sábado, 23 de maio de 2015

Revelado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Consequência







Partilhe a luta enquanto Ant.Raw briga pelo que é seu quando as consequências de seu passado ameaçam mudar seu mundo para sempre. 

Junte-se a H.B quando ele descobre a verdade que ameaça suas crenças, e J.V quando ele entra em acordo com suas revelações. Testemunhe como P.R decide com quem sua lealdade está e como B.S demonstra o significado da amizade - não importa o custo.
Os leitores desta série sobreviveram as Consequências, aprenderam a Verdade , e sabem quem foi Condenado , mas isso não é tudo.

Série Consequência
1- Consequência
2- Truth - (Verdade)
3- Revelado


Coração Solitário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Mundos Unidos
O início de uma longa jornada... juntos? 

Josie ficou emocionada quando seus irmãos lhe presentearam com uma viagem de férias. Só que o lugar não era bem o resort cinco estrelas que ela estava esperando, e sim uma cabana rústica no meio do nada. 
Apesar da bela paisagem, a única pessoa por perto era Kent Black. Depois de uma tragédia familiar, Kent havia se isolado do mundo.
Ao conhecê-lo, Josie não só fica curiosa, como também se sente atraída por ele. Agora, tudo o que mais deseja é destruir as barreiras em torno de seu coração solitário...

Capítulo Um

— Olá? 
Josie Peterson inclinou-se e chamou pela janela que estava entreaberta antes de bater à porta novamente. Nenhum movimento. Nenhum som. Nada. Mordiscando o lábio inferior, recuou um passo e observou a frente da casa de campo... revestida com tábuas pintadas de branco. Uma cortina de algodão na cor cinza estava pendurada nas janelas. Cinza? Um suspiro escapou de seus lábios. Estava cansada de cinza. 
Josie queria algo adornado com franjas. E colorido. Queria algo divertido e extravagante. Josie meneou a cabeça, afastou-se da entrada da casa e se concentrou na paisagem ao seu redor. O chão estava varrido, a grama, aparada, mas não tinha um único canteiro para suavizar a uniformidade. Nem mesmo um vaso de planta. 
No momento, Josie mataria pela visão de uma única e alegre gérbera, quanto mais uma fila inteira delas. Seis cabanas de madeira se estendiam no final da ladeira, longe da casa de campo. Nada se movia. Sem sinais de habitação para cumprimentá-la. Sem carros, sem toalhas estendidas nas varandas. Sem pessoas. 
Divertido e extravagante não eram as primeiras descrições que vinham à sua mente. Contudo, a grama ao redor das cabanas era verde e curta. Alguém havia assumido a responsabilidade de manter tudo em ordem Se ao menos pudesse encontrar essa pessoa. Ou pessoas. Rezou para ver pessoas. 
A vista que se estendia diante de seus olhos era uma gloriosa colcha de retalhos de gramas douradas, árvores robustas e um vislumbre de um rio prateado, banhado pela luz do pôr do sol. Josie precisou lutar contra o desejo absurdo de chorar. 
O que Marty e Frank estiveram pensando? Você é quem disse que queria alguma paz e tranquilidade, ela se lembrou, sentando-se no topo das escadas e segurando o rosto entre as mãos. Sim, mas existia paz e tranquilidade e existia isso. Da varanda frontal da casa de campo, não havia outra habitação à vista. 
Josie escondeu o rosto entre as mãos. Marty e Frank a conheciam bem o bastante para saber que não tinha se referido a esse tipo de paz, não conheciam? Ela afastou as mãos do rosto. 
Não queria o tipo de paz e tranquilidade que colocava uma pessoa tão longe da civilização que não pudesse captar um sinal em seu celular.   
Série Mundos Unidos
1- Coração Solitário
2 -Estrada Para o Amor

Estrada Para o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Mundos Unidos
Quinn Laverty só queria começar uma vida nova junto com seus filhos e do outro lado do país.

Seu ex-marido a abandonara, preferindo o dinheiro à família. Por isso, Quinn precisava mudar.
Apesar de pega de surpresa por uma greve nas companhias aéreas, ela não desistiria de seu plano e enfrentaria qualquer dificuldade para chegar ao seu destino. 
Até mesmo pegar a estrada com Aidan Fairhall, um político em ascensão — e incrivelmente lindo. 
Juntos nessa longa viagem, Aidan e Quinn irão embarcar em uma jornada que mudará seus rumos para sempre.


Capítulo Um

— Olá. — Quinn Laverty tentou mostrar um sorriso para o atendente do serviço ao cliente do outro lado do balcão. Ela ergueu a voz para ser ouvida em meio à multidão que se acotovelava. — Vim pegar o carro que eu reservei. 
— Nome, por favor? Quinn informou os detalhes e tentou retirar o cartão de crédito de dentro da bolsa com uma das mãos. Chase dependurava-se na outra mão dela, com o peso de seu corpinho de criança de 6 anos de idade todo sob uma perna só, enquanto tentava se esticar o máximo que podia sobre o balcão com seu carrinho de brinquedo, fazendo os barulhos de “vrum vrum” necessários. 
Ela o fez se endireitar e sorriu para o cliente ao lado, que fora “atropelado” pelo dito carro. 
— Desculpe. 
— Não tem problema. Ele sorriu de volta, e ela se descobriu sorrindo para ele. Que belo sorriso. Que sorriso muito belo. Na verdade... Quinn franziu o cenho. Ela o reconhecia vagamente de algum lugar. Olhou para ele novamente e então deu de ombros, voltando-se para o atendente. 
Talvez fosse apenas porque ele era exatamente o modelo de filho que o pai dela sempre quisera: elegante, profissional e respeitável. Ela fez de tudo para não se importar com isso. Por falar em filhos... Ela olhou para a esquerda. 
Robbie estava com as costas encostadas no balcão, olhando para cima, com uma expressão sonhadora. Quinn tentou canalizar um pouco da calma dele. Ela não esperava que fosse demorar tanto. Aliás, quando reservara o carro, um mês atrás, tampouco suspeitava de que fosse ocorrer uma greve nacional de aeroportos. 
— Houve uma pequena mudança no modelo do carro que a senhora reservou. Ela voltou a atenção para o atendente.
— Que tipo de mudança? — Ai! — Chase puxou a mão que a mãe segurava e olhou para ela. — Desculpe, querido. — Ela acariciou a cabeça dele e sorriu, mesmo sentindo um aperto no peito. Então voltou a olhar para o atendente. — Que tipo de mudança? 
— Não temos mais disponível o modelo que a senhora solicitou. Mas ela o havia reservado especialmente, há um mês! A comoção no escritório da agência de carros não diminuiu. Ela sentiu a frustração do vizinho crescer. 
— Tenho que ir embora de Perth hoje! — Ele não gritou, mas pronunciou cada palavra nítida e enfaticamente.  

