terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sob o Sol da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Thea sempre sonhara com este casamento na Toscana, usando o vestido perfeito e tendo o noivo maravilhoso esperando por ela no altar. 

Além, é claro, de unir duas famílias poderosas nos negócios!

Tudo parecia perfeito até a chegada de Zeke Ashton, o irmão do noivo.
Ele está determinado a lembrá-la da menina alegre e livre que um dia fora. E irá provar para Thea, antes que diga "sim", que existe apenas uma forma de ela ser feliz...

Capítulo Um

— O que quer dizer, ele está vindo para cá? — Thea Morrison passou os braços em torno do corpo como se pudesse esconder o vestido de casamento cor de marfim, muito caro, bordado com pérolas e completo com uma cauda de dois metros. — Ele não pode!
A irmã rolou os grandes olhos azuis.
— Oh, acalme-se. Ele me pediu para lhe dizer que está atrasada para a reunião com a planejadora de casamentos e, se não estiver lá em cinco minutos, virá buscar você — explicou Helena.
— Bem, impeça!
Não, não funcionaria. Nada impedia Flynn Ashton quando realmente queria alguma coisa. Era sempre muito polido, mas totalmente tenaz. E por isto o pai dele o havia escolhido para ser seu braço direito na empresa de mídia Morrison-Ashton. Era também o principal motivo por que ia se casar com ele.
— Tire-me deste vestido antes que ele chegue!
— Não sei por que se importa tanto. — Helena mexeu no zíper nas costas do vestido. — Não é como se fosse um casamento de verdade.
— Em dois dias, um sacerdote, um bolo, flores e um contrato nupcial vão dizer o contrário. — Thea se mexeu para tentar fazer o vestido sem alças passar pelos quadris. — E todo mundo sabe que dá azar o noivo ver a noiva usando o vestido de casamento antes do grande dia.
Era mais do que uma superstição, era uma regra. Procedimento Padrão de Operações de casamento. Flynn não veria aquele vestido um segundo antes que ela andasse pela pequena igreja toscana na base da colina onde se erguia a vila. Nem um segundo.
— Foi por isto que me enviou.
Thea congelou, o sangue subitamente sólido nas veias. Conhecia aquela voz. Havia oito anos que não a ouvia, mas não a esquecera. Nem dele.
O dono daquela voz realmente não devia vê-la apenas com a lingerie de casamento. Especialmente quando ia se casar com o irmão dele em dois dias.
Puxou o vestido de volta sobre o corpete cor de marfim, segurou-o com força contra o peito e o encarou.
— Pensei que não viria.
Mas lá estava ele. Grande como a vida e duas vezes mais... Inferno, nem mesmo podia mentir para si mesma e terminar com a palavra feio. Era adulto. Não mais com 21 anos e com raiva de tudo. Mais relaxado, mais no controle.
E cada centímetro tão lindo como sempre tinha sido. Maldito.
Helena riu.
— Oito anos e isto é tudo o que tem a dizer a ele? — Atravessou o quarto, o cabelo louro balançando, abraçou-o e o beijou no rosto. — É bom ver você, Zeke.
— Pequena Helena, tão adulta. — Zeke retribuiu o abraço, mas seu olhar não se afastou do de Thea. — É bom ver você também. E ver mais de sua irmã do que esperava.
Seu tom era zombeteiro. Como se ela tivesse planejado sua entrada no quarto enquanto estava de lingerie. Nem mesmo devia estar no país!

Amor Delicado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Positivamente Grávida!

Quando Noelle Stevenson viu o resultado positivo em seu exame de gravidez, foi como se o chão tivesse sido retirado de debaixo de seus pés. 

O que poderia fazer? O pai de seu filho havia morrido em combate no Iraque. 
Aos dezenove anos, na faculdade e com um trabalho de meio expediente, Noelle mal conseguia chegar ao final do mês com algum dinheiro na carteira. 
Quando recebeu uma proposta de casamento de Devlin Hunter, irmão de seu falecido namorado, teria como recusar?
Dev apenas queria o melhor para uma mulher em desamparo, mãe de seu sobrinho. Mas ele não previu que a bela noiva por conveniência iria mexer tanto com seu coração de pedra, e que a relação platônica se tornaria, em breve, uma paixão real...

Capítulo Um

Até Noelle Stevenson realmente ver a palavra “grávida” no tubo de plástico se permitiu acreditar que tudo ficaria bem. Afinal, fora sua primeira vez. Não devia ter um período de carência como quando a conta de luz estava em débito? Alguns dias extras antes do desastre acontecer?
Aparentemente não, pensou, mal conseguindo respirar quando virou o tubo nas mãos. Grávida. Ela.
Não podia imaginar o que seus pais diriam. Não que fossem matá-la. A raiva parecia bastante manejável. Em vez disso, ficariam em silêncio, se entreolhando com aquela comunicação silenciosa que sempre levava ela e as irmãs à loucura. Então, perguntariam o que ela pretendia fazer. Afinal, ela criara a situação, agora teria que arcar com as consequências. Ficariam decepcionados, e isso era sempre o pior.
Noelle se olhou no espelho e viu o medo em seus olhos. Dentro de algumas semanas faria 20 anos. Devia começar seu segundo ano na faculdade comunitária, no outono. Não podia ter um bebê. De modo algum isso poderia acontecer.
O som de passos no piso de madeira chamou sua atenção. Passava um pouco das 6h da manhã. O escritório devia estar vazio. Quem escolhera aquela manhã em especial para chegar mais cedo também?
Sem esperar para descobrir, enfiou o tubo de volta na caixa e colocou-a no bolso do casaco. Olhou rapidamente ao redor do banheiro do seu chefe para se certificar de que não deixara nada para trás, então caminhou para o escritório, apressada, na esperança de escapar antes que alguém a pegasse.
Correu pelo amplo espaço e alcançou o corredor, apenas para bater de frente com a única pessoa que não gostaria de ter encontrado.
— Por que a pressa? — perguntou Devlin Hunter quando estendeu a mão para segurá-la.
Noelle clareou a garganta, em seguida, forçou-se a sorrir quando deu um passo para trás e se perguntou que diabos ia dizer. A verdade era impossível. Podia imaginar a expressão no rosto dele se deixasse escapar: “Puxa, sr. Hunter, precisei chegar mais cedo para ter um pouco de privacidade no banheiro. Em casa, o compartilho com minhas três irmãs. E como estava pensando que poderia estar grávida de seu falecido irmão, realmente não queria que minha família descobrisse meu segredinho. O senhor, tampouco”.
— Hum, não estou com pressa — disse Noelle, sabendo que soou incrivelmente estúpida. — Eu, hã... tinha alguns trabalhos a fazer, então cheguei mais cedo para adiantar o serviço.
O sr. Hunter olhou para o relógio, depois para ela.
— Não são nem 7 horas ainda.
— Na verdade, eu sei disso.
— Eu não sabia que Katherine era uma chefe tão exigente — comentou ele, com um leve sorriso curvando-lhe os cantos da boca.
Na verdade, Noelle não trabalhava para o sr. Hunter, e sim para sua assistente. Secretária de uma assistente, era um pouco como ser o animal de estimação de um cão. Contudo, ela adorava Katherine, que sempre lhe permitia ajustar seu horário de expediente com os das aulas da faculdade.
— Ela não é. Eu só quis ser diligente, sabe como é.
— Admirável. — O homem estudou-a como se não acreditasse nela. Noelle sabia que era uma péssima mentirosa e desejou saber o que, exatamente, ele podia ler em seus olhos.
O sr. Hunter era alto, mais alto que Jimmy. Ambos os irmãos possuíam cabelo escuro, mas os olhos dele eram verdes, enquanto os de Jimmy eram castanhos. Essa não era a única diferença. Jimmy também era muito bem mais jovem e não tão responsável. Não, até ir para o exército.
Noelle não queria pensar sobre a morte de Jimmy ou o fato de estar grávida. Então sorriu e começou a tentar passar pelo sr. Hunter.
— Vou para a minha mesa — disse, esperando que ele não perguntasse o que ela estava fazendo no escritório dele.
— Tudo bem.
Ela se moveu para a esquerda e ele para a direita. Como se encontravam frente a frente, isso significava que haviam colidido. O sr. Hunter se desculpou e ergueu a maleta para que ela pudesse passar. Uma das extremidades bateu de encontro ao bolso do casaco dela e algo caiu no chão. Ele se abaixou e pegou.
O coração de Noelle congelou dentro do peito. Em um segundo batia e no próximo. nada. Ela fechou os olhos e se forçou a desaparecer. Ou, pelo menos, criar asas e voar para longe. Voar seria excelente.
Em vez disso, ouviu apenas o som de sua respiração e um longo e persistente silêncio.
— Eu a interrompi antes ou depois de você fazer o teste? — perguntou ele em voz baixa.
Noelle manteve os olhos fechados. A humilhação queimando-a por dentro e por fora.
— Depois.
— E?
Ela abriu os olhos e olhou para ele.
— Estou grávida.

