terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Contratada por Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Lençóis de Seda






Agindo por impulso, Kate Fielding permitiu-se uma noite de puro prazer com um desconhecido. 


Contudo, passou a ser assombrada por suas ações quando descobriu que o amante misterioso era seu novo chefe, Damon Gillespie. Ainda que mortificada, Kate é escolhida para acompanhá-lo em uma viagem de negócios a Bali, onde ficam hospedados em um luxuoso resort. 
Ela quer provar para Damon que é capaz de agir com profissionalismo, mas dez noites escaldantes ao lado desse chefe bad boy irão derreter a determinação de Kate, até ela se render outra vez ao desejo...

Capítulo Um

— Um preservativo? Kate olhou a bolsinha de organza que a virgem vestal — a noiva — enrolara em seu dedo como se o objeto fosse explodir.
Ignorou os sorrisinhos falsos das amigas solteiras bem-humoradas, mas sua mão livre se fechou agarrando a saia do traje de dança do ventre. Insinuações sexuais não faziam seu gênero. Como a certinha Kate Fielding passaria o resto da noite com um preservativo na mão? Mesmo disfarçado em sachê de lavanda.
Por sorte, grande parte do rosto estava encoberto pelo véu, pois sentia o rubor aflorar. — É, hummm, eu...
— Vá à luta — disse Sheri-Lee. — Só se vive uma vez.
Enquanto Kate permanecia muda, Sheri tirou o objeto das mãos de Kate e o escondeu no cós da saia da amiga.
— Solteira até segunda ordem; até encontrar o Príncipe Encantado. — Um coro de risadas explodiu como se a ideia fosse absurda. Kate ficou magoada. E constrangida. Seria a única com mais de 21 anos?
— Obrigada. Acho... — Uma risada estrangulada escapou e ela olhou para a porta. Algumas das meninas tinham ido para uma sala privada em busca de companhia masculina. Fugir. Antes que alguém mais mencionasse sua triste vida. — Desculpe, eu preciso... — Deu uma pausa para respirar. A roupa tilintou ao esgueirar-se entre uma guerreira amazona, uma Cleópatra e uma versão de espiã russa dos anos 1960.
Suspirou no ar frio. A meia luz propiciava uma atmosfera íntima ao estranho e minúsculo pub no subúrbio de Paddington, em Sydney, a pouca distância do escritório de Kate. Tomou um gole do champanhe há mais de uma hora em sua mão, olhando os retratos antigos do pub. Entretanto, não os enxergava, pois pensava no ex-noivo.
Toda despedida de solteira trazia tristes recordações. A essa altura já devia estar casada e com filhos. Rosa, sua irmã bem mais moça, acabaria se casando antes dela. Por culpa de Nick. Não pensaria em Nick. Nem no fato de ter sido traída depois de ter lhe dado três anos de sua vida. Três preciosos anos, suficientes para três gestações. Sentia-se feliz por Rosa ter encontrado o verdadeiro amor.
E daí se tinha completado 30 anos no mês passado e em breve seria tachada de solteirona? Desde que Nick a abandonara, nunca se desviara do caminho traçado. Por opção e sem arrependimento. Mas o preservativo na bolsinha de organza a fez lembrar-se de outros tempos... Droga...
Série Lençóis de Seda
1- Contratada por Prazer
2- Contratada por Desejo
Série Concluída

Contratada por Prazer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Lençóis de Seda









Atraída pelo chefe!

Desde o momento em que Beth Walker e Aidan Voss, seu novo chefe alto, moreno e musculoso, ficam frente a frente, não conseguem tirar os olhos um do outro. O poderoso CEO tem apenas uma regra nos negócios: manter a vida pessoal fora do escritório. Beth seria a exceção? Aidan não podia oferecer nada além de um caso passageiro... e muito quente. Mas ele é um mestre da sedução, e Beth está no topo de sua lista de conquistas.

Capítulo Um

Bethany Walker mostrou a língua para sua imagem refletida no enorme espelho que ia do chão ao teto.
— Estou horrorosa.
Sua prima Lana fez uma careta e disse: — Eu vou promovê-la oficialmente a Princesa das Nerds.
— Eu estou mesmo parecendo uma nerd, certo?
Lana, que era a Rainha das Nerds, estava adorando a situação. Ela endireitou os óculos fundo de garrafa no nariz e ficou olhando para Beth, que tinha os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo.
— Você está perfeita para uma guia de museu. Vai se encaixar lá direitinho, não se preocupe.
Beth empinou o nariz enquanto arrumava o tecido de algodão branco da sua blusa perfeitamente passada. — Como você consegue usar essas roupas tão horríveis?
Lana ergueu uma das sobrancelhas e deu uma olhada nas roupas que Beth deixara caídas pelo chão. — Eu poderia lhe fazer a mesma pergunta...
— Touché! Touché!
Beth sorriu, eternamente grata pelo relacionamento próximo que compartilhava com a prima. Desde o primeiro momento em que as duas se aproximaram, com Beth arrancando uma boneca das mãos de Lana, a amizade entre as duas nunca ficou abalada. — Existe algo mais que eu deva saber? Alguma dica de última hora? Alguma instrução? Alguma forma de deixar a população de Melbourne completamente entediada enquanto vagueia pelo museu?
Lana moveu os cantos da boca. — Só mais uma coisa...
— O quê?
Ela não estava gostando nada do brilho nos olhos da prima, que deixava claro que a tarefa de transformar um antigo cisne em um completo patinho feio ainda não chegara ao fim.
— Aqui — disse Lana, abrindo uma gaveta da sua cômoda e se aproximando da prima. — Você precisa disso para completar o seu look.
Beth sentiu um nó no estômago ao ver o par de óculos mais feio da sua vida. Fazendo que não com a cabeça, ela ergueu os braços, protestando. — Não! Não! De jeito nenhum! Será que já não é suficiente? Você me vestiu, me penteou, maquiou... você me transformou em um clone de si mesma. Agora você quer que eu use isso?
Lana insistiu: — Eu sei... só estou brincando. No entanto, já me disseram que este tipo de óculos é a última moda entre as guias de museu mais descoladas da cidade.
— Eu posso imaginar.
Beth rolou os olhos, sorrindo e olhando para os horríveis óculos pretos, ignorando o coro que repetia “quatro olhos, quatro olhos!” bem no fundo da sua mente. Se ela odiava o fato de ter sido um gênio quando criança, odiava ainda mais o fato de usar óculos, além de odiar as lembranças que insistiam em não sair de sua mente. Tanto que, os 16 anos, cansada de tantos apelidos, resolvera procurar um emprego de meia jornada e comprara suas primeiras lentes de contato.
Quanto ao velho ditado de que os meninos não namoravam meninas que usavam óculos, no caso dela fora certeiro. Aliás, aproveitando a compra das lentes de contato, ela resolvera transformar seu look comportado em um look de femme fatale, e nunca mais voltara atrás.
— Você tem certeza? Isso completaria o seu novo visual.
Lana deu um passo atrás, cruzou os braços e ficou admirando o seu trabalho, enquanto Beth se sentia a verdadeira noiva do Frankestein, com aqueles sapatos horríveis e aquelas roupas ainda mais horrorosas.
— Você sabe que eu não vou usar essas coisas para sempre, certo? Estou fazendo isso apenas para animá-la um pouco.
— Sim, eu sei. Aliás, é bem provável que você chegue ao museu de helicóptero, certo?
— Boa ideia...
Lana sorriu. — Por que eu resolvi tentar conseguir essa entrevista para você?
Beth arrancou as roupas da prima do corpo e voltou a vestir as suas. Depois guardou-as no armário repleto de coisas horríveis de sua prima, fechando-o com força. Não queria voltar a olhar para nada daquilo. — Porque você acha que eu sou a melhor de todas. Porque meu sangue é mais azul. E por mais alguma outra besteira desse tipo.
Lana ficou mexendo os lábios, com uma expressão de paciência no rosto que lhe era característica.
— Sendo assim, o que você vai vestir?
A imagem do novo David Lawrence passou por sua cabeça...
— Eu comprei um lindo terninho. Eu, vestindo um terninho! Você acredita numa coisa dessas?

Série Lençóis de Seda
1- Contratada por Prazer
2- Contratada por Desejo

Pare o Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






"Se alguém tiver algum impedimento, diga agora, ou cale-se para sempre!"

Nada faria Rob Emory desistir da mulher que amava sem lutar muito. Nada! Embora ele nunca tivesse oficializado o seu namoro com Jenny Landon, todos sabiam que tinham nascido um para o outro. Todos. Mas, pelo jeito, menos Jenny!
Jenny não podia contar a ninguém por que decidira se casar com um homem que não amava. Porém, conforme o tempo passava, se tornava mais difícil esconder a verdade de Rob...

