninho

Volta ao Ninho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Caminhos Cruzados
Ela finalmente conseguirá o que deseja. 

Apenas precisa bancar a esposa feliz... e não se apaixonar pelo marido. Annie Baracas havia deixado Nathan Reed três anos atrás, mas ele ainda não assinara os papéis do divórcio. 
Quando Nate finalmente concorda em pôr um fim ao casamento, ela aceita qualquer condição. Até mesmo reassumir seu papel de esposa para ajudá-lo a pegar um trapaceiro que vem operando em seu cassino em Las Vegas. 
Mas o que começa como uma relação de aparências logo se torna muito real... E Annie se vê imaginando como seria dividir a cama com Nate por toda a vida. 


Capítulo Um 

— Sr. Reed, nosso software de reconhecimento facial detectou uma correspondência perfeita com a Barracuda.
Nate sorriu. Como uma mariposa atraída pela chama, Annie, conhecida como a Barracuda no mundo do pôquer, caíra na armadilha. Nate sabia que ela não perderia a oportunidade de participar do torneio de pôquer que ele organizara, mesmo que isso significasse voltar à cena do crime. Como proprietário e gerente do Hotel-Cassino Desert Sapphire, fora fácil para sua equipe de segurança detectar Annie. Nate soube o momento exato em que ela entrou de novo no seu estabelecimento. 
— Temos a confirmação visual. Ela se encaminha para a área dos grandes apostadores. — Gabriel Hansen, o chefe da segurança, também chamado de Gabe, ergueu a mão para seu fone de ouvido e ouviu atentamente por um instante, logo em seguida confirmando com um gesto de cabeça. 
— Ela se juntou ao grupo dos Srs. Nakimori e Kline. 
— É claro — replicou Nate deixando de lado os documentos que analisava e se dirigindo para o elevador. 
Não havia tempo a perder. O empresário japonês e o magnata do petróleo tinham linhas de crédito de milhões de dólares e precisariam de cada centavo se ele não chegasse a tempo. Não haviam apelidado Annie de Barracuda por nada. 
— Vai precisar de ajuda neste caso, Sr. Reed? — Gabe era também seu melhor amigo, apesar da formalidade quando trabalhavam. Gabe sabia o que significava a chegada de Annie. A oferta de acompanhar Nate era mais para ajudar o amigo do que o patrão. Nate suspirou e ajeitou a gravata de seda azul-marinho. Suspeitava que Gabe adoraria algemar Annie e fazê-la percorrer o cassino para que todos vissem. Honestamente, ele não se importaria com isso, porém, se a algemasse, Annie jamais concordaria com seu plano. 
— Não, pode deixar que eu mesmo resolvo a questão.
Uma rápida passada do seu cartão de identificação fez o elevador descer depressa da sua suíte no 25° andar para o saguão principal do cassino. As portas se abriram, revelando os corredores da área administrativa do cassino. A caminhada até a área dos grandes apostadores não era longa, porém cada passo para Nate custava mais do que o anterior. Annie estava ali. No seu cassino. Após três longos anos. Deveria estar entusiasmado, já que, por fim, iria confrontá-la. Teria sua chance de se vingar e torná-la infeliz. Ou, se não se sentia animado, pelo menos devia estar satisfeito. Seu plano estava funcionando como imaginara. Entretanto, não sentia nenhuma dessas sensações. Sua boca estava seca, e o pulso, acelerado. Se não soubesse que era absurdo, diria que estava nervoso. Imagine só! Nathan Reed, o milionário dono de cassino, ex-solteirão cobiçado em Las Vegas, nervoso. 
Era uma ideia ridícula. Entretanto, Annie sempre fora sua fraqueza. Nate fez a volta no corredor, e então a viu a distância. Estava de costas para ele, inclinada sobre as cartas, as pernas cruzadas sob a mesa, o longo cabelo negro cobrindo a pele morena dos ombros à mostra. Ao seu lado, o Sr. Nakimori se recostava na cadeira, atirando as cartas sobre a mesa com ar aborrecido.






Série Caminhos Cruzados
2 - Volta ao Ninho
 

Minha Dupla Vida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Flor da Pele

Um jogo de máscaras ardente... e perigoso! 

