domingo, 28 de setembro de 2014

Proposta Audaciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Um homem para quem ela não pode dizer "não”. 

A independente, teimosa e temperamental Tabby Glover fará qualquer coisa para ter o apoio do bilionário grego Acheron Dimitrakos no processo de adoção do bebê do primo dele. Mas ela não esperava que ele fosse fazer um pedido de casamento tão revoltante! 
A única opção de Tabby é dizer sim, embora Acheron, em sua monumental arrogância, não pare de olhá-la com desprezo! 
Mas ela percebe que aquele homem deslumbrantemente lindo esconde algumas verdades. Quando o fino véu que separa a realidade das ilusões for levantado, haverá meios de sustentar um casamento de fachada?

Capítulo Um

— Ao avaliarmos a trajetória de expansão e de sucesso da empresa, vemos que o testamento é injusto — declarou Stevos Vannou, advogado de Ash, rompendo o silêncio e olhando cautelosamente para o homem alto, moreno e forte, do outro lado do escritório.
Acheron Dimitrakos, conhecido pelos mais íntimos como Ash, milionário grego e fundador da gigante internacional DT Industries, nada disse.
Não confiava no que poderia falar. Em geral, seu autocontrole era absoluto. Mas não naquele momento.
Ele confiara no pai, Angelos, tanto quanto confiaria em qualquer pessoa — ou seja, não muito — mas nunca lhe ocorrera que o velho colocaria em risco a empresa que ele construíra com tanto esforço através de um testamento que repercutira como uma bomba. Se Ash não se casasse em um ano, perderia metade da empresa para a madrasta e seus filhos, que, de acordo com o mesmo testamento, já iriam receber mais que o suficiente para seu sustento.
Era inadmissível. Uma exigência absurda, que contrariava todos os escrúpulos e altos padrões que ele sempre acreditara serem seguidos por seu pai. Isso vinha mostrar — como se Ash tivesse alguma dúvida! — que não se podia confiar em ninguém, e que as pessoas mais próximas e queridas eram as que apunhalavam pelas costas, quando menos se esperava.
— A DT é minha — declarou Ash por entre os dentes.
— Infelizmente, não no papel — retrucou Stevos muito sério. — Ainda que seja inquestionável que foi você quem construiu a companhia, seu pai nunca transferiu a parte dele por escrito.
Ash se calou. Os olhos escuros e frios, emoldurados por cílios longos, fitavam a cidade de Londres pela janela do escritório do seu apartamento de cobertura. O corpo esguio e o belo rosto mostravam-se contraídos por causa da força que ele fazia para se controlar.
— Um longo processo para contestar o testamento iria prejudicar seriamente a atividade comercial da empresa — afirmou Ash, por fim.
— Arranjar uma esposa seria sem dúvida menos danoso. — O advogado deu uma risada cínica. — Faça isso, e tudo voltará ao normal.
— Meu pai sabia que eu não pretendia me casar. Foi por isso que ele fez o que fez comigo. — Ash, furioso, perdeu por instantes o controle ao pensar na mulher desequilibrada que Angelos esperava que ele escolhesse. — Não quero uma esposa. Não quero filhos. Não quero nada dessa confusão na minha vida!
Stevos Vannou pigarreou e observou seu cliente com preocupação. Nunca vira Acheron Dimitrakos demonstrar tanta raiva. Ou melhor, tamanha emoção. Segundo o que suas amantes desprezadas costumavam declarar aos tabloides, o presidente da DT Industries era frio como o gelo. Seu comportamento distante e calculado, sua discrição e sua aparente ausência de sentimentos o haviam transformado numa lenda.
— Desculpe se pareço tolo, mas imagino que as mulheres fariam fila para se casar com você — comentou Stevos com cuidado, lembrando-se de que a própria esposa quase desmaiava ao ver a fotografia de Acheron num jornal. — Seria mais difícil escolher do que procurar uma esposa.
Ash engoliu uma resposta ácida. Apesar de dizer o óbvio e ser simplista, o advogado estava tentando ajudá-lo. Ash sabia que, se estalasse os dedos, conseguiria uma esposa com a mesma facilidade com que levava uma mulher para a cama. E também sabia por que isso era tão fácil: a atração era o dinheiro.



Herdeiro Casual

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Amargas lições de vida ensinaram o príncipe herdeiro Maksim Yurkovich que o dever precede o desejo. 

No momento em que seu país precisa de um herdeiro, ele descobre que sua amante não pode ter filhos, obrigando-o a romper seu laço afetivo mais forte. Mas Maks não consegue resistir a tentação de passar uma última noite na cama de Gillian. 
Agora ele enfrenta uma crise diplomática de proporções inéditas. 
Contrariando todas as probabilidades, Gillian Harris engravida. 
A régia postura conservadora de Maks esconde o coração de um feroz guerreiro cossaco... E ele usará a paixão mútua para convencer a mulher que ama que ela precisa se tornar sua rainha!