Série Positivamente Grávida!
1- Amor Delicado
2- Promessa de amor - a revisar
3- Revelações do Amor
- idem

Herdeira em Fuga

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





As vezes, as melhores escolhas são as mais imprevistas...

Lord Dominic Beresford precisa de sorte. E com urgência. 
Três anos atrás, lady Faith Fowlmere havia deixado para trás sua identidade, e com ela, um passado doloroso. 
Quando o destino une Dominic e Faith, ambos percebem que haviam sido feitos um para o outro.
Mas a cada minuto que passa ao lado dele, fica mais difícil para Faith esconder sua verdadeira origem. E ela sabe que se fugir de novo, terá que abandonar a coisa mais preciosa que possui: seu coração.

Capítulo Um

— Não compreendo — disse Faith, apertando o tecido do uniforme com os dedos crispados. A saia cinza justíssima não fornecia muito pano para apertar, mas ela precisava sentir algo sólido e concreto nas mãos. Algo que realmente existisse. Ao contrário do avião que deveria levá-la e ao seu mais recente grupo de turistas de volta a Londres. — Como é possível não haver um avião?
A expressão do funcionário do aeroporto era de quem já tivera essa conversa muito mais vezes do que desejara, e em mais idiomas do que dominava. E isso não a deixava mais tranquila.
— Não há avião, signorina, porque não existe mais uma empresa de turismo. A firma declarou falência. Estão pedindo que todos os clientes da Roman Holiday Tour Company contatem suas seguradoras e...
— Mas não sou cliente! — interrompeu Faith, já sem paciência. Há três horas estava no aeroporto, e precisava urgentemente de uma xícara de café. Ou uma explicação sobre o que raios acontecera para privá-la do voo. — Sou uma funcionária. A guia da excursão.
A expressão do homem se tornou pesarosa. Faith presumiu que isso significava que possivelmente não receberia seu salário nesse mês. Ou nunca mais. E logo quando sua conta bancária precisava tanto ser reforçada!
— Então — disse ele — sugiro que entre em contato com seu empregador. Se conseguir encontrá-lo.
Oh, isso não soava nada bem.
Dando as costas, Faith se esforçou para lançar um sorriso animador na direção do grupo de turistas que esperava ansioso para voltar para casa. Erguendo o dedo indicador no gesto universal de “só um minuto”, procurou na espaçosa bolsa pelo celular. Era hora de descobrir que diabos estava acontecendo.
— Marco? — disse, quando atenderam.
— Que raios...
Ouviu um clique do outro lado da linha. Obrigada por ligar para a Roman Holiday Tour Company! No momento não podemos atender sua chamada...
Era sua própria voz gravada na mensagem.
Faith desligou.
À sua volta o aeroporto Leonardo da Vinci fervilhava de animação. Ouvia o rumor de avisos roucos pelos alto-falantes e de rodinhas de malas sobre o piso liso. A tagarelice de pessoas alegres em férias. O aroma de lanchonetes e café forte. Via os 12 turistas britânicos de pé em volta das bagagens, olhando para ela com ar esperançoso.
Faith respirou fundo e se aproximou deles.
— Muito bem, pessoal, a situação é a seguinte. Serei sincera, não é nada boa, mas continuo aqui e os ajudarei a resolver tudo, certo?
Talvez ela não fosse mais receber seu pagamento e talvez seu chefe desaparecesse da face da Terra, porém passara as últimas duas semanas mostrando para essas 12 pessoas os lugares turísticos e os sons da Itália. Elas confiavam nela. E Faith tinha a obrigação de, pelo menos, garantir que voltassem para suas casas em segurança. Talvez assim as lembranças dessas férias permanecessem em suas mentes como algo bonito, e não apenas um desastre total.
Na verdade, ninguém relaxou diante de suas palavras, mas pelo menos pareceram menos apavorados, e Faith achou que era o melhor que podia fazer nas circunstâncias. Agora é hora da parte difícil.
— Então, vamos começar do principal. Todos têm seguro de viagem?
Foram necessárias duas horas e meia, quatro xícaras de café, vinte telefonemas e muita persuasão, mas, por fim, Faith conseguiu remarcar os voos de alguns ou acomodar em segurança outros em um quarto de hotel até suas seguradoras organizarem os retornos para casa.
Solucionou tudo para todos, exceto para si mesma.
Deixando-se cair em um banco do aeroporto, ignorando o sujeito que dormia com a cabeça encostada na mochila, Faith pegou o celular e tentou de novo o número de Marco.
Obrigada por ligar para a Roman Holiday Tour Company! No momento não podemos atender sua chamada...


Nunca Te Esqueci, Sempre Te Amei

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







O suplício de uma mulher apaixonada, dividida entre o amor e o dever.

Com o telefone na mão e o olhar perdido na escuridão do quarto, Susannah pensava na loucura de concordar com aquele encontro no meio da noite. 
Dan e ela não eram mais os dois jovens enamorados de dez anos atrás, quando os rancores e as brigas constantes os separaram.
Agora, apesar do passado turbulento ainda por explicar, para ficar com ele Susannah teria que desistir de sua carreira. E, se o fizesse, estaria aniquilando uma parte de si mesma.
Mas como negar que ainda o desejava, talvez com maior fúria que antigamente?

Capítulo Um

Uma abelha entrou pela janela da centenária sala do tribunal de River County, embriagada pelo calor e pelos aromas da morna manhã de abril, enchendo o ambiente com seu zumbido.
Sentado a uma das mesas, esperando que a juíza entrasse, o advogado Dan Sullivan mantinha-se alheio ao ruído do inse­to, ouvindo apenas aquele nome que soava sem cessar em sua mente: juíza Susannah Ross. Folheando distraidamente a pasta de documentos à sua frente, mal tomava conhecimento da presença de seu cliente, na cadeira ao lado, ou de Robert Corwin, o advogado da companhia de seguros, na outra mesa, um oponente respeitável que viera de Los Angeles para repre­sentar a firma naquele caso.
Susannah Ross. Tentou tirar o nome do pensamento como fizera durante os últimos dez anos, quando não o pronunciara em voz alta uma única vez. Naquele momento, porém, o nome teimava em torturá-lo com uma insistência de enlouquecer, envolvendo-o em lembranças pungentes de uma felicidade per­dida, enchendo-o com as sombras de um velho ressentimento.
Com o nome de Susannah voltava a dor quase esquecida e ele se martirizava imaginando se não seria melhor largar tudo e ficar o mais longe possível daquele tribunal e da recém-nomeada juíza.
Ainda não percebida por Dan, a abelha fez uma rápida ma­nobra ao redor da cadeira colocada sobre o tablado do juiz e desceu sobre as mesas destinadas aos advogados, dispostas em forma de "L". O outro advogado observava-a nervosamente e ficou visivelmente aliviado vendo-a voar na direção de Dan.
— Dan! — Corwin chamou a meia-voz. — Essa filha da mãe deve estar gostando da sua loção de barba. Mate-a, homem, ou será picado.
Dan ergueu a cabeça com expressão absorta e demorou alguns segundos para perceber o que acontecia. Vendo o inseto que o rodeava, chegou a pensar em permitir que o ferroasse. Talvez fosse uma daquelas abelhas bem ferozes cuja picada lhe daria uma desculpa para largar o caso e esperar que o sócio sarasse e assumisse a tarefa em seu lugar; mas, azarado como era, ine­vitavelmente aquela seria uma abelhinha ordinária, que o dei­xaria apenas com um calombo ridículo no nariz e não o livraria do trabalho nem da provação de se ver frente a frente com Susannah. E encarar qualquer juiz com nariz de palhaço não era algo que o seduzia.
Alarmado pelo próprio raciocínio, gelou diante do perigo. Logo, porém, o esboço de um sorriso curvou-lhe os lábios. Se aquele advogado criado na cidade, o Corwin, pensava que ia vê-lo apavorado pela abelha e ferroado por ela, estava redon­damente enganado. Havendo crescido numa fazenda, Dan sabia, desde a mais tenra idade, que o único jeito de defender-se de um inseto voador era ficar imóvel. E foi o que fez.
A abelha zumbiu ao redor de seu rosto, chegando a esbarrar em uma das faces, mas não o atacou. Depois de alguns segun­dos, cruzou a sala e saiu pela janela.
Dan relaxou os músculos e ajeitou-se na cadeira. O ar amea­çava tornar-se opressivo e já fazia bastante calor para um começo de primavera, mesmo considerando-se o clima quente da Califórnia. O servente fechou os vidros das janelas e ligou o ar-condicionado, mas ele continuou a sentir as palmas das mãos úmidas.
Aquele era um sintoma da ansiedade que o perseguia desde que iniciara a carreira de advogado, doze anos atrás, não podendo ser atribuído nem ao calor nem à umidade exagerada do ar, como acontecia ali em Cacheton
.