Série Mundos Unidos
1- Coração Solitário
2 -Estrada Para o Amor

Apelo do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Memórias do deserto...

Há doze anos, Julia entregou seu coração ao sheik Kaden de Burquat. 
Ela jamais vivera momentos tão mágicos quanto as noites escaldantes nas dunas, sob um cobertor de estrelas. Até que uma traição destruiu o sonho... Quando Julia reencontrou Kaden, quase não o reconheceu. 
Um belo terno cobria seu corpo escultural. A crueldade e o cinismo brilhavam em seus olhos outrora doces. 
Julia sabia que não era possível ignorar os erros do passado, mas o magnetismo de Kaden a deixa completamente dominada pelo chamado do deserto.


Capítulo Um

— O Emir de Burquat. Sua Alteza Real sheik Kaden Bin Rashad al Abbas. Kaden olhou para a multidão abaixo, no salão de bailes, no exclusivo Clube de Arqueologia Real de Londres. Todos o fitaram, e silêncio se instalou no lugar, mas isso não o incomodou. Ele estava acostumado com esse tipo de atenção. 
Ele desceu os degraus de mármore, uma mão dentro do bolso da calça, observando enquanto as pessoas eram pegas encarando-o e desviavam o olhar rapidamente. Para ser mais preciso, os homens desviavam o olhar, mas as mulheres continuavam olhando-o... algumas de maneira ousada. Como a garçonete de seios grandes, que esperava à base da escada para lhe oferecer uma taça de champanhe. Kaden sorriu ao pegar a taça, mas mudou o foco de sua atenção. Ela era muito jovem para seu coração e alma cansados. 
Desde sua adolescência, ele tivera ciência de que possuía certo poder no que dizia respeito às mulheres. Quando se olhava no espelho, todavia, e via suas próprias feições duras encarando-o de volta, perguntava-se cinicamente se tudo que elas queriam era remover aquele cinismo de seu rosto e substituí-lo com alguma coisa mais suave. Ele tinha sido mais suave... um dia. 
Mas isso fazia muito tempo e, agora, mal podia se lembrar de como era a sensação. Era como um sonho, e talvez, como todos os sonhos, nunca tivesse sido real. Naquele instante, um movimento do outro lado do salão chamou sua atenção, e a visão de uma cabeça loira entre todas as cabeças mais escuras fez seu coração bater mais forte.
Ainda. Mesmo agora. Kaden suspirou aliviado quando o diretor do clube aproximou-se enquanto se perguntava, zangado, por que ainda não dominara tais reações involuntárias perante à memória de alguma coisa que tinha sido tão frágil quanto um sonho. O coração de Julia Somerton estava disparado, causando-lhe uma leve tontura. Kaden. Ali. No mesmo cômodo. 
Ele descera a escada e desaparecera entre a multidão, apesar de sua altura superior. Mas aquela primeira imagem dele, aparecendo à porta como um deus de cabelos escuros, ficaria gravada em seu cérebro para sempre. Era uma imagem já entalhada em seu coração. A parte de seu coração da qual ela não conseguia apagá-lo, independentemente do quanto tentasse ou de quanto tempo passasse. Ela notara diversas coisas no momento que tinha ouvido o nome dele ser anunciado e olhado para cima. Ele continuava tão lindo como quando ela o vira pela primeira vez. Alto, forte e moreno, com a aparência exótica de alguém que não era daquele país... alguém que pertencia a um lugar muito mais árido e inexorável. 
Ele estivera muito longe para que Julia visse os detalhes, mas ela ainda sentira o impacto dos olhos pretos... olhos tão escuros que você podia se perder para sempre. E ela não se perdera uma vez? Parte sua admirava-se por ele poder lhe causar tal efeito depois de tanto tempo. Doze longos anos. Ela era divorciada agora, e muito diferente da garota idealista que fora um dia. Quando o conhecera.

Defesa Pessoal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um homem para protegê-la...

Sem saber, a jornalista Regina Foxworth entrou em uma roubada. Agora, sua vida corre perigo, mas seus pedidos de ajuda foram ignorados por todos - inclusive pela polícia da pacata cidade de Chester, Ohio. 
A única pessoa que acreditou nela foi Riley Moore, ex-agente e instrutor de defesa pessoal. Ao ver a fragilidade de Regina, ele assume a missão de ensiná-la técnicas de defesa avançadas. 
Mas durante as aulas particulares, torna-se impossível para Regina se concentrar nos golpes... Especialmente quando Riley a prende ao tatame...