 Capítulo Um

Com a fúria o dominando como um garanhão raivoso, o príncipe herdeiro Maksim de Volyarus executava uma combinação de soco-cruzado-gancho-kickboxing contra o primo e parceiro de luta.
Demyan fazia bloqueio, e o som da mão batendo na almofada misturou-se com um grunhido de surpresa.
— Algo o perturba, Vossa Alteza?
Maks odiava quando o primo, quatro anos mais velho e criado como um irmão no palácio da família, chamava-o pelo título.
Demyan estava ciente, mas gostava de provocá-lo, especialmente durante as sessões de treino. Dizia que tornava a disputa mais intensa.
Naquele dia, havia sido suficientemente intensa e sem irritação. Não que Maks tivesse repreendido Demyan. O primo mereceu o que recebeu.
— Nada que apagar o olhar complacente do seu rosto não resolva. — Maks dançou para trás antes de lançar outra combinação de golpes em ritmo acelerado.
De mesma estatura e força, ambos mantinham os corpos de 1,90m em perfeita condição física.
— Pensei que esta fosse a grande noite com Gillian — disse Demyan, lutando de uma maneira que raramente fazia durante os treinos. — Não me diga que você está com medo e de ser rejeitado?
— Se eu a pedisse em casamento, ela diria sim — E, um dia atrás, essa certeza daria muito prazer a Maks.
Agora, não estava se sentindo seguro para se casar com ela.
— Então, qual é o problema? — questionou Demyan partindo para a ofensiva, forçando Maks a se defender contra uma saraivada de socos e pontapés.
— Os exames médicos dela ficaram prontos.
— Ela não está doente, está? — perguntou Demyan parecendo sinceramente preocupado.
A pergunta, vinda de um homem com uma reputação de frieza sem escrúpulos, teria chocado qualquer um.
Mas Maks sabia o quanto Demyan se preocupava com a família. E, durante os últimos oito meses, a bela e doce Gillian estava cada vez mais perto de se juntar a esse grupo.
— Ela está perfeitamente bem — Sem considerar os ovários que não funcionavam direito. — Agora...
— O que significa isso?
— Ela teve apendicite quando tinha 16 anos.
— Foi há dez anos, que influência isso tem na saúde dela agora?
— Tubas uterinas.
Demyan parou e olhou para Maks, confuso.
— O quê?
Sem vontade de pegar leve com o primo, Maks aproveitou a desatenção do outro homem e derrubou-o com um pontapé certeiro.
Demyan ficou de pé, mas não retornou, como Maks esperava.
— Pare com isso e explique o que diabos a apendicite na adolescência tem a ver com as tubas uterinas de uma mulher adulta.
Demyan não era idiota. Sabia que o interesse de Maks no sistema reprodutivo de Gillian era de fundamental importância para a Casa de Yurkovich, a família real de Volyarus.
— Ela tem um sistema reprodutivo que não funciona direito. — Maks ajustou as finas luvas de treino. — Existe uma chance de menos de 30 por cento de gravidez.
Menos ainda de acordo com algumas estimativas, um pouco mais de acordo com outras, segundo os especialistas que Maks havia consultado.
Demyan afastou da testa o cabelo, da mesma cor escura do de Maks.
— Mesmo com tratamento de fertilidade?
— Não pretendo ser o próximo pai de sêxtuplos.
— Não seja cretino.
— Não sou. Você sabe que não posso me casar com uma mulher que não vai ser capaz de gerar o próximo herdeiro.
Demyan não respondeu de imediato. Ambos estavam pessoalmente cientes das implicações relacionadas com esses assuntos.
— Você não é o seu pai. Não precisa se casar com uma mulher que não ama, só para proporcionar um herdeiro.

 

Marcante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Jamie McNamara ficou conhecida em Wall Street por sua atitude arrojada e determinação arrebatadora.Mas a vida íntima dela sempre foi um desastre. 

Para a própria surpresa, ela se vê seduzindo, dentro de uma limusine, Andrew Brooks, um sexy corretor de investimentos a caminho de uma reunião. 
Quando a breve aventura erótica se torna o post principal do blog Red Choo Diaries, Jamie percebe que sua reputação pode ser destruída. 
Andrew sabe quando alguma coisa é boa logo na primeira vez em que a vê… E ele quer Jamie. 
Consumido pela energia e pela paixão daquela mulher, Andrew tem planos para transformar o encontro fortuito em um caso marcante...

Capítulo Um

Jamie Mcnamara estava na rua em frente à Grand Central Station e balançou a cabeça em descrença. Dois milhões de passageiros compartilhavam da mesma situação deplorável. Encalhados, presos, ilhados em Manhattan.
Por que logo hoje? Dentre todos os dias. Por que não amanhã, quando Connecticut realmente não vai ter importância?
– Este não é um problema insuperável – disse uma voz grave e estimulante atrás dela, obviamente alheia à raiva que estava a ponto de ferver dentro de Jamie.
Insuperável. Sei, até parece. Como se ela pudesse simplesmente caminhar os 150 quilômetros que separavam a Grand Central de Stamford… Usando nada menos que um salto Jimmy Choo. Não nesta vida.
Jamie se virou, em parte para condenar a voz presunçosa. Um lado dela, porém, o lado malicioso, feminino, queria conferir se o rosto combinava com o timbre das cordas vocais.
– Só queria agradecer pelas palavras encorajadoras – disse ela ao ser flagrada pelos olhos escuros. Quase negros. Então notou o terno, a pasta de couro, o mesmo casaco cinza que quase a havia atropelado mais cedo quando correra para pegar o último trem.
Muito sensual, porém muito rude.
Que sorte. As pessoas falavam sobre a sorte dos irlandeses, mas você nunca se ouvia falar sobre a sorte dos escoceses. Isso porque eles não tinham nenhuma.
Os olhos escuros cintilaram para ela novamente. De forma eficiente, como um contador checando logo para a última linha da planilha. Jamie sentiu um leve rubor e se açoitou mentalmente por causa do lapso de confiança. Também estava classicamente vestida, arrumada e elegante. “Estude bastante”, sua mãe costumava dizer. “Existem mulheres que são valorizadas pelo visual. Nós não somos como elas.”
– Com licença – disse Jamie, roçando na figura intensamente musculosa. O terno não escondia o físico dele, mas sim o ressaltava, do jeito que só uma peça personalizada é capaz de fazer.
Lã italiana. Provavelmente Sergei Brand. Então percebeu o que estava fazendo e parou, lembrando a si de sua atual fase “livre de homens”, o que parecia muito mais aceitável do que “meu último namorado se casou com minha secretária, Amber”.
Todd vivia se lamuriando do fato de Jamie trabalhar tanto, mas não fazia sua reclamação diretamente com ela. Ah, não, ele preferia se abrir ao telefone com Amber, e quando Jamie perguntava “Qual é o problema?”, ele respondia “Nada”.
Jamie lera o anúncio de noivado no The New York Times, antes mesmo de Todd ter coragem de contar a ela pessoalmente. Aquilo acontecera há quase dois anos, e desde então restringira seus relacionamentos praticamente à inexistência.
A velha raiva explodiu dentro dela, fluindo como uma gosma líquida e quente. Jamie deu uma cotovelada na pasta do sujeito de terno… Não foi exatamente um acidente…
 
 

A Paixão de Liz

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Ela teria coragem de amar de novo? 

Elizabeth Gentry projetava todo seu afeto na educação de seus alunos. 
Guiá-los, encorajá-los, compreende-los... Tudo isso era fácil. Mas viver tornara-se muito difícil depois da traição, do luto e da dor. 
Cuidar dos estudantes passara a ser uma forma de encontrar paz. E Todd Lewis representava todos os perigos que Elizabeth evitava. 
Determinado, impetuoso e dono de uma beleza rude, lentamente ele cerca o coração dela, fazendo-a retomar o gosto por viver. 
Elizabeth reencontra o desejo de amar, apesar das frágeis esperanças. 
Ela poderá confiar sua alma à Todd? Ou seus sentimentos serão destruídos outra vez?