Coração De Pedra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um amor de infância...

Como homem de negócios e fazendeiro, Boone Sinclair possui tudo o que sempre quis — mas Keely Welsh jamais fizera parte de seus planos.  doce menina sempre fora apaixonada pelo taciturno cowboy, embora soubesse que não tinha nenhuma chance... Afinal, ele era experiente, e ela, muito inocente.
Quando a vida de Keely é ameaçada por forças que ela não consegue controlar, ele se torna sua única chance de sobrevivência. 
Boone é a marca registrada do típico homem do Texas: calado, nobre, leal e bastante teimoso. 
Caberá a Keely convencê-lo de que ela não é mais uma menina, e sim uma mulher pronta para arrebatar seu coração!

Capítulo Um

Keely Welsh sentiu a presença dele antes de erguer o olhar e vê-lo. Era assim desde que conhecera Boone Sinclair, o irmão mais velho de sua melhor amiga. Ele não era um estonteante astro de cinema e nem mesmo um ser sociável, mas sim um homem recluso e solitário que raramente sorria, cuja presença intimidava as pessoas. Por alguma razão desconhecida, Keely sempre pressentia quando ele estava por perto, mesmo que não o estivesse vendo.
Era um homem alto e magro, mas tinha pernas musculosas e mãos e pés longos. Alguns rumores sobre Boone Sinclair se tornavam mais exagerados à medida que eram passados adiante. Comentavam que ele estivera nas Forças Especiais do Exército, no exterior, cinco anos antes; que salvara sua unidade da destruição certa; que ganhara medalhas; que almoçara com o presidente na Casa Branca; que fizera um cruzeiro com um autor de fama mundial; que quase se casara com uma princesa europeia, e daí por diante.
Ninguém sabia a verdade. Bem, talvez Winona e Clark Sinclair soubessem. Winnie, Clark e Boone eram mais unidos do que a maioria dos irmãos costumava ser. Mas Winnie não comentava sobre a vida particular do irmão mais velho, nem mesmo com Keely.
Não houvera um dia, desde que tinha 13 anos, que Keely não tivesse amado Boone Sinclair. Observava-o a distância, com os olhos verdes suaves e cobiçosos. As mãos tremiam caso se deparasse inesperadamente com ele. Como naquele momento.
Boone estava parado diante do balcão, fazendo o registro de entrada. Tinha uma consulta marcada para fazer a vacinação de rotina de seu cachorro. Fazia isso uma vez por ano. Ele amava seu Pastor Alemão preto e marrom-claro, chamado Bailey. As pessoas comentavam que o cão era o único ser no mundo que Boone amava de fato. Talvez ele gostasse dos irmãos, mas não demonstrava. No entanto, não conseguia esconder a afeição por Bailey.
Um dos técnicos em veterinária surgiu com um bloco nas mãos e chamou Bailey, sorrindo para Boone, que não retribuiu a gentileza. Ele guiou o cão idoso para o consultório, passando por Keely sem ao menos lhe dirigir o olhar. Boone não falava com ela. No que lhe dizia respeito, Keely Welsh era invisível.
Quando Boone fechou a porta do consultório, após entrar, ela deixou escapar um suspiro. Ele agia da mesma forma em qualquer lugar em que a visse. Na verdade, tinha a mesma reação em seu enorme rancho, próximo a Comanche Wells, no Oeste de Jacobsville, Texas. Nunca proibira Winnie de convidá-la para almoçar ou para um ocasional passeio a cavalo, mas a ignorava da mesma forma.
— É engraçado — dissera Winnie um dia, quando as duas estavam cavalgando. — Boone nunca tece nenhum comentário sobre você, mas faz questão de fingir que não a vê. Fico imaginando por quê. — E então, encarara-a com aqueles olhos escuros maliciosos, emoldurados pelo cabelo loiro. — Não saberia me dizer a razão, certo?
Keely se limitou a sorrir.
— Não tenho a menor ideia — dissera. E estava sendo sincera.
— Ele só faz isso com você — continuara a amiga pensativa. — É muito educado com as namoradas ocasionais de Clark. Até mesmo com aquela garçonete que Clark trouxe para jantar em nossa casa uma noite dessas, e você sabe como Boone pode ser esnobe. Ainda assim, finge que você não existe.
— Talvez eu o faça se recordar de alguém de quem não gosta — retrucara Keely.
— Houve aquela jovem de quem ele estava noivo — dissera Winnie do nada.
Keely sentiu o coração dar um salto dentro do peito.
— Sim, lembro-me quando ele ficou noivo. 



O Segredo de Darla Hart

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Depois da magia do amor, a melancolia do adeus.

O que impelia Jennifer de levar seu amor até as últimas conseqüências?
O perfume da pele de Michael paira no ar, numa nuvem extasiante,embriagadora. Jennifer quer que ele a beije, que a tome nos braços e a possua uma última vez.
Dali, do quarto dele partirá direto para a Kzam, onde, através de um programa de televisão, revelará ao mundo o segredo mais íntimo de seu amado.
Depois disso, jamais voltará a sentir o calor do corpo forte e másculo junto ao seu.

Capítulo Um

O vapor que subia do copo de café misturava-se ao intenso nevoeiro costeiro de junho. Jennifer Winters consultou seu relógio digital: quatro horas da manhã, uma hora absurda! Parecia idiotice ter se arriscado a tomar uma multa por excesso de velocidade para não fazer outra coisa senão esperar.
Tremendo, procurando se manter alerta, ela levantou a gola do suéter e enterrou o rosto dentro dela. Física. Devia ter estudado física. Ou então informática. Se ti­vesse dado ouvido a seus pais ou à conselheira da escola secundária, no momento estaria sentada num belo car­ro com aquecimento interno e não num velho MG sem capota.
Mas, em vez disso, resolvera estudar jornalismo, con­denando-se a uma baixa remuneração, trabalho em ho­rários absurdos e a longas sessões reflexivas sobre o significado da verdade na sociedade.
Aliás, essa fora sua tese de mestrado, muito elogiada por todos: “Perspectiva Integrativa da Realidade Versus Mito’’. Recebera a nota máxima e sua obra fora publi­cada num jornal acadêmico. Agora, cinco anos mais tarde, ela continuava escrevendo sobre o mesmo assunto, num tipo diferente de jornal, porém, duvidava que viesse a receber a nota máxima. Afinal, a verdade, como já havia aprendido, raramente era bem recebida. O ar estava carregado de umidade e o silêncio à sua volta, cheio de antecipação, ou pelo menos assim parecia.
Geralmente, Los Angeles não era uma cidade dada a silêncios profundos. A energia de tantas almas ativas permeava a atmosfera com incessante atividade. Gen­te que vinha de todos os quadrantes com fantasias carregadas de emoções e os corações cheios de esperança. Uma cidade habitada por milhões de Dons Quixotes. Jennifer a amava, não apenas porque era seu lar, mas também porque era um ótimo lugar para se enfrentar moinhos de vento.
Do outro lado da rua, a entrada principal do estúdio parecia uma sentinela maciça na obscuridade. Barras pontiagudas de ferro guarneciam o muro do prédio, cujo exterior, desenhado durante a época mais quixotesca da história de Hollywood, se assemelhava a um castelo de contos de fadas. Um homem uniformizado movia-se de um lado para o outro dentro de uma espécie de guarita de vidro. Iluminada por uma única lâmpada amarela, ela tomava o aspecto de um olho brilhante e todo-vidente à procura de intrusos.
Jennifer abaixou-se mais no banco do seu MG.
Dez minutos tinham se passado e, com eles, dois falsos alarmes: primeiro, um furgão de entregas e depois, um Chevrolet último tipo, do qual desceu uma jovem que mostrou seu cartão de identificação na portaria e en­trou.
Mais espera.
Vinte minutos depois, o murmúrio do motor de um carro pôde ser ouvido em meio ao nevoeiro. Jennifer ficou um pouco tensa quando seu espelho retrovisor refletiu o brilho de dois faróis cortando a escuridão. Como uma bússola, seus olhos azuis seguiram o Cadillac Biarritz branco que passou lentamente à sua direita e parou do outro lado da rua.
“Ótimo!”, pensou, sentindo a empolgação crescer den­tro de si. “É ela: Darla Hart, em pessoa!”
Ainda de olho no Cadillac, Jenny tirou as chaves da ignição e enfiou-as no bolso de sua calça de brim.
A porta do lado do motorista do Cadillac se abriu. E, imediatamente, ela pôs a mão na maçaneta da porta do MG.
Do outro lado da rua, um homem desceu do carro. Jenny estudou-o à luz amarelada lançada pela guarita do guarda. Ele usava calças justas de brim e um casaco de couro, estilo continental.
“Dispendioso”, avaliou, guardando o dado para uso futuro.
O homem foi até o lado do passageiro. Ele agora es­tava bem visível, e Jennifer notou que devia ter uns trin­ta e poucos anos. Seus cabelos eram escuros e curtos, mas cheios e levemente ondulados. Será que poderia classificá-lo de bonito? Não! Atraente, talvez. Muito atraente.
As feições dele eram fortes e dominadoras. Ela fez uma rápida comparação aos ídolos atuais do cinema… De Niro, Pacino…