Capítulo Um

— Levante os joelhos. Com os olhos arregalados, sem fôlego e extenuada, ela disse: — Não. — A voz soou tão escandalizada que Riley Moore sorriu. 
Isso era o que Red fazia, o fazia rir, se sentir alegre, quando julgara impossível voltar a experimentar tais sentimentos. Não era um mau começo. Mas havia outras coisas a fazer além de sorrir. 
— Não vou permitir que desista, até que o faça. 
— Diabos, seria muito bom ficar ali por algumas horas.
Red não apenas o divertia como também o excitava mais do que qualquer outra mulher que conhecera. Seu corpo era leve, muito suave, uma confortável almofada sob o seu físico, maior e pesado. E o calor que sentia no vão entre aquelas coxas poderia levá-lo à loucura. Os grandes olhos verdes vagaram apressados da esquerda para a direita. 
— Riley, as pessoas estão olhando. 
— Eu sei. — Decidiu provocá-la. Afinal, era importante. Ela precisava aprender a enfrentá-lo. Não havia sentido em desperdiçar todos os seus ensinamentos. 
— Eles estão esperando para ver se você aprendeu algo durante todas essas aulas. A maioria acha que não. Outros estão bastante duvidosos. Uma determinação renovada enrugou as sobrancelhas ruivas e bem-feitas de Red em uma expressão de fúria, tornando seus olhos tempestuosos. Em um piscar de olhos, ela lhe envolveu as laterais do corpo com os joelhos, pegando-o de surpresa com a carnalidade daquele ato. 
Enquanto a mente de Riley vagava por um caminho lascivo, ela girou, se ergueu e o jogou de costas no chão. Orgulhosa de si mesma, golpeou-o no abdômen e aplaudiu a própria performance. Atitude errada, querida, pensou ele, e com destreza deitou-a na mesma posição, da qual ela acabara de escapar, só que dessa vez ela enroscara as pernas ao redor da cintura dele. Momentaneamente sem ar, Red ofegou. 
Meio frustrado, meio divertido, Riley se endireitou. Porque conhecia a própria capacidade, embora outras pessoas a desconhecessem, sempre mantinha um rigoroso controle e cautela. Em especial com as mulheres e sobretudo com Red. Preferia fraturar a perna a machucá-la. Sentando-a, esticou-lhe os braços para o alto, para fazê-la respirar e sacudiu a cabeça. 
— Ao conseguirmos dominar um agressor, querida, não devemos parar para nos parabenizar. Vendo que a exibição terminara, a multidão se dispersou, voltando a se concentrar no próprio treinamento. 
Riley levantou-se e, gentilmente, ajudou Regina Foxworth a se erguer. Ela não era uma mulher baixa, mas comparada à sua altura, parecia pequena. O topo de sua cabeça chegava-lhe ao ombro. 

Licença Para Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A tarde está no fim, e o céu avermelhado promete uma noite quente, que convida ao amor. 

No pátio da casa de Kelly, Barry ajoelha-se à frente dela e a toma nos braços. Já não consegue conter o desejo que pulsa dentro de si. Kelly vibra ao senti-lo tão próximo, tão atrevido. 
Com os pensamentos povoados de imagens eróticas, ela não se sente forte o bastante para resistir aos apelos de seu corpo. 
Mas Barry é um homem errante, sem raízes e, se não bastasse, é irmão de seu ex-marido.


Capítulo Um

— Contratamos um detetive. Kelly Sullivan ergueu o olhar da listagem de computador que tinha sobre a escrivaninha. 
— Está brincando! — exclamou. Mas logo se lembrou de que seu chefe era um homem sério. O rosto redondo e avermelhado de Joe Cauley não expressava nenhum sinal de bom humor. 
— Quero dizer... pensei que o departamento de segurança da loja estivesse cuidando desse caso — completou Kelly.
— A administração do shopping center decidiu atacar o problema antes que fique fora do controle. Esse ladrão que usa cartões de crédito vem agindo neste centro de compras há mais de um mês, de modo que está mais do que na hora de interrompermos suas atividades. 
— O chefe apoiou uma mão roliça sobre a escrivaninha de Kelly e bateu com o dedo indicador no cabeçalho da listagem que ela examinava, onde se via o timbre da loja de departamento Wysart. 
— Nossa loja tem sido a maior vítima. — Inclinou-se para a frente para enfatizar a informação. — E a seção de moda masculina, a sua seção é a que apresentou o maior número de incidentes até agora. 
— Está brincando! — Kelly voltou a exclamar, desejando morder a língua em seguida. Não queria que seu chefe pensasse que não estava encarando o problema com seriedade. 
— Sei que vários dos meus funcionários foram vitimados, mas não imaginava que meu departamento estivesse sendo o mais visado. 
— Bem, pois agora já sabe. De seus vinte subordinados, dezesseis declararam que tiveram problemas, com seus cartões de crédito. Kelly olhou para o relatório que seu chefe lhe entregara sobre o caso dos roubos via cartões de crédito que vinham tendo lugar no Royal Conch, o mais novo shopping center de St. Augustine, Flórida. 
Por que o ladrão estava agindo com mais assiduidade em seu departamento? O fato ameaçaria tirar-lhe o cargo de gerente da seção de moda masculina? 
— Sr. Cauley, não estou sendo responsabilizada por nada, estou? 
— Responsabilizada? — O homem balançou a cabeça, confuso. 
— Não estou entendendo. 
— Acaba de me falar em tom acusador, mas o fato de eu ser a responsável por esta seção não me torna culpada pelo que está acontecendo. 
— E não é. — O chefe ergueu o corpo e esticou o paletó. — Mas espero que colabore com o detetive. Ele deve estar chegando. 
— Aqui? — Kelly olhou para as paredes de vidro de seu pequeno escritório situado no centro da seção de moda masculina da loja. 
— Preciso arrumar a sala. 
— Por quê? — O chefe estudou o pequeno espaço. 
— O homem não virá em visita social. Pretende apenas lhe fazer algumas perguntas e dar uma volta pela seção. São só negócios. 

Prisioneiro da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O xerife Thad Hasley quase enlouquece quando os lábios perfumados de Lindy 

roçam os seus com suavidade, magia e promessas não ditas... Inflamado pelo desejo, ele não consegue se conter: numa carícia ousada, acompanha, com as pontas dos dedos, o contorno da calcinha da fascinante loira aninhada em seus braços. 
Mas Thad sabe que com Lindy, a sedutora filha da juíza da cidade, ele vai experimentar as delícias do paraíso e as penas do inferno!