Capítulo Um

A letra trabalhada do bilhete remeteu Todd Lewis a uma solteirona da Era Vitoriana. Logo na primeira linha havia a indignação por ele não ter respondido às outras reprimendas daquele mês. Teria se divertido com tom nervoso e meticuloso daquelas linhas, se o contexto não o tivesse deixado tão furioso.
Esgotado depois de um dia infindável e frustrante sob o sol quente de Miami, alcançou a lata de cerveja ao lado da cadeira. Talvez estivesse exagerando. Deus sabia como era compreensível. 
Estava exausto até a alma. Os ombros doíam, parecia que alguém pressionava uma faca quente no meio das costas, e as pernas latejavam pela luta que travara com uma viga antes do amanhecer. 
A paciência tinha chegado ao limite para ainda ter de aturar alguém que havia passado o expediente sob o ar-condicionado de uma classe de aula e que se via no direito de reclamar de dias duros no trabalho.
Depois de mais um longo gole de cerveja, leu a carta de novo. As palavras ríspidas e precisas de censura não o afetaram nem um pouco, mas também não melhoraram o mau humor.
Elizabeth Gentry, podia apostar que era chamada de srta. Gentry, fazia críticas severas ao filho dele. 
Por alguma razão que não entendera direito, a braveza se estendia a ele também.
Ela exigia que Todd fosse até a escola às 15h30 para conversar sobre “o comportamento inadequado, a péssima educação e o uso de linguagem inapropriada” de Kevin. Todd sentiu a pressão voltar a subir. Não gostava de ser punido num tom tão arrogante por uma mulher que nem sequer conhecia. 
Não concordava também com os rótulos que ela tinha colocado no filho. Outro gole de cerveja desceu suave pela garganta seca, mas não amenizou a ira.
Era fácil imaginar a tal srta. Gentry. Cabelos grisalhos presos num coque, uma postura ereta como se estivesse presa a uma barra de aço, sem maquiagem, óculos de grau descendo pelo nariz imenso, roupas cinzas, ou marrons, ou talvez com aquelas florezinhas miúdas que a avó dele costuma usar. Suspirou ante o compromisso devastador. 
Não fazia a menor ideia de como lidar com uma mulher sem nenhum sex appeal e sem imaginação como aquela.
Depois de mais um gole de cerveja, leu em voz alta: “Suas insistentes recusas em tomar alguma providência demonstram total falta de interesse no bem-estar educacional e no comportamento social de Kevin. Se por acaso não comparecer a essa nova reunião, serei forçada a levar o assunto às autoridades competentes.”
A que autoridades se referia? Será que sugeria que ele se reportasse a um órgão burocrático ou mesmo até a um tribunal? Sentiu o estômago revirar com os insultos de pai ausente e que aprovava coisas do tipo. 
O que era mesmo? Comportamento inadequado, péssima educação e uso de linguagem inapropriada.


 

Corações Unidos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Cada toque seu 








Em um minuto, a contadora Audra Greene, está fazendo orçamentos e no seguinte está trocando as fraldas para o atraente milionário Dominic Manelli.

O magnata Dominic Manelli precisa de ajuda para cuidar do sobrinho órfão, e sabe exatamente a quem perguntar, à confiável Audra Greene.
Ele sabe que vida de playboy vai acabar partindo o coração de Audra, e que ele não deveria se envolver com a sua babá, mas a cada olhar, cada toque e sorriso, estão fazendo com que Dominic queria trocar as noites na cidade pelos momentos com Audra e o bebê

 Capítulo Um

O prédio de três andares da empresa de organização de casamentos Wedding Belles, no coração de Boston, estava sempre movimentado. Naquela sexta-feira, porém, o número de pessoas e o barulho que criavam haviam atingido novos níveis. Noivas — acompanhadas por suas atendentes e mães ansiosas — enchiam os escritórios e saíam pelos corredores. 
O aroma de bolo de chocolate pairava no ar. Uma profusão de cores se esparramava, abrangendo desde vestidos de gala a arranjos de flores e enfeites de mesas de festa.
Os paetês nos vestidos de noiva e véus brancos faiscavam sob o sol da manhã que, embora fraco, filtrava-se pelas janelas e refletia-se nos bordados, lançando lampejos de luz pela recepção, pelos corredores e escadarias.
Audra Greene, contadora da Wedding Belles, abriu caminho por um grupo de damas de honra risonhas que criavam um farfalhar de cetim e renda com seus vestidos. Ela contornou um outro grupo que escolhia entre vários tons de azul e um terceiro que provava vestidos em tons de rosa e lilás. O tempo todo, ia dizendo “olá”, “com licença” e sorrindo educadamente, enquanto subia até seu escritório no terceiro andar.
Quando finalmente chegou lá, fechou a porta maciça de madeira e recostou-se nela com um suspiro.
A assistente geral de cabelo ruivo e traços angelicais da empresa, Julie Montgomery, soltou um riso.
— Parece uma selva lá fora.
Retirando o casaco azul-marinho, Audra adiantou-se na direção de sua mesa de estilo antigo.
— Na organização de quantos casamentos o pessoal está trabalhando?
— Vejamos. Os casamentos de junho do ano que vem estão nas etapas iniciais de planejamento. As noivas de setembro estão finalizando os detalhes.
— E as de abril estão entrando em pânico? — Audra pendurou o casaco no armário. Sentou-se em sua poltrona de couro marrom com as costas viradas para as cortinas esvoaçantes de seda amarelo-claras que davam ao escritório o ar elegante que adorava.
Julie inclinou a cabeça para o lado, pensando a respeito.
— A Wedding Belles gosta de pensar nisso como um aumento de oportunidades de último minuto. — Com um riso, voltou a lançar dados de faturas no computador para o pagamento das contas daquele mês.
Audra sentiu um aperto no peito enquanto observava Julie. A assistente — e a Wedding Belles, aliás — não tinha motivo para verificar o mais recente depósito na conta da empresa e descobrir que, na verdade, era composto por cada centavo das economias de Audra. Ou para saber que a receita estimada para aquele ano não seria suficiente para cobrir as despesas do mesmo período. A diferença que faltava acabaria com a reserva de caixa da Wedding Belles e não haveria dinheiro o bastante para o casamento que haviam prometido a Julie. Mas Audra sabia.
Ainda assim, não ligou o computador imediatamente para começar a preparar o e-mail para as demais “Belles” — como eram chamadas as diretoras — a fim de informá-las sobre as dificuldades financeiras da empresa. Precisava avisá-las, naquela manhã, antes que os planos de casamento de Julie prosseguissem. Mas não podia fazer aquilo diante dela.
— Julie, você me faria um favor?
Sempre prestativa, a assistente ergueu os olhos depressa.
— Claro.
— Eu deveria ter apanhado uma garrafa de água na cozinha, mas tenho de fazer outra coisa agora mesmo. É algo que não pode esperar...