Como analista financeira de uma empresa bem-sucedida, faço questão de ser profissional. No escritório, sou calma, eficiente… 
E na presença de um cliente novo e gato como Trey Fraser, uso a máscara da seriedade para esconder as maiores inseguranças. 
As aulas de pole-dancing mudaram minha vida. Quando me pediram para assumir o lugar de uma dançarina profissional por uma noite, só precisei da máscara da sensualidade e da certeza de que, como Natalie Night, sou irresistível.
Mas assim que vi Trey na primeira fila, a excitação deixou meu corpo em chamas! De repente, eu fazia uma dança provocante só para ele… Meu alter ego abriu a porta para o único homem cujo fogo no olhar me diz o quanto me deseja. 
E também aquele que nunca poderá conhecer minha verdadeira identidade... 


Capítulo Um 

— Courtney, tenho duas palavras: abdome tanquinho — sussurrou minha colega Fawn ao meu ouvido enquanto caminhávamos pelo corredor em direção à entrada privativa da sala de reunião da empresa. 
— Este agente de talentos é mais gostoso do que a maioria dos atores de primeiro escalão que ele representa. Eu trabalhava como analista financeira em uma das empresas privadas de gestão de bens de maior prestígio em Los Angeles, mas o bate-papo em torno do bebedouro provavelmente era o mesmo em qualquer escritório. Babávamos nos caras gostosos tanto quanto as meninas que ficavam no balcão da lanchonete local. A diferença é que reservávamos os olhares de cobiça a portas fechadas. Como agora. 
— Sério? Você queria me informar sobre o cliente em potencial? 
— perguntei parando diante da sala de reunião para sacudir uma pasta de arquivos sob o nariz dela. Eu tinha trabalhado duro para compilar os detalhes financeiros pregressos do cliente em potencial para Fawn poder chegar preparada à reunião. 
— Esqueci de incluir o relatório mais recente dos sites de fofoca em minha pesquisa, então talvez você saiba mais sobre esse cara do que eu. Franzindo a testa, a executiva de contas de ascensão mais rápida na Sphere Asset Management me cutucou no braço com a tampa de sua caneta. 
— Espertinha. — Fawn sacudiu o cabelo pela terceira vez nos últimos dois minutos, um hábito desnecessário que ela tinha, a fim de certificar-se de que todas as mechas douradas estavam comportadas. 
Mas ela era a chefe da equipe que havia investigado o perfil financeiro da Trey Fraser, portanto, era ela quem apresentava o trabalho árduo de análise feito pelos subordinados anônimos. Com seu terninho cinza elegante contornando o corpo tonificado e esbelto, Fawn chamava atenção em todos os lugares aonde ia… tarefa nada fácil em Hollywood, terra da beleza. 
— Sei o básico sobre os bens dele. Posso finalizar esse negócio com os olhos fechados. Mas se houver uma chance de Trey Fraser estar solteiro, vou investir nele. Eu gostava de Fawn. De verdade, gostava mesmo. Ela era uma analista de mercado brilhante e pé no chão o suficiente para sair com funcionários de apoio como eu, uma analista que agia nos bastidores e que arrumava grandes acordos para os figurões da empresa. 
Mas como ela era um grande exemplo de como o universo abençoava algumas pessoas um pouco demais, fazia as mulheres mais inseguras sentirem-se um pouco… deficientes. Por exemplo: eu nunca sonharia em investir em Trey Fraser, realeza de Hollywood e filho do produtor independente mais famoso da última década. Todos os nossos clientes eram indivíduos de alto patrimônio líquido, mas Trey estava em uma classe diferente, tinha uma dose de fama saudável e um magnetismo pessoal para completar. Então, não pude evitar e me mostrar um pouco resistente quando ouvi nossa recepcionista guiar o cliente à sala de reunião do outro lado da elegante porta de cerejeira. 
— Você não pode flertar com os clientes — avisei a Fawn.
— Muito menos sair com eles. 
— As regras eram rígidas na Sphere. 
— Você está brincando comigo? — Fawn alisou a frente de seu paletó e beliscou o rosto para lhe dar um pouco de cor, truque que eu já tinha visto Scarlett O’Hara fazer no cinema. 
— Sair com um cara como Trey vale a demissão da empresa. Empresas de gestão de bens são um centavo em meio à fortuna de Los Angeles. Homens como esse, por outro lado, são raros.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Seduzindo Lauren

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Sob o Grande Céu





Agora que seu melhor amigo, Josh, felizmente se estabeleceu com o seu verdadeiro amor em uma fazenda em Montana, o advogado de cidade pequena Ty Sullivan começa a pensar que essa vida talvez não é tudo o que achava ser. 