Capítulo Um

Prólogo

Fazenda Landon, nas proximidades da cidade de Layton, Texas.
Dentro de poucos minutos, a mulher que ele amava iria se tornar a esposa de outro homem. E não existia nada que pudesse fazer para mudar essa situação desesperadora.
Rob Emory, do alto de uma colina, observava a fazenda Landon e tinha uma visão geral do que acontecia lá embaixo.
Os convidados, usando suas melhores roupas, conversavam em grupos e bebiam champanhe. As inúmeras cadeiras, colocadas em frente a um altar improvisado, logo estariam ocupadas e a cerimônia iria se iniciar.
O noivo e o padre ficariam sob aquela cobertura de flores no final daquele corredor entre as cadeiras e então... Jenny apareceria.
Sentindo toda a tensão de Rob, o cavalo empinou. Ele, com muito custo, controlou o animal. Tudo o que poderia fazer quando Jenny aparecesse era descer aquela colina e tirar a mulher que amava de lá.
A única coisa que o impedia de tornar realidade aquele pensamento maluco era o fato de saber que Jenny nunca o perdoaria. Poderia tirá-la de lá à força, mas isso não seria uma grande vitória, nem o deixaria satisfeito. Queria Jenny inteira, de corpo e alma. Queria tudo o que Jenny sempre fora. E existiam coisas que não podiam ser tomadas à força; elas precisavam ser oferecidas livremente.
Rob, então, fez a única coisa possível. Esperou. Esperou e contou os segundos, lutando contra a ideia absurda de que talvez, vendo-o ali na colina, Jenny mudasse de ideia.
Aos poucos, Rob não via mais os convidados. Imagens do passado povoaram-lhe a mente.
Tudo começara no dia em que Jenny, recém-chegada da universidade, fora à cerimônia de casamento do irmão de Rob.









Casamento de Conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Empresário de Chicago: 38 anos, rico, boa aparência, procura esposa de 25 a 35 anos.

Jordan Prentiss, presidente da BabyLove Foods, trabalhava duro, mas divertia-se com a mesma disposição. Os diretores da empresa estavam fartos da notoriedade de sua vida amorosa. Quando Jordan jurou estar casado com seu trabalho, recebeu apenas olhares frios e indignados e soube que teria de casar-se realmente ou perderia a presidência. 

A consultora matrimonial Elise Sinclair foi contratada por Prentiss para organizar seu casamento, mas ainda não havia uma noiva. Um toque daquelas mãos e, Elise soube que, se existia uma noiva perfeita para Jordan, essa mulher era ela! Mas como transformá-lo no perfeito noivo romântico?

Capítulo Um

— Você podia tentar sair com uma mulher por mais de dois meses — Pete Stockton comentou.
A edição dominical do Chicago Tribune estava sobre a mesa, aberta na página social. Sentado em sua cadeira de couro, Jordan Prentiss olhava para a foto dele mesmo e de sua companhia num evento de caridade.
Quando o assistente falou, Jordan encarou-o surpreso, como se houvesse se esquecido de que Pete estava na sala.
— Saí com diversas mulheres por mais tempo — indicou.
Pete sorriu e balançou a cabeça.
— Não saí? — Jordan perguntou.
— Não.
— E quanto a Clarise Sheppard?
— Sete semanas.
— Pareceram anos. — Ele franziu a testa, erguendo o jornal para ler o artigo sob a foto:
Jordan Prentiss, solteiro convicto, e sua atual acompanhante, Alicia DuMont, na inauguração da ala ortopédica do Hospital Infantil Memorial. Prentiss e sua empresa, a BabyLove Alimentos Infantis, foram os maiores contribuintes do projeto.
— Isso não é bom, é? — Perguntou; os olhos voltando ao retrato.
O tom retórico de sua colocação não solicitava nenhuma resposta do assistente.
Quanto se tratava de negócios, Jordan raramente aceitava conselhos ou opiniões.
Prentiss tem a misteriosa habilidade de examinar uma situação em um segundo e integrar uma estratégia de negócios completa e refinada no instante seguinte. Solitário por natureza, ele comanda sua companhia com absoluta autoridade, mantendo uma distância reservada da equipe administrativa. Suas táticas comerciais são frias e competentes, e inegavelmente brilhantes.
Quando os jornalistas não estavam discutindo sua vida particular nas páginas sociais, repórteres especializados em negócios dissecavam sua vida profissional. Jordan assumira a presidência da BabyLove quatro anos antes e, aos trinta e quatro anos, tornara-se o mais jovem executivo da indústria alimentícia. A imprensa especializada o qualificara como um tipo expressivo e acompanhara com interesse sua trajetória na empresa familiar. Um ano antes, os colunistas sociais o denominaram o solteiro mais cobiçado de Chicago. Apesar de tudo, Jordan acreditava ter conseguido manter a vida privada absolutamente separada da profissional. Até hoje.
As notícias haviam chegado aos ouvidos dos fofoqueiros do escritório e terminaram sobre sua mesa, na forma de um relatório de páginas preparado por Pete.
— Tem certeza de que suas informações são corretas? — Jordan perguntou, analisando o relatório.
— Se não tivesse, não as teria trazido até aqui. Seu primo está tentando chegar ao controle da BabyLove e conseguiu conquistar o apoio de alguns diretores influentes. Ele tem até a próxima reunião de diretoria para expor seu caso, e estamos a apenas três meses da data. Edward pode não ter muito senso comercial, mas sabe como explorar uma situação. Ele convenceu os diretores de que, como solteiro, você não tem condições de representar a imagem familiar que a BabyLove precisa ter para conquistar o público. O interesse da mídia por seu estado civil não tem ajudado muito. Afinal, você foi fotografado com seis mulheres diferentes em poucos meses.
Jordan levantou-se e foi até a janela, de onde podia ver o trânsito congestionado de Chicago de um ponto privilegiado, vinte e três andares acima da Michigan Avenue.
— Eles acham que Edward seria um bom presidente, só porque é casado e pai de quatro filhos — comentou sem emoção. — Esta companhia estava à beira da falência quando eu assumi o comando. Só preciso de mais quatro anos, e juro que seremos os únicos donos do mercado de alimentos infantis. Fui eu quem salvou esta empresa, não Edward.
— Como? Intimidando a diretoria para que fizessem as coisas a sua maneira. Eles são conservadores, Jordan, e nunca aprovaram suas ideias progressistas sobre a administração da BabyLove. Você os convenceu a expandir os negócios brutalmente, e todos estão amedrontados. Edward seria um presidente muito mais maleável.
— Edward fracassaria em menos de um ano, e levaria com ele a companhia fundada por meu avô. E quando isso acontecer, a diretoria poderá indicar alguém estranho à família. A BabyLove sempre foi comandada por um Prentiss, e não permitirei que isso mude. — Calmo, voltou para sua mesa, dobrou o jornal e jogou-o no cesto de lixo. — O que sugere?

O Amor não se Compra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Fazia pouco tempo que Jane conhecia Guy Rexford quando ele a pediu em casamento. 


Era rico, bem-sucedido e bonito, e Jane não tinha nenhuma dúvida de que o amava profundamente. Por isso, mesmo sabendo que ele não a amava, decidiu aceitar. Mas por que então Guy desejava o casamento? Seria de fato para assumir o controle na empresa de seu pai? 
Mesmo que Jane descobrisse as respostas para todas as suas perguntas, ainda restaria uma: teria ela, algum dia, o amor de Guy?