 

Novo Caminho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Cada toque seu











A mãe solteira Missy Johnson se desdobra para cuidar de seus adoráveis trigêmeos e prover a infância segura que ela nunca teve... 

Mas agora, com sua empresa em ascensão, Missy está lutando para conciliar bolos e as crianças.
Ela só não contava que Wyatt McKenzie, que acabou de voltar à cidade, trouxesse de volta as lembranças que ela gostaria de esquecer...Mas quando ela o vê brincando com os filhos, Missy começa a achar que cinco talvez seja um número perfeito.

Capítulo Um

A melhor parte de ser rico eram os brinquedos, claro. Não havia nada que Wyatt McKenzie quisesse que ele não pudesse ter.
Wyatt acelerou sua motocicleta preta, que o conduzia ao longo da estrada que levava a Newland, Maryland, naquela manhã quente de abril. Sorriu. Amava seus brinquedos.
A segunda melhor coisa sobre ser rico era o poder. Não que pudesse começar uma guerra, ou controlar a vida das pessoas que dependiam dele para trabalho e renda. O poder que adorava era o que tinha sobre a própria agenda.
O momento atual, por exemplo. Sua avó falecera no mês anterior, e era hora de esvaziar a casa para venda. A família podia ter contratado alguém, mas vovó McKenzie tinha o hábito de esconder dinheiro e joias. Quando nenhuma das joias da família fora encontrada na casa da Flórida, a mãe de Wyatt acreditou que elas estivessem na casa de Maryland. E Wyatt se oferecera para fazer a viagem de 1.500 quilômetros para seu “lar”, a fim de vasculhar o imóvel.
Sua mãe poderia ter ido. Ela saberia melhor o que procurar. Mas o divórcio de Wyatt finalizara na semana anterior. Depois de quatro anos brigando por dinheiro, sua ex-mulher se contentara com 30 por cento dos lucros de sua empresa.
Empresa dele. Ela o traíra. Mentira. Tentara minar sua autoridade. E receberia 30 por cento de tudo pelo que Wyatt trabalhara? Não era justo.
Mas também doía. Eles permaneceram casados por quatro anos antes que o problema começasse. Wyatt achara que ela era feliz.
Ele precisava de tempo para superar sua raiva e mágoa, de modo que pudesse seguir com sua vida. Procurar joias a 1.500 quilômetros de distância era uma boa desculpa para relaxar e esquecer o passado.
Então, dera a si mesmo um mês inteiro de férias, simplesmente informando seu assistente que viajaria e voltaria em quatro semanas. Não precisou lembrar Arme que sua avó morrera ou que o processo de seu divórcio acabara. Não precisou dar razão ou desculpa alguma.
Virou a moto para pegar a saída para Newland, a cidade onde crescera. Depois de comprar a empresa que publicava seus gibis, ele mudara sua família inteira para a Flórida, a fim de apreciar a vida ao sol.
Seus pais hospedaram-se na casa. Sua avó passara os verões lá. Mas Wyatt não visitava seu lar fazia 15 anos. Agora, estava de volta. Um homem mudado. Um homem rico. Não o menino intelectual de que todos “gostavam”, mas de quem zombavam. Não o garoto magricela que nunca era escolhido para os times de esporte da classe. Mas um homem de 1,86m e cem quilos, que não apenas se exercitava como também transformara sua “intelectualidade” numa fortuna.
Ele riu. Podia apenas imaginar a recepção que teria.
Agora, na avenida principal, virou a moto na rua de sua avó. Viu Cape Cod imediatamente. Telhados triangulares e persianas azuis realçavam a paisagem branca. O cenário era bonito. Simples. Mas era assim que todos viviam em Newland. Com simplicidade. Levavam vidas boas e tranquilas. Sem a agitação de trabalho e divertimento — festas, jet skis e eventos beneficentes — com a qual ele e sua família viviam na Costa do Golfo.
Wyatt entrou na propriedade e desligou o motor. Depois de pôr o capacete embaixo do braço, tirou os óculos escuros do bolso da camisa e colocou-os. Andou até a velha porta da garagem e a abriu. Não precisava de trinco ou portão automático. Newland era uma cidade segura. Outra coisa bem diferente de onde ele morava atualmente. A segurança de uma cidade pequena. Conhecer seus vizinhos. Gostar de seus vizinhos.
Wyatt sentia falta disso.

 

Um Sonho Maior

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Teria o coração a capacidade de se lembrar?

Charles McMann embarcou na mais emocionante jornada de sua vida, atrás da garotinha que recebeu uma enorme dádiva: um novo coração, o coração de sua filhinha. 
Ele mudou-se temporariamente para a casa vizinha à de Érica Clemmons e de sua filha Hannah, para furtivamente verificar como vivia a menina. 
No entanto, Charles não contava com os laços que passariam a ligá-lo a Hannah, ou que ele fosse cair de amores por sua charmosa mãe, cuja paixão o fez voltar a sentir-se completo.
Porém, em um piscar de olhos, as coisas poderiam mudar, já que ele não poderia esconder sua verdadeira identidade para sempre!

 Capítulo Um

A garotinha brincava com uma bola enorme colorida no quintal da pequena casa, jogando-a para o alto e tornando a pegá-la. Embora fingisse estar interessada apenas na brincadeira, Charles sentia que ela o fitava, cheia de curiosidade.
Acontecia o mesmo, nos últimos três dias. A cada tarde, a pequena chegava para se divertir com a bola no jardim. No primeiro dia, permaneceu bem perto da porta, observando-o à distância entre as duas residências.
No segundo, ela foi para o meio do quintal, sempre a observar Charles, enquanto ele consertava o portão de seu novo lar.
Dessa vez, a criança fora para perto da cerca que separava as propriedades, e Charles apostava que puxaria conversa.
Pensar que poderia tornar-se amigo dela o enchia de ex­pectativa e uma igual quantidade de temor.
Tudo o que fizera durante aquele último mês fora na es­perança de vir a fazer contato com Hannah Marie Clemmons.
Ao chegar a St. Louis, duas semanas atrás, Charles hos­pedou-se em um dos hotéis da cidade, julgando que seria suficiente ver onde Hannah morava e sabê-la saudável, brin­cando como qualquer outra menina de sua idade. Mas não bastou.
Foi durante uma de suas idas e vindas que descobriu que a mansão vizinha à casa onde ela morava estava à venda. Charles tinha dois motivos para querer comprá-la, apesar de sua aparência decadente. O primeiro era que o imóvel oferecia proximidade com Hannah; o segundo era que suas palmas coçavam de vontade de criar e construir.
Por todo o ano que passou, Charles estivera tão envolvido na administração dos negócios que se esqueceu do quanto apreciava "trabalhar com as mãos. Necessitava de férias e de tornar a fazer aquilo de que tanto gostava. E aquela mansão, negligenciada e em total decadência, oferecia tal oportunidade.
Talvez viesse a reformá-la e, futuramente, vendê-la. Isso quando decidisse que era hora de retornar a sua antiga vida em Chicago.
— Ei, moço!
Charles procurou com o olhar a garotinha, que o chamara.
— Sim?
— Pode pegar minha bola, por favor? — Hannah apontou para o brinquedo, que viera cair bem perto do portão onde ele se encontrava.
— Claro!
 