E quando o ex-marido mal de Lauren Cunningham vem atrás dela, para um fundo fiduciário inesperado, Ty entra em cena para protegê-la. Mas logo ele não pode deixar de pensar nela como mais do que uma cliente. Lauren não tem vontade de saltar para outro relacionamento, assim como pode Ty convencê-la de que seu erro não foi se casar, mas se casar com o cara errado?

Capítulo Um

― Hey, Lauren.
― Oi, Jacob, o que posso fazer por você? ― Eu pergunto com um sorriso e abro a minha porta da frente amplamente para o amistoso vice xerife do condado.
― Bem, eu estou a serviço ― Ele me oferece um sorriso envergonhado e me entrega um envelope grande, então se afasta. ― Tenha um bom dia.
Volto para dentro, fecho a porta, e olho para o envelope com surpresa.
A Serviço? Rasgo o envelope e vejo brilhantes chamas vermelhas do inferno enquanto leio o documento do tribunal. E leio novamente.― O filho da puta está me processando? ― Exclamo para uma sala vazia, e leio a carta segurando com minhas mãos trêmulas, agora pela terceira vez. ― Inferno, não!
Pego minha bolsa e deslizo os pés nas sandálias, mal conseguindo não cair nos degraus da varanda enquanto rompo fora da minha casa para a minha Mercedes e saio da minha garagem circular.
Eu moro as margens de Cunningham Falls, Montana. A pequena cidade foi nomeada depois do meu bisavô Albert Cunningham. A nossa é uma cidade turística que possui uma estação de esqui de cinco estrelas e uma infinidade de atividades ao ar livre para toda a estação. 
Felizmente, a temporada turística de verão acabou, e a temporada de esqui ainda está alguns meses distantes, de modo que o tráfego para a cidade é tranquilo.
Acelero passando pela estação dos correios e para o coração do centro da cidade, onde fica o escritório do meu advogado. Sem prestar atenção ao meio-fio amarelo, estaciono rapidamente e caminho para o antigo edifício.
A cabeça da recepcionista vira em surpresa quando me aproximo dela e bato com a carta que ainda segurava na minha mão, sobre a mesa.
― Isso, eu digo entre os dentes cerrados, não vai acontecer.
― Senhorita Cunningham, você tem alguma hora marcada?
― Não, eu não tenho uma hora marcada, mas é melhor que alguém nesta firma encontre tempo para me ver ― Estou fervendo; Minha respiração está arfante.
― Lauren ― Minha cabeça chicoteia ao som de meu nome e vejo Ty Sullivan franzindo a testa para mim da porta do seu escritório. ― Eu posso te atender. Entre.
Viro-me e meus olhos se estreitam em Ty então sigo até seu escritório, estou agitada demais para sentar enquanto espero ele fechar a porta e ir atrás de sua mesa.
― O que está acontecendo?
― Eu preciso de um novo advogado.
― O que está acontecendo? ― Ele pergunta novamente, e calmamente se inclina contra o parapeito da janela atrás de sua mesa. Ele cruza os braços sobre o peito. As mangas de sua camisa branca estão dobradas, dando-me uma excelente vista sobre a colorida tatuagem em seu braço direito.
― Isto é o que está acontecendo! 

Série Amor Sob o Grande Céu
1- Amando Cara
2- Seduzindo Lauren

Um Vampiro Sortudo

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Família Argeneau









Sorte ser um vampiro esta noite. . .

Quando Nicole Phillips concordou em contratar uma governanta, ela imaginou alguém um pouco desmazelada e quase certamente do sexo feminino. 
Em vez disso, ela consegue o lindo e inegavelmente maculino Jake Colson. 
O homem está se provando indispensável na cozinha - e em qualquer outro lugar. Exceto que Jake pode não ser um homem totalmente mortal.. . . e todas as noites
Quem não gostaria de ser o alto, moreno e poderoso vampiro Jake. 
Ele mal teve tempo de se adaptar ao seu novo estado e já estava envolvido em um favor de família. 
Contudo, bancar secretamente o guarda-costas para a doce e sexy Nicole está se transformando no passeio mais selvagem de sua vida. 
Primeiro, ele vai deter quem quer que esteja tentando alvejá-la. 
Em seguida, ele vai provar que esse tipo de amor, e sorte, só acontece uma vez em uma eternidade.