Capítulo Um

Era óbvio que não ficara bom. No momento em que chegou ao topo da ampla e curva escadaria e olhou para baixo, Jane pestanejou várias vezes, como se tivesse saído do escuro do cinema para uma tarde de sol. O imenso hall quadrado estava tão iluminado quanto o saguão de um teatro de ópera, e o efeito não era dos mais agradáveis. Ela parou no último degrau da escada, com a mão pousada no corrimão, e uma expressão de desconsolo no rosto. Suspirou longamente.
Wendy Garston entrou no hall com um estalido de saltos altos que soava de maneira estranha para Jane. Ela sorriu para a filha.
— Está pronta, querida?
— Sim, mamãe. Já estou descendo.
— O que acha? — perguntou Wendy, relutante.
Jane levou as duas mãos à orelha e ajustou o delicado brinco de safira, antes de responder.
— Bem... é difícil ter uma ideia, aqui de cima.
— Mas está mais claro, não está?
— Ah, sim, mamãe — afirmou Jane, em tom confortador. — Muito mais.
Ela começou a descer os degraus largos e curvos, pisando cautelosamente com as sandálias azul-marinho e prata no carpete vermelho-escuro, o olhar transfixo na cena, embaixo. Talvez o efeito fosse outro, olhando de baixo; talvez as lâmpadas fortes que sua mãe encomendara para substituir as antigas, e que Jane passara a manhã inteira instalando, não criassem um efeito tão brilhante, para quem estivesse no hall; talvez parecessem claras, alegres e acolhedoras, como sua mãe imaginara.
Mas não pareciam. Eram frias e ofuscantes, banhando de maneira quase cruel o fino piso de mármore.
— A claridade era tão mortiça, antes... — lembrou Wendy, numa tentativa de consolar-se.
— Lá isso, era — concordou Jane, séria. Mãe e filha se entreolharam por alguns segundos e explodiram simultaneamente numa gargalhada.
— Ora, não tem importância — Wendy deu de ombros. — A intenção foi boa. Além do mais, ninguém vai prestar muita atenção na casa. Terão olhos somente para você, querida. Você está linda.
Jane rodopiou no hall, sob o olhar aprovador da mãe. O vestido cinturado de seda azul-marinho amoldava-se ao corpo esguio com perfeição, a saia balançando graciosamente, refletindo a luz com seus fios prateados, conforme ela se movia.
— Será que papai vai achar decotado demais? — indagou Jane, apreensiva, colando o queixo ao pescoço para avaliar a extensão do decote.
— Oh, talvez... Mas não se preocupe. Não está indecente, ao contrário, está muito bonito.
Jane fez uma careta.
— Todos eles já estiveram aqui tantas vezes que não vão prestar atenção nem nas lâmpadas, nem em mim.
— Nem todos já estiveram aqui — corrigiu Wendy. — Virá aquele cavalheiro que jantou conosco no clube de campo, na semana passada. Acho que seu pai quer impressioná-lo bem. Precisamos dar um jeito para que você fique perto dele.
Jane sorriu, divertida.
— Se ele colocar os óculos vou respirar fundo várias vezes — Ela fez uma demonstração, antes de acrescentar, em tom de provocação: — Ainda bem que prendi meu cabelo. Assim, nada poderá atrapalhar a visão!

Amantes em Fuga

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




A bela princesa Cassandra levava uma existência de conto de fadas no Reino de Moritânia. 


Seus dias eram passados entre seus hobbies equestres e festas glamourosas, acompanhada por uma série de elegíveis cavaleiros.
A vida de Paul Phillips foi mais como um filme de aventura cheia de ação. Ele era um ex-espião, mais familiarizado com balas e carros velozes do que com champanhe e caviar.
Quando seus mundos colidiram, faíscas voaram. Viajando pela Europa juntos, fugindo de seus respectivos passados, eles aprenderam que, por vezes, os sonhos realmente se tornam realidade.

Capítulo Um

Quando Paul Phillips a viu, já era quase tarde demais.
Chovia muito. O manto negro da noite cobria a beleza dos Alpes. O limpador de pára-brisa do Porsche preto pas­seava de um lado para outro numa dança hipnótica. O fa­cho de luz dos faróis iluminava com timidez a deslumbrante paisagem da região campestre.
Paul tamborilava os dedos no volante enquanto dirigia, acompanhando o ritmo da música que tocava no rádio. Teria uma longa noite pela frente, por isso precisava manter os olhos bem abertos e a atenção voltada para a estrada, que estava praticamente deserta. Só mais alguns dias e pode­ria, finalmente, voltar para casa.
Pela primeira vez em quinze anos, conseguia dirigir tranquilamente, sem pressa. Não havia ninguém para perseguir nem ninguém seguindo seu rastro. Deu a última tragada no cigarro, apagando-o no cinzeiro já cheio de cinza. Em se­guida, diminuiu a marcha ao aproximar-se de um cru­zamento.
Se tivesse demorado uma fração de segundos a mais, te­ria atropelado aquela mulher! Ela surgira tão repentinamen­te da escuridão que mal teve tempo de desviar. Mal refeito do susto, Paul fitou o rosto pálido e os cabelos castanhos que balançavam com o vento, o vestido branco parecia querer levantar voo diante dos faróis. Ele deixou escapar um grito rouco, que foi abafado por um trovão.
Não estava bem certo de tê-la atingido. Verificou pelo espelho retrovisor e, para sua surpresa, a mulher havia desaparecido como por encanto. Cautelosamente, estacionou o carro no acostamento e desligou o motor. Com os refle­xos apurados pelos longos anos de prática, procurou pelo revólver no porta-luvas.
Não o encontrou. Era seu primeiro dia sem uma arma, e esquecera-se desse detalhe. O coração batia descompas­sado em seu peito. Esforçando-se para manter a calma, Paul abriu a porta e correu até a frente do carro.
Aqueles quinze anos o tinham ensinado a não se arris­car; podia ser um truque! Passando os dedos pelos cabelos já encharcados pela chuva, afastou-os da testa.
No momento em que a avistou, Paul teve certeza de que não era uma armadilha. Ninguém seria capaz de fingir ta­manho pavor. Nem mesmo um ator de muito talento con­seguiria arregalar os olhos daquela maneira, muito menos soluçar tão compulsivamente. Aquela mulher estava em pânico!
Aproximou-se dela, estendendo a mão para tocá-la. A mo­ça, entretanto, levantou-se como por instinto, dando um passo para trás. Balançando a cabeça para os lados, ela man­tinha as mãos estendidas diante do corpo: era um aviso pa­ra Paul manter-se a distância.
— Calma, calma… está tudo bem… não vou te machu­car! — Ele murmurou em voz baixa, no mesmo tom com que costumava falar com seus cavalos.
Havia algo naquele rosto delicado, naqueles olhos casta­nhos, que despertou dentro dele emoções há muito ador­mecidas. Só então percebeu que a jovem não vestia nada além de uma fina combinação de seda, tão ensopada que não oferecia a menor proteção contra o vento frio e cor­tante. Os pés descalços permaneciam colados ao asfalto.
Paul surpreendeu-se com a dor irracional que invadiu seu peito diante daquela frágil, assustada e desprotegida figura feminina.
— Será que machuquei você? — Indagou, finalmente conseguindo tocá-la.
A voz suave do estranho pareceu acalmá-la, embora o toque da mão masculina a fizesse encolher-se. Ela, entre­tanto, não fugiu.
Ao sentir a pele gelada da moça, ele imediatamente tirou a jaqueta e colocou-a sobre seus ombros.
— Pronto! — Exclamou satisfeito. — Isso vai aquecê-la um pouco. Como veio parar aqui?

O Despertar do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Paula sabia que estava sendo observada do alto do morro por aquele desconhecido montado a cavalo. 


Bastava um leve movimento de cabeça para vê-lo, a silhueta recortada contra o céu sempre azul da Califórnia e a face sombreada pelo chapéu de abas largas. Todos os dias ele ficava no mesmo lugar, olhando-a daquela maneira fixa que tanto a inquietava. 
Quem seria? Por que se comportava de um modo tão estranho? “Intrometido” murmurou, aborrecida, voltando-lhe as costas para retomar a escavação. Fosse quem fosse; não demonstraria o quanto ele a atraía. Ainda não havia nascido o homem capaz de conquistar Paula Baker!

Capítulo Um

Paula sabia que estava sendo observada do alto do morro por aquele estranho homem montado a cavalo.
Bastava um leve movimento de cabeça para vê-lo lá, a silhueta recortada contra o céu sempre azul da Califórnia e a face sombreada pelo chapéu de abas largas. Todos os dias ele ficava no mesmo lugar, olhando-a daquela maneira fixa que tanto a incomodava.
— Intrometido — Paula murmurou, voltando-lhe as costas para retomar a escavação no chão duro que cobria as ruínas da casa.
Uma mecha dos cabelos loiros e queimados pelo sol soltou-se do rabo-de-cavalo e veio cair-lhe no rosto afogueado pela irri­tação e pelo esforço excessivo que despendia naquela atividade cansativa.
Como sempre, nas escavações arqueológicas em que trabalha­va; Paula não usava chapéu — calça jeans, camisa de algodão e fortes botas de couro eram tudo o que precisava. Os óculos de sol, que tanto poderiam ajudá-la, não se mantinham no gracioso nariz arrebitado, perolado de suor; por isso tivera de dispen­sá-lo.
Restavam apenas nove dias das três semanas que conseguira para realizar as escavações e mapear o casarão que ali se ergue­ra outrora. Contratada como chefe de Pesquisa, aquele não era o primeiro trabalho de Paula, cujas responsabilidades às vezes colocavam em risco sua própria vida.
Mesmo assim, jamais dei­xara de cumprir com os compromissos assumidos. Mas agora, fazendo um balanço das possibilidades reais, tinha de admitir que não conseguiria terminar o trabalho no tempo previsto: o projeto se revelara mais complicado do que aparentemente no início.
A construção fora bem maior do que a maioria das ou­tras que enfeitaram a paisagem do sul da Califórnia nos tem­pos da colonização e, portanto era necessário aumentar a equipe para trabalhar nas escavações.
Ray Turner, o chefe imediato, havia designado três alunos para auxiliá-la, mas somente um deles, Mike Saylor, demons­trava alguma experiência profissional. Mesmo que todos se esfor­çassem ao máximo, o prazo estava se esgotando e jamais conse­guiriam refazer toda a planta, antes que as máquinas de terra­planagem cobrissem as escavações, a fim de preparar o terreno para a construção de condomínios.
A pressão a que vinha sendo submetida tornara-se maior na­queles últimos dias, além da presença daquele homem que lhe observava todos os movimentos.
— Olá, como vão às coisas? — Mike saudou, aproximando-se da vala.
— Devagar demais para o meu gosto — Paula respondeu, enxugando o rosto na manga da camisa. — E o fato de ser vigiada durante todo o tempo não ajuda em nada.
— Ele novamente… Faz muito tempo que está lá?
— Quem sabe? Tenho mais o que fazer; além de prestar atenção a esse intrometido.
Por alguns momentos Mike contemplou a silhueta recortada contra o azul do céu.
— Ele parece o índio Gerônimo, encarapitado naquele cavalo — comentou, com ironia. — Desejaria saber quem é o nosso ilustre desconhecido… Seria o tal de Alex Varela?