O Príncipe Guerreiro

APIMENTADO Futurista
Série Lordes Dragões 






A sobrevivente…

Embora ninguém jamais pudesse mandar nela, este guerreiro iria tentar conquistar seu coração.
Fisicamente marcada na infância num ato de traição, Pia nunca foi considerada uma mulher atraente.
Um terrível engano e ela está fugindo.
Desesperada para esconder sua identidade, ela faz um acordo com Noivas da Galáxia.
Em troca de um novo rosto, ela vai se casar com qualquer um que se coloque na frente dela. Jamais ela imaginou que seu futuro marido seria o guerreiro mais bonito dos Draig.
O guerreiro...
Embora nenhum homem pudesse frustrar o valente líder Draig, uma mulher seria a sua ruína. Zoran de Draig é um homem que sabe o que quer. Ele precisa, sendo um príncipe e o Capitão da Guarda Draig tem que tomar decisões rápidas, estar pronto para a batalha a qualquer momento, e, acima de tudo, ele sempre tem que estar no controle. Quando sua esposa, a única pessoa que deveria obedecê-lo se recusa a
...
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Casamento Por Chantagem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Sua própria família a obrigava a se casar... 

Lia deu as costas para sua aristocrática família, mas agora precisa da ajuda deles para salvar a própria filha. 
E o que eles fizeram? 
Venderam-na pelo melhor preço. 
Damian Marquez valoriza enormemente o sangue azul que corre pelas veias de Lia, porque arrebataram-lhe o título ao nascer. 
Por isso, Lia é a mulher perfeita para se casar com ele, porque pode lhe dar um herdeiro. 
 Mas Lia sabia que nunca poderia ser dele na cama… 

Capítulo Um

— Você é Rosália Chaves-Torres?
Lia se virou ao ouvir a profunda voz masculina e se viu frente a frente com um homem vestido de smoking. Estava muito perto. 

Ela podia sentir o cheiro da exclusiva colônia e notar a energia que ele irradiava. Deu um passo para trás e tropeçou em uma mesinha. 
Levantou o olhar para olhar para o rosto dele e ficou sem fôlego. Aquele homem não se encaixava em uma sala cheia de homens de negócios. Embora vestisse um smoking feito sob medida. 
O olhar dele tinha uma intensidade que ninguém mais tinha. Até seu avô empalidecia a seu lado.
Também estava certa de que não tinha uma fortuna ancestral nem pertencia à nobreza espanhola, como quase todos os amigos do avô. 
Tinha certeza de que há seis anos conhecera todos os possíveis pretendentes desse círculo... 
Antes de dar as costas a um mundo ao qual não queria pertencer. 
Não sabia quem ele era, mas ele passou a noite toda olhando pra ela, e isso a perturbou; uma alteração que tinha decidido há muito tempo não mais sentir.
— Sou Lia Kennedy, e você? — ela estendeu a mão.
— Damian Marquez. É a neta de Benedicto, estou certo? — estreitou-lhe a mão.
— Sim.
As mãos dele não eram as de um homem que não tinha trabalhado. Eram mais curtidas, como as de Toby. Entretanto, seu marido tinha sido o clássico homem tranquilo. Damian desprendia uma energia e uma firmeza que a fizeram estremecer.
— Está com frio?
— É o ar condicionado... — respondeu ela para dizer algo.
Sentia frio por dentro desde que o médico lhe falou da insuficiência cardíaca da filha. Além disso, voltar para a Espanha com um avô que censurava tudo o que ela tinha decidido fazer na vida tampouco lhe dava muita calidez.
— Podemos sair para o terraço. Ainda faz bastante calor lá fora.
Ela deu de ombros. Seu avô não ia escutar suas súplicas sobre Kaylee rodeado de tanta gente, e a ideia de sair dali era muito tentadora. Ela não tinha voltado para aquela vila na costa leste da Espanha desde o natal e tampouco a esperavam até as férias do ano seguinte.
Percebeu a curiosidade dos outros convidados desde que entrara no salão há uma hora e meia. Sentia-se fraca, e aquela curiosidade era quase insuportável. Outros convidados não lhe faziam perguntas sutis para saber o motivo da inesperada visita, mas a olhavam e murmuravam sobre a neta que deu tantos desgostos ao ancião.
Damian deu por certo que ela aceitara, segurou-a pelo braço e a conduziu para fora pelas portas deslizantes. Ele tinha razão, o ar da noite estava mais quente.
— Aqui está muito melhor, obrigada.
— A maioria dos americanos prefere o ar condicionado, mas você se criou aqui...

O Tigre Branco

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Como confiar num homem de passado duvidoso? 

Como confiar num homem que não sabe o que é amar? 
C. J. Perkins tem diante de si o quadro que acabou de pintar. 
O tom predominante é verde, como os olhos de Darius Kane. 
A pintura retrata um casal se amando, tendo como cúmplice uma imensa floresta. Ela estremece. 
As lembranças são vividas demais. De repente está de novo nos braços de Darius, a chuva batendo contra suas peles nuas. E o prazer que sente é imenso, pleno, cheio de esperanças. 
C. J. toca de leve os próprios lábios que ainda guardam o sabor de Darius. Mas a realidade se impõe. Não está mais na Malaísia. 
Os momentos de amor que lá vivera acabaram definitivamente. Darius saiu de sua vida. Para sempre!