sábado, 29 de agosto de 2015

Protegendo Grace

ROMANCE  CONTEMPORÂNEO
Série Amor Sob o Grande Céu






Pistas de esqui são deliciosas. Grace Douglas tem certeza de que ela nunca vai aprender a esquiar, mas o instrutor Jacob Baxter está disposto a ensinar-lhe lições de um tipo diferente...

Pode uma pessoa do sul da Califórnia sobreviver às neves profundas de Montana?
Aqui temos como se conheceram Grace e Jacob, que aparecem em outros livros da série.


Capítulo Um

Grace
- Você tem que vir com a gente. - Cara Donovan exclama sobre sua terceira taça de Moscato. - Sério, Gracie, será tão divertido.
- Eu não esquio. - lembro-a ironicamente.
- Haverá acomodações, instrutores de esqui sexys e um spa. - Jill Sullivan me lembra.
- Eu pretendo tirar proveito dessespa. - Lauren Cunningham concorda.
- Pelo spa e instrutores de esqui sexys! - Jenna Hull levanta seu copo de vinho em um brinde.
Sento em minha cadeira e olho minhas quatro amigas reunidas na sala de Jill. Todas são belas, divertidas, mulheres maravilhosas.
- Sério, um fim de semana de solteiras em Aspen? - Pergunto com uma careta. - Você não poderia ter escolhido um lugar tropical? Eu provavelmente não iria me afogar em uma espreguiçadeira à beira da piscina.
Jill inclina sua cabeça para trás, seu cabelo escuro caindo como ondas em suas costas. - Cara gosta de neve.
- Isto é Montana. Vivemos na neve. - respondo teimosamente. - Você não tem algo a dizer? - Pergunto a Lauren.
Ambas, Cara e Lauren, recentemente ficaram noivas e para comemorar, nós cinco vamos viajar um fim de semana. Estava tendo visões de palmeiras, criados, mas agora...
- Acho que certamente será divertido. - Lauren responde com um sorriso. - Nós fretamos um avião e tudo mais.
Meu queixo cai e meu olhar viaja de Lauren para Cara em descrença.
- Você fretou um maldito avião? -Jenna replica com um grunhido. Jenna é deslumbrante. Uma beleza clássica, me lembrando de Grace Kelly com seus cabelos loiros perfeitamente arrumados e surpreendentes olhos azuis. Sem falar na sua silhueta perfeita.
Se ela não fosse tão incrivelmente amável, talvez todas a odiaríamos.
- Hei, isto é uma celebração. - Lauren nos lembra e bebe seu vinho, colocando uma mecha de seu cabelo ruivo atrás da orelha. O anel em seu dedo cintilando com a luz das velas.
- Pessoal, vocês sabem que estou embarcando nessa completamente para celebrar seus noivados. Não poderia estar mais feliz por vocês.
Tomo o último gole de vinho do meu copo e mordo meu lábio. - Mas todas nós sabemos que sou uma gigantesca desastrada. Não vou sobreviver à viagem.
Jill enche meu copo enquanto Cara balança a cabeça.
- Temos uma surpresa para você. - ela diz.
- Uma roupa de lutador de sumô para usar enquanto esquio, para eu não quebrar cada osso do meu corpo?
- Não. - Lauren responde com uma risada. -noite na Montanha de Whitetail.
Franzo a testa não compreendendo. - Hotel de esqui, Montanha Whitetail?
- Esse mesmo. -Jenna responde presunçosamente. - Grace, é hora de aprender a esquiar.
- Eu vivi na base desta montanha por seis anos. - eu lembro, meu estômago se afundando. - Eu nunca estive em um par de esqui por essa razão.
- Não seja boba. - Jill acena para mim e me empurra um envelope. - Nós reservamos para você na sexta à noite.Você chegará meio dia, então, você pode fazer o seu tempo de duas horas de aula. Você vai passar a noite no Hotel Snow Ghost, ter outra aula de duas horas no sábado de manhã e então uma massagem no spa do hotel, só para garantir.
- Acho que não é seguro massagear pernas quebradas. - resmungo.
- Grace, Aspen não será a mesma sem você. - Cara pisca seus grandes olhos castanhos para mim e eu sei que vou ceder.Ela é uma das minhas melhores amigas. Como posso recusar?
- Está bem. - Concordo brandamente e bebo meu vinho. - Eu vou aprender a esquiar.
- Você vai adorar. - Jenna me garante. - Eminha casa fica perto, então se precisar de mim, é só ligar.
- Por que então eu não posso simplesmente me hospedar na sua casa e tomar o café da manhã? - Pergunto. - Poderíamos faze ruma festa do pijama.
- Está reservada para a temporada. - ela responde com um largo sorriso. - O negócio é bom.
- Que bom para você! 

Série Amor Sob o Grande Céu
1- Amando Cara
2- Seduzindo Lauren
2,5 - Protegendo Garce
3- Apaixonado por Jillian
Série Concluída

Fugindo da realidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Correndo de um Bilionário

Claire Delcourt acaba de obter a pior notícia de sua vida ‒ o sonho pelo qual tem trabalhado durante toda a sua vida, acaba de ruir sobre ela. 

E justamente quando as coisas não podiam piorar, ela corre para seu antigo namorado do ensino médio, que havia quebrado seu coração completamente. 
Quando o jovem herdeiro bilionário de uma das maiores empresas do país, Oliver Reece, vê Claire sentada num café, desanimada, ele não pode ajudar, mas entrar e vê-la. 
Ele nunca tinha sido capaz de resistir a ela, e quanto mais tempo passa com ela, mais os seus sentimentos antigos vêm à tona. 
Decidindo talvez, que tudo o que precisa é tê-la mais uma vez, ele se coloca num caminho para seduzir sua namorada do colegial. Mas terá Oliver abocanhado mais do que pode mastigar? 

Capítulo Um

Claire ficou na entrada da pista de atletismo ao ar livre. A visão que encontrou era belíssima. Ciprestes, enfeitados nas folhas de outono oxidadas, alinhadas além da parede. O céu azul em cima estava calmo, claro e sem nuvens. 
O ar cheirava a fresco e estava frio. Era um lindo dia. Mas a visão mais surpreendente foram as centenas de espectadores que tinham vindo para ver as corridas. As pessoas abanavam bandeiras em suas mãos e alguns sopraram assobios quando os atletas entraram. Claire queria aquecer na glória deste evento. 
Esta era sua hora de brilhar. Ela tinha estado trabalhando por este momento específico, desde que ela tinha sete anos e decidiu se juntar à equipe de esportes da escola. Inicialmente havia considerado natação e até ginástica, mas lentamente, deslocou-se para competir. 
A liberdade de correr, a pura alegria do vento correndo por ela, a sensação incrível de bater a linha de chegada, tudo a puxou em direção a este esporte competitivo e exigente. Oito anos de areia pura e trabalho duro valeram-lhe uma bolsa de estudos, para uma das mais prestigiadas escolas de ensino médio e privado em Seattle. E agora, três anos depois, ela já tinha feito um nome para si mesma no circuito de esportes. 
Esta era a última corrida da temporada. 
Se ela ganhasse, seria declarada campeã Seattle júnior da pista e seu objetivo de ganhar uma bolsa de estudos, para uma universidade de sua escolha seria alcançado. 
Claire entrou no campo e tomou sua posição. Tendo aquecido, Claire mentalmente fez uma avaliação da pista. Depois de correr aqui três vezes por semana, ela conhecia cada curva intimamente ‒ mas corrida era um esporte tanto de mente quanto de físico. Ela acreditava que podia ganhar. Perder não era uma opção. "Lembre-se, Claire, não importa quem joga primeiro, mas sim quem termina em primeiro lugar. Mantenha seus olhos treinados na linha de chegada e seus passos constantes." Disse o treinador, que estava pairando no verde com os outros treinadores.  
O Treinador Abe era bom e dedicado. Ele realmente trabalhou duro com Claire para fortalecer seu corpo, ensiná-la a ter uma postura correta, e as técnicas corretas para levá-la a atingir alta velocidade e grande flexibilidade. Ele estava tão animado sobre esta corrida como ela. Claire passou a mão sobre seu cabelo castanho que foi amarrado num rabo de cavalo simples. 
Um fio de cabelo sobre os olhos poderia quebrar sua concentração e fazê-la perder. Satisfeita, se abaixou para tocar o chão. Claire levou um momento procurando por Oliver nas arquibancadas. Ele disse que estaria lá, mas Claire não conseguia encontrá-lo entre as legiões de jovens que vieram para animar os participantes. Além de Oliver, ninguém estava lá para ela. Seus pais tinham há muito tempo parado de ter qualquer interesse em sua vida. 