Capítulo Um

Ufa! Mais uns vinte e cinco quilômetros e estaria em Corrigan. Mesmo sabendo que essa era a etapa final da viagem, Lindy Shapiro resolveu descontar o tempo perdido com imprevistos ao longo do demorado percurso e pisou mais fundo no acelerador de seu Cadillac 63. 
Ao se aproximar da cidade de Winstonia, olhou no espelho retrovisor. A não ser por seu automóvel, não havia sinal de outro veículo nas imediações. A rodovia, na região leste do Texas, recém asfaltada e completamente reta, estava deserta; a tarde era quente e abafada. O carro de Lindy tinha quatro pneus novinhos, um sistema de freios instalado havia poucas horas e uma direção tão leve, que respondia imediatamente ao menor deslocamento. 
Dirigir um automóvel nesse estado era mais fácil do que roubar doce de criança; por isso, ela acelerou até que o ponteiro do velocímetro marcasse cento e vinte quilômetros por hora. Quando viu a viatura azul e branca da polícia sair de trás de uma alta e espessa moita às margens da estrada, era tarde demais. Ainda pensou em pisar forte no freio, mas logo se deu conta de que só iria piorar as coisas. 
Tirou o pé do acelerador e reduziu a marcha, mas isso também não resolveu seu problema: a luz vermelha do carro da rádio patrulha já piscava no seu retrovisor. Lindy não perdeu tempo em amaldiçoar sua sorte ou o truque usado pelo policial, escondendo-se de possíveis infratores para pegá-los em flagrante. 
Como o veículo do patrulheiro estava colado ao seu, levou o enorme Cadillac para o acostamento poeirento e se pôs a pensar numa boa desculpa. Em questão de segundos, decidiu que o melhor seria dizer a verdade... um pouco maquiada com pitadas de criatividade, é claro. Assim que o policial desceu da viatura, ela o saudou num tom despreocupado: 
— Boa tarde, seu guarda. Ele se aproximava calmamente, porém com passos firmes. Era muito alto e seu físico estava próximo à perfeição. Parecia bastante sisudo e meio circunspecto, como esses profissionais que levam seus deveres tão a sério que mal se permitem sorrisos desnecessários ou piadinhas fora de hora. Lindy lançou mão do seu melhor sorriso e, levando os óculos escuros ao alto da cabeça, perguntou candidamente: 
— Algum problema? Como que para desencorajá-la, ele não lhe retribuiu o sorriso, limitando-se a manter a expressão severa. Lindy procurou pelo nome dele na chapinha metálica, fixada no bolso do uniforme cinza. Halsey, estava gravado na pequena placa. Ela tentou se lembrar se tinha algum conhecido com aquele sobrenome, mas não havia tal registro em sua memória. Afinal, estava longe daquela região havia tanto tempo... Uma voz meio soturna interrompeu-lhe os pensamentos: 
— Posso ver sua carteira de motorista, por favor? Enquanto remexia na bolsa, à procura dos documentos, Lindy tentou soar inocente outra vez: 
— Eu não estava correndo muito, estava? 

Reveleção Perigosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Brandon aconchega a bela Veronique Delacroix em seus braços, 

um sorriso de felicidade curvando-lhe os lábios. Mal pode acreditar que vai possuir essa mulher tão provocante, cuja irreverência o fascina. 
Depois de amá-la, porém, olha-a bem no fundo dos olhos e sabe que não pode continuar se enganando. 
O que sente por ela é muito mais que atração física, e isso o atormenta. Como Veronique reagirá quando souber que o pai dele foi um dos responsáveis pela ruína de sua família?

 
Capítulo Um

Veronique Delacroix olhou desanimada para a mansão da família Rhodes. As quatro limusines estacionadas diante do portão de entrada davam a medida exata do quanto seria desagradável aquela visita. 
Desceu do carro, impaciente, ajeitando a jaqueta de camurça preta sobre o jeans vermelho de corte confortável. Detestava aqueles compromissos sociais cheios de mesuras e hipocrisia. Sempre arranjava um jeito de se esquivar deles, mas, daquela vez, não tivera escolha. 
A mãe quase implorara para Veronique acompanhá-la, e ela não pudera recusar-lhe o favor. Arrumou melhor o echarpe estampado de vermelho e preto sobre a jaqueta e voltou-se para o interior do carro. O vento forte agitou-lhe os cabelos fartos e, como de hábito, ela prendeu-os na nuca num coque displicente. 
— Vamos, mamãe? 
— Vamos, sim, querida. Marie aceitou a mão de Veronique para descer do automóvel, depois subiram juntas a escadaria de acesso ao interior da mansão. — Gostaria que seu avô estivesse aqui, filha. Ele e Blake eram tão amigos... 
— A senhora o conhece muito bem. Apertou a mão de Marie, arrependida pela maneira fria como lhe interrompera o comentário. Sorriu para a mãe, observando a imponência da mansão em estilo vitoriano. Apesar da beleza sisuda e clássica, o palacete não se destacava dos outros. Afinal, na avenida St. Charles se concentravam as casas mais caras de Nova Orleans. Veronique fez uma reverência irônica para o mordomo, parado no alto da escada numa pose formal. 
O empregado retribuiu o cumprimento, muito sério dentro do uniforme impecável. Em seguida, conduziu-as a um amplo salão, onde várias pessoas conversavam em voz baixa. A mais fina flor da sociedade local estava presente naquela sala, Veronique pensou com desagrado. E, dentre elas, Lilly St. Germaine era a mais fofoqueira e esnobe. Veronique tinha certeza de que era ela quem inventava e espalhava histórias nada elogiosas sobre a conduta moral da "filha de Marie". 
Graças a ela e outras damas, Veronique era o centro de comentários de qualquer reunião social. Lily não demorou a perceber a entrada das duas. Foi ao encontro delas com o costumeiro sorriso nos lábios e saudou-as, entusiasmada. 
— Olá, Marie, você está ótima! Elegante e discreta, como sempre. E lançou um olhar de franco desagrado para o jeans vermelho de Veronique. A jaqueta curta, que lhe deixava à mostra a pele da cintura a qualquer movimento, mereceu condenação imediata por parte da senhora. Sem nenhum comentário, Lily voltou-se para Marie, ignorando Veronique por completo. 
— Mas fale-me sobre você, Marie. Nunca a vi tão bem-disposta, querida. Por que não me conta o segredo? A fala sibilante e os gestos ensaiados da mulher tinham o poder de irritar Veronique. Aflita por se livrar daquela situação, aproveitou a primeira pausa da conversa e deu um beijo no rosto da mãe. 
— Vou tomar alguma coisa e volto já. 

Cilada Para Um Homem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Kitt deita-se sobre o corpo másculo do fazendeiro Max Carlson, 

numa demonstração de audacioso desejo. Suas bocas se unem num beijo delirante, as mãos dele insinuando-se nos secretos recessos da feminilidade de Kitt...
Apesar dos momentos de intensa e desvairada paixão que eles compartilham, Max se recusa a permitir que o amor o arraste de novo para a ruína. Ele a ama, mas quer Kitt fora de sua vida!