 Capítulo Um

— Ousam dizer que são da polícia? Então como é possível que não saibam nada sobre meu irmão?
— Olhe, Srta. ... hã, Perkins. — O policial meio careca, de rosto vermelho, ergueu lentamente os olhos do jornal aberto sobre o balcão, enxugou o suor da testa com um lenço que algum dia fora branco e só então resolveu responder: — Estamos tentando ser compreensivos, estamos tentando ser razoáveis, mas a cada ano são centenas de turistas americanos que vêm para cá, seja para espiar a China da fronteira de Hong Kong, seja para visitá-la em pequenos grupos bem protegidos por agências de viagens. Não pode esperar que nos lembremos de um indivíduo. Passe bem, Srta. Perkins.
C. J. Perkins cruzou os braços e, impaciente, fuzilou com o olhar o homenzinho, que voltou a mergulhar nos escândalos mais recentes descritos no jornal que tinha nas mãos. Ao meio-dia o posto policial de Luchow, em Hong Kong, estava tranqüilo, e o calor e a umidade, fortes o suficiente para manter os encrenqueiros dentro de casa e deixar a cidade fronteiriça descansar entre duas ondas de crime. Apenas o zumbido ritmado do ventilador do teto e os insetos batendo contra as telas das janelas quebravam o silêncio enfadonho.
O policial ergueu os olhos cheios de desprezo para C.J. e retomou a leitura.
Ela fez uma careta, sem sair de onde estava, esperando que ele fizesse alguma coisa, qualquer coisa. Uma mecha de cabelos castanhos e lisos escorregou-lhe pela testa e foi prontamente presa por trás da orelha. Depois, suspirou, frustrada. Só havia uma maneira de lidar com aquela gente, decidiu. Afinal, tinha um irmão desaparecido! Havia tentado ser doce, paciente e compreensiva, sem nada conseguir. Sabia que se fosse coquete, o fracasso seria inevitável.
Estava na hora de agir de verdade!


 

Um Sonho Real

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Uma esposa desejável? 

A doce Minerva Brodwick sabia que Judd Graham seria capaz de tudo para proteger seus filhos... Mas nunca imaginou que ele chegasse a ponto de lhe propor um casamento de conveniência! Abrir seu coração àquelas crianças adoráveis foi muito natural para Minerva... O que ela não esperava era que isso acontecesse também com relação ao próprio Judd Graham. Mas o que poderia fazer, se aquele homem era mesmo irresistível? 
Ao propor um casamento de conveniência, Judd Graham estava certo de sua imunidade com relação aos encantos da futura esposa... Mesmo porque ele havia jurado que jamais entregaria seu coração novamente. Mas a cada momento que flagrava Minerva Brodwick fitando-o com intensidade, Judd sentia-se tentado a torná-la sua esposa de verdade, em todos os sentidos! 

Capítulo Um

— Muito bem... Agora é a minha vez de voar — Minerva Brodwick anunciou ao mundo, enquanto manobrava seu pequeno Fiat para fora da garagem da casa de seu pai.
Pensando melhor, talvez a palavra voar fosse um tanto exagerada para definir sua situação atual, Minerva disse para si, enquanto tomava a direção do centro da cidade, rumo à Agência de Empregos Steffens Placement.
Wanda Steffens, a proprietária da agência, tinha ligado na véspera, para avisar que havia encontrado um bom emprego para ela.
Essa era a notícia que Minerva estava esperando, para dar seu grito de independência.
Um misto de ansiedade e expectativa a dominava, durante o trajeto. Ao chegar à agência, porém, deparou com uma surpresa nada agradável.
— A vaga de professora na Escola Maywood, que eu lhe prometi ontem, infelizmente já foi preenchida — Wanda anunciou, num tom pesaroso.
As palavras atingiram Minerva com o impacto de uma bomba.
— Mas você garantiu que a vaga seria minha.
— Eu sei, querida. Mas a diretora acabou contratando outra pessoa, por conta própria. E nada pude fazer.
Um profundo suspiro brotou do peito de Minerva. Afinal, ela estava contando muito com aquele emprego... Sobretudo porque a Escola Maywood oferecia alojamentos aos professores. Essa era a grande vantagem.
Minerva estava justamente se perguntando o que faria, sem emprego e sem lugar para morar, já que tinha saído da casa paterna, quando Wanda interrompeu-lhe os pensamentos:
— Sei que você está ansiosa para conquistar sua independência. Por isso, pensei em oferecer-lhe isto... — Puxando uma ficha de um arquivo, acrescentou: — Trata-se de um cargo no qual você se sairá muito bem, tenho certeza disso. Além do mais, o empregador oferece alojamento e um salário excelente.
— Alojamento? — Minerva repetiu, tomada por um súbito entusiasmo. Esse fator era essencial para a reviravolta que pretendia dar, em sua vida.
— Isso mesmo — Wanda confirmou. — Não é maravilhoso?
Mas o entusiasmo de Wanda parecia um tanto exagerado, Minerva observou. Num tom cauteloso, indagou:
— Mas o emprego é bom mesmo?
— Sim — Wanda respondeu, desviando os olhos. Em seguida, como se procurasse as palavras exatas para o que tinha a dizer, acrescentou: — Talvez não seja, realmente, um mar de rosas... Mas trata-se de um trabalho digno e bem remunerado. Você poderia ficar com ele, por algum tempo..
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O Amor Aconteceu

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Devia ter sido tão simples!

Tudo o que o arquiteto Sam Bradley pretendia era ir visitar os avós, mas uma nevasca obrigou-o a parar em uma fazenda que mais parecia abandonada. E ele havia acabado de encontrar Jemima e seus cães quando a energia elétrica acabou.
A falta de energia e a neve causaram alguns contratempos divertidos... e outros menos engraçados! Sam não era exatamente um homem do campo, mas era lindo, e sua força naquele momento de dificuldade foi uma verdadeira bênção divina. Foi fácil para Jemima apaixonar-se por ele... Difícil estava sendo resistir àquele desconhecido sedutor!