Série Correndo de um Bilionário
1- Fugindo da realidade

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Segredos Revelados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Ele descobrira seu refúgio... E seu segredo...

Isabella Williams reconheceria aqueles sapatos caríssimos e andar arrogante em qualquer lugar. Depois de meses reclusa, fora finalmente encontrada por Antonio Rossi! Ao vê-lo, o desejo que considerava enterrado voltou a queimar em seu peito, juntamente com o gosto amargo do remorso pelos erros que cometera. 
Entretanto, Bella precisava considerar as necessidades de outra pessoa além das suas. Ainda que estivesse preparada para enfrentar a ira de Antonio, tremia ao pensar como ele reagiria ao descobrir o segredo que carrega...

Capítulo Um

Isabella Williams ouviu o barulho do que, sem dúvida, devia ser um carro esporte. Levantou a cabeça. Aquele movimento rápido a fez cambalear. Deu um passo para trás e segurou a bandeja com força. Tentou recuperar o equilíbrio.
O barulho do carro desapareceu num piscar de olhos. Isabella respirou fundo, relaxou os músculos e enxugou o suor com a mão. Sua imaginação estava lhe pregando peças, era isso. Por que ficar preocupada?
Um conversível passou ao seu lado e não pôde evitar pensar... Nele. Era absurdo que Antonio Rossi pudesse estar naquela área de Roma ou à sua procura. Revirou os olhos. Só tinham partilhado a cama durante alguns dias, na primavera. Foram dias maravilhosos, mas um tipo como ele já devia ter esquecido. Antonio Rossi era um sonho para qualquer mulher e, certamente, teria encontrado uma substituta para ela no dia seguinte.
Isabella sentiu uma pontada de dor no peito. Pestanejou rapidamente e afugentou as lágrimas.
Os olhos ardiam. Olhou para o relógio e calculou quantas horas faltavam para acabar o turno.
Muitas, ainda... Tudo o que queria era se deitar, esconder-se debaixo do cobertor e isolar-se do mundo, mas aquele desejo ficaria insatisfeito. Precisava de cada centavo para sobreviver.
— Isabella, os clientes estão esperando — avisou o chefe, num tom resmungão.
Ela balançou a cabeça, como se desculpando. Estava muito cansada para responder com o sarcasmo costumeiro. Dirigiu-se para uma das mesinhas da varanda do pequeno café. Tinha de agüentar, tal qual fazia todos os dias. Era simples. Só tinha de pôr um pé à frente do outro, passo a passo.
Quando chegou à mesa do casal, sentia-se como se tivesse acabado de disputar uma maratona.
O homem beijou sua mulher quase com adoração. Isabella sentiu inveja. Mordeu o lábio.
Fazia tanto tempo que ninguém a beijava daquela maneira, que já quase nem se lembrava como era sentir-se desejada e idolatrada.
Uma onda de lembranças amargas a inundou. Não poderia voltar a ter esse tipo de amor. Não voltaria a ser o centro das atenções para Antonio e ele já não seria o seu mundo. Sentia falta dos seus beijos possessivos, da sede com que se procuraram naquela época. No entanto, por mais que pensasse nele, sabia que nunca a aceitaria novamente, menos ainda quando descobrisse a verdade.
As pernas começaram a tremer. O peso do arrependimento era grande. Cerrou os dentes e usou o pouco autocontrole que restava. Aqueles dias loucos e românticos tinham chegado ao fim.
Não valia a pena continuar pensando nisso.

Início da Vida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um herdeiro inesperado.

Roman Petrelli sabe o quanto a vida é preciosa. Apesar de ser o último representante da linhagem dos Petrelli, não pode produzir um herdeiro. Por isso, se surpreende ao saber que Isabel conseguira dar à luz um filho seu. Para Izzy, a noite que passaram juntos; fora completamente incomum e espontânea, e a deixara com algo mais do que lembranças calorosas. 
Sua filhinha é a família com a qual sempre sonhara. Quando Roman exige fazer parte da vida da menina, Izzy teme que ele tente controlá-la. Mas Roman não perderá a chance de conviver com sua herdeira, mesmo que tenha que utilizar todo o seu poder de sedução para alcançar esse objetivo.

Capítulo Um

Londres, junho de 2010
Izzy tropeçou quando o salto do sapato ficou preso num paralelepípedo. Torceu o tornozelo.
Não se machucou, mas sentiu dores nos pés, o que não era de estranhar, pois estava caminhando há horas.
Olhou para o relógio e franziu o cenho ao recordar aquela confusa seqüência de acontecimentos. Passava do meio-dia quando se despediu do advogado da sua mãe e do diretor da funerária, as duas únicas pessoas que a tinham acompanhado.
A sua mãe, Ruth Carter, fora uma mulher famosa no mundo acadêmico, escritora de sucesso graças a um livro de auto-ajuda que quebrou todos os recordes de vendas. Ou seja, os direitos autorais fizeram de Izzy uma mulher rica.
Teve de controlar uma onda de riso que se anunciou. Ou talvez fosse de choro. Balançando a cabeça, disse a si mesma que as suas lágrimas estavam congeladas sob o peso frio que lhe oprimia o peito.
A famosa psicóloga Ruth Carter poderia ter tido um funeral grandioso, mas tinha princípios muito estritos em relação a eles: nada de orações, flores, cânticos, nem mesmo lágrimas.
A sua única filha e único familiar, vivo, Izzy, respeitou os desejos da mãe e não chorou. Nem mesmo quando encontrou seu corpo e o bilhete que havia deixado. Durante a investigação policial, elogiaram sua serenidade, mas a verdade é que Izzy se manteve ausente. E, naquele momento, identificou o peso que lhe oprimia o peito como raiva contida. Por isso estava caminhado havia horas: temia que, se parasse a raiva a consumisse.
Não estava zangada com a sua mãe por escolher quando e como morrer. Sofria de uma doença terminal que roubava sua independência e Izzy a compreendia.
Izzy afrouxou a pressão com que apertava o envelope em seu bolso e levou uma das mãos ao rosto. Surpreendeu-se por sentir a pele molhada, e só quando olhou para o pavimento, percebeu que havia chovido.
Nem sabia onde estava! Na realidade, também não sabia quem era.
Tinha um pai biológico, que deveria ter recebido uma carta semelhante a que levava consigo, entregue pelo advogado; não era a filha desconhecida de um doador anônimo de esperma.
O pobre homem era só um jovem de 18 anos quando foi escolhido para ser seu pai. Era a escolha ideal, segundo sua mãe. Quando ela o seduziu, já passava dos 40 anos e resolveu atender a urgência de seu relógio biológico.
Por que tinha mentido para ela? Por que só agora, depois de morta, revelou a verdade à filha, em vez de deixá-la em paz?
Izzy endireitou os ombros, dizendo a si mesma que não podia se deixar levar pela fraqueza.
Olhou ao redor, ouvindo música e vozes animadas. Sem pensar, seguiu aqueles sons e entrou no lugar de onde eles vinham.
Era um pub, quente, abafado e bem cheio. Izzy desabotoou o casaco, percebeu que tinha sede e abriu caminho até o balcão. Todas as mesas estavam ocupadas por grupos, exceto uma, que atraiu o seu olhar como se nela houvesse um ímã invisível.
E havia mesmo. Era o homem mais bonito que já tinha visto na sua vida. O dia horrível que vinha tendo se apagou subitamente enquanto o olhava, paralisada, ignorando que ela própria atraía todas as atenções. A fragilidade que sentira alguns minutos antes se transformou em energia, ao mesmo tempo em que um formigueiro se formava em seu estômago. O homem deixou o copo sobre a mesa e devolveu-lhe o olhar, afastando uma madeixa de cabelo preto da testa.
Izzy estremeceu como se ele a tivesse tocado e levou a mão ao ventre.
Era belo como uma estátua grega: maçãs do rosto marcadas, nariz aquilino, lábios esculpidos que podiam resultar tanto sensuais quanto cruéis. Izzy pensou que seria impossível cansar de olhar para um rosto como aquele.

Dona do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Feita para ele.

Olivia Tate estava cansada da vida fútil da alta sociedade e das imposições de sua mãe. Pena que ela só chegou a essa conclusão quando estava no altar, prestes a dizer "aceito". Mas antes de embarcar em um casamento infeliz, Liv decide fugir. Desamparada e sem dinheiro, ela quer deixar seus antigos costumes para trás. Mesmo que seja trabalhando como empregada de um militar exigente. 

O tenente Cade Grant é rude, sensual e tem um coração de pedra. Mas Liv consegue driblar as barreiras desta alma ferida com sua inocência, despertando nele um desejo avassalador. Agora Cade está disposto a ensinar tudo o que ela precisa saber... entre os lençóis.

Capítulo Um

Ele estava entediado, não conseguia ficar sentado por muito tempo. A rede de televisão perguntara se poderia realizar a entrevista na cozinha de Featherstone Hall, assim ele pareceria mais humano e acessível. Achando que publicidade ajudaria a alavancar seu projeto, ele concordara, e agora estava sob os holofotes das câmeras enquanto uma menina com unhas sujas batia a claquete em seu rosto.
— Já chega — disse ele, levantando-se.
— Mas, coronel Grant... Cade — obviamente achou que ao chamá-lo pelo primeiro nome ele se acalmaria, mas fracassou —, você não terminou de entrevistar as candidatas a... empregada do herói.
— Você se refere àquelas patetas.
— Não apareceu mais ninguém... então, para evitar que a entrevista fosse um fracasso, providenciei candidatas.
— Patetas de sua equipe? É, sei. — Ele empurrou a cadeira. — Agora podem arrumar suas malas e ir para casa, a entrevista foi cancelada.
Ele levantou-se sabendo que seu tamanho era intimidante. Deveria saber que era um erro deixar qualquer um invadir sua vida. Só permitira desta vez porque tinha esperanças de que a cobertura da televisão promovesse seu projeto de transformar Featherstone Hall em um centro de reabilitação para soldados, um serviço que estava determinado a expandir por todo o país. A repórter só tinha interesse em histórias de heroísmo com muito sangue. Ele se retraíra com aquilo. Quando ela disse que acrescentar aquele tipo de coisa fazia milagres com a audiência, teve vontade de dizer que tinha sorte por não ser homem, do contrário a convidaria a se retirar. Sabia que não podia culpá-la e rangia os dentes enquanto esperava a equipe de filmagem empacotar o equipamento. Ele deveria ficar feliz por ela não saber da realidade por trás de imagens na televisão.
Assim que o último deles se retirou, começou a limpar tudo e, quando empilhou as xícaras sujas em uma pia já cheia de louças, toda a pilha tombou. Praguejou alto ao se cortar nos cacos de vidro. Saiu à procura de curativos. Como a casa podia ter se transformado num caos enquanto estivera fora? A primeira empregada que contratara era difícil e intransigente, na verdade o tipo de pessoa comparável a ele. Ele deveria saber que ser faixa preta em caratê e ter mais barba do que ele não garantiria a ela um status de deusa do lar, e como resposta ao insulto, ela se demitira um dia depois, dizendo que era impossível conviver com ele.
Agora não havia uma única resposta ao anúncio para uma substituta. A repórter disse que sua reputação amedrontara todos, ele e sua aparência, ele imaginou, julgando o modo como a equipe de filmagem olhara suas cicatrizes. Suspeitou que gostariam de ter filmado mais de perto para chocar os telespectadores. Passando a mão pela barba, se olhou no espelho, não podia culpá-los. Ao ouvir uma batida na porta piorou ainda mais. Ele já devia saber que alguém da equipe de filmagem esqueceria algo.
— Sim? — Ele escancarou a porta e foi forçado a baixar o olhar para avistar uma pequena infeliz desgrenhada na sua entrada vestindo uma roupa extravagante.
— Posso entrar? — perguntou.
Ele percebeu tudo com um só olhar. Algo dentro dele ficou balançado o que exigiu firmeza e mais um lembrete de que as aparências enganavam. A menina era jovem com cabelo cor de mel, encharcado e emoldurando um rosto em forma de coração. Usava uma tiara precariamente pendurada em sua cabeça e sapatos prateados arruinados, o que parecia ser um vestido de noiva e um véu rasgado e imundo de lama... e agora podia ver que estava chorando, se de dor ou alívio, não podia saber. Uma coisa ele sabia, o vestido não era uma fantasia.

Amante Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Desafiadoras






Um mês com o russo implacável...

Kat Marshall sacrificou até o último centavo pelas irmãs mais novas. Agora, sua situação financeira é um desastre, e ela precisa de ajuda. Kat sempre guardara seus sonhos para si, mas com a oferta de Mikhail Kusnirovich ela poderia transformar todos em realidade. Ele não era bilionário por acaso. 

Para Mikhail, cada coisa tinha um preço, inclusive levar Kat para a cama. Entretanto, ela é praticamente impossível de seduzir. Por fim, Mikhail propõe um acordo: pagaria todas as dívidas dela. Em troca, Kat passaria um mês em seu iate, mais exatamente na cama dele...

Capítulo Um

Mikhail Kusnirovich, magnata russo do petróleo e temido homem de negócios, relaxou o corpo longo na cadeira de couro do escritório e olhou para seu melhor amigo, Luka Volkov, incrédulo.
— É assim que você quer passar sua despedida de solteiro? Fazendo trilhas? É sério?
— Bom, a festa já aconteceu, e preciso dizer que foi um pouco demais para mim — confessou Luka, cujo rosto normalmente bem-humorado mostrou desagrado com a lembrança. De altura mediana e bastante robusto, Luka era professor universitário e autor aclamado de um livro recente de física quântica.
— A culpa é do seu futuro cunhado — lembrou Mikhail, seco, pensando nas dançarinas eróticas contratadas por Peter Gregory para a ocasião, tão distantes da personalidade tímida do seu amigo que a chegada de um grupo de terroristas no meio da comemoração teria sido mais bem-vinda.
— Peter teve a melhor das intenções — afirmou Luka, saindo imediatamente em defesa do insuportável banqueiro.
Mikhail ergueu as sobrancelhas e seu rosto moreno e esguio assumiu uma expressão sombria.
— Mesmo que eu tenha dito que você não iria gostar?
Luka enrubesceu.
— Ele tenta, apenas não sabe como fazer, é isso.
Mikhail não disse nada, porque pensava com amargura em como Luka havia mudado desde que ficara noivo de Suzie Gregory. Apesar de os dois homens terem pouco em comum, exceto a ascendência russa, eram amigos desde que se conheceram na Universidade de Cambridge. Naquela época, Luka não teria problema algum em dizer que um homem grosso, chato e fanfarrão como Peter Gregory não merecia um minuto do seu tempo. Mas agora, Luka botava panos quentes e era subserviente às vontades da noiva. Mikhail cerrou os perfeitos dentes brancos, insatisfeito. Ele nunca se casaria. Como o macho alfa que era, jamais iria mudar sua personalidade para agradar a uma mulher. Só pensar nisso já dava arrepios em alguém criado por um homem cujo ditado favorito era “um frango não é um pássaro e uma mulher não é uma pessoa”. O falecido Leonid Kusnirovich adorava repetir aquilo para irritar a refinada babá inglesa que contratara para cuidar do filho. Sexista, brutal e sempre insensível, Leonid horrorizara-se com o jeito delicado da babá, temendo que ela transformasse seu filho em um fraco. Mas, aos 30 anos, não havia um pingo de fraqueza nos 1,90m bem distribuídos de Mikhail, nem no seu desejo desmedido por sucesso ou no seu apetite por um amplo e variado cardápio de mulheres.

Série Noivas Desafiadoras
1- Amante Seduzida
2- O Direito do Sheik - Distribuição em setembro
3- Imagem Real - Distribuição em setembro
4- Desafiando o Destino - Distribuição em setembro

Ilusões Perdidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Jana voltou para Miles sem ilusões e sem ternura, com o coração repleto da mágoa de ter sido cruelmente traída por ele. 


A diferença é que agora não esperava mais nada desse homem; nem amor, nem ódio! Viveriam apenas de aparências, para mostrar ao mundo que seu casamento era um sucesso, quando na verdade era um fracasso. 
Havia ainda uma coisa que não morrera completamente entre eles, uma emoção incontrolável e insaciável, capaz de levá-los à loucura cada vez que se tocavam: o desejo! Mais forte que o ódio, mais intenso do que tinha sido antes, esse desejo os fazia vibrar como nunca e os empurrava inexoravelmente para os braços um do outro!