Capítulo Um

Durante o verão, as duas únicas coisas que mantinham Max Carlson acordado, após a meia-noite, eram uma mulher ardente e dinheiro. Nos últimos anos, tivera o bom senso de evitar todos os tipos de mulher, ardentes ou não, e considerando que naquele exato momento até estava com calor, suado, faminto e extremamente cansado, sexo era a última coisa que ele tinha em mente. O dinheiro era a única coisa que importava. 
Piscando muito por causa da poeira da estrada, que entrava em seus olhos pela janela, Max mudou a marcha. Seu velho caminhão parecia resfolegar enquanto subia outra colina e Max checava a carga pelo retrovisor. 
O carregamento que transportava não valia mais de dois mil dólares, entretanto, era a sua primeira colheita do ano. Ele precisava de cada centavo. Os diversos caixotes de pêssegos, devidamente acomodados na carrocería, aqueciam-se ao luar. As frutas pareciam tão robustas quanto enormes bolas de beisebol, mas não eram. Nada era mais frágil do que um pêssego. 
Max cultivara doze variedades da fruta e justamente essa, a primeira colheita do ano, era a mais delicada de todas as espécies. Aquela variedade de pêssego requeria mais atenção do que uma mulher mimada. Exigia cuidados especiais e uma elaboração perfeita do solo para que não se perdesse nenhuma das frutas. 
O pneu da frente bateu num buraco e Max, aflito, encolheu-se, não por si mesmo, mas por seus "bebês". A noite estava escura como breu e aquela estrada era completamente estranha para ele. Normalmente, Max costumava vender os pêssegos perto de casa, mas seu usual comprador, Litowski, fora muito injusto em relação ao preço das frutas. Max costumava ser uma pessoa condescendente. 
No entanto, perdera essa característica da sua personalidade quando a sua ex-mulher lhe tomara tudo, quatro anos antes. Agora, não dava nada de graça e não fazia concessões, pois a pequena úlcera que ardia em seu estômago agia como uma espécie de lembrança de que aquele carregamento poderia ser sua salvação ou sua ruína, e naquela altura, por um dinheirinho extra, entregaria seus pêssegos até no inferno. 
Exausto, Max bocejou, desejando estar em Poughkeepsie. A estrada esburacada era pior do que a solidão. Ele não vira nenhum outro carro desde que deixara a estrada principal. Apesar da escuridão, o leve brilho da lua banhava a paisagem à sua volta. De um lado, as árvores fechavam-se como uma sólida parede, não permitindo que se enxergasse qualquer coisa que houvesse entre elas. 
Porém, contrastando com aquele quadro, do outro lado, havia diversas dunas que pareciam se perder no horizonte. Contudo, não havia uma só luz em toda aquela região. Ocasionalmente os faróis do seu caminhão capturavam o brilho dos olhos de alguns animais que por ali circulavam.

domingo, 17 de maio de 2015

Promessa de Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Solteiros Bilionários








George Anderson perdeu a sua esposa faz cinco anos e logo sua família veio abaixo. 

Ele tem que fazer uma mudança drástica para reunir a sua família de novo. 
Ele se reúne com seu irmão gêmeo Joseph Anderson e os dois homens fazem planos para se fazer de casamenteiros com os difíceis filhos de George. 
George obterá netos e a sua família reunida de novo.
Trenton Anderson está furioso com seu pai, quando o homem decide mudar a empresa de Chicago para Seattle. 
Chega a Seattle e conhece Jennifer Stellar e as faíscas voam imediatamente. Ele decide que gosta do que vê e imediatamente começa a persegui-la.
Jennifer teve uma tragédia horrível, perdeu a sua irmã e cunhado em um acidente automobilístico. 
Ela tem a custódia temporária de sua sobrinha e tem que fazer o que for necessário para obter a custódia total. Ela consegue um bom trabalho com Trenton, e parece que não pode resistir aos avanços do homem, apesar de que continuamente o tenta. Tanto Trenton como Jennifer são obstinados e encantadores, e junto com seus irmãos e os primos de Trenton, você se apaixonará novamente pelos Anderson.
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Série Os Solteiros Bilionários
1- O Milionário ganha o Jogo
2- A Dança do Bilionário
3- A Queda do Bilionário
4- Promessa de Casamento





terça-feira, 12 de maio de 2015

Rendição Total

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




“Eu nunca esqueci aquela noite..."

Para tornar-se sheik, Rafiq Mehdi foi obrigado a se casar com a noiva escolhida por seu pai, deixando Maysa Barad de coração partido. 
Anos mais tarde, ele precisava fugir da dor que o consumia, por isso buscou conforto na única mulher que sempre amou. 
A total rendição de Maysa o faz se arrepender de seu casamento de conveniência, que não lhe trouxe nada além de infelicidade.
Maysa sim era perfeita para ele. Linda, devotada, compassiva — e considerada muito independente para ser a esposa de um sheik! 
Rafiq esta disposto a enfrentar seu reino para ficar com ela, mas a verdade sobre Maysa poderá causar uma reviravolta em seu mundo!

Capítulo Um

O rei Rafiq ibn Fayiz Mehdi possuía inteligência aguçada, grande poder e riquezas infinitas. No entanto, nada disso havia ajudado a impedir uma tragédia devastadora, pela qual havia sido parcialmente responsável.
Quando o sol começou a se pôr, ele estava na varanda do último andar de seu palácio, olhando para o panorama que se estendia diante dele. O território diverso que um dia reverenciara agora parecia ameaçador, reavivando lembranças perturbadoras que cortavam sua compostura como uma lâmina bem-afiada.
Uma estrada escura e sinuosa à meia-noite. Silêncio e medo. Luzes piscantes iluminando o fundo de um precipício. Os destroços de metal retorcidos...
— Se você acha que vai mover as montanhas apenas olhando para elas, eu lhe garanto que não vai funcionar.
Ao som da voz familiar, Rafiq virou-se para ver o irmão de pé apenas alguns passos atrás dele.
— Por que você está aqui?
Zain se aproximou de Rafiq e recostou-se contra o parapeito de pedra ao seu lado.
— É assim que você cumprimenta o homem que tão generosamente lhe entregou as chaves para o reino há um ano?
O mesmo homem que tinha abdicado do trono por amor, uma emoção que Rafiq nunca tinha abraçado totalmente.
— Minhas desculpas, irmão. Eu só o esperava em um mês.
— Completei a preparação inicial para o projeto de conservação da água e achei que era hora de voltar.
Em circunstâncias normais, ele iria apreciar a companhia de Zain. Ultimamente, preferia a solidão.
— Você viajou sozinho?
— Claro que não — disse Zain. — Não viajo sem minha família, a menos que seja absolutamente necessário.
Rafiq nunca acreditou que ele iria ouvir seu irmão mulherengo proferir essas palavras.
— Então Madison está com você?
— Sim, e meus filhos também Estou ansioso para que você finalmente conheça sua sobrinha e seu sobrinho.
Rafiq não compartilhava do entusiasmo de Zain. Estar na presença de duas crianças só serviria para lembrá-lo do filho que ele havia perdido.
— Onde estão eles agora?
— Madison e Elena estão cuidando deles.
Pelo menos ele poderia evitar, por enquanto, a apresentação dolorosa.
— Estou feliz que você enfim tenha trazido Elena ao seu lugar de direito. A família não funciona bem sem ela.
— Foi o que ouvi — disse Zain. — Eu também soube que você está correndo o risco de causar uma revolta entre os funcionários do palácio se continuar a aterrorizá-los.
Rafiq de fato estava tendo problemas para manter a calma nos últimos dias, mas não se importou com a acusação exagerada.
— Eu não tenho aterrorizado o pessoal. Apenas os estou corrigindo quando é necessário.
— É de meu entendimento que você achou necessário corrigi-los diariamente, irmão. Eu também soube que você não está cooperando com o Conselho.
Rafiq começou a questionar a verdadeira razão por trás da aparição surpresa de Zain.
— Você tem falado com nosso irmão mais novo?
O olhar de Zain vacilou.
— Falo com Adan às vezes.
— E vocês claramente estiveram discutindo sobre mim
— Ele apenas mencionou que você estava passando um momento difícil desde a morte de Rima.
As suspeitas de Rafiq tinham sido confirmadas: Zain tinha voltado mais cedo para brincar de babá.
— Apesar do que você e Adan possam acreditar, eu não preciso de um cuidador.

Quero que você me Revele

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Quinta Avenida


O terceiro passo para a vingança.
Alex possui o poder!

Dez anos se passaram desde a trágica noite que mudara as vidas de Austin, Hunter e Alex. 
Agora, cada qual deve cumprir com sua parte na vingança contra o homem que arruinou tudo.
Dono de uma determinação ferrenha, Alex Diaz superou sua origem pobre ao criar um império da comunicação. Mas ele ainda tem um objetivo a atingir: vingar a morte de sua amiga destruindo o responsável por ela. 
A apresentadora Chelsea Maxwell tem uma entrevista marcada com Jason Treffen em seu talk-show ao vivo. 
Essa é a chance que Alex precisava para desmascará-lo publicamente — e seduzir Chelsea ao mesmo tempo. 
Entretanto, por ter subestimado sua atração por ela, Alex percebe que para aniquilar Treffen também terá que destruir a vida que Chelsea havia construído para se proteger...

Capítulo Um

Alex Diaz se inclinou para a frente no assento enquanto a limusine parava no meio-fio entre a Seventy-Second Street e a West End Avenue, diante do luxuoso arranha-céu moderno e envidraçado, exatamente o lugar onde esperava que Chelsea Maxwell morasse.
Seus lábios se curvaram em um sorriso gélido de antecipação enquanto apertava o botão do interfone para falar com o motorista:
— Espere alguns minutos, por favor.
— Muito bem, senhor.
Alex relanceou um olhar para o relógio de pulso e retirou um fiapo imaginário da manga do smoking. Sete horas e vinte e cinco minutos. A festa começaria dentro de cinco minutos, mas é claro que Chelsea Maxwell se atrasaria de modo elegante.
Assim como ele, já que pretendia dar uma carona para ela.
Lá fora as luzes de Manhattam brilhavam na escuridão e as pessoas se apressavam pelas calçadas largas da West End Avenue, as cabeças baixas para se proteger do vento cortante de inverno.
Era o início de fevereiro e Nova York estava mergulhada em um frio implacável sem o alívio da suavidade da neve.
Entretanto, o tempo, impiedoso e frio, combinava perfeitamente com Alex.
Nessa noite começava sua vingança pessoal contra Jason Treffen, muito sonhada e há muito merecida. Dizia-se que a vingança era um prato que se comia frio, e, se fosse verdade, Jason iria engolir cada bocado gelado.
E para tanto Alex precisava de Chelsea Maxwell, ou, pelo menos, de seu programa de televisão.
Sete e vinte e sete. Será que ela resolvera não comparecer à festa? Ele deixou o ar escapar dos pulmões com impaciência. Hoje seria a festa de aniversário do chefe de Chelsea, Michael Agnello, e, se os boatos tinham fundamento, o homem com quem ela dormira para ser a anfitriã do principal talk show diurno da televisão. Chelsea precisava comparecer.
Sete e vinte e nove. Alex se remexeu no assento, sufocando um suspiro de irritação. Onde estava ela?
Então as portas de vidro fosco do prédio se abriram, e ela saiu para o frio da noite, o corpo envolto em um paletó longo e elegante de cashmere marfim.
Os cabelos castanhos estavam presos em um coque elaborado, e longos brincos de brilhantes luziam e dançavam em suas orelhas. Alex a viu relancear um olhar para a limusine, e depois suas feições se contraíram, aborrecidas. Ele adivinhou que Chelsea estava irritada porque o motorista não saíra para lhe abrir a porta. Pensara que a limusine era sua, mas se enganara.
Justamente porque ele telefonara para a agência e cancelara o pedido dela.
Curvando os lábios em um sorriso de pura antecipação maldosa, Alex pressionou o botão para descer a janela. Inclinou-se para fora recebendo um sopro de vento invernal que despenteou seus cabelos, enquanto Chelsea se encaminhava para a limusine, muito confiante e radiante.
— Srta. Maxwell?
Ela parou e estreitou os olhos enquanto Alex se inclinava mais para que fosse visto.
— Alex Diaz — apresentou-se, embora Chelsea devesse saber quem era, pois haviam se visto em alguns eventos, e a maioria do setor de mídia o conhecia. De qualquer modo, Chelsea Maxwell não parecia alguém que se esquecia de um rosto. — Se não me engano, estamos indo para o mesmo lugar, certo?
— Depende de que lugar seja esse. — A voz dela soou baixa e rouca, atraente, mas ao mesmo tempo fria, enquanto continuava a estreitar os olhos. Quando aparecia enrodilhada nos sofás de veludo cor-de-rosa, marca registrada de seu talk show, Chelsea Maxwell estava sempre com os olhos bem abertos e com uma doçura sexy. Na vida real era mais dura, sagaz, porém Alex refletia que não se chegava aonde ela chegara sendo tola ou molenga.
— A festa de 40 anos de Michael Agnello?

Série Quinta Avenida
1 - Quero que Você me Vingue
2- Quero que você me Use
3- Quero que você me Revele
Série Concluída

Altar do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Amante submissa... Esposa zelosa?

Atraída pela aura de mistério dele, á doce Anna Bailey conseguiu superar a timidez e passar uma noite com o magnífico Dante Romano. 

Cinco anos depois, a única lembrança dessa impetuosa paixão é sua filha, Tia. 
Dante batalhou muito para atingir o sucesso, mas nada se compara à felicidade de descobrir que é pai de uma linda menina! 
Casar com Anna é a única opção para consertar erros do passado... E ela vai entrar na igreja, querendo ou não!

Capítulo Um

Era um passatempo que ela gostava de praticar quando as coisas se acalmavam um pouco no final do dia. Ficava observando os poucos clientes que restavam no bar com suas bebidas sobre as mesas ou no balcão e inventava histórias sobre eles em sua cabeça. Inventar histórias era um passatempo divertido para Anna e as histórias vinham à sua mente com facilidade... Essa tinha sido a única coisa que a mantivera sã e salva quando era criança.
Esses pequenos mundos idealizados eram todos muito mais seguros e felizes do que a sua realidade, e neles Anna procurara refúgio inúmeras vezes.
Naquele momento, como que atraída por um poderoso ímã, analisou de novo o homem bonito de queixo anguloso e quadrado, olhando para o nada no canto mais distante do salão. Ele ocupava a elegante poltrona cor de vinho há pelo menos duas horas, não tinha tirado o casaco nem olhado com interesse para os outros clientes endinheirados nem uma vez sequer. Era como se essas coisas estivessem completamente fora de seu radar. Parecia estar focado exclusivamente no interior de sua mente perturbada.
Definitivamente, havia nele um semblante pesado e preocupado que intrigava Anna. Afinal, qual sonhador com tino para inventar histórias não ficaria intrigado ou instigado por um material tão fascinante? Discreta, Anna continuou observou-o com atenção. Ainda não o olhara nos olhos dele, mas já tinha adivinhado que teriam o poder de hipnotizá-la. Um pequeno arrepio percorreu sua espinha.
Após dar uma olhada no salão para saber se alguém precisava dela em algum lugar, deixou seu olhar voltar para o homem misterioso. Ele tinha cabelo loiro e liso com fios grisalhos aqui e acolá, que pareciam crescer de um corte que provavelmente fora ao mesmo tempo elegante e caro.
Tudo nele exalava riqueza e bom gosto, assim como poder e nobreza que costumam acompanhar esses atributos. Apesar de seus ombros serem largos e atraentes, pareciam pesados com suas preocupações, e demonstravam uma enorme necessidade de privacidade, assim como um portão eletrônico invisível com avisos em todos os cantos alertando dos perigos a quem invadisse o espaço. 
Será que um importante negócio tinha dado errado? Será que alguém o tinha decepcionado ou traído de alguma forma? Ele não parecia o tipo de homem que aturava idiotas.
Anna suspirou e em seguida observou-o de novo. Não... Tinha entendido tudo errado. O casaco preto que ele usava, de repente, chamou sua atenção. Tinha perdido alguém próximo. Era exatamente isso, estava de luto. Por isso havia tanta tristeza e melancolia em sua expressão.
Enquanto observava o espetacular perfil escultural, e a sombra da fenda profunda no meio do queixo anguloso, parecia quase errado especular mais sobre ele, se é que realmente tinha conseguido adivinhar a verdade.
Pobre homem...


Pessoal e Intransferível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ele tentou se afastar, mas tudo o que mais deseja é tê-la novamente.

O impetuoso bilionário irlandês Ronan Connolly adora perigo e aventuras. 

A bela Laura Page almeja segurança e uma vida tranquila. Quando se encontram, a atração e forte demais para ser ignorada. 
Depois de algumas noites deliciosas, Ronan prefere se afastar antes que o caso fique serio demais. Mas não consegue ficar longe por muito tempo. 
Seis semanas depois, Ronan volta querendo tê-la novamente. Entretanto, sente o desprezo de Laura. Ela esta ferida, irritada - e escondendo um segredo. 
Agora, Ronan precisa descobrir os mistérios de Laura, e para isso precisará entregar seu coração.

Capítulo Um

— Laura, sei que você está aí!
Ronan Connolly bateu de novo à porta da frente e depois parou para escutar. Dentro da casa não se ouvia um único som, apesar de saber muito bem que Laura estava lá. Mas que droga, ele quase podia senti-la de pé do outro lado da maldita porta. Que mulher teimosa!
Os segundos se passaram e o silêncio o irritou ainda mais. Observou o Volkswagen amarelo estacionado junto à casa... o carro dela. Depois, observou outra vez a porta fechada com os olhos em chamas.
— Você não vai me convencer de que não está em casa. O seu maldito carro está estacionado na rua, Laura.
Foi então que ouviu a voz dela, abafada, mas clara.
— Nos Estados Unidos, isso é uma vaga normal de veículos, Ronan. Esqueceu que você já não está na Irlanda?
— Nem imagina o quanto lamento por isso.
Ele passou uma das mãos pelo rosto e revirou os olhos, frustrado. Se estivessem na Irlanda, teria metade da vila de Dunley ao lado dele e iria obrigá-la a abrir aquela maldita porta.
— Eu escutei o que disse — disse ela. — E fique à vontade para apanhar um dos seus aviões privados para voltar para a Connollylândia quando quiser!
Ele desejou poder fazer aquilo. Mas havia ido à Califórnia para abrir uma filial de sua empresa e até que a Cosain funcionasse como deveria, não iria partir. No entanto, naquele momento estava cansado, irritadiço e sem vontade de lidar com mais mulheres. Em especial com uma tão teimosa quanto Laura.
Havia passado as últimas seis semanas viajando pela Europa como guarda-costas de uma estrela pop de 16 anos cujas canções eram apenas um pouco menos irritantes do que a atitude dela. Entre a garota e a mãe possessiva, Ronan estava ansioso para que o trabalho terminasse e ele pudesse regressar à sua vida normal. E, uma vez de volta, esperava ter paz. Ordem. Mas em vez disso... Cerrou os dentes e contou até dez. Depois repetiu o procedimento uma segunda vez.
— Não me interessa do que queira chamar, Laura, mas o seu carro está aqui e você também.
— Eu poderia ter saído — gritou ela. — Pensou nisso? Eu tenho amigos, sabia?
O temperamento típico dos Connolly começou a se manifestar dentro dele e Ronan se forçou a reprimi-lo.
— Mas não saiu, não é mesmo? — Perguntou em um tom razoável, felicitando-se por isso. — Você está aqui, tentando me distrair e me fazendo gritar para uma maldita porta fechada como se fosse o idiota da aldeia que acabaram de deixar sair sozinho pela primeira vez.
— Não precisa gritar, posso escutar você muito bem — respondeu ela, com a sua voz perfeitamente audível através da porta.


Em Busca do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Poder, riquezas e mulheres lindas na palma da sua mão!

Leo Spencer tem absolutamente tudo, menos o que mais deseja — a verdade sobre o seu passado. 
Obstinado, a busca por seus pais biológicos o leva até a inocente Brianna Sullivan. 
Ela vive em um vilarejo isolado na Irlanda e é bem diferente das mulheres que Leo conhecera. 
Lutando contra seus verdadeiros sentimentos, ele a seduz para desvendar o que ela sabe. 
Mas quando Brianna descobre sua verdadeira identidade, a relação entre os dois fica ainda mais quente.

Capítulo Um

Sob a pouca claridade do fim do dia, Leo Spencer começava a questionar sua decisão de fazer essa viagem. Por um momento, erguendo os olhos do relatório na tela de seu laptop, franziu a testa ao olhar para os lados. Vastos hectares de campos se estendiam para além das janelas laterais do carro até horizontes distantes, que agora iam sendo engolidos pelo escurecer.
Quase disse ao seu motorista para acelerar, mas de que adiantaria? Que velocidade Harry conseguiria atingir naquelas estradas sinuosas, sem iluminação, ainda perigosas devido à mais recente queda de neve que só agora começava a derreter? Com toda a certeza, não precisava acabar atolando numa vala em algum lugar. 
Havia passado por um carro pela última vez há vários quilômetros. Ele nem sequer fazia ideia de onde ficava a cidade mais próxima.
Concluiu que fevereiro era possivelmente o pior mês para viajar até o extremo da Irlanda. Não conseguira prever o período de tempo necessário para chegar ao destino e, agora, amaldiçoava o raciocínio equivocado que o fizera rejeitar a opção de ir até ali no avião da empresa.
O vôo para Dublin foi sem escalas e transcorreu normalmente. Desde o minuto em que encontrou seu motorista no aeroporto, porém, a viagem se transformou num pesadelo de trânsito e pequenos contratempos que causaram ainda mais atrasos. 
Enfim, quando pareceu que todos os vestígios de civilização ficaram para trás, enveredaram por uma teia de estradas desoladas, perigosas, que se mostraram ainda mais ameaçadoras pela constante ameaça de neve. 
Era algo que pairava no ar, como um manto opressivo, só à espera do momento certo para apanhar os desavisados de surpresa.
Desistindo da esperança de conseguir produzir algo útil, Leo fechou abruptamente o laptop e olhou para o cenário lúgubre.
Os contornos escuros das colinas se elevavam sombriamente para além das planícies, onde se entremeava uma rede de lagos, rios e córregos, embora nenhum fosse visível àquela hora. Ele estava acostumado à quase constante luz artificial de Londres. 
Nunca tivera muito tempo para os alardeados prazeres do campo, e sua indiferença com relação a eles se solidificava rapidamente a cada quilômetro rodado. Mas era uma viagem que se vira obrigado a fazer.
Refletindo sobre a sua história de vida, soube que era uma jornada essencial. A morte da mãe oito meses antes, pouco depois que o próprio pai dele morreu inesperadamente de um ataque cardíaco, jogando golfe com os amigos, deixara-o sem desculpas para continuar adiando o inevitável. 
Tinha de descobrir quais eram suas verdadeiras origens, quem eram seus pais biológicos. Enquanto os pais adotivos estivessem vivos, jamais os teria desrespeitado procurando sua família biológica, mas o momento chegara.
Fechou os olhos e viu as imagens de sua vida passando na mente como num rolo de filme antigo. Foi adotado recém-nascido por um casal rico, bem-sucedido, de quase quarenta anos, que não conseguira ter filhos. Criado com todas as vantagens que uma família abastada pudera oferecer, estudara nos melhores colégios particulares e sempre passara férias no exterior. 
Uma carreira acadêmica brilhante e o tino para os negócios tinham lhe proporcionado uma ascensão meteórica no mundo financeiro, até que, aos 32 anos, era dono da própria fortuna. Possuía mais dinheiro do que conseguiria gastar numa vida inteira e a liberdade para usá-lo na área mais criativa das aquisições de empresas.
Parecia ter o toque de Midas. Nenhuma das suas aquisições até o presente tinha sido um mau negócio, ao contrário. Além do mais, ainda havia recebido uma grande fortuna como herança dos pais. Em suma, a única parte incerta numa vida abençoada e de sucesso era o mistério com relação às suas verdadeiras origens. Como uma erva daninha persistente, era algo que nunca lhe fora completamente arrancado.
A curiosidade sempre estivera presente, pairando no limiar de sua consciência, e sabia que seria algo que sempre o incomodaria se não tomasse atitudes concretas para resolver o assunto de uma vez por todas.
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