 Capítulo Um

—Típico! E agora, para onde vou? Sam abriu a janela e uma rajada de neve o atingiu no rosto. Levando as mãos aos olhos, protegeu-os ignorando a dor provocada pelo vento gelado enquanto tentava enxergar a placa.
Inútil. Estava coberta pela neve que, empurrada pela ventania, aderia a todas as superfícies disponíveis... inclusive nele. Mesmo assim, tinha certeza de conhecer o caminho...
Pressionou um botão e a janela se fechou silenciosa, livrando-o do vento ruidoso. Suspirando, limpou a neve que havia ficado grudada em seu suéter. É claro que tinha a opção de sair do carro, mas a alternativa exercia tanto fascínio quando a ideia de rastejar nu por entre arbustos de urtiga. Talvez menos. Aborrecido, olhou através da vidraça para a imensidão branca.
— Pensei que só nevasse no Natal. Estamos em fevereiro! Virou o rosto para a frente. Com o sistema de aquecimento funcionando no máximo e os limpadores de para-brisa no estágio mais acelerado, era possível ver alguma coisa além do vidro... uma espécie de tapete branco que parecia não ter fim.
— Brilhante — resmungou. — Simplesmente brilhante. O rádio do carro buscou automaticamente a estação de notícias local, e teria sobrepujado o moderno CD, mas não havia nenhum som sendo produzido, e por isso ficou sentado e quieto, ouvindo Vivaldi e esperando que a nevasca perdesse intensidade. Meia hora se passou antes que a escuridão chegasse de repente, aumentando a força do vento que continuava transportando os flocos de neve.
— Talvez seja melhor acabar com isso de uma vez — decidiu. Pisou no acelerador lentamente, testando o controle de tração pela primeira vez no solo macio e escorregadio, e para seu alívio o mecanismo pôs o carro em movimento. Podia sentir o sistema automático verificando o poder das rodas, dando a elas a liberdade necessária para gerar movimento sem causar uma derrapagem.
Sam sorriu. Havia comprado um carro com mecanismo de controle de tração porque ficara cansado de atolar nas obras, mas sempre contara com os braços fortes dos operários e dezenas de alavancas para tirá-lo da lama quando necessário.
Mas ali... Ali dependia inteiramente da capacidade do automóvel, e embora ele houvesse passado no teste, pela primeira vez começava a duvidar de que chegaria na casa dos avós naquela noite e inteiro.
Era forçado a seguir em velocidade muito reduzida, porque o vento empurrava a neve contra o para-brisas, reduzindo a velocidade, e a espessa camada gelada que cobria o solo ainda era fofa, impossibilitando um progresso mais rápido. De repente o piso à direita do veículo pareceu mais rígido e ele arriscou pisar no acelerador com mais força.
— Finalmente estamos saindo do lugar!
 
 

Homem de Gelo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Jenny decidiu odiar Richard King pelo resto de sua vida. 

Não podia confiar num homem que ora a agredia com palavras ofensivas, ora a tratava com beijos e carícias. 
Que espécie de homem era ele, afinal? Era um chefe exigente, frio como gelo, cruel a ponto de fazê-la sentir-se apenas uma humilde peça da complicada engrenagem que movia a empresa jornalística onde trabalhavam. 
Fora dali, no entanto... ah, como ele sabia ser gentil e carinhoso, como arrancava gemidos de prazer de seus lábios! 
Nos braços de Richard, Jenny era bem capaz de perder o juízo e entregar-se inteirinha, mesmo que depois tivesse que derramar lágrimas amargas. Era preciso reagir antes que fosse tarde demais!

 Capítulo Um

O clima era agradável em Surfers Paradise, uma espécie de Havaí australiano. Jenny Brevan se bronzeava, estirada sobre uma pequena duna de areia perto de umas palmeiras, numa parte isolada do Pacífico.
Estreava um biquíni de cetim cor-de-rosa, menor do que qualquer outro que já usara. Por isso, procurara um lugar afastado, para ficar longe dos olhares curiosos dos banhistas. Sentada na areia com suas longas e belas pernas estendidas, ela contemplava a paisagem, enquanto pensava em como era bom ter apenas vinte e três anos e sentir-se cheia de vida.
Preparava-se para passar mais um pouco de loção na pele avermelhada, quando um cachorrão peludo apareceu, espalhando areia por todos os lados. Atirou-se sobre suas pernas e entregou-lhe uma bermuda de homem.
Jenny enxotou-o, pegou a bermuda e levantou-se para sacudir a areia que havia caído sobre a toalha. Vendo isso, o cachorro deitou-se a seu lado, aguardando o agradecimento pelo presente que lhe trouxera.
Irônica, ela sorriu e ergueu a bermuda, dizendo:
— Obrigada. Era exatamente o que eu precisava. — E deu um tapinha nas costas do animal.
De repente, uma sombra a encobriu e uma voz masculina bradou:
— Bonito! Por que não dá um osso ao seu vira-lata?
Com as sobrancelhas franzidas, Jenny virou-se para encaná-lo. Era um homem alto, bronzeado, de cabelos castanhos e ondulados. Estava com um calção de banho branco o uma camisa azul, desabotoada até a altura do peito. Possuía traços fortes e olhos azuis bem penetrantes. Parecia furioso.
Lentamente, ela se levantou, parando com os pés afastados e as mãos nos quadris, pronta para se defender. Como era jornalista do Sun, tinha muita facilidade em usar as palavras. Na verdade, possuía um vasto vocabulário. Só não respondera de imediato àquela agressão, porque queria escolher a melhor resposta.
Quando estava pronta para falar, o homem se agachou e puxou a toalha por sob o cachorro, fazendo o animal sair correndo, com o rabo entre as pernas.
Ficando em pé novamente, ele deu um nó na toalha e resmungou:
— Pessoas como você deviam ser proibidas de trazer animais à praia. Enquanto se tosta ao sol, seu vira-lata fica por aí, roubando a roupa dos outros!
Ele embolou a toalha e arremessou-a contra o cão, como se fosse uma bola de basquete. Acertou-o de leve, fazendo com que o animal fugisse ganindo. Pegou a bermuda e sacudiu-a para tirar a areia. Olhou para Jenny, ainda boquiaberta, e comentou com ironia:
— Você devia tomar mais cuidado com o bronzeado, ou estas partes brancas vão ficar muito queimadas.
Pela primeira vez, ele pareceu sorrir, ao apreciar a beleza daquela moça com um biquíni tão pequeno.




Inferno e Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Mary entregou àquele homem casado seu amor, sua vida! 

"Não confio em mim mesmo quando estou com você, Mary." 
D. A. McCormack beijou Mary com avidez, enquanto sua mão se insinuava por baixo da blusa, à procura da pele quente e macia, fremente de desejo. Mas ele era um homem marcado pelo sofrimento e há muito pouco tempo havia saído de seu desastroso casamento com Sarah, a leviana e sensual Sarah... 
De repente, porém, lutar contra seus instintos e a paixão que o empurrava para Mary lhe pareceu terrivelmente difícil, inútil, impossível!