Capítulo Um

— Você o quê?! — explodiu Allen Montgomery.
O rosto de Allen, que já era normalmente rosado, agora estava púrpura. Ele se ergueu de sua cadeira de executivo como um autômato, curvan­do-se ameaçadoramente para a mulher do outro lado da mesa.
— Você me ouviu — respondeu Jana Parrish, com toda a calma. Alta e muito elegante, ela era o protótipo da mulher bem-sucedida nos negócios. Com desenvoltura, jogou os ombros para trás e pros­seguiu: — Estou me demitindo, Allen. A partir das cinco horas da tarde não estarei mais aqui. Sinto muito não poder cumprir o aviso prévio.
Allen Montgomery, um homem de estatura média e bastante atraente, estava agora completa­mente confuso. Passou a mão pela testa franzida, ajeitou os cabelos bem penteados e deu a volta na mesa, postando-se a centímetros de Jana.
— Alguém a deixou zangada? Por acaso algum dos homens do escritório tentou cortejá-la? Se foi isso, diga-me! Eu…
— Não foi nada disso, Allen.
Pela primeira vez a voz de Jana soou trêmula. Ela sacudiu a cabeça, agitando os sedosos cabelos castanhos. A claridade do inverno que entrava pela janela emoldurava-lhe o rosto com um aro colorido. Estendeu um papel a Allen.
— É uma carta de Dorothy Parrish. Ela pre­cisa de mim.
Os olhos cor de avelã de Allen fixaram-se, intrigados, no rosto de Jana. Era como se ele quisesse ler seus pensamentos. Depois de alguns minutos de silêncio, tomou o papel de suas mãos e leu.
— Não compreendo — murmurou, depois.
— Aqui ela diz que precisa de você com urgência e pede que vá a Charleston, imediatamente. Mas por quê, Jana? Você não pode simplesmente largar tudo e sair correndo por causa de uma velha.
Os lábios delicados e róseos de Jana curva­ram-se, num sorriso.
— Não chamaria Dorothy de velha se a conhe­cesse. Mas, voltando à sua pergunta, não sei por que ela mandou me chamar. Só sei que não o teria feito se não fosse muito importante.
— Então você vai mesmo embora?
Jana fez que sim com um gesto de cabeça, mordendo o lábio inferior.
— Dorothy foi muito boa comigo num período difícil da minha vida. Esta é a primeira vez em que ela me pede alguma coisa. Não tenho outra escolha a não ser atendê-la.
Allen voltou a examinar a carta.
— Como foi que ela conseguiu seu endereço? Você me disse que os Parrish não sabiam onde você estava.
— Exceto Caroline. No Natal mandei um presente para Dorothy através dela, e na ocasião lhe dei o meu endereço, pedindo que o mantivesse em segredo para o resto da família.
— Belo segredo! — resmungou Allen.
— Caroline não teria traído minha confiança se não fosse por um bom motivo — retrucou Jana, com convicção. — Apesar de tudo, ela ainda é a melhor amiga que tenho no mundo.
Allen colocou a carta sobre a mesa.
— Não pode ir embora, Jana. Isso deve ser alguma brincadeira de mau gosto. Além disso, e nós?
— Não existe esse “nós”, Allen, e você sabe muito bem disso.
— Estou apaixonado por você e quero que nos casemos! — explodiu ele. — Como pode dizer que não existe “nós”?

Chamas de Verão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Donovan conseguia despertar em Marian um desejo alucinado

Dois corações e um amor quase impossível.
Uma grande humilhação marcou a vida de Marian Bradley: seu marido morrera nos braços de uma prostituta! E agora o destino teimava em magoá-la ainda mais, pois sua empresa, a Petróleo Bradley, estava falindo.
Desesperada ela recorreu ao governo de Oklahoma, que enviou o engenheiro Donovan Powers para ajudá-la. 

A atração entre Marian e Donovan foi instantânea, mas sua desilusão com os homens não lhe permitia aceitar a paixão que a estava queimando por dentro.
Poderia uma mulher de 35 anos amar um homem mais novo? Os beijos de Donovan diziam desesperadamente que sim, prometendo a Marian o paraíso…

Capítulo Um

— Ladrões?! — Marian Bradley, pareceu engasgar com a palavra.
Donovan Powers ficou observando aquela mulher, sentada muito empertigada atrás da mesa de imitação de nogueira. De repente, ela inclinou-se para a frente, pondo-se a tamborilar ner­vosamente os dedos, de unhas curtas e sem esmalte, sobre o tampo de fórmica.
— Meu rapaz — ela falou, com a voz já controlada —, caso não saiba, John Wayne está morto. Isto aqui não é um filme de cowboy, e nem estou com ânimo para brincadeiras. Não teria solicitado um especialista em máquinas, se não estivesse profundamente preocupada com os problemas que vêm ocorren­do na minha companhia.
Era irônico ser chamado de “meu rapaz” por uma mulher que não parecia ser mais que dois ou três anos mais velha, pensou Donovan, divertido. Fazia-o sentir-se como um garoto de ginásio, em vez de um homem de trinta anos. Mas talvez fosse esse o efei­to que ela esperava conseguir, uma última estocada que lhe per­mitisse conservar a dignidade, embora estivesse necessitando de sua ajuda. Marian Bradley dava-lhe a impressão de ser a espécie de pessoa que odiava a idéia de não conseguir resolver seus pró­prios problemas.
A determinação e decisão estavam presentes no contorno firme e reto de seu maxilar, enquanto empurrava a cadeira giratória para trás e começava a atravessar, de um lado a outro, o estreito escritório, com passadas agitadas mas decididas. A firmeza do queixo contrastava com a delicadeza de suas feições e porte. Não era o que se poderia chamar de uma mulher bonita, no conceito comum de beleza, porém havia um certo encanto naquele rosto bronzeado, onde brilhavam olhos azuis. Obviamente, ela passava grande parte do tempo ao ar livre; o mesmo sol que lhe dourara as faces colocara reflexos de luz em seus cabelos castanhos, caídos em ondas pelos ombros. Uma mulher muito charmosa… e forte, decidiu Donovan, com aprovação.
E Marian Bradley teria que ser realmente forte, se quisesse salvar seu negócio, pensou ele, observando o escritório. Com exceção de um pequeno lavabo, a matriz da Companhia de Pe­tróleo Bradley estava instalada num único aposento, acanhado e em desordem. Nas paredes revestidas de painéis de madeira, esburacados por percevejos e pregos, havia restos de fita adesiva com as quais tinham sido pregadas fotos aéreas e mapas de regiões do Leste do Estado de Oklahoma.
O interior escuro recebia luz apenas de uma das duas estreitas janelas situadas atrás da escrivaninha; a outra estava quase com­pletamente obstruída pelo aparelho de ar condicionado, que ron­cava e gotejava, produzindo uma corrente de ar morno. Um calendário, mostrando uma reprodução de arte celta, estava pendurado num gancho, perto do pôster de um gatinho agarrado num galho de árvore, com a inscrição: “Agarre firme!”. Donovan ficou a pensar há quanto tempo Marian estaria se agarrando em seu empreendimento, tentando não cair.
Era claramente visível que a companhia nunca fora próspera, apesar dos mapas indicando uma intensa atividade exploratória em vários poços. Mas se algum deles tivesse compensado o esforço e o investimento, com certeza a firma teria se transferido para escritórios melhores e mais espaçosos, livres dos odores de peixe frito e gordura que subiam do andar inferior, ocupado por uma espécie de lanchonete.

Pacto de Felicidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Holly iluminava os sonhos de Grady como uma estrela fugidia.

Grady abraçou Holly, nâo contendo mais a paixão que quase o enlouquecia. Precisava vencer-lhe a resistência, fazê-la de novo provar o doce sabor dos sonhos e restituir-lhe a esperança no futuro. No entanto, mesmo com os olhos nublados de desejo, Holly fugiu de suas carícias... Por quê? perguntou-se ele desesperado. 

Que tormentos essa mulher fascinante trazia na alma, impedindo-a de amar e ser feliz? Que passado cruel negava-lhe a confiança no futuro, obrigando-a a manter-se distante de quem lhe despertava emoções mais fortes?

Capítulo Um

A casa erguia-se solitária no meio de um amplo terreno abandonado onde o mato atingia mais de um metro de altu­ra. A pintura branca, gasta pela contínua exposição ao tem­po, descascava em toda a extensão das paredes, e a porta de tela, solta das dobradiças, encontrava-se caída na varanda.
A madeira envelhecida dos batentes das janelas revelava restos de tinta verde e, de frente para a rua, um vidro quebrado brilhava como uma teia de aranha prateada sob o sol de fim de tarde.
Apesar do mato, era possível distinguir uma calçada de ci­mento em torno da residência, com plantas crescendo pelas rachaduras e revelando os vários meses de total negligência. Apenas as quatro grandes árvores que se alinhavam no fun­do do terreno salvavam-se da atmosfera de destruição e des­caso que permeava todo o local.
Holly Simpson apertou as mãos úmidas e respirou fundo. Em seguida, desceu do caminhão, tentando disfarçar uma profunda decepção. Por um breve instante, uma onda de pâ­nico quase a dominou, mas ela conseguiu controlar-se ape­sar de estar vendo sua última esperança evaporar-se diante dos olhos.
— É aqui, mamãe? É esta a casa que a sua avó lhe deixou?
Ela forçou um sorriso e virou-se para o filho de nove anos.
Trevor, apoiado na janela do velho caminhão, examinava com ar de surpresa a casa abandonada.
— É querido.
— Você disse que era bonita e que nós íamos gostar mui­to. — Havia um tom de acusação na voz dele.
— Ela era bonita, mas fazia muito tempo que eu não vi­nha aqui — Holly respondeu; sem saber como conseguia man­ter o sorriso nos lábios. — Nós vamos reformá-la.
Agitada por uma nova sensação de medo, Holly desviou o olhar. Não queria que os filhos percebessem como ela es­tava abalada. Tinha contado tanto com aquela casa e, no fim, tudo acabara se mostrando como mais uma tentativa inútil. Agora se encontrava realmente num beco sem saída.
Três fi­lhos pequenos, uns poucos milhares de dólares que haviam sobrado do seguro, nenhum emprego e tudo que possuía pa­ra recomeçar a vida era uma casa caindo aos pedaços.
Holly respirou fundo mais uma vez e encarou outro as­pecto da fria realidade: se as coisas piorassem muito, teria de vender o caminhão. Tornou a fitar as crianças e viu Ryan apertando-se ao lado do irmão para também apoiar-se na ja­nela e observar a casa.
— É bem feia, não é, mamãe? Parece mal-assombrada! Vai ver tem uma bruxa morando lá.
Holly segurou a maçaneta da porta e lançou um olhar de repreensão ao filho de oito anos.
— Chega Ryan. Você vai deixar Megan assustada com essas bobagens.
Ele olhou para a irmãzinha e sorriu.
— Não, mamãe, ela ainda está dormindo.
— Ótimo, então desçam do caminhão. Eu vou pegá-la. — Os meninos saíram do veículo e Holly sacudiu gentilmen­te a filha. — Meg querida; chegamos. — A menina espreguiçou-se e Holly a levantou nos braços. Depois tirou um chaveiro do bolso da calça e o entregou a Trevor. — Vá à frente e abra a porta, está bem? Ryan, você poderia apa­nhar minha bolsa? — Tentando mostrar-se forte, ela ajei­tou Megan no colo e encaminhou-se à velha residência de sua avó. Rezava fervorosamente para que o interior não estives­se tão ruim quanto à aparência externa fazia supor.
Seus fi­lhos precisavam de um lugar para morar!

Um Amor Fora de Moda

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Confusão em dose tripla…

Wyatt Gilley tinha uma vida atarefada cuidando dos filhos gêmeos. Casar-se de novo estava fora de questão. Mesmo assim, queria uma companhia feminina. Principalmente se fosse a de uma mulher como a adorável Traci Temple. Mas Wyatt tinha consciência de que nada poderia oferecer a ela, exceto confusão.
E confusão era o que havia de sobra, fosse por causa dos beijos que roubara dela, fosse pelas travessuras de seus impossíveis “anjinhos”…
Desde que Traci se mudara para Oklahoma, sua vida corria conforme o planejado, a não ser por seu envolvimento com os três Gilley.
Os gêmeos eram terríveis e o pai tão charmoso quanto perigoso. Logo Traci estava temendo perder o controle - e o coração - por um homem a quem jamais poderia chamar de seu.

Capítulo Um

Wyatt Gilley empunhou o papel que um oficial de justiça acabara de lhe entregar e o sacudiu na frente de seus dois filhos.
— Muito bem, mocinhos, sabem o que é isto? Uma intimação do juiz! A srta. Temple está me processando. — A expressão dos meninos permaneceu inalterada, ambos olhando candidamente para ele. Wyatt respirou fundo e encarou o mais velho dos gêmeos, identificado por uma pequena cicatriz na sobrancelha esquerda.
— Alex, o que tem a me dizer a respeito? Quero saber a verdade!
Os olhos azuis brilharam no rostinho sardento. Alex ergueu ligeiramente a sobrancelha ruiva e fez um muxoxo.
— Essa mulher é maluca. Não aconteceu nada.
— Maluca a ponto de nos processar por nada! — Wyatt es­bravejou.
Alex deu de ombros.
— Acho que sim.
Wyatt suspirou. Talvez a tal srta. Traci Temple estivesse en­ganada, mas maluca? Dificilmente. Lembrou-se do porte gracioso dela, dos cabelos loiros emoldurando a face delicada, os fantás­ticos olhos verdes. A conversa que haviam tido não fora nada agradável.
— Boa parte do meu material de construção desapareceu e seus filhos foram vistos algumas vezes rondando a loja — dissera ela, com firmeza. — Tenho certeza de que foram eles.
Claro que ele retrucara que serem vistos no local do crime — a velha sorveteria desativada — não era prova de que os meninos fossem efetivamente os ladrões. O ar de inocência dos gêmeos, naquele momento, o havia convencido de que estava certo. Traci Temple, porém, o encarara com aqueles implacáveis olhos verdes que o deixavam sem fôlego e o acusara de cego, dizendo que ele não queria enxergar a realidade.
Ao pensar nisso agora, Wyatt amassou o papel na mão. Tinha a desagradável sensação de que a atraente srta. Temple estava certa a respeito dos garotos.
Automaticamente assumiu a habitual postura militar. Endirei­tou as costas, ergueu os ombros, encolheu a barriga e juntou os calcanhares. Decidido, virou-se para o filho mais jovem, seis mi­nutos mais jovem, para ser exato. Se Alex sempre fora o domi­nador entre os dois, duro como aço, só dando o braço a torcer quando não havia mais remédio, Max, ao contrário, era gentil, doce, parecendo muito mais um garotinho do que um endemoniado moleque de dez anos de idade. Wyatt o encarou e o viu engolir em seco.
— A verdade agora, meu rapaz — disse, e os olhos azuis do pai, idênticos aos do filho, pareceram transpassá-lo. — Não olhe para seu irmão!— Wyatt acrescentou, ao notar que Max pedia um mudo socorro a Alex. — Olhe para mim!
Max obedeceu, com uma inequívoca expressão de culpa. Wyatt segurou-lhe os punhos, aproximando ameaçadoramente o rosto, consciente de que amedrontava o garoto. Odiava agir assim, prin­cipalmente depois da noite em que Alex, beligerante, havia lhe gritado que eles eram seus filhos, não seus soldados, mas que alternativa lhe restava? Reprimiu o remorso. Ele era o pai. E como pai, precisava assumir seu papel, às vezes sendo rude, mas era pelo bem dos meninos.
Sua voz assumiu um frio tom de comando.
— Permissão para falar, meu jovem. Agora!
Tomando coragem. Max respirou fundo.
— A gente pensou que era lixo! Estava tudo largado lá fora, apodrecendo, e você não queria nos dar aquelas tábuas da garagem se a gente não dissesse pra que era, e era um segredo, então a gente pegou a pilha do lado da loja, achando que era lixo! Juro, pai!
Alex fitou acusadoramente o irmão e cruzou os braços, desa­fiante, mas Wyatt o ignorou, continuando a questionar Max.
— Então, achando que era lixo, vocês pegaram o material de construção da srta. Temple. Todas as tábuas? Uma pilha de tá­buas?
O queixo de Max tremeu e lágrimas surgiram em seus olhos.
— Pe… pegamos, senhor. — Era sintomático que tivesse cha­mado o pai de "senhor".
Wyatt largou os punhos do menino e afastou-se um pouco, colocando as mãos na cintura.
— Será que os dois cavalheiros já ouviram falar em roubo? — Viu os garotos estremecerem, mas não se comoveu. — Vamos ver se entendi direito. Meus adoráveis herdeiros se apro­priaram de uma pilha de madeira que se encontrava ao lado da velha sorveteria, provavelmente as serraram e usaram naquela ruína do fundo do quintal a que chamam de clube? Será que acertei?