Casamento em Hollywood

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Levada pelo amor, Alexandra não desconfiou da intenção que havia por detrás daquele pedido de casamento...

Alexandra Rossini tinha tudo: riqueza, sucesso, beleza... até Max Channing entrar em sua vida, acrescentando algo mais a tudo isso. Conquistando-a com seu charme devastador, Max fez Alexandra se dar conta do vazio que existira dele. Foi então que a surpresa maior aconteceu: Max a pediu em casamento! 

Mas logo Alexandra descobriria que não era exatamente amor o que Max desejava, e sim vingança...

Capítulo Um

A grande mansão estava toda iluminada. Mais uma festa oferecida aos ricos e famosos de Beverly Hills.
A área do estacionamento, diante da casa, encontrava-se cheia de carros luxuosos, denotando o poder e riqueza dos convidados. Mais parecia a própria entrega do Oscar, pensou Alexandra enquanto procurava um lugar para estacionar seu lamborghini vermelho. Pouco depois encontrou uma vaga do lado direito da entrada da mansão. Saiu para o ar quente da noite e esperou que seu acompanhante desse a volta pelo carro.
— Sente-se melhor agora? — Miles Thornton indagou com um sorriso.
— Sim — ela assentiu.
— Bem, sua aparência está ótima. — Os olhos verdes percorreram-na de alto a baixo. — Embora tenha perdido um pouco de peso de um tempo para cá — acrescentou.
— Meu pai ficará satisfeito. Está sempre dizendo que preciso emagrecer um pouco — Alexandra comentou ainda sorrindo.
— Tolice! Sua silhueta sempre foi perfeita.
Miles não simpatizava muito com o pai de Alexandra. Tratava-se de um homem austero, desnecessariamente rígido com a filha.
— Desse jeito acabará sumindo, Alexi. Gostaria de conseguir convencê-la a tirar umas férias.
Alexandra sorriu para o sócio. Miles era sempre muito protetor com relação a ela. Por vezes, tinha a impressão de que ele era o único que realmente se importava com ela enquanto pessoa.
— Não temos tempo para férias, Miles, e você sabe disso.
— O que sei é que você precisa descansar, Alexi. Tem trabalhado muito ultimamente.
Miles abriu a porta da luxuosa mansão e esperou que Alexandra seguisse na frente.
— É minha culpa que isso esteja acontecendo — continuou ele. — Tenho ficado muito tempo fora, desde que Nancy adoeceu.
— Não diga sandices — ela repreendeu-o. — Sua esposa precisa de sua ajuda e estou me virando muito bem sozinha.
— Você sempre se virou — Miles sorriu. — Mas ainda acho que está sendo muito puxado para você.
Miles voltou a notar a fragilidade de Alexandra, tomado por certo sentimento de culpa. Ela vinha trabalhando demais nas últimas semanas e, para piorar a situação, ocorrera toda aquela publicidade em cima do rompimento entre ela e Martin Steel, um ídolo do cinema.
Alexandra assemelhava-se a uma delicada porcelana, trajando aquele vestido branco em estilo de túnica grega. Os cabelos levemente cacheados, caídos sobre os ombros, de certa forma acentuavam ainda mais sua fragilidade. Aos vinte e oito anos, Alexandra Rossini era uma mulher altamente desejável. Não apenas por sua autêntica beleza clássica, mas também por ser herdeira de uma considerável fortuna. Seu pai, Henri Rossini, era um dos homens mais ricos e influentes de Hollywood.
— Ajudaria muito se você conseguisse se livrar das luzes das câmaras por uma ou duas semanas pelo menos — Miles persistiu.
Alexandra sorriu. — Pense no lado bom de toda essa publicidade, Miles. Quanto mais nos derem atenção, mais pessoas ligarão para a agência, pedindo que redecoremos suas casas.
— Besteira! Elas solicitam nossos serviços porque você é a decoradora de interiores mais talentosa aqui da região.
Alexandra não contestou. Sabia que era muito eficiente no que fazia, mas sabia também que grande parte de seu sucesso se devia à fama do nome que herdara de seu pai.


Além de um Juramento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um lindo sonho desfeito... Do qual Rosie não se esqueceria jamais!

Jack levou Rosie para Londres, na noite anterior ao casamento, recebeu-a com rosas vermelhas e comprou-lhe um magnífico vestido de noiva. Quando ela se admirava diante do espelho, antes da cerimônia, Jack entrou no quarto e colocou-lhe um lindo colar de pérolas no pescoço.
Só então Rosie sentiu-se uma noiva no sentido completo do termo: linda, virginal, sonhadora... Só não fazia ideia de que seu lindo sonho de amor em breve se transformaria em um terrível pesadelo...

Capítulo Um

Não acontecia há dois anos. Antes disso, Rosie quase sempre se flagrava procurando algum vestígio daqueles cabelos escuros em meio à multidão. Então, quando achava que poderia mesmo ser ele, ela simplesmente corria para o lado contrário, com o coração disparado. Não queria ser descoberta.
Mas agora que acontecera novamente, e justo em Dorchester, a surpresa fora grande demais. Felizmente, depois de tanto tempo, sua reação não fora de pânico. De fato, acabou convencendo-se de que não poderia ser Jack naquele carro. Não depois de quatro anos. Ainda mais em Dorchester.
Quando o vira pela primeira vez, ele dirigia seu próprio carro; não era levado por um motorista, em um luxuoso veículo executivo. O carro era um modelo esporte conversível bege. Parara com ímpeto diante da casa de seu pai, levantando uma leve nuvem de poeira.
Rosie estava de joelhos, podando algumas plantas do jardim, quando o carro, ou mais especificamente, seu motorista, entrara em sua vida, naquela quente tarde de julho.
Bastou um breve olhar para aquele rosto atraente, que a observava através do vidro, e seu coração disparara. Aquele era o homem mais bonito que ela era já vira na vida!
Estacionara o carro diante da casa e continuava a fitá-la com aquele olhar penetrante.
Ele ia dizer algo a qualquer instante. Rosie podia sentir isso.
Ela umedeceu os lábios com a língua e limpou a terra das mãos nos bolsos traseiros do jeans. Arrependeu-se logo em seguida, dando-se conta de que o gesto não fora muito educado.
— Oi! — ele cumprimentou-a com animação, saindo do carro.
Trajava calça verde-oliva e uma camisa branca de tecido fino, com mangas dobradas. Seus cabelos eram castanho-escuros, penteados para trás, e a pele, levemente bronzeada, atribuía-lhe uma aparência saudável.
— Oi... — respondeu Rosie, embaraçada, tentando não abaixar a vista para sua camiseta cor-de-rosa e o jeans mais que desbotado.
O homem irradiava elegância por todos os poros, e ela mais parecia a Gata Borralheira. Todavia, não soube dizer por que estava tão preocupada com a opinião dele quanto à sua aparência.
Bem, talvez o problema fosse que, apesar de estar quase com vinte anos, sua aparência ainda era de adolescente. Deixara o colégio de freiras há apenas algumas semanas e sua mente ainda estava envolta por todos aqueles sonhos juvenis sobre rapazes altos e bonitos.
O estranho devia ter quase trinta anos e, provavelmente, fora tratar de algum negócio com seu pai. Ainda assim, Rosie não conseguiu parar de desejar estar sentada em uma cadeira de jardim, trajando um bonito vestido florido, lendo poesia e tomando chá gelado.
— Acho que me perdi... — explicou ele, aproximando-se. — Estou tentando chegar em Dorchester, mas estou apenas dando voltas, sem conseguir encontrar o caminho.
— Ah, Dorchester... — Rosie repetiu pensativa, como se o nome não lhe soasse familiar. — Bem, o caminho é muito fácil. É só virar à esquerda na próxima avenida, andar dois quarteirões e virar à direita. Acho que é a primeira rua, se não contar a que vai para a fazenda Haywards, que nesse caso é sem saída. Sim, então deve ser a segunda. Depois de andar um pouco por ela, bem, mais que um pouco, na verdade, encontrará uma ponte logo depois da estrada que você precisa pegar. Saberá se está no caminho errado se passar por uma igreja; então terá que voltar um pouco.
Ele ergueu as mãos num gesto de rendição.
— Hei, hei, espere um minuto.
— Oh, desculpe! — Rosie sorriu com simpatia. — Falei muito rápido? Não sou a pessoa mais indicada para ensinar trajetos. O problema é que sempre morei aqui e sei instintivamente quais as direções das ruas, sem ter que pensar nelas.
Ele sorriu, exibindo um brilho de divertimento nos olhos azuis.
— Oh, já sei o que fazer! — Rosie exclamou de repente. — Irei com você e lhe mostrarei o caminho. Será bem mais fácil.
Não havia nada demais na oferta, pensou Rosie. Claro que um homem assim não se interessaria por uma garota como ela. Rosie sabia disso; não era completamente inocente. Pelo menos desfrutaria o prazer de passear com um homem atraente em um carro incrível.
— Como voltará depois? — ele perguntou.
— Tomarei um ônibus. De qualquer maneira, preciso ir à cidade, comprar algumas coisas.
— Nunca foi avisada para não aceitar caronas de estranhos? — o indagou, sorrindo.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sedução entre Rivais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Hotel Chatsfield