Capítulo Um

 — Até logo, mamãe — Mary Russell gritou por cima do ombro, puxando a trança de cabelos castanhos para o lado e colocando um capuz de lã azul, para proteger as orelhas do vento frio, característico do mês de abril. — Tomara que a sua ideia dê certo.
Calçando as luvas, ela abriu a porta, desceu os quatro degraus que levavam ao pátio do rancho e correu para o estábulo, os pés protegidos por botas que faziam um barulhinho agradável no chão. Rapidamente, selou sua égua Apaloosa e estava na estrada antes que o pai e os quatro irmãos terminassem o café da manhã e aparecessem. Não queria ouvir as provocações deles naquela manhã. Durante treze anos eles haviam brincado com ela, chamando-a de pigmeu da família, caçoando de seus enormes olhos castanhos e pernas e braços magros é compridos.
Que importância tinha o fato de ainda não ter um metro e setenta? Um dia cresceria, com toda a certeza. Toda a sua família não era alta?
Estava com um sério problema aquele mês, e a recusa do pai em ajudá-la tornava-o maior. Talvez os McCormack, que viviam no rancho vizinho, pudessem ajudá-la. Seu tempo estava acabando; os pintinhos chegariam em sete dias.
Meia hora depois, Mary desceu do cavalo e amarrou-o na trave própria para isso, junto à casa de troncos dos McCormack. Bateu na porta da frente e foi atendida por uma mulher atraente, de quarenta e poucos anos.
— Entre — Sammy McCormack disse. — Sua mãe me telefonou, avisando que você vinha. David está admirando os novos bichinhos de estimação, mas logo estará aqui.
— Obrigada — replicou Mary, tirando o gorro, as luvas e o casaco grosso.
— Vamos para a cozinha, lá é mais quentinho.
Seguindo a outra, Mary perguntou-se se algum dia seria tão alta e atraente quanto Sammy McCormack. Sammy não tinha mais que um metro e setenta, mas possuía uma figura esbelta e elegante, muito diferente do corpo "forte" que a maioria das amigas de sua mãe ostentava.
— O que quer tomar, Mary? Chá, leite ou suco de laranja?
— Chá, obrigada. — Vendo um enorme gato preto e branco sobre uma cadeira, Mary lembrou-se do comentário de Sammy e perguntou: — Que novos animais de estimação vocês têm? Cachorros? Ou outros gatinhos para fazerem companhia ao Duke?
— Duke se ajustou tão bem a seu novo lar! — Com um copo de chá nas mãos, Sammy voltou para junto de Mary e as duas sentaram-se à mesa. — Acho que ele gosta daqui tanto quanto eu, Mary.
Mary sentiu-se contagiada pelo ar animado e feliz da outra.
— Você faz com que eu me sinta bem, só de entrar na sua casa, Sammy. Você... você está sempre sorrindo. É muito feliz, não é?
— Muito.
— Por ter se casado...

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Princesa Temporaria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real








Quando o príncipe Vincenzo D’Agostino é obrigado a se casar, só quer uma esposa: aquela que o traíra anos atrás, Glory Monaghan. 

Ela quase foi destruída por Vincenzo no passado... E vai ter de aceitar o pedido para ajudar a família. Mas a obrigação vai se transformar em um prazer indescritível!



Capítulo Um

Atualmente
Vincenzo Arsenio D’Agostino olhou para seu rei e chegou à única conclusão lógica: o homem havia perdido o juízo.
Deveria ser em função da pressão de ter de governar Castaldini ao mesmo tempo em que geria seu império de bilhões de dólares. Além de ser o marido e pai mais amoroso e dedicado do planeta. Nenhum homem poderia resistir a tudo isso com as faculdades mentais intactas.
Essa devia ser a explicação para o que ele acabara de dizer.
Ferruccio Selvaggio-D’agostino, c rei bastardo, como seus opositores o chamava, já que era um D’Agostino ilegítimo, torceu os lábios.
— Erga seu queixo do chão, Vincenzo. E não, não estou louco. Arrume. Uma. Esposa. O mais rápido possível.
Dio. Ele dissera de novo.
Desta vez Vincenzo se viu repetindo as palavras do rei.
— Arrumar uma esposa.
Ferruccio assentiu.
— O mais rápido possível.
— Pare de dizer isso.
— Tem apenas a si mesmo para culpar pela pressa. Eu precisava de você nesse trabalho há anos, mas a cada vez que o levava ao conselho eles quase tinham um ataque de apoplexia. Até mesmo Leandro e Durante estremeciam quando seu nome era mencionado. A imagem de playboy que diligentemente cultivou agora é tão notória que as colunas de fofocas começaram a perder o interesse por ela. E essa imagem não vai ajudar em nada nos grupos em que preciso que você atue.
— Essa imagem não o prejudicou. Basta olhar onde está hoje. O governante de um dos reinos mais conservadores do mundo, com a mulher mais pura da face da Terra como sua rainha.
— Eu só era conhecido como o “Temível Homem de Ferro”, em referência ao meu nome e reputação nos negócios. Minhas comentadas... Aventuras amorosas era um exagero. Eu não tinha tempo para mulheres enquanto galgava meu caminho da sarjeta ao topo. E me apaixonei por Clarissa seis anos antes de fazê-la minha. Mas a sua notoriedade como um dos maiores mulherengos do mundo não vai ajudar quando se tornar o representante de Castaldini junto às Nações Unidas. Precisa limpar sua imagem e obter alguma credibilidade para afastar o mau cheiro dos escândalos que pairam em torno de você.
Vincenzo fez uma careta.
— Se isso está lhe tirando o sono, vou tentar dar um jeito nas coisas. Mas certamente não vou arrumar uma esposa para apaziguar alguns fósseis políticos, também conhecidos como seus conselhos. Vocês estão todos com inveja por não poder ter o meu estilo de vida.
Ferruccio lançou lhe um olhar, um que o fazia se sentir oco por dentro, com vontade de dar um soco no rosto bem-disposto do rei.
— Quando estiver representando Castaldini, Vincenzo, quero a mídia cobrindo apenas os seus feitos em nome do reino, e não as plásticas de suas amantes ou os comentários delas sobre você, após as trocar por modelos diferentes. Uma esposa mostrará ao mundo que seu comportamento mudou e manterá as notícias focadas no trabalho importante que vai desempenhar.
Vincenzo sacudiu a cabeça em descrença.
— Dio! Quando se tornou tão maçante e retrógrado, Ferruccio?
— Se você se refere a quando me tornei um defensor da vida matrimonial e familiar, onde estiveram nos últimos quatro anos? Sou um ferrenho defensor de ambos. E está na hora de eu fazer o favor de empurrá-lo para esse caminho.
— Que caminho? O do “feliz para sempre”? 






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida