quarta-feira, 6 de abril de 2022

      A Cura do Amor

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO

      O que você faz quando seu noivo perde a coragem?

      Para Jesse Winsloe, a resposta é clara: esconda-se. Solteira novamente e demitida do trabalho, Jesse foge para a Cabana Onery para lamber suas feridas com sua velha tia Will - uma vovó com o segredo para curar os apaixonados. Claro, a Cabana Onery pode estar fora do estilo de vida dos pobres e caipiras de Hollywood, mas Marrying Stone Mountain tem seu charme - incluindo o assistente do médico local, Piney Baxley, um antigo destinatário do pungente “cataplasma de coração partido” de tia Will. Entre remédios populares e um romance - sem amarras, Jess está começando a pensar que encontrou seu próprio tipo de cura para a paixão - porque não há nada como uma pitada de confiança e uma pitada de atração para consertar um coração partido.


      Capítulo Um

      Ela estava com seus pais perto do corredor do lado direito do auditório em Lake Grove Middle School de Tulsa. Nos últimos oito anos, Jesse esteve sentada no palco com o corpo docente. Este ano, sua expectativa era estar na plateia - especificamente, na segunda fileira da seção do meio, onde “as famílias“ se sentavam.  
      Como noiva do diretor, Greg Wilkinson, aquele teria sido o lugar apropriado para ela. No entanto, a realidade era que ela não era mais um membro do corpo docente ou noiva de Greg. Em vez disso, ela estava com sua mãe, seu padrasto e seus irmãos, sorrindo, sorrindo, sorrindo enquanto o público de alunos, pais e líderes comunitários aplaudiam e davam as boas-vindas ao novo casal feliz. Diretor e Sra. Greg Wilkinson. SEU Greg Wilkinson. - Estou tão feliz por eles. Estou muito feliz por eles, Jesse repetiu várias vezes esta noite. Ela precisava manter a frase bem na ponta da língua. Ela estava determinada que nenhuma outra palavra sairia de sua boca. 
      Nada como cruel, sem fé, traidor ou mesmo idiota sem coração! Poderia ser falado. Ela não podia deixar ninguém adivinhar o quão magoada ela estava. Jesse olhou para sua mãe. O sorriso de Patsy Thackery era tão amplo quanto o da filha e igualmente falso. Além de Patsy, o padrasto de Jesse, Roger, não fez nenhuma concessão ao fingimento. Seu rosto era uma nuvem de tempestade. A visão de sua raiva animou Jesse de alguma forma. 
      Ele estava sempre do lado dela. Apenas seus irmãos não se emocionaram com a novela da vida real. Austin, que acabara de fazer treze anos, descreveu Greg como “um fracassado”. E Ryan, que tinha onze anos, disse: - Sim, mana, da próxima vez escolha um cara que não seja um fracassado. Os dois riram de sua piada engraçada com entusiasmo. Jesse deu uma risadinha artificial. Ela deliberadamente protegeu os meninos de seu drama, sua raiva e sua decepção. 
      Esta era a escola deles e ela não queria complicar o amor deles simplesmente porque o diretor havia largado a irmã deles. A tradicional visitação pública, três semanas após o início do semestre, era bem frequentada por todas as famílias locais. Eles visitaram as instalações, conversaram com os professores, comeram biscoitos meio velhos regados com ponche aguado e agora foram muito bem recebidos, receberam uma orientação básica e entregaram pacotes de material que a maioria nunca leria. Jesse não esperava comparecer. 
      Na verdade, exceto talvez por uma prisão, uma zona de guerra ou uma festa de fraternidade, ela dificilmente poderia imaginar qualquer lugar que ela menos quisesse estar. Mas seu irmão Austin estava sendo homenageado por vencer a competição científica Summer Scholars. Como sua irmã
      mais velha e mentora científica, ela se sentiu obrigada a vê-lo receber o prêmio. Ele a queria ali e Jesse não permitiria que seu romance quebrado a mantivesse longe. 
      Ele estava sentado ao lado dela agora, segurando seu troféu dourado com o microscópio de plástico moldado em cima. A ovação finalmente diminuiu e Greg agradeceu a todos por terem vindo e depois os dispensou como se a multidão reunida fosse apenas mais uma sala de aula de crianças demorando-se após o sino. Com o sorriso deliberado com força total, Jesse se virou para o corredor e tentou focar sua atenção nas pessoas imediatamente ao seu redor. Ela não conseguiu, no entanto, parar de olhar rapidamente para o homem com quem pensava que passaria o resto de sua vida. O homem que alegou amá-la.
       O homem que ela ainda amava. Ela tentou não se lembrar disso - tentou não sentir isso - enquanto sua família fugia. Sua mãe, com a cabeça determinada e erguida, certificou-se de que não parecessem apressadas. Mas seu padrasto conseguiu levá-los para o estacionamento em tempo recorde. 
      - Estou tão feliz por eles. Estou muito feliz por eles, Jesse repetiu para todos que se atreveram a perguntar.


      Série M.Stone
      01- M. Stone
      03- A Cura do Amor
      Série concluída

      terça-feira, 22 de março de 2022

      Simples Jess

      Série M.Stone (Contemporânea)

      Jesse Best é um homem simples com ambições simples, seu próprio cachorro, sua própria arma e uma mulher.

      Neste retorno muito especial a Marrying Stone, Jesse tem sua chance em todas as três ambições. Althea Winsloe é viúva e tem um filho. Tudo o que ela quer é dar ao filho uma infância melhor do que a dela. Mas uma jovem sentada em uma área de cultivo nobre certamente atrairá a atenção de seus vizinhos invejosos e dos pretendentes de todos os lados. Parentes interferentes e a confissão de um beijo ilícito a forçam a escolher um novo marido no dia de Natal.

      Capítulo Um

      Althea Winsloe estava enlouquecendo. Seu rosto estava vermelho, seus dentes cerrados e ela marchava pelo gasto caminho da montanha com tanta pressa que nem percebia o céu azul claro, as exuberantes cores outonais dos carvalhos, o cinza do olmo — o bonito dia de outono que a rodeava. Sua raiva era uma consequência típica da visita matinal à sua sogra.
      Beulah Winsloe tinha aparentemente feito do seu objetivo na vida frustrar, subjugar e enfurecer Althea.
      Essa manhã Beulah estivera em boa forma.
      Althea não conseguia acalmar seus pensamentos enquanto suas mãos apertavam firmemente a alça da cesta de mercado trançada.
      —Aquela mulher! Aquela mulher! — sussurrava furiosamente para si mesma. —Ela não governará minha vida. Eu juro pela minha alma.
      Seu juramento não oferecia qualquer conforto imediato. A jovem mulher ainda fervia. Fez seu caminho furiosamente ao longo da trilha da floresta íngreme tão depressa, que o pequeno menino com cara de querubim que a seguia mal conseguia acompanhá-la.
      —Mais devagar, mamãe —, ele acabou implorando.
      Assustada, Althea se deteve imediatamente. Voltou-se para o pequenino que caminhava atrás dela, sua expressão sendo uma mistura de surpresa e culpa. Havia caminhado rápido demais para as pernas curtas do pequeno que a acompanhava. Em sua pressa furiosa não havia pensado na criança, seu filho.
      —Bebê-Paisley! — chamou enquanto ele se apressava em sua direção. Seu macacão simples era ainda um pouco grande para ele. As calças enroladas em seus tornozelos eram pelo menos três polegadas mais largas. Ele era loiro e sardento; robusto e determinado. O rosto estava corado pelo esforço. Suas perninhas rechonchudas tinham de fazer três passos largos para cada um dos dela.
      —Sinto muito, Bebê-Paisley, — disse ela, abaixando-se para pegá-lo em seus braços. —Acho que estou caminhando tão rápido quanto estou pensando. A mamãe não queria deixar você para trás. Por que não me deixa carregá-lo?
      O menino correu para seu lado. Ignorando seus braços abertos, caiu de joelhos, respirando agradecido com a pausa. Olhando-a, agitou a cabeça.
      —Você não pode me carregar, mamãe — disse-lhe, com a testa enrugada em séria contemplação. —Sou muito grande.
      Os olhos castanho-claros de Althea brilharam.
      —Você é um bonito menino grande, — ela admitiu. —Mas eu ainda posso carregá-lo.
      —Eu sou o homem da casa —, afirmou de maneira simples e com considerável importância enquanto colocava seu polegar contra o peito.
      A curva do sorriso de Althea endureceu e a tristeza extinguiu as estrelas brilhantes em seus olhos.
      —Suponho que sua avó tenha dito isso a você.
      O pequenino assentiu orgulhosamente.
      —Vovó diz que eu sou o homem da casa. Por isso, já não sou mais o Bebê-Paisley.
      Althea se agachou ao seu lado e colocou suas mãos amorosamente sobre os ombros tão pequenos, mas ávidos para suportar o peso do mundo. Amava-o. Ele era a única coisa em seu mundo que importava e ela jurou que o protegeria. Depositando um beijo no topo de sua cabeça, sorriu para ele, as palavras cuidadosas e ternas.
      —Você é um rapazinho muito corajoso e é o meu Bebê-Paisley — disse-lhe. —Você e eu, não precisamos de nenhum homem da casa.
      —Mas vovó disse...


      Série M.Stone
      01- M. Stone
      02- Simple Jess
      03- A Cura do Amor
      Série concluída


      segunda-feira, 7 de março de 2022

      M. Stone

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO
      Série M.Stone

      Qualquer estudioso de sucesso fará sacrifícios pessoais para aprimorar sua pesquisa. 

      Mas nunca se espera que a maioria inclua um casamento suspeito com uma garota descalça no morro. O musicólogo J. Monroe Farley espera provar que a natureza das montanhas Ozark preservou a linguagem e a música de uma época passada. Hill Girl, Meggie Best só espera que um belo príncipe realize seus sonhos. 
      Nenhum dos dois espera ter a vida subitamente revertida por um pote de picles ruim e um gambá

      Capítulo Um 

      Do diário de J.Monroe Farley
      12 de abril de 1902 Terra dos McBee's, Arkansas. Cheguei ao meio- dia no barco postal a vapor Jesse Lazear. A viagem foi barulhenta, lotada, impura e desconfortável.
       As acomodações locais não são as melhores. Minha mala estava molhada ao ser descarregada, e temo que meu guardaroupa não seja o mais fresco. 
      O Ediphone, no entanto, sobreviveu a traiçoeira travessia do Rio Branco e por isso estou devidamente grato. Esses Ozarks são um deserto selvagem e primitivo, quase infernal em isolamento e solidão. Enquanto observava a costa pela qual passávamos, fiquei impressionado com seu silêncio interminável. É misterioso e antinatural. 
      Não fosse a importância do meu trabalho e meu forte desejo de provar minha tese, acredito que poderia, com grande pressa, retornar à civilização relativa do baixo Missouri e dos vales dos rios Mississippi. Ouvi hoje a palavra fomentar, proferida por um fazendeiro esfarrapado e iletrado que tinha vindo cavalgando até o correio com sua colheita. Fiquei tão assustado que temo ter encarado o homem horrorizado. 
      Ouvir uma bela e antiga palavra elisabetana nos lábios de um homem do interior era simultaneamente alegre e profano. Mas certamente isso me leva à esperança. O piloto, capitão Dochelin, garante-me que esses habitantes locais estão muito distantes das pessoas primitivas mais distantes da floresta. 
      No dia seguinte, começo uma caminhada de mulas de volta às profundezas mais sombrias das montanhas Ozark. E, poder-se-ia dizer, de volta à própria história. Meu coração bate loucamente com antecipação e admiração. 
      Que músicas, histórias e palavras há muito esquecidas posso descobrir por lá? - SOO-EEEE! Meggie Best gritou o chamado padrão dos porcos. A meia dúzia de porcos preguiçosos continuava descansando ao sol da manhã em torno da pequena clareira da montanha que ela, seu pai e irmão chamavam de lar. - Soo-eee porco! Vamos, logo, eu não tenho até o dia do juízo para ficar à toa. Embora suas palavras soassem duras, ela estava cantarolando baixinho para si mesma e seu coração estava extraordinariamente leve. Ela esteve perdida em um agradável sonho durante toda a manhã.


      Série M.Stone
      01- M. Stone
      03- A Cura do Amor
      Série concluída



      quinta-feira, 29 de outubro de 2020

       ROMANCE CONTEMPORÂNEO


       

      Quanto a este romance, Maravilhosa Mentira, eu o escolhi por se tratar de Uma história sensacional! Duas gêmeas idênticas são confundidas, isto é, uma é tomada pela outra e... E aí que tudo começa. Um romance de tirar o fôlego!


       

       

       

       

       

      Capítulo Um

      — Papai, você acha que a nova namorada de tio Peter é parecida com a última? — perguntou Jake Carson, à mesa do café da manhã, com grande entusiasmo. — Não quero nem pensar nisso, filho — respondeu Thomas. — Sissi era uma mulher e tanto! — Espere um pouco! Sissi não foi a última — corrigiu Lucie. — Depois dela, o tio Peter teve mais duas namoradas. A última foi Sarah, e a penúltima, Emma. — Emma — repetiu Jake, com a reverência que apenas um garoto de dezesseis anos usaria para falar de uma mulher capaz de aumentar a taxa hormonal de qualquer homem.— Ela só usava miniblusas decotadas! Que seios! — Só para que você ficasse babando — explicou Lucie, evidenciando seu desprezo. — Segundo o que tio Peter me contou, eu não era o único — disse o garoto, erguendo as sobrancelhas. Thomas levantou as mãos para indicar que a discussão deveria terminar ali mesmo. Não pretendia que, dali a uns três anos, o assunto favorito de seu filho fossem as mulheres. De jeito nenhum! Não permitiria que Jake se tornasse um clone de seu irmão. Já bastava um Peter Carson na família. Ao receber um telefonema do irmão no começo da semana, Thomas não esperava ouvir que Peter encontrara a mulher de sua vida. Ficou a elogiar a noiva por quase uma hora. Thomas sabia de antemão que não iria gostar da moça. Ainda assim, ela parecia perfeita para Peter. Era diferente das demais em um aspecto: trabalhava.
      — Acho que não devemos discutir sobre as intimidade de Emma. Já basta Peter achar que tem a obrigação de apresentar as namoradas à família. Essa obsessão por casamento está ficando doentia — resmungou Thomas, sorvendo o café. Thomas decidira passar as férias de verão na ilha com os filhos, pois apreciava a paz e o silêncio do local. Como os pais e outros familiares usavam a casa principal apenas em ocasiões especiais e feriados, sabia que teria bastante tranquilidade com as crianças. Estava contente por ter decidido instalar-se na casa de hóspedes, pois valorizava sua privacidade quando os demais membros da família apareciam. Ficava bem perto da residência principal. Era uma distância considerável das pessoas que tanto amava, mesmo tendo de admitir que, às vezes, elas conseguiam tirá-lo do sério.
      Continuaria no sossego se seu irmão mais novo, Peter, não tivesse anunciado o noivado e que traria a felizarda para apresentar à família. Os Carson haviam chegado em massa cinco dias atrás e, desde então, a rotina de Thomas não era mais a mesma. E tudo começava a piorar. Thomas fora incumbido de acompanhar a mãe e o pai para receber a noiva do irmão, que chegaria à tarde de lancha. Tentara se livrar do programa, mas, como Peter só apareceria ao anoitecer, seus esforços foram em vão. — Ela não é mais uma dançarina, não é, pai? — perguntou Lucie, limpando os pratos e os copos que colocaria na lava-louças. Thomas estremeceu ao se lembrar da dançarina que Peter trouxera havia um ano. Lucie encarou a mulher ruiva usando uma cobra enorme em volta dos ombros e começou a berrar, histérica. Recusou-se a sair do quarto durante todo o fim de semana, e dois dos ratinhos de Jake sumiram sem deixar rastro. Pai e filho faziam ideia do destino deles, mas permaneceram calados.
      — Espero que não. — Thomas olhou para o filho. Notou que o peito nu de Jake começava a demonstrar um certo desenvolvimento, mas torcia para que ainda demorasse um pouco antes de o garoto atingir a maturidade física. — É melhor você vestir algo mais apresentável para ir ao cais, filho. — Por quê? — Conhece sua avó o suficiente para saber que, se ela vir o neto mais velho vestido feito um mendigo, seu destino será o shopping center. — De jeito nenhum!

       

      domingo, 16 de agosto de 2020

      No limiar da paixão

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO

      Ele a queria vibrante, alucinada pela paixão.

      Lauren tem diante de si o homem perfeito para seus planos: rico, experiente, dono de um charme e um carisma inigualável. “Quer casar comigo, querida?” Richard a abraça com volúpia, morde-lhe os lábios, desliza a mão atrevidamente pela cintura delgada e a faz colar-se a ele. Lauren nunca poderia imaginar uma mudança tão brusca de comportamento. Como em um passe de mágica, o homem tranquilo se transforma em um ser ardente, impetuoso, capaz de levá-la ao delírio e a caminhos nunca antes vislumbrados. Isso a assusta, seus planos tão bem elaborados podem ruir de repente.

      Capítulo Um

      — Lauren, você quer casar comigo? — O homem alto e elegante parou de repente, no meio da calçada. Lauren Wilding ainda deu dois ou três passos, e a mão morena que descansava sobre seu ombro acabou escorregando. “E eles viveram felizes para sempre...”, pensou, num sorriso de puro deslumbramento iluminando-lhe o rosto. Era fantástico estar sendo pedida em casamento, mas, ao mesmo tempo, a frase soou-lhe estranha... Não conseguiu pensar em um único filme de amor ou livro de final feliz que começasse com um pedido de casamento. Em todos os filmes ou livros de que conseguiu se lembrar, essa frase aparecia, com fundo de música suave, sempre no último capítulo... Uma gotinha de suor deslizou-lhe entre os seios e serviu para trazêla de volta à realidade. 
      — Gannon... Você não perde tempo, não é? — Virou-se para o homem que a acompanhava e sorriu com todo o charme de que era capaz, o que significava, na verdade, muito, muito charme. Richard Gannon olhou em volta, os olhos atentos e inteligentes como sempre. Quando novamente virou-se para ela, sorriu quase tímido e sacudiu os ombros. 
      — Isso mesmo. Eu não perco tempo. Você teve um efeito instantâneo e fulminante sobre o meu coração e os meus hormônios. Lauren tentou imaginá-lo dizendo a mesma frase para algum concorrente ou diante de uma mesa cercada de executivos, diretores das várias empresas para as quais trabalhava, prestando serviços de assessoria econômico-financeira. Richard Gannon era inteligente e poderoso... um dos homens mais importantes do país... e acabava de pedi-la em casamento. — O tempo está correndo contra nós — ele continuou —, mas mesmo assim quero uma resposta. Casa ou não casa? Não havia por que esperar mais. Lauren jogou mais um pouco de charme, sorriu e respondeu, cuidando para que ele não percebesse o tom de vitória que havia em sua voz:
      — Oh, Gannon... Claro, Richard, que quero me casar com você! É o que mais quero na vida... Richard sorriu, os olhos muito negros brilhando. Amava aquela mulher com uma intensidade que, seis meses atrás, lhe teria parecido impossível, improvável e ridícula. Na verdade, seis meses atrás, ele poderia citar uma dúzia de coisas que lhe enchiam a cabeça e os dias, entre as quais não estavam nem Lauren Wilding, nem casamento. Mas agora...



      terça-feira, 21 de julho de 2020

      Sobre um Vampiro

      RMANCE SOBRENATURAL
      Família Argeneau

      Com boa aparência Imortal e carisma abrasador, Justin Bricker ainda não encontrou uma mulher que pudesse conquistar. 

      Sua potencial companheira de vida não deve ser diferente. Mas, em vez de cair em sua cama, Holly Bosley foge e acaba mortalmente ferida. Para salvá-la, ele tem que transformá-la. E então Bricker descobre a verdade chocante: Holly já é casada.
      Holly acorda com um solavanco na cabeça, um desejo por sangue e um estranho sexy que insiste que eles pertencem um ao outro. Ela precisa da ajuda de Bricker para controlar suas novas habilidades, mesmo enquanto tenta resistir à sua sedução implacável. Escolher entre o mundo que ela conhece e a eternidade que ele oferece é impossível. Mas Justin está lutando por sua companheira—talvez até por sua vida—e ele quebrará todas as regras para fazê-lo.

      Capítulo Um

      — Merda, —Holly murmurou, olhando para o pacote de papéis que ela tinha acabado de pisar. O pequeno disco grampeado no canto superior disse a ela que era a papelada para um de seus clientes. Ele incluiu a autorização de sepultamento, o certificado do médico legista, o pedido de cremação e o formulário com nome e informações do cliente ... e que deveria ter sido entregue a John Byron quando ele chegou para começar o seu turno às 16:30 da tarde. Obviamente, isso não aconteceu. Este pacote deve ter caído de sua mesa em algum momento naquele dia.
      Holly continuou parada por alguns segundos, simplesmente encarando o pacote. Ela nem sequer tirou o pé, porque, uma vez que o fizesse, teria que fazer algo a respeito ... como levá-lo para o crematório ... e ela realmente não queria ir até lá. 
      Não a essa hora. Fazer a caminhada durante o dia era uma coisa, mas já passava da meia-noite agora. Ela teria que fazer o seu caminho através do cemitério para chegar ao prédio que abrigava a capela, o columbário, onde as urnas ficam, e o crematório, onde os corpos foram armazenados e aguardavam sua vez na retorta.
      Retorta é como o proprietário da Sunnyside Cemetery, Max, os tinha chamado quando ele deu a ela a turnê no dia que ela tinha começado. Ele podia chamá-los do que quisesse, mas “retorta” era apenas uma palavra chique para o forno onde queimavam os corpos.
      Estremecendo com o pensamento dos caixões arquivados no refrigerador, Holly fechou os olhos brevemente. Um jogo muito popular aqui parecia ser o de assustar o novo trabalhador com contos dos “fornos”. Jerry, o técnico dia, e John, que assumiu o turno da noite, bem como seu chefe, Max, e até mesmo Sheila, a recepcionista, todos tinham lhe contado uma história horrível uma vez ou outra. 
      Mas o mais memorável foi de John dizendo a ela como os caixões queimaram primeiro e os cadáveres às vezes O columbário é um lugar, geralmente num cemitério, em que são depositadas as urnas contendo as cinzas dos mortos depois da cremação dos cadáveres. A Retorta (retorts em Inglês) é um forno que reduz cadáveres a cinzas. Para tanto, submete os corpos a temperaturas altíssimas – até 1 000 0C (um forno doméstico mal e mal atinge os 300 0C). 
      O processo leva em torno de uma hora. Mas esse tempo pode variar de acordo com o peso da pessoa: um sujeito magro, por exemplo, demora mais que um obeso, já que a gordura age como combustível e aumenta a intensidade do fogo. Sentavam-se dentro do forno, os músculos contraídos pelo calor e com a boca aberta, como se gritassem horrorizados em seu destino. Essa imagem tinha ficado presa a ela, convencendo-a realmente que não queria ser cremada. Na verdade, ela tinha decidido evitar a todo o custo, se possível.
      Suspirando, ela abriu os olhos e olhou para os papéis, desejando poder fingir que não os tinha visto. Afinal, no curso normal dos eventos, ela não os encontraria até de manhã. Ela não deveria estar aqui agora, exceto que chegou em casa depois do trabalho, fez o jantar e procurou sua bolsa para pegar seu analisador de sangue e verificar seus níveis de açúcar, mas não tinha sido capaz de encontrá-lo. 
      Pensando que ela provavelmente deixou a bolsa no carro e não querendo que o jantar esfriasse, ela decidiu que o teste de sangue poderia esperar. Claro, que depois que o jantar terminou, ela tinha esquecido tudo sobre ele… até que ela estava escovando os dentes antes de dormir. Ela estava na metade quando se lembrou. Colocando o casaco sobre o pijama, Holly tinha se empurrado para o carro em seus chinelos para recuperar sua bolsa … só que não estava lá também. 
      Caixa de texto: Mais um Projeto Exclusivo das Divas & Lord’s

      quarta-feira, 23 de outubro de 2019

      A Guerra do Arcanjo

      ROMANCE SOBRENATURAL
      Série Guild Hunter
       Asas de prata. Asas de azul. Coração mortal. Sonhos Quebrados. Destruído. Destruído. Destruído. Uma separação. Um túmulo. Eu vejo o final. Eu vejo...

      O mundo está em caos à medida que a onda de poder da Cascata aumenta de forma devastadora. Ao resistir furiosamente às suas tentativas de transformar Elena em um receptáculo para o poder de Raphael, Elena e seu Arcanjo são irrevogavelmente alterados... Muito além da profecia de uma Antiga amaldiçoada.
      Ao mesmo tempo, eventos violentos e assustadores em todo o mundo ameaçam aniquilar populações inteiras. E no antigo território da Arcanjo Lijuan, um nevoeiro antinatural se espalha pela terra, deixando apenas um silêncio arrepiante em seu rastro. Logo se torna claro que até os arcanjos não são imunes a esse mal mortífero. Desta vez, mesmo o poder combinado do Cadre pode não ser suficiente...
      Esta guerra pode acabar com todos.

      Capitulo Um

      A Lâmina

      Dmitri estava numa varanda alta da Torre, o vento chicoteando seus
      cabelos com uma mordida que dizia que o outono estava chegando enquanto
      colava a parte de trás de sua camiseta em seu corpo. O inverno havia
      terminado, a primavera e a maior parte do verão passaram enquanto Raphael
      e Elena dormiam; outono pairava no horizonte. — Caminhei com Raphael
      através das cores do outono mais de uma vez — disse ele à mulher que estava
      ao seu lado. — Folhas laranjas, vermelhas e amarelas caindo sobre as nossas
      cabeças.
      Honor puxou a mão que ele mantinha no bolso da calça. Ele a abriu,
      permitindo que ela entrelaçasse os dedos entre os dele. — Há mais problemas?
      — Sim, posso sentir isso crescendo. — Ele e o resto dos Sete haviam impedido todos os adversários até o momento, graças à ajuda dos membros
      do Cadre que se recusaram a permitir que os urubus atacassem. Mesmo agora, enormes aves de rapina circulavam o céu e pumas cochilavam no Central Park, enquanto o esquadrão mais experiente de Caliane patrulhava as fronteiras da cidade.
      — Por que os desafios rápidos? — Honor passou a mão livre pela pele nua do braço dele. — Não faz nem um ano.
      — O exército que veio com Favashi pode ter recuado, mas não foi por escolha dele. Eles são o povo de Lijuan, e têm sussurrado nos ouvidos de parasitas como Charisemnon que este território é dele para ser conquistado.
      — Anjos menores também tentaram lançar um desafio.
      Dmitri decapitou o primeiro.
      Illium queimou o segundo com o seu poder.
      Venom usou duas facas afiadas para rasgar em pedaços o terceiro.
      Ninguém mais ousou nesse ínterim, mas queriam.
      — Acabei de receber o último relatório de Jason – seus agentes
      confirmaram que o povo de Lijuan está espalhando o boato de que o
      desaparecimento de Raphael está ligado ao de Favashi – que ela o infectou
      com o veneno que carregava dentro dela. Os bastardos estão dizendo que ele
      está morto ou moribundo e que poderes mais fortes deve dominar seu
      território antes que os vampiros comecem a sentir sede de sangue. — Dmitri
      também estava sendo acusado de agir acima de sua posição ao continuar
      mantendo o território. Como se tivesse a intenção de assumir o controle. Tolos.
      Apoiando a cabeça no ombro dele, Honor observou um condor voar até
      pousar ao lado deles. — Não está deixando todos os sussurros sobre você ser
      um traidor te afetar, está? — Um tom severo. — Porque vou ter que ser dura
      se você estiver.
      Ele teria sorrido se seu coração não estivesse tão sombrio de fúria pelas
      ameaças que pairavam no ar; sua esposa o conhecia muito bem. — Já lidei
      com isso antes. — Ninguém fora do círculo interno de Raphael parecia aceitar
      ou entender que ele estava exatamente onde queria estar. Raphael e ele
      tinham um relacionamento de lealdade e confiança, fundido com uma dor
      antiga que o Cadre não poderia compreender.

      11- A Profecia do Arcanjo
      12- A Guerra do Arcanjo

      sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

      O Filho Secreto do Conde

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO
       
      A inocente e bondosa Carrie Powell estava trabalhando como garçonete quando conheceu o moreno e bonito francês, Conde Théo St. Raphaël.

      Ele com a mesma rapidez com que a atraiu para a sua cama a descartou - ignorando seus telefonemas quando ela tentou compartilhar com ele algumas notícias importantes, um mês depois.
      Agora, passado um ano depois do términus de seu caso, ele finalmente vem até ela com a intenção de seduzi-la e de a tornar sua amante enquanto assim ele o desejasse. Mas, ficou em choque quando ela chega trazendo com ela, algo que ele nunca soube que existir: o seu bebê, de três meses de idade!
      Para Carrie, ele ao convidá-la para seu castelo significava apenas uma coisa - Théo St. Raphaël estava finalmente pronto para aceitar o seu filho.
      Assim, enquanto ela subia aquela grandiosa escadaria, a última coisa que esperava era descobrir que Theo apenas a quer de volta para a sua cama… e um teste de paternidade!

      Capítulo Um

      Segurando seu bebê dormindo contra seu peito, Carrie Powell olhou para o Castelo francês na noite enluarada. Ela estremeceu, apesar da brisa morna que acariciava seus cabelos e sua pele quente.
      Após um ano de um frio silêncio, Théo St. Raphaël, Conde de Castelnau, finalmente a havia procurado. Ele finalmente queria conhecer seu filho de três meses de idade.
      Os calafrios de Carrie intensificaram-se quando ela olhava para o castelo onde Théo a seduziu pela primeira vez, antes de a abandonar em Seattle, duas semanas depois, deixando-a grávida e sozinha.
      Uma vez, ela o havia amado mais do que à vida. Ela pensava que ele era seu príncipe encantado, este intitulado magnata que fez sua própria fortuna. Ela o tinha amado com a devoção cega de uma menina — seu único amante, o único homem que ela se podia imaginar amando.
      Carrie respirou fundo, tremendo. Tinha sido tão tola.
      Crescendo, seus irmãos mais velhos tinham revirado os olhos para a forma como ela sempre via o melhor das pessoas. Até mesmo seus pais a tinham provocado — a sonhadora, Carrie a cabeça nas nuvens, que defendia as pessoas que tentavam passar à frente na fila do supermercado ou que eram rudes sem razão para tal. Mas aquelas pessoas estavam fazendo o melhor que podiam, pensou Carrie. A mulher mal-humorada que furava a fila do supermercado podia estar a viver alguma tragédia privada ou estar tão preocupada, que mal podia suportar. Carrie procurava gostar de todos. Ela talvez tivesse não gostado de uma ou duas pessoas realmente desagradáveis em sua vida, mas ela certamente nunca odiaria alguém.
      Até agora.
      - Venha, mademoiselle, - disse o guarda-costas, segurando o marsúpio que ele tinha tirado do sedan de luxo enquanto o motorista tirava a sua bagagem da bagageira. - Estamos atrasados.
      Agarrando a alça do marsúpio do bebé, ela olhou para ele, e suspirou. Ele praticamente a havia sequestrado da casa de seus pais, mas o homem estava apenas fazendo seu trabalho. O culpado real era seu chefe.
      Pousou o marsúpio na grama fresca, e gentilmente colocou o bebê adormecido dentro dele envolvendo-o num cobertor acolchoado quentinho. Ela certamente não tinha planejado que Henry usa-se um baby-grow pijama quando fosse apresentado a seu pai pela primeira vez, mas o bebê estava esgotado e só tinha dormido uma hora no jato particular. Uma hora a mais do que Carrie.
      Ao levantar-se, sentiu cada músculo em seu corpo dorido, balançando suavemente o marsúpio, para a frente e para trás.
      Depois de abandoná-la quando ela mais precisava dele, ontem, Théo tinha enviado o seu guarda-costas para a recolher, sem sequer a cortesia de um telefonema. Mas o que ela esperava de um homem tão egoísta, tão cruel, tão frio?
      Graças a Deus que ela o deixara de amar há muito tempo. Havia apenas uma coisa entre eles agora. Apenas uma coisa importava. Emoção embargada a sua garganta quando Carrie olhou para a cabeça de seu bebezinho adormecido, aninhado contra seu macio cobertor azul.
      Mesmo que odiando Théo com todo seu coração, ela não iria negar-lhe a oportunidade de conhecer seu filho.
      O guarda-costas segurou a porta aberta, esperando por ela.
      - Mademoiselle, s'il vous plaît.
      Carrie olhou por ele na entrada escura do castelo, de repente nervosa. Ela olhou para o guarda-costas.
      - Você vai ficar com a gente?
      O homem sacudiu a cabeça.
      - Ele quer ver você em paz, sozinho.
      Carrie mordeu o lábio.
      - Mas você vai voltar de manhã para me buscar? -, Ela insistiu. - Ou mais cedo? Mais tarde, esta noite?
      O rosto do homem estava em branco.
      - Isso é como Monsieur le Comte desejar.
      Monsieur le Comte? Se ela tivesse acabado de voltar no tempo para alguma idade feudal onde todos tremiam e obedeciam Théo como mestre? Carrie respirou fundo, cerrando os punhos. Bem, não ela. Não haveria tremeliques nem obediência cega.
      Ela iria entrar em Gavaudan Castelo e ser friamente educada. Ela iria mostrar a Théo a criança bonita que irrefletidamente rejeitara, e de amanhã ele já estaria chateado com os dois.



      Tradução Independente

      Dragão da Desgraça

      Série Dark Hunter
      De todos os misteriosos hóspedes que chamam o Santuário de lar, ninguém é mais anti-social ou reservado do que Maxis Drago. 

      Mas, então, é difícil se misturar com o mundo moderno quando você tem uma envergadura de mais de quinze metros. Séculos atrás, ele foi amaldiçoado por um inimigo que jurou vê-lo cair. Um inimigo que tirou tudo dele e o deixou para sempre isolado. Mas as Destinos são uma cadela, com um senso de humor perverso. E quando elas jogam colocando velhos inimigos juntos e ameaça a esposa que ele pensou ter morrido séculos atrás, ele volta com uma vingança. Os dias modernos de Nova Orleans tornou-se um campo de batalha para o mais antigo dos males. E dois dragões vão segurar a linha ou cair em chamas.

      .

      Série Dark Hunters
      1- Um sonho de Amante
      2- Caçador Escuro
      3- Dragonswans
      4- Prazeres Noturnos
      5- Abraço Noturno
      6- Amante Fantasma
      7- Dança com o diabo
      7.1- Natal de um Dark Hunter
      8-Beijo Sombrio
      9- Jogo Noturno
      10- Nascida no Inverno
      11- Abrace a Noite
      12- Pecados na Noite
      13- Segundas Chances
      14- Desata a Noite
      15- Minha Grande Boda
      16- O Lado Escuro da Lua
      17-Amor a primeira mordida
      18- Caçador de Sonhos
      18.5- The Guardian
      19- O diabo pode chorar
      20-Uma vez o claro da meia-noite
      21- The Guardian
      22- Perseguidor de Sonhos
      22,5 – Memórias de Ryssa – O Pomar
      23- Uma Noite Silenciosa
      24- A Sombra da Lua
      25- Guerreiro do Sonho
      26- Lua Crescente
      27-  Sem Piedade
      28 - Retribuição
      29- The Guardian
      29.5  - Redemption
      30 - s/inform.
      31- Styxx
      32- Mordidas Escuras  
      33- Filho de Ninguém
      34- Dragão da Desgraça

      O Imortal que me Amava

      ROMANCE SOBRENATURAL
      Série Família Argeneau
      Uma dona de loja cética e um lindo vampiro que veio reivindicá-la.

      Algumas horas atrás, Sherry Carne teria jurado que vampiros não existiam. Isso era antes de imortais desonestos invadirem sua loja, deixando o caos sangrento (literalmente) em seu rastro. O problema começa quando Sherry descobre que um dos vampiros na trilha dos bandidos pode ser seu companheiro de vida. Sua cabeça diz que tudo isso é impossível. O resto dela dá uma olhada em Basileios Argeneau e tem ideias muito mais interessantes.
      Seja o que for que Basil espera em uma companheira de vida, engraçada, sincera, Sherry não é isso. Mas a química e o instinto alucinantes não mentem. Eles também lhe dizem outra coisa, que a conexão de Sherry com o mundo imortal é mais profunda do que ela sabe. E que ela está no tipo de perigo que apenas Basil pode salvá-la, se confiar nele, agora e para sempre ..

      Caixa de texto: Mais um Projeto Exclusivo das Divas & Lord’s

      A Profecia do Arcanjo

      ROMANCE SOBRENATURAL
      Série Guild Hunter
      Meia-noite e amanhecer, as asas de Elena são únicas entre os anjos... e agora estão falhando. 

      O primeiro mortal a ser transformado em um imortal na memória angélica, ela está regredindo. Tornando-se mais e mais humana. Mais fácil de machucar. Mais fácil de matar. Elena e Raphael devem descobrir o motivo da regressão antes que seja tarde demais e Elena caia do céu. No entanto, mesmo enquanto lutam em uma batalha furiosa pela sobrevivência de Elena, forças violentas estão se reunindo em Nova York e em todo o mundo. Na China, o Arcanjo Favashi está mostrando os primeiros sinais de loucura. Em Nova York, um misterioso sumidouro cheio de lava engole um homem inteiro. Na África, as chuvas torrenciais das monções inundam os desertos em movimento. E na mente de Elena sussurra uma voz assustadora que não é dela. Desta vez, a sobrevivência pode não ser possível... nem para a consorte de um arcanjo.

      Capítulo Um
      Elena notou os pardais com a periferia de sua mente.
      Os pequenos pássaros mergulhavam e dançavam além das janelas da Torre,
      suas asas quase roçando o vidro. Por um segundo, sentiu um arrepio na nuca, mas
      depois os pardais voaram para fazer coisas de pardais e percebeu que estava sendo
      paranoica. Só porque os pássaros da cidade ficaram completamente arrepiantes e
      sobrenaturais uma vez, não significava que todos os pardais fossem um prenúncio.
      Às vezes, um pássaro era apenas um pássaro.
      Ela retornou ao seu jogo de Scrabble e para acabar com Vivek.
      Dez minutos depois, os dois estavam loucamente alegres em discutir sobre
      uma palavra quando Sara ligou para pedir a ela para rastrear um jovem vampiro
      que achava que podia escapar de seu contrato. — Por quê? — disse ela para Sara
      e Vivek, após colocar a conversa no viva-voz.
      — Porque você é uma Caçadora da Sociedade, e encontramos e
      transportamos de volta os vampiros fugitivos — foi a resposta seca de Sara. — Se
      não sabe disso até agora, Ellie, não há esperança para você.
      — Não. — Elena se recostou na cadeira em frente a Vivek. — Por que certa
      porcentagem de vampiros bebês acham que: (a) todas as coisas desagradáveis e
      terríveis que ouviram sobre os velhos anjos não são verdadeiras, e (b) depois de
      descobrirem que, de fato, todo o conhecimento anterior deles é verdade, por que
      acham que serão os únicos idiotas que conseguirão se libertar?
      Ambas as coisas não faziam sentido para Elena. Você teria que ser cego,
      surdo e mentalmente desequilibrado para não perceber que a raça dos anjos não
      era humana de nenhuma maneira, jeito ou forma. Para um ser que viveu mil anos,
      o que eram mortais e vampiros recém-criados, senão insetos a serem esmagados?
      Nada além de frágeis vaga-lumes. Talvez bonitos, se seu gosto fosse esse, mas
      seriam esquecidos em meros segundos.
      Que Elena agora fosse a consorte do imortal mais poderoso da América do
      Norte não mudava sua profunda compreensão daquela verdade ardente. Raphael
      estava aprendendo a agir com mais humanidade por causa do vínculo de amor que
      os unia, mas ele não era humano, e nunca seria; seria como pedir a um tigre feroz
      que fosse manso. Uma impossibilidade – e uma destruição.
      Raphael era uma fúria gloriosa, um poder.
      Enquanto Elena era um anjo recém-nascido com um coração que sempre
      seria mortal, mesmo que ela vivesse dez mil anos.
      — Eu tenho uma resposta. — Vivek levantou a mão, seu rosto nitidamente
      bonito exibindo um sorriso vincado, e o rico tom moreno de sua pele iluminado
      com bom humor.
      Fazia muito tempo desde que Elena tinha visto qualquer sinal de petulância
      e mesquinhez que uma vez foram tão parte dele quanto seu impressionante
      intelecto. Naquela época Vivek controlava as Adegas, o esconderijo que a Sociedade
      mantinha para os caçadores que precisavam se esconder por um tempo – como
      uma caçadora rebelde que poderia ter cortado a garganta de um vampiro tão

      brutalmente poderoso que era o segundo de um arcanjo.
      11- A Profecia do Arcanjo

      quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

      Tomados pela Paixão

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO



      A hesitante senhora Ricci...

      O mundo de Angelina vem abaixo quando Lorenzo Ricci invade sua festa de noivado e exige que o casamento seja cancelado, porque eles ainda estão casados! 
      Angelina deixou-o para salvar seu coração, mas agora, com os negócios da família em risco, ela precisará reconsiderar sua situação... 
      Enquanto isso, Lorenzo necessita de um herdeiro, e fará o que for preciso. 
      Ele pode fazer as dívidas dela sumirem... se ela o compensar com prazer e um filho! Será que conseguirão sobreviver a essa ideia tempestuosa?

      Capítulo Um

      — Senhor.
      Lorenzo Ricci apressou o passo, fingindo não ter visto seu advogado no corredor, atrás dele. De volta aos Estados Unidos fazia menos de 50 minutos, a última coisa que queria era discutir os detalhes do complexo acordo de aquisição que ele vinha negociando.
      No dia seguinte, depois de uma dose de seu uísque favorito, ele lidaria com essa dolorosa tarefa.
      — Senhor!
      Dio. Ele parou e se virou para o homem que se esforçava para alcançá-lo com suas pernas curtas.
      — Estou viajando há 16 horas, Cristopher. Estou cansado, de péssimo humor e preciso dormir. Acredite quando digo que amanhã será melhor.
      — Isso não pode esperar. — O nervosismo na voz de seu advogado chamou a atenção de Lorenzo. Em cinco anos fechando acordos difíceis juntos, ele nunca o vira tão abalado. — Cinco minutos do seu tempo.
      Suspirando, Lorenzo apontou para seu escritório.
      — Bene. Cinco minutos.
      Cristopher entrou com ele nos sofisticados escritórios da equipe executiva da Ricci International. Gillian, a ultraeficiente assistente de Lorenzo, lançou para ele um olhar de desculpas. Ele fez um gesto, deixando aquilo de lado.
      — Vá para casa. Podemos resolver tudo amanhã.
      Ela murmurou um “obrigado” e começou a juntar suas coisas. Cristopher o seguiu para o escritório, parando diante da mesa enquanto Lorenzo deixava sua pasta de lado e tirava o paletó.
      Ele foi até as imensas janelas que emolduravam uma magnífica vista de Manhattan, uma das vantagens de ser diretor executivo do conglomerado internacional italiano de sua família, uma dinastia do ramo da navegação que diversificara seu império com redes de hotéis, cruzeiros e imobiliárias.
      Virando-se, ele se recostou no vidro e cruzou os braços.
      — Certo — disse Lorenzo. — Pode dizer.
      O advogado dele pigarreou.
      — Temos uma... questão. Um erro que foi cometido e precisamos corrigir.
      Lorenzo franziu o cenho.
      — No acordo?
      — Não. É uma questão pessoal.
      Lorenzo semicerrou os olhos.
      — Não vim aqui para brincar de adivinhar, Cris. Diga de uma vez.
      O advogado dele engoliu em seco.
      — A firma de advocacia que cuidou do seu divórcio cometeu um erro nos documentos. Uma omissão, na realidade...
      — Que tipo de omissão?
      — Eles se esqueceram de dar entrada neles.
      Lorenzo sentiu um zumbido nos ouvidos.
      — Eu me divorciei há dois anos.
      — Sim. Então... — Cristopher engoliu em seco novamente. — Na realidade, não se divorciou, já que os documentos não foram registrados.
      — O que está dizendo? — O cérebro de Lorenzo estava tendo dificuldade de acompanhar aquilo.
      — Você continua casado com Angelina. O advogado que cuidou do seu divórcio estava com uma carga de trabalho imensa naquele mês. Ele achou que tivesse dado entrada nos documentos, tinha certeza disso, até olharmos os detalhes da ação depois da conversa que tive com você recentemente.
      Quando ficara claro que Angie não tocaria em um centavo sequer da pensão que ele lhe dava todo mês.
      — Minha esposa anunciou o noivado dela esta semana. Com outro homem.
      — Sim...

      Uma Mulher Ousada

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO
      O vestido de noiva nunca usado de Julie Myers era encantador.

      Pena que seu ex-noivo achara Julie ingênua demais para ser sua esposa. Agora o vestido estava à venda... E Julie procurava um homem que pudesse transformá-la numa mulher ousada...
      Tom Brunswick procurava um vestido de noiva para sua irmã. Mas, de repente, transformou-se no tutor de uma mulher sedutora. Tarde demais, percebeu que seu tempo de solteirão estava terminando...

      Capítulo Um

      Vestido de noiva à venda. Tamanho 42. Nunca usado. Melhor oferta. Fone: 2555-1221.
      — Vim aqui por causa do vestido de noiva.
      O homem ligou do interfone. Julie Myers reconheceu a voz, ele já havia telefonado antes, aliás, o primeiro telefonema depois de a notícia ter sido publicada no jornal durante três dias.
      — É Tom Brunswick? — Ela leu o nome no papel ao lado do telefone.
      — Ele mesmo.
      — Suba.
      Julie abriu uma fresta da porta do apartamento e ficou esperando que ele subisse os dois lances de escada.
      Que tipo de homem compraria um vestido daqueles para sua noiva? Do lugar em que estava ela viu primeiro o topo da cabeça do homem: cabelos louros repartidos ao meio e um pouco em desalinho. Logo depois ele apareceu. Alto, musculoso, sexy, usando jeans descorados muito justos e paletó de couro marrom já bastante velho.
      — Você é Julie? — ele perguntou, olhando para o anúncio que tinha na mão. — Julie Myers?
      — Sou.
      — Pretende por acaso trazer o vestido aqui fora?
      — Não, desculpe. Vou tirar a corrente da porta. — Feito isso, acrescentou: — Entre, o vestido está em cima do sofá.
      O homem examinou-a da cabeça aos pés, e disse:
      — Você parece ok.
      — Ok?
      Julie teve a impressão de que ele a despia com o olhar. Deveria correr, gritar ou ficar indiferente?
      — Seu corpo é mais bem feito do que o de Tina, mas acho que isso não faz mal.
      — Ah, você quer dizer que eu e sua noiva temos mais ou menos o mesmo corpo?
      Aquilo era ainda mais estranho do que ela imaginara. Não havia uma crença de que o noivo não devia ver o vestido da noiva antes do casamento?
      — É para minha irmã.
      — Está comprando um vestido para sua irmã?
      — Sim. Irmã gêmea, por sinal. O vestido dela já havia sido encomendado e estava quase pronto. Mas pegou fogo na loja e não há tempo para fazer outro.
      — Quando vai ser o casamento? — Julie perguntou.
      — Esta semana.
      — Ela deve estar desesperada.
      — Minha irmã encontra-se presa no aeroporto de Denver. Devido à nevasca os voos estão atrasados, sem previsão de partida. Ela não pode sair do aeroporto para fazer compras.
      Julie imaginava a irmã de Brunswick tal qual ele, olhos escuros, cabelos louros e aparência maravilhosa. Se a noiva for de fato parecida com o irmão, o noivo se casará mesmo que ela esteja de camiseta.
      — Você disse que o vestido nunca foi usado?
      — Nunca. É novo. Não pude devolvê-lo à loja porque não se aceitam devoluções de vestidos de noiva.
      — E o que houve?
      Julie pensou no noivo. Ninguém se surpreendera quando o bem relacionado, extrovertido Brad Wilson decidira acabar com o casamento na manhã da cerimônia.
      — Meu noivo encontrou a mulher de seus sonhos na despedida de solteiro. Claro, ela trabalhava como strip-teaser para pagar a universidade.
      — Oh, sinto muito! — Naturalmente ele sentia por ter perguntado. Apenas por ter perguntado.
      — Isso aconteceu há seis meses. Já superei a crise. Meus pais tiveram de pagar pelo aluguel do salão e minha tia Ellen não sabe o que fazer com os quatro quilos de pastéis de hortelã no freezer. Sua irmã não precisa de pastéis de casamento?
      — Graças ao bom Deus, não. Mas, sobre o vestido, tem mesmo certeza de que quer vendê-lo? Uma moça boazinha como você por certo terá logo chance de usá-lo.
      — Por que você me chamou de boazinha?
      — Bem... Parece boazinha.
      Julie sentiu um aperto no coração. Um homem atraente como aquele jamais se sentiria atraído por ela.
      — Ok, sou boazinha, e por que então homens fascinantes como você não se sentem atraídos por mulheres como eu?
      — Julie, não a conheço o suficiente...
      — Não! Mas quero saber, o que há de errado em ser boazinha?
      — Só porque um canalha rompeu com você...
      — Jogou-me fora. Praticamente me abandonou no altar. E depois tentou consolar-me dizendo que eu era boa demais para ele.
      — Provavelmente é — Tom Brunswick sacudiu os ombros e ergueu a manga rendada do vestido. — Acho que minha irmã gostará disto.
      — Bom. Pode pagar cem dólares a menos do que eu paguei. A nota está aí sobre a mesinha, pode ver. Mas só aceitarei esse preço se me disser o que há de errado em ser boazinha. Garanto que você rompeu com várias mulheres dando a desculpa esfarrapada de que eram boas demais.
      — Acho que nunca falei exatamente...


      Um Homem para Confiar

      ROMANCE CONTEMPORÂNEO

      Violet O’Dell tinha medo de Homens... e da lei.

      Mas ela e o filho foram salvos pelo policial texano Charlie Pardee, que preenchia os dois requisitos. Violet precisava de uma carona e de um emprego temporário, e quando Charlie ofereceu-lhe as duas coisas, foi obrigada a aceitar.
      Não importava que ele fosse o homem mais atraente que encontrara em anos... e fosse também um policial!




      Capítulo Um

      Charlie Pardee estava com calor, cansado e com fome. Parar no acostamento de uma estrada fervente no Novo México e bancar o mecânico era o último item em sua lista de desejos. 

      A temperatura devia ser de trinta e cinco graus à sombra, se fosse possível encontrar alguma sombra num raio de trinta quilômetros. Mas a mulher desamparada junto ao capo do carro tinha as pernas mais bonitas que já vira, e ele não era homem de ignorar uma dama em apuros, embora seu cérebro lhe ordenasse que seguisse em frente.
      Estacionou a caminhonete atrás do carro encrencado. Saltou, ergueu o chapéu de palha e passou os dedos pelo cabelo castanho-claro, colado à testa devido ao suor. Não era um dia favorável para ficar na estrada, fosse homem ou mulher.
      Pousando o chapéu na cabeça, foi até a moça.
      — Está com problemas, moça?
      A mulher olhou-o desconfiada, estudando a forma alta e musculosa como se não conseguisse avaliar se tratava-se de um anjo salvador ou de um demônio do qual devesse fugir.
      — Eu... uh... acho que meu carro superaqueceu.
      Vapores escapavam de baixo do capo e ela ainda tinha dúvida.
      — Parece que sim — concordou ele, arrogante.
      Aproximou-se da mulher e do carro pequeno.
      Sem tirar os olhos dele, ela recuou e tateou a procura do trinco da porta. Como se trancando-se no carro quebrado ficasse a salvo de suas garras. Bem, ao menos tinha o bom senso de permanecer em guarda. Era mais do que se esperava da maioria das mulheres.
      — Se abrir o capo, posso dar uma olhada — ofereceu-se. — Não sou mecânico, mas terei uma ideia do que está errado. Já teve problemas com o carro antes?
      A mulher balançou a cabeça e, concluindo que não tinha escolha senão confiar no desconhecido, abriu a porta do carro e puxou a alavanca que destravava o capo.
      Charlie levantou o capo e apoiou-o no suporte apropriado. A mulher, que não devia ter mais do que vinte e cinco anos, aproximou-se um pouco para assistir ao exame.
      Com o canto do olho, Charlie apreciou-lhe as pernas esguias e desnudas. Ela usava um short azul, camiseta e sandálias de tirinhas de couro. A pele clara e lisa denunciava uma aversão ao sol. As unhas dos pés pintadas de cor-de-rosa denotavam uma feminilidade discreta. Não era uma moça escandalosa, mas com certeza podia chamar a atenção, se quisesse.
      — Não tive problemas com o carro até agora — comentou ela, denunciando um sotaque meio texano... ou melhor, da Geórgia. — De repente, o painel emitiu um apito e a luzinha referente ao motor começou a piscar. — O que isso significa?
      — Significa que está com problemas — concluiu Charlie.
      Ela ergueu as sobrancelhas escuras, confusa.
      — Como?
      Charlie vira muitas mulheres bonitas em seus vinte e nove anos de vida e, sendo um homem normal, nunca deixara de admirar uma beldade. Aquela mulher, entretanto, ameaçava tirá-lo do sério.
      — Seu motor está com algum problema — explicou.
      — Oh. — Ela suspirou profundamente. — Espero que não seja muito grave. Não estou preparada para fazer reparos caros no carro.
      Charlie rapidamente identificou o problema e tirou a correia quebrada do ventilador.
      — A correia que aciona o sistema de ventilação está quebrada. Se tiver sorte, vai gastar pouco. Agora, se o motor fundiu...
      Ela afastou os cabelos do rosto e encarou os olhos azuis do homem alto.
      — A que distância fica a cidade mais próxima, a oeste?
      Charlie nunca deixava de se espantar com a imprudência das pessoas que viajavam sem mapa, mas conteve-se.
      — Cerca de quarenta quilômetros...