Na noite de fechar um importante contrato, o estresse toma conta de Orla Kennedy. 


E um drinque ao lado de um sensual desconhecido termina em uma noite de paixão inesquecível. Orla só descobre mais tarde que o amante misterioso é, na verdade, Antonio Chatsfield, seu rival! Não era desejo de Antonio voltar ao Hotel Chatsfield, mas não poderia negar um pedido de ajuda feito por sua irmã. 
Entretanto, ao reencontrar a mulher que tivera em seus braços poucas horas antes, decide negociar outro tipo de fusão.

Capítulo Um

Antonio Chatsfield enviou silenciosas vibrações do tipo “não estou interessado” à bela de cabelo escuro sentada ao bar com o generoso decote, que olhava fixamente.
Tudo nela dava nos nervos dele. Ela era óbvia demais. Perfeita demais. Bem-cuidada demais. Todo aquele lugar era exageradamente bem cuidado. Ele olhou pelo escuro e sensual bar do hotel de sua família em Londres. Durante a última década, ele se acostumara a escombros, ao cheiro do caos, de morte, de pânico.
Ele optara por ir até ali pelos cantos escuros e pela fraca luz, em vez de beber até ficar entorpecido na suíte que chamava de lar atualmente. Ao menos ele era capaz de fazer isso na presença de outras pessoas. Seu terapeuta ficaria feliz.
Ele se esforçara muito para conseguir isso, mas, mesmo naquele instante, a familiar sensação não estava distante o suficiente dele; o terror que costumava dominá-lo em momentos aleatórios, desencadeado por algo simples como um latido ou um barulho alto, retirando-o do presente e o levando ao cataclísmico passado.
Mas a bebida não estava tendo muito efeito naquela noite. Àquela altura, a mulher já perdera o interesse e voltara sua atenção para outro homem, na outra ponta do bar. Antonio os viu trocando olhares e viu o homem pedir outro drinque ao barman.
Mentalmente, ele lhes desejou saúde. Já tivera muitos encontros como aquele no passado. Só não estava no clima no momento. Fazia muito tempo que ele não ficava no clima, preferindo se enterrar no trabalho para evitar o imenso abismo dentro dele, que ele costumava preencher com encontros sem sentido e perigo.
Ele voltara a Londres fazia apenas alguns meses, depois de anos exilado, embora com algumas viagens de volta para casa. Ele voltara porque sua família estava em crise. Seu pai nomeara Christos Giatrakos como diretor-executivo para assumir o comando do negócio da família, uma rede de luxuosos hotéis que fora sinônimo de glamour desde a década de 1920.
A crise era de reputação e poderia danificar a exclusiva marca Chatsfield. Os irmãos mais novos de Antonio, com exceção de sua irmã Lucilla, que lhe imploraram para vir ajudar, pareciam estar todos determinados a se autodestruir em meio a manchetes escandalosas e fotos comprometedoras tiradas por paparazzi. Antonio já passara por seus momentos de autodestruição no passado.
Muito tempo atrás, ele dera as costas para sua herança, sem a menor intenção de assumir novamente o comando, especialmente agora que o autocrático diretor-executivo grego queria que ele utilizasse sua experiência militar e empresarial no cargo de chefe estratégico para orquestrar a ressurreição e expansão da marca Chatsfield.
Porém, sua irmã mais próxima, Lucilla, implorara para que ele reconsiderasse, dizendo que seria o cargo perfeito para derrubar o diretor-executivo. Aparentemente, Giatrakos não sabia que não devia abrir os portões para o inimigo. E a ideia de Lucilla era provar a Giatrakos que eles próprios poderiam restaurar o nome manchado dos Chatsfield assumindo o comando de uma rede de hotéis rival, o Grupo Kennedy, antes da reunião dos acionistas em agosto, provando que não precisavam de alguém de fora da família. Então, Antonio retornara a um lugar que ele teria preferido nunca mais voltar.
Uma conhecida dor cresceu dentro do peito de Antonio quando ele pensou em seus irmãos, em como nenhum deles, inclusive ele, jamais tivera uma oportunidade.
As velhas feridas da rixa feroz que ele tivera com seu pai há mais de dez anos ainda estavam abertas. Fora quando ele se dera conta de que talvez o melhor que ele pudesse fazer por sua família fosse ir embora. Como seu pai fizera questão de lhe lembrar tão frequentemente, Antonio não era o pai de seus irmãos e jamais seria. Sendo assim, seria melhor nem tentar.
Um sorriso tocou a boca de Antonio. Lucilla o conhecia bem. Ela percebia a culpa que ele sentia por ter deixado a família para trás, embora tivesse sido ela quem o urgira a partir. E também percebia sua inquietude. Mas, acima de tudo, ela contava com o senso de responsabilidade dele. Os irmãos tinham sido unidos em torno de um pesado fardo no dia em que a mãe deles fora embora de casa e nunca mais fora vista.
Apesar de todas as outras imagens mentais acumuladas durante a última década, uma mais horrenda do que a outra, Antonio jamais apagaria a de uma adolescente Lucilla segurando a recém-nascida irmã deles nos braços, com lágrimas escorrendo por seu rosto. Antonio, ela foi embora... simplesmente nos deixou. Sozinhos.
Série Hotel Chatsfield
7- Sedução entre Rivais
8- Acordo com um Rebelde - Em Revisão
9- Herdeira Desafiadora - Idem

O Preço da Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Hotel Chatsfield







Franco Chatsfield sempre viveu como bem entendia: ignorando as regras do clã. 


Mas quando o CEO do hotel o incumbe de conquistar uma nova parceria comercial, ele sabe que não pode negar. Fechar contratos nunca foi problema para Franco, mas Holly Purman era difícil de negociação... 
Ela dedicou sua vida à vinícola da família, e não arriscaria o patrimônio. Franco teria seis semanas para provar seu valor. Entretanto, a proximidade provoca um desejo arrebatador. E não demora para a sociedade se transformar em uma grande paixão.

Capítulo Um

— Seja boazinha com ele, Holly.
Holly Purman sorriu com sua expressão mais inocente, a que ela reservava para quando seu avô lhe pedia algo que ela não queria fazer. A que costumava funcionar perfeitamente.
— Quando é que não sou boazinha?
— Estou falando sério — rosnou Gus, recusando-se firmemente a ser dissuadido desta vez. — Sei como você fica quando cisma com alguém.
— Não cismei com ninguém, vovô. — Ela se curvou para beijar a testa enrugada dele.
— Quero que você leve a sério essa visita de Franco Chatsfield. É um acontecimento muito importante ele vir até aqui falar conosco, e esse dinheiro pode resolver nossa vida de vez.
Holly suspirou, abandonando seus planos de soltar as ovelhas no vinhedo. Ela não conseguiria convencer seu avô de que um acordo com os Chatsfield não seria a melhor coisa do mundo sem ter com ele a conversa para a qual ela vinha se preparando desde que Gus atendera a um telefonema, aceitando que um representante da rede de hotéis Chatsfield fosse visitá-lo para fazer uma proposta.
Ela se sentou diante de seu avô e segurou a mão dele, que estava apoiada no braço da cadeira de rodas.
— Certo, vovô, vou falar sério, então. Temos esse interesse da rede Chatsfield. Não é tão surpreendente assim, é? Depois de ficarmos em primeiro ou segundo lugar em todos os festivais de vinho, todos vão querer um pouco dos Vinhos Purman. Tivemos muitos interessados de toda a Austrália e também o interesse daquela rede de supermercados imensa do Reino Unido. Achei que você estivesse contente por isso. Então, por que está tão empolgado com a vinda de um representante dos Chatsfield? O que eles podem nos dar que nenhum dos outros pode?
— Exposição! Um acordo com os Chatsfield nos dará uma exposição global que não teremos com nenhuma das outras propostas! Os Chatsfield podem divulgar nosso vinho pelo mundo e com o carimbo cinco estrelas. Esse tipo de publicidade não tem preço!
Ela massageou a própria têmpora, sentindo um forte latejar naquele ponto, desejando ter estado no escritório no dia em que ele atendera o telefonema, o telefonema pelo qual seu avô vinha empolgado desde então. Ela não teria aceitado tão prontamente aquela visita. Na realidade, provavelmente, teria dito a Franco Chatsfield, ou seja lá qual fosse o nome dele, para nem perder seu tempo.
Contudo, quando Holly ficara sabendo, ele já estava a caminho. E, desde então, ela vinha bufando de raiva. Ela acariciou a mão de seu avô, tentando se acalmar antes de falar.
— Claro, vovô, tem razão. Mas esse tipo de exposição é mesmo o melhor para os Vinhos Purman? Parece que toda semana aparece um novo escândalo envolvendo aquela família. Especialmente com Lucca Chatsfield sendo flagrado em uma... Bem... Digamos que tenha sido uma “situação comprometedora” ... Sendo uma marca de qualidade, nós queremos mesmo que o nome dos Purman seja associado ao deles? Nós dois trabalhamos tanto para garantir esse sucesso. Não quero ver o nome dos Purman na lama.
— Os Chatsfield são os hotéis mais prestigiados do mundo!
— Era vovô. Eles ainda se agarram ao passado com todas as forças, mas, atualmente, a marca é mais sinônimo de escândalo do que estilo.
— Não, não, não! Isso tudo já passou. As coisas estão mudando. Foi o que ele me disse. Tem um novo diretor executivo no comando, e a rede inteira está passando por uma reformulação. Renovar o menu e a carta de vinhos faz parte disso. Eles estão gastando muito, Holly, para ter o melhor. Não devemos aproveitar essa oportunidade?
— Já conhecemos homens com carteiras gordas que nos prometeram o mundo antes vovô. Lembra? Não me lembro de você ter ficado tão empolgado naquela época.
— Então, é disso que você está falando? De algo que aconteceu há dez anos? Ele não era bom o suficiente para você, Holly, e você sabe!
Série Hotel Chatsfield
6- O Preço da Tentação
7- Sedução entre Rivais
8- Acordo com um Rebelde - Em Revisão
9- Herdeira Desafiadora - Idem

Revelações do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






O chamado da vida.

Há doze anos, Crissy Phillips deu à luz um filho, e, apesar de tê-lo entregado para a adoção, jamais o esquecera. Agora, a convite da família adotiva, ela tem a oportunidade de fazer parte da vida de Brandon.
Crissy queria dedicar-se completamente à criança, mas Josh Daniels, o tio do menino, atrai sua atenção.
Desde a morte da esposa, ele não se interessara por outra mulher. Apenas Crissy conseguira se aproximar e tocar seu coração. Tudo parecia perfeito, até ela descobrir que engravidara novamente…

Capítulo Um

Crissy Phillips acreditava em chocolate como cura para a dor de cabeça, exercício como cura para tudo mais e segundas chances… para todos, menos para si mesma. Razão pela qual se encontrava parada do lado de fora do Kumquat Diner há 15 minutos, em vez de entrar para o seu encontro. Entrar era muito parecido com se perdoar e não se sentia preparada para isso ainda.
Conhecia todos os argumentos. Era jovem demais na ocasião. Fizera a melhor escolha possível no momento. Se tivesse uma amiga naquela mesma situação, Crissy a teria aconselhado, sem hesitar, a superar e seguir em frente. Por que era sempre tão mais fácil dar conselhos aos outros do que a si mesma? Por que a vida das outras pessoas parecia tão facilmente solucionável, enquanto os elementos da sua pareciam uma bagunça incompreensível? E por que estava falando sozinha no meio de um estacionamento?
Deu um passo em direção à porta da frente do restaurante, depois parou.
Basta fazê-lo, disse a si mesma. Faça isso, faça isso, faça isso.
Quando a ladainha não funcionou, ergueu a cabeça e sentiu o leve toque das pontas dos cabelos, recém-cortados, na parte de trás do pescoço. Gastara mais de duzentos dólares para fazer luzes ruivas e douradas e um corte que realmente combinava com seu rosto. Será que não queria exibir sua nova e melhorada aparência?
Odiava se sentir indecisa e insegura. Era uma mulher de negócios bem-sucedida, líder por natureza.
Tomava decisões com facilidade e, exceto pelo fato de ser um fracasso absoluto quando se tratava das aulas de tricô, assumia o comando da situação onde quer que chegasse.
Tratava-se apenas de um encontro. Podia ser tão assustador assim? Ela realmente precisava…
A porta da frente do restaurante se abriu. Um homem alto saiu. Tinha cabelos castanho-avermelhados, surpreendentemente parecidos com a cor natural dos cabelos dela, e olhos que ficariam bem em um outdoor na Sunset Strip, cor de musgo após uma tempestade, emoldurados por cílios grandes e espessos. Crissy não se considerava uma pessoa muito sentimental, mas pensou que um ou dois poemas dedicados àqueles olhos talvez fosse bem oportuno.
— Oi — disse ele com um sorriso. — Você é a pessoa que eu estava esperando?
Uma frase inicial que merecia uma trilha sonora, pensou ela e sorriu.
— Você esqueceu do “durante toda a minha vida”. Para que essa pergunta realmente funcione, precisa do bordão.
O sorriso dele se alargou e ele conferiu o relógio.
— Bem, eu me referia aos últimos dez minutos. Você é Crissy?
Ela não fora encontrar o diabo. Ele viera ao seu encontro. Embora Josh Daniels não fosse de fato um diabo. Era um homem bondoso que se oferecera para ajudar por sugestão do próprio irmão. Na verdade, a palavra “facilitar” fora considerada, mas Crissy jamais poderia usar essa palavra em uma frase sem ter de lutar contra uma risadinha.
— Oi, Josh — disse ela. — Prazer em conhecê-lo.
Ele ergueu as sobrancelhas.
— Não sei se prazer seria a palavra certa. Você ficou aqui fora pelos últimos dez minutos tentando decidir se devia entrar. Então, fui eu ou foram as circunstâncias que a fizeram hesitar no estacionamento?
— Eu não estava hesitando — disse ela empertigada, tentando ignorar o fato de que ele, obviamente, a viu e achou que ela estava um pouco indecisa sobre o encontro. — Estava me conectando com o meu eu…
— Interior? — concluiu ele.

Ensaio de Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um amor intenso, destinado a ser eterno...

Incumbida de organizar o casamento da irmã, Marion viu-se perdida. Como providenciar um casamento quando o seu estava prestes a terminar? Após 10 anos de união, Geoff a traíra e ela não o considerava mais digno de seu amor. Porém, em nome da felicidade da irmã, deixaria que ele ficasse em casa até depois da cerimônia. 

Durante esse tempo, fingiriam ser um casal feliz. Mas será que conseguiriam desempenhar os papéis com perfeição até o final?

Capítulo Um

Marion não lembrava de algum dia haver desejado não receber a visita da irmã. Porém, quando levantou a vista, enquanto arrumava o balcão da loja, e viu Robyn passar pela porta com seu costumeiro ar sorridente, murmurou um audível "Oh, não!" consigo mesma. Felizmente, Robyn não chegou a ouvir o protesto.
— Oi, maninha! — ela sorriu com um aceno.
Marion forçou um sorriso, o primeiro do dia, ou da semana, dizendo a si mesma que estava contente em ver a irmã. Era precisamente por estimá-la tanto que, por um momento, sentira-se aturdida.
Deu a volta pelo balcão e foi abraçada com empolgação.
— Por que não telefonou, avisando que viria?
— E por acaso preciso de convite para visitá-la?
Sorrindo, Marion deu um passo atrás. Sua irmã tornara-se mesmo uma linda jovem de vinte e quatro anos. Ambas tinham os cabelos loiros da mãe, só que Marion mantinha os seus longos e retos, enquanto Robyn preferia um corte mais curto e cacheado. As duas tinham os olhos cor de safira do pai. Embora fosse apenas sete anos mais velha do que a irmã, Marion não sentia nem de longe a mesma disposição de Robyn.
— Tudo bem com você? — indagou Robyn com um leve ar de preocupação.
Se ao menos Robyn soubesse a pergunta difícil que fizera!, pensou Marion.
— Sim, tudo em ordem — respondeu, conduzindo a irmã para o interior da loja.
Em torno delas, as luzes refletiam-se sobre brilhantes, prata e ouro. Do lado de fora, a joalheria exibia uma inegável aura de elegância, aliás como todas as lojas da pequena cidade de Eternidade, em Massachusetts. De fato, essa era uma das joalherias mais finas, ao norte de Boston. Marion contratara quatro empregados em turnos de meio período, para ajudá-la nas vendas.
Os pais haviam sido os donos da loja antes dela. Fora ali que ela aprendera a amar as coisas belas. Esse amor a levara não apenas a tornar-se proprietária da loja, quando os pais se aposentaram, mas também a desenhar joias cuja reputação se ampliava cada vez mais.
— Ainda não almoçou? — perguntou à irmã.
— Comi um sanduíche na estrada, mas aceito uma bebida gelada. Sem dúvida, esse mês de junho está sendo um dos mais quentes dos últimos tempos. Esse ar condicionado é realmente uma bênção!
Robyn abriu os braços, refrescando-se como um pássaro ao vento. Diante da animação da irmã, Marion sentiu-se ainda mais deprimida. Seu casamento, que andava em crise nos últimos anos, finalmente terminara. "Implodira", era o melhor termo.
Depois de dez anos, Geoff partira, e ela ainda não contara para ninguém da família. Talvez a inesperada visita de Robyn fosse uma indicação de que chegara a hora de contar.
Mas como?, Marion perguntou-se, indo até o pequeno refrigerador, na sala dos fundos. Verbalizar as palavras seria doloroso. Tornaria a separação uma realidade que ela ainda relutava em aceitar. E, nessa manhã, acordara com uma espécie de melancolia, sentindo os olhos marejados de lágrimas só de pensar em Geoff. Sabia que isso era ridículo, mas não conseguia evitar. Depois do modo como ele a traíra, ela deveria era estar contente com a separação.
Voltou com duas latas de refrigerante e entregou uma a Robyn.
— E então, como estão as coisas em Newport?
— Esplêndidas! — Robyn abriu a lata, lançando um sorriso para a irmã.
— E como está indo no serviço particular? — Marion sentou na cadeira atrás do balcão e fez um sinal para Robyn ocupar a outra.
— Acredite ou não, voltei para o hospital há três semanas.
— Puxa, faz tanto tempo assim que nos vimos?
O olhar de Marion tornou-se vago. Com seu casamento se desfazendo, ela não quisera conversar com ninguém. Na verdade, dera graças por seus pais estarem morando na Flórida.
— Como está Nate?
O sorriso de Robyn se ampliou.
— Ele é a razão de eu estar aqui.
Olhou para Marion durante vários segundos.
— E...? — Marion incentivou-a.
— Ele... ele me pediu em casamento.
— Não!
— Sim!
Marion não conseguiu se mexer. Uma parte de seu ser queria comemorar com alegria a notícia, mas a outra, que ainda estava magoada, não permitiu que ela se manifestasse.
— E você aceitou?
— Eu o quê?
Marion deu de ombros, sentindo-se tola pela pergunta.
— O único problema é que ele será transferido para o Texas em apenas quatro semanas.
— Oh, Rob. O que vai fazer? Ele espera que você pegue suas coisas e o acompanhe?
Robyn pareceu um pouco surpresa.
— Bem... sim. Mas eu quero ir.
Marion conteve a respiração. Era tão parecida com a irmã quando ela e Geoff estavam noivos! Ela o teria seguido até o inferno, se fosse preciso.
— Quer dizer que a família terá que viajar metade do país para o casamento?
A expressão de Robyn tornou-se preocupada. Só então Marion percebeu que sua pergunta havia sido rude e egoísta. Deveria estar parabenizando a irmã, em vez de demonstrar todo esse ressentimento.
— Não, ninguém terá de ir até o Texas. Queremos nos casar antes da transferência de Nate, aqui mesmo em Eternidade. Esse é o problema.
— Aqui? Dentro de quatro semanas? — Marion empertigou-se. — Que tipo de casamento você espera realizar com um prazo tão curto?
— O mais bonito possível — respondeu Robyn. — Porém, sou realista. Sei que nós teremos de providenciar uma porção de coisas.
— Nós?
Robyn sorriu.
— Bem, já que você conhece todo mundo ligado ao setor de casamentos aqui da cidade, pensei que talvez...
— Eu pudesse providenciar a cerimônia para você? — Marion empalideceu.

Promessa de Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Que mulher resistiria ao charme de Bart Thomas? 


E a seu pedido de casamento?
Valéria Brewster não estava interessada em Bart Thomas. Ele era apenas um homem que lhe pagava um bom salário para cuidar de sua filha, e Valéria sabia lidar com crianças. Então, por que perdia o controle sempre que Bart estava por perto? 
Não era seu tipo de mulher, e tinha certeza de que ele preferia loiras explosivas e sedutoras...
O problema era que Bart Thomas não parecia concordar...

Capítulo Um

— Deve haver algum engano — Valéria disse com firmeza. — Eu marquei uma entrevista com o sr. Bart Thomas...
— Não é a srta. Brewster?
— Sim, mas...
— Ele mandou avisá-la que está na piscina.
Valéria respirou fundo e olhou em volta. O hotel Governador Carver Motor, um luxuoso prédio de três andares em estilo colonial, ficava bem no centro de Plymouth, mas os Brewster, moradores da região desde que a área era apenas uma fazenda, jamais aventuraram-se em seu interior.
Val afastou os cabelos do rosto. Vermelhos como o cobre, realçavam a pele bronzeada e os grandes olhos verdes que, naquele momento, brilhavam com intensidade espantosa. Marcar uma entrevista e ser recebida pelo futuro patrão à beira de uma piscina era, no mínimo, surpreendente.
Irritada, olhou mais uma vez para a recepcionista e virou-se, elegante sobre os saltos de sete centímetros. Combinados com o uniforme de professora, uma saia cinza na altura dos joelhos e uma blusa branca fechada até o pescoço por pequenos botões, disfarçavam a baixa estatura e davam um ar mais adequado aos seus vinte e seis anos.
O sol escaldante atingiu-a no momento em que saiu do prédio equipado com ar condicionado. A maré estava alta, e o cheiro do porto de Plymouth parecia ainda mais intenso. Um dia perfeito para uma pescaria: Furiosa, orientou-se pelas placas do hotel e dirigiu-se à área de lazer.
A piscina era grande e oval, e a água azul e límpida refletia o tom brilhante do céu. Havia apenas um casal aproveitando o dia maravilhoso. Um homem forte, de cabelos curtos e loiros e ombros largos, e uma loira exuberante num biquíni sumário. Estavam abraçados, e a jovem parecia sussurrar alguma coisa no ouvido de seu companheiro.
Aproximando-se, Valéria tossiu alto e perguntou:
— Sr. Thomas?
O homem conseguiu livrar-se dos braços que o enlaçavam e disse:
— E se fosse?
Não sabia o que ele fazia para viver, mas era óbvio que seu trabalho não o mantinha por muito tempo em ambientes fechados. Caso contrário, como conseguiria aquele bronzeado? Sobrancelhas escuras e espessas contrastavam com os cabelos dourados, e os olhos negros acentuavam a beleza do rosto másculo e imponente. Se não estivesse tão cansada e irritada, Valéria até gostaria de apreciar tanta beleza.
Mas...
— Se fosse, teríamos uma entrevista marcada. Mas é óbvio que está havendo algum engano — e virou-se, disposta a sair dali e esquecer toda aquela confusão.
— Ei, espere um minuto!
O homem tentou levantar-se, mas a loira o impediu. Praguejando, ele ergueu-a nos braços e jogou-a na espreguiçadeira mais próxima, ignorando seus protestos ofendidos e furiosos.
— Por favor — ele disse, fazendo Valéria virar-se. — Eu sou Thomas. E você, quem é?

Lições de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um homem especial, inesquecível!


A vida pacata em uma cidade pequena deixava Eva Winthrop ansiosa por conhecer algo novo e excitante. E conheceu — isso e muito mais —, quando Brice Maxwell, de casaco de couro e cabelo comprido, apareceu com sua motocicleta. Ele não só foi morar no apartamento ao lado do de Eva como era o novo diretor da escola onde ela lecionava! 
Os revolucionários métodos de ensino de Brice sacudiram a antiga administração e suas normas ultrapassadas. Seu jeito irreverente deixou Eva tentada a conhecer o lado louco e alegre da vida. Se ele conseguisse tudo o que pretendia, o Estado de Oklahoma e Eva Winthrop nunca mais seriam os mesmos.

Capítulo Um

Nunca corte o cabelo quando estiver deprimida ou aborrecida. Eva Winthrop perguntou-se por que ninguém lhe dera esse conselho trinta minutos antes, quando procurara a tesoura e começara a cortar as longas me­chas. O que seria apenas um aparo das pontas partidas trans­formara-se numa mudança violenta em seu visual.
Ela se olhou no espelho com horror, observando como seu cabelo preto e comprido ficara parecido com um ninho de pássaros. Deus do céu, o que fizera?
Sobressaltou-se ao ouvir o tilintar da campainha. Ainda des­norteada pelo que acontecera com sua aparência, caminhou até a porta com a tesoura nas mãos.
A primeira coisa que notou no homem parado a sua frente foi o cabelo preto, que lhe chegava irreverentemente aos om­bros.
O cabelo dele era, com certeza, muito mais bonito e com­prido que o dela. Instintivamente Eva passou a mão na cabeça.
— Esse é o apartamento para alugar? — A voz do homem era profunda e ela notou um leve sotaque de alguma parte da costa leste.
O tom másculo da voz fez com que Eva voltasse a atenção para outros atributos físicos do estranho. Os olhos eram do azul mais claro que já vira e a camisa justa delineava os mús­culos bem definidos como uma segunda pele. O rosto, embora de feições cinzeladas, trazia as marcas de uma vida dura.
Percebendo que ele esperava uma resposta, Eva limpou a garganta.
— Não. É a porta ao lado — explicou, apontando com a tesoura.
Ele a fitou. Foi um olhar sensual e provocador, fazendo com que Eva ficasse arrepiada.
Ele indicou o cabelo recém cortado.
— Você fez isso de propósito, ou foi erro do cabeleireiro?
— Não entendi — ela respondeu surpresa, pensando não ter ouvido direito.
— Se quer mudar de estilo radicalmente, precisa usar roupas de acordo com o novo visual.
Ela baixou os olhos para o jeans e a blusa larga de malha, sentindo-se constrangida.
— O que há de errado com minhas roupas? — reclamou, ofendida com o comentário. — Acho que está sendo imper­tinente.
— Impertinente? — ele murmurou sorrindo com malícia e deixando à mostra dentes brancos e perfeitos. — Falando assim, parece uma professora solteirona e rabugenta.
Ela arqueou as sobrancelhas, curiosa.
— O que há de errado em ser professora? Me orgulho muito da minha profissão.
Ele sorriu com um jeito maroto e caçoador.
— Muito bem, é professora. Rabugenta, um pouco, talvez. Mas é solteirona?
— Isso, senhor, não é da sua conta — ela declarou, enquanto fechava a porta com raiva, esperando que o nariz dele ficasse preso no batente.
"Mas que homenzinho petulante", pensou, voltando para a frente do espelho. Esperava que o Sr. Williams, o senhorio, não alugasse o apartamento ao lado para aquele grosseirão. Do contrário, ela teria muitos problemas dali por diante.
— Falando em problemas... — resmungou, olhando para a sua imagem no espelho.
Finalmente, constatou que teria de pedir socorro profissional para remediar aquele estrago. Ligou para o salão de beleza e conseguiu convencer a cabeleireira a atendê-la dentro de meia hora.
Quando pôs o pé para fora da porta, encontrou o Sr. Williams e o homem impertinente no pátio.
— Srta. Winthrop! — o senhorio chamou-a. — Gostaria que conhecesse seu novo vizinho.
— Já nos encontramos — ela declarou.
Forçando um sorriso, olhou para o senhorio e depois, dis­farçadamente, observou mais uma vez seu novo vizinho. Ele estava usando uma jaqueta de couro cheia de recortes que o fazia parecer um membro de gangue de jovens arruaceiros.
— Se me dão licença... Estou atrasada para um compromisso — ela enrolou, dando as costas aos dois e caminhando em direção ao estacionamento, consciente de que os olhos azuis a seguiam.
Passou por uma monstruosa motocicleta, deduzindo que per­tencia ao petulante.
— Querida, já lhe disse uma centena de vezes! Quando precisar de um corte, ligue para mim, vá a outro salão, mas procure um profissional! — a cabeleireira aconselhou, enquan­to reparava o estrago no cabelo de Eva.

A Noiva do Rei

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Quem era o estranho que se mudara para o apartamento de Brianna Scott?

Ahmed Ben Rashid, que se dizia diplomata estrangeiro, estava em busca de um esconderijo seguro. O problema era que apesar de Brianna necessitar da ajuda financeira de Ahmed, não estava disposta a servir de escrava para nenhum sheik.
Mas bastaram alguns dias de convivência para Brianna descobrir que, além de se comportar como um rei, Ahmed tinha o poder de fazê-la deixar-se levar apenas pelo coração, sem nunca ouvir a razão. E quando ele a pediu em casamento, não foi possível recusar. Mesmo não sabendo a verdadeira identidade do homem que seria seu marido!

Capítulo Um

— Você está tão séria? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Meg Shannon Ryker.
— Nada. Estava apenas pensando — respondeu Brianna, com um sorriso. A adorável loira havia se casado com o principal executivo da Companhia Aérea Ryker havia dois dias, após um longo e tempestuoso namoro. Mas o casamento não surpreendera ninguém realmente. O modo com que Meg e Steven se fitavam, a cada vez que se encontravam, nunca deixara dúvidas.
— Estamos de saída para o almoço, Daphne e eu. Você nos acompanha?
— Se além da secretária do seu marido não for uma "certa pessoa", tudo bem.
— Steven saiu com ele. Não se preocupe — Meg garantiu. — Do restaurante, ele irá direto para o hotel. É um milagre que o homem esteja vivo depois daquele tiroteio. Steven e eu não poderemos viajar em lua de mel até que o problema não seja resolvido.
— Então, você também está odiando-o, não é? — Brianna indagou. — De jeito nenhum. Acho até que Ahmed é bastante simpático.
— Não comigo — Brianna insistiu. — Ele me olha de um jeito...
— Você é muito bonita. Todos os homens devem se perder nos seus olhos azuis.
— Não é a esse tipo de olhar que me refiro — Brianna corrigiu. — O homem parece querer me apunhalar a cada vez que me vê.
— Você lhe atirou um objeto, se não me engano.
— Ele me insultou! Não tive culpa! Adoro churrasco. Todas as pessoas que conheço adoram churrascos. Como eu poderia saber que ele e seus amigos, ministros de Saudi Mahara, eram muçulmanos e, portanto, proibidos de comer carne de porco?
— A culpa foi minha e de Steven, não sua. Peço mais uma vez que nos desculpe — Daphne declarou. — Deveríamos ter avisado, mas estávamos tão ocupados com os preparativos para receber a comitiva, que acabamos esquecendo desse detalhe.
— É verdade. Nunca estivemos tão ocupados antes — Meg concordou. — Esse novo contrato com os aviões de Saudi Mahara deu muita dor de cabeça. Não que Ahmed seja o culpado por isso. Temos é de lhe agradecer. Com esse novo contrato poderemos nos sentir tranquilos financeiramente, ao menos por alguns anos.
— Eu sei — Brianna assentiu — , mas... Olhem aquele não é o Lang?
Lang era um agente federal, trinta anos aproximadamente, alto e atraente. Naquele dia, estava usando um terno escuro, camisa branca e gravata de padrão conservador.
— O que será que ele veio fazer aqui? — Daphne cogitou.
Lang percebeu que as três mulheres estavam falando a seu respeito e não perdeu tempo em se aproximar.
— Sei que não conseguem resistir a mim — caçoou. — Mas você, ao menos, Meg, tente se controlar. É uma mulher casada, agora, e não quero que seu marido influencie meu chefe a me enviar para uma missão na Antártica.
— O que o traz aqui? — Brianna indagou, preocupada.
— Você logo descobrirá — ele respondeu, sem encará-la. — Preciso falar com seu marido, Meg.
— Steven não me avisou sobre sua visita — Daphne comentou.
— Eu pedi a ele para não comentar.
— Tem algo a ver com Ahmed, certo? Por que não fala de uma vez? — Daphne insistiu.